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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Presidenta Dilma comemora a virada do ano em Salvador.


Mantendo a rotina discreta desde que chegou à Base Naval de Aratu, em Salvador, no dia 28, para descansar e comemorar a virada do ano com a família, a presidente Dilma Rousseff segue sem fazer aparições públicas. Ela ainda não foi vista nesta temporada na Praia de Inema, que integra a base e tem acesso restrito. No ano passado, ela foi vista no local fazendo caminhadas no Réveillon e no carnaval.

A presidente tampouco participou, na última noite, da festa feita pelos moradores da base naval para celebrar a virada do ano. Preferiu comemorar apenas com a mãe, Dilma Jane, a filha, Paula, o genro, Rafael Covolo, e o neto, Gabriel.  Segundo a assessoria da Presidência, Dilma ainda não confirmou a data de seu retorno a Brasília..

Dilma recebeu Jaques Wagner e ACM Neto e discutem projetos para Salvador


Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff recebeu hoje (6) o prefeito eleito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), em uma reunião intermediada pelo governador do estado, Jaques Wagner, para discutir projetos para a capital baiana.
Os três conversaram sobre projetos nas áreas de mobilidade urbana, saúde, infraestrutura e habitação. A revitalização da orla e a operação do metrô de Salvador estão entre as prioridades, segundo relato de Wagner e ACM Neto.
“O prefeito eleito ACM Neto é prefeito da terceira maior capital do país, e me pediu essa audiência. Eu falei com a presidenta e ela se disponibilizou. Tivemos uma conversa longa, de mais de uma hora, onde foram colocadas as dificuldades de Salvador”, disse Jaques Wagner.
ACM Neto é o primeiro prefeito eleito de um partido da oposição a ser recebido pela presidenta após as eleições municipais de outubro.
O novo prefeito disse que saiu “muito entusiasmado” do encontro com a presidenta e com a disposição do governo federal em colaborar com a gestão da prefeitura de Salvador. “Tenho certeza que com a colaboração da prefeitura, com a gestão eficiente que pretendemos fazer, as coisas vão sair do papel e nós vamos ter uma relação extremamente produtiva, pensando no cidadão de Salvador”, disse ACM Neto.
Entre as obras de infraestrutura que o prefeito eleito pretende implementar com a ajuda do governo federal, estão a revitalização da orla de Salvador e a construção de corredores exclusivos para ônibus nas vias da capital baiana.
Segundo Wagner, as divergências político-partidárias entre os governos estadual e municipal não deverão atrapalhar o andamento dos projetos para a cidade. “Foi uma conversa muito madura e se eu pudesse resumir, eu diria que se fez um pacto por Salvador entre os três níveis de governo, onde a divergência não vai obstruir aquilo que Salvador precisa e merece”.

Agencia Brasil.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Gabinete de Dilma tem 9 mulheres e 15 ex-ministros de Lula.


Brasília, 1 jan.- O gabinete da presidenta brasileira, Dilma Rousseff, tem nove mulheres entre os 37 membros e 15 ministros herdados do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva ou que já ocuparam esse cargo nos últimos oito anos.

Os 37 ministros de Dilma assumiram os cargos neste sábado de forma coletiva, logo depois de a presidente eleita ter recebido o poder das mãos de Lula, quem deixou sua forte marca na equipe de sua sucessora.


O mais influente dos ministros que foram ratificados por Dilma na área econômica é Guido Mantega, homem da maior confiança de Lula e que seguirá à frente da pasta da Fazenda.


Na área política destaque para o retorno de Antonio Palocci, ex-titular da Fazenda, que volta ao Governo como ministro-chefe da Casa Civil, cargo que a própria Dilma usou como catapulta para as eleições de outubro.





Lista completa e perfis dos 37 membros do gabinete de Dilma:


Ministérios:


- Casa Civil: Antonio Palocci. Médico. 50 anos. Foi ministro da Fazenda no Governo Lula entre 2003 e 2006, quando renunciou devido às denúncias de corrupção pelos quais foi julgado e declarado inocente. Seu cargo é o mais importante do gabinete e funciona como uma espécie de grande coordenação do Governo.


- Relações Exteriores: Antonio Patriota. Diplomata. 56 anos. Discípulo do chanceler, Celso Amorim, de quem foi até agora vice-chanceler. Foi embaixador nos Estados Unidos (2007-2009) e ocupou diversos cargos em Caracas, Pequim e na ONU.


- Fazenda: Guido Mantega. Economista. 61 anos. Foi ministro do Planejamento, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e titular de Fazenda durante o Governo Lula e permanecerá neste último cargo com Dilma.


- Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: Fernando Pimentel. Economista. 59 anos. Foi prefeito de Belo Horizonte e integrou a equipe do comando da campanha eleitoral de Dilma.


- Agricultura: Wagner Rossi. Empresário e político. 67 anos. Se mantém no mesmo cargo que ocupa desde março de 2009 no Governo Lula.


- Desenvolvimento Agrário: Afonso Florence. Historiador. 56 anos. Mais dedicado à vida acadêmica e ao sindicalismo do que à política.


- Minas e Energia: Edison Lobão. Jornalista e advogado. 74 anos. Na política desde que foi eleito senador em 1987. Foi ministro de Minas e Energia entre janeiro de 2008 e março deste ano, quando renunciou para concorrer outra vez ao Senador.


- Planejamento: Miriam Belchior. Engenheira. 52 anos. Ocupou diversas funções no Governo Lula e desde março coordena o ambicioso plano de infraestrutura.


- Integração Nacional: Fernando Bezerra Coelho. Político. 53 anos. Foi deputado e até agora era secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.


- Defesa: Nelson Jobim. Jurista. 64 anos. Foi presidente do Supremo Tribunal e ministro da Justiça durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003). Em 2007 foi convocado por Lula para ocupar o cargo que mantém no Governo de Dilma.


- Desenvolvimento Social: Tereza Campelo. Economista. 48 anos. Mulher da absoluta confiança de Dilma, junto a quem trabalhou em diversos cargos durante os últimos 20 anos.

- Educação: Fernando Haddad. Filósofo. 47 anos. Tem uma longa carreira acadêmica. Permanece no cargo que ocupa desde julho de 2005 e mantém uma estreita relação com Lula.

- Saúde: Alexandre Padilha. Médico. 39 anos. Foi ministro das Relações Institucionais com Lula desde setembro de 2007.

- Trabalho: Carlos Lupi. Administrador. 53 anos. Nomeado ministro do Trabalho por Lula em março de 2007, permanece no cargo com Dilma.

- Previdência Social: Garibaldi Alves. Jornalista. 64 anos. Foi prefeito e desde 1990 mantém uma cadeira no Senado.

- Transportes: Alfredo Nascimento. Matemático. 58 anos. Ocupou esse cargo entre o início de 2007 e março passado, quando renunciou para aspirar a um cargo de governador. Perdeu as eleições e Dilma o nomeou outra vez no mesmo posto.

- Comunicações: Paulo Bernardo. 58 anos. Forjou sua trajetória nos sindicatos bancários e foi ministro do Planejamento desde 2005 no Governo de Lula, quem conhece há três décadas.

- Justiça: José Eduardo Cardozo. Advogado. 48 anos. Milita no PT desde a juventude e é deputado desde 2003. Foi coordenador da campanha de Dilma.

- Meio Ambiente: Izabella Teixeira. Bióloga. 49 anos. Ratificada por Dilma no cargo que ocupa desde abril passado.

- Ciência e Tecnologia: Aloizio Mercadante. Economista. 56 anos. Influente líder do PT e senador desde 2002. Em 1994 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada por Lula.

- Cultura: Ana de Hollanda. Cantora e compositora. 62 anos. É irmã do cantor Chico Buarque e dirigiu o Centro de Música da Fundação Nacional da Arte.

- Esportes: Orlando Silva. Político. 40 anos. Foi ratificado por Dilma no cargo que ocupa desde março de 2006.

- Turismo: Pedro Novais. Advogado. 80 anos. Foi deputado durante cinco legislaturas seguidas.

- Cidades: Mário Negromonte. Advogado. 60 anos. É deputado desde 1995.

- Relações Institucionais: Luiz Sérgio Nóbrega. Político. 52 anos. Deputado desde 1999.

Secretarias ou outros organismos com categoria de ministro:

- Banco Central: Alexandre Tombini. Economista de 48 anos. Trabalha há mais de uma década no Banco Central, onde até agora era diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro.

- Secretaria Geral da Presidência: Gilberto Carvalho. Filósofo de 59 anos. Foi chefe de gabinete de Lula, com quem mantém uma estreita amizade desde a fundação do PT, da qual participou como membro de organizações de base da Igreja Católica.

- Direitos Humanos: Maria do Rosário. Pedagoga. 44 anos. Especialista em estudos sobre violência doméstica.

- Igualdade Racial: Luiza Bairros. Socióloga. 57 anos. Histórica militante do movimento dos afrodescendentes do Brasil.

- Políticas para as Mulheres: Iriny Lopes. 54 anos. Dedicou sua vida à política e pertence às correntes mais radicais do PT.

- Pesca: Ideli Salvatti. Física. 58 anos. Uma das fundadoras do PT no estado de Santa Catarina e senadora desde 2003.

- Portos: Leônidas Cristino. Engenheiro. 53 anos. Até agora era prefeito da cidade nordeste de Sobral.

- Assuntos Estratégicos: Moreira Franco. Sociólogo. 66 anos. Foi governador do Rio de Janeiro entre 1987 e 1991.

- Comunicação Social: Helena Chagas. Jornalista. 49 anos. Trabalhou no grupo Globo e no canal de televisão SBT e foi diretora de jornalismo da estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

- Advocacia Geral da União: Luís Inácio Lucena Adams. Advogado. 45 anos. Permanece no cargo que ocupa desde outubro de 2009.

- Contraloria Geral da União: Jorge Hage. Advogado. 72 anos. Também segue no cargo que assumiu em junho de 2006.

- Segurança Institucional: José Elito Carvalho Siqueira. General do Exército. 64 anos. Comandou as tropas de paz da ONU no Haiti durante o ano de 2006. EFE

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mesmo sem os eleitores do Norte e do Nordeste, Dilma venceria Serra.


Mesmo sem os eleitores do Norte e do Nordeste, Dilma venceria Serra
Petista teve mais votos que Serra na soma de Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Foram 33,2 milhões de votos contra 32,9 milhões.
Do G1 SP

imprimir A sensação de que a petista Dilma Rousseff foi eleita apenas em razão da vantagem aplicada nas regiões Norte e Nordeste é falsa. Levantamento com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que ela ganharia a eleição mesmo se fossem computados apenas os votos do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste.

Nesta segunda-feira (1º), o termo "#orgulhodesernordestino" ficou entre os mais citados no microblog Twitter. Foi uma reação a comentários considerados preconceituosos de eleitores do Sul e do Sudeste, contrários à candidata petista, que creditaram a vitória de Dilma aos votos do Nordeste. (Veja post sobre isso no blog "Bombou na Web".)

Dilma teve mais de 55 milhões de votos no país; Serra teve pouco mais de 43 milhões. No Nordeste, a vantagem de Dilma foi elástica: 18,4 milhões de votos, contra 7,7 milhões do tucano. No Norte, ela venceu por 4 milhões contra quase 3 milhões de Serra.

Se todos os eleitores das regiões Norte e Nordeste forem excluídos da conta, no entanto, a petista ainda aparece na frente. Na soma de Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ela tem 33,2 milhões de votos, contra 32,9 milhões – uma margem pequena, de 275 mil votos, mas suficiente para elegê-la.

Boa parte desse resultado se deu graças a Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Serra não conseguiu capitalizar a força do ex-governador e senador eleito pelo PSDB Aécio Neves e Dilma conseguiu vencê-lo por 1,7 milhão de votos de diferença no estado.

No Rio de Janeiro, ela também abriu 1,7 milhão de votos de vantagem, fazendo o revés de São Paulo não pesar na conta.

Além disso, Serra venceu no Centro-Oeste, mas não com uma margem expressiva.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Rede Globo faz campanha suja para Serra, afirma Emiliano.

Uma aula de história da “Relação entre a mídia e a política no Brasil” foi apresentada na segunda-feira (25) pelo jornalista e professor Emiliano José para alunos do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Milton Santos (IHAC) da UFBA, no auditório do instituto.

Após a exibição do documentário “Globo, além do Cidadão Kane”, que conta a trajetória de consolidação da maior emissora de televisão do Brasil, marcada pelo apoio direto à ditadura militar e por fazer campanhas armadas para ex-presidentes como Collor e FHC, Emiliano iniciou a fala dizendo que a Globo constituiu uma rede para dar suporte à ditadura e hoje não pode contar sua história, pois fez parte de todo o Golpe.

“A Globo se coloca contra qualquer projeto político reformista. Faz campanha para José Serra de forma suja a antiética. Inventam inúmeras mentiras para atacar a adversária Dilma Rousseff. Isso porque não podem apresentar o projeto de Serra que, evidentemente, é o mesmo projeto de FHC, do neoliberalismo”, afirmou.

Emiliano acentuou que não é só a Rede Globo que cumpre esse papel. “Há um grupo de três ou quatro famílias que controlam a mídia brasileira. É uma trajetória de golpismo, ao lado das classes dominantes, das quais a mídia faz parte. A revista Veja segue a mesma linha, da natureza golpista. Dá a notícia sempre contra Dilma e a favor de Serra, não se importando se as informações são falsas ou verdadeiras. E a Globo repercute tudo”.

O palestrante finalizou afirmando que a mídia brasileira é uma das mais partidarizadas do mundo, mas que, hoje, não determina mais o resultado eleitoral. “O povo está mais consciente e a nossa mídia alternativa funciona muito bem na internet com as redes sociais, sites, blogs. Os internautas são os novos militantes. A mídia não vai parar um minuto, pois está desesperada, tem perdido uma batalha atrás da outra. Vai fazer de tudo para derrotar Dilma”.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Artistas, intelectuais e militantes, como Chico Buarque, Leonardo Boff e Oscar Niemeyer, anunciaram apoio a Dilma.


Intelectuais e artistas se unem em ato pró-Dilma
agestado

Com a rara presença do cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, que só perdeu em aplausos para o arquiteto Oscar Niemeyer, mais de mil artistas, intelectuais e militantes reuniram-se ontem em um ato em apoio à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, no Teatro Casa Grande, tradicional ponto de encontro e espetáculos da esquerda carioca, na zona sul do Rio. Os manifestantes entregaram à Dilma um documento com mais de 10 mil assinaturas, muitas delas de eleitores de Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), no primeiro turno.
Chico Buarque fez um rápido pronunciamento com elogios à Dilma e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Essa mulher de fibra, que já passou por tudo, não tem medo de nada. Vai herdar o senso de justiça social, um marco do governo Lula, um governo que não corteja os poderosos de sempre, não despreza os sem-terra, os professores, garis. Um governo que fala de igual para igual com todos, que não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai", disse.

Em seu discurso, Dilma procurou marcar as diferenças de sua candidatura e a de Serra: "Nós não achamos que crescimento social é uma alegoria de mão ou um anexo. É isso que nos distingue radicalmente dos nossos adversários", afirmou. Dilma insistiu no discurso de que os tucanos retomariam o processo de privatização se voltassem ao poder. "O que está em questão nessa eleição é o que eles farão com o pré-sal e também com a Petrobras. Além do manifesto de artistas e intelectuais, a petista recebeu outros dois documentos de apoio à sua candidatura - um organizado por advogados e outro por religiosos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Dilma Rousseff, candidata a Presidência do Brasil,está na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo.

Nova York, 6 out (EFE).- A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, lidera a lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo publicada pela revista Forbes e que tem Dilma Rousseff, candidata a Presidência do Brasil, na 95ª colocação, e Gisele Bundchen, na 72ª.

"Michelle está mais envolvida em política que Laura Bush e, ao contrário de Hillary Clinton, se manteve afastada da política de enfrentamento", disseram os responsáveis pela Forbes, que destacaram como suas pressões levaram empresas como Coca-Cola e Kellogg's a reduzirem as calorias de seus produtos.


A segunda mulher mais poderosa do mundo é a americana Irene Rosenfeld, conselheira do grupo alimentício Kraft Foods, seguida da apresentadora Oprah Winfrey, da chanceler alemã, Angela Merkel, e da secretária de Estado americana, Hillary Clinton.


Do mundo do showbusiness se sobressaíram, nas dez primeiras colocações, Lady Gaga (7ª), a atriz Angelina Jolie (21ª), Madonna (29ª), a modelo e apresentadora Heidi Klum (39ª) e a atriz Sarah Jessica Parker (45ª).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

The Independent: Dilma será mulher mais poderosa do mundo

Independent: Dilma será mulher mais poderosa do mundo
agestado

Reportagem do jornal britânico The Independent sobre a eleição presidencial no Brasil diz que a candidata do PT, Dilma Rousseff, se prepara para ser "a mulher mais poderosa do mundo". Para o jornal, "sua amplamente prevista vitória na eleição presidencial do próximo domingo será saudada com alegria por milhões".

De acordo com o Independent, Dilma "marca o desmantelamento final do 'Estado de segurança nacional', um arranjo que os governos conservadores nos Estados Unidos e na Europa já viram como seu melhor artifício para manter um status quo podre, que manteve uma vasta maioria na América Latina na pobreza, enquanto favorecia seus amigos ricos".

O jornal explica que a petista será "a mulher mais poderosa do mundo" porque, como chefe de Estado, ela terá um cargo superior ao da chanceler alemã, Angela Merkel, e ao da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Além disso, "seu enorme país de 200 milhões de pessoas está festejando sua nova riqueza em petróleo".

"A taxa de crescimento do Brasil, que rivaliza com a da China, é uma que a Europa e Washington só podem invejar", diz a reportagem, que inclui um perfil biográfico da candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dilma nega acusações de irregularidades no RS e ataca jornal Folha de São Paulo.

SÃO GONÇALO, Rio de Janeiro (Reuters) - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, negou nesta segunda-feira a acusação de fraude em uma licitação quando era secretária estadual de Minas e Energia do Rio Grande do Sul e acusou o jornal Folha de S.Paulo, que publicou reportagem com a informação, de usar de má-fé e ser parcial.


Gostaria de fazer um protesto veemente contra a parcialidade do jornal Folha de S.Paulo. Eu fui julgada em todos os anos pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) ... Todas as minhas contas foram aprovadas, e essa informação não está na matéria" , disse Dilma a jornalistas, em tom irritado, durante ato de campanha na cidade de São Gonçalo.


"A matéria chega ao ponto de me acusar de eu ter feito um contrato em 1994 e depois a empresa ter feito outro em 2009. É a única acusação de futuro que eu já vi na vida, ou seja, a minha responsabilidade é porque dez anos depois fizeram o contrato com a empresa. Que história é essa?", questionou.


A candidata mostrou uma cópia da reportagem do jornal e, durante entrevista a jornalistas em um bar do calçadão de Alcântara, comentou o seu conteúdo. A presidenciável também leu o parecer do TCE sobre a aprovação das contas da época em que foi secretária de Minas e Energia no Rio Grande do Sul, cargo que assumiu em 1993 e depois novamente em 1999.


"Eu nunca tive uma conta rejeitada", disse. "É um absurdo e prova absoluta de má-fé", afirmou a candidata, que prometeu disponibilizar em seu blog as contas aprovadas.


"Meu objetivo é evitar esta distorção escandalosa cometida contra mim pelo jornal Folha de S.Paulo", acrescentou.


Reportagem desta segunda-feira do jornal afirma que auditorias feitas sobre a gestão de Dilma na secretaria gaúcha e na Federação de Economia e Estatística, entre 1991 e 2002, apontam favorecimento a uma empresa gaúcha que em 2008 venceu uma concorrência do governo federal no valor de 5 milhões de reais. Além disso, a reportagem fala que as auditorias apontaram ainda aparelhamento da máquina pública.


CASA CIVIL


Em resposta ao candidato do PSDB, José Serra, que a acusou de ser má administradora ou negligente na época em que ocupou o cargo de ministra-chefe da Casa Civil, ela disse que é impossível ter total conhecimento do que acontece dentro do ministério.


A Casa Civil tem sido alvo de denúncias nos últimos dias que levaram à demissão da ministra-chefe Erenice Guerra, sucessora de Dilma na pasta e braço direito da candidata petista quando ocupou o cargo.


"Não acredito que alguém saiba tudo que acontece na sua própria família e também não acredito que alguém saiba tudo o que acontece no governo dele, até porque eu tenho visto que o presidente da empresa Dersa sumiu com 4 milhões (de reais) da campanha dele (Serra)", disse.


No domingo, em meio a novas denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, o diretor de Operações dos Correios, coronel Eduardo Artur Rodrigues, anunciou que deixaria o cargo.


Dilma disse não ter informações para comentar a saída de Rodrigues. "Eu não tenho como avaliar, não estou dentro do governo para ter acesso às informações."


(Por Rodrigo Viga Gaier)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, elogiou hoje a decisão de Erenice Guerra de deixar o cargo de ministra-chefeCasa Civil.

Erenice tomou atitude correta ao deixar cargo, diz Dilma
Qui, 16 Set, 03h58



A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, elogiou hoje a decisão de Erenice Guerra de deixar o cargo de ministra-chefe da Casa Civil e afirmou "não estar envolvida" no escândalo que causou a demissão. "Considero que a ministra Erenice tomou a atitude mais correta, porque, como o caso exige investigação, é sempre bom que se afaste para garantir que a investigação corra da melhor forma possível", disse. "Não estou envolvida neste caso. Como estou? Onde está a prova?"


Dilma afirmou ter tomado conhecimento "pelos jornais" da denúncia divulgada hoje de intermediação ilegal de uma tentativa de empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas demonstrou desconfiança em relação ao caso.


"Agora, se é verdade o que o jornal disse, R$ 9 bilhões para gerar 600 Mw de energia, seria o projeto de energia mais caro do Brasil, 6% da energia de Belo Monte por metade do seu valor. Se o BNDES o recusou, fez muito bem. Sabe aquela história de comprar e vender um terreno na Lua? Me parece isso." Dilma participou de almoço com empresários na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

domingo, 12 de setembro de 2010

Voto em Dilma Rousseff.Indico Dilma Roussef.Está claro?


Candidata: Dilma Rousseff (PT)

Nascimento: 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte (MG)

Estado Civil: Divorciada

Profissão: Economista

Formação: Formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trabalhou na FEE (Fundação de Economia e Estatística). Depois, organizou debates no IEPES (Instituto de Estudos Políticos e Sociais) e, com Carlos Araújo, ajudou a fundar o PDT do Rio Grande do Sul.

Histórico de filiações políticas e partidárias: Polop, Colina, VAR-Palmares, PDT e PT

Cargos relevantes: Secretária da Fazenda de Porto Alegre; Diretora-geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Presidente da FEE; Secretária de Minas, Energia e Comunicação; Ministra de Minas e Energia e Ministra Chefe da Casa Civil.

Dilma Rousseff em resumo: quem é a candidata do PT à presidência?

Prestes a terminar seu mandato, que durou oito anos - a completar em dezembro -, o presidente Lula viu-se incumbido a escolher um dos companheiros petistas para a sucessão no Palácio do Planalto. Preferiu olhar para dentro de seu governo e eleger um de seus ministros.

Dilma Rousseff, hoje com 62 anos, já havia sido Secretária de Minas, Energia e Comunicação e Ministra de Minas e Energia, antes de assumir o Ministério da Casa Civil.

Conhecida como "a mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", a ex-ministra foi a escolhida de Lula, um presidente que tem 85% de aprovação de seu governo e que deu ao PT o comando do País pela primeira vez.

Filha de um búlgaro, Pétar Russév, e de uma mineira, de quem herdou o nome, Dilma viu-se ligada à política desde muito cedo, mesmo não sabendo disso. Seu pai, que se naturalizou brasileiro com o nome Pedro Rousseff, foi ligado aos movimentos de transformações na Europa e deixou à filha o espírito libertário, além do gosto pela leitura.

Dilma Vana Rousseff nasceu sete dias antes do Natal de 1947. Teve uma infância tranquila e sem muitas dificuldades financeiras, com jantares servidos à francesa, em uma casa em Belo Horizonte. Por lá, ao lado dos dois irmãos Igor e Zana, ela ficou até a juventude. Neste período, estudou em colégios particulares de freiras, exclusivos para moças.

Mais tarde, em 1964, ano do golpe militar, Dilma entrou no Colégio Estadual Central. Nesta escola, que era pública e tinha turmas mistas, iniciou a militância na Política Operária (Polop), organização de esquerda com forte presença no meio estudantil, à qual já pertencia seu namorado, Cláudio Galeno. Eles se casariam três anos depois, apenas no civil e sob os olhares de poucos amigos e familiares.

No mesmo ano de seu casamento, em 1967, Dilma ingressou no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais e aderiu ao Comando de Libertação Nacional (Colina) - organização que combatia a ditadura.

A participação na luta pelo fim da ditadura deixou marcas no corpo e na memória da ex-ministra. Em 1968, Dilma e Galeno começaram a ser perseguidos em Minas - fato que os separou por conta da distância causada pela clandestinidade.

Em Belo Horizonte, a família não sabia que Dilma pertencia aos grupos considerados "subversivos". A informação só veio quando a moça intelectual de óculos foi presa no centro de São Paulo, em 1970.

Antes disso, em 69, ela se tornou membro do VAR-Palmares (fruto da fusão entre Colina e VPR). Lá, ela conheceu aquele que viria a ser seu segundo marido, o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo - com quem mais tarde fundou o PDT no Rio Grande do Sul.

Tortura e fim da ditadura

As sessões de tortura e a prisão duraram por quase três anos. De janeiro de 1970 a dezembro de 1972, Dilma passou os dias nos porões da Operação Bandeirantes (Oban) e do Departamento de Ordem Política e Social (Dops).

Nestes dois departamentos, criados na Ditadura Militar, a jovem de vinte e poucos anos sofreu torturas, de diversas formas, e foi considerada pelos colegas de militância como uma pessoa bastante forte. Ao ser libertada, Dilma voltou à sua casa da infância para se recuperar ao lado da família. Como consequência, desenvolveu hipertiroidismo e depois, hipotiroidismo. Fez tratamento e conseguiu colocar os hormônios "no lugar". Neste período, ela estava dez quilos mais magra e com 25 anos. Em sua ficha do Dops, ela era apontada como "terrorista".

A partir daí, a mineira retomou os objetivos de vida e continuou estudando. Em 73, foi morar em Porto Alegre, onde Carlos Araújo cumpria pena na prisão. Em 74, Araújo foi libertado e retomou a advocacia, enquanto Dilma ingressava na Faculdade de Ciências Econômicas Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 75, ela começa a trabalhar na Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão do governo gaúcho.

Em março de 1977, quando Dilma tinha 29 anos, Paula Rousseff Araújo nasceu. Mãe de primeira viagem, a ex-ministra tinha dificuldade para trocar as fraldas e fazê-la parar de chorar. Estava no último ano de faculdade e se dividia entre os estudos e a filha.

Além de Paula, nasceu também em Dilma a esperança de que o fim da ditadura estava por vir. Ela, então, ao lado do marido, engajou-se na campanha pela Anistia e organizou debates no Instituto de Estudos Políticos e Sociais. Mais tarde, fundou o PDT com Carlos - de quem se separou, após 25 anos de casamento, em 1994.

Câncer e braveza

Considerada pela mídia como um "general", Dilma humanizou-se diante das câmeras ao relatar que estava com câncer linfático, em abril de 2009. A mulher com fisionomia sisuda e bastante séria teve de se submeter às sessões de quimioterapia e logo se recuperou.

A partir daí, começou a aparecer sempre ao lado do presidente Lula, que a considera "uma mulher competente e de fibra". Por outro lado, Dilma, em suas aparições, retribui o carinho e define o presidente como uma pessoa extremamente afetuosa, de quem herdou a capacidade de dialogar. Em 2009, a "mãe do PAC" foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do País pela revista Época.

Mudanças externas.

Mas as mudanças não aconteceram só externamente. Ela aprendeu com Lula uma forma mais leve de se comunicar com a população. Vez ou outra Dilma ainda escorrega no "discurso técnico", mas tem evoluído. Hoje, ela sorri mais.

Atualmente, Dilma dedica-se à candidatura a Presidência da República e tem como adversários diretos José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).