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sábado, 5 de março de 2011
Seminário sobre Segurança Pública,Justiça e Cidadania. Em Salvador/Bahia.
Marcado para quatro de abril de 2011 o "I Seminário sobre Segurança Pública, Justiça e Cidadania". O local será o Hotel Bahia do Sol, corredor da Vitória, Salvador, Bahia. A promoção será do Fórum de Mulheres do Mercosul, Cap Brasil/Bahia, da Rede Risco Mulher Brasil e da Fundação Jaqueira.Maiores informações pelo 71 9619 6129.
Bahia não vai conviver com “laranja podre” na polícia, diz Wagner.
Governador comentou a operação que terminou com morte de investigador suspeito por outros policiais.
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou nesta sexta-feira (4), em referência a uma operação que terminou com a morte de um policial civil suspeito e motivou declaração de greve da categoria, que o Estado não irá “conviver com laranja podre” nas polícias.
“Tudo preocupa, agora eu quero deixar bem claro que não há hipótese nenhuma de a gente conviver com laranja podre dentro de nenhuma unidade da segurança pública. Não há criminoso pior do que o criminoso uniformizado, alguém que usa do distintivo da Polícia Militar, Civil ou da polícia técnica para extorquir ou para entrar no mundo do crime”, disse o petista, que visitou instalações de segurança e saúde do carnaval de Salvador.
Na noite de quarta-feira (2), o investigador Valmir Borges Gomes, 54 anos, foi morto por policiais civis que investigavam uma denúncia de extorsão. Segundo o governo baiano, Gomes, o policial civil Antônio Dante Barbosa Ferreira e um informante reagiram à abordagem no momento que receberiam propina de um rapaz de 19 anos flagrado com lança-perfume. A família do rapaz acionou a Corregedoria da Polícia, que armou o flagrante no local.
Houve troca de tiros em meio a uma avenida movimentada da Pituba, bairro de classe média alta de Salvador. Carros e fachadas de edifícios foram atingidos. Gomes morreu e os outros dois suspeitos fugiram. O episódio gerou forte mobilização do sindicato dos policiais civis no Estado, que declarou greve na quinta-feira (3) em protesto. O movimento foi declarado ilegal pela Justiça no mesmo dia.
O governador disse lamentar a morte do policial, mas disse considerar “estranha” a reação do sindicato.
“Óbvio que eu sinto pela morte, eu preferiria que tivesse sido feito pela via da prisão, mas só quero lembrar que foram três contra um naquele momento, dois atirando, um se defendendo e, infelizmente, veio a óbito. Agora, acho estranho que alguns segmentos resolvam defender quem estava no crime. Aí, para mim, a postura é, no mínimo, precipitada. É claro que eu vou esperar o final da apuração de tudo que ocorreu, mas insisto: eu sou do lado da vida, mas que se tiver que tombar alguém, prefiro que tombe do lado do marginal do que do lado do policial, do lado de quem está trabalhando pela segurança”, disse o petista.
Sindicato diz que categoria trabalha com apenas 30% do efetivo
Embora o Sindipoc-BA (Sindicato dos Policiais Civis da Bahia) afirme que a categoria está trabalhando com apenas 30% do efetivo, o governo baiano diz que o policiamento não está sendo afetado.
“[A greve] não atrapalhou, estamos fazendo monitoramento do movimento, a greve já foi considerada ilegal pela polícia. Os postos policiais trabalharam normalmente. Em algumas delegacias ainda se encontra um pouco de resistência, mas acho que a tendência agora é de as coisas entrarem nos eixos”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa.
Segundo Barbosa, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve redução de 2% nas ocorrências policiais no primeiro dia de carnaval em Salvador. Os dois casos mais graves foram tentativas de homicídio, que terminaram com dois homens esfaqueados.
A reportagem procurou verificar o funcionamento de dez delegacias de Salvador nesta sexta-feira (4). Seis unidades, entre elas as duas que concentram as ocorrências dos principais circuitos do carnaval, relataram que o trabalho estava normal. Em outras quatro unidades selecionadas, os telefones não foram atendidos.
O presidente do Sindipoc-BA, Carlos Lima, disse que a entidade está discutindo suas próximas ações, que incluirão visita a delegacias. “Vamos levar ao conhecimento de alguns colegas os fatos completos”, disse.
Em nota, o sindicato classificou como “desastrosa e arrogante” a ação que resultou na morte do policial Borges, que integrava o conselho fiscal da entidade. “A desastrosa operação revela incompetência, mau planejamento e, sobretudo, um estilo sanguinário de fazer segurança pública”, diz o texto.
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou nesta sexta-feira (4), em referência a uma operação que terminou com a morte de um policial civil suspeito e motivou declaração de greve da categoria, que o Estado não irá “conviver com laranja podre” nas polícias.
“Tudo preocupa, agora eu quero deixar bem claro que não há hipótese nenhuma de a gente conviver com laranja podre dentro de nenhuma unidade da segurança pública. Não há criminoso pior do que o criminoso uniformizado, alguém que usa do distintivo da Polícia Militar, Civil ou da polícia técnica para extorquir ou para entrar no mundo do crime”, disse o petista, que visitou instalações de segurança e saúde do carnaval de Salvador.
Na noite de quarta-feira (2), o investigador Valmir Borges Gomes, 54 anos, foi morto por policiais civis que investigavam uma denúncia de extorsão. Segundo o governo baiano, Gomes, o policial civil Antônio Dante Barbosa Ferreira e um informante reagiram à abordagem no momento que receberiam propina de um rapaz de 19 anos flagrado com lança-perfume. A família do rapaz acionou a Corregedoria da Polícia, que armou o flagrante no local.
Houve troca de tiros em meio a uma avenida movimentada da Pituba, bairro de classe média alta de Salvador. Carros e fachadas de edifícios foram atingidos. Gomes morreu e os outros dois suspeitos fugiram. O episódio gerou forte mobilização do sindicato dos policiais civis no Estado, que declarou greve na quinta-feira (3) em protesto. O movimento foi declarado ilegal pela Justiça no mesmo dia.
O governador disse lamentar a morte do policial, mas disse considerar “estranha” a reação do sindicato.
“Óbvio que eu sinto pela morte, eu preferiria que tivesse sido feito pela via da prisão, mas só quero lembrar que foram três contra um naquele momento, dois atirando, um se defendendo e, infelizmente, veio a óbito. Agora, acho estranho que alguns segmentos resolvam defender quem estava no crime. Aí, para mim, a postura é, no mínimo, precipitada. É claro que eu vou esperar o final da apuração de tudo que ocorreu, mas insisto: eu sou do lado da vida, mas que se tiver que tombar alguém, prefiro que tombe do lado do marginal do que do lado do policial, do lado de quem está trabalhando pela segurança”, disse o petista.
Sindicato diz que categoria trabalha com apenas 30% do efetivo
Embora o Sindipoc-BA (Sindicato dos Policiais Civis da Bahia) afirme que a categoria está trabalhando com apenas 30% do efetivo, o governo baiano diz que o policiamento não está sendo afetado.
“[A greve] não atrapalhou, estamos fazendo monitoramento do movimento, a greve já foi considerada ilegal pela polícia. Os postos policiais trabalharam normalmente. Em algumas delegacias ainda se encontra um pouco de resistência, mas acho que a tendência agora é de as coisas entrarem nos eixos”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa.
Segundo Barbosa, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve redução de 2% nas ocorrências policiais no primeiro dia de carnaval em Salvador. Os dois casos mais graves foram tentativas de homicídio, que terminaram com dois homens esfaqueados.
A reportagem procurou verificar o funcionamento de dez delegacias de Salvador nesta sexta-feira (4). Seis unidades, entre elas as duas que concentram as ocorrências dos principais circuitos do carnaval, relataram que o trabalho estava normal. Em outras quatro unidades selecionadas, os telefones não foram atendidos.
O presidente do Sindipoc-BA, Carlos Lima, disse que a entidade está discutindo suas próximas ações, que incluirão visita a delegacias. “Vamos levar ao conhecimento de alguns colegas os fatos completos”, disse.
Em nota, o sindicato classificou como “desastrosa e arrogante” a ação que resultou na morte do policial Borges, que integrava o conselho fiscal da entidade. “A desastrosa operação revela incompetência, mau planejamento e, sobretudo, um estilo sanguinário de fazer segurança pública”, diz o texto.
O policial Valmir Borges Gomes foi executado após 30 anos de serviços prestado a SSP/BA ?

Morto durante uma operação de combate a extorsão, realizada por agentes da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) anteontem à noite na Pituba, o policial civil Valmir Borges Gomes, 54 anos, era reincidente no crime. Baleado após tentar obter R$ 3 mil de estudante de 18 anos flagrado com lança-perfume, Valmir era acusado de extorquir o sobrinho de um policial militar em dezembro do ano passado, segundo o secretário de Segurança Pública Maurício Teles Barbosa, durante coletiva ontem à tarde.
Lotado na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), Valmir foi enterrado ontem. Sua morte revoltou os colegas e cerca de 300 agentes decidiram paralisar as atividades e caminharam em protesto da avenida Carlos Gomes até o Ministério Público Estadual, em Nazaré.
Morto durante uma operação de combate a extorsão, realizada por agentes da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) anteontem à noite na Pituba, o policial civil Valmir Borges Gomes, 54 anos, era reincidente no crime. Baleado após tentar obter R$ 3 mil de estudante de 18 anos flagrado com lança-perfume, Valmir era acusado de extorquir o sobrinho de um policial militar em dezembro do ano passado, segundo o secretário de Segurança Pública Maurício Teles Barbosa, durante coletiva ontem à tarde.
Lotado na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), Valmir foi enterrado ontem. Sua morte revoltou os colegas e cerca de 300 agentes decidiram paralisar as atividades e caminharam em protesto da avenida Carlos Gomes até o Ministério Público Estadual, em Nazaré.
Cerca de 300 agentes decidiram paralisar as atividades e caminharam em protesto
“Só vamos voltar às atividades depois que os executores do policial civil Valmir forem presos e apresentados na Corregedoria. Queremos também que a cúpula da Secretaria da Segurança Pública seja afastada”, ameaçou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc), Carlos Lima.
Segundo o Sindpoc, o titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, Daniel Pinheiro, e chefe do Serviço de Investigação Odair Carneiro são os autores dos disparos que vitimaram o policial. O CORREIO procurou o titular da DTE, mas o delegado não foi encontrado.
Na coletiva, Maurício Barbosa disse que no carro usando por Valmir e comparsas havia vários frascos de lança-perfume e pequena quantidade de maconha.
Questionado sobre a revolta de colegas de Valmir, que classificaram a operação como desastrosa, e ameaça de paralisação, o secretário respondeu: “Qualquer alegação agora é emoção por parte dos colegas. O que eles não podem é ignorar a ação repressora. Já que eles eram inocentes, porque o outro policial não se apresenta e conta a sua versão?”.
Ele acrescentou que o jovem não foi preso por tráfico porque na ocasião do flagrante Valmir teria dispensado o lança-perfume.
Morte
Valmir faltava dois anos para se aposentar e foi morto durante ação da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE). Conhecido como “Nosso amigo”, ele estava em um Gol com dois homens, na Avenida Paulo VI, quando foi surpreendido pelos agentes da DTE. Os três eram investigados por crime de extorsão.
Valmir tomou quatro tiros no peito. Na necrópsia, foi encontrado ainda mais um projétil, que tinha ficado alijado nas costas do policial depois de ter sido baleado pelo policial militar Vanderley Magalhães Silva, em dezembro do ano passado. Ocasião em que Valmir tentou extorquir o PM.
Dante e um X9 são apontados como os companheiros de Valmir na noite do crime. “Um deles está escondido porque está com medo de morrer”, contou um policial da DRFR que não quis se identificar.
Versão
Dante, que estava escondido, teria relatado sua versão na tarde ontem com a assessoria jurídica do Sindpoc. Porém, o teor da conversa e o local do encontro não foram revelados. “Eu falei com ele que me disse que estava bem em casa”, contou um investigação da DRFR. Já o terceiro homem permanece sem identificação.
Na Superintendência de Telecomunicações das Polícias Civil e Militar (Stelecom), foi registrada uma ocorrência com a ligação de uma testemunha que descreveu a chegada de um Renault Clio disparando contra o Gol do policial e que no carro teria alguém debruçado sobre o volante.
Uma fonte da SSP que não quis ser identificar contou que para fazer a perícia do local do crime foi chamado um policial do Comando de Operações Especiais.
Anderson Sotero e Bruno Wendel | Redação CORREIO
Sindipoc divulga nota em que acusa cúpula da Polícia Civil de sanguinária.
Salvador - O Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindipoc) divulgou nota pública em que condena o procedimento da cúpula da Polícia Civil em relação ao episódio que resultou na morte do agente policial Walmir Borges Gomes na Pituba.
"A Corregedoria da Polícia Civil atuando de maneira a-técnica, deflagrou operação, baseada exclusivamente nas informações do usuário, para aplicar ao Policial Valmir Borges Gomes a pena de morte, sem contraditório ou amplo defesa", destaca o Sindipoc.
Segue abaixo a íntegra da declaração:
"NOTA PÚBLICA
Cúpula da Polícia Civil do Estado da Bahia revela perfil autista, a-técnico e sanguinário
Na data de 02.03.2011 veio a óbito o Policial Civil Valmir Borges Gomes, em razão de inúmeros disparos de arma de fogo, provenientes de equipes do Centro de Operações Especiais – COE e da Delegacia de Tóxico e Entorpecentes.
Outrossim, diante de leviandades lançadas a público pelo Departamento de Contra Informação do Governo do Estado, o SINDPOC vem esclarecer que:
Preliminarmente, o SINDPOC ratifica, que apóia, INCONDICIONALMENTE, atitudes gerenciais que vise a identificar e punir desvios de condutas de quaisquer membro de nossa polícia, seja ele Investigadores, Peritos, Escrivães ou até mesmo Delegados, respeitado, a todos, o direito ao contraditório e a ampla defesa, nas formas previstas na Constituição Federal.
Segundo se informou, o policial Valmir Borges Gomes foi denunciado - por um usuário de drogas confesso - por suposta prática de extorsão, motivo pelo qual deveria, como qualquer cidadão, responder no exato limite da Lei.
Diferentemente disto, a Corregedoria da Polícia Civil atuando de maneira a-técnica, deflagrou operação, baseada exclusivamente nas informações do usuário, para aplicar ao Policial Valmir Borges Gomes a pena de morte, sem contraditório ou amplo defesa. Um absurdo do tamanho do ego do novo Delegado Chefe, que insiste em sustentar que a operação foi êxitosa, mesmo com inúmeros tiros disparados contra residências e caros de populares.
A ação, montada para “flagrantear” uma suposta ação criminosa do Policial assassinado, que pecou pela absoluta desproporcionalidade e pela forma sanguinária e covarde, serve-nos para mostra, de saída, as diretrizes do novo gerenciamento de segurança pública na Bahia.
Aliás, apesar do pouco tempo no Cargo, as operações realizadas na “Era Dr. Hélio Jorge”, já demonstram sua aparente inclinação pelo julgamento sumário e pelo óbito. Prova disso, foi o que ocorreu a mais de uma semana, no município de Lauro de Freitas, quando uma operação policial, executada pelo mesmo Centro de Operações Especiais – COE, abateu 10 meliantes, sem qualquer indicativo de resistência. Lá eram supostos meliantes. Aqui um Policial.
Qualquer policial iniciante, sabe que operações policiais com grande número de óbitos indicam falta de planejamento e má execução. A “Era Hélio Jorge” atira primeiro sempre, mesmo contra um policial, essa parece ser a diretriz.
Ora Senhores, se realmente desejava flagrantear suposta prática de crime por parte do Policial, BASTARIA GRAMPEAR O DENUNCIANTE, INSERIR CÂMERAS NO SEU CARRO, ou no local supostamente combinado. Desta forma, estaria a Corregedoria obtendo todos os elementos probatórios para flagrantear. Simples solução que nem de longe passou pela cabeça da “Inteligência” da operação.
Ao contrário, a operação além de levar a óbito o Policial Valmir Borges Gomes, EXPÔS A SEGURANÇA DE CENTENAS DE MORADORES, num verdadeiro faroeste urbano protagonizado pelos artistas escolhidos pelos cineastas.
O SINDPOC considera a ação desastrosa e arrogante, espelho da forma de gerenciamento imprimida pelo Sr. Delegado-Chefe e pelo Secretário, este último oriundo dos quadros da Polícia Federal, cujo vínculo com a nossa polícia ou com a Bahia é nenhum.
Pra piorar, o Sr. Delegado Chefe, ao contrário de solidarizar-se com a Polícia e seus Policiais, no afã de agradar seu superior estrangeiro, confunde-se, atribuindo genericamente a outros características suas, adjetivando e subjulgando toda classe policial, COMO SE DETIVESSE O MONOPÓLIO DA HONESTIDADE E DA DIGNIDADE. Engana-se e decepciona toda a polícia civil.
Ao contrário do que se espera de um Delegado Chefe, o atual precipita-se, emite juízo de valor sobre o ocorrido, decretando a culpabilidade do policial morto (que já não pode se defender), e exaltando a operação que espalhou dezenas de tiros em residências. Pra piorar, felicita os assassinos, parabeniza a Corregedoria e, consequentemente, perde a ISENÇÃO para continuar a frente do Cargo. Será que um dia SABEREMOS O QUE REALMENTE ACONTECEU.
Senhor Delegado Chefe, salve sua carreira, trabalhe para mostrar que REALMENTE está imbuído de investigar de maneira isenta. Para tanto o primeiro passo, é RECONHECER QUE A OPERAÇÃO FOI DESASTROSA. Será que a vaidade deixará?
A desastrosa operação revela incompetência, mau planejamento, e, sobretudo, um estilo sanguinário de fazer segurança pública.
O SINDPOC, a Sociedade e os familiares do Policial executado precisam de respostas:
Por que não se grampeou o local ou o denunciante para obter de maneira pacífica a prova necessária e evitar o assassinato?
O que fazia no local uma equipe da Delegacia de Tóxico?
Quem comandou a operação?
Se foi a corregedoria que comandou a operação desastrosa, como ela irá investigar sua própria responsabilidade no evento?
Quantos tiros foram disparados contra o Policial?
Essas são as perguntas que desvendam a incompetência da Segurança Pública no Estado. Não confiamos na corregedoria para conduzir as investigações, afinal ela é tão responsável pela operação desastrosas quanto os policiais que lá estavam executando seus colegas.
Senhor Delegado Chefe e Senhor Secretário, o SINDPOC não se intimida com “cara amarrada” ou declarações midiáticas. Não tememos estrangeiros. Respeitem a Bahia, a Polícia Civil da Bahia, que, aliás, não deve nada a nenhuma polícia do país, em matéria de honradez e qualidade de seus membros.
Lamentamos que na Bahia exista a pena de morte, executada por “intocáveis” tal qual havia na Itália de décadas atrás, mas certamente sem a mesma capacidade artística do célebre filme de mesmo nome.
Queremos investigação, séria, isenta, fiscalizada por gente de bem, honesta, sem vínculo político. Exigimos respeito a nossa categoria. Fora estrangeiros, fora marionetes, fora assassinos, fora corruptos. Cara amarrada não prova competência de ninguém. Polícia limpa para a Bahia e para os baianos.
Salvador, 03 de março de 2011
Sindicato dos Policias Civis e Servidores da Secretária de
Segurança Pública do Estado da Bahia – SINDPOC"
"A Corregedoria da Polícia Civil atuando de maneira a-técnica, deflagrou operação, baseada exclusivamente nas informações do usuário, para aplicar ao Policial Valmir Borges Gomes a pena de morte, sem contraditório ou amplo defesa", destaca o Sindipoc.
Segue abaixo a íntegra da declaração:
"NOTA PÚBLICA
Cúpula da Polícia Civil do Estado da Bahia revela perfil autista, a-técnico e sanguinário
Na data de 02.03.2011 veio a óbito o Policial Civil Valmir Borges Gomes, em razão de inúmeros disparos de arma de fogo, provenientes de equipes do Centro de Operações Especiais – COE e da Delegacia de Tóxico e Entorpecentes.
Outrossim, diante de leviandades lançadas a público pelo Departamento de Contra Informação do Governo do Estado, o SINDPOC vem esclarecer que:
Preliminarmente, o SINDPOC ratifica, que apóia, INCONDICIONALMENTE, atitudes gerenciais que vise a identificar e punir desvios de condutas de quaisquer membro de nossa polícia, seja ele Investigadores, Peritos, Escrivães ou até mesmo Delegados, respeitado, a todos, o direito ao contraditório e a ampla defesa, nas formas previstas na Constituição Federal.
Segundo se informou, o policial Valmir Borges Gomes foi denunciado - por um usuário de drogas confesso - por suposta prática de extorsão, motivo pelo qual deveria, como qualquer cidadão, responder no exato limite da Lei.
Diferentemente disto, a Corregedoria da Polícia Civil atuando de maneira a-técnica, deflagrou operação, baseada exclusivamente nas informações do usuário, para aplicar ao Policial Valmir Borges Gomes a pena de morte, sem contraditório ou amplo defesa. Um absurdo do tamanho do ego do novo Delegado Chefe, que insiste em sustentar que a operação foi êxitosa, mesmo com inúmeros tiros disparados contra residências e caros de populares.
A ação, montada para “flagrantear” uma suposta ação criminosa do Policial assassinado, que pecou pela absoluta desproporcionalidade e pela forma sanguinária e covarde, serve-nos para mostra, de saída, as diretrizes do novo gerenciamento de segurança pública na Bahia.
Aliás, apesar do pouco tempo no Cargo, as operações realizadas na “Era Dr. Hélio Jorge”, já demonstram sua aparente inclinação pelo julgamento sumário e pelo óbito. Prova disso, foi o que ocorreu a mais de uma semana, no município de Lauro de Freitas, quando uma operação policial, executada pelo mesmo Centro de Operações Especiais – COE, abateu 10 meliantes, sem qualquer indicativo de resistência. Lá eram supostos meliantes. Aqui um Policial.
Qualquer policial iniciante, sabe que operações policiais com grande número de óbitos indicam falta de planejamento e má execução. A “Era Hélio Jorge” atira primeiro sempre, mesmo contra um policial, essa parece ser a diretriz.
Ora Senhores, se realmente desejava flagrantear suposta prática de crime por parte do Policial, BASTARIA GRAMPEAR O DENUNCIANTE, INSERIR CÂMERAS NO SEU CARRO, ou no local supostamente combinado. Desta forma, estaria a Corregedoria obtendo todos os elementos probatórios para flagrantear. Simples solução que nem de longe passou pela cabeça da “Inteligência” da operação.
Ao contrário, a operação além de levar a óbito o Policial Valmir Borges Gomes, EXPÔS A SEGURANÇA DE CENTENAS DE MORADORES, num verdadeiro faroeste urbano protagonizado pelos artistas escolhidos pelos cineastas.
O SINDPOC considera a ação desastrosa e arrogante, espelho da forma de gerenciamento imprimida pelo Sr. Delegado-Chefe e pelo Secretário, este último oriundo dos quadros da Polícia Federal, cujo vínculo com a nossa polícia ou com a Bahia é nenhum.
Pra piorar, o Sr. Delegado Chefe, ao contrário de solidarizar-se com a Polícia e seus Policiais, no afã de agradar seu superior estrangeiro, confunde-se, atribuindo genericamente a outros características suas, adjetivando e subjulgando toda classe policial, COMO SE DETIVESSE O MONOPÓLIO DA HONESTIDADE E DA DIGNIDADE. Engana-se e decepciona toda a polícia civil.
Ao contrário do que se espera de um Delegado Chefe, o atual precipita-se, emite juízo de valor sobre o ocorrido, decretando a culpabilidade do policial morto (que já não pode se defender), e exaltando a operação que espalhou dezenas de tiros em residências. Pra piorar, felicita os assassinos, parabeniza a Corregedoria e, consequentemente, perde a ISENÇÃO para continuar a frente do Cargo. Será que um dia SABEREMOS O QUE REALMENTE ACONTECEU.
Senhor Delegado Chefe, salve sua carreira, trabalhe para mostrar que REALMENTE está imbuído de investigar de maneira isenta. Para tanto o primeiro passo, é RECONHECER QUE A OPERAÇÃO FOI DESASTROSA. Será que a vaidade deixará?
A desastrosa operação revela incompetência, mau planejamento, e, sobretudo, um estilo sanguinário de fazer segurança pública.
O SINDPOC, a Sociedade e os familiares do Policial executado precisam de respostas:
Por que não se grampeou o local ou o denunciante para obter de maneira pacífica a prova necessária e evitar o assassinato?
O que fazia no local uma equipe da Delegacia de Tóxico?
Quem comandou a operação?
Se foi a corregedoria que comandou a operação desastrosa, como ela irá investigar sua própria responsabilidade no evento?
Quantos tiros foram disparados contra o Policial?
Essas são as perguntas que desvendam a incompetência da Segurança Pública no Estado. Não confiamos na corregedoria para conduzir as investigações, afinal ela é tão responsável pela operação desastrosas quanto os policiais que lá estavam executando seus colegas.
Senhor Delegado Chefe e Senhor Secretário, o SINDPOC não se intimida com “cara amarrada” ou declarações midiáticas. Não tememos estrangeiros. Respeitem a Bahia, a Polícia Civil da Bahia, que, aliás, não deve nada a nenhuma polícia do país, em matéria de honradez e qualidade de seus membros.
Lamentamos que na Bahia exista a pena de morte, executada por “intocáveis” tal qual havia na Itália de décadas atrás, mas certamente sem a mesma capacidade artística do célebre filme de mesmo nome.
Queremos investigação, séria, isenta, fiscalizada por gente de bem, honesta, sem vínculo político. Exigimos respeito a nossa categoria. Fora estrangeiros, fora marionetes, fora assassinos, fora corruptos. Cara amarrada não prova competência de ninguém. Polícia limpa para a Bahia e para os baianos.
Salvador, 03 de março de 2011
Sindicato dos Policias Civis e Servidores da Secretária de
Segurança Pública do Estado da Bahia – SINDPOC"
quinta-feira, 3 de março de 2011
Guarda Municipal ameaça fazer greve durante o Carnaval.
O Carnaval de Salvador deve começar, nesta quinta-feira, 3, com funcionários da prefeitura municipal em greve. Os servidores da Guarda Municipal decidiram em assembleia na manhã desta quarta-feira, 2, paralisar as atividades durante a festa, caso o prefeito João Henrique não volte atrás na decisão de cortar 30% dos efetivos que trabalharão no período.
A assembleia foi marcada após a denúncia, feita pela Frente de Associações dos Servidores Municipais (FAS), dissidente do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) e que agrega cinco associações de servidores ligadas aos agentes de transito e transporte, fiscalização da SESP, servidores da SUCOP, guardas municipais e salva-vidas, de que a Prefeitura pretendia cortar 30% do efetivo do ano passado alegando redução de receita.
De acordo com o coordenador do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Jeiel Webster, os funcionários de outras secretarias e superintendências também vão manter a paralisação, iniciada desde a última quarta-feira, 23. Logo após a reunião, os servidores seguiram em carreata pela Avenida San Martin em direção à Secretaria Municipal de Planejamento, Tecnologia e Gestão (Seplag).
Ainda hoje, os efetivos da Superintendência de Conservação e Obras Públicas (Sucop) e da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) devem anunciar paralisação durante a festa. “Nós assinamos um acordo com o vice-prefeito, Edvaldo Brito, e ontem fomos surpreendidos com a notícia de que esse acordo foi suspenso. Estamos entre uma briga política do prefeito com o vice, e o servidor público não pode pagar por isso”, afirmou Webster.
Segundo afirmou Mércia Arruti, uma das lideranças da FAS, a luta para a permanência do efetivo vai continuar. "Faremos de tudo para garantir que cada servidor não fique fora desse Carnaval, afinal já são poucos os servidores envolvidos e a cidade precisará de cada um deles para um bom carnaval", afirmou.
Serviços interrompidos – De acordo com Jeiel Wesbster, do Sindseps, as escolas municipais e os postos de saúde suspenderam o funcionamento na tarde desta quarta-feira por falta de segurança. “Os guardas municipais já estão parados, os que reduz a segurança para essas pessoas. Por isso as aulas foram suspensas e o atendimento nos postos de saúde também”, afirmou.
Em nota, a Assessoria de Comunicação da Superintendência de Segurança Urbana e Prevenção à Violência (Susprev) informa que o setor não aderiu a greve da categoria.
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5692938
A assembleia foi marcada após a denúncia, feita pela Frente de Associações dos Servidores Municipais (FAS), dissidente do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) e que agrega cinco associações de servidores ligadas aos agentes de transito e transporte, fiscalização da SESP, servidores da SUCOP, guardas municipais e salva-vidas, de que a Prefeitura pretendia cortar 30% do efetivo do ano passado alegando redução de receita.
De acordo com o coordenador do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Jeiel Webster, os funcionários de outras secretarias e superintendências também vão manter a paralisação, iniciada desde a última quarta-feira, 23. Logo após a reunião, os servidores seguiram em carreata pela Avenida San Martin em direção à Secretaria Municipal de Planejamento, Tecnologia e Gestão (Seplag).
Ainda hoje, os efetivos da Superintendência de Conservação e Obras Públicas (Sucop) e da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) devem anunciar paralisação durante a festa. “Nós assinamos um acordo com o vice-prefeito, Edvaldo Brito, e ontem fomos surpreendidos com a notícia de que esse acordo foi suspenso. Estamos entre uma briga política do prefeito com o vice, e o servidor público não pode pagar por isso”, afirmou Webster.
Segundo afirmou Mércia Arruti, uma das lideranças da FAS, a luta para a permanência do efetivo vai continuar. "Faremos de tudo para garantir que cada servidor não fique fora desse Carnaval, afinal já são poucos os servidores envolvidos e a cidade precisará de cada um deles para um bom carnaval", afirmou.
Serviços interrompidos – De acordo com Jeiel Wesbster, do Sindseps, as escolas municipais e os postos de saúde suspenderam o funcionamento na tarde desta quarta-feira por falta de segurança. “Os guardas municipais já estão parados, os que reduz a segurança para essas pessoas. Por isso as aulas foram suspensas e o atendimento nos postos de saúde também”, afirmou.
Em nota, a Assessoria de Comunicação da Superintendência de Segurança Urbana e Prevenção à Violência (Susprev) informa que o setor não aderiu a greve da categoria.
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5692938
O policial Valmir Borges Gomes foi morto durante confronto com policiais civis após suposta tentativa de extorsão.
O policial Valmir Borges Gomes, morto na noite desta quarta, 2, durante confronto com policiais civis após suposta tentativa de extorsão, foi sepultado por volta das 18 horas desta quinta-feira, 3, no cemitério Bosque da Paz.
Após o enterro do agente, cerca de cem policiais fizeram uma breve assembleia ainda no gramado do Bosque da Paz e decidiram seguir em direção ao Complexo dos Barris com a intenção de fechar a unidade.
Na reunião, os policiais decidiram ainda fechar outras unidades policiais da capital baiana, caso o Secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o delegado-chefe, Hélio Jorge, não sejam destituídos dos seus cargos.
* Com informações de Marcelo Brandão, do A TARDE
Agente morre em troca de tiros entre policiais
Um confronto entre agentes da Polícia Civil de Salvador resultou na paralisação da corporação na quarta-feira, 2, à noite. Tudo começou quando policiais de duas delegacias especializadas trocaram tiros na Avenida Paulo VI, próximo à padaria e delicatessen Super Pão, na Pituba. O agente da Furtos e Roubos Valmir Borges Gomes, 54 anos, conhecido como “Nosso Amigo”, morreu no confronto.
Segundo a corregedora da Polícia Civil Iracema Silva, um jovem de 19 anos foi abordado por Valmir e outros dois homens, que também seriam policiais, ao tentar comprar lança-perfume. Os policiais exigiram dinheiro para não prendê-lo. Apavorado, o rapaz entrou em contato com os pais, que o mandaram pedir ajuda à Corregedoria de Polícia. Lá, ele foi encaminhado para a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, nos Barris.
Ao saberem do caso de extorsão, os agentes da DTE decidiram ir ao local marcado para o pagamento a fim de flagrar os colegas cometendo o crime. Um deles seguiu com a vítima no Clio JQW-7824, de Feira de Santana, da mãe do rapaz. Outra equipe deu apoio num carro oficial.
Quando o rapaz chegou ao local combinado, na Pituba, Valmir e seus comparsas perceberam que ele estava acompanhado por policiais. Então o grupo que tentou extorquir o rapaz começou a atirar. Houve revide e o agente da Furtos e Roubos foi baleado. Ele foi levado para o Hospital Geral do Estado, mas não resistiu aos ferimentos.
A morte do agente Valmir Gomes gerou um grande protesto em frente à Corregedoria da Polícia Civil na quarta, à noite. Brandindo escopetas e outras armas de grosso calibre e aos gritos de “assassino!”, mais de 30 policiais ameaçaram parar as atividades durante o Carnaval por causa da morte do colega.
Após o enterro do agente, cerca de cem policiais fizeram uma breve assembleia ainda no gramado do Bosque da Paz e decidiram seguir em direção ao Complexo dos Barris com a intenção de fechar a unidade.
Na reunião, os policiais decidiram ainda fechar outras unidades policiais da capital baiana, caso o Secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o delegado-chefe, Hélio Jorge, não sejam destituídos dos seus cargos.
* Com informações de Marcelo Brandão, do A TARDE
Agente morre em troca de tiros entre policiais
Um confronto entre agentes da Polícia Civil de Salvador resultou na paralisação da corporação na quarta-feira, 2, à noite. Tudo começou quando policiais de duas delegacias especializadas trocaram tiros na Avenida Paulo VI, próximo à padaria e delicatessen Super Pão, na Pituba. O agente da Furtos e Roubos Valmir Borges Gomes, 54 anos, conhecido como “Nosso Amigo”, morreu no confronto.
Segundo a corregedora da Polícia Civil Iracema Silva, um jovem de 19 anos foi abordado por Valmir e outros dois homens, que também seriam policiais, ao tentar comprar lança-perfume. Os policiais exigiram dinheiro para não prendê-lo. Apavorado, o rapaz entrou em contato com os pais, que o mandaram pedir ajuda à Corregedoria de Polícia. Lá, ele foi encaminhado para a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, nos Barris.
Ao saberem do caso de extorsão, os agentes da DTE decidiram ir ao local marcado para o pagamento a fim de flagrar os colegas cometendo o crime. Um deles seguiu com a vítima no Clio JQW-7824, de Feira de Santana, da mãe do rapaz. Outra equipe deu apoio num carro oficial.
Quando o rapaz chegou ao local combinado, na Pituba, Valmir e seus comparsas perceberam que ele estava acompanhado por policiais. Então o grupo que tentou extorquir o rapaz começou a atirar. Houve revide e o agente da Furtos e Roubos foi baleado. Ele foi levado para o Hospital Geral do Estado, mas não resistiu aos ferimentos.
A morte do agente Valmir Gomes gerou um grande protesto em frente à Corregedoria da Polícia Civil na quarta, à noite. Brandindo escopetas e outras armas de grosso calibre e aos gritos de “assassino!”, mais de 30 policiais ameaçaram parar as atividades durante o Carnaval por causa da morte do colega.
PGE-BA vai acionar a Justiça contra greve de policiais civis.
03/03/2011 às 16:13
PGE-BA vai acionar a Justiça contra greve de policiais
Agência Estado
A Justiça da Bahia será acionada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) que é contra a decisão dos policiais civis do Estado de entrarem em greve nesse carnaval, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. A decisão, segundo a SSP, "se fundamenta no fato de se tratar de uma ameaça de paralisação de serviço essencial à sociedade e por entender que o movimento não atende aos requisitos legais".
A greve dos policiais, por tempo indeterminado, até que o governo atenda suas reivindicações, foi decidida em assembleia na manhã de hoje por conta da morte de um policial civil, da Delegacia de Roubos e Furtos, na noite de ontem, após troca de tiros com policiais da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes.
O sindicato já estudava uma paralisação durante o carnaval, para pressionar uma negociação sobre os direitos adquiridos e jornada de trabalho extenuante. Na assembleia, os policiais decidiram adiar a paralisação para o dia 2 de abril. Porém, após a morte do policial, os policiais decidiram antecipar a greve.
Segundo a secretaria, já foi montado um esquema especial de segurança para a população durante os dias de carnaval, no qual delegados e agentes administrativos manterão suas atividades normais nas delegacias. Além disso, eles estarão trabalhando também nos postos dos circuitos do carnaval, com o apoio de policiais militares.
Confronto
A Corregedoria da Polícia Civil já está apurando as circunstâncias do confronto entre policiais civis, ocorrido ontem, no bairro da Pituba. O confronto, segundo a SSP, resultou na morte de Valmir Gomes, investigador da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR).
Ele estava acompanhado de outras duas pessoas, numa viatura não padronizada. Os três reagiram quando foram abordados por uma equipe de investigadores da Delegacia de Tóxico e Entorpecentes (DTE), que foi ao local averiguar uma denúncia de extorsão.
A denúncia foi feita diretamente à Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública (SSP), que acionou a Polícia Civil. Foi relatado que policiais civis estavam exigindo dinheiro para não prender um jovem, que estava comprando lança perfume.
http://www.atarde.com.br/noticia.jsf?id=5693677
terça-feira, 1 de março de 2011
Parto : mulheres sofrem agressões que vão de exames dolorosos a xingamentos e gritos.
Uma em cada quatro mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados relatou algum tipo de agressão no parto, perpretada por profissionais de saúde que deveriam acolhê-la e zelar por seu bem-estar.
Pesquisa pioneiraÉ a primeira vez uma pesquisa quantifica em escala nacional a incidência dos maus-tratos contra parturientes, a partir de entrevistas em 25 unidades da Federação e em 176 municípios. Os dados integram o estudo "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado", realizado em agosto de 2010 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc e divulgado agora.
Agressões vão de exames dolorosos a xingamentos e gritos
Recusa em oferecer algum alívio para a dor, xingamentos, realização de exames dolorosos e contraindicados até ironias, gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório quanto a classe social ou cor da pele. Estes são exemplos de tipos de maus-tratos sofridos por mulheres que dão a luz nos hospitais públicos e privados.
Viés discriminatório
O estudo constatou uma situação que Janaina Marques de Aguiar, doutora pela Faculdade de Medicina da USP, já tinha captado em estudos qualitativos. "Quanto mais jovem, mais escura, mais pobre, maior a violência no parto."
Humanização do parto e direito a acompanhante, ainda como desafiosDesde 2004, o Ministério da Saúde tem entre suas prioridades a humanização do parto. Mesmo assim, até hoje não conseguiu nem sequer universalizar o direito das parturientes a um acompanhante de sua confiança, conforme lei de 2005.
DISSERAM TER SOFRIDO VIOLÊNCIA NO PARTO
Na rede pública : 27%
Privada : 17%
FRASES OUVIDAS DURANTE O PARTO
23% - afirmaram ter ouvido alguma frase humilhante
15% - não chora não que ano que vem você estará aqui de novo
14% - na hora de fazer não chorou . Não chamou a mamãe, por que esta chorando agora ?
6% - se gritar eu paro o que estou fazendo e não vou te atender
5% - se gritar vai fazer mal para seu nenem . Seu nenem vai nascer surdo
Fonte: Monica Aguiar
Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Pesquisa pioneiraÉ a primeira vez uma pesquisa quantifica em escala nacional a incidência dos maus-tratos contra parturientes, a partir de entrevistas em 25 unidades da Federação e em 176 municípios. Os dados integram o estudo "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado", realizado em agosto de 2010 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc e divulgado agora.
Agressões vão de exames dolorosos a xingamentos e gritos
Recusa em oferecer algum alívio para a dor, xingamentos, realização de exames dolorosos e contraindicados até ironias, gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório quanto a classe social ou cor da pele. Estes são exemplos de tipos de maus-tratos sofridos por mulheres que dão a luz nos hospitais públicos e privados.
Viés discriminatório
O estudo constatou uma situação que Janaina Marques de Aguiar, doutora pela Faculdade de Medicina da USP, já tinha captado em estudos qualitativos. "Quanto mais jovem, mais escura, mais pobre, maior a violência no parto."
Humanização do parto e direito a acompanhante, ainda como desafiosDesde 2004, o Ministério da Saúde tem entre suas prioridades a humanização do parto. Mesmo assim, até hoje não conseguiu nem sequer universalizar o direito das parturientes a um acompanhante de sua confiança, conforme lei de 2005.
VEJA MINUTA DA PESQUISA
DISSERAM TER SOFRIDO VIOLÊNCIA NO PARTO
Na rede pública : 27%
Privada : 17%
FRASES OUVIDAS DURANTE O PARTO
23% - afirmaram ter ouvido alguma frase humilhante
15% - não chora não que ano que vem você estará aqui de novo
14% - na hora de fazer não chorou . Não chamou a mamãe, por que esta chorando agora ?
6% - se gritar eu paro o que estou fazendo e não vou te atender
5% - se gritar vai fazer mal para seu nenem . Seu nenem vai nascer surdo
Fonte: Monica Aguiar
Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Mémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos.
Membro do Estado de Paz.
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http://www.forummulheresmercosul.blogspot.com
Mémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos.
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