quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Movimentos sociais ocupam planalto para discutir crise .

Um dos pressupostos da democracia é a possibilidade do diálogo, do confronto saudável entre diferentes pontos de vistas e, a partir disso, quem sabe, a possibilidade de se chegar a um denominador comum.



É esse diálogo um dos predicados distintivos do governo Lula e que, na quarta-feira,28/11, teve na reunião entre representantes do Palácio do Planalto e lideranças dos movimentos sociais um de seus pontos altos.



Iniciativa que partiu do próprio presidente Lula, o encontro reuniu mais de 500 representantes de entidades do movimento social para discutir a crise econômica e seus impactos no país, em particular nas políticas sociais e trabalhistas.



Apesar da ausência justificada do Presidente Lula, que não compareceu porque estava em Santa Catarina para ver de perto a tragédia causada pelas chuvas, os representantes do governo Guido Mantega (Fazenda), Luiz Dulci (Secretária-Geral) e Dilma Rousseff (Casa Civil) além de apresentarem as posições do governo ouviram as duras críticas e as reivindicações dos movimentos sociais para que o governo faça uma mudança na política econômica, a começar pela demissão do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.



As cobranças feitas pelos movimentos sociais não são novas. Entre os 22 pontos apresentados na carta entregue aos representantes do governo está a redução da taxa de juros, o fim do elevado superávit primário, maior integração comercial entre os países da América Latina com a consolidação do Banco do Sul, o controle de remessa de capitais.



Estabelecido e fortalecido o diálogo entre governo e movimentos sociais, para que se avance rumo a uma nova etapa - qual seja: a de que o governo assimile parte das críticas e reivindicações -, é indispensável pressão social e manifestação popular. Daí a importância do dia 03 de dezembro, quando acontecerá a 5ª Marcha dos Trabalhadores em Brasília.


http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=47410

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