sábado, 26 de fevereiro de 2011

Fechamento criminoso da creche Escola Nossa Senhora da Conceição.

Recebi o email abaixo de uma mãe desesperada por causa do fechamento da Escola Nossa Senhora da Conceição, Salvador, Bahia. Como a situação é grave publico na íntegra. Espero que outras pessoas também se pronunciem.
Vera Mattos.
 
 

 

Não há mais crença no cartesianismo ( issso já é muito antigo!) - então, para que insistir? (há Edgar Morin na leitura intelectual da vida e tem sido apreendido o seu ensinamento nos bancos acadêmicos e interpretativos da existência educacional); somos todos múltiplos, multireferenciados, cujo estoque de conhecimento nos faz vivos, para que possamos operacionalizar a verdade relativa, indagável...construção do saber!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Crise da Hermenêutica jurídica!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!????????

Incapaz é o humano ser apenas gestor de qualquer que seja a Instituição em pauta, sem levar em conta toda a sua trajetória existencial!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Estou de luto! ( a chorar, é claro, com alprazolam, para não sucumbir a idéia de morte tão presente em momentos injustos - que não há necessidade de falar que estamos nesse redemoinho!)

E todo o conchavo, claramente visível, faze-me pensar na morte, no suicídio!!

Claro, o salário é muito baixo para a plebe....e é exatamente essa a apunhalada no seu mais sublime existir: a sua ética, a ética do trabalhador, que não tem coragem, pelos seus escrúpulos, de sair formando quadrilhas para invadir a propriedade alheia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A creche Escola Nossa Senhora da Conceição foi fechada e não houve nenhuma discussão, apenas, ditatorialmente não houve repasse em janeiro ( o que sempre ocorreu nos seus 26 anos de existência.

Penso, então, perplexa, no inc. III, CF/88 e no Princípio do melhor interesse da criança. E tudo isso na presidência cujo cargo tem sido ocupado por mulheres desde a gestão passada. 

Tudo fora combinado com o sindicato que ao invés de lutar pela causa classista, fica ao lado do poder para, evidentemente, ganhar o seu quinhão.

Nessa guerra e conchavo, perdemos nós, pais de 173 crianças que estão, hoje, sem escola para continuar o sonho de " ser alguém no futuro". Estamos desesperados, sem saber o que fazer com um salário de miséria que mal dá para cumprir com a nutrição dos nossos filhos.

Nessa perspectiva, a revolta instala-se no nosso peito e não sabemos, realmente o que fazer


VIDA LONGA AOS INIMIGOS....POSSAMOS, AINDA, SERMOS VITORIOSOS!!!!!!!!!!

Márcia Soares

" ... a escravidão de um só homem sobre a terra, sendo uma ofensa contra o próprio princípio da humanidade, é uma negação da liberdade de todos..."
                                                                         Bakunin




 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

MJ divulga Mapa da Violência 2011 .

 
 
 
Divulgado em Brasília, o Mapa da Violência 2011 – Os Jovens do Brasil. A divulgação será às 10h, na Sala de Retratos do edifício sede, e contará com a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
 
Elaborado pelo Instituto Sangari, em parceria com o Ministério da Justiça, o estudo traz um diagnóstico sobre como a violência tem levado à morte brasileiros, especialmente os jovens, nos grandes centros urbanos e também no interior.
 
Coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, o estudo servirá de subsídio a políticas públicas de enfrentamento à violência. O estudo, que tem como fonte os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, aponta o crescimento das mortes de jovens por homicídio, acidentes de trânsito e suicídio.
Leia abaixo trecho do Mapa
 
Efetivamente, de 2002 a 2008, para a População Total:
• O número de vítimas brancas caiu de 18.852 para 14.650, o que representa uma significativa
diferença negativa, da ordem de 22,3%.
• Já entre os negros, o número de vítimas de homicídio aumentou de 26.915 para 32.349, o que equivale a um crescimento de 20,2%. Com isso, a brecha que já existia em 2002 cresceu mais ainda e de forma drástica, como teremos oportunidade de ver a seguir.
Já a Tabela 3.7.2 relaciona o número de homicídios com a população de cada UF, além de calcular os Índices de Vitimização Negra que resulta da relação entre as taxas de brancos e de negros.
Que nos diz esse índice? Em que proporção morrem mais negros do que brancos vítimas de homicídio.
Se o índice é zero, morre a mesma proporção de negros e brancos. Se o índice é negativo, morrem proporcionalmente mais brancos que negros. Se positivo, morrem mais negros que brancos.
Assim, um índice nacional de 67,1 como mostra a Tabela 3.7.2 para o ano de 2005, indica que,
nesse ano, morrem proporcionalmente 67,1% mais negros do que brancos.
Essa Tabela nos permite verificar que as taxas de homicídio de brancos caíram de 20,6 para 15,9
em cada 100 mil brancos; queda de 22,7% entre 2002 e 2008. Já na população negra, as taxas passaram de 30,0 em 2002 para 33,6 homicídios para cada 100 mil negros em 2008, o que representa um aumento de 12,1%.
Desagregando por região, e mais ainda, por estado, o panorama fica muito variado e heterogêneo, principalmente quando se observa a taxa de homicídios de negros.
Vários dados dessa Tabela impressionam pela sua magnitude:
• Em 2002, o índice nacional de vitimização negra foi de 45,8. Isto é, nesse ano, no país, morreram proporcionalmente 45,8% mais negros do que brancos.
• Apenas três anos mais tarde, em 2005, esse índice pula para 67,1 (morrem proporcionalmente
67,1% mais negros que brancos).
• Já em 2008, um novo patamar: morrem proporcionalmente 103,4% mais negros que brancos, isto é, acima do dobro!
pág 57.








Vera Mattos

Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Mémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos.
Membro do Estado de Paz.
Visitem:
http://www.forummulheresmercosul.blogspot.com

 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Segurança Pública, Justiça e Cidadania serão temas de Seminário em Salvador, Bahia.

Marcado para quatro de abril de 2011 o "I Seminário sobre Segurança Pública, Justiça e Cidadania". O local será o Hotel Bahia do Sol, corredor da Vitória, Salvador, Bahia. A promoção será do Fórum de Mulheres do Mercosul, Cap Brasil/Bahia, da Rede Risco Mulher Brasil e da Fundação Jaqueira.Maiores informações pelo 71 9619 6129.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MANIFESTAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS SOBRE A OCORRÊNCIA QUE ENVOLVEU A ESCRIVÃ DE POLÍCIA.CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA DA SÉ DIA 25 DE FEVEREIRO AS 11HS.

MANIFESTAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS SOBRE A OCORRÊNCIA QUE ENVOLVEU A ESCRIVÃ DE POLÍCIA V. DO 25DP ( PARELHEIROS).

CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA DA SÉ DIA 25 DE FEVEREIRO AS 11HS E DESLOCAMENTO PARA O GABINETE DO SR SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA NO LARGO DE SÃO FRANCISCO.

SERÁ EXIGIDO DO GOVERNADOR DO ESTADO O AFASTAMENTO DE TODOS OS CULPADOS, DAS FUNÇÕES QUE EXERCEM.

QUEM NÃO AGIU DIRETAMENTE, PECOU POR OMISSÃO.

OUTRO GRUPO PROGRAMA ÀS 16HS MANIFESTAÇÃO EM FRENTE AO PREDIO DA CORREGEDORIA DA POLÍCIA CIVIL.

MEL- ASSESSORA DE IMPRENSA DA PRESIDÊNCIA

INTERNATIONAL POLICE ASSOCIATION

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Carta ao Governador GERALDO JOSÉ RODRIGUES ALCKMIN FILHO. Sobre o caso da escrivã de polícia violentada por colegas.

Sua Excelência

O Senhor Doutor GERALDO JOSÉ RODRIGUES ALCKMIN FILHO

DD. Governador do Estado de São Paulo

São Paulo – SP





Senhor Governador:





A Representação Coletiva dos Policiais Civis de São Paulo, órgão de congregação das entidades de classe (associações e sindicatos) que pelos seus presidentes a este subscrevem, vem até Vossa

Excelência para externar-lhe sua extrema preocupação com o episódio

que envolveu delegados de polícia da Corregedoria Geral da Polícia Civil e a então Escrivã de Polícia V.F.S.L., fato exaustivamente noticiado pela mídia.





A insólita ocorrência demonstrou à saciedade, o alto grau de prepotência com que agiram os Delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves, que desobedeceram preceitos constitucionais e da legislação processual penal pátria, o que se revela inaceitável sob todos os pontos de vista, até porque compromete o bom conceito da instituição policial civil.





Outros dois delegados, também da Corregedoria, Drs. Emílio Antonio Pascoal e Renzo Santi Barbin, teriam, de algum modo, contribuído na perpetração da grotesca diligência contra V.F.S.L. Até mesmo o titular do 25º Distrito Policial, palco dos acontecimentos, teria se omitido, permitindo que um procedimento espúrio se realizasse nas dependências da unidade policial que chefia.





De igual modo, merece censura o comportamento da Sra. Diretora da Corregedoria Geral de Polícia Civil, Dra. Maria Inês Trefiglio Valente, que procurou legitimar as práticas arbitrárias dos seus subordinados.





Até mesmo o representante do Ministério Público, o Promotor Público Everton Zanella, como que conivente com a barbárie, procurou justificar a atitude dos policiais, dizendo que “despir a Escrivã foi conseqüência do transcorrer da operação policial contra ela”





É de se reconhecer, Senhor Governador –e os signatários assim defendem- a premente necessidade da depuração dos quadros policiais, alijando-se os maus, porém que isso seja feito dentro dos parâmetros da legalidade, impessoalidade e moralidade, respeitando sempre o preceito da dignidade da pessoa humana.





Assim, Senhor Governador, esta Representação Coletiva solicita, com empenho, a Vossa Excelência, que seja determinado ao Sr. Secretário da Segurança Pública que adote providências no sentido do desarquivamento do inquérito policial instaurado para apurar a conduta dos policiais da Corregedoria que trabalharam na investigação que culminou com a prisão em flagrante, com o afastamento desses policiais, até que seja o feito concluído por outra autoridade.





Que igualmente seja desarquivado e refeito o processo administrativo disciplinar que resultou na demissão da nominada ex-servidora policial, eis que o mesmo foi contaminado pelas provas obtidas por meios ilegais.





Em assim fazendo, estará Vossa Excelência rendendo homenagens à Justiça que a sociedade paulista e brasileira espera que seja feita.



Valem-se do ensejo os presidentes das entidades que compõem a Representação Coletiva dos Policiais Civis de São Paulo, para apresentar a Vossa Excelência protestos da mais alta consideração e profundo respeito.





São Paulo, 22 de fevereiro de 2011





MARIA ALZIRA DA SILVA CORRÊA



Presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto



MARIA APARECIDA DE QUEIROZ ALMEIDA



Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sorocaba e Região





SONIA APARECIDA DE OLIVEIRA



Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemática Policial do ESP



VANDERLEI BAILONI



Presidente da Associação dos Investigadores de Polícia do Est. de S.Paulo



OSCAR DE MIRANDA



Presidente da Associação dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo





NELSON DE JESUS LEONE



Presidente da Associação dos Agentes Policiais do Estado de São Paulo



ERALDO DE FARIAS



Presidente da Associação dos Carcereiros da Polícia Civil do Est. São Paulo





JOÃO XAVIER FERNANDES



Presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo





VALDIR FERNANDES DA SILVA



Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mogi das Cruzes e Região





WALTER DE OLIVEIRA SANTOS



Pres. do Sindicato dos Policiais Civis da Baixada Santista e Vale do Ribeira



CELSO JOSÉ PEREIRA



Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Marília e Região





LÚCIO FLÁVIO MORENO



Pres. do Sindicato dos Policiais Civis de Presidente Prudente e Região





APARECIDO LIMA DE CARVALHO



Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Campinas e Região



JARIM LOPES ROSEIRA



Presidente da International Police Association – IPA

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ronaldo: o atleta, a dor e o fim.






 
N° Edição:  2154 |  18.Fev.11 - 21:00 |  Atualizado em 20.Fev.11 - 08:15

Ronaldo: o atleta, a dor e o fim - Parte 1

Um dos maiores jogadores de todos os tempos deixa os gramados e dá início à transformação de fenômeno em mito. Na nova etapa, ele vai usar seu prestígio e carisma para impulsionar a carreira de esportistas e ajudá-los a crescer financeiramente

Rodrigo Cardoso - Foto Caio Guatelli

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Nas palavras do antropólogo americano Joseph Camp­­bell (1904-1984), um papa em mitologia que assina "As Máscaras de Deus" – espécie de bíblia do assunto –, "o mito é a própria experiência de estar vivo". Na segunda-feira 14, às 13h, o País assistiu, ao vivo, ao emocionado adeus de um dos maiores atores dessa arte: Ronaldo Luís Nazário de Lima. O carioca do subúrbio de Bento Ribeiro que venceu na vida calçando chuteiras e virou o Fenômeno retirava-se dos gramados naquele momento como a materialização em carne e osso do que Campbell escrevera. Dono de um esplendor técnico que fez dele o maior artilheiro da história das Copas, bicampeão mundial (1994 e 2002) e por três vezes o melhor futebolista do planeta, Ronaldo é, como diz o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, demasiadamente humano. A cerimônia repleta de lágrimas da semana passada, em São Paulo, foi apenas um capítulo a mais numa trajetória feita de erros e acertos, dramas e consagrações públicas, que construíram o mito do herói na adversidade.

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Em 34 anos, 18 de carreira, encerrada no Corinthians, o Fenômeno foi o garoto que desembarcou na Europa aos 18 anos, saindo de um subúrbio, e enfrentou uma terra desconhecida. Foi rei em Barcelona, onde anotou 48 gols em 51 jogos pelo clube catalão e ganhou três títulos em dois anos. Passeou pelo inferno ao desmaiar antes da final da Copa de 1998 e entrar em campo e ver a França levar a taça. Na decisão do Mundial seguinte, em 2002, fez os dois gols na vitória do Brasil sobre a Alemanha e provou que não estava morto para o futebol, como muitos acreditavam, após o rompimento do tendão patelar do joelho direito em campo, um ano antes – uma cena de dor (leia matéria sobre o tema na pág. 76) divulgada à exaustão e que impressiona até hoje. Viveu, em 2005, o sonho de casar em um castelo com a modelo Daniella Cicarelli. Menos de três meses depois, descasou. De volta ao Brasil, foi flagrado com travestis, reconheceu um filho, Alex, 5 anos, fora do casamento, escancarou uma barriga indigna para um esportista e, mesmo assim, venceu dois campeonatos.
"O que caracteriza o Ronaldo como um mito, o do herói, é a sua condição humana de sujeito falível e a sua capacidade de realizar feitos incomuns", explica a psicóloga do esporte Katia Rubio, da Universidade de São Paulo (USP), cuja tese de doutorado trata do imaginário esportivo contemporâneo – o atleta e o mito do herói. Em outras palavras, o ex-atacante brasileiro tem lugar cativo no imaginário popular por estar distante do público nas questões que envolvem a sua habilidade ímpar no futebol, mas bem próximo dele por conta da sua trajetória de sofrimento. "A vitória sobre si próprio é a grande propulsora do herói de todos os tempos", dizia Campbell.
Ronaldo só não é um deus porque é imortal. A finitude e principalmente o penta de 2002 que ele conquistou na Copa na qual foi o artilheiro o fizeram saltar da condição de fenômeno dos gramados para a de mito da superação. Sua imagem é tão forte que, mesmo recém-aposentado dos gramados, segue craque no olimpo dos negócios. Presidente-executivo da 9ine, empresa de marketing esportivo, com seu carisma e prestígio, irá oferecer estratégias de publicidade, propaganda, pesquisa e relações públicas com foco na Copa de 2014 e na Olimpíada de 2016. Também irá administrar a carreira de esportistas – o campeão de vale-tudo Anderson Silva é um de seus clientes. "O Ronaldo tem as três características de um bom presidente: carisma, network e gestão", pontua o publicitário Sérgio Amado, presidente da agência Ogilvy no Brasil, sócia no empreendimento.

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PELO MUNDO
Com a mulher, Bia Antony, com quem tem duas filhas, e no Haiti, em 2004
 

Até o Mundial de 2014, mesmo sem fazer tabelinha com a bola, o Fenômeno será embaixador da AmBev. Parcerias com a Nike – ele foi o primeiro atleta nacional da história a assinar um contrato vitalício, ainda adolescente, com uma empresa esportiva e transformou-se em um produto tão importante que hoje a companhia ostenta uma estátua sua na sede, nos Estados Unidos – e com a Claro seguem ativas. Somente dessas três marcas, ele embolsará R$ 6,6 milhões por ano. Neste campo, o ex-jogador se distingue de seus pares porque, apesar de ter levado uma vida de atleta intensa, atuando apenas por grandes clubes, não tirou os olhos do futuro. É dono de uma fortuna de R$ 417 milhões, distribuída entre imóveis, investimentos em ações e sociedades em empresas. Em alguns casos, faz negócios com soluções originais. Para a Universidade Estácio de Sá, do Rio Janeiro, aluga um edifício de seis andares e, em contrapartida, recebe um percentual sobre cada matrícula efetuada. "Sou um homem de negócios desde os 15 anos", disse ele à ISTOÉ na quarta-feira 16.
Até o retorno dele ao futebol brasileiro representou uma revolução no esporte nacional. "A contratação do Ronaldo pelo Corinthians foi um recado para todo o mercado de que esse tipo de parceria entre jogador, time e empresas é possível", afirma Armênio Neto, gerente de marketing do Santos Futebol Clube. "Foi uma sacada genial que mudou a maneira de fechar contratos e de tornar possível a repatriação e a manutenção de jogadores de renome no Brasil. Nós nos inspiramos nesse modelo para trazer o Robinho e segurar o Neymar." O maior goleador de Mundiais foi o primeiro jogador a receber um percentual da cota paga por patrocinadores a um time. Com essa iniciativa, o Corinthians triplicou seu faturamento, que saltou para R$ 50,1 milhões ao ano. Para Rodrigo Gaemmal, diretor da Elos Cross Marketing, agência especializada em marketing esportivo, desde a chegada do craque ao clube paulista o marketing esportivo no País vive uma outra era. "É a nova bolha. Assim como a bolha da internet, agora há a bolha do marketing esportivo", afirma ele.
Quando o ex-atacante chegou ao Corinthians, onde encerrou o ciclo recebendo R$ 1,5 milhão por mês, entre salário e patrocínio, o torcedor, no fundo, não estava preocupado se aquele Fenômeno dos gramados iria brilhar como outrora. Era a glória de estar próximo de um herói de carne e osso que estava em jogo e empolgava. Na Argentina, acontece algo parecido com o mito Diego Maradona. O ex-camisa 10 portenho pintou e bordou fora das quatro linhas – foi viciado em cocaína e atirou em repórteres, só para citar dois fatos marcantes –, mas é mais adorado cada vez que tropeça na vida. A diferença entre esses dois mitos do esporte está no fato de o Fenômeno parecer pecar sem maldade. Aos aspectos negativos contrapõe a defesa de causas honrosas. Ocupar o cargo de embaixador da boa vontade da ONU, por exemplo, contribuiu para que sua imagem de pessoa extraordinária ganhasse mais velocidade. Em parceria com a entidade a partir de 1999, o brasileiro reforçou a sua porção humanitária global ao visitar campos de concentração em Israel e na Palestina, ao estar em uma missão de paz em Kosovo e disputar, no Haiti, um amistoso contra a seleção local em um evento conhecido como o Jogo da Paz. Naquele dia de calor escaldante, em 2004, a capital Porto Príncipe parou para ver o Fenômeno desfilar e acenar em cima de tanques de guerra, ao lado de Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos, Julio Cesar, entre outros, acompanhado de uma multidão que corria emocionada e feliz atrás do comboio.

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O INÍCIO E O AUGE
Ronaldo, em 1994, com o passaporte na mão rumo à sua primeira Copa, nos EUA,
e no Barcelona, onde chegou ao ápice e foi eleito duas vezes o melhor do mundo

Em todas essas situações o sorriso pueril do carioca de Bento Ribeiro cativava. Também por esse traço físico e pelo jeito carinhoso de se expressar, o Fenômeno sempre foi colocado no colo pelos brasileiros. É um filho que o povão gosta de ter por perto. Até mesmo por conquistar belas mulheres, como a ­ex-futebolista Milene Domingues, com quem teve Ronald, 10 anos, a ex-namorada e modelo Raica Oliveira e a atual esposa, Bia Antony, mãe de outras duas filhas do craque – Maria Sophia, 2 anos, e Maria Alice, 10 meses. E assim o faz, em grande parte, porque o Fenômeno é um herói que demonstra ter anseios e defeitos humanos iguais aos de boa parcela da população. Mais: não se escuda no personagem jogador, não usa a terceira pessoa quando fala de si próprio. Ele é o mito que, na hora do adeus ao futebol, vai se despedir dos colegas de clube, dá satisfação a todos, diz que está sofrendo. "Fui muito transparente em tudo o que aconteceu na minha vida. Seja sobre os fatos positivos, seja sobre os negativos eu sempre mostrei realmente quem eu sou, sempre encarei tudo o que aconteceu comigo, sempre tive as minhas responsabilidades", diz o Fenômeno. Essa astúcia, além da força física, o notabiliza. "O Ronaldo vai ser como o Pelé, um garoto-propaganda do bem a vida toda. É uma marca que independe do que ele faz ou deixa de fazer. Nada o abala", diz o ex-jogador Tostão.
 

 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Principal causa da confusão mental nos idosos. Sabe qual é?

Principal causa da confusão mental nos idosos

(os que não morreram jovens demais)
 Arnaldo Lichtenstein, médico*



Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de
Medicina, lanço a pergunta:
 - Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental? *
Alguns arriscam: *"Tumor na cabeça".
Eu digo: "Não".
Outros apostam: "Mal de Alzheimer"
Respondo, novamente: "Não".
A cada negativa a turma se espanta...

E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:
- diabetes descontrolado;
- infecção urinária;
- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos
ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir
sede, deixam de tomar líquidos.
Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.
A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo.

Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos
batimentos cardíacos "batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.

Insisto: não é brincadeira.
Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de
água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.


Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade
de  tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não
funcionam muito bem.


Conclusão:
Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva
hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu
corpo.
Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das
reações químicas e funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas:
1 - O primeiro é para vovós e vovôs ( nós mesmos): tornem voluntário o
hábito de beber líquidos.
Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco,leite. Sopa,
gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi,laranja
e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas,botar
algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!

2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente
líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que
estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos,
irritadiços, fora do ar, atenção.
É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.
"Líquido neles e rápido para um serviço médico".


    (*) Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital
das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).





 

Exclusivo: uma policial é deixada nua e revistada à força. Violencia absurda contra a mulher.


Este vídeo liberado ontem está no pior dos limites. Se policiais agem assim, se agentes públicos agem assim, o que será das mulheres comuns?
 
Em vários momentos da gravação, feita pelos próprios policiais, a acusada pede a ajuda do chefe. No vídeo é possível identificar pelo menos seis homens e duas mulheres, todos agentes públicos.

Os policiais não se importam com a presença da câmera e mesmo sem a policial se recusar a ser revistada, ela é algemada a força e depois é despi...da.

Mais um crime contra a mulher policial feminina!


Esta policial representa todas as mulheres brasileiras. Se os agentes públicos agem assim com ela, como poderemos acreditar nesses agentes? Eles devem ser afastados imediatamente antes que ela seja morta.
 
 
Precisamos de sua urgente atuação neste caso denunciado ontem. As Mulheres brasileiras foram profundamente atingidas. Neste vídeo uma policial mulher sofre o máximo da violência e por parte de agentes públicos. Como representante do Fórum d...e Mulheres do Mercosul/Cap Brasil e dirigente da Rede Risco Mulher Brasil solicito sua imediata posição sobre o assunto.
Vera Mattos
 
Veja a matéria ,
Jornal da Band
 
O Jornal da Band mostra nesta sexta-feira um caso de humilhação, no qual delegados e policiais de São Paulo tiraram à força a roupa de uma colega, em busca de provas que supostamente a incriminariam. O fato aconteceu no 25° Distrito Policial em Parelheiros, zona sul de São Paulo.

A reportagem teve acesso com exclusividade a imagens gravadas pela corregedoria da polícia civil, que mostram um suposto caso de corrupção praticado por uma ex-escrivã. Segundo a denúncia, a policial teria recebido R$ 200 para ajudar um acusado a se livrar de um inquérito. A investigação transcorria normalmente até que o delegado Eduardo Henrique de Carvalho Filho, decide que a acusada seria revistada. Ela não se recusa, mas pede a presença de policiais femininas.

O pedido é feito nada menos do que 20 vezes em pouco mais de 12 minutos. Além do delegado Eduardo, está na sala o delegado Gustavo Henrique Gonçalves - que também é da corregedoria da Polícia Civil - e o delegado titular da delegacia, Renato Luiz Hergler Pinto, chefe da acusada.

Em vários momentos da gravação, feita pelos próprios policiais, a acusada pede a ajuda do chefe. No vídeo é possível identificar pelo menos seis homens e duas mulheres, todos agentes públicos.

Os policiais não se importam com a presença da câmera e mesmo sem a policial se recusar a ser revistada, ela é algemada a força e depois é despida.

As imagens foram feitas em 2009, mas foram mantidas em sigilo pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A suspeita ainda não foi julgada, mas mesmo assim, foi expulsa da polícia civil. Para a corregedoria a ação dos envolvidos foi correta e moderada. Ninguém mais foi punido ou processado.

Agora, o Ministério Público está investigando a conduta dos policiais e já cobrou explicações da corregedora e do Secretário Estadual da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto.
 






Vera Mattos

Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Mémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos.
Membro do Estado de Paz.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Enc: 'Aliança com PT pode se quebrar', diz presidente do PC do B


'Aliança com PT pode se quebrar', diz presidente do PC do B

Em entrevista ao iG, Renato Rabelo cobrou 'responsabilidade' do partido de Dilma e falou sobre a aproximação com Kassab

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 18/02/2011 12:20

 

Aliado de primeira hora do PT há mais de 30 anos, o PC do B pode romper com o partido da presidenta Dilma Rousseff caso os petistas insistam em exercer uma hegemonia absoluta tanto na partilha dos cargos federais quanto nas eleições municipais de 2012. A afirmação foi feita pelo presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo, em entrevista ao iG.

Foto: Futura Press Ampliar
Renato Rabelo, presidente do PC do B, falou ao iG sobre aliança do alianças histórica com o PT
"Cabe ao PT uma grande responsabilidade. Do contrário essa aliança pode se quebrar ou até pior, surgir uma antialiança ao PT. Pode até haver separação", disse.

Sentado sob um retrato do histórico líder comunista João Amazonas (1912-2002) na reformulada sede do partido no centro de São Paulo, Rabelo disse que o PC do B prepara para 2012 o lançamento do maior número de candidatos a prefeito de sua história, muitos deles contra o PT - como o vereador Netinho de Paula, na capital paulista - e não descartou alianças pontuais com partidos de oposição a Dilma.

Quanto à recente aproximação do partido com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), Rabelo admitiu, pragmático, não haver afinidades ideológicas, mas defendeu a aliança. "Com o Kassab não há uma identidade ideológica, há aproximações políticas. Se tivéssemos, por exemplo, a mesma ideologia que o PT nós seríamos do PT, faríamos parte do PT", disse Rabelo, que falou ainda sobre o movimento do prefeito em direção à base aliada à presidenta Dilma Rousseff. "Não estamos indo para o lado do Kassab. O Kassab é que está vindo para o lado de cá." Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

iG - O PC do B já traçou uma estratégia para 2012?
Renato Rabelo - O PC do B levou 15 anos tendo somente candidatos proporcionais e assim mesmo concentrando em algumas candidaturas. De 2004 e 2006 para cá começamos a mudar essa orientação e ter candidaturas majoritárias. Agora pretendemos ir mais ainda. Em 2010, fomos o quarto partido mais votado para o Senado, mais até do que o DEM. E se tivemos estes votos é porque temos lideranças importantes. Essa acumulação eleitoral vai desembocar em 2012. O que a gente chama de projeto 2012 é o maior da história do PC do B. Podemos até eleger prefeitos de capitais, como por exemplo a Manuela (D'Ávila) em Porto Alegre, onde podemos contar com apoio até do PT. O governador Tarso Genro (PT) admite que PC do B teve um papel importante na eleição dele. Em São Paulo queremos dar peso à candidatura do Netinho de Paula.

iG - O senhor disse que durante 15 anos o PC do B só teve candidaturas proporcionais. Isso se deve em grande parte aos apoios oferecidos ao PT. Em 2012 essa relação vai mudar?
Rabelo - Na evolução política há sempre variações nas relações. Não se pode dizer que uma relação política vai ser igual a vida inteira. Toda aliança é fruto de um momento. Tudo na vida é assim. Pode mudar para melhor ou para pior. Pode mudar para uma aproximação maior ou para um afastamento. Nós tivemos sempre uma relação de primeiro nível com o PT. O que acontece agora é que o PT é o partido hegemônico na esfera federal e luta para manter essa hegemonia. Exatamente por isso pode cometer erros, tender a querer uma hegemonia absoluta. Se nesse processo não houver entendimento e confiança mútua pode criar problemas e afastamentos, uma reação em sentido contrário, uma frente contra o partido hegemônico. Isso a história mostra. Então cabe ao PT uma grande responsabilidade que é exercer uma hegemonia que dê harmonia à aliança. Do contrário essa aliança pode se quebrar ou até pior, surgir uma antialiança ao PT. Pode até haver separação. Depende da atitude de cada partido.

iG - A forma como o PT tem lidado com a divisão de cargos do governo Dilma é um risco?
Rabelo - O governo está começando. Ainda não se pode dizer. Mas vai ser um fator indicador importante e vamos levar em conta tudo isso. Não vamos raciocinar com o fígado mas se a atitude é política vamos responder politicamente. Dentro das nossas condições, é claro.

iG – Qual é sua opinião sobre a aproximação do PC do B com Gilberto Kassab?
Rabelo – Há uma convergência com o prefeito em algumas questões políticas que já vem de um ano ou mais. O episódio da mesa da Câmara de Vereadores (onde o PC do B apoiou Kassab contra o PT) mostra isso. Nós apoiamos o candidato do prefeito porque aquele grupo dominava a mesa há muito tempo. O prefeito Kassab resolveu enfrentar essa questão e nós tivemos um papel importante porque nossos dois vereadores foram a fiel da balança. Kassab está determinado em vir para um partido da base de apoio do governo federal. É por isso que houve essa aproximação. Para o PC do B, a definição política dele é muito importante. Não vamos fazer aliança com pessoas que estão do lado político que não é o nosso. Em resumo: não estamos indo para o lado do Kassab. O Kassab é que está vindo para o lado de cá.

iG - O PC do B vai participar da administração Kassab?
Rabelo - Neste processo de aproximação ele aventou a possibilidade de oferecer esta secretaria que não existe ainda, que é a secretaria dita especial para preparar a Copa de 2014 em São Paulo. A cidade está enfrentando uma série de problemas. Nem o estádio foi construído. O que ele diz é que o PC do B já está na área e poderia levar adiante esta questão. Não sei exatamente se ele já fez o convite.

iG – Existe alguma identificação ideológica ou programáticas entre Kassab e o PC do B?
Rabelo – Proximidade ideológica do PC do B com os outros partidos é muito pequena porque cada partido tem sua ideologia. Com o Kassab não há uma identidade ideológica, há aproximações políticas. Se tivéssemos, por exemplo, a mesma ideologia que o PT nós seríamos do PT, faríamos parte do PT.

iG – O PC do B concorda com a forma como Kassab administra a cidade, com as políticas do governo dele para, por exemplo, a questão dos moradores de rua?
Rabelo – Não temos ainda uma aliança formal e é evidente que existem diferenças importantes do PC do B com ele. Uma das questões que a gente coloca como um divisor de águas é o tratamento dado aos movimentos sociais. E aí entra a questão dos moradores de rua. Para o PC do B, esta é uma questão que pesa muito. A aliança política é um processo. Na medida em que ele vem para o lado de cá tem que dar demonstrações políticas que nos identifiquem. O PC do B nunca coloca de lado a plataforma política. Ninguém pode apontar que o PC do B fez alianças de momento, fisiológicas. Como é que vou explicar para a militância? Isso é uma convergência que vai se dando.

iG – Já se falou que Kassab pode ir para o PMDB, fundar um partido, ir para o PSB. O PC do B acolheria o prefeito?
Rabelo – Os caminhos mais naturais para o prefeito são o PMDB ou o PSB. Podemos tê-lo como aliado. Acho até que tem havido progressos na negociação dele com o PSB. Outra possibilidade seria fundar um novo partido. Porque aí ele manteria o mandato e num segundo momento este partido poderia se fundir a outro da base aliada de Dilma como, por exemplo, o PSB. É uma saída, embora fundar um partido no Brasil hoje não seja uma coisa fácil.

iG – Apesar da aproximação com a base do governo Dilma, Kassab continua fiel a José Serra e mantém muitos serristas em cargos importantes da prefeitura. O rompimento com Serra é uma imposição para a aliança?
Rabelo - O PC do B não vê essas coisas como absolutas. O que interessa para o partido é a tendência que vai se esboçando. Na prática, o prefeito já está se identificando mais com a base de Dilma e formalmente ainda tem vínculos com Serra, mas é só formal.

iG – Mas ele mantém muitas pessoas ligadas a Serra na prefeitura.
Rabelo – Tudo isso não se faz da noite para o dia. Se a tendência fosse de manter o vínculo com a oposição se tornaria mais difícil uma aliança. Se ele tem compromisso com o Serra, e ele disse que tem o que mostra até uma certa honestidade ele, poderia dizer que deve a Serra compromissos que Serra realizou. Kassab diz claramente que o Serra foi leal com ele e agora está retribuindo a lealdade.

iG - O PC do B espera uma ruptura de Kassab com José Serra?
Rabelo - O Kassab vindo para a situação se afasta naturalmente do Serra. Ele vai criando essas condições, as pontes vão sendo queimadas e a essa altura não tem como haver retorno. A oposição está desbaratada, é natural que uma parte da oposição se desgarre.
 

 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

FUNDAÇÃO JAQUEIRA ABRE INSCRIÇÕES PARA QUALIFICAÇÃO DE CUIDADORES PARA IDOSOS.














Como todos os anos, a Fundação Jaqueira inscreve para curso especial visando a campanha Carnaval sem Fome.

Este ano você deverá seguir as seguintes instruções:

1 - Valor do curso básico R$60,00 (sessenta reais) que deve ser pago em dinheiro através de boleto em casa lotérica.

2 - Local para inscrição: Loja Doce Cantinho, Rua da Graça 406, loja 3, Salvador, Bahia. Exclusivamente para pegar o boleto bancário. Serão apenas 50 vagas. Então, a partir desta segunda,dia sete de fevereiro de 2011, você poderá pegar o seu boleto bancário, a partir das 10h da manhã.

3 - Local de pagamento do boleto: Casa Lotérica.
Na Graça existe uma casa lotérica ao lado do Cantinho Doce. Por favor, pegue o boleto se tiver certeza de que irá fazer porque ele representa custos para a Fundação.

4- Os documentos serão entregues juntamente com o boleto no dia do curso. Portanto, fica claro que a loja Doce Cantinho está como parceira em nosso trabalho e exclusivamente para este atendimento.

5 - As inscrições continuam abertas até completarmos o número de vagas.

6 - O curso terá inicio na semana seguinte ao preenchimento das vagas.

Ligar para o 71 96196129

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Milton Santos tem novo dirigente: Prof.Dr.Sergio Coelho Borges Farias.


Aos colegas e amigos,


Envio abaixo o texto do discurso pronunciado na Cerimônia de Posse ocorrida dia 7/2/11 na Reitoria da UFBA.

Sergio Farias





Texto para a Cerimônia de Posse na Direção do IHAC




O Instituto de Humanidades, Artes e Ciências MIlton Santos, da UFBA, completa agora dois anos de construção coletiva. Estou assumindo o cargo de Diretor porque aceito desafios.




Ingressei nesta Universidade, como estudante, em 1971, tornando-me professor aos 24 anos. No meu percurso total de 40 anos nessa Instituição, cada um dos cargos ocupados por mim anteriormente constituiu-se num curso superior. Aprendi a não esperar encontrar tudo pronto, com facilidade, tudo feito pelos outros. Reconheci que o mundo seria muito chato se os outros resolvessem tudo por nós. Descobri que numa Universidade tudo está a se construir, porque as possibilidades de crescimento são incomensuráveis e indescritíveis.




A qualidade das aulas e, consequentemente, da formação mit-disciplinar que pretendemos no IHAC, tem sido e continuará sendo uma constante preocupação, afinal, é a formação dos estudantes o principal sentido da existência dessa jovem Unidade, nem melhor nem pior do que as outras.




A cada dia nos deparamos com carências, impasses, dilemas. No IHAC fazemos pesquisa e extensão com a mesma intensidade com que nos dedicamos à formação dos estudantes. Hoje, no momento em que buscamos configurar e difundir nossa imagem pensamos ser importante fazermos uma reflexão sobre as bases de nossa existência. Vamos então aproveitar o presente evento, para que o mesmo possa ir além do seu caráter de cerimônia.





As limitações de campos de saber contemplados nos projetos pedagógicos de cursos profissionais provocam um descompasso entre a rigidez da formação e as amplas e diversificadas competências requeridas pelo mundo do trabalho em consonância com os desafios educativos da sociedade do conhecimento e da comunicação;




A precocidade na escolha da carreira aparece como um dos fatores determinantes da evasão de estudantes, que por vezes deixam a instituição por desencanto com os estudos. Essa precocidade na escolha do curso profissional que irá marcar toda a sua vida adulta leva também, aquele que se graduou, à inserção no campo do trabalho em área diferente daquela em que se formou.




Esses foram alguns dos pressupostos para a criação de um modelo de formação superior mais abrangente, mais flexível, mais integrador, como os Bacharelados Interdisciplinares. Trata-se de um desafio à “epistemologia linear reducionista da tecnociência” e ao “viés profissionalizante, pragmático e imediatista da escola de terceiro grau” (UFBA, Memorial da Universidade Nova, 2010, p. 303).




“Trata-se, no geral, de uma estrutura modular, interdisciplinar, flexível e progressiva, com garantia de mobilidade intra e inter-institucional. Dessa forma, os cursos de primeiro ciclo podem ser apreciados como uma nova modalidade de cursos plenos de graduação não-profissionais, flexíveis e multifuncionais: terminais para estudantes que em princípio não almejam um diploma profissional, possibilitarão, aos que queiram, a continuidade da formação em cursos de carreira profissional da Universidade. Posto que o B.I. preenche todos os requisitos de uma formação superior plena, seu diploma permite acesso direto ao nível mestrado, evidentemente condicionado à aprovação em processo seletivo próprio.” (UFBA, Op.cit., p. 175).




Uma pergunta nos acompanha desde o início dos debates que levaram aos currículos dos Bacharelados Interdisciplinares, que oferecem ao estudante uma margem de liberdade de cerca de 70% na escolha das matérias. A pergunta é: como vamos combinar esses currículos com uma estrutura acadêmica e administrativa montada para currículos que fazem o contrário, estabelecem cerca de 70% de matérias obrigatórias?




O Projeto UFBA Nova, lançado em 2006 no segundo mandato no Reitorado do Prof. Naomar de Almeida, constava dos seguintes tópicos:

- Abertura de programas de cursos experimentais e interdisciplinares de graduação, que poderiam ser não profissionalizantes ou não-temáticos, com projetos pedagógicos inovadores, em grandes áreas do conhecimento;

- Programas de renovação do ensino de graduação, por meio de projetos acadêmico-pedagógicos criativos e consistentes, reduzindo as barreiras entre os níveis de ensino como, por exemplo, oferta de currículos integrados de graduação e pós-graduação.

- Reformas curriculares nos cursos que ainda não haviam apresentado propostas de atualização do ensino de graduação.




O Projeto UFBA Nova tornou-se Projeto Universidade Nova a partir da sua divulgação no âmbito da Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior – ANDIFES, ganhando apoio do Ministério da Educação, que elaborou um programa em escala nacional, que passou a se chamar REUNI – Programa de Apoio a Planos de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais. O mesmo compreende, em termos práticos, um programa de ampliação física e reestruturação pedagógica do sistema federal de educação superior.




Como era de se esperar, a proposta ganhou adeptos fervorosos e críticos ferrenhos. Num ambiente onde o debate de idéias está sempre tão presente, uma proposta de renovação como essa não poderia ser adotada com absoluta tranqüilidade...




Após dois anos de implantação, necessário se faz uma avaliação criteriosa do Programa REUNI na UFBA, e é isso que propomos nesse momento aos Conselhos Superiores, no sentido de abordarmos os mais variados aspectos: Finanças, Infra Estrutura Física, Recursos Materiais,

Pessoal docente e técnico-administrativo, Bacharelados Interdisciplinares, Cursos Superiores de Tecnologia, Ações Afirmativas, Assistência Estudantil, Reformulações Curriculares, Recursos Pedagógicos Tecnológicos, Impactos na Formação do Estudante...



“Num tempo marcado pelo dinamismo e pelo intenso deslocamento de pessoas no espaço real e virtual, em conseqüência de uma vasta rede de relações institucionais e pessoais que se estende por todo o planeta, é inaceitável que instituições superiores de educação preservem currículos que dificultam a mobilidade de estudantes entre cursos e instituições” (UFBA, op.cit., p.172).




Entretanto, algumas barreiras estruturais vêm se interpondo ao nosso projeto de reestruturação curricular, que inclusive dificultam a mobilidade dos estudantes entre os cursos. Por exemplo, as transferências de estudantes entre os B.I. e até mesmo a mudança de turno dentro de um mesmo B.I., não são ainda permitidas pelas instâncias competentes da UFBA, depois de dois anos de criação desses cursos, o que revela um descompasso entre o que foi aprovado como projeto e o que acontece na prática.




Quanto aos currículos, segundo o Projeto original, todos os cursos deveriam adequar os seus projetos pedagógicos de forma a contemplar os princípios estabelecidos no REUNI, nos seguintes sentidos:

- manter regime de progressão linear, com ingresso específico para cada curso;

- introduzir regime de dois ciclos de graduação (B.I. + 1/2/3 anos)

- desenvolver formatos híbridos ou convergentes, acolhendo egressos dos Bacharelados Interdisciplinares.




Portanto, medidas precisam ser adotadas pela Administração Central no que se refere a uma participação geral em possíveis reformulações curriculares dos Cursos existentes, para integração dos egressos dos Bacharelados Interdisciplinares. Estamos começando a encaminhar essa questão, junto a alguns Colegiados, com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação.




Não há, de modo nenhum, uma contraposição entre Bacharelados Interdisciplinares e Cursos de Progressão Linear, pelo contrário. A razão da existência do IHAC, além de colocar no campo do trabalho sujeitos com formação mit-disciplinar, é a possibilidade de uma formação geral inicial, associada à continuidade dos estudos numa segunda graduação ou em pós-graduação.




Somos, portanto, parceiros das demais Unidades nas pesquisas científicas, nos debates de caráter humanístico e nas composições artísticas. Como não poderia deixar de ser, um locus mit-disciplinar tem que estar articulado com os ambientes de todos os saberes específicos.




Para nós, o IHAC não é apenas mais uma Unidade, também não é uma nova universidade dentro de uma velha ou antiga universidade. Só renovamos a UFBA se seguimos todos juntos. A novidade e a inovação estão em todos os espaços, no desejo sempre presente de aperfeiçoamento de uma educação pública, de qualidade.


Por isso a palavra-chave que nos guia é diálogo.




O IHAC é mais uma peça num grande sistema federal de ensino. Uma peça tão importante quanto as demais Unidades que compõem a UFBA.


A Universidade Nova não é o IHAC. A Universidade Nova é aquela que, em 2008, em meio a grandes debates e conflitos, possibilitou a experimentação através do desafio de uma proposta de expansão e de reestruturação curricular. Cabe destacar o papel do então Reitor Prof. Naomar de Almeida Filho, cujo empenho e cuja habilidade apontaram para a renovação das estruturas curriculares na UFBA. Contamos com ele no IHAC para intensificação de nossas relações institucionais no Brasil e no exterior e para a consolidação do Centro de Estudos sobre Universidade, já criado.




Os objetivos referentes à implementação de um sistema curricular específico, o dos Bacharelados Interdisciplinares, somente serão atingidos pelo IHAC em estreita cooperação com as demais peças da engrenagem acadêmica, tanto os Colegiados de Curso quanto as Congregações das Unidades e os Conselhos Superiores, sem falar, é claro, na Administração Central, da qual certamente continuaremos tendo apoio para seguir com esse projeto.




Nesses dois anos de existência, com participação de toda a sua comunidade, O IHAC configurou-se com um sistema de funcionamento que logicamente deverá ser aperfeiçoado. Já existe um Programa de Orientação Acadêmica e Profissional, um Laboratório de Tecnologia Educacional e Multimídia e um setor de Intercâmbios Internacionais.


A Coordenação de Extensão organiza as inúmeras atividades realizadas pelos docentes e buscaremos a intensificação das ações que envolvem diretamente a comunidade externa, que se constitui também numa relevante fonte de saberes.


A Coordenação Acadêmica cumpre seu papel de Planejamento e supervisão operacional do sistema de ensino. Temos solicitado uma atenção especial da Administração Central para ajustes e reformulações das estruturas administrativas gerais, que foram programadas originalmente somente para os cursos de progressão linear.

O Centro de Estudos sobre Universidade – CEU, já desenvolve as bases conceituais e operacionais do segundo programa de Pós-Graduação da nossa jovem Unidade, sendo que o de Cultura e Sociedade, transferido de outra Unidade para o IHAC, encontra-se em pleno funcionamento há dez anos.

As pesquisas desenvolvidas por todos os docentes, todos eles em regime de Dedicação Exclusiva, estão sendo agrupadas em Linhas, e teremos anualmente um Seminário para apresentação e discussão dos trabalhos. O setor de Avaliação Permanente deverá ser ampliado em 2011, sendo que o mesmo já conta com a Avaliação dos Estágios Probatórios dos docentes recém-contratados e com a avaliação do desempenho docente para fins de Progressão Funcional.




Nos seus dois anos de existência, em que pesem as dificuldades de espaço, a comunidade ihac constituiu, portanto, uma Unidade Universitária completa. Mais informações sobre o que fazemos podem ser obtidas no site www.ihac.ufba.br .

Cabe ressaltar, nesse processo, a atuação do corpo técnico–administrativo do IHAC, que, embora com dimensão bem inferior à necessária, garante a sustentação de uma estrutura espacial e material para todas as atividades já mencionadas.




Nessas bases, reafirmamos os princípios do movimento de re-estruturação, renovação e re-encantamento da universidade expressos através de:

- Cumprimento da missão social, política e cultural da Universidade, com reafirmação permanente do caráter público da instituição, garantindo-se o acesso às diversas parcelas da sociedade;

- Respeito à diversidade, valorização do saber específico e da articulação de saberes, através da vivência da multi, da inter e da transdisciplinaridade;

- Competência de gestão dos recursos públicos para melhoria contínua dos serviços prestados e garantia da infra estrutura necessária às atividades de pesquisa, ensino e extensão.




Entretanto, a busca da excelência acadêmica requer, em primeiro lugar, uma atenção especial aos currículos no sentido de sua constante atualização, e da adoção de métodos participativos diversificados, com utilização adequada de tecnologias educacionais. É preciso buscar o desenvolvimento do senso crítico e usar técnicas pedagógicas orientadas para a autonomia, incluindo a educação à distância. Em segundo lugar é preciso refletir sobre os processos de avaliação da aprendizagem, para adequação dos instrumentos e dos critérios aos objetivos da formação pretendida.




Finalmente, a avaliação da atuação do docente, por parte do discente e da Congregação, seguindo parâmetros éticos, também dará subsídios importantes para a busca da excelência no ensino.




A dimensão do corpo docente do Instituto, prevista inicialmente com 61 professores, no Programa REUNI, deverá ser constantemente repensada, para que corresponda à dinâmica da produção acadêmica usual num projeto desafiador como o dos Bacharelados Interdisciplinares.




As relações estreitas e cooperativas com as demais Unidades são a base para o entendimento de que a modalidade de curso Bacharelado Interdisciplinar associada à idéia de uma graduação em dois ciclos é um projeto de toda a UFBA e não uma particularidade do IHAC.




Uma política e uma estratégia de comunicação social deverão ser adotadas, para que seja divulgada no âmbito da UFBA a possibilidade de participação efetiva de docentes de todas as Unidades, não somente do IHAC, na formação geral dos nossos estudantes, nos três primeiros semestres, e na sua formação específica, nas áreas de concentração, na segunda metade do curso de B.I.




As Áreas de Concentração de bases mit-disciplinares, criadas no IHAC, refletem as formações específicas dos professores que a elas se dedicam, e sustentam aspectos fundamentais da proposta original enviada ao MEC no âmbito do REUNI. Essas Áreas consolidam e aplicam em contextos sociais a formação inicial geral dos estudos sobre a contemporaneidade, devendo ser tão valorizadas quanto áreas oferecidas pelas outras Unidades.

Todas as Áreas de Concentração imprimem na formação interdisciplinar um diferencial importante para atuação no campo de trabalho, para o ingresso em cursos de progressão linear ou para avanço na formação em nível de pós-graduação.




Recapitulando:

Assumir a direção de uma Unidade de ensino público superior no Brasil é uma aventura apaixonante e desafiadora. A principal palavra-chave é o diálogo. Buscarei sempre a sintonia com os milhares de estudantes, os professores e os funcionários integrantes do IHAC, na condução das relevantes questões administrativas e pedagógicas.




Neste momento solene, saúdo especialmente nossa Magnífica Reitora, Profª. Dora Leal Rosa, que todo apoio tem dado através de suas equipes de dirigentes, especialmente as da PROGRAD, SUPAC e SGC. Saúdo os membros dos Conselhos Superiores, o Prof. Albino Rubim, primeiro diretor do IHAC, a Profª Carmen Teixeira, vice-diretora Pro Tempore, cujo mandato se encerra hoje, e o Prof. Márcio Nascimento, vice-diretor eleito, companheiro de todas as horas.




Agradeço a confiança do Prof. Naomar de Almeida Filho que, enquanto Reitor, me nomeou Diretor Pro Tempore do IHAC em junho do ano passado.




Iniciamos o processo de escolha da Direção do IHAC em maio de 2010. De lá até a data da consulta à comunidade, no início de dezembro, realizamos uma série de Seminários para pensarmos conjuntamente nas questões que nos afligem e nos resultados já obtidos. Volto a mencionar aqui a Universidade como ambiente privilegiado de discussão de idéias.




Firmo aqui o compromisso, também em nome do Vice-diretor, Prof. Márcio Nascimento, de dedicar-me aos trabalhos de aperfeiçoamento do Instituto, correspondendo à confiança da comunidade do IHAC, que apoiou nossa candidatura através de 94% dos votos apurados. Houve apenas dez votos em branco e oito votos nulos. Alguns desses foram anulados porque continham frases de incentivo, e, apesar de anulados, eles foram muito bem vindos.




Enfim, convido todos os integrantes da comunidade UFBA para atuarmos juntos enfrentando os desafios atuais e, certamente, criando muitos outros.




Peço licença para terminar com palavras de Nelson Mandela que me foram passadas por uma querida colega, num dos momentos difíceis dessa trajetória:

“Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz e não as nossas trevas, que nos apavora. Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso, fabuloso?

Na realidade, quem é você para não ser?

Você é filho do Universo. Se fazer pequeno não ajuda o mundo. Não há iluminação em se encolher, para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de você. Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Ele não está apenas em um de nós, mas em todos nós. Conforme deixamos a nossa Luz brilhar, damos, inconscientemente, permissão para os outros fazerem o mesmo. E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença automaticamente libera os outros.”





Salvador, 7 de fevereiro de 2011




Sergio Farias

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Demolição das barracas da orla de Salvador.

Moema Gramacho lutou e continua lutando. Completamente diferente do Prefeito de Salvador. Mas,ao que tudo indica, as barracas de Lauro serão derrubadas.



"Vai e vem eleição e continuamos com um número insignificante de presença feminina, e a reforma política é extremamente importante para essa questão”, ressalta a ministra Iriny Lopes.


Bancada feminina apoia reforma para ampliar atuação da mulher na política

E-mailbancada_femininaA bancada feminina da Câmara apoia a proposta da nova ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes, de acelerar a discussão da reforma política no Congresso com a inclusão de mecanismos que ampliem a participação feminina no poder. Iriny, ex-deputada federal e ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, diz esperar que a eleição da presidente Dilma Rousseff contribua para agilizar o debate do tema no Parlamento.

"Vai e vem eleição e continuamos com um número insignificante de presença feminina, e a reforma política é extremamente importante para essa questão", ressalta a ministra. "É necessária a presença das mulheres nos partidos, e para isso precisamos ter um sistema de listas com nomes alternados masculinos e femininos e principalmente recursos. As campanhas estão cada vez mais milionárias e as mulheres não conseguem competir", acrescenta.

Cotas para mulheres
Integrante da bancada feminina, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), também defende mudanças no sistema atual, que já garante, por meio da Lei 12.034/09, um percentual de vagas para mulheres nos partidos políticos.

"Antes dessa lei a regra não era cumprida e não acontecia nada, porque não estava prevista sanção aos partidos que não cumprissem a reserva de 30% de vagas para mulheres nas chapas que disputam as eleições. Agora, se o partido não preencher esse número de candidaturas de mulheres ele não pode registrar sua chapa", lembra Erundina. "Isso já foi um avanço, mas mesmo assim nas últimas eleições os partidos não conseguiram cumprir essa determinação legal", lamenta.

De acordo com Erundina, ainda faltam iniciativas de capacitação política voltadas às mulheres, e esse incentivo precisa vir também da família, da escola e demais instituições. Apesar de tantas críticas ao sistema atual, Erundina vê avanços, que, segundo ela, devem se aprofundar com a presença de uma mulher na Presidência da República.

Fonte – Agência Cãmara
Reportagem – Mônica Montenegro/Rádio Câmara
Edição – João Pitella Junior








Vera Mattos

Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Mémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos.
Membro do Estado de Paz.
Visitem:
http://www.forummulheresmercosul.blogspot.com

 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Wellington Dias defende ampliação da rede de atendimento a dependentes químicos


http://www.senado.gov.br/noticias/verNoticia.aspx?codNoticia=107008&codAplicativo=2
07/02/2011 - 18h30

Wellington Dias defende ampliação da rede de atendimento a dependentes químicos
[senador Wellington Dias (PT-PI)]

O senador Wellington Dias (PT-PI) afirmou nesta segunda-feira (7) que o Brasil precisa investir na ampliação de centros de tratamentos de dependentes químicos. Ele disse que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve recentemente no Piauí e conheceu as iniciativas do estado no tratamento psicossocial de dependentes de álcool e outras drogas. O senador apresentou um requerimento solicitando a criação de uma frente parlamentar no Congresso e de um grupo de trabalho no âmbito da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para que o tema seja mais debatido e aprofundado.

Wellington Dias, que foi governador do Piauí por dois mandatos (2003 a 2006 e 2007 a 2010), disse que o Brasil poderia criar um sistema nacional de prevenção ao consumo de drogas, que seria chefiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e teria escritórios em todas as capitais e em importantes cidades-polo para que as ações preventivas fossem realizadas de maneira integrada em todo o território nacional. Esse tipo de coordenação já vem sendo praticada no Piauí, disse Wellington Dias, e o ministro da Saúde conferiu isso de perto.

- O que nós queremos é integrar à estrutura de saúde todo o conhecimento que a humanidade domina sobre esse tema. O ministro da Saúde está autorizando a primeira pesquisa nacional para se saber qual é o verdadeiro mapa da dependência química no nosso país. É a primeira vez que se faz isso no Brasil - declarou o senador.

Wellington Dias afirmou que cada capital brasileira poderia ter um centro integrado para coordenar ações de prevenção às drogas e tratamento de dependentes nas áreas de saúde, educação, social e de capacitação para o trabalho, além de apoio às famílias dos viciados. O senador disse que, em todo o país, 10 milhões de pessoas apresentam algum nível de dependência de álcool, crack, maconha, cocaína, medicamentos e outros.

- A área pública tem de agir, tem de ter o seu sistema próprio, tem de ter parcerias com o setor privado, com as entidades filantrópicas e as comunidades terapêuticas devem, também, ter essa participação - disse.

Em apartes, os senadores Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) elogiaram o pronunciamento do colega. Mozarildo chamou a atenção para a necessidade de ações de desestímulo ao consumo de álcool, como o governo vem sendo feito na última década com o tabaco. Para Mozarildo, em vez de "beba com moderação", os rótulos de bebidas alcoólicas poderiam apresentar informações sobre os males causados pelo consumo de álcool à saúde. Gleisi Hoffmann disse que o estado do Paraná conta com diversas comunidades terapêuticas que atuam em conjunto com o poder público na prevenção e tratamento de dependentes.


Da Redação / Agência Senado


 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vera Mattos: VERA MATTOS CONCEDE ENTREVISTA EXCLUSIVA A SANDRAH SAGRADO. EM PAUTA: DIREITOS HUMANOS.

Vera Mattos: VERA MATTOS CONCEDE ENTREVISTA EXCLUSIVA A SANDRAH SAGRADO. EM PAUTA: DIREITOS HUMANOS.

FUNDAÇÃO JAQUEIRA: Carnaval sem fome. Inscreva-se em curso promocional.

FUNDAÇÃO JAQUEIRA: Carnaval sem fome. Inscreva-se em curso promocional.

Cuidado para NÃO contratar alguém assim! Rede Globo coloca a profissão de cuidadoras em destaque negativo e estarrecedor.


Cuidadora Norma interpretada por Glória Pires na telenovela Insensato Coração.



Cuidadora Lara interpretada por Mariana Ximenes na telenovela Passione.


A ficção na Rede Globo transforma cuidadoras de pessoas e especialmente dos mais idosos em posição extremamente negativa dentro da sociedade.

Lógico que não é assim e principalmente no caso das cuidadoras em questão uma era falsa técnica em enfermagem. Onde anda os COREN QUE NÃO REAGEM?

EVITE SITUAÇÕES COMO ESTAS CONTRATANDO ATRAVÉS DE INSTITUIÇÕES SÉRIAS.
SUGERIMOS QUE CONTRATE ATRAVÉS DA FUNDAÇÃO JAQUEIRA, EM SALVADOR, BAHIA.
CELULAR: 71 9619 6129.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Presidenta, sim!



http://mostrandoaface.blogspot.com/2011/02/presidenta-sim.html

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Presidenta, sim!

Se uma mulher e seu cachorro estão atravessando a rua e um motorista embriagado atinge essa senhora e seu cão, o que vamos encontrar no noticiário é o seguinte: "Mulher e cachorro são atropelados por motorista bêbado". Não é impressionante? Basta um cachorro para fazer sumir a especificidade feminina de uma mulher e jogá-la dentro da forma supostamente "neutra" do masculino. Se alguém tem um filho e oito filhas, vai dizer que tem nove filhos. Quer dizer que a língua é machista? Não, a língua não é machista, porque a língua não existe: o que existe são falantes da língua, gente de carne e osso que determina os destinos do idioma. E como os destinos do idioma, e da sociedade, têm sido determinados desde a pré-história pelos homens, não admira que a marca desse predomínio masculino tenha sido inscrustada na gramática das línguas.

Somente no século XX as mulheres puderam começar a lutar por seus direitos e a exigir, inclusive, que fossem adotadas formas novas em diferentes línguas para acabar com a discriminação multimilenar. Em francês, as profissões, que sempre tiveram forma exclusivamente masculina, passaram a ter seu correspondente feminino, principalmente no francês do Canadá, país incomparavelmente mais democrático e moderno do que a França. Em muitas sociedades desapareceu a distinção entre "senhorita" e "senhora", já que nunca houve forma específica para o homem não casado, como se o casamento fosse o destino único e possível para todas as mulheres. É claro que isso não aconteceu em todo o mundo, e muitos judeus continuam hoje em dia a rezar a oração que diz "obrigado, Senhor, por eu não ter nascido mulher".

Agora que temos uma mulher na presidência da República, e não o tucano com cara de vampiro que se tornou o apóstolo da direita mais conservadora, vemos que o Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma presidenta, oficializou essa forma em todas as instâncias do governo e deixou claro que é assim que deseja ser chamada. Mas o que faz a nossa "grande imprensa"? Por decisão própria, com raríssimas exceções, como CartaCapital, decide usar única e exclusivamente presidente. E chovem as perguntas das pessoas que têm preguiça de abrir um dicionário ou uma boa gramática: é certo ou é errado? Os dicionários e as gramáticas trazem, preto no branco, a forma presidenta. Mas ainda que não trouxessem, ela estaria perfeitamente de acordo com as regras de formação de palavras da língua.

Assim procederam os chilenos com a presidenta Bachelet, os nicaraguenses com a presidenta Violeta Chamorro, assim procedem os argentinos com a presidenta Cristina K. e os costarricenses com a presidenta Laura Chinchilla Miranda. Mas aqui no Brasil, a "grande mídia" se recusa terminantemente a reconhecer que uma mulher na presidência é um fato extraordinário e que, justamente por isso, merece ser designado por uma forma marcadamente distinta, que é presidenta. O bobo-alegre que desorienta a Folha de S.Paulo em questões de língua declarou que a forma presidenta ia causar "estranheza nos leitores". Desde quando ele conhece a opinião de todos os leitores do jornal? E por que causaria estranheza aos leitores se aos eleitores não causou estranheza votar na presidenta?

Como diria nosso herói Macunaíma: "Ai, que preguiça…" Mas de uma coisa eu tenho sérias desconfianças: se fosse uma candidata do PSDB que tivesse sido eleita e pedisse para ser chamada de presidenta, a nossa "grande mídia" conservadora decerto não hesitaria em atender a essa solicitação. Ou quem sabe até mesmo a candidata verde por fora e azul por dentro, defensora de tantas ideias retrógradas, seria agraciada com esse obséquio se o pedisse. Estranheza? Nenhuma, diante do que essa mesma imprensa fez durante a campanha. É a exasperação da mídia, umbilicalmente ligada às camadas dominantes, que tenta, nem que seja por um simples -e no lugar de um -a, continuar sua torpe missão de desinformação e distorção da opinião pública.

Marcos Bagno é professor de Linguística na Universidade de Brasília


 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Após prisão de jornalistas no Egito, Itamaraty eleva tom

AFP

A detenção de dois jornalistas brasileiros ontem no Cairo fez o Itamaraty elevar o tom nas declarações sobre a crise política no Egito e nas queixas à ditadura de Hosni Mubarak. Em nota divulgada no começo da noite de hoje, o governo brasileiro "deplorou" os confrontos violentos e os "atos de hostilidade" à imprensa. A nota "protesta" contra a prisão do repórter Corban Costa, da Rádio Nacional, e do cinegrafista Gilvan Rocha, da TV Brasil, que tiveram os olhos vendados e ficaram presos durante oito horas numa delegacia do Cairo.

Revisada pelo ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, a nota repudia de maneira geral as "hostilidades" contra jornalistas. O repórter do jornal O Estado de S. Paulo Jamil Chade teve o apartamento invadido por homens da ditadura de Mubarak. A nota ressalta que o governo manifesta a expectativa de que as autoridades egípcias tomem medidas para garantir as liberdades civis e a integridade física da população e dos estrangeiros presentes no país.
 
Em nenhum momento a nota sugere um entendimento com o governo Mubarak, dirigindo-se apenas ao "povo egípcio". "Ao reafirmar a solidariedade e amizade do Brasil ao povo egípcio, o governo brasileiro espera que este momento de instabilidade seja superado com a maior rapidez possível em um contexto de aprimoramento institucional e democrático", destacou o comunicado.
 
O Itamaraty ressaltou que a embaixada brasileira no Cairo presta assistência a brasileiros que estão no Egito.
 
A ministra de Comunicação Social, Helena Chagas, disse que foi "lamentável" a prisão dos jornalistas da Rádio Nacional e da TV Brasil. Helena, que trabalhou com eles na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), disse que estava aliviada por saber que os dois jornalistas estavam bem. Corban Costa e Gilvan Rocha foram parados numa barreira logo depois de desembarcarem no aeroporto do Cairo. Eles tiveram que assinar um documento se comprometendo a deixar o país, o que ocorreria na noite de hoje.
 
A EBC informou que os dois jornalistas tiveram os equipamentos e passaportes apreendidos. Eles ficaram presos em uma sala sem janela de uma delegacia do Cairo. Durante a prisão, não puderam tomar água. "É uma sensação horrível. Não se sabe o que vai acontecer. Em um primeiro momento, achei que seríamos fuzilados porque nos colocaram de frente para um paredão, mas, graças a Deus, isso não aconteceu", disse Corban, em reportagem publicada no site da EBC.