Manifestantes fizeram lavagem simbólica da rampa do Banco Central, em protesto contra as altas taxas de juros, depois seguiram até o Congresso Nacional.
Na manhã de hoje, a União Nacional dos Estudantes (UNE) reuniu, em Brasília, cerca de 10 mil pessoas, de vários estados brasileiros, em uma passeata que ganhou nome de Marcha dos Estudantes. O ato teve início às 9h, em frente a Banco Central, onde os manifestantes fizeram uma lavagem simbólica na rampa de entrada do banco, contra as altas taxas de juros. Depois disso, a marcha seguiu rumo ao Congresso Nacional. A marcha fechou quase todas as faixas do Eixo Monumental. No caminho, entre o BC e o Congresso, houve um pequeno conflito entre alguns estudantes, mas logo foi resolvido.
A pauta dos estudantes pede o investimento de 10% do PIB na educação para remuneração dos professores, mais assistência estudantil, melhoria das escolas e de todos os níveis de ensino. Eles também reivindicam 50% do fundo social do pré-sal somente para o setor e a redução imediata dos juros no Brasil.
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De acordo com Daniel Iliescu, presidente da UNE, falta ousadia para o governo quando a discussão gira em torno dos 10% do PIB para a educação. “Claro que existe uma melhora no setor, mas ainda é tímida. Dessa forma, o Brasil desperdiça uma oportunidade única de investir na juventude e dar um salto significativo na educação. Os altos juros também impedem que um maior desenvolvimento do país”, afirmou. O objetivo é conseguir R$ 85 bilhões para investimentos no ano que vem para a educação, segundo Iliescu.
Marcelo Coelho, estudante da PUC de Belo Horizonte, veio a Brasília para reivindicar por melhorias na educação. Segundo ele, a educação já melhorou bastante, mas ainda é preciso investir mais ainda para avançar. “Acredito que a nossa mobilização tenha algum resultado positivo, mas a luta continua, não vamos para por aqui”, disse.
O estudante Felipe Xavier, que também participou do ato, acredita que o protesto é o primeiro passo para conseguir melhorias na educação. “A grande massa é que faz a diferença. Vamos continuar lutando”, disse. Após a marcha, houve uma sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara em solidariedade à luta dos estudantes chilenos. A UNE participará também de uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado sobre o Plano Nacional de Educação.
Jurana Lopes
Jornal Coletivo
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