domingo, 31 de outubro de 2010

Dos porões do DOPS para a presidência




 
Publicado em 31/10/2010

Dos porões do DOPS para a presidência

Extraordinária revanche que, ao mesmo tempo, reforça o conceito de ser preciso lutar, mesmo quando se é minoria e parece ser perdida a causa. Qual dos carrascos e dos militares do Golpe de 64 poderia imaginar, naqueles passados fim dos anos 60, que uma das jovens recolhidas a uma das celas do Dops seria eleita, mais de 40 anos depois, presidenta do Brasil ?
Diante de situações como essa, se fortalece a convição da necessidade de se lutar mesmo quando tudo parece ser contra nós e quando se é uma reduzida minoria. Graças ao meu amigo e colega Alípio Freire, imponente e carismática figura, visitei, durante minha viagem a São Paulo, dois lugares que me religaram à época da luta contra a ditadura militar – os arquivos onde estão guardados os documentos relacionados com os perseguidos, presos, torturados e mesmo assassinados no Dops, depois chamado de Deops, mas sempre um instrumento cruel da repressão. E a seguir, na praça General Osório, junto à antiga Estação da Luz, os lugares onde funcionavam parte dos mecanismos da repressão, hoje transformados no Memorial da Resistência.
Cubículos onde se acumulavam os jovens resistentes à ditadura, onde eram torturados, recebiam verdadeiras lavagens de porcos como refeições e apodreciam sem direito à luz solar, coisa permitida reduzidas vezes e apenas por restritos minutos. Coincidentemente, ali estavam no começo de outubro, data de minha visita, numerosos cinegrafistas dos diversos canais da televisão brasileira.
E por que ? Para mandarem ao ar, logo após confirmada a vitória de Dilma Rousseff, documentos filmados da cela onde esteve presa, quando militante contra a ditadura militar brasileira. A vitória não saiu, como se esperava, no primeiro turno, e tudo vai ser levado à televisão brasileira neste domingo do segundo turno.
Não faltarão, sem dúvida, as informações truncadas, pelas quais ouvi um jovem me dizer, ter sido Dilma assaltante de bancos, mas tinha recebido informação incompleta, pois não lhe tinham explicado ser essa a maneira, na época, de se atacar o sistema militar e obter fundos para manter a resistência aos ditadores.
Estranho país esse meu Brasil, onde por guerrinhas políticas se procura denegrir a imagem de seus heróis do passado. Os covardes de ontem, que compuseram, colaboraram ou se aproveitaram da ditadura tentam agora minimizar o valor de todos quantos expuseram suas vidas em luta pela liberdade e pela democracia dos dias de hoje.
Dilma Rousseff não é apenas a primeira mulher brasileira eleita presidenta (e isso já é estraordinário num país tido como de machistas), é mais que isso, é uma das lutadoras naqueles escuros anos de chumbo. Anos em que, militares teleguiados pelos EUA destruíram a cultura construída nas nossas universidades, a pretexto de evitar o marxismo, mas na verdade para manter a desigualdade social e a semi-escravidão de grande parte da população, da qual só agora vamos saindo.
Dilma foi uma resistente, vinda das hostes de um outro herói, Leonel Brizola. Sua eleição é o coroamento do longo caminho das batalhas sociais em favor do povo e da liberdade, que são por uma melhor repartição do pão e por uma melhor remuneração do trabalho da maioria da população.
Depois de quase quinhentos anos de um Brasil governado sempre pelas mesmas famílias, pelas mesmas oligarquias, houve a ascenção de um filho do povo. A Casa Grande perdeu para os habitantes da Senzala e um Brasil mais justo vai surgindo, mesmo diante de numerosas tentativas para se devolver o poder aos seus antigos detentores. Oito anos, tantas vezes conturbados pelas dificuldades de se governar com um Parlamento viciado na corrupção, é um tempo curto demais para se contrapor aos quase 500 da elite branca e rica brasileira, disposta tantas vezes a vender e a ceder nossas riquezas em troca de vantagens pessoais.
Dilma Rousseff, a corajosa mulher dos anos 60, que viveu três anos nas escuras celas do Dops, por afrontar os militares - nisso sobrepujando tantos homens, dispostos por covardia a se submeter aos fardados - é hoje a garantia de um novo governo em favor do povo e não em favor dos ricos e suas oligarquias.
O Brasil é exemplo de democracia na América Latina, mostra um enorme avanço tecnológico ao ser capaz de apurar rapidamente as eleições que, nos EUA, demoram um mês em meio a trapaças de toda espécie.
A derrota de Serra sela o fim de um época. Por um bom tempo, poderemos ter a certeza da manutenção dos verdadeiros representantes do povo no poder, mesmo sob a pressão do cartel da imprensa da direita, que confunde liberdade de expressão com manipulação e engôdo do povo com seus telejornais supérfluos, suas telenovelas modificadoras da nossa cultura e com sua máquina de informação implantada por todo o país sem contrapartida, numa verdadeira ditadura latente e invisível mas eficaz.
Dilma, a resistente de ontem é a nossa presidenta de hoje, numa extraordinária revanche aos golpistas, torturadores e assassinos do passado, ainda saudosos dos anos em que enterraram aqueles anos ricos em cultura e manifestação popular. Os tempos mudaram, graças aos resistentes, o Brasil se transformou, graças aos anos Lula numa potência mundial, que Dilma, representante das mulheres brasileiras, tantas vezes oprimidas e obrigadas a ficar na cozinha, vai continuar.
 
PS. Graças aos arquivos do tempo da ditadura, pude também me reencontrar, naqueles idos de 1967-68, ao lado de Mario Martins, no Teatro Paramout, secretariando o Encontro com a Liberdade, ao lado dos resistentes da época. A história de um país não se faz num dia, ela é o resultado de anos de lutas e, no caso do Brasil, a satisfação dos dias de hoje é saber que a Casa Grande está sendo transformada em Casa do Povo.
 
PS-2. A partir de amanhã e até o dia 9, os emigrantes poderão eleger seus representantes num Conselho junto ao Itamaraty, apenas figurativo, mas que poderá ser um trampolim a uma Secretaria de Estado dos Emigrantes. Na América do Norte, são candidatos apoiados pelos Estado do Emigrante,  Josivaldo Rodrigues e Veronique Ballot; na América do Sul, Fernanda Balli; na Ásia/África Alberto Ésper e, na Europa, Rui Martins. Para votar ir ao site www.brasileirosnomundo.mre.gov.br , onde estão todas as informações.

 

Brasil elege Dilma para ser “a mulher mais poderosa do mundo”


31 de outubro de 2010 às 19:49

Brasil elege Dilma para ser "a mulher mais poderosa do mundo"

A foto acima não ilustrou a reportagem do jornal britânico Independent, que reproduzo abaixo, publicado antes do primeiro turno e traduzido pela Katarina Peixoto para a Carta Maior:
Hugh O'Shaughnessy – The Independent
A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.
Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff seria mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.
Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do "estado de segurança nacional", um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa já tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.
A senhora Rousseff, filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% – sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.
Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.
Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.
Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.
Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamavam "segurança nacional". Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.
A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por "subversão" e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter "querido mudar o mundo".
Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.
Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.
Ela fez mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.
Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.
A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo.
Tradução: Katarina Peixoto



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Paulo Ávila

 

Dilma vota em Porto Alegre-RS (31 de outubro)

DILMA PRESIDENTE.


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

E a campanha chega ao final.É Dilma 13.Dilma Presidente.

Dilma: recado para militância.

Depoimento Martinho da Vila

Rede Globo faz campanha suja para Serra, afirma Emiliano.

Uma aula de história da “Relação entre a mídia e a política no Brasil” foi apresentada na segunda-feira (25) pelo jornalista e professor Emiliano José para alunos do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Milton Santos (IHAC) da UFBA, no auditório do instituto.

Após a exibição do documentário “Globo, além do Cidadão Kane”, que conta a trajetória de consolidação da maior emissora de televisão do Brasil, marcada pelo apoio direto à ditadura militar e por fazer campanhas armadas para ex-presidentes como Collor e FHC, Emiliano iniciou a fala dizendo que a Globo constituiu uma rede para dar suporte à ditadura e hoje não pode contar sua história, pois fez parte de todo o Golpe.

“A Globo se coloca contra qualquer projeto político reformista. Faz campanha para José Serra de forma suja a antiética. Inventam inúmeras mentiras para atacar a adversária Dilma Rousseff. Isso porque não podem apresentar o projeto de Serra que, evidentemente, é o mesmo projeto de FHC, do neoliberalismo”, afirmou.

Emiliano acentuou que não é só a Rede Globo que cumpre esse papel. “Há um grupo de três ou quatro famílias que controlam a mídia brasileira. É uma trajetória de golpismo, ao lado das classes dominantes, das quais a mídia faz parte. A revista Veja segue a mesma linha, da natureza golpista. Dá a notícia sempre contra Dilma e a favor de Serra, não se importando se as informações são falsas ou verdadeiras. E a Globo repercute tudo”.

O palestrante finalizou afirmando que a mídia brasileira é uma das mais partidarizadas do mundo, mas que, hoje, não determina mais o resultado eleitoral. “O povo está mais consciente e a nossa mídia alternativa funciona muito bem na internet com as redes sociais, sites, blogs. Os internautas são os novos militantes. A mídia não vai parar um minuto, pois está desesperada, tem perdido uma batalha atrás da outra. Vai fazer de tudo para derrotar Dilma”.

De manhã, Serra é católico. A noite, Serra é evangélico. Esse é o candidato das mil caras

Essa prática no entanto contraria a Constituição. Segundo ela, o Brasil é um Estado laico, leigo, não confessional.

O voto também deve ser livre e consciente. Mas como os fiéis irão decidir livremente em quem votar, se o candidato faz parte do projeto divino?


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

De manhã, Serra é católico. A noite, Serra é evangélico. Esse é o candidato das mil caras

Candidato Serra faz comício em igreja. É apresentado aos fiéis e a mídia como o candidato de Deus. Futuro presidente do Brasil. Faz promessas.... Eu gostaria de pedir para o leitor observar essas imagens da Folha: Essa imagem, foi feita na manhã desta quinta-feira (28). E essas imagens foram feitas na tarde dessa quinta feira Uma hora puxando o saco dos padres, outra puxando o saco dos pastores, e assim vai enganando a todos.

Análise e comente o que vocês acham das imagens que acabaram de ver

O candidato Serra faz comício em igreja. É apresentado aos fiéis e a mídia como o candidato de Deus. Futuro presidente do Brasil. Faz promessas...

Essa prática no entanto contraria a Constituição. Segundo ela, o Brasil é um Estado laico, leigo, não confessional.

O voto também deve ser livre e consciente. Mas como os fiéis irão decidir livremente em quem votar, se o candidato faz parte do projeto divino?

Por isso, comícios em igreja devem ser vetados, tal qual os panfletos com o texto da CNBB o foram.

 

Serra é mentiroso:DESMASCARANDO SERRA COM FATOS E PROVAS


http://wwwterrordonordeste.blogspot.com/2010/10/serra-e-mentiroso.html

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Serra é mentiroso

DESMASCARANDO SERRA COM FATOS E PROVAS

(Para cada mentira do Serra, há um link simplificado na internet provando o que dizemos)

1ª MENTIRA: SERRA NUNCA CRIOU O SEGURO DESEMPREGO.

O seguro foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores. Duvida?




2ª MENTIRA: SERRA NÃO CRIOU O FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR.

O FAT foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS).


3ª MENTIRA – SERRA NÃO CRIOU OS GENÉRICOS.

O verdadeiro pai dos remédios genéricos foi o ex-ministro da Saúde, Jamil Haddad, através do decreto-lei nº 793, de 1993, muitos anos antes de Serra ser ministro da Saúde, e antes mesmo de FHC ser eleito.

Quer Provas? http://bit.ly/bSefkR

4ª MENTIRA – SERRA E O ABORTO

SERRA esconde dos religiosos que, quando foi Ministro da saúde de FHC, assinou uma normativa do sistema único de saúde, onde o aborto era permitido em alguns casos.

A mulher de Serra já fez aborto!!! (olha que hipocrisia!) Acesse:

COMO DEPUTADO CONSTITUINTE -1987/1988 - SERRA SÓ VOTOU CONTRA OS CIDADÃOS!

a) Votou CONTRA a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) Votou CONTRA a garantia de aumento real do salário mínimo;
c) Votou CONTRA o abono de férias de 1/3 do salário;
d) Votou CONTRA a garantia de 30 dias de aviso prévio;
e) Votou CONTRA o aviso prévio proporcional;
f) Votou CONTRA o direito de greve;
g) Votou CONTRA a licença paternidade;
h) Votou CONTRA a nacionalização das reservas minerais
.

Por isso, SERRA foi reprovado com a nota de 3,75 pontos pelo DIAP. Veja:

5ª MENTIRA – SERRA E PRIVATIZAÇÕES

Ele diz que vai fortalecer a PETROBRAS, BB E CAIXA, mas a verdade é quando ele foi Ministro do Planejamento, comandou o maior processo de privatização que já tivemos.

Faltou critério e transparência. Pior, vendeu tudo a preço de banana e com financiamento pelo BNDES. Em SP, ele também fez isso. Por que não fará agora?

A própria equipe econômica do Serra já disse o que pretendem fazer:

FHC também diz que o Serra sempre defendeu as privatizações:

A própria equipe econômica do Serra já havia dito o que pretendem fazer:


6ª MENTIRA – SERRA E SUAS PROMESSAS DE CAMPANHA

Ele está prometendo Salário de R$600, aumento disso e daquilo. Mas ele não tem de onde tirar dinheiro.

Quer a prova? http://bit.ly/bsbLLi


7ª MENTIRA – SERRINHA PAZ E AMOR?

Ele se diz um político democrático, que respeita a sociedade...Será mesmo?


Veja nesse vídeo como ele trata os Professores de São Paulo...É na base da bala e da porrada. http://bit.ly/9VTLxo

E os jornalistas que o criticam duramente? Parece que são demitidos...



8ª MENTIRA – SERRA ÉTICO?

No governo FHC, em que Serra foi Ministro 2 vezes, tiveram mais de 45 casos de corrupção..Você Sabia?

Então olha só: http://bit.ly/8ZBRGi

Lembra aquele caso das Sanguessugas? Então... http://bit.ly/9V6Nzk

Como Prefeito e Governador de SP, tiveram vários casos de corrupção, olhe
aqui:


Você quer mais motivos para não confiar no Serra? http://bit.ly/cBefe6 E

Ah! Sobre as mentiras contra a Dilma, vale a pena visitar o site



Você vai ver o tanto de mentiras que a campanha do SERRA inventou contra ela!
Recebi por e-mail
Postado por TERROR DO NORDESTE





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Paulo Ávila



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Paulo Ávila

 

Tucano inventa cafetinagem eleitoral e revolta mulheres."Ele precisa aprender a respeitar as mulheres brasileiras.É triste ver um homem velho como o Serra prostituir o voto das mulheres.Vai ser cafetão em sua casa!.





http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/28/serra-pede-que-mineiras-conquistem-votos-de-seus-pretendentes.jhtm
 

Tucano inventa cafetinagem eleitoral e revolta mulheres

Posted by eduguim on 28/10/10 •


Do Correio do Brasil

O candidato tucano, José Serra, gerou uma nova onda de protestos na internet, no início da noite desta quinta-feira, por parte das mulheres que se sentiram ofendidas com o pedido do candidato, feito no encerramento do discurso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para uma plateia de cabos eleitorais e convidados. Ele apelou para que para as "meninas bonitas" busquem convencer os seus pretendentes masculinos a votar nele, principalmente na internet.

– Quero me concentrar agora no que vamos fazer até domingo. Temos que não apenas votar, temos que ganhar voto de quem está indeciso, voto de quem não está ainda muito decidido do outro lado – argumentou o candidato.

Segundo o candidato tucano, mulheres bonitas têm mais condições de cabalar votos para a aliança da direita.

– Se é menina bonita, tem que ganhar 15 (votos). É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45 – completou.

A proposta caiu mal para as mulheres brasileiras que, no Twitter, alçaram o primeiro lugar nos trends (assuntos mais debatidos nas redes sociais) nacionais e terceiro lugar, em nível mundial, com as mensagens de protesto contra o candidato.

"Sou mineira e bonita, mas não tenho tenho vocação pra trabalho de bordel", escreveu @fiz_mesmo, seguida de @velvetinha: "Credo, o Serra é antigo, que ideia mais triste, gente. Ele imagina as meninas coqueteando para ganhar votos. Perai, vou ali vomitar".

Os protestos foram rastreados pela tag #serracafetao, que chegou ao terceiro lugar em nível mundial, no início da noite. O internauta @emrsn ponderou que "por muito menos o Ciro foi mega desacreditado pela imprensa", e @purafor pergunta se esta seria uma proposta do candidato para se criar "um bordel a nível nacional". Enquanto isso, @rodrigonc, que não deve passar dos 14 anos, aproveita para entrar na discussão, "só avisando às meninas bonitas do Twitter: podem me mandar DM (mensagem direta, na tradução do inglês) que a gente já pode negociar esse voto".

O internauta @luisfelipesilva acirra o debate ao constatar que "não tem profissão mais ingrata do que ser marketeiro do Serra, haja gafe…", mas coube à internauta @alessandra_st colocar o tom do protesto: "Serra desvaloriza a mulher e subestima eleitorado feminino em MG", concluiu.






 

A arapuca do debate da Globo. O problema é a edição



A arapuca do debate da Globo.
O problema é a edição

    Publicado em 29/10/2010
Serra vai trazer San Genaro e entregar aos filhos do Roberto Marinho


Os debates na televisão brasileira são irrelevantes – para dizer pouco.

E por que ?

Porque os partidos e os candidatos nao confiam na imprensa brasileira e não deixaram jornalistas fazer peguntas, com direito a follow-up.

Candidato não sabe fazer pergunta.

Candidato faz pergunta para responder ele mesmo, na volta.

Quem sabe fazer pergunta é jornalista isento, sério.

Desde que ele tenha o direito a fazer a pergunta seguinte à resposta.

Não adianta um jornalista perguntar sobre a maracutaia da concorrência do metrô de São Paulo e o Serra responder sobre Nossa Senhora da Aparecida.

O jornalista tem que ter o direito de ir para a réplica, o follow up: mas, pera ai, santinho do pau oco … a pergunta era sobre a carta marcada da concorrência do metrô que o senhor administrou.

Hoje, no Brasil, realizou-se a proeza de tirar o jornalista do jornalismo.

Porque os jornalistas do PiG (*) não prestam.

Para evitar desgaste, os partidos e candidatos desidrataram o debate.

Sobra a edição do debate.

E aí a Globo é imbativel.

Numa boa mesa de edição, a Globo já mudou o rumo de duas eleições, a partir de debates.

O mais recente foi em 2006, quando o Ali kamel produziu sua "finest hour": levou a eleição para o segundo turno do Lula contra o Alckmin, ao mostrar o dinheiro dos aloprados e a cadeira do Lula vazia no debate da Globo.

Ele conseguiu passar a ideia de que o Lula tinha fugido do dinheiro dos aloprados.

Clique aqui para ler "O primeiro golpe já houve. Falta o segundo".

É bom não esquecer que o dinheiro dos aloprados nasce das ambulâncias superfaturadas no Ministério da Saúde do Serra, que tinha o Marcelo Lunus Itagiba e o Barjas Negri – gente finíssima.

E que, no segundo turno, o Alckmin teve menos votos do que no primeiro – uma das proezas do marqueteiro do Serra.

O outro debate que a Globo manipulou foi em 1989, quando Lula e Collor se enfrentaram na véspera da eleição do segundo turno.

Sem direito, como agora, a uma réplica no horário eleitoral gratuito.

(Como é que a Dilma foi cair nessa ?)

O Dr Roberto mandou editar o debate de forma muito precisa: tudo de bom do Collor e tudo de ruim do Lula.

E assim fez a Globo.

Logo em seguida ao resumo do debate – o ruim do Lula e o bom do Collor – , na histórica edição do jornal nacional, Alexandre Maluf Garcia leu um editorial em que dava a entender que votar no Collo significava preservar a jovem democracia de um sapo barbudo furioso.

Está na hora de se livrar do monopólio das pesquisas.

E da Globo.

No enterro do Néstor Kirchner, o presidente Lula podia trazer de volta no avião, para dar uma lida, uma cópia da Ley de Medios.

E ver o que Néstor e Cristina fizeram com o Clarín, que mandava na Argenina muitas vezes menos do que a Globo manda no Brasil.

Quando for melancolicamente para casa no dia 1º de novembro, Serra não descansará.

Montado na UDN de São Paulo e na garupa do PiG (*), Serra vai liderar a campanha do impeachment do Dilma.

A partir do dia 1º.

Seu grande aliado nessa eleição, um quadro que honra a campanha udenista, Roberto Jefferson, já avisou: vai jorrar sangue.

Se depender do Serra, a partir de 1º de novembro, jorrará muito sangue.

Ele será capaz de ir a Nápoles e ver como jorra sangue de San Genaro.

Serra travará uma Guerra "Santa" movida pelo ódio.

Ele não descansará.

Ate mandar a mulher para um convento em Lourdes.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.




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Paulo Ávila

 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Caso Tiririca: Promotor chama advogado de "sórdido" e ofende toda categoria.

25 de outubro de 2010 10:00

Declaração causa nova polêmica sobre Tiririca

agestado

A polêmica sobre Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, que 1,3 milhão de brasileiros elegeram deputado federal pelo PR, abriu caminho para um embate inesperado entre seu advogado, Ricardo Vita Porto, e o promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes.
O ponto central do confronto é uma frase atribuída ao promotor em entrevista sobre a investigação que dirige para verificar se Tiririca é analfabeto, o que impediria o palhaço de assumir cadeira na Câmara. "Advogado é sórdido", declarou o promotor, ao abordar questão relativa ao prazo para apresentação da defesa. "Mas, se eu fosse advogado do Tiririca, também protocolaria a defesa dele às 18h50, dez minutos antes de o fórum fechar."
O prazo do palhaço vence hoje. O promotor suspeita da declaração dele à Justiça Eleitoral, na qual afirma ser alfabetizado. Uma outra pessoa teria redigido o texto a pedido do deputado eleito. Na defesa que entregará ao juiz da 1.ª Zona Eleitoral, o advogado de Tiririca contesta.
Porto se sentiu ofendido com as afirmações do promotor, transcritas em reportagem publicada pelo Correio Braziliense, edição do dia 22. Em ofício à Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, o defensor de Tiririca assinala que "em sua cruzada contra Francisco Everardo Oliveira Silva o promotor dispara impropérios para todos os lados".
"Desta vez, todos os limites da civilidade foram ultrapassados, tendo o promotor extrapolado em sua manifestação, ofendendo violentamente não os advogados de Francisco Everardo, mas sim toda a classe dos advogados ao designar de forma genérica os advogados como sendo 'sórdidos'", sustenta Porto.
A representação do advogado foi alvo de amplo debate no fim de semana, em Atibaia (SP), onde se reuniu o colégio de presidentes de subseções da OAB. "A classe está indignada", relata Silvio Salata, presidente da Comissão de Estudos Eleitorais. "Um foco do nosso encontro era exatamente nossas prerrogativas. O promotor atingiu a todos os advogados, estendeu a ofensa a todos nós."
Medidas
Duas medidas a OAB estuda contra Lopes: queixa à polícia para inquérito por crime contra a honra e procedimento para ato de desagravo que poderá culminar com a inclusão do nome do promotor na lista negra da entidade. "A ofensa tem conotação criminosa, é grave porque violou a função estatal que deve cumprir", observa Salata.
O enquadramento do promotor poderá ocorrer com base no artigo 7.º do Estatuto da Advocacia, que prevê "no caso de ofensa a inscrito na OAB, no exercício da profissão, o conselho competente deve promover o desagravo público do ofendido, sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator". O promotor não foi localizado para falar sobre o caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo









 

domingo, 24 de outubro de 2010

Fundação Jaqueira-Fala Bahia

Vera Mattos:Eu sou mulher, católica,jornalista política, e estou com Dilma, e voto no 13.

Sou  Vera Mattos, sou mãe de família, sou católica praticante, acredito em Deus, respeito todas as Igrejas. Sou  profissional liberal, acadêmica, escritora e jornalista. Sou dirigente de fóruns e instituições. Minhas bandeiras são amplamente conhecidas. Luto contra a desigualdade social, a míséria e a fome. Luto contra a matança de jovens negros na Bahia. Luto contra pedófilos. Estou sempre lutando em defesa das mulheres.Sou contra o aborto e jamais praticaria.
 
Durmo quatro horas por dia. Estudo,trabalho, cuido da minha família e oro.
 
Eu sou mulher, católica,jornalista política, e estou com Dilma, e voto no 13.
 


 







Vera Mattos

Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Mémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos.
Membro do Estado de Paz.
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No debate da Globo poderá haver tentativa de manipulação.Atenção!

Honestamente, eu não entendo a razão da Globo ficar com o último debate. Porque tem mais audiencia? Será que não deve ser feito um estudo sobre isto?
E qual a razão de não haver mediadores?
As perguntas vem prontas e com o objetivo de apenas destruir a candidatura de Dilma como já tentaram com Lula.
 
 
A Globo está ultrapassada. Será que ela não percebe isto? O povo não é mero repetidor de uma ex-venus platinada.
 
 

 

domingo, 24 de outubro de 2010

Debate na Globo. Vamos ficar de olho para que a manipulação de 2006 não se repita

O debate da Rede Globo, na próxima sexta, será todo de perguntas de eleitores indecisos, com resposta do candidato e comentário do oponente. Chegou-se a discutir a possibilidade de abrir espaço para algumas perguntas do mediador, William Bonner, mas a campanha de Dilma vetou a ideia.

Vamos ficar atentos a armaçao da Globo

Vamos relembrar o debate de 2006 entre Lula e Alckmin

"Indeciso" do debate da Globo faz parte de uma comunidade contra Lula e mentiu que precisa pegar 3 ônibus para estudar

O blog "Os amigos do presidente Lula" denunciou que a rede Globo montou uma farsa no debate entre os candidatos à Presidência com o objetivo de ajudar Geraldo Alckmin. O site mostrou que a Globo levou ao debate pessoas escolhidas pelo Ibope que não eram "indecisas" e ainda manipulou as perguntas para favorecer o tucano.

"Alan Brito de Fortaleza, Ceará, era um dos indecisos. Ele perguntou o que o futuro presidente faria para a melhoria dos transportes, e deu como exemplo o caso dele, que pegava todo dia três ônibus para chegar à faculdade. Só que a Globo não esperava que a farsa fosse desmascarada tão rapidamente. Alan Brito mora na frente da faculdade que estuda. Não tem como ele pegar três ônibus, contam seus amigos da comunidade do Orkut (site de relacionamento)", afirma o blog.

Depois de afirmar que a pergunta de Alan foi feita pela produção da rede Globo, o site mostra que ele faz parte de uma comunidade no Orkut contrária ao Presidente Lula e que a maior parte de sua turma é tucana. Indignados com as manipulações da Globo, os colegas de faculdade de Alan montaram uma comunidade chamada "Alan e os seus três ônibus" e ainda despejaram mais de 18 mil recados condenando sua encenação, com frases bem ríspidas e outras impublicáveis.

O blog registrou ainda que "provavelmente isso explica o fato dos 'eleitores indecisos' gaguejarem tanto na hora de ler suas próprias perguntas, como se não tivesse saído de suas próprias cabeças". A notícia está aqui no arquivo do nosso blog
Enviar por email Por: Helena™  


 

Dilma intensificará campanha em Minas Gerais, terra onde ela nasceu.



24/10/2010 - 08h23

Dilma e Serra intensificam corpo a corpo e miram MG

Na semana que antecede a eleição, agenda da petista coincide com a do tucano em quatro ocasiões. De olho nos votos de Aécio e Marina, candidatos querem encerrar campanha em Minas

Fábio Pozzebom/ABr
Marina foi a mais votada em Belo Horizonte, cidade onde Dilma e Serra pretendem encerrar a campanha eleitoral
Renata Camargo

Na reta final da campanha eleitoral, as agendas dos dois candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), devem se cruzar em, pelo menos, quatro ocasiões. O primeiro momento será neste domingo (24) no Rio de Janeiro, onde a petista e o tucano participarão de atos de campanha. Ao longo da semana, eles ficarão frente a frente em dois debates: um na TV Record, na segunda-feira (25), e outro na TV Globo, na sexta-feira (29).
 
Mas o clima de disputa tende a esquentar mesmo nas vésperas da ida dos eleitores às urnas. Dilma e Serra pretendem encerrar a campanha eleitoral no segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais, onde votam 14,51 milhões de eleitores. Coordenadores das duas candidaturas planejam encerrar as respectivas campanhas em atos silenciosos pelas ruas da capital mineira, Belo Horizonte.
 
Petistas e tucanos estão de olho, especialmente, nos mais de 2 milhões de votos obtidos no estado pela candidata do PV à Presidência, Marina Silva, derrotada no primeiro turno. A candidata do Partido Verde foi a campeã de votos em Belo Horizonte. No primeiro turno, Serra obteve 3,3 milhões de votos em Minas, enquanto Dilma recebeu cerca de 5 milhões de votos. O ex-governador paulista também mira os 7,5 milhões de eleitores que elegeram senador o tucano Aécio Neves.
 
A cartada final dos dois candidatos será no sábado (30). De acordo com as regras eleitorais, nessa data, os candidatos não poderão mais realizar propaganda política por meio de comícios e uso de aparelhagem de som. Por conta disso, a campanha tucana prepara uma caminhada pelas ruas de Belo Horizonte; os petistas deverão realizar uma carreata "silenciosa" a favor de Dilma também na capital mineira.
 
Pesquisa do instituto DataTempo/CP2, divulgada na última quarta-feira (20) pelo jornal O Tempo, mostra Dilma na liderança da corrida presidencial em Minas Gerais. De acordo com o levantamento, a petista está com 51,22% das intenções de votos contra 38,37% de Serra. No cenário apresentado pela pesquisa, 6,16% dos entrevistados estão indecisos. A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 19 de outubro.
 
No primeiro turno, os dois candidatos também estabeleceram estratégias semelhantes na reta final de campanha. Dilma e Serra encerraram a primeira etapa da campanha no estado que concentra o maior eleitorado brasileiro, São Paulo. Serra participou de evento na zona leste da capital paulista, enquanto Dilma encerrou a campanha no primeiro turno em uma carreata em São Bernardo do Campo, na região da Grande São Paulo.
 
Reta final
 
O prazo final para comícios e uso de carros de som é dia 28, próxima quinta-feira. Ao lado do presidente Lula, Dilma deve encerrar sua campanha oficial em Pernambuco, em ato na Praça Marco Zero, no centro de Recife. Serra pretende fazer sua última incursão oficial de campanha em Minas Gerais.

Na manhã deste domingo, o tucano participará de uma caminhada com eleitores na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A candidata petista participará de uma carreata na Zona Oeste da capital fluminense. Também está prevista a saída de um bloco carnavalesco pró-Dilma, na Zona Sul carioca. Para evitar conflito, militantes do PT decidiram ontem (23) adiar a concentração do Bloco da Dilma para o período da tarde.
 
A tensão entre petistas e tucanos na capital fluminense ficou evidente nos sites de relacionamento. Ontem, militantes dos dois partidos trocaram provocações na internet. Apoiadores de Dilma convocavam seus militantes para uma "chuva de bolinhas de papel" no evento tucano e eleitores de Serra chamavam aliados a seguirem a carreata petista para "obrigarem Lula e Dilma a pedirem desculpas".
 
O embate entre militantes do PT e do PSDB se intensificou na última quarta-feira (19), quando o candidato tucano foi acertado por objetos na cabeça durante caminhada na Zona Oeste do Rio, após tumulto entre militantes dos dois partidos. A confusão não parou por aí. Os dois lados usaram as imagens no horário eleitoral numa troca de acusações. Em um comício o presidente Lula comparou Serra ao goleiro chileno Roberto Rojas, que simulou ter sido ferido por um rojão durante partida no Maracanã, em 1989, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Serra reiterou que foi agredido e acusou o presidente de incitar a violência.

Para evitar novos conflitos, a coordenação do PT, em nota oficial divulgada na sexta-feira (22), pediu a seus militantes para evitarem "aglomerações e atos de campanha na orla de Copacabana durante" a caminhada dos militantes tucanos.

 

sábado, 23 de outubro de 2010

Enc: O protegido Paulo Preto



http://wwwterrordonordeste.blogspot.com/2010/10/o-protegido-paulo-preto.html

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O protegido Paulo Preto


Delegada que prendeu engenheiro por receptação de joia roubada sofreu pressões do alto escalão do governo paulista para liberar o arrecadador tucano
Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira


Nos últimos dias, integrantes do PSDB voltaram a fazer contorcionismos verbais na tentativa de reduzir a importância do engenheiro e ex-diretor do Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, personagem revelado em agosto por ISTOÉ que tem trazido constrangimento para a campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra. Até agora, era sabido que Paulo Preto, além de ex-diretor da estatal responsável pelas principais obras viárias de São Paulo, virou alvo de acusações de líderes do PSDB porque teria dado sumiço em R$ 4 milhões arrecadados de forma desconhecida para a campanha tucana. Sentindo-se abandonado, depois que o candidato do PSDB ao Planalto negou conhecê-lo, Paulo Preto fez ameaças públicas e passou a ser defendido por Serra. Todo esse enredo já seria suficiente para mostrar a influência do engenheiro, cuja força a campanha do PSDB insiste em tentar diminuir. Mas os bastidores da prisão de Paulo Preto, há quatro meses, por receptação de joia roubada, são ainda mais reveladores do peso do ex-diretor do Dersa nas hostes tucanas.



O engenheiro foi preso em flagrante no dia 12 de junho, na loja de artigos de luxo Gucci, dentro do Shopping Iguatemi, no momento em que negociava ilegalmente um bracelete de brilhantes avaliado em R$ 20 mil. Detido pela polícia, Paulo Preto foi encaminhado ao 15° DP, localizado no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo. Por coincidência, estava na delegacia naquele momento, registrando uma ocorrência, o deputado Celso Russomano (PP-SP). Ali ele presenciou uma cena pouco usual. A delegada titular do distrito, Nilze Baptista Scapulattielo, conforme Russomano contou a ISTOÉ, foi pressionada por autoridades da Polícia Civil e do governo de São Paulo para livrar o engenheiro da prisão. "Ela recebeu ligação do Aloysio (Nunes Ferreira, ex-chefe da Casa Civil), do delegado-geral, do delegado do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), isso tudo na minha frente, para aliviar o Paulo Preto. A pressão era para não prendê-lo em flagrante delito", disse Russomano.

Ou seja, dois meses depois de ter sido demitido da Dersa, o ex-diretor ainda era tratado com privilégios por membros da cúpula do governo paulista. Para defendê-lo, foram capazes até de agir ao arrepio da lei, que deveria valer de maneira igualitária para todos. Mas as pressões não foram suficientes para tirar do prumo a delegada, que cumpriu suas obrigações profissionais. Nilze Baptista é conhecida no meio policial pela competência e pulso forte. Além de prender Paulo Preto, enquadrou o engenheiro como receptador de joia roubada. No boletim de ocorrência, Nilze Baptista disse que, durante a detenção, foram encontrados R$ 2.742 na calça e R$ 8.500 no bolso da jaqueta bege de Paulo Vieira de Souza. Escapou-lhe, porém, um pequeno detalhe que joga um ingrediente ainda mais peculiar no episódio. "Quando Paulo Preto foi flagrado pela polícia, também havia dinheiro nas meias", revela Russomano. Durante a ação policial, os agentes ainda apreenderam com Paulo Preto um veículo esportivo de luxo BMW Z4 2009/2010, avaliado em R$ 250 mil. Horas depois, o veículo foi liberado. Já o engenheiro passou dois dias no xadrez.


Em breve, Paulo Preto também poderá ter de se explicar por suas estripulias na esfera administrativa. Ao rejeitar as acusações sobre a suposta atividade de arrecadador informal do PSDB, o engenheiro estufa o peito para falar de suas qualidades de administrador probo e eficiente. Mas diversas ações abertas pelo Ministério Público de São Paulo desde 2008, para investigar problemas em contratos do Dersa, sugerem um quadro bem diferente do que pinta o ex-diretor. Há, por exemplo, sete investigações em curso sobre irregularidades e superfaturamento no pagamento das indenizações de desapropriação de imóveis para obras, como o trecho sul do rodoanel. Os promotores também apuram eventual prejuízo ao erário na execução do contrato firmado com o consórcio responsável pela mesma obra, tanto na "metodologia empregada para a construção de pontes" como no "emprego de material diverso do ajustado". O trecho sul do rodoanel custou aos cofres públicos R$ 5 bilhões.

Muitas dessas apurações partiram de processos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), que no início de setembro condenou um contrato de R$ 1,4 milhão, firmado sem licitação pelo Dersa com o chamado Instituto Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental (IIEGA). O termo de parceria foi assinado em junho de 2007 por Paulo Vieira de Souza, então responsável pela engenharia, e o diretor-presidente do Dersa, Thomaz de Aquino Nogueira – que foi multado em R$ 16 mil. Para os conselheiros do TCE-SP, o Dersa não conseguiu justificar a escolha da contratada "em detrimento de outras instituições ou empresas habilitadas a prestar os serviços" e a "ausência de elementos utilizados para a avaliação da economicidade". Curiosamente, o instituto de ecologia foi criado pelo cientista José Galizia Tundisi, que presidiu o CNPq durante o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na gestão de Tundisi, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou várias irregularidades e chegou a multá-lo por conta do aumento ilegal de 160% no valor de um contrato milionário firmado com a IBM.

Apesar das evidências envolvendo Paulo Preto, o PSDB e José Serra continuam a tratar o tema como um assunto de pouca importância. Embora tenha nomeado uma das filhas do ex-diretor do Dersa, Tatiana Arana Souza Cremonini, para cargo de confiança, no mês em que assumiu o governo de São Paulo, Serra disse que não teve responsabilidade pela contratação quando foi questionado sobre o indício de "nepotismo" em entrevista ao "Jornal Nacional" na terça-feira 19. Tatiana trabalha no cerimonial do Palácio dos Bandeirantes, com salário de R$ 4.595 e, segundo fontes ouvidas por ISTOÉ, era vista com frequência ao lado do então governador. Hoje, Tatiana está de férias. "Essa menina foi contratada – eu não a conhecia, não foi diretamente por mim – para trabalhar no cerimonial que faz recepções, que cuida de solenidades e tudo mais. Sempre trabalhou corretamente. Inclusive eu só vim a saber que era filha de um diretor de uma empresa muito tempo depois", afirmou o tucano. Durante sua gestão à frente da Prefeitura de São Paulo, Serra contratou a mesma filha de Paulo Preto para um cargo de confiança na SPTuris.

As últimas revelações levaram os líderes do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo a pedir a abertura de uma CPI para apurar o caso. Em Brasília, os petistas, com o apoio de parlamentares do PDT, agiram em outra frente. Na terça-feira 19, protocolaram na Procuradoria-Geral da República representações pedindo a investigação de denúncias. A representação do PT é assinada pelos deputados Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo na Câmara, e por Fernando Ferro (PE), líder do PT. "Ele (Paulo Preto) é réu confesso. Depois das informações sobre o sumiço do dinheiro arrecadado para a campanha, ele deu entrevista dizendo que ninguém deu mais condições de as empresas apoiarem a campanha. Além disso, há sinais claros de enriquecimento ilícito, por isso pedimos a investigação dos fatos e das confissões feitas por Paulo Vieira. É dinheiro público, há evidência de corrupção", afirmou Vaccarezza.


ISTOÉ – O sr. testemunhou a prisão do Paulo Preto?


Celso Russomano – Foi uma coincidência. Eu tinha ido ao 15° Distrito para resolver um outro problema envolvendo um segurança particular de um condomínio, que estava determinando quem podia e não podia estacionar em um espaço público. Quando eu cheguei à delegacia, a delegada titular do distrito me contou o que estava acontecendo. Ela me disse que o Paulo Preto estava lá e vi que ela estava sofrendo uma pressão grande.

ISTOÉ – Pressão de quem?


Russomano – Ela recebeu ligação do Aloysio (Nunes Ferreira), recebeu ligação do delegado-geral, do delegado do Decap, isso tudo na minha frente, para aliviar o Paulo Preto. A pressão era para não prendê-lo em flagrante delito. E aí eu até a aconselhei, dizendo para ela agir da forma correta. Disse até que ela não poderia prevaricar, senão seria crime. Ainda perguntei para ela: "Como a senhora vai explicar para o segurança e o gerente da loja que estão aqui?"

ISTOÉ – E o que ela disse?


Russomano – Ela disse, na frente do batalhão de advogados que estava lá, que realmente não poderia fazer nada errado e que se o Paulo Preto tinha sido encontrado com joia roubada ele era mesmo receptador. Ela então me relatou que quando o Paulo Preto foi preso e conduzido para o distrito havia sido encontrado dinheiro nas meias, na calça e na jaqueta. Ou seja, em todo lugar da roupa dele tinha dinheiro.

ISTOÉ – O que aconteceu depois?


Russomano – Depois dessa história várias pessoas me procuraram dizendo "É, você estava na delegacia, tal, esse cara é um cara que você precisava conhecer..." Respondi que não precisava conhecer, não. Conhecer por quê? Aí me disseram que hoje ele tem muita força. Mais;Aqui.

Postado por TERROR DO NORDESTE às 17:47

 

Você quer voltar para a lama tucana?



http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=15825aee15eb335cc13f9b559f166ee8&cod=6371

Brasília - Sábado , 23 de Outubro de 2010
Brasil
Você quer voltar para a lama tucana?

Outras capas ao longo do texto


Argemiro Ferreira


O blog Seja Dita a Verdade (conheça-o AQUI)
teve a boa idéia de recordar o tempo dos tucanos – FHC e seus amigos José Serra, Ricardo Sérgio, Eduardo Jorge, Sérgio (Serjão) Motta,  irmãos Mendonça de Barros e tanta gente mais – através das capas de Veja, a mais tucana
das revistas. A sessão nostalgia valeu o esforço, até porque o
candidato Serra, no atual papel de vítima inocente de adversários
malvados que o atacam na rua com bolinhas de papel,
refugia-se nos santinhos para apagar o passado.

Desde o início da campanha o atual candidato do PSDB, cujo sonho de consumo na fase pre-eleitoral era formar chapa com
José Roberto Arruda ("vote num careca e leve dois", lembram-se?),
jura a todo momento que é "ficha limpa" e "ético", sem mácula na carreira política, e que no seu partido não há "ficha suja". Chegou mesmo a rotular de
"blogs sujos" aqueles que ousam expor suas práticas habituais,
passadas e presentes. Mas não é essa a história que as capas de Veja contam.

A particularidade sobre
aquele amontoado de escândalos é que os tucanos perceberam, desde o primeiro momento, que para garantir a impunidade bastava impedir as investigações do Ministério Público (inventaram a figura do Engavetador-Geral da República), da Polícia Federal (só no governo Lula ela foi adequadamente equipada para levar
avante as investigações de corrupção), do Congresso (impedido com compra
de votos de formar CPIs) e da mídia (silenciada, em seguida às denúncias,
pela propaganda oficial, compra de assinaturas e outras benesses).

Isso permite que tucanos circulem por aí hoje
jurando que foram difamados e caluniados. Como observou o Seja Dita a Verdade e confirmam as capas da revista que hoje serve aos próprios
tucanos mediante recompensa em anúncios e assinaturas milionários, de 1995 a 2002 os casos de corrupção, dossiês, caixa dois, propinas e maracutaias em geral enriqueciam capas de revistas e primeiras páginas de jornal, ainda que depois as denúncias desaparecessem subitamente.

Naquele tempo, distante do país e com a atenção desviada para outros escândalos
(os casos de sexo e demais trapalhadas do presidente Bill Clinton,
alvo permanente da fúria republicana), sobrava-me pouco tempo para acompanhar nossa mídia de forma sistemática. Mas ela própria tinha o cuidado,
em tempo de eleição presidencial, de somar-se aos então donos do poder,
num esforço conjunto para impedir que o inimigo comum, Lula, ganhasse e
mudasse as regras do jogo. Pelo menos até 2002.

Aí vão, em ordem cronológica, algumas das mais sugestivas capas de Veja.

Primeiro mandato FHC – 1995-1998

17-02-1995

29-11-1995

21-05-1997

05-11-1997

19-11-1997

06-05-1998

06-05-1998

18-11-1998

25-11-1998

 

Segundo mandato FHC – 1999-2002

21-01-1999

 

10-03-1999



21-04-1999

28-04-1999

05-05-1999

06-06-1999

09-02-2000

05-04-2000

19-07-2000

09-08-2000

11-04-2001

02-05-2001

16-05-2001

06-06-2001

09-05-2002

29-05-2002

Texto: / Postado em 23/10/2010 ás 11:47


 

Serra e os santinhos de uma guerra suja.




http://www.istoe.com.br/reportagens/107353_OS+SANTINHOS+DE+UMA+GUERRA+SUJA+PARTE+1?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

Eleições 2010

|  N° Edição:  2137 |  22.Out.10 - 21:00 |  Atualizado em 23.Out.10 - 14:27

Os santinhos de uma guerra suja - Parte 1

A poucos dias da eleição, a campanha de José Serra se aproxima de grupos ultraconservadores e reforça a tática do ódio religioso. O oportunismo político divide a Igreja e vira caso de polícia

Alan Rodrigues e Bruna Cavalcanti

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BAIXARIA
A Polícia Federal apreendeu 2 milhões de cópias do panfleto
acima numa gráfica de militantes tucanos em São Paulo

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?Eu gostaria de chamar a atenção para este papel que estão distribuindo na igreja. Acusam a candidata do PT, em nome da Igreja. Não é verdade. Isso não é jeito de fazer política. A Igreja não está autorizando essas coisas. Isso não é postura de cristão.? Cara a cara com José Serra e sua equipe de campanha, frei Francisco Gonçalves de Souza passou-lhes um pito. O religioso comandava a missa em homenagem a São Francisco, no sábado 16, em Canindé, no sertão cearense. Meia hora após o início do culto, Serra tinha chegado à basílica, onde se espremiam cerca de 30 mil devotos, atraídos à cidade para uma tradicional romaria. O candidato tucano, acompanhado do senador Tasso Jereissati e de outros correligionários, estava em campanha. Em tese, aquele seria um palanque perfeito para alguém que, como Serra, tem peregrinado por templos religiosos se anunciando como um cristão fervoroso. Enquanto ele assistia à missa, barulhentos cabos eleitorais distribuíam panfletos. Os papéis acusavam Dilma Rousseff de defender ?terroristas?, o ?aborto? e a ?corrupção?. Frei Francisco resolveu reagir ao circo e, então, o que era para ser uma peça publicitária do PSDB transformou-se num enorme vexame. Sob aplausos dos fiéis, o franciscano pediu que Serra e Jereissatti não atrapalhassem a cerimônia e que se retirassem, se não estavam ali para rezar. Jereissatti, descontrolado, passou a gritar que o padre era um petista e tentou subir no altar. As cenas gravadas pelas equipes de tevê de Serra jamais seriam usadas na campanha.

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MULTIUSO
Kelmon Souza mora na sede da Associação Theotokos

A saia-justa em Canindé foi apenas o primeiro sinal de que a estratégia tucana de apelar a preconceitos religiosos e difamação estava começando a dar errado. Um dia depois, no domingo 17, no bairro do Cambuci, região central de São Paulo, a Polícia Federal apreendia dois milhões de panfletos anti-Dilma numa gráfica pertencente à irmã e ao sobrinho de Sérgio Kobayashi, um dos mais influentes coordenadores da campanha do PSDB. A partir daí, pouco a pouco, vinha a público a armação de uma guerra suja comandada pela central de boatos instalada no comitê central de Serra. É a maior campanha de mentiras já montada em uma eleição. Os panfletos apreendidos evidenciavam que os tucanos montaram um bureau especializado em divulgar difamações, reunindo profissionais da mentira com a tarefa de espalharem boatos envolvendo principalmente sexo e aborto. Com tentáculos no submundo da campanha eleitoral, este aparelho utiliza-se de setores radicais geralmente afeitos à sombra da atividade política institucional: integralistas, monarquistas da direita extremada e setores ultraconservadores da Igreja (leia quadros acima e ao lado). Ao contrário do que pressupõe a biografia oficial de Serra, esses fatos demonstram que para tentar vencer a eleição o ex-governador paulista fez parceria até com grupos que sempre estiveram ao lado do autoritarismo.


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OPINIÃO
Dilma, cercada por repórteres,
condena o uso da religião na campanha

 

PARTE 2