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domingo, 11 de setembro de 2011

Valmir Assunção destaca momento difícil da Câmara

A situação atual da Câmara dos Deputados, os desafios do mandato e principais projetos em que vem trabalhando foram os temas da conversa entre o deputado federal Valmir Assunção (PT) e o diretor- -presidente da Tribuna, Walter Pinheiro.

Em visita realizada na tarde de ontem, o parlamentar destacou que a sua principal bandeira continua sendo o movimento social e que a agenda para o segundo semestre da Casa está repleta de votações importantes.

“Vivemos internamente um momento muito difícil na Câmara hoje. O governo tem uma base muito grande e, justamente por isso, nem ele mesmo sabe como serão tratados os assuntos que são prioridade. A oposição, em si, tem sido muito pequena”, ressaltou o deputado. O raciocínio foi complementado pelo presidente Walter Pinheiro. “De fato, nesse primeiros sete meses, a própria articulação do governo enfrentou problemas que não estavam previstos”, destacou.

Além dos desafios do atual mandato, Valmir Assunção destacou assuntos como a Lei Maria da Penha, pauta de um discurso recente em que exaltou a importância de se ter uma mulher como presidente do país pela primeira vez, e a democratização da imprensa, assunto em voga em Brasília atualmente.

domingo, 4 de setembro de 2011

Deputados federais pela Bahia votaram pela cassação da deputada Jaqueline Roriz.

Os deputados federais baianos, em sua maioria, votaram a favor da cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), que acabou absolvida anteontem no Plenário da Câmara por 265 votos contra a medida. No total, 166 parlamentares ainda se manifestaram a favor da cassação e 20 se abstiveram. A parlamentar foi filmada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM do Distrito Federal. Após a divulgação do vídeo, Jaqueline admitiu que o valor seria usado para caixa dois de campanha.

“Votei a favor da cassação e orientei a bancada que fizesse o mesmo. A permanência da deputada no parlamento prova que lamentavelmente existe um dessintonia entre uma parte da Câmara e a sociedade. Diante de um episódio como este, a população só pode ficar triste com o Congresso”, disse o líder do DEM na Câmara, deputado ACM Neto.

O petista Nelson Pelegrino, apesar de não ter comparecido à sessão que decidiu pela permanência da deputada, também lamentou o episódio. “Não pude comparecer e, infelizmente, meu voto não seria decisivo porque a maioria rejeitou a cassação, mas eu votaria a favor. As circunstâncias do episódio não são boas para a imagem dos políticos”, afirmou.

Pelegrino justificou que não participou da sessão em virtude de uma reunião da comissão de combate ao uso de drogas da Câmara Federal na Assembleia Legislativa da Bahia. Ele é o coordenador da comissão no estado.

Os deputados Maurício Trindade (PR) e Lúcio Vieira Lima (PMDB) não quiseram revelar seus votos, que são secretos regimentalmente, mas também lamentaram a decisão dos colegas. “Os julgadores são os parlamentares e não há mais opinião a emitir. É claro que isso gera desgaste no parlamento.

O Brasil vive um momento político especial. O povo está voltando a se manifestar e isso é bom para a democracia”, avaliou Lúcio. A decisão da Câmara não carece de contestação em nenhuma outra instância do Poder Legislativo. A deputada Jaqueline Roriz, no entanto, continuará respondendo aos processos na Justiça civil.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Simon inicia movimento de apoio a Dilma Rousseff e a medidas moralizadoras.

Primeiro orador da sessão não deliberativa desta segunda-feira (15), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) iniciou um movimento de suporte político à presidente Dilma Rousseff, em suas ações de combate à corrupção no governo, no que chamou de "segunda-feira cívica".

- Essa sessão será o início de uma nova caminhada, singela, mas tão importante ou mais que as outras - disse o senador, lembrando as campanhas pelas eleições diretas e pela instalação da Assembléia Nacional Constituinte.

A ideia do grupo de senadores que prestaram solidariedade a Dilma, encabeçado por Simon, é garantir que a presidente tenha apoio institucional no Congresso Nacional, dadas as notícias divulgadas pela imprensa de que ela poderá enfrentar dificuldades para aprovar matérias de interesse do Executivo ou até mesmo ser surpreendida pela aprovação de projetos que desagradam o governo, como o que institui o piso nacional para os policiais ou o que acaba com o fator previdenciário .

Simon disse, citando notícias publicadas pela imprensa, que haveria um movimento dos líderes partidários no Congresso para que estes últimos fossem aprovados "como chantagem", para limitar as ações da presidente.

- Faço um apelo ao meu partido e a todos os outros para que paremos para meditar. Esse talvez seja um daqueles momentos importantes, de reunir a instituição, e analisar como podemos sair disso - declarou.

O senador também conclamou a presidente Dilma a dialogar, encontrar fórmulas para bem governar em conjunto com os parlamentares e a escolher nomes com capacidade técnica e biografia de honestidade para os cargos do Executivo.

Na opinião do senador, as providências que a presidente e os órgãos de controle vêm tomando, com demissões de envolvidos em escândalos de corrupção - incluindo o próprio chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e funcionários dos Ministérios dos Transportes e Agricultura - devem continuar.

Simon também criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por compor o seu governo "com muito PT e pouco partidos da base", e alertou que "o PT também deve ser investigado". O parlamentar lembrou ainda que os ex-presidentes Fernando Henrique e Lula não demitiram nenhum acusado de corrupção em suas gestões, o que Dilma fez, logo no início do governo.

- Presidente, apure o que deve ser apurado, não há nenhuma chantagem em cima da senhora para parar o que está fazendo. Continue, com grandeza, responsabilidade, seriedade, magnitude, espírito republicano. Mas continue - disse.

Simon foi apoiado por vários senadores, como Cristovam Buarque (PDT-DF), Ana Amélia Lemos (PP-RS), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Pedro Taques (PDT-MT), Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Paulo Paim (PT-RS). Os senadores que manifestaram apoio à Dilma explicaram que o movimento não é de alinhamento automático ao governo, mas em defesa do Estado de Direito.

Da Redação / Agência Senado