Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Vera Mattos escreve : VIOLÊNCIA SEM SANGUE.O CRIME PRATICADO CONTRA AS MULHERES.


Vera Mattos*

Hei mulher! Por que você permitiu aquele primeiro tapa?

Por que você permitiu aquela primeira calúnia?

Aquela primeira injúria, aquela primeira difamação? Hei mulher! Será que você lembra quando tudo aconteceu? Era uma brincadeira entre você e ele... talvez até a situação já vinha se repetindo...mas tudo era tão leve e você acabava sorrindo, relevando, deixando para analisar depois. Temia ser chata, desagradável e acreditava que seria bom fazer concessões. Algumas vezes pensava que a causa era a bebida, sempre perdoada pois permitida; acreditava sinceramente que o homem cansado, frustrado, tinha todas as justificativas do mundo para desabafar, para liberar em você e na família os sentimentos agressivos.

Além disso, havia a vergonha das amigas, dos amigos, dos vizinhos, dos colegas de trabalho. E quanto a manchas roxas na pele? O que dizer mesmo? Topadas, uma pancadinha à toa, esbarrou em algum móvel, caiu em casa, e cada dia mais uma desculpa. Quando você pensava que estava enganando aos outros enganava principalmente a você mesma.

Agora, volte ao primeiro tapa, a primeira pancada. Doeu?

Hei mulher! Responde hoje, exatamente nesta hora que você está decidindo ir até uma Delegacia e ainda assim procura justificar este seu desejo de ir, de se expor, de falar de sua vida pessoal ou do pouco que ficou dela.

Será que com todas acontece assim? Ou seria apenas com você? Lembra quando ele gritava com você? Dizia que você era gorda, estava acima do peso? Ou quando dizia que a cor do seu cabelo estava ridícula? Ou quando se referia a sua pouca capacidade intelectual? E o desprezo hein?

Você sentiu na pele o desprezo quando ele disso que seu cheiro não era bom, que cheirava a cozinha, a óleo e alho. Mas você conseguia cozinhar para ele. Poderia ter servido cicuta, mas continuou tentando conquistá-lo com a comida de cada dia, velha lição centenária que assegura que homem se “pega pela boca”.

Hei mulher! Acorda! Antes do primeiro tapa este homem ofereceu vários avisos. Ele estabeleceu um vínculo perigoso em que sua parceria foi fundamental: o da violência sem sangue. Todos os dias ele procurava negar a sua existência como mulher. Todos os dias ele dizia que você era menos, era menor, era infinitamente menor do que a mulher que ele sonhou ter, possuir.

A palavra é posse. É muito barato transformar a companheira em empregada sem direito a qualquer obrigação trabalhista. Além disto, dentro da submissão há a existência do sexo, geralmente com dia e hora marcados. Outros homens querem sexo diariamente, pouco se interessando se seu dia foi estafante, estressante, se houve dupla, tripla jornada. Acreditam que você tem que estar disposta e também apresentar uma boa disposição. O seu sonho de Cinderela desabou. Você viu isto? Você sentiu isto?

Estamos no século XXI. Você como eu é do século passado! Se estamos em 2007 evidentemente que qualquer mulher viva hoje é do século passado.

O que quero dizer? É que somos do século passado e agimos como tal. Não barramos a violência em nossas casas, em nossas famílias.

Esperamos que o amor que sonhamos terá a força suficiente para corrigir.

Mas isto é utopia. Tratemos primeiro da denúncia, de buscar a lei, de perder literalmente a vergonha e fazer que estes protótipos de homens morram de vergonha.

Eles é que devem se sentir constrangidos. Eles é que devem temer a repercussão dos fatos na vida profissional, social. Eles é que devem andar assustados pelo fato de terem sido denunciados nas Delegacias Especializadas, nas Promotorias, e de finalmente serem levados ao Fórum Criminal.

E de que você vai ter vergonha? De ter sido violentada psicologicamente? De ter sido brutalmente atacada fisicamente? Hei mulher! A sua alma está sofrendo. Dentro de você há um caos, um buraco, um sentimento de menor valia, e se demorar mais é bem provável que a pouca coragem que você tem desça pelo ralo da pia, pela descarga do banheiro.

Apoio familiar? Aquele que lhe encorajará dizendo siga em frente, siga e denuncie? Este apoio é raro. Muitos dirão que você deve relevar. Muitos dirão que em nome de Deus, em nome de Jesus você deverá perdoar.

Mulher entenda que esta sociedade foi construída para fazer concessões aos homens. Não espere nem mesmo nas delegacias especializadas um atendimento generoso. A razão é que também policiais mulheres são mulheres e também sofrem violência dentro e fora dos seus locais de trabalho. São discriminadas, criticadas e acabam por sucumbir não somente a hierarquia militar, mas a própria insatisfação e ao sentimento de que nada são e nada serão. Haja depressão, haja angústia, haja desespero, haja desejo de se impor. Com arma na mão pensa em liberdade, mas não encontra caminho e chora como se não tivesse força, como se fosse alguém frágil e destreinada. O exemplo da policial que sofre serve para abrir o debate.

Que mulheres somos nós? E afinal quem educou estes homens agressivos, intolerantes, raivosos, desleais? Quem tem ou teve irmãos homens lembra das leis domésticas repetidas pelas mães da época. Era comum dizer que o respeito tinha território e que os garotos estavam aptos a caçarem suas presas. Os bodes estavam soltos para a glória das famílias machistas. As outras famílias tratassem de cuidar de suas cabras e cabritas.

Assim como individualmente se colhe o que se planta, os homens do século passado estão ofertando a educação que receberam. Exercem poder, exercem fascínio. O sexo e a sedução chegam junto. Sabemos que paixão não tem data para começar, mas tem prazo para acabar e isto é fato científico.

Hei mulher! A paixão acabou. O amor se existiu agora é discutível. Você vai ficar aí sofrendo? Qual será o seu primeiro passo?Somente você poderá se ajudar. Somente você poderá dizer não. Procure outras mulheres e converse, desabafe. Fale com quem for possível falar. Não tema o julgamento dos outros ou das outras. Melhor você vivendo e falando do que em uma gaveta do Instituto Médico Legal.

Rompa a relação. Não fique na ameaça. Se você já se sustenta, o temor não deverá existir. Se não se sustenta, certamente tem algum talento e saberá encontrar uma forma de sobreviver.

Mas não tolere o primeiro tapa, a primeira injúria, a primeira calúnia, a primeira difamação.

Ao contrário do que se pensa aí está o ato de amor. Levar aquele que transgride a compreender as suas atitudes. Levar a reflexão positiva do respeito e do amor ao próximo e principalmente à próxima que poderá ser você.

Pense nisto e se mobilize através de ações concretas.

Vera Mattos
Jornalista

Uma mulher é agredida a cada minuto no país.

Porque as mulheres ainda sofrem caladas com as agressões de seus companheiros? O último caso em Salvador foi destaque em toda a imprensa baiana e demonstra que as mulheres ainda não relevam os atos de violência dos seus companheiros. Por pouco, a assistente social Luciana Lopo, 31 anos, que sofria há algum tempo com os abusos do marido, Adalberto França escapou da morte. Como ela, - de 20 a 30 mulheres são agredidas na capital baiana todos os dias.

De janeiro até o mês de junho, mais de 4 mil casos foram registrados na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). Sendo que, desses, 1.526 foram de lesão corporal e 264 de agressão moral, além de outros atos. Contudo, a delegada titular, Celi Carlos da Silva, ressaltou que estes números podem ser bem maiores, pois "em dezenas de casos as vítimas ainda não denunciam".

Em todo o Brasil, pelo menos uma mulher é agredida a cada um minuto. Os atos de violência podem ser manifestados de várias formas e vão, desde ofensas verbais e morais até agressão física e sexual (como socos, pontapés, bofetões e estupro). Em Salvador, somente em 2008, a DEAM registrou 8.509 casos de agressão contra a mulher, sendo que 2.722 foram de violência física. Em todo o país, o número de denúncias foi superior a 160 mil no mesmo ano.

As punições contra os agressores ficaram mais severas com a Lei Maria da Penha, que aumentou de um para três anos o tempo máximo de prisão do agressor, além de mecanismos de proteção contra as vítimas, mas mesmo assim, a violência não diminuiu e centenas de mulheres ainda não denunciam. Este ano, mais de 150 homens já foram presos por agredirem as mulheres e mais de 100 foram custodiados em flagrante.

Por que as mulheres não reclamam?

A delegada titular da DEAM, Celi Carlos da Silva, disse que os motivos que levam a mulher a se calar são diversos, mas os principais são: o medo, a dependência financeira e emocional e a vergonha. "As vítimas da violência são mulheres que de alguma forma dependem do companheiro, seja no sentido financeiro ou psicológico. Elas não denunciam com medo de apanhar mais ou perder o companheiro, por questões familiares que envolvem os filhos, pai e mãe do agressor, por vergonha em relação aos amigos, vizinhos e do resto da família, ou por ser financeiramente dependente ou emocionalmente. A mulher ainda hoje casa com o objetivo de construir uma família para a vida toda, e quando aparece um problema como este, não quer abrir mão do sonho", explicou a delegada.

A delegada Celi Carlos também enfatizou que a violência doméstica é um problema secular, que vem desde quando as mulheres deviam obediência aos maridos, com o respeito de um pai. "Essa cultura do machismo prevalece até hoje, a violência contra a mulher é um problema social, onde toda a sociedade pode ajudar denunciando o agressor. Só com respaldo judicial podemos acabar com essa cultura. É também necessário que a mulher se posicione e rompa com o ciclo da agressão logo no primeiro ato de falta de respeito".

Sem querer ter o nome revelado, a assistente social da DEAM disse que as vítimas são envolvidas em um ciclo de violência que começa com a agressão moral, pedidos de desculpas e depois a agressão física. "Geralmente, iniciam-se com xingamentos, ofensas e empurrões, - o agressor pede desculpas, manda flores, compra presentes - a mulher perdoa e acredita que ele não irá mais fazer. Sem uma atitude mais severa ou uma posição mais firme da mulher, ele volta a repetir a agressão e assim chega à violência física. A mulher pode se ajudar - no primeiro ato de falta de respeito, deve procurar ajuda policial ou psicológica, mas nunca pode aceitar nenhum tipo de ofensa e não encarar os xingamentos como algo natural", esclareceu.

A violência contra a mulher é um problema crônico que atinge todas as classes sociais e todos os países, até os mais desenvolvidos enfrentam essa triste realidade. Os casos recentes demonstram que essa violência se alastra independentemente de classe social, e até as celebridades saem dos holofotes do glamour para as delegacias. Como foi o caso da cantora Rihanna, que engrossou as estatísticas de casos de violência contra a mulher, ela foi agredida pelo namorado, o rapp Chris Brown. Que foi condenado a seis meses de trabalhos comunitários, como limpar pichações e recolher lixo, além de ter pegado cinco anos de prisão em regime de liberdade condicional e de ser obrigado a assistir a sessões de orientação sobre violência doméstica. No Brasil, o caso mais comentado em toda imprensa, foi o da atriz Luana Piovani, agredida pelo namorado, o ator Dado Dolabela, que depois da agressão foi proibido de ficar a menos de 250 metros de distância da atriz, e caso desobedecesse seria preso, como aconteceu recentemente. O caso ainda está sendo julgado, e se for condenado culpado, o ator vai pegar de um a três anos de prisão.

Lei Maria da Penha aumenta os rigores das penalidades

A Lei Maria da Penha conceitua e define as formas de agressões sofridas por mulheres no cotidiano: violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Conforme a delegada, o número de denúncias está crescendo em decorrência dessa Lei, que foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2006, e aumentou o rigor das punições por agressões contra a mulher ocorridas no âmbito familiar.

O Brasil triplicou a pena para agressões domésticas contra mulheres e aumentou os mecanismos de proteção das vítimas. A Lei Maria da Penha aumentou de um para três anos o tempo máximo de prisão – o mínimo foi reduzido de seis meses para três meses. A nova lei altera o Código Penal e permite que agressores sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada. Também acabam com as penas pecuniárias, aquelas em que o réu é condenado a pagar cestas básicas ou multas. Altera ainda a Lei de Execuções Penais para permitir que o juiz determine o comparecimento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação.

A lei também traz uma série de medidas para proteger a mulher agredida, que está em situação de agressão ou cuja vida corre riscos. Entre elas, a saída do agressor de casa, a proteção dos filhos e o direito de a mulher reaver seus bens e cancelar procurações feitas em nome do agressor. A violência psicológica passa a ser caracterizada também como violência doméstica.

O problema da violência conjugal é algo que atinge homens e mulheres, no entanto, os homens denunciam muito menos e na escala dos casos, as mulheres lideram o ranking de violência sofrida.

Os homens agredidos também podem denunciar sua namorada ou esposa, em qualquer delegacia. A delegada Celi Carlos disse que os homens agredidos são minorias e reforçou que quando a vida a dois chega ao limite de haver violência entre o casal é porque já está na hora de se colocar um ponto final na relação. E fez um alerta para as mulheres – "o homem que bate uma vez, vai continuar agredindo. Por isso, é importante denunciar, pelos telefones 130 ou 3235-0000, qualquer pessoa pode ajudar".



Lucy Andrade/Tribuna da Bahia
http://www.digita.com.br/tribunadabahia/news.php?idAtual=15340

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

A MOROSIDADE DO ESTADO EM RELAÇÃO À LEI MARIA DA PENHA.


Vamos fazer na rede uma onda cor de rosa, quase vermelha, da cor de nossa menstruação.Vamos colocar o sangue que sai do nosso ventre na hora do parto.
Vamos colocar o batom que enfeita nossos lábios.E se depois de tudo isto nos sobrar fôlego e vencermos a batalha vamos colorir o mundo com o nosso sorriso, com a nossa risada gostosa, com a nossa sensualidade.Vamos impedir que mulheres morram em vida.Vera Mattos


Fala sério! Nós mulheres vivemos o terror de cada dia em casa, em família, entre vizinhos e em nossa vida profissional. O Brasil confere aos agressores a certeza da impunidade.

Os processos se amontoam e cada instituição oferece uma desculpa. Excesso de processos, excesso de inquéritos, poucos delegados, poucos juízes, poucos promotores. A única coisa que é verdadeira é que são muitos os agressores.
Minha caixa de e-mail vive implodindo de tanta emoção feminina. O medo feminino invade a tela do meu computador, o meu espaço virtual, e eu fico imaginando como estará cada uma que me procura para desabafar e muitas até para dizer que ainda não está no tempo da denúncia. Tem que denunciar. Tem que exigir que o delegado ou delegado lhe escute.

A Bahia particularmente vive um tempo de mudanças. É verdade que estes profissionais são concursados e cada um segue sua orientação política própria e também é verdade que existem alguns que nem sabem como irão aplicar a Maria da Penha, simplesmente porque o sistema carcerário brasileiro está falido. Os presídios abarrotados.

Os abrigos para mulheres são raros e de qualidade baixa. Estão sempre em locais de difícil acesso. Não podem ser mostrados a imprensa porque deixariam de ser locais seguras. Mas não são nem mesmo albergue de zero estrela.

Gente vamos fazer diferente. Vamos exigir que as autoridades tomem cursos de direitos humanos e alguns até mesmo de educação doméstica.

O fato é que quando em processo de julgamento a mulher já entra condenada. Outro dia fui dar um depoimento sobre uma criança que sofreu abuso sexual do pai e para minha surpresa estavam lá duas advogadas muito bem sucedidas defendendo o provável pai pedófilo. A mãe precisou de um defensor público para atuar. E ele desistiu como que por encanto na última hora. Restou a mãe da criança fazer requerimento pessoal.

Aí eu me pergunto: que luta desigual é esta? O poder econômico prevalece. Viva o dinheiro, viva o capital perverso que compra a dignidade de quem quer vender.
O declínio do homem público é tão grande que não tem mais ladeira para rolar. E eu não estou falando do Legislativo que nós podemos descartar de eleição em eleição. Eu estou falando do pessoal que é funcionário de carreira, empregado do Estado.

É preciso deixar de tratar funcionários públicos como reis e rainhas. Estes senhores e estas senhoras sabem que estão ali para cumprir a lei. E, portanto, cumpra-se a Lei Maria da Penha.

Eu já estou anotando nomes de mulheres para as próximas leis. É tanto sofrimento para a mulher e para os filhos que isto com certeza rende algum lucro para setores perversos.

Apanhou? Voltou para casa? E aí eu pergunto: onde as Delegacias de Mulheres irão proteger tantas mulheres agredidas?

Se continuarmos assim, e entrarmos na linha do imaginário, teremos campos de mulheres.

Você homem quer este caminho para a sua filha? Você filho quer este caminho para sua mãe? Você que é mãe, mulher e filha, quer continuar sendo agredida?

Não nos ouvem até porque o poder é masculino. Então em vez de rasgar soutiens, bater panelas, vamos partir para o movimento na grande rede.

Simplesmente vamos fazer link aos milhares sobre o tema. Vamos exigir o cumprimento da lei tornando as buscas na internet intermináveis. Quem não pode falar, faça link, abra um blog, republique o artigo.

Não sabe fazer? Sempre encontrará alguém que faça. E por favor, nos informe sobre sua ação em sua cidade, em seu estado. Faça por e-mail se desejar.

Vamos fazer uma onda cor de rosa, quase vermelha, da cor de nossa menstruação.
Vamos colocar o sangue que sai do nosso ventre na hora do parto.
Vamos colocar o batom que enfeita nossos lábios.

E se depois de tudo isto nos sobrar fôlego e vencermos a batalha vamos colorir o mundo com o nosso sorriso, com a nossa risada gostosa, com a nossa sensualidade.
Vamos impedir que mulheres morram em vida.
Vamos juntas, unidas.
As mulheres são as melhores aliadas quando querem ser aliadas.
As mulheres são as maiores inimigas quando querem ser inimigas.
Finalizo, repetindo perdas e danos: “as pessoas sofridas são perigosas porque sobrevivem”.

Espero por vocês na invasão mais absoluta da rede.

Vera Mattos
Jornalista
veramattosba@gmail.com
verinhamattos@yahoo.com.br
riscomulherbrasil@yahoo.com.br



Postado por Vera Mattos às Domingo, Janeiro 20, 2008

COMENTÁRIOS

Territorio Mulher disse...
Hoje uma mulher me disse:
Ana estou morrendo...

e a segurei em meu peito, a distância, procurando desesperadamente faze-la não sucumbir.

Mas como dizer a uma mulher que não tem mais vida que retome a sua vida?
Sua casa, seu lar, seu trabalho, sonhos, amizades, sua sexualidade, tudo se foi pelos atos de elemento agressor, pela violência...
Como resgatar a sensibilidade desta mulher?
Onde estão as que se vestem de rosa que não apoiam vigorosamente esta mulher em seu drama real?
São mulheres miseráveis, são as pobres, são as de classe média, formadas, são as ricas, todas mulheres no mesmo drama , na mesma dor, única dor!

Pergunto como Chaplin o fez em um dos seus grandes filmes:
E agora garota já está enxergando?

Garotas enxerguem a nós suas irmãs mulheres, garotas! Façam sua sensibilidade vir a tona numa grande explosão de solidariedade e apoio.
Enxerguem como algumas das garotas estão sendo tratadas e falem, escrevam, postem em blogs, em Comunidades. Manifestem-se como garotas mulheres valorosas!
Esta atitude espero de todas voces!
Ana Maria Bruni

20 de Janeiro de 2008 13:41
Carlos Vecchio disse...
Cara Vera!

Sincero, forte, surpreendente o seu manifesto de apoio à Lei Maria da Penha. Deveria haver uma forma de fazer com qu todas as brasileiras o lessem. E com a atenção devida. E que os brasileiros lessem também, com igual atenção, e assimilassem, as verdades expressadas com tamanha competência.
E por falar em verdades, as três últimas, que fecham o seu manifesto, chegam a ser chocantes de tão verdadeiras! Suficientes para convencer qualquer mulher sobre sua força; e para fazer com que muitos homens tenha motivo para começarem a tremer.

Carlos Vecchio

20 de Janeiro de 2008 16:22
Sericitense disse...
Um milhão de assassinatos

Hoje eu li uma reportagem muito triste no Estadão, o Jornal O Estado de São Paulo.
Nesta reportagem um estudioso do fenômeno da violência, o economista Daniel Cerqueira, do Ipea, chama a atenção para a tragédia da segurança pública brasileira.
Cerqueira aponta alguns sinais preocupantes na área de segurança. Um deles é a falta de vontade dos políticos para adotar estratégias de médio ou longo prazo, o que não se enquadra no calendário eleitoral. Outro é o atraso no enfrentamento da criminalidade, ainda refém do modelo meramente reativo dos anos 1960, baseado, quando muito, em patrulhamento e investigações, não em estatísticas confiáveis, na antecipação aos problemas e no uso de programas sociais e de policiamento adaptados a cada realidade.

Quando um país como o Brasil abandona os cidadãos à barbárie, fica muito difícil, defender qualquer cidadão e qualquer cidadã.

A violência contra a mulher se inscreve neste contexto de desleixo, em que as autoridades federais dizem que o problema é estadual e as autoridades estaduais dizem que falta dinheiro para políticas mais eficazes.
Em parte eu concordo, pois falta dinheiro para a segurança, a educação e a saúde, mas não faltam recursos para os "financistas" e haja superávit para cobrir os juros da dívida.
Voltando ao tema em assunto, um dos problemas para proteger as mulheres e que a Lei Maria da Penha previu um monte de ações dos governos federais, estaduais e municipais e nada foi feito.
Aliás, neste país vivemos o mundo do faz de conta, se temos um problema, vamos resolvê-lo fazendo uma lei.
Quanto mais coisas bonitas a lei preveja, melhor, assim a gente mostra pros gringos e eles ficam contentes. É a tal de lei para ingrês ver.
A lei Maria da Penha trouxe várias inovações a favor da proteção da mulher, mas não é aplicada. Por quê? Por quê? Eu pergunto e respondo.
Por que quando ela descreve as responsabilidades dos promotores e juizes ela diz "PODERÁ"
A lei não diz "DEVERÁ", a lei diz poderá, isto é "se quiser", "se estiver com vontade", "se tiver afim".


Vamos, nós homens que amamos e respeitamos as mulheres e vocês mulheres que se valorizam, exigir justiça, justiça, para as mulheres, pois a PAZ que o Brasil tanto precisa começa dentro de cada um de nós, a PAZ começa dentro de nossos lares.

Sou Contra Violência à Mulher, à criança, aos idosos, a todos seres humanos.
Contra a agressão ao nosso planeta.

Vamos começar em casa, vamos respeitar nossas MULHERES.

20 de Janeiro de 2008 18:17
Martha disse...
Martha:
Vera fui lá no blog, é sério, o nosso maior problema na verdade, não é ter as leis, existem inúmeras, mas poucos exercem seu direito de como cidadão, cobrá-las, alguns casos admito, medo paralisa, mas ignorância também. Beijos, minha solidariedade..

20 de Janeiro de 2008 19:07

VERA MATTOS: VeraMattos : Sólo las organizaciones internacionales puede ayudar.

VERA MATTOS: VeraMattos : Sólo las organizaciones internacionales puede ayudar.

VERA MATTOS: VERA MATTOS CONCEDE ENTREVISTA EXCLUSIVA A SANDRAH SAGRADO. EM PAUTA: DIREITOS HUMANOS.

VERA MATTOS: VERA MATTOS CONCEDE ENTREVISTA EXCLUSIVA A SANDRAH SAGRADO. EM PAUTA: DIREITOS HUMANOS.

Domingo, 5 de Julho de 2009

Jolivaldo Freitas:Praga de pobre gruda que nem caraca no Iate Clube.

Estava conversando com meu amigo o famoso cirurgião bariátrico Marcos Leão, que é vice-presidente nacional da associação médica que reúne os especialistas na sua área e famoso também por suas palestras internacionais; também é diretor do Yacht Clube da Bahia. Ele ouvindo calado, coisa que não é do seu feitio – aliás, já me disseram que quando está em procedimento cirúrgico ou conta piada ou vira o Cão, a depender da atuação dos assistentes, pois ele é perfeccionista por mania – e eu explanando sobre praga de pobre.

Na verdade, não se vê rico vociferando e quando faz isso vira notícia do Jornal da Globo, sai na Capricho, no sites de fofocas e vira um disse-me-disse desproporcional. Eu nunca vi político jogando praga no outro. Nem vereador, que está mais afeto aos pobres, até crescer, virar deputado e passar a ser convidado para feijoadas e saraus dos colunáveis. Vereador só é chamado para inauguração de laje ou puxadinho. Vem aquela senhora com os cabelos ralos e faltando um dente e diz, chamando pelo nome como se fosse parente:

- Não sei quem, apareça lá em casa neste domingo para pegar uma dobradinha. Obrigado pelo cimento! Vá sozinho que já tem gente demais.

E o vereador vai, senão perde a meia dúzia de votos e fica mal falado lá no Alto de Coutos. E, se não for, quem fez o convite joga praga que é para não ser reeleito. Pois, voltando ao doutor Marcos Leão, eu dizia que não se mexe com pobre. Toda esta conversa eu puxei pelo fato de uma procuradora da União ter mandado, e dado 30 dias de prazo ou leva multa, derrubar boa parte da construção do Yacht Clube.

O argumento é que o clube foi se espraiando, bota um tijolo aqui, outro ali, passa um tempo, bota um azulejo, mais um tempo e vai mais um saco de cimento e assim foi ampliando sua área construída sobre o espelho do mar e comendo a encosta e hoje domina toda a parte de baixo da Ladeira da Barra – e pelo que soube já tentou tomar até mesmo a ilhota de pedra que pertenceu ao bisavô de Marco Pólo, emblemático vendedor de coco e outras coisas e objetos no Porto da Barra, um rastafari nato. A ilhota fica acima, na estradinha que vai dar por trás do Forte de São Raimundo e é frequentada por pescadores. Pois, o pessoal do Yacht botou olho gordo, mas não deu certo. Claro que Marco Pólo jogou praga e ficou esperando, igual a Jararacussu que pica, dá um bote para trás e fica espiando onde a vítima vai cair. Mas, a praga dele foi acrescida da praga coletiva conjurada por centenas de pessoas que moram na Vila Brandão. Uma área de casas com puxadinhos e afins, abaixo da Igreja da Vitória e que vai dar justamente na angaragem do clube. O Yacht construiu a garagem para colocar os barcos e lanchas e depois queria proibir os moradores de terem acesso ao mar. Foi uma confusão, deu nos jornais, apareceu advogado para defender os direitos do povo em nome de deus e de Netuno e no final o clube recuou. O povo, entretanto, manteve a praga de um dia o Yacht afundar. Não afundou, mas se não tomar cuidado será implodido.
Então meu famoso amigo doutor Marcos Leão, de cima da sua sabedoria explodiu:

- Vade retro!

Fiquei ofendido, pois no imaginário popular a tradução para a citação latina é: "Vá de ré". Marcos, perdendo ainda mais a paciência, retrucou: "Foi o que eu quis dizer seu terrorista":

- E não me jogue praga!

É isso. Pobre não pode nem argumentar . Nunca mais que o doutor Marcos Leão me convida para ir ao Iate (viu como de raiva mudei o grafismo do nome do clube), nem mesmo para lustrar seu portentoso veleiro azul e branco, que nunca perdeu uma regata. Tomara que... brincadeirinha..



Publicada: 03/07/2009

A Bahia exige punição severa para o monstro Adalberto França de Araújo Filho. Cadeia nele!




O professor de educação física acusado de agredir e torturar brutalmente a própria mulher por mais de quatro horas foi preso na tarde desta segunda-feira (29). Adalberto França Araújo Filho, que estava foragido desde a última sexta-feira (26), está detido na sede da Polícia Civil, no bairro da Piedade, em Salvador. Ele foi preso na região de Simões Filho por agentes do Comando de Operações Especiais (COE). O crime aconteceu em Lauro de Freitas, região metropolitana.A vítima, a assistente social Luciana Lopo, continua internada, mas não corre risco de morte. A paciente já deixou a UTI do Hospital Espanhol. O crime revoltou a família de Luciana e chocou os funcionários da escola onde o agressor dava aula de TaeKwonDo, arte marcial coreana.Mulher torturada por companheiro sai da UTIHomem amarra, espanca e tortura esposa Pai de mulher torturada por 4 horas faz desabafo Tortura - A agressão aconteceu na residência do casal, em um condomínio em Vilas do Atlântico. De acordo com a polícia, a sessão de tortura durou mais de quatro horas e teve requintes de crueldade. Depois de manter a mulher amarrada, ele a espancou, derramou leite na vítima, provocando queimaduras. Depois quebrou dois braços e uma perna, e por fim, disparou dois tiros contra a assistente social.‘Ele chegou na rua, não sei se ingerindo bebida alcoólica, agredindo ela com pontapés, com ciúme doentio, dizendo que ela tinha traído ele. Ela correu para o quatro, ele seguiu atrás, amarrou ela na cama e começou a torturar’, conta Roberto Lopo, pai da vítima.Antes de fugir, Adalberto França ainda chegou a ligar para o pai. ‘Ainda teve a frieza de me ligar no meio da madrugada para dizer que tinha trucidado minha filha, que estava acabando de matar ela, e que eu fosse buscar. Quando chegamos lá, foi uma cena de terror. A casa toda cheia de sangue, acho que ela correndo para tentar se defender. O quarto ensopado de sangue. Depois, umas oito e meia da manhã, ligou para mim de novo procurando saber como ela estava para concluir o serviço’, diz o pai.De acordo com a família, o casal estava junto há três anos e Adalberto sempre teve ciúmes de Luciana. ‘Ele a afastou da família, dos amigos dela. Tinha ciúmes dos amigos, ela não saía mais para o trabalho sozinha. Ele fazia questão de levá-la de carro e buscá-la. Praticamente controlou ela. Espero que a justiça seja rápida e que ele seja tirado do convívio da sociedade’, finaliza.

JORNALISMO BAIANO, AMEAÇAS E DIREITOS HUMANOS.


JORNALISMO BAIANO, AMEAÇAS E DIREITOS HUMANOS.

Vera Mattos*

Uma dos aspectos mais importantes para quem sofre
ameaças de morte é saber o quanto pode ou não vir a
ser apoiado pela família, amigos e sociedade.

Não importa as razões de ameaças que pesam sobre
qualquer pessoa. O que importa é como a sociedade
reage a isto.

E tenho visto de perto esta realidade. Existe o
direito inalienável de viver, de lutar pela vida. E
quando uma pessoa consciente, séria, serena,
profissional, abre a boca e diz  "estou sofrendo
ameaças" o que pode se esperar da imprensa? No mínimo
o desejo de realizar um bom jornalismo investigativo.

E não interessa quem é a provável vítima. Está diante
de pelo menos uma sugestão de pauta. Ou uma pauta
viva.

Ocorre que a banalização da morte é tão grande que
morrendo mais um não há qualquer problema. Vende-se
bem mais a cultura da morte do que a cultura da vida.

Infelizmente, tenho sentido isto na imprensa baiana.

Quando eu mesma informei da minha situação de mulher
ameaçada  eu tive duas sensações: ou a indiferença
tomou conta dos colegas jornalistas e radialistas ou a mídia colocou o caso  nos armários da mídia como arquivo morto.

Mas quando Kardé Mourão e Suzana Varjão tomaram a
iniciativa de colocar a questão em evidência pedindo
para que os colegas tomassem a iniciativa de ajudar,
aí vi sim que a imprensa baiana tem mesmo que
cuidar-se para  aprender a revalorizar a vida.

Não, não lamento por mim. Lamento por todos que
estando em situação de ameaça e que  não desperta na
imprensa local qualquer tipo de interesse. Nenhum
repórter, editor, nem mesmo de segurança se interessou
pelo caso. Nem mesmo aqueles que se encontram entre
os meus amigos e que ocupam funções importantes em
seus veículos.


Há mais de vinte anos atuando como jornalista, e em
grande parte fora de Salvador, fico impressionada do
fato de que seja necessário recorrer-se a lembranças
para agir.

Ou seja, não sabem quem é Vera Mattos. Não sabem de
onde apareceu esta mulher, para que agora tomem
partido por ela ou que pelo menos busquem saber do que
se trata. Será que sou vítima incluída na Maria da
Penha? Será um destes golpes que acontecem com todos
de telefonemas que saem dos presídios? Será que ela
quer aparecer?

Quando se tem uma carreira pautada na seriedade e se
alcança com esta carreira várias instâncias
proveitosas para uma categoria, não importa se aqui em
Salvador ou onde o vento faz a curva, no mínimo
merece-se consideração e atenção.

Porque qualquer um poderá vir a dizer a mesma frase no
futuro e ninguém poderá  vir a dar eco.

A razão é o desconhecimento dos direitos humanos. A
razão é a banalização da vida.

Faz-se urgente uma discussão séria sobre o tema para
profissionais de imprensa.

Não apenas saber dos direitos humanos e sim da sua
prática.

Como já disse minha história não é simples e vai para
uma projeção mais complexa já envolvendo delegados,
promotores e juízes. Mas não há razão para contar pois
não existe em Salvador qualquer jornalista
interessado. Nem veículo de comunicação interessado.

Quem falou em mágoas? Pensou em mágoas? Não tenho
nenhuma. Busco sempre algo positivo,  mesmo em
situações como esta,  em que sou a vítima permanente
de torturas psicológicas e ameaças reais que já
trazem prejuízos para os membros da minha família.

Tenho no jornalismo uma bela caminhada. Repórter e
editora de jornais como Tribuna da Bahia, Jornal da
Bahia, A Tarde e de emissoras de rádio e  tv o que me
faz também radialista. Enquanto em Salvador de Anísio
Félix a Raimundo Lima procurando fazer a minha parte
no Sindicato.

E estou ao dispor da Kardé Mourão a quem tive a honra
de convidar para o Ciclo de Mídia e Saúde Pública no
Brasil e a partir dali iniciar uma amizade.

Sempre fui daquelas que enfrentava tempestades para
conseguir uma boa reportagem. E foram páginas inteiras
publicadas, e matérias de televisão muito bem
sucedidas.

Aliás por ser tão bem sucedida em Salvador é que fui
convocada a exercer a profissão no Distrito Federal e
em outros Estados.

Então, mesmo tendo sido tão poucas as manifestações de
solidariedade,  me honra  o fato de Kardé Mourão como
mulher e presidente do Sinjorba haver realizado a
parte que lhe cabia; de Suzana Varjão do Estado de Paz
se manifestar de maneira tão preocupada e gentil.

Agradecer a Ana Alakja , Carlos Ribeiro e Sérgio
Mattos. A apreensão de Jolivaldo Freitas ao tomar
conhecimento após sua chegada.

Não se trata de ameaças a Vera Mattos mas sim a alguém
da mesma profissão.  Mais que isto: ameaça a vida.

E fica o meu apelo como Conselheira  em Direitos
Humanos: que se ofereça a categoria uma jornada,um
curso, para que haja uma sensibilização.

Do contrário teremos pela frente um jornalismo de
registros de chacinas e extermínios. A visão será do
"presunto" como algo comum. A notoriedade ficará por
conta dos fatos que ocorrem em outros locais, das
vitimas com as quais jamais nos envolvemos.

Aprendi muito na Bahia . Atuando desde o primeiro dia
do curso de Jornalismo  da Universidade Federal da
Bahia e, mesmo antes, quando já exercia o meu papel
político como secundarista em plena ditadura.

Continuo sofrendo ameaças. Poderão dizer: " se
tivessem que fazer,já teriam feito".

E eu digo: a tortura psicológica é grave. Manter a
pessoa sob tortura é crime grave.

Enquanto viva, sigo lutando pelas causas que abracei.
As frentes são muitas e exigem bastante, sempre
incomodando o poder estabelecido.


Certamente, se continuarmos agindo assim, assinaremos
petições on line  pedindo proteção para pessoas em
outros continentes mas não ouviremos o grito de
socorro de nossos vizinhos.



Mas eu continuo com sangue de repórter, coração de
repórter. Eterna aprendiz.


*Jornalista/Radialista


Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul 

 http://jornalistaveramattos.blogspot.com 
 http://www.fundadacaojaqueira.org.br 
 http://www.veramattos.com.br



Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
 
http://www.fundadacaojaqueira.org.br


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Sábado, 4 de Julho de 2009

Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos: A Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos destaca-se pela qualidade dos atendimentos realizados às pessoas carentes e excluídas pela sociedade.

Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos: A Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos destaca-se pela qualidade dos atendimentos realizados às pessoas carentes e excluídas pela sociedade.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos: FUNDAÇAO JAQUEIRA COMEMORA 8 ANOS

Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos: FUNDAÇAO JAQUEIRA COMEMORA 8 ANOS