segunda-feira, 31 de maio de 2010

The Foundation of Maria Lucia Jaqueira Mattos Urgent.Make your donation. It is a social duty, religious. Indicate this institution.

The Foundation of Maria Lucia Jaqueira Mattos
Make your donation. It is a social duty, religious. Indicate this institution.

THE FOUNDATION OF MARIA LUCIA JAQUEIRA MATTOS counts more than 50 thousand patients seen in 09 years of existence, for professional volunteers, engaged, trained, trying to accomplish as much within their limites.

A Foundation jaqueira is urgent need of donations.

Donations should be made to:
Foundation Jaqueira Maria Lucia de Mattos
CAIXA ECONOMICA FEDERAL
AGENCY: 2211 Graça
CURRENT ACCOUNT: 888-2
Operação: 003
Salvador - Bahia - Brazil.

Deposit whatever is possible, what your pocket, common sense and allow heart!

Friends (as), the Foundation Jaqueira an urgent need for donations of new or used computers. Non-perishable food, basic baskets, clothing: adult and child. Footwear: adult and child, furniture. Donations in kind. We are having children, pregnant women and elderly poor. We want your help in donations from bridal outfits for babies!


Contact: fundacaojaqueira@yahoo.com.br

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Vocês acreditam na versão da polícia? Foi assalto seguido de morte? A polícia tem direito de dar por encerrado este caso?Respondam!


Uma tentativa frustrada de assalto. Assim os acusados de assassinar o delegado Cleyton Leão, morto na manhã da última quarta-feira (26), na Estrada da Cascalheira, em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS), definiram o crime, que chocou a população baiana e ganhou destaque internacional.

Rinaldo Valença de Lima, de 26 anos, Edson Cordeiro, 29, e Magno de Menezes dos Santos, 26, foram presos menos de 24 horas após terem cometido o homicídio. Os acusados confessaram ter praticado uma série de roubos na região. O veículo do delegado seria o terceiro a ser tomado de assalto. O trio também afirmou que não sabia que a vítima era, na verdade, um policial.

De acordo com o depoimento, Ronaldo e Edson saíram do carro para fazer a abordagem, enquanto Magno permaneceu no veículo utilizado para fuga, um táxi roubado em Camaçari. Ao se aproximarem do automóvel do delegado, os bandidos ordenaram que ele saísse. Vendo que se tratava de um assalto, Clayton, que concedia uma entrevista a uma rádio local no momento do crime, tentou pegar sua arma. Assustado com a reação do delegado, Rinaldo fez três disparos. Dois atingiram o delegado e um a porta do veículo.

“Tudo o que eles declararam coincide exatamente com o que pudemos apurar até agora com referência à dinâmica do crime”, declarou o diretor do Departamento de Narcóticos, delegado Cleandro Pimenta, designado pelo secretário da Segurança Pública, César Nunes, para comandar as investigações sobre o caso.

A mulher do delegado, que também estava no veículo e assistiu a toda a ação, confirmou as informações dos três homens presos. Embora ainda não tenha sido ouvida oficialmente, por não ter condições psicológicas de prestar depoimento, algumas informações já haviam sido colhidas com ela, momentos depois do crime.

O trio ficará a disposição da Justiça e será indiciado por latrocínio, formação de quadrilha, roubo, porte ilegal de armas e tráfico de drogas, já que foi encontrada maconha com Edson.

Prisões
Após ouvirem testemunhas e seguirem pistas sobre o automóvel utilizado pelos bandidos para abordar o delegado, policiais da 18ª Delegacia (Camaçari), unidade na qual Cleyton Leão era lotado, chegaram ao paradeiro do autor dos disparos. Rinaldo foi preso em torno das 17h de ontem, escondido no bairro da Gleba E, em Camaçari. Efetuada a prisão, ele apontou a participação dos outros dois integrantes, sendo Edson preso nos arredores do mesmo bairro.

Com “Inha”, como Edson é conhecido, foram encontradas duas armas, um revolver calibre 38 e um revolver 357. Segundo ele, a 357 foi a arma utilizada na ação, o que só poderá ser confirmada após a realização de perícia nas armas.

O terceiro integrante da quadrilha se apresentou à polícia hoje (27), pela manhã. Magno compareceu, juntamente com seu advogado, à Coordenadoria de Ações Especiais (COE), onde foi ouvido antes de ser encaminhado à Secretaria da Segurança Pública.


Tribuna da Bahia

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A execução do Delegado Clayton Leão. Sua última entrevista.

Segurança
Delegado relata ações contra violência
e antes de concluir entrevista é executado.





Rádio Líder – Dr. Clayton Leão, bom dia.


Delegado Clayton Leão – Bom dia Marco Antônio. Primeiro, quero pedir desculpas por não estar presente aí, gostaria muito, mas passei aqui em Abrantes da delegacia, tive um pequeno contratempo e justamente para não faltar o compromisso, a gente tem essa primeira conversa por telefone. Você sabe que a gente a 18ª Delegacia de Polícia está sempre disposto a atender os meios de comunicação, a imprensa e toda a sociedade de Camaçari.

RL – Clayton, quero iniciar esse bate papo contigo falando da paralisação dos policiais civis. Camaçari também faz parte e está aí dentro do contexto. A população de Camaçari está prejudicada em que sentido quando se trata da questão da paralisação dos policiais?

CL – Na verdade é uma paralisação não só da Bahia, mas nacional, a Polícia Civil, de todo o Brasil está parada em busca de uma melhoria do piso salarial para a categoria. Ela está sendo feita através da PEC 300/446, na verdade são duas PECs, que é uma proposta de emenda constitucional que já foi votada e aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados em Brasília e ela não só vai abranger a policia civil, mas como vai abranger toda a polícia militar. Na verdade essa PEC vai estipular um piso nacional para todo policial, tanto civil quanto militar e bombeiro também, que já faz parte da polícia militar. E com relação à paralisação, a orientação do sindicato é que 30% do efetivo da Polícia Civil esteja trabalhando. Ontem mesmo, fizemos contato com o Ministério Público, foi inaugurada a cadeia pública em Salvador e os presos começaram a ser recolhidos de toda a capital e consequentemente, também da região metropolitana. A tendência é que todas as delegacias, não só da capital, mas da região metropolitana não tenham nenhum preso provisório, ou seja, a pessoa é presa em flagrante e encaminhada para a delegacia e fica lá custodiada durante o prazo de conclusão de inquérito policial, que são dez dias para o réu preso. Isso vai melhorar o trabalho da Polícia Civil, uma vem que, com a custódia lotada, policiais que estariam dando atendimento ao público e fazendo diligências e investigação, que é o trabalho da Polícia Civil, ficam tomando conta de preso, visita de preso, familiares de preso. Inclusive, Marco Antônio, isso é um absurdo, quando o preso tem algum problema de saúde, no mínimo dois três policiais civis tem que levar esse custodiado, que tem direito a atendimento médico, para o hospital para ter o atendimento, ou seja, isso é um desvio de função da polícia civil. A gente conta também com o apoio da Polícia Militar, que vem ajudando a fazer essa condução de presos.

RL – A gente sabe do seu trabalho à frente da delegacia e do trabalho dos seus companheiros de investigação. A cidade aqui não é uma cidade fácil de ser policiada, a gente sabe disso, até porque fica na região metropolitana e não é fácil fazer o policiamento de uma cidade como essa, principalmente o policiamento investigativo. Para a gente encerrar este bate-papo, pergunto, como é que o senhor faz a análise neste momento?

CL – Eu queria fazer um resumo. Eu cheguei aqui em Camaçari em dezembro de 2008, vim de uma unidade do COE – Centro de Operações Especiais da Polícia Civil –, trabalhava diretamente com repressão a roubo a banco em todo o estado da Bahia. Vim para Camaçari a convite do secretário, do delegado geral, já fazendo um trabalho totalmente diferenciado, que era trabalhar numa unidade circunscricional, numa cidade em que a polícia estava, em parte, desacreditada. Chegamos, priorizamos combater principalmente o tráfico de drogas. Hoje a gente tem uma certeza, posso afirmar com convicção, que o tráfico de drogas em Camaçari recuou. Para se ter uma idéia, Marco Antônio, em Salvador uma pedra de crack é vendida a três, quatro, cinco reais. Em Camaçari, é até um absurdo se falar isso, é tabelado a R$ 10. Isso quer dizer que a polícia no geral vem trabalhando, vem combatendo o tráfico de drogas. A oferta está menor, a procura infelizmente continua grande por parte dos usuários, mas a oferta está menor, os traficantes estão com medo. Em um ano demos 127 flagrantes de traficantes com grande quantidade de droga apreendida. Quando paramos para contabilizar a droga, principalmente crack, a gente deu mais de R$ 800 mil de prejuízos aos traficantes. O trabalho para repreender é esse. Mas a gente trabalha, principalmente a Polícia Civil, no intuito de pegar o traficante aonde mais dói nele, que é no bolso, que a gente quebrando ele no bolso, ele não vai ter mais como comprar droga, vai ter que pagar advogado caro. A gente tem trabalhado junto com o Ministério Público, que apóia as nossas ações, principalmente dentro de uma legalidade que até então, não se ouve falar em nenhum tipo de ilegalidade cometida pela Polícia Civil. O Poder Judiciário também, apesar de estar em greve. Temos contato direto com os juízes. Eles têm apoiado o trabalho da Polícia Civil também. A gente, em 2009, conseguiu reduzir os homicídios, foram 76 em 2008 e em 2009, foram 73. Quer dizer, foram três a menos, em uma época que a violência só tende a aumentar em todo o Brasil e diga-se de passagem, desses 76 homicídios registrados em 2008 em Camaçari, muitos são desova. Desova no sentido de violência iniciada em uma outra cidade e vieram jogar os corpos em Camaçari. Infelizmente esses corpos que são achados na nossa região são contabilizados como homicídios em Camaçari. Foi divulgada no ano passado uma pesquisa em que Camaçari aparecia como a cidade mais violenta do Brasil para jovens de 14 a 24 anos. Não é verdade. Esses dados foram colhidos em anos anteriores à nossa chegada, levando em consideração fatores que nada tem a ver com a segurança pública. Levaram em conta assiduidade em colégio e taxas de desemprego, o que não tem a ver com a segurança pública. Ou seja, são fatores sociais, independem do trabalho da polícia.

RL – Para encerra mesmo. E o caso Glauber, doutor?
CL – Peraí, peraí, peraí...

RL – Doutor, doutor...
... Meus Deus do céu, assassinaram Clayton aqui na cascalheira. Venham minha gente, pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, alô, Marco Antônio, minha gente, pelo amor de Deus...


RL – O que houve?
... Pelo amor de Deus, pelo amor de Deus.


RL – O que é que está havendo aí?
...
RL – Meu Deus do céu, o que foi que houve aí? Atenção Polícia Civil, atenção pessoal da 18ª delegacia de Polícia, algo grave aconteceu aí. Atenção, atenção dá uma ligada. O que foi que houve aí? Pega o telefone aí senhora por favor.

... Alguém pelo amor de Deus

RL – Esse é o telefone do delegado dr. Clayton. Mantenham contato com a delegacia agora. Vamos continuar ouvindo aí. Chamar atenção dos agentes da 18ª D.P. Algo grave aconteceu no momento que a gente falava com o delegado titular da 18ª DP, falando do trabalho da polícia, falando o que realmente a polícia vem fazendo.

... Meu amor, meus Deus do céu, me ajudem pelo amor de Deus, me ajudem, aí meu Deus do céu...

RL – Algo grave acaba de acontecer, não sabemos o que.

... Pelo amor de Deus, socorro. Ele estava dando uma entrevista...

RL – Atenderam o telefone, uma senhora informou que atiraram no delegado, na cabeça. É isso que a cidade de Camaçari está ouvindo?

... Eu tava passando aqui na hora. A gente não tem como falar agora, vamos dar socorro aqui ao delegado, sabemos que alguém atirou.


* O áudio da entrevista foi cedido pela Mídia Clip.
** Transcrição do conteúdo - repórter Karina Baracho

Velório e sepultamento de Clayton Leão Chaves

Foi enterrado nesta manhã (27), no Campo Santo, o corpo de Clayton Leão Chaves, 35 anos, delegado titular da 18ª Delegacia de Camaçari, assassinado ontem por três bandidos.

Amigos, parentes e colegas de profissão lotaram o sepultamento. O governador Jaques Wagner, o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, o delegado-chefe Joselito Bispo, o secretário de Segurança Pública, César Nunes, e outras autoridades estiveram presentes no velório.

O delegado, que vinha combatendo o crime organizado e o tráfico de drogas na cidade, estava conduzindo o seu veículo, um EcoSport de placa JKP-8019, na companhia da esposa, a dentista Simone, e parou o carro na Estrada da Cascalheira, para dar uma entrevista ao vivo a uma rádio local, quando foi executado por três marginais que estavam em um táxi.

A polícia prendeu, na noite de ontem, dois dos três suspeitos de participar do crime. Os acusados confessaram o assassinato. Edson Cordeiro, vulgo "Inha", e Rinaldo Valença de Lima, de 26 anos, incialmente alegaram que queriam realizar um assalto, mas ao perceberam que se tratava de um policial
, eles atiraram contra a vítima. O terceiro acusado foi detido nesta manhã.

As últimas palavras do Delegado Clayton Leão.




O radialista Marco Antônio, da Rádio Líder FM, em Camaçari, tinha uma entrevista marcada com o delegado no começo da manhã de ontem. Eles já haviam agendado, mas, devido a um atraso, o delegado ligou para a rádio e pediu desculpas, pois não iria poder chegar a tempo. Portanto, disse que poderia parar o carro e falar por telefone ao vivo. Clayton, mesmo atrasado para o trabalho, dedicou alguns minutos para falar sobre o seu trabalho na cidade.

“Eu estava encerrando a entrevista quando aconteceu o crime. Na verdade, ele tinha combinado de dar a entrevista no estúdio da rádio, mas não conseguiu vir. Ele até brincou que outro dia, faria questão de vir pessoalmente à rádio. E eu disse que a cadeira dele estaria sempre à disposição”, relatou o radialista. A entrevista era para falar justamente do trabalho dele no combate ao tráfico de drogas na região. O delegado conversou por mais de 30 minutos com o radialista, até que ele pediu para esperar, foi quando ouvido o barulho dos estampidos.

Foram três tiros pelo que deu para ouvir. Em seguida, a mulher dele começou a gritar que Clayton foi baleado e a pedir socorro. “Sinceramente, não sei o que falar. Estou completamente atônito. Nunca pude imaginar que no meio de uma entrevista acontecesse isso. Como foi com um delegado, podia ser um médico, um advogado ou um professor, assassinado dessa maneira. Eu sabia que o barulho que escutei se tratava de tiros, mas não podia dizer isso ao vivo, que o delegado estava ferido ou morto. O microfone permaneceu ligado por 10 minutos e só escutávamos os gritos da esposa. Foi terrível e estamos muito abalados”, concluiu o radialista.


Tribuna da Bahia

Delegado Clayton Leão é assassinado durante entrevista a uma rádio

"Meu Deus do céu! Ai meu Deus do céu".Delegado Clayton Leão assassinado. O grito da esposa rasga o céu. Quanta dor!

Delegado Clayton Leão foi morto no momento em que dava entrevista a uma rádio de Camaçari.


O delegado titular da 18ª CP, delegacia de Camaçari, Clayton Leão, foi assassinado na manhã desta quarta-feira, 26, na estrada da Cascalheiras, que é uma pista alternativa para os motoristas que não querem usar o pedágio, entre Abrantes e Camaçari. De acordo com informações divulgadas no site da rádio Líder, Leão concedia uma entrevista ao vivo à emissora.

Clayton estava no carro acompanhado da esposa, que não teve o nome revelado e não foi baleada. De acordo com a polícia, três homens interceptaram o veículo do delegado e atiraram contra ele (confira aqui o áudio da entrevista que registra o momento em que o delegado é baleado). Clayton Leão morreu no local e não chegou a ser socorrido.

Policiais do Comando de Operações Especiais (COE), Caatinga e Rondas Especiais (Rondesp) estão no local do crime, além de delegados e do delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo. Um helicóptero da Polícia Militar (PM) ajuda nas buscas aos criminosos. Familiares de Clayton acompanham a ação.


Entrevista - "Era uma entrevista sobre segurança em Camaçari. Um apanhado do tempo dele (do delegado) na cidade. Ele estava falando que a segurança estava melhorando e que estava morando com a família em Camaçari porque confiava na segurança. Já tinha mais de dez minutos de entrevista, quando ouvimos um estampido e ele (Clayton) falando 'peraí, peraí' e a esposa pedindo socorro. Achamos que foi um acidente (de carro), mas depois ouvimos a esposa dizer que ele foi atingido", contou o radialista Raimundo Rui, que divide a apresentação do programa "De olho na cidade" com o colega Marco Antônio.

"Ele vinha dar uma entrevista ao vivo para a gente, mas como não deu tempo, ele ligou pedindo para falar por telefone. Então parou o carro na estrada das Cascalheiras para conceder a entrevista", explicou Miriam Soares, recepcionista da rádio. Agentes da Central de Telecomunicações das Polícias (Centel) informaram que Leão se dirigia à delegacia no momento do crime.

Destaque - Antes de assumir a 18ª delegacia, em Camaçari, no final de 2009, Clayton Leão Chaves, 33 anos, se destacou como coordenador do Grupo de Repressão a Roubo a Estabelecimento Financeiro (GRREF), do COE (Centro de Operações Especiais), onde atuou durante quatro anos. Desde que tomou posse, Leão realizava um trabalho de enfrentamento ao tráfico de drogas na cidade.

O delegado participou da Operação Pégasus, que efetuou dez prisões em Camaçari. A operação foi deflagrada em dezembro do ano passado com o objetivo de cumprir 22 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão nas cidades de Camaçari, Dias D´Ávila e Feira de Santana. A principal missão da operação foi desarticular uma quadrilha de roubo de cargas e veículos que atua nas estradas baianas.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O II encontro – fruto do compromisso assumido em 2008, na Colômbia – tem como tema A Força da Diáspora Africana.

A Fundação Cultural Palmares, especialmente a partir de 2007, desenvolve um eixo de trabalho voltado para a América Latina, o que culminou na participação da Fundação no I Encontro Ibero-americano: Agenda Afrodescendente nas Américas, em outubro de 2008, em Cartagena, na Colombia. Esta foi a primeira reunião regional realizada por governos da América Latina e Caribe para pensar políticas públicas de valorização da cultura negra.

Esse encontro foi considerado um marco na proposta de cooperação multilateral entre os países ibero-americanos, que elegeram a diversidade cultural como eixo central para um projeto de integração, pois foi posicionada como elemento fundamental da identidade e do bem-estar das nações. O Encontro deixou claro que é na riqueza das manifestações culturais que a população afrodescendente de todos os países encontra um sentimento comum de unidade e de solidariedade para a afirmação de seus valores e de seu patrimônio.

A iniciativa possibilitou a formulação de uma posição coletiva dos países da região, resultando nos compromissos assumidos na Declaração de Cartagena das Índias, assinada na ocasião. A Declaração chamada “Agenda Afrodescendente nas Américas” contribuiu para criar novos horizontes na agenda multilateral de cooperação no campo da cultura e foi determinante na escolha da ONU para que 2011 fosse declarado o “Ano de la Ascendência Africana” pelas Nações Unidas.

O II encontro – fruto do compromisso assumido em 2008, na Colômbia – tem como tema A Força da Diáspora Africana e pretende avançar na elaboração de uma Agenda Afrodescendente nas Américas. A Agenda será pautada na reflexão sobre políticas públicas de ações afirmativas por meio da cultura para a igualdade racial e em projetos e propostas de cooperação entre os países envolvidos, baseado na articulação da cooperação, do intercâmbio, da promoção e da divulgação da cultura afro nos países da América Latina e Caribe, consolidando propostas que subsidiem plano de ações estratégicas inédito no mundo.

II Encontro Afro-latino. Assista vídeo oficial.

Programação do II Encontro Afro-latino. Salvador, Bahia, Brasil

Programação25 de Maio de 2010I Concerto Afro-Latino
Elza Soares, com participação de Mariene de Castro e Riachão
Horário: 21h30
Local: Teatro Castro Alves
Endereço: Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande – Salvador / Bahia

26 de Maio de 2010II Concerto Afro-Latino
Papá Roncón (Equador), Bahia Trio (Colômbia) e Dúo Así Son (Cuba)
Horário: 21h
Local: Teatro Castro Alves
Endereço: Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande – Salvador / Bahia

27 de Maio de 2010ATIVIDADE: CERIMÔNIA DE ABERTURA
Horário: 9h – 10h
Local: Auditório do Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA

Participantes:
Ministro da Cultura – Juca Ferreira
Demais Ministros Presentes
Presidente FCP – Zulu Araujo
Organismos Internacionais

ATIVIDADE: Oficina Musical com Papá Roncón (Equador)
Horário: 9h às 12h
Local: Teatro Castro Alves
Endereço: Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande, Salvador / Bahia

ATIVIDADE: CONFERÊNCIA: POLÍTICAS PÚBLICAS PARA AS POPULAÇÕES AFRO-LATINAS E DO CARIBE
Horário: 10h – 12h
Local: Auditório do Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA


Participantes:
Ministra Paula Moreno Zapata (Colombia)

Almoço
Horário: 12h – 14h



ATIVIDADE: MESA 1 – A FORÇA DA DIÁSPORA AFRICANA
Horário: 14h – 15h
Debate: 15h – 15h40
Local: Auditório do Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA


Participantes:
Madiagne Diallo – Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ)
José Sanches Chala Cruz – Equador (a confirmar)
Sidney Bartley – Ministério da Cultura da Jamaica
Sérgio Peñaloza Perez – Agência Espanhola de Coperação Internacional Para o Desenvolvimento (México) (a confirmar)
Mediador: Carlos Alberto Santos – Universidade Católica de Brasília (UCB/DF)

ATIVIDADE: Oficina Musical com Bahia Trio (Colômbia)
Dia 14h às 18h
Local: Othon Palace Hotel
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador / Bahia

Intervalo
Horário: 15h – 15h40



ATIVIDADE: MESA 2 – AS EXPRESSÕES CULTURAIS NA FORMAÇÃO DA IDENTIDADES
Horário: 16h – 17h
Debate: 17h – 17h30
Local: Auditório do Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA

Participantes:
Florentina Souza – Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Jéferson R. Rezende (Jéferson D) – Cineasta
Marcia Sant’Anna – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
Moisés Medrano – Ministério da Cultura da Colômbia
Indira Cedeño – Embaixada Panamá no Brasil
Mediadora: Mércia Queiroz – Coordenadora Geral Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC-FCP)


ATIVIDADE: MESA 3 – PRODUÇÃO MIDIÁTICA NA AMÉRICA LATINA – IMAGEM AFRO
Horário: 17h30 – 18h30
Local: Auditório do Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA

Participantes:
Valter Firmo – Diretor
Márcio Vasconcelos – Fotógrafo
Renzo Devia – Diretor e Produtor Filme “Afrolatinos” da Colômbia
Raquel Gerbe – Diretora do Documentário Ori
Mediador: Elisio Lopes – Diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira (DEP-FCP)

28 de Maio de 2010ATIVIDADE: MESA 4 - BASE DE DADOS, MÍDIA DIGITAL E POLÍTICAS PÚBLICAS
Horário: 9h – 10h30
Debate: 10h45 – 12h
Local: Auditório do Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA


Participantes:
José Márcio Barros -
Observatório da Diversidade Cultural
Marta Macedo Kerr Pinheiro – Rede Franco-brasileira de Pesquisadores em Mediações e Usos Sociais de Saberes e Informação – MUSSI
Mércia Queiroz FCP – Observatório Afro-Latino
Eduardo Torres Cuevas – Sistema de Bibliotecas de Cuba
Mediadora: Carolina Petitinga – Coordenadora de Estudos e Pesquisas (CNIRC-FCP/MinC)
Debatedor: Luciano Damasceno – Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SeCULT)

ATIVIDADE: Oficina Musical com Papá Roncón (Equador)
Horário: 9h às 12h
Local: Teatro Castro Alves
Endereço: Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande, Salvador / Bahia

Intervalo
Horário: 10h – 10h45



ATIVIDADE: GT 1 – CULTURA, COMUNICAÇÃO E TECNOLOGIAS COMO FERRAMENTAS DE INTEGRAÇÃO
Horário: 9h – 12h
Local: Sala 2 - Othon Palace Hotel (100 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA

Participantes:
Ailton Benedito – Membro do Conselho Editorial da Revista Comunicação & Política do CEBELA – Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americano
Ricardo Freitas – Universidade Estadual de Santa Cruz/BA
Rosane Borges – Universidade Estadual de Londrina
Henrique Cunha Jr – Universidade Federal do Ceará
Antonio Pompeo – A Cor da Cultura
Madiagne Diallo – Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Nelson Inocêncio – Universidade de Brasília – UNB
Coordenadora: Eliane Borges – Chefe de Gabinete (FCP)
Relatora: Luciana Mota – Fundação Cultural Palmares/Representação Bahia


ATIVIDADE: GT 2 – CULTURA E EDUCAÇÃO NA INTEGRAÇÃO DOS POVOS AFRODESCENDENTES I
Horário: 9h – 12h
Local: Sala 3 – Othon Palace Hotel (100 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA

Participantes:
Makota Valdina Pinto – Conselheira do Conselho Curador da Fundação Cultural Palmares (FCP)
Cláudia Miranda – Universiade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)
Roberto Borges – Centro Tecnológico do Rio de Janeiro
Irineia Lina Cesário – Secretaria de Educação do Estado Mato Grosso do Sul
Paulino de Jesus Cardoso – Universidade Estadual de Santa Catarina
Zélia Amador de Deus – Universidade Federal do Amazonas
Coordenadora: Maria Aparecida Chagas – Coordenadora-Geral de Gestão Estratégica (CGE-FCP)
Relatora: Ana Cláudia Alves Medeiro – Coordenadora de Modernização (CGE-FCP)

Almoço
Horário: 12h – 14h


ATIVIDADE: GT 3 – COMUNIDADES TRADICIONAIS E MAPEAMENTOS DAS MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS
Horário: 14h – 18h
Local: Sala 1 – Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA�


Participantes:
Eliane Cantarino O’Dwyer – Universidade Federal Fluminense
Ubiratan Castro de Araujo – Fundação Pedro Calmon
Paulo Roberto Bahiense – Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro
Sandro José da Silva – Universidade Federal do Espírito Santo
Thais Garone - MDA
Carlos Eugênio Líbano Soares – Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Juliana Barreto Farias – Doutoranda Universidade Federal de São Paulo (USP)
Coordenadores: Mauricio Reis-Diretor do Dep. de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro (DPA-FCP) e Mariana Fernandes (DPA-FCP)
Relatores: Vilma (PGG/FCP); Mestre Cláudio (FCP/Alagoas) e Paulo Santos (IBGE)


ATIVIDADE: GT 4 – POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS PARA A AMÉRICA LATINA E CARIBE – RELATO DE EXPERIÊNCIAS
Horário: 14h – 18h
Local: Sala 2 – Othon Palace Hotel (100 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA

Participantes:
Petronilha Beatriz Gonçalves – Universidade Federal de São Carlos
Jacques D´adesky – Universidade Candido Mendes/RJ
Raimunda Luzia de Barros – Secretaria da Igualdade Racial (MS)
Carlos Alberto Medeiro – CEPIR/RJ
Carlos Benedito Rodrigues da Silva – Universidade Federal do Maranhão
Sergio Peñaloza Perez – Associação Civil México Negro – México
Deborah Santos – Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) – ABPN
Coordenadora: Dora Lúcia de Lima Bertúlio – Procuradora da Fundação Cultural Palmares
Relatores: Marilu Lima de Oliveira – Programa Antonieta de Barros – Assembléia Legislativa Santa Catarina


ATIVIDADE: GT 5 – CULTURA E EDUCAÇÃO NA INTEGRAÇÃO DOS POVOS AFRODESCENDENTES II
Horário: 14h – 18h
Local: Sala 3 – Othon Palace Hotel (100 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA


Participantes:
Ruth Pinheiro – Centro de Apoio ao Desenvolvimento (CADON)
Julio Romário – Conselho de Defesa dos Direitos do Negro do Distrito Federal
Oswaldo Felix Bilbao Lobaton – (Centro de Desenvolvimento Étnico – Peru)
Silvio Humberto - Instituto Steve Biko
Coordenadora: Azoilda Loretto da Trindade – Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Universidade Estácio de Sá
Relator: Benedito Sérgio – Fundação Cultural Palmares /Representação RJ

ATIVIDADE: Oficina Musical com Bahia Trio (Colômbia)
Dia 14h às 18h
Local: Othon Palace Hotel
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador / Bahia

Concerto Popular Afrolatino
Carlinhos Brown e convidados
Horário: 20h
Local: Área verde do Othon
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador / Bahia

domingo, 23 de maio de 2010

DOSSIÊ MULHER 2010

21.05.2010 - Em sua quinta edição, o Dossiê Mulher apresenta dados sobre a violência contra as mulheres no estado do Rio de Janeiro com base nas ocorrências registradas nas delegacias policiais fluminenses durante o ano de 2009


O Dossiê tem como objetivo traçar um diagnóstico dos principais crimes relacionados à violência contra as mulheres. Foram selecionados e analisados os crimes de estupro, lesão corporal dolosa, ameaça, homicídio doloso e tentativa de homicídio. O estudo apresenta dados do ano de 2009, além de informações relativas ao ano anterior para abordagens comparativas. Trata-se de uma iniciativa do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, que teve início há cinco anos, com dados dos anos de 2004 e 2005. Desde então, são feitas atualizações anualmente.

O Dossiê traz, primeiramente, o histórico de cada delito, mostrando a sua evolução anual, além de uma análise por sexo das vítimas, que apresenta o percentual total de homens e mulheres vítimas dos crimes. A análise leva em conta a importância dos dados relacionais, dando enfoque a aspectos como idade, cor, estado civil e provável relação entre autor/acusado e vítima, sendo possível traçar um perfil das mulheres.

De acordo com a publicação, as mulheres são as maiores vítimas de lesão corporal dolosa (88% do total de vítimas), estupro (73% do total de vítimas - em virtude da mudança proporcionada pela Lei 12.015/09, o estupro, no estudo, corresponde ao somatório dos crimes de atentado violento ao pudor e estupro) e ameaça (66% do total de vítimas).

O relatório traz ainda números alarmantes sobre a relação vítima/acusado. Em mais da metade das ameaças e dos casos de lesão corporal contra as mulheres, os acusados são companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Em casos de estupro, 29% eram pais, padrastos ou parentes das vítimas e, se forem somados os companheiros, ex-companheiros e pessoas conhecidas, é possível concluir que, em 49,3% dos estupros registrados, a vítima conhecia o agressor. Em 30,3% dos registros de tentativa de homicídio e 11,3% de homicídios dolosos, os acusados também eram companheiros ou ex-companheiros das mulheres.
Quanto ao perfil das mulheres, o relatório aponta que, em 56,8% do total de registros de ameaça e em 52,9% dos registros de lesão corporal dolosa, as mulheres tinham entre 25 e 44 anos de idade. Já com relação aos estupros, 58,4% das vítimas tinham entre 0 e 17 anos. O Instituto de Segurança Pública pretende, com a apresentação dos dados, contribuir para a conscientização da sociedade brasileira sobre a necessidade de combater a violência praticada contra as mulheres, aumentando a visibilidade do problema.

Negras são as principais vítimas de violência no Rio de Janeiro.

Agência Brasil

Publicação: 23/05/2010 15:36

A mulheres negras têm mais chance de serem alvo de violência no Rio de Janeiro, segundo constata pesquisa divulgada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), na semana passada, baseada em dados coletados em 2009.
O Dossiê Mulher 2010 mostra que as mulheres pretas e pardas (negras, na categoria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) são a maioria entre as vítimas de homicídio doloso – aquele em que há intenção de matar - (55,2%), tentativa de homicídio (51%), lesão corporal (52,1%), além de estupro e atentado violento ao pudor (54%). As brancas só eram maioria nos crimes de ameaça (50,2%).

De acordo com a coordenadora da organização não-governamental Crioula, Lúcia Xavier, embora o racismo não esteja evidente nos casos de violência contra a mulher negra, está por trás de processos de vulnerabilização dessas mulheres, que as deixam mais expostas a situações de violência. Para ela, a sociedade desqualifica as mulheres negras.

”O racismo permite que a sociedade entenda que essas mulheres [negras] podem ser violentadas”, afirmou Lúcia. “Está aí a representação delas como lascivas, quentes, sem moral do ponto de vista da sua experiência sexual. Logo, acabam mais vulneráveis para essa violência”.

Em todos os crimes listados no dossiê, também chama a atenção o percentual de vítimas que conheciam os agressores. Nos casos de lesão corporal, 74% das mulheres tiveram contato com os acusados, entre os quais 51,9% eram companheiros ou ex-companheiros. Pai ou padrasto, parentes e conhecidos somaram 22,1% dos agressores.

Nas ocorrência de tentativa de homicídio, a pesquisa constatou que em 45,8% dos casos as vítimas também conheciam os agressores, assim como em 38,8% dos casos de estupro e atentado violentado ao pudor, dos quais 58,4% do total de vítimas tinha até e 17 anos.

“As pessoas que se relacionam intimamente também reproduzem essa violência simbólica do racismo”, destacou a coordenadora da Crioula.

Um das pesquisadoras responsáveis pelo estudo do ISP, a capitã da Polícia Militar Cláudia Moares, não faz a mesma avaliação de Lúcia Xavier. Para a militar, a pesquisa não traz elementos suficientes para relacionar a violência contra as mulheres negras ao racismo.

Cláudia destaca também que as mulheres brancas, em termos percentuais, sofrem quase a mesma violência que as mulheres pardas.

“Essa violência, do tipo doméstica, é democrática, afeta todo os níveis e classes sociais”, afirmou. A pesquisadora também questionou o critério de auto-declaração racial, definido pela própria vítima.

“A pesquisa não traz elementos para afirmar que a questão de raça é um fator motivador da violência. Encontramos maior distribuição [entre pretas e pardas], até porque essa cor é auto-declarada, não é estabelecida pela pessoa que fez o registro”, explicou Claudia.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Vera Mattos escreve: MULHERES QUE AMAM DEMAIS.




Mulheres que amam demais e esquecem de amar a si mesmas. Elas estão sempre voltadas para o outro. Na busca de agradar ao homem que escolheram, tornam-se vítimas voluntárias de si mesmas. Voltam-se para o ser amado como tábua de salvação, colocam no outro a responsabilidade de serem felizes e culpam a si mesmas, culpam a família, culpam os amigos, culpam a fé, culpam a religiosidade. Tudo porque perderam o amor.

A estranha dor é devastadora, é um câncer emocional quem perde a vida, a mulher quer se libertar do desejo de obter nova oportunidade junto ao homem que considera perdido e passa a cometer toda uma série de desatinos e compulsões, Pode desenvolver anorexia por achar que estava gorda e por isto ele a deixou; pode desenvolver a obesidade porque é levada à compulsão de comer cada vez mais, saciar o desejo através da comida, da bebida e do fumo. O ser amado sumiu, evaporou, a deixou tão desamparada que o sofrimento impede qualquer movimento de libertação, a vida ficou cinza e perdeu o sentido, não há razão para luta, única certeza é de dar continuidade ao sofrimento, manter morbidamente o sofrimento, visitar o fundo do poço, elaborar estratégias para ficar mais doente, elaborar estratégias que leve o ser amado a sentir-se culpado, esbravejar contra a família, filhos e pais, comparar a vida com a da própria mãe, transformar o caminho que parece deserto em caminho de pedras intransponíveis.

A mulher que ama demais vive a dependência absoluta do homem amado, somente ele presta, somente ele convém. Mesmo que ele repita mil vezes que não a quer mais, mesmo que ele peça afastamento, ela permanece estagnada. Sim, ele tem que repensar, ele tem que rever as atitudes, ele tem que de novo colocá-la em primeiro plano.

E a mulher que ama demais não existe, ela definha, ela procura psiquiatra, psicanalista, psicoterapeuta, procura terapias alternativas, entra em academia e procura realizar atividades físicas de maneira acentuada. Ela é refém de si mesma. Ela não se liberta do sentimento. Ela não sabe que muitos outros homens existem e que tem dezenas que poderão formar com ela um lindo par. Ela não quer! Ela tomou a decisão de sofrer, de ir ao fundo do poço na tentativa de resgatar o amor, mas o amor não volta e voltará por mera piedade.

E que mulher quer um homem que fique com ela por piedade:

A mulher que ama demais é um carro desgovernado, suas emoçoes estão em absoluto descontrole, é cheia de mágoas, tem expectativas de vinganças.

A mulher que ama demais sofre de todas as dores e somatiza, enfrenta um labirinto de desilusões, vive da expectativa de novas possibilidades com alguém que já perdeu, vive na expectativa de reconstruir o outro para ela. E vivendo a vida do outro, ela esquece de viver a própria vida. Ao esquecer de si mesma, joga fora a chance de construir uma nova história, ou quem sabe, até novas histórias.

Todas as pessoas que estão vivendo ao lado de uma mulher que ama demais estão sofrendo. Ela deseja vingança, ela não admite o fim, ela tem inveja da nova relação dele, ela não conseguirá resistir a tanto sofrimento. Não poderá encarar a nova relação do outro, até em suicídio irá pensar. A vida chega ao ponto do insuportável. A vida chega ao limite do fundo do poço.

Quem irá retirar essa mulher de lá? Mesmo que ele atire a corda para que consiga subir para retornar à realidade, ela não retornará por vontade própria, ela se manterá ali vigiando a vida do outro, sonhando estar com ele, sonhando em ser feliz com ele, sonhando ocupar aquele lugar. Pobre mulher que passa a vida sem nada produzir além do próprio sofrimento. Ela está tão atenta à vida do homem escolhido que nem observa a finitude da vida dela.

“Dedicado às mulheres que amam demais”, Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira/BA – jornalista e psicanalista, ativista na luta contra a violência às mulheres e às crianças, além de proteção aos idosos.

Mulheres que amam demais. Texto e voz de Vera Mattos.

Risco Mulher Brasil

Deputado Álvaro Gomes analisa violência contra as mulheres.

Deputado Álvaro Gomes:"mais mulheres no poder".

ONU: VERA MATTOS FALA SOBRE O CONGRESSO.

ONU: Vera Mattos fala sobre Tráfico Humano.

ONU: Vera Mattos fala sobre a violencia contra a mulher.

Cuidadores de Pessoas da Fundação Jaqueira

Tuzé de Abreu apresenta Cara de Farinha.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Senado aprova reajuste das aposentadorias.

O Senado aprovou agora há pouco o PLV 2/10, que reajusta em 7,72% as aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo. A matéria foi aprovada sem qualquer alteração. O relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), manteve o texto aprovado pelos deputados, e por isso o PLV 2/10 não precisará retornar à Câmara.

Atendendo aos apelos de vários parlamentares, Jucá, que é líder do governo, manteve no texto o fim do fator previdenciário. Mas ele alertou que o dispositivo será vetado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com o 1º vice-presidente, Marconi Perillo (PSDB-GO), a matéria irá à sanção presidencial ainda nesta quarta-feira (19).

Fonte: Agência do Senado

"Ficha Limpa" é aprovado por unanimidade na CCJ


 

"Ficha Limpa" é aprovado por unanimidade na CCJ

Amanda Costa e Leandro Kleber
Do Contas Abertas
Em Brasília
 
O projeto "Ficha Limpa", que proíbe a candidatura de condenados pela Justiça, foi aprovado hoje por unanimidade na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. Demóstenes Torres (DEM-TO), relator da proposta, fez um discurso duradouro em favor da aprovação do texto encaminhado pela Câmara dos Deputados. Segundo ele, o "Ficha Limpa" muda a forma de se fazer política no país. "É um projeto tão rigoroso que, provavelmente, ao final do ano, muitos de nós não estaremos mais aqui. Isso porque qualquer atitude eleitoral indevida levará a inelegibilidade por um prazo muito grande, o que tirará o político da vida pública", completou. O projeto segue agora para o plenário do Senado e deve ser votado ainda hoje.
Segundo ele, nos termos em que se encontra, passando a vigorar nas eleições deste ano, "no mínimo 25% dos candidatos não poderão mais se eleger", o que irá modificar radicalmente os costumes políticos. Demóstenes prosseguiu a leitura e a explicação do seu relatório enaltecendo alguns aspectos da proposta, entre os quais sublinhou que praticamente todo o código penal está contemplado na proposta e, ainda, o fato de alguns juristas questionarem o princípio da inocência. Em resposta, o senador disse que se "uma pessoa for condenada, não havendo o trânsito em julgado, não significará que será presa, apenas não poderá mais concorrer a cargos públicos".
O projeto de lei de iniciativa popular altera a Lei Complementar 64, que estabelece casos de inelegibilidade. O texto do "Ficha Limpa" proíbe por oito anos a candidatura de políticos condenados na Justiça em decisão colegiada, ou seja, tomada por vários juízes ou desembargadores, mesmo que o trâmite do processo não tenha sido concluído no Judiciário.
O projeto é duro e atinge não apenas políticos. Pessoas físicas e jurídicas que fizerem doações eleitorais consideradas ilegais ficam inelegíveis por oito anos. Delegados de polícia demitidos por crimes como o de corrupção, por exemplo - ou qualquer outro servidor público - também ficam sem poder concorrer, a não ser que a decisão seja anulada pelo Poder Judiciário. Pessoas excluídas do exercício da profissão por classes representativas como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Federal de Medicina também ficam inabilitados pelo mesmo período.
Os magistrados e membros do Ministério Público que tenham sido aposentados compulsoriamente também não poderão concorrer por oito anos. Se for configurado abuso dos meios de comunicação pelo favorecimento em campanhas eleitorais, aquele candidato também ficará inelegível.
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) admitiu não apresentar as nove emendas que deseja propor ao projeto. Em acordo com o relator da matéria, Jucá apresentará as emendas em forma de um projeto paralelo para que seja aprovado, posteriormente, no Senado e encaminhado a Câmara. A ideia é corrigir distorções na versão atual do projeto Ficha Limpa. "Não quero parecer que estou atrasando o projeto. Quero que a emendas sejam um projeto paralelo e votá-lo ainda neste semestre para, então, remetermos à Câmara para consertar o projeto", explicou.
O Ministério Público e a Justiça Eleitoral terão de dar prioridade aos processos de abuso de poder econômico. "Juiz nem promotor poderão alegar acúmulo de serviço", explicou Demóstenes Torres. Os órgãos da Receita (três esferas), os tribunais de contas e o Banco Central terão de auxiliar na apuração dos delitos eleitoras, com prioridade sobre seus assuntos regulares. "Todos terão de trabalhar com prioridade para a Justiça Eleitoral", afirma.
O Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público e corregedorias eleitoras manterão acompanhamento de relatórios mensais fornecidos pela Justiça Eleitoral para verificar eventuais revisões de prazos. "Quem deixar de cumprir o prazo sem justificativa poderá ser aposentado compulsoriamente, além de outras penalidades", afirmou Demóstenes.
O "Ficha Limpa" não se aplica a crimes de menor potencial ofensivo como os de trânsito ou delitos contra a honra. Também continuará liberada a renúncia para desincompatibilização visando à candidatura.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) destacou a importância desse momento para o avanço da política e da recuperação da credibilidade das instituições públicas. Lembrou, no entanto, que a expectativa gerada entre a população diante da aprovação do projeto não deve ser frustrada, como no caso do deputado Paulo Maluf, que poderá se candidatar neste ano mesmo se o "Ficha Limpa" for aprovado. "Estamos consagrando a vontade popular. Pergunto: valerá neste ano ou ficará para as próximas eleições? Deve vigorar para este ano. Vale a pena cortar na própria carne ao máximo pela ética", disse.
Para alguns juristas, a lei só poderá valer para as eleições de 2012, mas para Demóstenes Torres, bem como seus pares na Comissão de Constituição e Justiça, o projeto deve valer já para as eleições deste ano.




 

terça-feira, 18 de maio de 2010

FUNDAÇÃO JAQUEIRA: Cuidadores homens são extremamente procurados.Faça sua qualificação. O mercado de trabalho está buscando cuidadores homens.#links#links

FUNDAÇÃO JAQUEIRA: Cuidadores homens são extremamente procurados.Faça sua qualificação. O mercado de trabalho está buscando cuidadores homens.#links#links

Sinjorba, Fenaj e Alba: luta pela exigência do diploma para jornalistas.

Jornalistas debatem
exigência do diploma
próximo dia 20

Por iniciativa de Javier e em parceria com o Sindicato dos Jornalistas (Sinjorba) e Federação Nacional (Fenaj), quinta-feira dia 20 de maio ocorre o debate sobre a exigência do diploma de jornalista para o exercício profissional, na sala Luis Cabral, Assembléia Legislativa, com início às 9h.
Este debate foi adiado - inicialmente convocado para dia 15 de abril, mas cancelado em razão das fortes chuvas quecaíram em Salvador - e terá a participação de profissionais da área, estudantes, professores e dirigentes de entidades de movimentos sociais e estudantis. O mandato de Javier Alfaya, autor de projeto no âmbito do Executivo, Sinjorba e Fenaj convidam a todos.

Mais informações : 3115-7269

sábado, 15 de maio de 2010

Para CNBB, mudanças no PNDH 3 revelam sensibilidade.

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil elogiou as alterações no terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos.

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O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil elogiou as alterações no terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos
Agência Brasil | 13/05/2010 17:25
Mudar o tamanho da letra: A+ A-
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Rocha, elogiou hoje (13) no encerramento da 48ª Assembleia Geral as alterações na terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), publicadas hoje (13) no Diário Oficial da União. “As mudanças revelam sensibilidade por parte do presidente Lula”, afirmou.

A nova redação do PNDH 3 altera o trecho que falava sobre a descriminalização do aborto e a autonomia das mulheres para decidir sobre o seu corpo. No novo texto, o aborto é apresentado como um problema de saúde pública, com a garantia de acesso aos serviços de saúde.

O aborto foi um dos pontos mais criticados pela CNBB no programa lançado pelo governo em dezembro do ano passado. Duas questões também criticadas pela entidade mantiveram-se inalteradas – a autorização de união entre pessoas do mesmo sexo e a adoção por casais com relações homoafetivas.

Declaração da CNBB sobre o programa reafirma, entre outras coisas, a defesa da vida e da família, da dignidade da mulher e salienta a sua posição contrária à prática e a descriminalização do aborto, ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por casais homoafetivos.

Dom Geraldo salientou entretanto que a declaração sobre o PNDH 3 foi aprovada ontem (12) durante assembleia, por 95% dos bispos presentes que desconheciam as alterações no documento.

“Nossa proposta defende aquilo que vier para o bem do povo. Continuaremos acompanhando as propostas legislativas durante a sua tramitação no Congresso Nacional”, destacou.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sadoc celebrou missa dos 111 anos do Esporte Clube Vitória.Assista aos vídeos.







Em comemoração aos 111 anos de fundação do Esporte Clube Vitória, o Monsenhor Gaspar Sadock celebrou missa nesta quinta-feira, dia 13 de maio, às 20 horas, na Igreja de Nossa Senhora da Vitória, no Largo da Vitória.

Compareceram o presidente do ECV, Alexi Portela Júnior, todos os dirigentes, conselheiros, sócios, integrantes da Comissão Técnica, atletas e amigos.

Torcedor e conselheiro rubro-negro, tradicionalmente o monsenhor Gaspar Sadock celebrou a missa de aniversário do clube.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Na entrevista com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, uma questão não queria calar.


Foto: Marco Aurélio Martins | Ag. A TARDE

O senhor acha que aquele episódio do folder, em que falou que “jornalistas são pagos para falar mentira” afetou sua imagem?

Não falei dos jornalistas. Depois foi esclarecido. E o jornal O Estado de São Paulo botou as coisas no lugar. Alguns jornais, principalmente no Rio de Janeiro, e o Globo particularmente, não gosta dessas mudanças que estamos fazendo na cultura. Em parte porque não gostam do governo e também porque eles são clientes do Ministério, usuários da Lei Rouanet e preferem tudo como está porque tem acesso mais fácil. No Dia da Cultura, a Frente Parlamentar da Cultura pediu para o MinC imprimir um folder. É a maior frente parlamentar, suprapartidária e nós imprimimos. No folder está escrita a palavra “Vote”, mas é para que votem nas dez leis que vão dar qualidade à cultura no Brasil. Tinha “Vote na cultura” e, atrás, o nome de 400 parlamentares, do presidente do DEM e do PSDB e, evidentemente, de parlamentares da base do governo, e não era nada de vote na eleição. Quando cheguei no parlamento para uma sessão, o folder já havia sido distribuído e já tinha havido a sessão do Dia da Cultura Havia uma inquietação entre os senadores de oposição, exatamente num dia em que Serra caia e Dilma subia, e um deles se virou pra mim e disse: “Não é nada contra a sua pessoa o que vai acontecer aqui, mas se não fosse isso seria o ar-condicionado”. Aí eles fizeram uma cena daquilo, dizendo que o Ministério estava financiando campanha eleitoral. Demóstenes Torres fez um barulho enorme. O Globo colocou uma foto minha segurando o folder e vi uma nítida intenção de manipular e mistificar e fizeram barulho no Senado para ter reprrcussão na imprensa. Aí um dia depois eu fui pro Rio para assinar um convênio com o BNDEs, e avisei aos jornalistas que não ia falar do Senado porque aquele evento era mais importante. Aí um jornalista da Folha, uma jornalista do Globo e mais uns três furaram o bloqueio e vieram até mim. Um jornalista da Folha, um garoto, começou a me provocar: “O sernhor não tem vergonha, não?”, disse. Ele, como era da idade da minha filha, resolvi conversar. “Você leu o folder? Então, leia?” “É , mas eu teria vergonha”, disse o jornalista, “isso é caso de processo”. “Você sabe o que é integridade? Tem um conceito ético e um conceito que a cultura oriental que diz que quando vc disassocia várias dimensões você vira cínico”, eu disse, meio que chamei ele de cínico indiretamente. Aí disse que meu pinto, meu estômago, meu coração e minha cabeça tem vínculo que se eu perder alguns aspectos vão ser prejudicados, pense nisso. Ele continuou provocando e eu disse: “Se respeite que eu não sou como vocês que são pagos pra contar mentira”. Foi uma briga com um cara que estava me desrespeitando No outro dia, os editoriais diziam que era a imprensa. Em cima da gravação o Estado, que é conservador e não tem simpatia pelo governo fez uma boa matéria, objetiva ,e aprendi a respeitar esse veiculo. Eu falei com o dedo na cara dele porque perdi a paciência. Eu perdi a cabeça porque comecei vendo uma pessoa da geração da minha filha e acabei vendo um canalhinha, um candidato ao que muitos acabam sendo no futuro.

Até porque, ministro, esse enfoque de ser pago para mentir está mais conforme as assessorias de imprensa do governo e de políticos do que a própria imprensa…

Mas era um jornalista da Folha. que provavelmente antes de sairda redação recebeu ordem de me desrespeitar e provocar. Eu falei pra ele. Até o negócio do pinto. Vocês ficaram surpresos que o ministro tem pinto. Dois dias depois teve a abertura da Conferência da Cultura aqui, estava eu e o governador, aí um cara lá embaixo, um professor universitário, disse: “Ministro, ministro, olhe, baiano não tem pinto não, baiano tem pau”. Aí eu disse para o governador: “Cada um com sua demanda”. No sul, se chocaram. Aqui estão me cobrando linguagem mais explícita. No meio artístico recebi muitas cartas de solidariedade, inclusive de Zé Celso Martinez Correa, exaltando a necessidade de se enfrentar a hipocrisia. Aquilo passou, não falei com a imprensa, mas com um cara que havia me desrespeitado.

E sobre a não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão?

Eu sou contra a obrigatoriedade. Acho que o acesso à imprensa deve ser um direito de todos. Na Europa, nos países que morei e fui, a formação de jornalista é complementar, você é economista e estuda jornalismo. Porque se você tem só as técnicas jornalisticas, você tem uma massa de indivíduos sem conteúdo, mas que sabe compor. Além do rebaixamento da capacidade de uma boa imprensa, o que você tem é a dificuldade de acesso. Eu não fui disc-jóquei porque diziam que eu não tinha diploma, não era sindicalizado e sei que faria um bom programa de música africana. Não é o salve-se quem puder, acho que tem que ter uma formação, mas tipo uma pós-graduação, para capacitar pessoas quer são formadas em outras áreas poderem exercer a função.

Fonte:Revista Muito.

Salvador: bebê é encontrado em carro abandonado na Paralela.

Um menino, de iniciais R.P.S, que completou um ano e um mês nesta terça, 11, foi encontrado dentro de um Ecosport prata abandonado na noite desta segunda-feira, 10, nas imediações do condomínio Paralela Park. De acordo com o Juizado da Criança e Adolescente, para onde o garoto, de pele branca e cabelo castanho claro, foi levado nesta terça, 11, familiares da criança ainda não foram localizados, apesar da certidão de nascimento do bebê ter sido encontrada dentro do veículo. O menino é natural da cidade de Mauá, interior de São Paulo, e na certidão consta apenas o nome da mãe, Camila Farias.
A delegada de homicídios, Francineide Moura, que estava no plantão da Polícia Metropolitana nesta segunda, disse que entrou em contato com a polícia de São Paulo e que, por enquanto, não há registro de sumiço do garoto. Ela informou também que o carro já foi roubado em São Paulo e recuperado, mas não há informações sobre a situação atual do automóvel.

A delegada também descobriu que os avós maternos da criança têm passagem pela polícia. Não há informações sobre como o bebê chegou à capital baiana. Francineide informou que uma moradora do condomínio Paralela Park disse que viu um homem, que estava próximo ao carro, sair em uma moto. Em seguida, ela percebeu que tinha uma criança no carro e chamou a polícia.

O menino, aparentemente, não apresenta sinais de maus-tratos, mas foi levado nesta manhã para um posto de saúde, como é rotina com a crianças que chegam no Juizado. O bebê está tossindo e apresenta secreção no nariz.

O veículo onde o garoto foi achado encontra-se na Delegacia de Repressão a Crimes contra Criança e Adolescente (Derca).

*Com redação de Paula Pitta | A TARDE On Line

Mauro Beting: Os 13 de Dunga.


Por Mauro Beting, Comentarista do Yahoo! Esportes



Não sou Zagallo. E acho que esse negócio de superstição dá um baita azar. Mas entendo que os números são importantes. No futebol, normalmente indicam o campeão. Não necessariamente o melhor time.

O Brasil de Dunga, por exemplo, é um caso claro. Pode ser campeão do mundo. Mas poderia ser bem melhor. Muito melhor. É a convocação para Copa que mais discordei na vida. De coração, espero estar muito errado. Mas não acho que estarei tão errado.

Nome a nome, os diletos de Dunga. Treze estariam na minha lista. Dos outros dez, alguns poderiam entrar. Alguns, na boa, nem na pior.

Júlio César – 100% de acerto de Dunga, e de confiança de 100% da torcida.
Gomes – Doni – Eu levaria Victor, do Grêmio. Doni não tem jogado pela Roma. Veio de contusão. Mesmo 100%, havia como discuti-lo. Agora, mais ainda.
Maicon – 100%.
Daniel Alves – 100%.
Lúcio – 100%.
Juan – 100%.
Thiago Silva – 100%.
Luisão – 100%.
Gilberto – Eu levaria Roberto Carlos. É muito mais lateral-esquerdo. Tem jogado de lateral-esquerdo, e melhor que qualquer outro brasileiro pelo mundo – Marcelo (Real Madrid incluído). Gilberto fez um ótimo BR-10 – como meia. Não tem jogado tão bem – como meia. Mesmo tendo atuado bem com Dunga (22 jogos), mesmo tendo jogado bem em 2006 contra o Japão (um gol).
Michel Bastos – Eu não levaria um segundo lateral-esquerdo. Preferia mais um homem de frente – já que Thiago Motta poderia quebrar o galho por ali, além de Daniel Alves. Levaria Neymar. Nada contra Michel Bastos. Mas ele não marca tão bem. Tem atuado como meia aberto pela direita ou pela esquerda, no 4-2-3-1 do Lyon. É bom jogador. Mas não caberia no meu Brasil.
Gilberto Silva – Levaria, mas sem muita convicção. Pela importância, caráter e presença, se impõe. Mas não garante o sono.
Felipe Melo – Foi um achado de Dunga em 2009. Mas se perdeu com a Juventus. Para o lugar dele, pelo momento, pela altura, pela capacidade técnica e tática, com o entrosamento com outros interistas, ficaria com Thiago Motta.
Josué – Levaria Denilson, do Arsenal. Mesmo com a contusão na virilha desde 22 de abril. Mas ele já está pronto para atuar. Josué foi capitão do Wolfsburg campeão da Alemanha – há um ano. Ele e o clube, como esperado, não mantiveram o pique. Não é ruim. Mas não parece ser bom o suficiente para tanto. Para ter camisa cativa com Dunga.
Kleberson – Trocaria por Ronaldinho Gaúcho. Algumas das funções dele podem ser desenvolvidas por Ramires. Só jogou dois bons tempos em 2010, pelo Flamengo. Tem a experiência de Copa. Mas há opções melhores e mais ofensivas. Para não dizer brasileiras. E, mesmo Ronaldinho não sendo mais o mesmo, ainda é mais que muitos.
Ramires – 100%.
Elano – Jogou 40 vezes com Dunga. Quase sempre muito bem. Mas não vive grande momento no Galatasaray. Embora possa compor a armação pela direita, por dentro, ser eventualmente um volante, e até um lateral pela direita, melhor seria apostar em gente mais ofensiva. Aguda. Jovem e talentosa como Pato. Um nome que já está 100% fisicamente.
Kaká – 100%. Mesmo que ele não esteja 100%.
Júlio Baptista – Já foi utilíssimo. Em 2007. Mas, em 32 jogos pela Roma, só atuou 10 vezes como titular. Não vem bem. Mesmo com toda a bagagem internacional, prefiro o talento de Ganso.
Robinho – 100%.
Nilmar – 100%.
Luís Fabiano – 100%.
Grafite – Levaria Adriano, mesmo adrianando. Mas Grafite entrou bem contra a Irlanda, é uma grande figura, e um baita exemplo. Mais que tudo, foi levado ao Wolfsburfg por Jorginho, que o indicou ao amigo Felix Magath. O então treinador do clube queria um atacante forte e de mobilidade como ele. E lá foi Grafite escrever sua história na Alemanha. E lá foi Grafite para a Copa.
Enfim, são 10 nomes diferentes da minha lista.

Nunca, em Copa alguma, eu trocaria tantos nomes de uma convocação de um treinador.

E o pior é que acredito que não estou sozinho. Muita gente não vai concordar com minha lista. Mas, quase certamente, também não gostaram da lista de Dunga.

Os convocados de Dunga para a Copa do Mundo.

Por Redação Yahoo! Brasil



Veja abaixo a lista dos 23 jogadores convocados pelo técnico Dunga para o Mundial da África do Sul.


Goleiros

Júlio César (Internazionale-ITA)

Doni (Roma-ITA)

Gomes (Tottenham-ING)

Laterais

Maicon (Internazionale-ITA)

Daniel Alves (Barcelona-ESP)

Michel Bastos (Lyon-FRA)

Gilberto (Cruzeiro)

Zagueiros

Lúcio (Internazionale-ITA)

Juan (Roma-ITA)

Luisão (Benfica-POR)

Thiago Silva (Milan-ITA)

Meio-campistas

Gilberto Silva (Panathinaikos-GRE)

Felipe Melo (Juventus-ITA)

Josué (Wolfsburg-ALE)

Elano (Galatasaray-TUR)

Ramires (Benfica-POR)

Júlio Baptista (Roma-ITA)

Kaká (Real Madrid-ESP)

Kléberson (Flamengo)

Atacantes

Luís Fabiano (Sevilla-ESP)

Nilmar (Villarreal-ESP)

Grafite (Wolfsburg-ALE)

Robinho (Santos)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Dunga finalmente vai divulgar a lista dos 23 convocados para a Copa do Mundo da África.


Por Ricardo Freiesleben, da Redação Yahoo! Brasil

Caros apreciadores da nossa seleção brasileira e torcedores do contra. Nesta terça-feira (11), por volta das 13h00, Dunga finalmente vai divulgar a lista dos 23 convocados para a Copa do Mundo da África, que começa exatamente um mês após o anúncio da convocação. Além destes que terão o passaporte garantido, o técnico deverá revelar até o final do dia mais sete nomes que ficarão em estado de alerta no caso de algum corte até o início do Mundial.

Baseado em números e em tudo o que acompanhei desde o início da trajetória de Dunga no comando da seleção pentacampeã mundial, divulgo aqui a provável lista que será anunciada amanhã. Claro que fiz minhas apostas, mas para não trabalharmos apenas no "chute", apesar de alguns serem inevitáveis, vamos trabalhar em cima de números. Vejamos abaixo a relação de todos os jogadores que vestiram a amarelinha desde a chegada do treinador, em 24 de julho de 2006, para saber quem tem mais ou menos chances.
Alguns dados interessantes: Robinho e Gilberto Silva, mesmo sem serem assumidades entre os torcedores brasileiros, foram os que mais jogaram entre os 89 convocados na Era Dunga, com 47 partidas cada. Assim como, quando falamos em gols, Luís Fabiano, com 19, o mesmo Robinho, com 16, além de Kaká, com 13, foram os que mais marcaram tentos pela amarelinha neste período.

Existem também aqueles que foram convocados, mas não tiveram sequer uma oportunidade de entrar em campo como Bobô, Wagner, Morais, Jonatas, Denílson, Carlinhos, Breno, Léo, Gladstone, além dos goleiros Fábio, Victor, Diego Alves, Renan e Cássio. Foram 27 as convocações para os 53 jogos em que Dunga dirigiu a seleção desde 2006. Alguns jogadores, apesar de convocados, não chegaram a se apresentar: Fábio Aurélio, por lesão, Amauri, impedido pela Juve, além de Zé Roberto, que pediu dispensa antes da Copa América de 2007.

Vale também uma comparação entre a primeira e a última convocação realizada pelo técnico Dunga para ver quem se manteve e quem deixou de vestir a amarelinha nestes quatro anos:

Primeiro jogo | 16/08/2006 | Brasil 1 x 1 Noruega
Gomes; Cicinho (Maicon), Lúcio, Juan (Alex) e Gilberto; Edmílson (Dudu Cearense), Gilberto Silva, Elano (Júlio Baptista) e Daniel Carvalho (Vagner Love); Robinho e Fred.

Último jogo | 02/03/2010 | Brasil 2 x 0 Irlanda
Júlio César; Maicon (Carlos Eduardo), Lúcio (Luisão), Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires (Daniel Alves) e Kaká; Robinho (Nilmar) e Adriano (Grafite).

Vistas todas as informações e dados acima, vou aqui arriscar os 23 nomes que serão convocados por Dunga para a Copa.


É isso. Apesar de não concordar com algumas das opções feitas pela comissão técnica, acredito que ao menos 80% dessa lista seja confirmada nesta terça-feira. E, concordando ou não, sei que Dunga tem feito um belo trabalho e certamente colocará a nossa seleção como forte candidata ao título. Resta torcer.

E você, arrisca uma lista? Comente abaixo!

domingo, 9 de maio de 2010

Cuidadores de Pessoas da Fundação Jaqueira. 71 96196129

9 de maio de 2010 — A Fundação Jaqueira realiza um dos mais belos trabalhos voltados para a empregabilidade principalmente de mulheres . Ao gerar mão de obra qualificada beneficia milhares de pessoas. De um lado os próprios alunos e suas famílias, de outro as pessoas que serão atendidas e as instituições a serem assistidas. Um trabalho que envolve segmentos tradicionais da Bahia como a Paróquia da Vitória, a Igreja da Graça, entre outras. Este vídeo presta homenagem à Maria Lúcia Jaqueira de Mattos, in memorian. Fotos: Vera Mattos. Música : Orientação de Tuzé de Abreu.


CBN - A rádio que toca notícia - Mais Brasília

CBN - A rádio que toca notícia - Mais Brasília

Ativistas repudiam declarações do jornalista Alexandre Garcia na rádio CBN sobre gravidez em mulheres com HIV .



http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-repudio-as-declaracoes-de-alexandre-garcia.html
9 de maio de 2010 às 10:24

O repúdio às declarações de Alexandre Garcia

Ativistas repudiam declarações do jornalista Alexandre Garcia na rádio CBN sobre gravidez em mulheres com HIV
08/05/2010 – 15h
O jornalista Alexandre Garcia, do Bom Dia Brasil na TV Globo, disse que é "uma maluquice" uma pessoa com HIV engravidar. A declaração foi ao ar nesta última sexta, 7 de maio, na rádio CBN. Ativistas de luta contra a aids repudiam o comentário e dizem que é "inconcebível" uma afirmação como essa depois de 25 anos de história da epidemia.
"O Ministério da Saúde (MS) está estimulando agora pessoa com HIV a engravidar. Eu duvido que o MS vá fazer uma cesária pela terceira vez numa mulher com HIV e se respingar sangue nele para ver o que vai acontecer. É uma maluquice, estão fazendo brincandeira com a saúde…", disse Garcia (confira na íntegra o áudio).
Os militantes do movimento de luta contra a aids protestam contra a declaração do comentarista. "É inconcebível observar como se aborda questões do HIV/Aids de forma preconceituosa, sem qualquer rigor científico, o que só favorece o aumento da discriminação às pessoas vivendo com HIV/aids", critica Betinho, membro do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo.
Os ativistas discordam da declaração porque os atuais métodos de tratamento existentes contra o HIV podem garantir até 99% de chances de não transmissão do vírus para o bebê.
"Você fez um desserviço à profissão de jornalista e, pior, expressou uma visão anticientífica e infundada, que incentiva condutas discriminatórias e leva informações errôneas à população em geral", diz o presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), Toni Reis, em carta aberta.
As declarações de Garcia foram ao ar na CBN quando o jornalista criticou também o programa de parto humanizado do Ministério da Saúde.
Nesta última semana, o governo divulgou que estuda desenvolver um plano para ajudar soropositivos a ter filhos e o fato ganhou grande destaque na mídia.
Mas, esta não é a primeira vez que o comentarista diz ser contra a gravidez em mulheres portadoras do HIV. Em 2008, opinou na TV Globo que "quem antes de uma gravidez se identificar como portadora do HIV, melhor que não engravide" – veja a repercussão do caso na época.
Redação da Agência de Notícias da Aids
Leia a seguir os protestos dos ativistas divulgados por e-mail na íntegra.
Carta aberta a Alexandre Garcia – uma carta contra o preconceito
"Em resposta a uma ética da exclusão, estamos todos desafiados a praticar uma ética da solidariedade" (Betinho)
Prezado Alexandre Garcia,
Sou Toni Reis, professor, especialista em sexualidade humana, mestre em filosofia na área de ética e sexualidade, e doutorando na área de educação sexual. Trabalho com HIV/aids desde 1985. Defendo a liberdade, a igualdade e o respeito à diversidade humana. Defendo também a livre expressão da imprensa, desde que não incite preconceito, discriminação e violência.
Você é um dos jornalistas mais renomados do Brasil na área política, reconhecido e premiado nacional e internacionalmente. Você é um grande formador de opinião e com certeza já está na história do jornalismo brasileiro.
Contudo, chegou até mim a sua fala na CBN no dia 7 de maio, aqui transcrita:
"… o Ministério da Saúde está estimulando agora a pessoa com HIV a engravidar. Eu duvido que o MS vá fazer uma 'cesária' pela terceira vez em uma mulher com HIV e respingar sangue nele (MS) para ver o que vai acontecer. É uma maluquice, estão fazendo brincadeira com a saúde…" (http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/mais-brasilia/MAIS-BRASILIA.htm)
Sinto-me obrigado a escrever esta carta como consequência de suas declarações. Nas palavras da minha falecida mãe, quando eu errava, ela falava para mim "você está jogando água fora da bacia". No meu entendimento, como pessoa que está trabalhando com a questão do HIV/aids desde 1985, quero dizer que você jogou água fora da bacia e respingou a água suja do preconceito em muita gente. Quero dizer que atitudes como esta reforçam o preconceito e o estigma contra as pessoas que vivem com HIV/aids.
Relembro o Art. 2º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que diz "a divulgação de informação, precisa e correta, é dever dos meios de comunicação pública." Com esta frase você fez um desserviço à profissão de jornalista e, pior, expressou uma visão anticientífica e infundada, que incentiva condutas discriminatórias e leva informações errôneas à população em geral, além de ser machista em culpar a mulher e negar-lhe os direitos sexuais e reprodutivos. Infelizmente, não é a primeira vez que você faz esta mesma afirmação.
É preciso se basear em informações atualizadas. Foi implantado em Curitiba há 11 anos (em 1999) o pioneiro Programa Mãe Curitibana, de prevenção à transmissão vertical do HIV (da mãe HIV positiva para o bebê), de modo que caiu para em torno de 1% esta forma de transmissão. E este programa é referência e foi replicado no país inteiro. Assim, com acesso à atenção médica e medicação durante a gravidez e o parto e no período pós-parto, as mulheres HIV positivas podem engravidar e ter filhos HIV negativos. A aids é uma doença crônica que hoje tem tratamento e é um direito das mulheres HIV positivas que assim querem ter filhos. O direito à maternidade deve ser para todas as mulheres, inclusive as mulheres HIV positivas.
Para seu conhecimento, existem normas de biossegurança em todo o Sistema Único de Saúde. Todo profissional de saúde sabe que deve segui-las e utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) com todos os usuários, de forma indiferenciada. Caso haja um acidente, há tratamento emergencial.
No início dos anos 1980, o preconceito quando a aids surgiu era tanto que foi chamada de "câncer gay" Eu como gay na época me senti o próprio sinônimo da doença. Para vencer minha ignorância, fui me informar, estudar e percebi que eu estava sendo iludido por uma mídia despreparada e preconceituosa. Felizmente, parte da mídia já mudou.
O Ministério da Saúde, através do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, vem cumprindo – sim – seu dever constitucional, e tem sido referência mundial na assistência e na prevenção do HIV/Aids, por ter uma política baseada nos direitos humanos, na dignidade humana e no respeito aos direitos sexuais e reprodutivos.
Sua fala não foi de bom tom. Sério, Alexandre Garcia, profissional que admiro. Sugiro a você buscar informações corretas sobre o assunto.Estamos à disposição. Quero dizer que hoje no Brasil temos em torno de 700 organizações não governamentais que trabalham com o HIV/aids e os direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/aids. Queremos contar com você como aliado para defender os direitos humanos, inclusive os direitos sexuais e reprodutivos, de todas as pessoas, em especial as mulheres que vivem com HIV/aids.
As pessoas vivendo com HIV/aids, assim como todo mundo, merecem respeito, dignidade e carinho. Por um mundo sem violência, sem discriminação e sem preconceito.
Nas palavras do Betinho, "a aids não é mortal, mortais somos todos nós. A aids terá cura, e o remédio hoje é a solidariedade."
Alexandre Garcia, convido você a ser solidário às pessoas que vivem com HIV/aids.
Curitiba, 08 de maio de 2010
Toni Reis
Presidente da ABGLT
Prezados(as) sres(as),
Assim como outros companheiros(as) eu fiquei profundamente indignidado e até mesmo me senti afrontado com a fala do Alexandre Garcia na CBN hoje.
É inaceitável que após 25 anos de epidemia no Brasil um jornalista tão conhecido que é também formador de opinião venha a público manifestar esse desserviço na luta contra aids, e pela segunda vez, a primeira vez foi em pleno jornal Bom Dia Brasil onde afirmava que mulher soropositiva não podia ter filho. É inconcebível observar como se aborda questões do HIV/Aids de forma preconceituosa e destituido de qualquer rigor científico o que só favorece o aumento da discriminação e do estigma às Pessoas Vivendo com HIV/Aids.
Eu tive o cuidado de escrever a fala que diz textualmente:
"…agora também o Ministério da Saúde está estimulando pessoa com HIV engravidar, eu duvido que o MS vai fazer uma cesária pela terceira vez, e se respinga sangue sobre ele (MS)? para ver o que vai acontecer com ele (MS)!. Uma maluquice tão brincando com a saúde…"
Observa-se o grau de desconhecimento sobre o HIV/Aids e sobre os eficazes métodos de reprodução assistida disponiveis hoje para PVHA que chegam a 99% de chances de NÃO transmissão do HIV para o bebê, mais do que isso, por pior que esteja a saúde pública no país, em um procedimento de cesariana se deve admitir que se tomem todos os cuidados para que não haja contato sanguineo entre paciente e profissionais de saúde, seja a parturiente soropositiva ou não, portanto não se admite que "sangue se respingue" conforme é ilustrado em sua figura de linguagem.
Mais do que uma afronta aos direitos constitucionais, civis e sociais isso se caracteriza como grave violação dos Direitos Humanos uma vez que fere diretamente Direitos inalienáveis a Vida, a Liberdade, a Família e a Reprodução.
Portanto, eu e outros militantes sugerimos aos ativistas do Brasil, especialmente o Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas que enviem seus manifestos de desagravo e que os Fóruns Estaduais de ONG/AIDS, as Redes de pessoas vivendo com HIV/AIDS e a Articulação Nacional em HIV/AIDS enviem documentos formais de repúdio a essa equivocada fala.
Vale lembrar que domingo é dia das mães e não poderia ter sido um momento mais infeliz e inoportuno para tecer tal comentário sobre mães e sobre aquelas que sonham ser.
Atenciosamente,
José Roberto Pereira / betinho
Fórum de ONG/AIDS do Estado de São Paulo
Projeto Bem-Me-Quer
Representante na CNAIDS / Região SUDESTE
Coordenador Nacional PRPH www.prph.org



--
Paulo Ávila

 

Governo e organizações da mulher defendem igualdade na divisão de trabalho doméstico



 

Governo e organizações da mulher defendem igualdade na divisão de trabalho doméstico

Da Agência Brasil

Brasília – As mulheres brasileiras se envolvem com o trabalho doméstico cerca de duas a três vezes mais que os homens. Segundo pesquisa feita pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) em 2007, enquanto as mulheres dedicam 27 horas semanais às tarefas do lar, os homens passam 10 horas.

Rebecca Tavares, representante do Unifem Brasil e Cone Sul, acredita que a ideia de que a mulher é a responsável por cuidar da casa é um preconceito cultural e universal. "Não é só o Brasil, é o mundo todo. Mas alguns países do norte da Europa já estão mudando isso", afirma.

De acordo com a representante, a sociedade não sabe a importância da divisão do trabalho doméstico entre o casal. "Trabalhar em casa é um impedimento para a ascensão profissional da mulher", opina. Como primeiro passo para a mudar a situação, ela aconselha que governo e sociedade promovam uma campanha de conscientização.

Para Rebecca, é necessário ainda que o governo ofereça incentivos fiscais a empresas que reconhecem o cargo que a mulher ocupa fora do trabalho. Ela defende maior flexibilidade de horário para as mulheres, creches nas instituições e aumento do tempo da licença-paternidade para 180 dias, mesmo tempo da licença-maternidade.

A Convenção 156 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) é um acordo de promoção da igualdade de oportunidades e tratamento para homens e mulheres trabalhadores com responsabilidades familiares, seja com filhos ou qualquer parente que precise dos cuidados. 

Segundo a gerente de projetos na área do trabalho da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Eunice Léa de Moraes, a proposta de assinatura do acordo pelo Brasil precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas o governo e os trabalhadores já se posicionaram a favor. Apenas o setor empresarial é contra a adesão.

Eunice disse que as medidas do governo para diminuir a carga de trabalho doméstico da mulher são projetos de infraestrutura. Entre eles estão a ampliação de creches e centros de saúde e um projeto para que a licença-maternidade seja estendida a todas as trabalhadoras. Ela afirma ainda que a OIT, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e a SPM, realizou campanhas e seminários  sobre a Convenção 156 e a importância do acordo.
 
 
Edição: Rivadavia Severo





 

Vera Mattos: vídeo sobre "as mulheres que amam demais"

Neste vídeo Vera Mattos conversa com as mulheres que amam demais e
esquecem da própria existência.
Se conhece alguém assim, repasse.
Se você estiver sofrendo demais assista o vídeo quantas vezes necessitar.
As mulheres que amam demais necessitam saber que podem se curar.

Rede Desarma Brasil. O depoimento de Vitória Bernardes no Congresso Nacional emociona e nos chama para o trabalho da não-violência e da construção da Cultura de Paz.


Assunto: [desarmabrasil] O depoimento de Vitória Bernardes no Congresso Nacional emociona e nos chama para o trabalho da não-violência e da construção da Cultura de Paz.

 

 

O depoimento de Vitória Bernardes no Congresso Nacional emociona e nos chama para o trabalho da não-violência e da construção da Cultura de Paz.

               "um exemplo de VIDA, nos dá lição de como lidar com as adversidades saindo do papel passivo de vítima."


Boa tarde!
Primeiramente, é um prazer participar deste momento, importante a todos, mas intimamente significativo pra mim.

Gostari a de relembrar pequenos trechos de reportagens divulgadas na imprensa que, em comum, possuem como protagonista a arma de fogo:

1. Alcides do Nascimento Lins, 22 anos, estudante de biomedicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), segundo testemunhas, foi morto por não saber informar onde estava o vizinho, procurado pelos autores dos disparos (06/02/2010)
2. Maria Islaine de Morais, 31 anos, estava trabalhando quando foi surpreendida pelo ex-marido. Ele atirou sete vezes, sem que ela reagisse (21/01/2010)
3. Daniel Duque, 18 anos, morre ao ser baleado em saída de boate. (28/06/2008)
4. Gabriela Prado Maia Ribeiro, 14 anos, pela primeira vez pegava o metrô s ozinha. Ficou no meio do fogo cruzado. Foi atingida no lado direito do peito, não resistiu e morreu. (25/03/2003)
5. Vitória Bernardes, jovem atingida enquanto utilizava telefone público(31/12/ 2001).

Aos 16 anos de idade fui vítima de uma bala perdida. Sobrevivi, mas carrego em mim, visivelmente, a marca do poder devastador de uma arma. Por mais dificuldades que a nova realidade me imponha, estou aqui, podendo reformular sonhos, construir objetivos, dar CONTINUIDADE A VIDA. Chance essa, arrancada brutalmente das pessoas citadas acima, entre tantas e tantas outras. Ao citar cada nome, o gosto de sangue me retorna a boca.

Num primeiro momento, podemos dizer que a arma de fogo sim, é a "atriz principal&q uot ;, mas garanto, dentro da pluralidade de cada história citada e das diferentes formas que ocorreram, a verdadeira protagonista é a DOR, o sofrimento.

Mas me perguntarão então: "Qual a finalidade de relembrar estes casos? Contar a minha história?". Esta é a única forma de não esquecermos os rostos, as histórias interrompidas, as famílias marcadas, por detrás dos números, números estes fundamentais, pois embasam, provam a importância do que viemos fazer aqui hoje.

Engana-se quem acredita que o tema desarmamento é o foco. Aqui queremos evidenciar o direito maior existente a todos, O DIREITO A VIDA! O Estatuto do Desarmamento e a campanha de entrega voluntária de armas comprovaram uma lógica simples: menos arm as = menos mortes (ou vidas permanentemente modificadas) .

Muito se fala sobre violência, insegurança, mas pouco se debate ou se age. A partir do referendo (proibição da comercializaçã o de armas de fogo e munições), comecei a me envolver com a busca pelo desarmamento. Foi a forma que encontrei de atuar perante a violência, saindo do papel passivo de vítima.

Minha primeira experiência profissional, como psicóloga, foi com adolescentes em conflito com a lei. Num primeiro momento, senti receio que minha deficiência pudesse, de alguma forma, chocá-los, deixá-los desconfortáveis. Para minha ingênua surpresa, grande parte daqueles adolescentes já sabia perfeitamente as sequelas geradas por uma arm a de fogo. Pela primeira vez compreendi porque, mesmo com frequentes notícias sobre bala perdida, a minha, em particular, causava espanto em muitas pessoas. Classe média, branca, mulher... Estou fora do "grupo de risco", onde ainda se reproduz a idéia de imunidade em relação a isto, ao contrário destes jovens, que são as principais vítimas. Com eles aprendi muito sobre e como compreender a violência e a me envolver ainda mais nesta causa.

Não sei o que levou a cada um defender esta idéia. Apenas sei que, de alguma forma, ter o meu nome ligado a esta luta é uma forma de ressignificar o que ocorreu comigo e mais, sinto-me responsável em ser a voz calada de tantos que perderam suas vidas. Apoiar o Instituto Sou da Paz e falar sobre este assunto faz com que cada vez mais eu deixe de s er APENAS uma vítima, mas sim sobrevivente, que não quer ter mais em sua vida, nem a de seu próximo, protagonistas como arma de fogo, sofrimento.. . Que acredita que não só ela, mas todos podem ser responsáveis por suas escolhas. Ou seja, sermos nós mesmos os verdadeiros protagonistas de nossa história.

Muito obrigada!
Vitória Bernardes
Conheça um pouco mais:
http://movimentosup eracao.ning. com/profile/ VitoriaBernardes
http://twitter. com/toia_ bernardes/ font>


Representente do Movimento Londrina Pazeando estava presente ao evento em Brasília.
Compromisso firmado: Polícia Federal e parlamentares em defesa do Estatuto do Desarmamento
FONTE: Instituto Sou da Paz ( http://www.soudapaz .org.br/ )
"Saímos desta reunião bastante satisfeitos. São raras as oportunidades e mais raras ainda as organizações que conseguem ser ouvidas no Congresso nacional e efetivamente pautar as a&cce dil;ões dos órgãos públicos. Vamos monitorar de perto o andamento de cada um dos compromissos firmados e esperamos contar com o apoio de todos", comemora e convida o diretor.
Na quinta feira dia 29 de abril, a equipe do Instituto Sou da Paz esteve no Congresso Nacional apresentando, para um plenário cheio, os resultados da pesquisa Implementação do Estatuto do Desarmamento: do papel para a prática. A pesquisa avaliou a implementação da lei em 10 estados brasileiros e concluiu que, apesar de grandes e significativos avanços, alguns aspectos importantes não saíram do papel. (para baixar o Resumo Executivo ou a pesquisa completa, CLIQUE AQUI).

Compunham a mesa Denis Mizne, diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Dr. Celso Yamashita, representando o Ministério da Justiça, a deputada federal Marina Magessi, o deputado federal José Genoíno, o delegado Marcus Vinícius Dantas, chefe da Divisão de Repressão ao Tráfico Ilícito de Armas e o Coronel Clovis Pinto Ilha da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército. Após a apresentação do diretor do Sou da Paz, foi convidado para também compor a mesa o delegado Adelar Anderle, Coordenador Geral de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal.

"Nosso grande objetivo ao lançar a pesquisa no Congresso foi, primeiro contribuir com os parlamentares oferecendo informação qualificada e propostas concretas de melhorias para que eles continuem atuando em defesa da lei, e depois cobrar dos órgãos responsáveis pelo controle de armas no país, em especial da PF e do Exército, que atuem com rigor para sanar os problemas apontados pela pesquisa", explica Denis.

Esse esforço deu resultado. "Saímos de Brasília com compromissos públicos extremamente importantes firmados", comemora Denis. O deputado federal José Genoíno se comprometeu a encaminhar, junto com o Instituto, as conclusões da pesquisa ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, ao ministro da Defesa, Nelson Jobim e ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. Também, em parceria c om a deputada federal Marina Magessi, se comprometeu a apresentar um projeto de lei com foco na retirada do mecanismo de disparo das armas de colecionadores (leia mais na pesquisa).

O delegado Dantas, da PF, concordou com a proposta trazida pela pesquisa de criar um grupo de coordenação nacional do controle de armas, composto por Exército, Polícia Federal e Ministério da Justiça. Além disso, o delegado afirmou que a Polícia Federal já está estudando um novo modelo de banco de dados balístico, que, de acordo com a lei já deveria ter sido criado. Afirmou ainda que, com o apoio do Ministério da Justiça está desenvolvendo uma nova versão do SINARM (banco de dados da PF) com nova tecnologia e que já será integrado ao SIGMA (sistema de dados do Exército ). "A criação do banco de dados balístico e a integração dos sistemas é urgente, focos nas nossas recomendações e ter o compromisso de que essas duas medidas estão sendo ou serão encaminhadas é muito importante", completa Denis.

Já o Coronel Ilha, representante do Exército, afirmou que levaria as recomendações da pesquisa ao conhecimento do Comando do Exército, para avaliação.

Por sua vez, o delegado da PF Adelar Anderle explicou que desde 2006 a Polícia Federal vem intensificando a fiscalização das empresas de segurança privada, criando novas regras para controlar as armas em poder destas instituições e se co mpro meteu a continuar exigindo rigor no registro e controle de todas as armas em poder dos vigilantes.

 
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