Redação Portal IMPRENSA
Nesta terça-feira, três de maio, diversos eventos no Brasil e no mundo, promovem discussões e debates sobre jornalismo e imprensa para celebrar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, instituído pela UNESCO em 1997.
A IMPRENSA Editorial realiza a quarta edição do Fórum Liberdade de Imprensa & Democracia. Neste ano, o evento será realizado na cidade de Goiânia (GO), com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO) e a Organização Jaime Câmara (OJC. O Fórum promove o debate sobre a importância da liberdade de imprensa como garantia aos regimes democráticos e os riscos gerados pela intervenção da atividade. Dentre os convidados para falar no evento estão a Senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS), Eleonora Gosman, que ocupa os cargos de editora e de correspondente do jornal argentino El Clarin, Luiz Fernando Rocha Lima, diretor de jornalismo da Organização Jaime Câmara (OJC) e outros representes de veículos de comunicação brasileiros.
Em São Paulo, acontece o 2.º Fórum Democracia e Liberdade, idealizado pelo Instituto Millenium, na Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP). Jornalistas, cientistas políticos e defensores dos direitos humanos reúnem-se em para discutir sobre o papel da imprensa na política, economia, na defesa dos direitos humanos e na consolidação da democracia. Nesta edição, estarão presentes Mina Ahadi, conhecida por sua defesa da compatriota Sakineh Ashtiani, que mobilizou organizações mundiais contra a condenação de Sakineh ao apedrejamento e o presidente da Human Rights Foundation, Javier El-Haje, conhecido defensor de jornalistas ameaçados em todo o mundo. Também estarão presentes pensadores e jornalistas brasileiros como Claudio Weber Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil, os jornalistas Roberto Gazzi, diretor de desenvolvimento editorial do Estado, e Eugênio Bucci, e o empresário Hélio Beltrão, do Instituto Mises, como mediador.
Liberdade de Imprensa em baixa
Para ressaltar a importância deste dia, ONGS do mundo inteiro divulgaram relatórios e pesquisas sobre as condições de exercício da imprensa livre. Os resultados foram piores do que os esperados em pleno século 21: A liberdade de imprensa, à nível global, atingiu o seu nível mais baixo, segundo relatório da Freedom House. A ONG divulgou que dos 196 países analisados em 2010, 68 foram classificados como livres, 65 como parcialmente livres e 63 como Não livres
A América Latina também se tornou um ambiente mais hostil para o exercício do jornalismo. Segundo o relatório, México, Honduras e Venezuela são os países que mais cerceiam a liberdade de expressão. O México é o segundo país mais perigoso para os profissionais de comunicação, com 12 jornalistas assassinados, atrás apenas do Paquistão, com 15 mortes em 2010, de acordo com o relatório do Instituto Internacional da Imprensa. Em Honduras, dez repórteres foram mortos no mesmo período.
Na Venezuela foram registrados 52 casos de intervenção estatal em 2010, o que representa 32,7% de todos os 159 ataques à imprensa do país no ano, segundo a ONG Espaço Público.
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Liberdade de imprensa é debatida em audiência pública promovida por comissão do Senado.
A liberdade de imprensa no país foi debatida hoje (3), Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, em audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Durante a audiência, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) informou que 11 jornalistas foram mortos no Brasil entre os anos de 2005 e 2009.
A entidade também destacou o fato da maioria das agressões físicas e verbais, ameaças, censuras, processos e ações visando a impedir o trabalho dos profissionais ser cometida por agentes do Estado ou por pessoas por eles contratadas. Representantes da categoria ressaltaram ainda que a falta de normas e de leis que protejam os jornalistas da interferência do poder econômico e político também é uma ameaça à liberdade de imprensa.
“Há ameaças de vários grupos, como o crime organizado, as oligarquias regionais e até autoridades policiais, mas o maior problema para o exercício do jornalismo é a ausência de uma regulamentação que impeça que a atividade seja submetida apenas aos interesses privados das empresas, o que retira do jornalista a independência que precisa para trabalhar”, disse à Agência Brasil o presidente da Fenaj, Celso Augusto Schroder, após a audiência pública.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Lincoln Macário, também defende a criação de mecanismos legais que protejam os jornalistas de eventuais cerceamentos cometidos pelas próprias chefias na redação. “Infelizmente, nós, jornalistas, e os grupos de imprensa cobramos que haja muita transparência, democracia e justiça nas demais instituições. Mas, dentro das redações, o que observamos é a falta de transparência, de critérios e de regras claras que garantam o desempenho da função”, afirmou Macário, adiantando que o sindicato prepara uma campanha contra o assédio moral nas redações, criticando o que classificou como “precarização” trabalhista.
“A imprensa não é um negócio como outro qualquer. A liberdade de imprensa decorre de um pacto com a sociedade que concede aos jornalistas algumas prerrogativas em troca de informação de qualidade. Portanto, qualquer forma de ataque ou limite é um ataque à sociedade. Infelizmente, a liberdade de expressão vem sendo agredida de várias formas”, concluiu Macário.
Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, José Augusto de Oliveira Camargo, crimes cometidos contra jornalistas têm o objetivo de impedir que uma informação seja divulgada, sendo, portanto, um crime contra a sociedade”, disse Camargo que assinalou ainda que os problemas da imprensa não se resumem à questão da violência. “A censura é muito mais presente e faz muito mais vítimas. Seja por meio de medidas judiciais, seja por pressão econômica ou política. Pressão que pode ser externa ou interna, resultado de compromissos políticos ou empresariais que uma determinada empresa de comunicação tenha [com outros grupos]”.
Agência Brasil/JG
A entidade também destacou o fato da maioria das agressões físicas e verbais, ameaças, censuras, processos e ações visando a impedir o trabalho dos profissionais ser cometida por agentes do Estado ou por pessoas por eles contratadas. Representantes da categoria ressaltaram ainda que a falta de normas e de leis que protejam os jornalistas da interferência do poder econômico e político também é uma ameaça à liberdade de imprensa.
“Há ameaças de vários grupos, como o crime organizado, as oligarquias regionais e até autoridades policiais, mas o maior problema para o exercício do jornalismo é a ausência de uma regulamentação que impeça que a atividade seja submetida apenas aos interesses privados das empresas, o que retira do jornalista a independência que precisa para trabalhar”, disse à Agência Brasil o presidente da Fenaj, Celso Augusto Schroder, após a audiência pública.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Lincoln Macário, também defende a criação de mecanismos legais que protejam os jornalistas de eventuais cerceamentos cometidos pelas próprias chefias na redação. “Infelizmente, nós, jornalistas, e os grupos de imprensa cobramos que haja muita transparência, democracia e justiça nas demais instituições. Mas, dentro das redações, o que observamos é a falta de transparência, de critérios e de regras claras que garantam o desempenho da função”, afirmou Macário, adiantando que o sindicato prepara uma campanha contra o assédio moral nas redações, criticando o que classificou como “precarização” trabalhista.
“A imprensa não é um negócio como outro qualquer. A liberdade de imprensa decorre de um pacto com a sociedade que concede aos jornalistas algumas prerrogativas em troca de informação de qualidade. Portanto, qualquer forma de ataque ou limite é um ataque à sociedade. Infelizmente, a liberdade de expressão vem sendo agredida de várias formas”, concluiu Macário.
Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, José Augusto de Oliveira Camargo, crimes cometidos contra jornalistas têm o objetivo de impedir que uma informação seja divulgada, sendo, portanto, um crime contra a sociedade”, disse Camargo que assinalou ainda que os problemas da imprensa não se resumem à questão da violência. “A censura é muito mais presente e faz muito mais vítimas. Seja por meio de medidas judiciais, seja por pressão econômica ou política. Pressão que pode ser externa ou interna, resultado de compromissos políticos ou empresariais que uma determinada empresa de comunicação tenha [com outros grupos]”.
Agência Brasil/JG
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