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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia pede apoio ao Exército para retirar PMs da Casa.


O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia Marcelo Nilo (PDT) pediu ao general do Gonçalves Dias, comandante das forças de segurança na Bahia, na 6ª Região Militar do Exército, apoio para a retirada dos policiais militares em greve do prédio da Assembleia, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), até a meia-noite deste domingo, sexto dia de paralisação da Polícia Militar do Estado.

Nilo afirmou que não admite que o prédio da AL seja usado para “abrigar fugitivos da justiça com mandado de prisão em aberto”.

- A Assembleia está funcionando de forma precária, os funcionários estão falando ao serviço, há homens armados pelos corredores, pelas rampas de acesso e utilizando os banheiros. Já perdi a paciência, desde sexta-feira tentamos maneira pacifica para desocupar (o prédio) - afirmou Nilo.

Nesse domingo, quarenta homens do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (PF), considerada a "tropa de elite" da corporação, chegaram na capital baiana para cumprir 11 mandados de prisão dos 12 expedidos pela justiça. O primeiro policial preso foi Alvin dos Santos Silva, lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA). O agente foi detido pelo comandante da COPPA, major Nilton Machado.

Na Assembleia, os policias em greve estão confiantes que não haverá violência com a entrada da tropa de elite da PF por conta da presença de familiares, entre crianças e mulheres dos policiais, que estão no local.

Cinco associações da PM divulgaram, na noite de sexta-feira, uma nota contra qualquer manifestação violenta que possa ocorrer aos colegas amotinados. Um trecho da nota revela o repúdio a “qualquer forma de resolução violenta que ponha em risco a integridade física e a vida de qualquer policial militar ou de qualquer outro cidadão”, e que, se tal ameaça se concretizar, se afastarão imediatamente do processo de negociação, responsabilizando o governo do Estado por todo e qualquer incidente daí decorrente.

Os agentes em greve ocupam a Assembleia Legislativa desde o início da greve, na noite de terça-feira, quando a categoria resolveu parar as atividades para cobrar melhores condições de trabalho.

Desde o início do movimento e até o início da noite deste domingo, 82 pessoas foram assassinadas em Salvador e Região Metropolitana de Salvador (RMS), segundo informações divulgadas pela Superintendência de Telecomunicações da Secretaria de Segurança Pública (Stelecom). Além disso, foram registrados saques em diversas lojas da capital baiana e de cidades do interior do estado.

Salvador:Cerca de 200 pessoas, entre elas mulheres e crianças, estão na rampa de acesso à Assembleia.





SALVADOR - O presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e seus Familiares, soldado Marco Prisco, pediu no início da noite deste domingo aos grevistas concentrados na Assembleia Legislativa que resistam a uma eventual desocupação do prédio, mas que não usem arma de fogo. Cerca de 200 pessoas, entre elas mulheres e crianças, estão na rampa de acesso à Assembleia. Há outras pessoas dentro da Casa. O clima de tensão é grande, principalmente depois que o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo (PDT), pediu ao comando das forças de segurança da Bahia que desocupe o local até meia-noite.

Por volta das 20h, os grevistas informaram que a energia elétrica da Assembleia Legislativa foi cortada e a segurança patrimonial retirada. A luz só não apagou porque o gerador interno foi acionado, mas a situação só vai durar enquanto o combustível que alimenta o equipamento durar.

Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia pede apoio ao Exército para retirar PMs da Casa

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia Marcelo Nilo (PDT) pediu ao general do Gonçalves Dias, comandante das forças de segurança na Bahia, na 6ª Região Militar do Exército, apoio para a retirada dos policiais militares em greve do prédio da Assembleia, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), até a meia-noite deste domingo, sexto dia de paralisação da Polícia Militar do Estado.

Nilo afirmou que não admite que o prédio da AL seja usado para “abrigar fugitivos da justiça com mandado de prisão em aberto”.

- A Assembleia está funcionando de forma precária, os funcionários estão falando ao serviço, há homens armados pelos corredores, pelas rampas de acesso e utilizando os banheiros. Já perdi a paciência, desde sexta-feira tentamos maneira pacifica para desocupar (o prédio) - afirmou Nilo.

Nesse domingo, quarenta homens do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (PF), considerada a "tropa de elite" da corporação, chegaram na capital baiana para cumprir 11 mandados de prisão dos 12 expedidos pela justiça. O primeiro policial preso foi Alvin dos Santos Silva, lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA). O agente foi detido pelo comandante da COPPA, major Nilton Machado.

Na Assembleia, os policias em greve estão confiantes que não haverá violência com a entrada da tropa de elite da PF por conta da presença de familiares, entre crianças e mulheres dos policiais, que estão no local.

Cinco associações da PM divulgaram, na noite de sexta-feira, uma nota contra qualquer manifestação violenta que possa ocorrer aos colegas amotinados. Um trecho da nota revela o repúdio a “qualquer forma de resolução violenta que ponha em risco a integridade física e a vida de qualquer policial militar ou de qualquer outro cidadão”, e que, se tal ameaça se concretizar, se afastarão imediatamente do processo de negociação, responsabilizando o governo do Estado por todo e qualquer incidente daí decorrente.

Os agentes em greve ocupam a Assembleia Legislativa desde o início da greve, na noite de terça-feira, quando a categoria resolveu parar as atividades para cobrar melhores condições de trabalho.

Desde o início do movimento e até o início da noite deste domingo, 82 pessoas foram assassinadas em Salvador e Região Metropolitana de Salvador (RMS), segundo informações divulgadas pela Superintendência de Telecomunicações da Secretaria de Segurança Pública (Stelecom). Além disso, foram registrados saques em diversas lojas da capital baiana e de cidades do interior do estado.

82 homicídios em Salvador e Região Metropolitana.


SALVADOR - Desde que a greve começou, no dia 31 de janeiro, foram registrados 82 homicídios em Salvador e Região Metropolitana, de acordo com boletins da Superintendência de Telecomunicações das Polícias (Stelecom). Neste domingo foram treze assassinatos até as 15h. O clima continua tenso na capital baiana devido ao movimento com tropas das Forças Armadas e da Força Nacional patrulhando as ruas de Salvador. O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinep - BA), Natálio Dantas, confirmou que emitiu recomendação para que as escolas particulares da Bahia só voltem às aulas após o fim do motim de policiais militares. São cerca de 450 escolas da rede privada no Estado.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

DIAS DE TERROR NA BAHIA. FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA CHEGA A SALVADOR.



Uma série de casos de vandalismo, com assaltos e arrastões foi registrada nos últimos dias; Força Nacional foi enviada para a região

Do Portal Terra


A Secretaria de Segurança Pública (SSP) da Bahia já registrou 17 homicídios nesta sexta-feira em Salvador e região metropolitana. Os casos ocorreram entre as 01h45 e as 6h41. A capital está em estado de alerta devido à greve dos policiais militares, que começou na noite de terça-feira.

Das 17 vítimas, quatro foram encontradas mortas na avenida Jorge Amado, no bairro Pituaçu, por volta das 5h. Os corpos, todos do sexo masculino, ainda não foram identificados.

No bairro Sete de Abril, por volta das 6h10, a polícia localizou o corpo de uma mulher de 39 anos e de um jovem de 17. Eles estavam em frente a uma casa da rua 6 de Janeiro.

Outros três homens foram assassinados no bairro Engomadeira. Edvanildo Oliveira Santos, 28 anos, e Elton de Oliveira Gomes, 27 anos, foram encontrados sem vida por volta das 1h45. Ramilton dos Santos de Jesus, de idade não informada, chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Dois crimes também foram registrados na Vila Canária. Outros dois assassinatos ocorreram no bairro Ipitanga. Bom Juá e Baixa do Fiscal anotaram um homicídio cada. Em Jaguaripe, na região metropolitana, um homem e uma mulher foram mortos por volta das 5h.

Na quinta-feira, a SSP registrou 13 homicídios. Na quarta, foram sete.

A Bahia tem cerca de 10 mil policiais militares em greve. A categoria reivindica a criação de um plano de carreira, pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada ao soldo e anistia, revisão do valor do auxílio alimentação e melhores condições de trabalho, entre outros pontos.

A Força Nacional de Segurança enviou 150 homens para reforçar a segurança em Salvador. O governo da Bahia anunciou que espera, para os próximos dois dias, a chegada de outros 500 oficiais para estender o auxílio a todo Estado.

Força Nacional

Um grupo de 150 homens da Força Nacional de Segurança chegou na quinta-feira (3) em Salvador para reforçar o policiamento e a conter a onda de violência na cidade decorrente a greve iniciada por policiais militares. A expectativa é que mais 500 militares da Força Nacional e do Exército cheguem à Bahia nas próximas horas para serem enviados ao interior.

Uma série de casos de vandalismo, com assaltos e arrastões em várias áreas de Salvador, foi registrada nos últimos dias desde que PMs ligados à Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra-BA) anunciaram greve por tempo indeterminado. Ontem, a Justiça determinou o fim do movimento grevista.

O secretário de Segurança da Bahia, Maurício Barbosa, disse ontem que o reforço no policiamento integra um pacote de medidas para a restauração da sensação de segurança. Ele se reúne hoje com representantes de associações de policiais para discutir o assunto.

"Não negociamos sob coação", disse Barbosa, em entrevista coletiva. De acordo com a Secretaria de Segurança, 85% do contingente policial estão nas ruas. No total, são 11 mil policiais militares no Estado. A estimativa é que cerca de 2 mil homens aderiram ao movimento.

O procurador-geral do Estado, Ruy Moraes, disse que, se a Aspra não suspender o movimento, será cobrada multa de R$ 80 mil por dia de paralisação. A decisão judicial está em vigor e foi comunicada ontem à associação.

http://www.istoe.com.br/reportagens/189251_COM+GREVE+DE+PMS+SALVADOR+JA+REGISTRA+17+HOMICIDIOS+NESTA+SEXTA