Recebi o email abaixo de uma mãe desesperada por causa do fechamento da Escola Nossa Senhora da Conceição, Salvador, Bahia. Como a situação é grave publico na íntegra. Espero que outras pessoas também se pronunciem. Vera Mattos.
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
Fechamento criminoso da creche Escola Nossa Senhora da Conceição.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
MJ divulga Mapa da Violência 2011 .
![]() Divulgado em Brasília, o Mapa da Violência 2011 – Os Jovens do Brasil. A divulgação será às 10h, na Sala de Retratos do edifício sede, e contará com a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Elaborado pelo Instituto Sangari, em parceria com o Ministério da Justiça, o estudo traz um diagnóstico sobre como a violência tem levado à morte brasileiros, especialmente os jovens, nos grandes centros urbanos e também no interior. Coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, o estudo servirá de subsídio a políticas públicas de enfrentamento à violência. O estudo, que tem como fonte os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, aponta o crescimento das mortes de jovens por homicídio, acidentes de trânsito e suicídio. Leia abaixo trecho do Mapa Efetivamente, de 2002 a 2008, para a População Total: • O número de vítimas brancas caiu de 18.852 para 14.650, o que representa uma significativa diferença negativa, da ordem de 22,3%. • Já entre os negros, o número de vítimas de homicídio aumentou de 26.915 para 32.349, o que equivale a um crescimento de 20,2%. Com isso, a brecha que já existia em 2002 cresceu mais ainda e de forma drástica, como teremos oportunidade de ver a seguir. Já a Tabela 3.7.2 relaciona o número de homicídios com a população de cada UF, além de calcular os Índices de Vitimização Negra que resulta da relação entre as taxas de brancos e de negros. Que nos diz esse índice? Em que proporção morrem mais negros do que brancos vítimas de homicídio. Se o índice é zero, morre a mesma proporção de negros e brancos. Se o índice é negativo, morrem proporcionalmente mais brancos que negros. Se positivo, morrem mais negros que brancos. Assim, um índice nacional de 67,1 como mostra a Tabela 3.7.2 para o ano de 2005, indica que, nesse ano, morrem proporcionalmente 67,1% mais negros do que brancos. Essa Tabela nos permite verificar que as taxas de homicídio de brancos caíram de 20,6 para 15,9 em cada 100 mil brancos; queda de 22,7% entre 2002 e 2008. Já na população negra, as taxas passaram de 30,0 em 2002 para 33,6 homicídios para cada 100 mil negros em 2008, o que representa um aumento de 12,1%. Desagregando por região, e mais ainda, por estado, o panorama fica muito variado e heterogêneo, principalmente quando se observa a taxa de homicídios de negros. Vários dados dessa Tabela impressionam pela sua magnitude: • Em 2002, o índice nacional de vitimização negra foi de 45,8. Isto é, nesse ano, no país, morreram proporcionalmente 45,8% mais negros do que brancos. • Apenas três anos mais tarde, em 2005, esse índice pula para 67,1 (morrem proporcionalmente 67,1% mais negros que brancos). • Já em 2008, um novo patamar: morrem proporcionalmente 103,4% mais negros que brancos, isto é, acima do dobro! pág 57. Vera Mattos Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil do Fórum de Mulheres do Mercosul Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública http://www.forummulheresmercosul.blogspot.comMémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos. Membro do Estado de Paz. Visitem: |
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Segurança Pública, Justiça e Cidadania serão temas de Seminário em Salvador, Bahia.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
MANIFESTAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS SOBRE A OCORRÊNCIA QUE ENVOLVEU A ESCRIVÃ DE POLÍCIA.CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA DA SÉ DIA 25 DE FEVEREIRO AS 11HS.
CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA DA SÉ DIA 25 DE FEVEREIRO AS 11HS E DESLOCAMENTO PARA O GABINETE DO SR SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA NO LARGO DE SÃO FRANCISCO.
SERÁ EXIGIDO DO GOVERNADOR DO ESTADO O AFASTAMENTO DE TODOS OS CULPADOS, DAS FUNÇÕES QUE EXERCEM.
QUEM NÃO AGIU DIRETAMENTE, PECOU POR OMISSÃO.
OUTRO GRUPO PROGRAMA ÀS 16HS MANIFESTAÇÃO EM FRENTE AO PREDIO DA CORREGEDORIA DA POLÍCIA CIVIL.
MEL- ASSESSORA DE IMPRENSA DA PRESIDÊNCIA
INTERNATIONAL POLICE ASSOCIATION
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Carta ao Governador GERALDO JOSÉ RODRIGUES ALCKMIN FILHO. Sobre o caso da escrivã de polícia violentada por colegas.
O Senhor Doutor GERALDO JOSÉ RODRIGUES ALCKMIN FILHO
DD. Governador do Estado de São Paulo
São Paulo – SP
Senhor Governador:
A Representação Coletiva dos Policiais Civis de São Paulo, órgão de congregação das entidades de classe (associações e sindicatos) que pelos seus presidentes a este subscrevem, vem até Vossa
Excelência para externar-lhe sua extrema preocupação com o episódio
que envolveu delegados de polícia da Corregedoria Geral da Polícia Civil e a então Escrivã de Polícia V.F.S.L., fato exaustivamente noticiado pela mídia.
A insólita ocorrência demonstrou à saciedade, o alto grau de prepotência com que agiram os Delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves, que desobedeceram preceitos constitucionais e da legislação processual penal pátria, o que se revela inaceitável sob todos os pontos de vista, até porque compromete o bom conceito da instituição policial civil.
Outros dois delegados, também da Corregedoria, Drs. Emílio Antonio Pascoal e Renzo Santi Barbin, teriam, de algum modo, contribuído na perpetração da grotesca diligência contra V.F.S.L. Até mesmo o titular do 25º Distrito Policial, palco dos acontecimentos, teria se omitido, permitindo que um procedimento espúrio se realizasse nas dependências da unidade policial que chefia.
De igual modo, merece censura o comportamento da Sra. Diretora da Corregedoria Geral de Polícia Civil, Dra. Maria Inês Trefiglio Valente, que procurou legitimar as práticas arbitrárias dos seus subordinados.
Até mesmo o representante do Ministério Público, o Promotor Público Everton Zanella, como que conivente com a barbárie, procurou justificar a atitude dos policiais, dizendo que “despir a Escrivã foi conseqüência do transcorrer da operação policial contra ela”
É de se reconhecer, Senhor Governador –e os signatários assim defendem- a premente necessidade da depuração dos quadros policiais, alijando-se os maus, porém que isso seja feito dentro dos parâmetros da legalidade, impessoalidade e moralidade, respeitando sempre o preceito da dignidade da pessoa humana.
Assim, Senhor Governador, esta Representação Coletiva solicita, com empenho, a Vossa Excelência, que seja determinado ao Sr. Secretário da Segurança Pública que adote providências no sentido do desarquivamento do inquérito policial instaurado para apurar a conduta dos policiais da Corregedoria que trabalharam na investigação que culminou com a prisão em flagrante, com o afastamento desses policiais, até que seja o feito concluído por outra autoridade.
Que igualmente seja desarquivado e refeito o processo administrativo disciplinar que resultou na demissão da nominada ex-servidora policial, eis que o mesmo foi contaminado pelas provas obtidas por meios ilegais.
Em assim fazendo, estará Vossa Excelência rendendo homenagens à Justiça que a sociedade paulista e brasileira espera que seja feita.
Valem-se do ensejo os presidentes das entidades que compõem a Representação Coletiva dos Policiais Civis de São Paulo, para apresentar a Vossa Excelência protestos da mais alta consideração e profundo respeito.
São Paulo, 22 de fevereiro de 2011
MARIA ALZIRA DA SILVA CORRÊA
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto
MARIA APARECIDA DE QUEIROZ ALMEIDA
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sorocaba e Região
SONIA APARECIDA DE OLIVEIRA
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemática Policial do ESP
VANDERLEI BAILONI
Presidente da Associação dos Investigadores de Polícia do Est. de S.Paulo
OSCAR DE MIRANDA
Presidente da Associação dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo
NELSON DE JESUS LEONE
Presidente da Associação dos Agentes Policiais do Estado de São Paulo
ERALDO DE FARIAS
Presidente da Associação dos Carcereiros da Polícia Civil do Est. São Paulo
JOÃO XAVIER FERNANDES
Presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo
VALDIR FERNANDES DA SILVA
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mogi das Cruzes e Região
WALTER DE OLIVEIRA SANTOS
Pres. do Sindicato dos Policiais Civis da Baixada Santista e Vale do Ribeira
CELSO JOSÉ PEREIRA
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Marília e Região
LÚCIO FLÁVIO MORENO
Pres. do Sindicato dos Policiais Civis de Presidente Prudente e Região
APARECIDO LIMA DE CARVALHO
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Campinas e Região
JARIM LOPES ROSEIRA
Presidente da International Police Association – IPA
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Ronaldo: o atleta, a dor e o fim.
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sábado, 19 de fevereiro de 2011
Principal causa da confusão mental nos idosos. Sabe qual é?
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Exclusivo: uma policial é deixada nua e revistada à força. Violencia absurda contra a mulher.
| Este vídeo liberado ontem está no pior dos limites. Se policiais agem assim, se agentes públicos agem assim, o que será das mulheres comuns? Em vários momentos da gravação, feita pelos próprios policiais, a acusada pede a ajuda do chefe. No vídeo é possível identificar pelo menos seis homens e duas mulheres, todos agentes públicos. Os policiais não se importam com a presença da câmera e mesmo sem a policial se recusar a ser revistada, ela é algemada a força e depois é despi...da. Mais um crime contra a mulher policial feminina! Esta policial representa todas as mulheres brasileiras. Se os agentes públicos agem assim com ela, como poderemos acreditar nesses agentes? Eles devem ser afastados imediatamente antes que ela seja morta. Precisamos de sua urgente atuação neste caso denunciado ontem. As Mulheres brasileiras foram profundamente atingidas. Neste vídeo uma policial mulher sofre o máximo da violência e por parte de agentes públicos. Como representante do Fórum d...e Mulheres do Mercosul/Cap Brasil e dirigente da Rede Risco Mulher Brasil solicito sua imediata posição sobre o assunto. Vera Mattos Veja a matéria , Jornal da Band O Jornal da Band mostra nesta sexta-feira um caso de humilhação, no qual delegados e policiais de São Paulo tiraram à força a roupa de uma colega, em busca de provas que supostamente a incriminariam. O fato aconteceu no 25° Distrito Policial em Parelheiros, zona sul de São Paulo. A reportagem teve acesso com exclusividade a imagens gravadas pela corregedoria da polícia civil, que mostram um suposto caso de corrupção praticado por uma ex-escrivã. Segundo a denúncia, a policial teria recebido R$ 200 para ajudar um acusado a se livrar de um inquérito. A investigação transcorria normalmente até que o delegado Eduardo Henrique de Carvalho Filho, decide que a acusada seria revistada. Ela não se recusa, mas pede a presença de policiais femininas. O pedido é feito nada menos do que 20 vezes em pouco mais de 12 minutos. Além do delegado Eduardo, está na sala o delegado Gustavo Henrique Gonçalves - que também é da corregedoria da Polícia Civil - e o delegado titular da delegacia, Renato Luiz Hergler Pinto, chefe da acusada. Em vários momentos da gravação, feita pelos próprios policiais, a acusada pede a ajuda do chefe. No vídeo é possível identificar pelo menos seis homens e duas mulheres, todos agentes públicos. Os policiais não se importam com a presença da câmera e mesmo sem a policial se recusar a ser revistada, ela é algemada a força e depois é despida. As imagens foram feitas em 2009, mas foram mantidas em sigilo pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A suspeita ainda não foi julgada, mas mesmo assim, foi expulsa da polícia civil. Para a corregedoria a ação dos envolvidos foi correta e moderada. Ninguém mais foi punido ou processado. Agora, o Ministério Público está investigando a conduta dos policiais e já cobrou explicações da corregedora e do Secretário Estadual da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto. Vera Mattos Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil do Fórum de Mulheres do Mercosul Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública http://www.forummulheresmercosul.blogspot.comMémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos. Membro do Estado de Paz. Visitem: |
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Enc: 'Aliança com PT pode se quebrar', diz presidente do PC do B
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
O Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Milton Santos tem novo dirigente: Prof.Dr.Sergio Coelho Borges Farias.

Aos colegas e amigos,
Envio abaixo o texto do discurso pronunciado na Cerimônia de Posse ocorrida dia 7/2/11 na Reitoria da UFBA.
Sergio Farias
Texto para a Cerimônia de Posse na Direção do IHAC
O Instituto de Humanidades, Artes e Ciências MIlton Santos, da UFBA, completa agora dois anos de construção coletiva. Estou assumindo o cargo de Diretor porque aceito desafios.
Ingressei nesta Universidade, como estudante, em 1971, tornando-me professor aos 24 anos. No meu percurso total de 40 anos nessa Instituição, cada um dos cargos ocupados por mim anteriormente constituiu-se num curso superior. Aprendi a não esperar encontrar tudo pronto, com facilidade, tudo feito pelos outros. Reconheci que o mundo seria muito chato se os outros resolvessem tudo por nós. Descobri que numa Universidade tudo está a se construir, porque as possibilidades de crescimento são incomensuráveis e indescritíveis.
A qualidade das aulas e, consequentemente, da formação mit-disciplinar que pretendemos no IHAC, tem sido e continuará sendo uma constante preocupação, afinal, é a formação dos estudantes o principal sentido da existência dessa jovem Unidade, nem melhor nem pior do que as outras.
A cada dia nos deparamos com carências, impasses, dilemas. No IHAC fazemos pesquisa e extensão com a mesma intensidade com que nos dedicamos à formação dos estudantes. Hoje, no momento em que buscamos configurar e difundir nossa imagem pensamos ser importante fazermos uma reflexão sobre as bases de nossa existência. Vamos então aproveitar o presente evento, para que o mesmo possa ir além do seu caráter de cerimônia.
As limitações de campos de saber contemplados nos projetos pedagógicos de cursos profissionais provocam um descompasso entre a rigidez da formação e as amplas e diversificadas competências requeridas pelo mundo do trabalho em consonância com os desafios educativos da sociedade do conhecimento e da comunicação;
A precocidade na escolha da carreira aparece como um dos fatores determinantes da evasão de estudantes, que por vezes deixam a instituição por desencanto com os estudos. Essa precocidade na escolha do curso profissional que irá marcar toda a sua vida adulta leva também, aquele que se graduou, à inserção no campo do trabalho em área diferente daquela em que se formou.
Esses foram alguns dos pressupostos para a criação de um modelo de formação superior mais abrangente, mais flexível, mais integrador, como os Bacharelados Interdisciplinares. Trata-se de um desafio à “epistemologia linear reducionista da tecnociência” e ao “viés profissionalizante, pragmático e imediatista da escola de terceiro grau” (UFBA, Memorial da Universidade Nova, 2010, p. 303).
“Trata-se, no geral, de uma estrutura modular, interdisciplinar, flexível e progressiva, com garantia de mobilidade intra e inter-institucional. Dessa forma, os cursos de primeiro ciclo podem ser apreciados como uma nova modalidade de cursos plenos de graduação não-profissionais, flexíveis e multifuncionais: terminais para estudantes que em princípio não almejam um diploma profissional, possibilitarão, aos que queiram, a continuidade da formação em cursos de carreira profissional da Universidade. Posto que o B.I. preenche todos os requisitos de uma formação superior plena, seu diploma permite acesso direto ao nível mestrado, evidentemente condicionado à aprovação em processo seletivo próprio.” (UFBA, Op.cit., p. 175).
Uma pergunta nos acompanha desde o início dos debates que levaram aos currículos dos Bacharelados Interdisciplinares, que oferecem ao estudante uma margem de liberdade de cerca de 70% na escolha das matérias. A pergunta é: como vamos combinar esses currículos com uma estrutura acadêmica e administrativa montada para currículos que fazem o contrário, estabelecem cerca de 70% de matérias obrigatórias?
O Projeto UFBA Nova, lançado em 2006 no segundo mandato no Reitorado do Prof. Naomar de Almeida, constava dos seguintes tópicos:
- Abertura de programas de cursos experimentais e interdisciplinares de graduação, que poderiam ser não profissionalizantes ou não-temáticos, com projetos pedagógicos inovadores, em grandes áreas do conhecimento;
- Programas de renovação do ensino de graduação, por meio de projetos acadêmico-pedagógicos criativos e consistentes, reduzindo as barreiras entre os níveis de ensino como, por exemplo, oferta de currículos integrados de graduação e pós-graduação.
- Reformas curriculares nos cursos que ainda não haviam apresentado propostas de atualização do ensino de graduação.
O Projeto UFBA Nova tornou-se Projeto Universidade Nova a partir da sua divulgação no âmbito da Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior – ANDIFES, ganhando apoio do Ministério da Educação, que elaborou um programa em escala nacional, que passou a se chamar REUNI – Programa de Apoio a Planos de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais. O mesmo compreende, em termos práticos, um programa de ampliação física e reestruturação pedagógica do sistema federal de educação superior.
Como era de se esperar, a proposta ganhou adeptos fervorosos e críticos ferrenhos. Num ambiente onde o debate de idéias está sempre tão presente, uma proposta de renovação como essa não poderia ser adotada com absoluta tranqüilidade...
Após dois anos de implantação, necessário se faz uma avaliação criteriosa do Programa REUNI na UFBA, e é isso que propomos nesse momento aos Conselhos Superiores, no sentido de abordarmos os mais variados aspectos: Finanças, Infra Estrutura Física, Recursos Materiais,
Pessoal docente e técnico-administrativo, Bacharelados Interdisciplinares, Cursos Superiores de Tecnologia, Ações Afirmativas, Assistência Estudantil, Reformulações Curriculares, Recursos Pedagógicos Tecnológicos, Impactos na Formação do Estudante...
“Num tempo marcado pelo dinamismo e pelo intenso deslocamento de pessoas no espaço real e virtual, em conseqüência de uma vasta rede de relações institucionais e pessoais que se estende por todo o planeta, é inaceitável que instituições superiores de educação preservem currículos que dificultam a mobilidade de estudantes entre cursos e instituições” (UFBA, op.cit., p.172).
Entretanto, algumas barreiras estruturais vêm se interpondo ao nosso projeto de reestruturação curricular, que inclusive dificultam a mobilidade dos estudantes entre os cursos. Por exemplo, as transferências de estudantes entre os B.I. e até mesmo a mudança de turno dentro de um mesmo B.I., não são ainda permitidas pelas instâncias competentes da UFBA, depois de dois anos de criação desses cursos, o que revela um descompasso entre o que foi aprovado como projeto e o que acontece na prática.
Quanto aos currículos, segundo o Projeto original, todos os cursos deveriam adequar os seus projetos pedagógicos de forma a contemplar os princípios estabelecidos no REUNI, nos seguintes sentidos:
- manter regime de progressão linear, com ingresso específico para cada curso;
- introduzir regime de dois ciclos de graduação (B.I. + 1/2/3 anos)
- desenvolver formatos híbridos ou convergentes, acolhendo egressos dos Bacharelados Interdisciplinares.
Portanto, medidas precisam ser adotadas pela Administração Central no que se refere a uma participação geral em possíveis reformulações curriculares dos Cursos existentes, para integração dos egressos dos Bacharelados Interdisciplinares. Estamos começando a encaminhar essa questão, junto a alguns Colegiados, com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação.
Não há, de modo nenhum, uma contraposição entre Bacharelados Interdisciplinares e Cursos de Progressão Linear, pelo contrário. A razão da existência do IHAC, além de colocar no campo do trabalho sujeitos com formação mit-disciplinar, é a possibilidade de uma formação geral inicial, associada à continuidade dos estudos numa segunda graduação ou em pós-graduação.
Somos, portanto, parceiros das demais Unidades nas pesquisas científicas, nos debates de caráter humanístico e nas composições artísticas. Como não poderia deixar de ser, um locus mit-disciplinar tem que estar articulado com os ambientes de todos os saberes específicos.
Para nós, o IHAC não é apenas mais uma Unidade, também não é uma nova universidade dentro de uma velha ou antiga universidade. Só renovamos a UFBA se seguimos todos juntos. A novidade e a inovação estão em todos os espaços, no desejo sempre presente de aperfeiçoamento de uma educação pública, de qualidade.
Por isso a palavra-chave que nos guia é diálogo.
O IHAC é mais uma peça num grande sistema federal de ensino. Uma peça tão importante quanto as demais Unidades que compõem a UFBA.
A Universidade Nova não é o IHAC. A Universidade Nova é aquela que, em 2008, em meio a grandes debates e conflitos, possibilitou a experimentação através do desafio de uma proposta de expansão e de reestruturação curricular. Cabe destacar o papel do então Reitor Prof. Naomar de Almeida Filho, cujo empenho e cuja habilidade apontaram para a renovação das estruturas curriculares na UFBA. Contamos com ele no IHAC para intensificação de nossas relações institucionais no Brasil e no exterior e para a consolidação do Centro de Estudos sobre Universidade, já criado.
Os objetivos referentes à implementação de um sistema curricular específico, o dos Bacharelados Interdisciplinares, somente serão atingidos pelo IHAC em estreita cooperação com as demais peças da engrenagem acadêmica, tanto os Colegiados de Curso quanto as Congregações das Unidades e os Conselhos Superiores, sem falar, é claro, na Administração Central, da qual certamente continuaremos tendo apoio para seguir com esse projeto.
Nesses dois anos de existência, com participação de toda a sua comunidade, O IHAC configurou-se com um sistema de funcionamento que logicamente deverá ser aperfeiçoado. Já existe um Programa de Orientação Acadêmica e Profissional, um Laboratório de Tecnologia Educacional e Multimídia e um setor de Intercâmbios Internacionais.
A Coordenação de Extensão organiza as inúmeras atividades realizadas pelos docentes e buscaremos a intensificação das ações que envolvem diretamente a comunidade externa, que se constitui também numa relevante fonte de saberes.
A Coordenação Acadêmica cumpre seu papel de Planejamento e supervisão operacional do sistema de ensino. Temos solicitado uma atenção especial da Administração Central para ajustes e reformulações das estruturas administrativas gerais, que foram programadas originalmente somente para os cursos de progressão linear.
O Centro de Estudos sobre Universidade – CEU, já desenvolve as bases conceituais e operacionais do segundo programa de Pós-Graduação da nossa jovem Unidade, sendo que o de Cultura e Sociedade, transferido de outra Unidade para o IHAC, encontra-se em pleno funcionamento há dez anos.
As pesquisas desenvolvidas por todos os docentes, todos eles em regime de Dedicação Exclusiva, estão sendo agrupadas em Linhas, e teremos anualmente um Seminário para apresentação e discussão dos trabalhos. O setor de Avaliação Permanente deverá ser ampliado em 2011, sendo que o mesmo já conta com a Avaliação dos Estágios Probatórios dos docentes recém-contratados e com a avaliação do desempenho docente para fins de Progressão Funcional.
Nos seus dois anos de existência, em que pesem as dificuldades de espaço, a comunidade ihac constituiu, portanto, uma Unidade Universitária completa. Mais informações sobre o que fazemos podem ser obtidas no site www.ihac.ufba.br .
Cabe ressaltar, nesse processo, a atuação do corpo técnico–administrativo do IHAC, que, embora com dimensão bem inferior à necessária, garante a sustentação de uma estrutura espacial e material para todas as atividades já mencionadas.
Nessas bases, reafirmamos os princípios do movimento de re-estruturação, renovação e re-encantamento da universidade expressos através de:
- Cumprimento da missão social, política e cultural da Universidade, com reafirmação permanente do caráter público da instituição, garantindo-se o acesso às diversas parcelas da sociedade;
- Respeito à diversidade, valorização do saber específico e da articulação de saberes, através da vivência da multi, da inter e da transdisciplinaridade;
- Competência de gestão dos recursos públicos para melhoria contínua dos serviços prestados e garantia da infra estrutura necessária às atividades de pesquisa, ensino e extensão.
Entretanto, a busca da excelência acadêmica requer, em primeiro lugar, uma atenção especial aos currículos no sentido de sua constante atualização, e da adoção de métodos participativos diversificados, com utilização adequada de tecnologias educacionais. É preciso buscar o desenvolvimento do senso crítico e usar técnicas pedagógicas orientadas para a autonomia, incluindo a educação à distância. Em segundo lugar é preciso refletir sobre os processos de avaliação da aprendizagem, para adequação dos instrumentos e dos critérios aos objetivos da formação pretendida.
Finalmente, a avaliação da atuação do docente, por parte do discente e da Congregação, seguindo parâmetros éticos, também dará subsídios importantes para a busca da excelência no ensino.
A dimensão do corpo docente do Instituto, prevista inicialmente com 61 professores, no Programa REUNI, deverá ser constantemente repensada, para que corresponda à dinâmica da produção acadêmica usual num projeto desafiador como o dos Bacharelados Interdisciplinares.
As relações estreitas e cooperativas com as demais Unidades são a base para o entendimento de que a modalidade de curso Bacharelado Interdisciplinar associada à idéia de uma graduação em dois ciclos é um projeto de toda a UFBA e não uma particularidade do IHAC.
Uma política e uma estratégia de comunicação social deverão ser adotadas, para que seja divulgada no âmbito da UFBA a possibilidade de participação efetiva de docentes de todas as Unidades, não somente do IHAC, na formação geral dos nossos estudantes, nos três primeiros semestres, e na sua formação específica, nas áreas de concentração, na segunda metade do curso de B.I.
As Áreas de Concentração de bases mit-disciplinares, criadas no IHAC, refletem as formações específicas dos professores que a elas se dedicam, e sustentam aspectos fundamentais da proposta original enviada ao MEC no âmbito do REUNI. Essas Áreas consolidam e aplicam em contextos sociais a formação inicial geral dos estudos sobre a contemporaneidade, devendo ser tão valorizadas quanto áreas oferecidas pelas outras Unidades.
Todas as Áreas de Concentração imprimem na formação interdisciplinar um diferencial importante para atuação no campo de trabalho, para o ingresso em cursos de progressão linear ou para avanço na formação em nível de pós-graduação.
Recapitulando:
Assumir a direção de uma Unidade de ensino público superior no Brasil é uma aventura apaixonante e desafiadora. A principal palavra-chave é o diálogo. Buscarei sempre a sintonia com os milhares de estudantes, os professores e os funcionários integrantes do IHAC, na condução das relevantes questões administrativas e pedagógicas.
Neste momento solene, saúdo especialmente nossa Magnífica Reitora, Profª. Dora Leal Rosa, que todo apoio tem dado através de suas equipes de dirigentes, especialmente as da PROGRAD, SUPAC e SGC. Saúdo os membros dos Conselhos Superiores, o Prof. Albino Rubim, primeiro diretor do IHAC, a Profª Carmen Teixeira, vice-diretora Pro Tempore, cujo mandato se encerra hoje, e o Prof. Márcio Nascimento, vice-diretor eleito, companheiro de todas as horas.
Agradeço a confiança do Prof. Naomar de Almeida Filho que, enquanto Reitor, me nomeou Diretor Pro Tempore do IHAC em junho do ano passado.
Iniciamos o processo de escolha da Direção do IHAC em maio de 2010. De lá até a data da consulta à comunidade, no início de dezembro, realizamos uma série de Seminários para pensarmos conjuntamente nas questões que nos afligem e nos resultados já obtidos. Volto a mencionar aqui a Universidade como ambiente privilegiado de discussão de idéias.
Firmo aqui o compromisso, também em nome do Vice-diretor, Prof. Márcio Nascimento, de dedicar-me aos trabalhos de aperfeiçoamento do Instituto, correspondendo à confiança da comunidade do IHAC, que apoiou nossa candidatura através de 94% dos votos apurados. Houve apenas dez votos em branco e oito votos nulos. Alguns desses foram anulados porque continham frases de incentivo, e, apesar de anulados, eles foram muito bem vindos.
Enfim, convido todos os integrantes da comunidade UFBA para atuarmos juntos enfrentando os desafios atuais e, certamente, criando muitos outros.
Peço licença para terminar com palavras de Nelson Mandela que me foram passadas por uma querida colega, num dos momentos difíceis dessa trajetória:
“Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz e não as nossas trevas, que nos apavora. Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso, fabuloso?
Na realidade, quem é você para não ser?
Você é filho do Universo. Se fazer pequeno não ajuda o mundo. Não há iluminação em se encolher, para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de você. Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Ele não está apenas em um de nós, mas em todos nós. Conforme deixamos a nossa Luz brilhar, damos, inconscientemente, permissão para os outros fazerem o mesmo. E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença automaticamente libera os outros.”
Salvador, 7 de fevereiro de 2011
Sergio Farias
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Demolição das barracas da orla de Salvador.
"Vai e vem eleição e continuamos com um número insignificante de presença feminina, e a reforma política é extremamente importante para essa questão”, ressalta a ministra Iriny Lopes.
Bancada feminina apoia reforma para ampliar atuação da mulher na políticaQua, 19 de Janeiro de 2011 16:42
Vera Mattos Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil do Fórum de Mulheres do Mercosul Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública http://www.forummulheresmercosul.blogspot.comMémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos. Membro do Estado de Paz. Visitem: |
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Wellington Dias defende ampliação da rede de atendimento a dependentes químicos
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
Cuidado para NÃO contratar alguém assim! Rede Globo coloca a profissão de cuidadoras em destaque negativo e estarrecedor.

Cuidadora Norma interpretada por Glória Pires na telenovela Insensato Coração.

Cuidadora Lara interpretada por Mariana Ximenes na telenovela Passione.
A ficção na Rede Globo transforma cuidadoras de pessoas e especialmente dos mais idosos em posição extremamente negativa dentro da sociedade.
Lógico que não é assim e principalmente no caso das cuidadoras em questão uma era falsa técnica em enfermagem. Onde anda os COREN QUE NÃO REAGEM?
EVITE SITUAÇÕES COMO ESTAS CONTRATANDO ATRAVÉS DE INSTITUIÇÕES SÉRIAS.
SUGERIMOS QUE CONTRATE ATRAVÉS DA FUNDAÇÃO JAQUEIRA, EM SALVADOR, BAHIA.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Presidenta, sim!
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Após prisão de jornalistas no Egito, Itamaraty eleva tom
![]() A detenção de dois jornalistas brasileiros ontem no Cairo fez o Itamaraty elevar o tom nas declarações sobre a crise política no Egito e nas queixas à ditadura de Hosni Mubarak. Em nota divulgada no começo da noite de hoje, o governo brasileiro "deplorou" os confrontos violentos e os "atos de hostilidade" à imprensa. A nota "protesta" contra a prisão do repórter Corban Costa, da Rádio Nacional, e do cinegrafista Gilvan Rocha, da TV Brasil, que tiveram os olhos vendados e ficaram presos durante oito horas numa delegacia do Cairo. Revisada pelo ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, a nota repudia de maneira geral as "hostilidades" contra jornalistas. O repórter do jornal O Estado de S. Paulo Jamil Chade teve o apartamento invadido por homens da ditadura de Mubarak. A nota ressalta que o governo manifesta a expectativa de que as autoridades egípcias tomem medidas para garantir as liberdades civis e a integridade física da população e dos estrangeiros presentes no país. Em nenhum momento a nota sugere um entendimento com o governo Mubarak, dirigindo-se apenas ao "povo egípcio". "Ao reafirmar a solidariedade e amizade do Brasil ao povo egípcio, o governo brasileiro espera que este momento de instabilidade seja superado com a maior rapidez possível em um contexto de aprimoramento institucional e democrático", destacou o comunicado. O Itamaraty ressaltou que a embaixada brasileira no Cairo presta assistência a brasileiros que estão no Egito. A ministra de Comunicação Social, Helena Chagas, disse que foi "lamentável" a prisão dos jornalistas da Rádio Nacional e da TV Brasil. Helena, que trabalhou com eles na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), disse que estava aliviada por saber que os dois jornalistas estavam bem. Corban Costa e Gilvan Rocha foram parados numa barreira logo depois de desembarcarem no aeroporto do Cairo. Eles tiveram que assinar um documento se comprometendo a deixar o país, o que ocorreria na noite de hoje. A EBC informou que os dois jornalistas tiveram os equipamentos e passaportes apreendidos. Eles ficaram presos em uma sala sem janela de uma delegacia do Cairo. Durante a prisão, não puderam tomar água. "É uma sensação horrível. Não se sabe o que vai acontecer. Em um primeiro momento, achei que seríamos fuzilados porque nos colocaram de frente para um paredão, mas, graças a Deus, isso não aconteceu", disse Corban, em reportagem publicada no site da EBC. |
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
DILMA QUER APOIO DO CONGRESSO PARA NOVO SALÁRIO MÍNIMO.
A presidente afirmou que a manutenção da política macroeconômica, de equilíbrio fiscal, rigor com o dinheiro do contribuinte e o controle da inflação são "valores absolutos" de seu governo. "Não permitiremos a volta da inflação que corrói a economia e penaliza os mais pobres", discursou. Nesse ponto, defendeu uma política de valorização do salário mínimo que garanta o aumento real, acima da inflação, mas sem comprometer as contas públicas.
Num momento em que os congressistas se movimentam para pleitear um salário mínimo de R$ 580, Dilma adiantou que enviará ao Congresso, nos próximos dias, uma proposta de política de longo prazo de reajuste do salário mínimo, conforme prevê a Lei 12.255/10. Ela defendeu a manutenção de "regras estáveis" que garantam a recuperação do poder de compra do salário mínimo, mas que sejam compatíveis com o equilíbrio das contas públicas.
A presidente apontou a educação, o acesso à saúde e a segurança pública como os três pilares de seu governo. Nesse momento, afirmou que o governo brasileiro trabalhará para que "nunca mais se repita a tragédia das chuvas que roubaram centenas de vidas e destroçaram sonhos" na Região Serrana do Rio de Janeiro.
"Nenhum país é imune aos riscos de tragédia social mas não podemos e não iremos esperar o próximo ano e as próximas chuvas para chorar as próximas vítimas", prometeu. A presidente afirmou que o governo trabalha para implantar um sistema nacional de prevenção e alerta dos desastres naturais, para que as populações sejam retiradas das áreas de risco antes das enchentes.
Reforma
Dilma afirmou que o governo compromete-se a retomar em conjunto com o Congresso as reformas política e tributária e defendeu a melhoria do gasto público, num modelo em que haja mais investimentos e menos gastos de custeio. "A qualidade da despesa pública deve ser um compromisso com o presente e o futuro do País", destacou.
Ela defendeu uma reforma política que fortaleça o sistema partidário e uma reforma tributária que simplifique e racionalize o sistema e busque a desoneração dos investimentos, da atividade produtiva e dos bens de consumo.
Por fim, ela reafirmou o compromisso com a execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que, em sua segunda etapa, consumirá investimentos estimados em R$ 955 bilhões até 2014. Enfatizou que a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 funcionarão como vetores de entrega de obras de infraestrutura e geração de milhares de empregos, beneficiando dois terços da população, que vivem nas cidades envolvidas com os eventos. Destacou a necessidade de ampliar e melhorar os aeroportos e apontou o pré sal como o "passaporte para o futuro" do País.





A bancada feminina da Câmara apoia a proposta da nova ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes, de acelerar a discussão da reforma política no Congresso com a inclusão de mecanismos que ampliem a participação feminina no poder. Iriny, ex-deputada federal e ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, diz esperar que a eleição da presidente Dilma Rousseff contribua para agilizar o debate do tema no Parlamento.