A força da mulher
Por Emiliano José
Uma vitória do povo brasileiro. A vitória de um projeto político. A vitória de uma mulher. Talvez isso possa ser uma boa síntese das eleições deste domingo. O Brasil que a nova presidente encontra não é o mesmo de 2003, quando Lula assumiu. É muito melhor. No entanto, os desafios que Dilma Rousseff tem pela frente são enormes, sobretudo o de continuar a luta para diminuir a desigualdade social que ainda nos afronta, preocupação que ela manifestou sempre durante a campanha.
Tenho convicção de que a democracia está se consolidando no Brasil. Que o povo brasileiro amadurece cada vez mais. Que a cidadania cresceu. Que a consciência da nossa gente não se submete mais com tanta facilidade aos chamados meios de comunicação de massa, cujo núcleo central é escandalosamente partidarizado. Que os grotões desapareceram de nossa cena política. Que não há mais donos de votos no País, especialmente para as eleições majoritárias. Que não se subestime mais a capacidade do nosso povo.
Creio que definitivamente caiu por terra a noção da existência de formadores de opinião situados na chamada mídia hegemônica. Ou, dito de outra forma, a importância desses atores diminuiu muito. O povo reage é diante das políticas públicas, do resultado efetivo da atuação do governo face à sua vida. Por que razão o povo brasileiro iria deixar de votar numa candidata que representava a continuidade de políticas que o beneficiaram tanto nos últimos anos e trocá-la por outro, que representava tão nitidamente políticas que o prejudicaram enormemente, como o governo Fernando Henrique Cardoso?
Penso muito no desprezo que alguns daqueles que se acreditam formadores de opinião tem pelo povo brasileiro. Não se conformam com a popularidade do presidente Lula, tentam desqualificá-lo o tempo inteiro, confrontando-se com índices de aprovação superiores a 80%. E embarcaram de forma resoluta na tentativa de desqualificação da candidata Dilma Rousseff, inclusive na sordidez que envolviam os falsos dossiês sobre sua atuação política ou, ainda, sobre o odioso caso da posição diante do aborto.
O povo brasileiro elegeu Dilma com muita consciência de que apoiava um projeto político. Há aqueles que atribuem a eleição de Dilma apenas ao inegável carisma do presidente Lula, e não há dúvida de que isso contou. Parafraseando Caetano Veloso, que referiu-se a Roberto Carlos dizendo a gente sabe a quem chama de rei, o povo sabe a quem chama de líder.
Lula é o maior líder político e popular da história do Brasil. No entanto, não fosse o extraordinário governo feito nesses oito anos, com resultados nunca antes vistos, para melhor, nas condições de vida do povo brasileiro, e certamente não bastaria o carisma do presidente Lula.
O carisma se afirmou por conta, sobretudo, das políticas públicas que foram levadas a cabo pelo governo, fruto de um projeto político pensado pelo PT, desenvolvido com mais consistência entre o final dos anos 90 e início do novo milênio. Claro que esse projeto encontrou um ator singular, de uma capacidade rara, de uma intuição política fantástica, e que soube, portanto, dar consistência a tudo que havia sido pensado pelo PT.
O partido compreendeu a complexidade do Brasil. Superou quaisquer tentações isolacionistas, procurou alianças amplas e pensou uma revolução de longo prazo, uma revolução democrática, que enfrentasse a profunda desigualdade social que nos afronta há séculos, que situasse a Nação de forma soberana na arena mundial. Desde o seu nascimento, o partido havia superado a dicotomia entre socialismo e democracia. E no projeto concebido mais recentemente certamente reafirmou para si mesmo que o processo de mudanças no Brasil se daria no leito democrático, do qual nunca abriu mão.
E pôde experimentar nesses oito anos, ao lado dos partidos aliados que chamou para o projeto, o quanto é possível mudar o Brasil, as condições de vida do povo brasileiro, no exercício pleno da democracia. Tirar quase 30 milhões da pobreza absoluta e elevar mais de 30 milhões da pobreza à classe média é o maior triunfo desse projeto. Foi nele que o povo votou.
E foi a vitória de uma mulher. A vitória da mulher brasileira. O ano de 2002 marcou um fato inédito na história do Brasil: a eleição de um presidente operário. Agora, o povo brasileiro produz outro fato inédito: pela primeira vez elege uma mulher.
Nunca se viu um ataque tão descabido, tão sórdido, tão abaixo da linha de cintura à figura da mulher como foi feito pela campanha do candidato adversário. Nossas ilusões nos levaram a pensar numa campanha de bom nível, face ao passado de Serra. Foi um grave engano.
Nunca o nível baixou tanto, e contra uma mulher. E procurando buscar nos recantos obscuros da alma da sociedade brasileira os elementos que suscitassem o ódio, que alimentassem os preconceitos, que suscitassem a raiva contra a mulher, contra todas as mulheres, e especialmente contra aquelas que eventualmente tivessem que recorrer ao aborto.
E a chamaram despreparada, e a chamaram teleguiada, e quiseram-na sem vida política, e a denominaram terrorista, como se terroristas fossem todos os que resistiram à ditadura. E semearam mentiras, e fizeram milhões de telefonemas clandestinos com toda sorte de calúnias contra ela.
E ela ganhou. Ganhou a grande mulher que é Dilma, que soube superar uma doença, que não se abalou com a sordidez que se alevantou contra ela, e se torna assim a nossa primeira presidente mulher. As mulheres do Brasil estão em festa. E os homens também. Há um caldo de revolução cultural na eleição dessa mulher. Os homens viverão uma experiência nova: a mulher que sempre soube cuidar dos filhos e da casa, e que nunca deixou também de viver intensamente a vida pública, irá agora dirigir os homens e mulheres do Pais, cuidar com imenso carinho de todo o povo brasileiro, acelerando o processo de distribuição de renda iniciado com tanta firmeza pelo presidente Lula.
Publicado no site Carta Maior (01/11/2010)
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sábado, 6 de novembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Voto em Dilma Rousseff.Indico Dilma Roussef.Está claro?

Candidata: Dilma Rousseff (PT)
Nascimento: 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte (MG)
Estado Civil: Divorciada
Profissão: Economista
Formação: Formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trabalhou na FEE (Fundação de Economia e Estatística). Depois, organizou debates no IEPES (Instituto de Estudos Políticos e Sociais) e, com Carlos Araújo, ajudou a fundar o PDT do Rio Grande do Sul.
Histórico de filiações políticas e partidárias: Polop, Colina, VAR-Palmares, PDT e PT
Cargos relevantes: Secretária da Fazenda de Porto Alegre; Diretora-geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Presidente da FEE; Secretária de Minas, Energia e Comunicação; Ministra de Minas e Energia e Ministra Chefe da Casa Civil.
Dilma Rousseff em resumo: quem é a candidata do PT à presidência?
Prestes a terminar seu mandato, que durou oito anos - a completar em dezembro -, o presidente Lula viu-se incumbido a escolher um dos companheiros petistas para a sucessão no Palácio do Planalto. Preferiu olhar para dentro de seu governo e eleger um de seus ministros.
Dilma Rousseff, hoje com 62 anos, já havia sido Secretária de Minas, Energia e Comunicação e Ministra de Minas e Energia, antes de assumir o Ministério da Casa Civil.
Conhecida como "a mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", a ex-ministra foi a escolhida de Lula, um presidente que tem 85% de aprovação de seu governo e que deu ao PT o comando do País pela primeira vez.
Filha de um búlgaro, Pétar Russév, e de uma mineira, de quem herdou o nome, Dilma viu-se ligada à política desde muito cedo, mesmo não sabendo disso. Seu pai, que se naturalizou brasileiro com o nome Pedro Rousseff, foi ligado aos movimentos de transformações na Europa e deixou à filha o espírito libertário, além do gosto pela leitura.
Dilma Vana Rousseff nasceu sete dias antes do Natal de 1947. Teve uma infância tranquila e sem muitas dificuldades financeiras, com jantares servidos à francesa, em uma casa em Belo Horizonte. Por lá, ao lado dos dois irmãos Igor e Zana, ela ficou até a juventude. Neste período, estudou em colégios particulares de freiras, exclusivos para moças.
Mais tarde, em 1964, ano do golpe militar, Dilma entrou no Colégio Estadual Central. Nesta escola, que era pública e tinha turmas mistas, iniciou a militância na Política Operária (Polop), organização de esquerda com forte presença no meio estudantil, à qual já pertencia seu namorado, Cláudio Galeno. Eles se casariam três anos depois, apenas no civil e sob os olhares de poucos amigos e familiares.
No mesmo ano de seu casamento, em 1967, Dilma ingressou no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais e aderiu ao Comando de Libertação Nacional (Colina) - organização que combatia a ditadura.
A participação na luta pelo fim da ditadura deixou marcas no corpo e na memória da ex-ministra. Em 1968, Dilma e Galeno começaram a ser perseguidos em Minas - fato que os separou por conta da distância causada pela clandestinidade.
Em Belo Horizonte, a família não sabia que Dilma pertencia aos grupos considerados "subversivos". A informação só veio quando a moça intelectual de óculos foi presa no centro de São Paulo, em 1970.
Antes disso, em 69, ela se tornou membro do VAR-Palmares (fruto da fusão entre Colina e VPR). Lá, ela conheceu aquele que viria a ser seu segundo marido, o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo - com quem mais tarde fundou o PDT no Rio Grande do Sul.
Tortura e fim da ditadura
As sessões de tortura e a prisão duraram por quase três anos. De janeiro de 1970 a dezembro de 1972, Dilma passou os dias nos porões da Operação Bandeirantes (Oban) e do Departamento de Ordem Política e Social (Dops).
Nestes dois departamentos, criados na Ditadura Militar, a jovem de vinte e poucos anos sofreu torturas, de diversas formas, e foi considerada pelos colegas de militância como uma pessoa bastante forte. Ao ser libertada, Dilma voltou à sua casa da infância para se recuperar ao lado da família. Como consequência, desenvolveu hipertiroidismo e depois, hipotiroidismo. Fez tratamento e conseguiu colocar os hormônios "no lugar". Neste período, ela estava dez quilos mais magra e com 25 anos. Em sua ficha do Dops, ela era apontada como "terrorista".
A partir daí, a mineira retomou os objetivos de vida e continuou estudando. Em 73, foi morar em Porto Alegre, onde Carlos Araújo cumpria pena na prisão. Em 74, Araújo foi libertado e retomou a advocacia, enquanto Dilma ingressava na Faculdade de Ciências Econômicas Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 75, ela começa a trabalhar na Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão do governo gaúcho.
Em março de 1977, quando Dilma tinha 29 anos, Paula Rousseff Araújo nasceu. Mãe de primeira viagem, a ex-ministra tinha dificuldade para trocar as fraldas e fazê-la parar de chorar. Estava no último ano de faculdade e se dividia entre os estudos e a filha.
Além de Paula, nasceu também em Dilma a esperança de que o fim da ditadura estava por vir. Ela, então, ao lado do marido, engajou-se na campanha pela Anistia e organizou debates no Instituto de Estudos Políticos e Sociais. Mais tarde, fundou o PDT com Carlos - de quem se separou, após 25 anos de casamento, em 1994.
Câncer e braveza
Considerada pela mídia como um "general", Dilma humanizou-se diante das câmeras ao relatar que estava com câncer linfático, em abril de 2009. A mulher com fisionomia sisuda e bastante séria teve de se submeter às sessões de quimioterapia e logo se recuperou.
A partir daí, começou a aparecer sempre ao lado do presidente Lula, que a considera "uma mulher competente e de fibra". Por outro lado, Dilma, em suas aparições, retribui o carinho e define o presidente como uma pessoa extremamente afetuosa, de quem herdou a capacidade de dialogar. Em 2009, a "mãe do PAC" foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do País pela revista Época.
Mudanças externas.
Mas as mudanças não aconteceram só externamente. Ela aprendeu com Lula uma forma mais leve de se comunicar com a população. Vez ou outra Dilma ainda escorrega no "discurso técnico", mas tem evoluído. Hoje, ela sorri mais.
Atualmente, Dilma dedica-se à candidatura a Presidência da República e tem como adversários diretos José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Cfemea aponta compromissos de presidenciáveis.
Renata Camargo
O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) lançou para as eleições deste ano uma campanha de mobilização para ampliar o número de mulheres eleitas, especialmente, para ocupar uma vaga no Congresso. Intitulada “Pela política na lei, pela política na vida”, a campanha serve também como norte para mostrar quais compromissos prioritários que os candidatos aos governos devem ter na defesa dos direitos da mulher.
Segundo levantamento feito pela União Interparlamentar da Suíça, o Brasil está entre os países que menos têm mulheres no Parlamento quando comparado às nações da América Latina e do Caribe, ficando à frente apenas do Haiti. De acordo com o Cfemea, apenas 10% dos deputados e senadores do Congresso são mulheres.
“Isso demonstra o déficit democrático do Brasil com relação à participação política das mulheres”, diz o Cfemea. A campanha tem como objetivo debater os direitos das mulheres e importância da presença feminina nos espaços políticos. Por meio de spots temáticos – que serão veiculados em diversas rádios e sites do país –, o grupo feministas pretende convencer a população para votar em quem respeita a mulher.
Na linha de compromissos de presidenciáveis e demais eleitos com os direitos da mulher, o grupo feminista defende, entre outras coisas, o fortalecimento da Lei Maria da Penha, o fim do racismo e da lesbofobia, salário igual para trabalho igual de homens e mulheres, mais creches, atenção integral à saúde da mulher e acesso ao crédito para as mulheres do campo e da cidade.
O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) lançou para as eleições deste ano uma campanha de mobilização para ampliar o número de mulheres eleitas, especialmente, para ocupar uma vaga no Congresso. Intitulada “Pela política na lei, pela política na vida”, a campanha serve também como norte para mostrar quais compromissos prioritários que os candidatos aos governos devem ter na defesa dos direitos da mulher.
Segundo levantamento feito pela União Interparlamentar da Suíça, o Brasil está entre os países que menos têm mulheres no Parlamento quando comparado às nações da América Latina e do Caribe, ficando à frente apenas do Haiti. De acordo com o Cfemea, apenas 10% dos deputados e senadores do Congresso são mulheres.
“Isso demonstra o déficit democrático do Brasil com relação à participação política das mulheres”, diz o Cfemea. A campanha tem como objetivo debater os direitos das mulheres e importância da presença feminina nos espaços políticos. Por meio de spots temáticos – que serão veiculados em diversas rádios e sites do país –, o grupo feministas pretende convencer a população para votar em quem respeita a mulher.
Na linha de compromissos de presidenciáveis e demais eleitos com os direitos da mulher, o grupo feminista defende, entre outras coisas, o fortalecimento da Lei Maria da Penha, o fim do racismo e da lesbofobia, salário igual para trabalho igual de homens e mulheres, mais creches, atenção integral à saúde da mulher e acesso ao crédito para as mulheres do campo e da cidade.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Dilma, Marina e Serra focam nas mulheres para conquistar eleitoras.Voto feminino deve decidir próximo presidente.
As mulheres têm cinco milhões de votos a mais do que os homens hoje no Brasil. Elas são maioria do eleitorado há dez anos e a tendência se confirma agora, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em uma eleição presidencial apertada como a de 2010, essa diferença pode definir quem será o próximo presidente. Não é à toa que os principais candidatos – Marina Silva (PV), Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB)—mobilizam suas campanhas para conquistar as mulheres, um grupo tão grande quanto diverso na população brasileira.
A vantagem das mulheres na quantidade de votos, porém, não torna a tarefa de se eleger presidente mais fácil. Obviamente, elas não formam um conjunto uniforme, que pensa ou vota igual. Ao contrário, suas inúmeras distinções (de idade, renda, escolaridade, região, cultura, religião, etc.), cujas múltiplas combinações podem orientar seus votos, são hoje um fator da maior importância para os candidatos. Interpretar, afinal, o que une diferentes mulheres na escolha do próximo (ou próxima) presidente é hoje o maior desafio dos concorrentes ao cargo.
A participação das mulheres nas eleições se tornou tão crucial que, segundo estudo do demógrafo José Eustáquio Alves, foram elas que levaram as disputas de 2002 e 2006 ao segundo turno.
Em 2002, dois dias antes do primeiro turno, Lula tinha, segundo sondagem do instituto Datafolha, 48% das intenções de votos, resultado mais próximo da votação real, 46%. Apenas entre os homens, porém, Lula tinha 53% das intenções; mas, entre mulheres, só 43%. Algo parecido ocorreu em 2006, mas por uma diferença de apenas 4% de intenção entre homens e mulheres. Mesmo assim, o fenômeno se repetiu, segundo Alves.
- Lula ultrapassou os 50% dos votos válidos entre o eleitorado masculino nas duas últimas eleições, mas a menor intenção de voto nele entre as mulheres foi suficiente para impedir uma vitória de primeira.
Para o pesquisador, em 2010 o voto feminino será ainda mais importante, não apenas pela quantidade maior de eleitoras que nos pleitos anteriores. Mas, sobretudo, pela situação atual: além de ter candidatas com mais estrutura de campanha para atrair seus votos, uma delas já está empatada na dianteira, segundo as pesquisas.
Dilma hoje tem 38% das intenções de voto, tecnicamente o mesmo que Serra, com 39%, segundo o último levantamento do Datafolha, feito em 30 de junho e 1º de julho. O Ibope crava 39% para os dois candidatos.
Desde o ano passado, porém, as duas pesquisas têm mostrado um dado curioso: a petista tem mais homens que mulheres entre potenciais eleitores. Com o tucano, ocorre o inverso: mais mulheres que homens pretendem votar nele. Marina, em terceiro lugar nas intenções de voto, é a mais equilibrada. A candidata do PV conquista eleitores dos dois sexos na mesma proporção.
Confira também
Candidatos contam com indecisão feminina
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...Disputa
Empatados, Dilma e Serra tentam “seduzir” as eleitoras para conquistar votos. Nos últimos meses, a petista tem investido em temas para se aproximar das mulheres. Em seus discursos, Dilma reforça que o Brasil pode ter sua primeira presidente mulher. Em junho, a convenção do PT que a lançou candidata foi dedicada a “heroínas” brasileiras.
No entanto, a diferença entre Dilma e Serra saltou de 5% para 15% em junho. O tucano subiu e a petista caiu na preferência feminina. A rejeição a Dilma é praticamente igual entre homens e mulheres. Segundo o Datafolha de junho, 18% dos homens não votariam na petista de jeito nenhum; entre as eleitoras, esse índice é de 22%. Embora um pouco maior, essa diferença é irrelevante estatisticamente, já que a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou menos.
Mais realista é a ideia de que Dilma ainda é menos conhecida pelas eleitoras. Na resposta espontânea, sem apresentação da lista de concorrentes, Dilma é citada espontaneamente por 30% dos homens, mas por 15% das mulheres. Dilma é, portanto, menos lembrada por elas como candidata. Além disso, 8% das mulheres dizem querer votar em Lula ou no “candidato” do Lula. Outro dado diz que menos mulheres que homens sabem que Lula apoia Dilma.
Para analistas, o problema da ex-ministra pode estar na imagem política e no discurso que ela passa ao eleitorado feminino. Historicamente, Lula sempre teve menos adesão de mulheres do que de homens nas eleições. Quem explica é a cientista política da USP Teresa Sacchet.
- O PT tem uma composição plural típica da “nova esquerda”. Foi construído tanto por movimentos sociais, com forte atuação feminina, como por uma base sindical, onde predomina uma cultura masculina. Para fora, talvez acabe trazendo mais essa imagem de um partido sindical, visto como mais masculino.
Já para Natália Mori, socióloga e diretora da ONG Cfemea (Centro Feminista de Estudos e Assessoria), o discurso de Dilma, mais voltado para assuntos amplos, como política econômica e diferenças ideológicas, passa longe de propostas que afetam a vida prática da mulher.
- Não há debate, por exemplo, sobre a violência contra a mulher, sobre os problemas de saúde específicos da mulher, do acesso a creches, que é essencial para a autonomia econômica dela. Se as candidatas não falam de direitos das mulheres, como esperar que votem nelas?
Quanto a Serra, o demógrafo José Eustáquio Alves diz que sua vantagem entre as mulheres pode estar ligada ao fato de ele ainda ser lembrado como ministro da Saúde, na época do governo Fernando Henrique Cardoso [1995-2002].
- A ideia de que, como ministro, cuidava da saúde das pessoas, traz uma imagem mais favorável.
A vantagem das mulheres na quantidade de votos, porém, não torna a tarefa de se eleger presidente mais fácil. Obviamente, elas não formam um conjunto uniforme, que pensa ou vota igual. Ao contrário, suas inúmeras distinções (de idade, renda, escolaridade, região, cultura, religião, etc.), cujas múltiplas combinações podem orientar seus votos, são hoje um fator da maior importância para os candidatos. Interpretar, afinal, o que une diferentes mulheres na escolha do próximo (ou próxima) presidente é hoje o maior desafio dos concorrentes ao cargo.
A participação das mulheres nas eleições se tornou tão crucial que, segundo estudo do demógrafo José Eustáquio Alves, foram elas que levaram as disputas de 2002 e 2006 ao segundo turno.
Em 2002, dois dias antes do primeiro turno, Lula tinha, segundo sondagem do instituto Datafolha, 48% das intenções de votos, resultado mais próximo da votação real, 46%. Apenas entre os homens, porém, Lula tinha 53% das intenções; mas, entre mulheres, só 43%. Algo parecido ocorreu em 2006, mas por uma diferença de apenas 4% de intenção entre homens e mulheres. Mesmo assim, o fenômeno se repetiu, segundo Alves.
- Lula ultrapassou os 50% dos votos válidos entre o eleitorado masculino nas duas últimas eleições, mas a menor intenção de voto nele entre as mulheres foi suficiente para impedir uma vitória de primeira.
Para o pesquisador, em 2010 o voto feminino será ainda mais importante, não apenas pela quantidade maior de eleitoras que nos pleitos anteriores. Mas, sobretudo, pela situação atual: além de ter candidatas com mais estrutura de campanha para atrair seus votos, uma delas já está empatada na dianteira, segundo as pesquisas.
Dilma hoje tem 38% das intenções de voto, tecnicamente o mesmo que Serra, com 39%, segundo o último levantamento do Datafolha, feito em 30 de junho e 1º de julho. O Ibope crava 39% para os dois candidatos.
Desde o ano passado, porém, as duas pesquisas têm mostrado um dado curioso: a petista tem mais homens que mulheres entre potenciais eleitores. Com o tucano, ocorre o inverso: mais mulheres que homens pretendem votar nele. Marina, em terceiro lugar nas intenções de voto, é a mais equilibrada. A candidata do PV conquista eleitores dos dois sexos na mesma proporção.
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Empatados, Dilma e Serra tentam “seduzir” as eleitoras para conquistar votos. Nos últimos meses, a petista tem investido em temas para se aproximar das mulheres. Em seus discursos, Dilma reforça que o Brasil pode ter sua primeira presidente mulher. Em junho, a convenção do PT que a lançou candidata foi dedicada a “heroínas” brasileiras.
No entanto, a diferença entre Dilma e Serra saltou de 5% para 15% em junho. O tucano subiu e a petista caiu na preferência feminina. A rejeição a Dilma é praticamente igual entre homens e mulheres. Segundo o Datafolha de junho, 18% dos homens não votariam na petista de jeito nenhum; entre as eleitoras, esse índice é de 22%. Embora um pouco maior, essa diferença é irrelevante estatisticamente, já que a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou menos.
Mais realista é a ideia de que Dilma ainda é menos conhecida pelas eleitoras. Na resposta espontânea, sem apresentação da lista de concorrentes, Dilma é citada espontaneamente por 30% dos homens, mas por 15% das mulheres. Dilma é, portanto, menos lembrada por elas como candidata. Além disso, 8% das mulheres dizem querer votar em Lula ou no “candidato” do Lula. Outro dado diz que menos mulheres que homens sabem que Lula apoia Dilma.
Para analistas, o problema da ex-ministra pode estar na imagem política e no discurso que ela passa ao eleitorado feminino. Historicamente, Lula sempre teve menos adesão de mulheres do que de homens nas eleições. Quem explica é a cientista política da USP Teresa Sacchet.
- O PT tem uma composição plural típica da “nova esquerda”. Foi construído tanto por movimentos sociais, com forte atuação feminina, como por uma base sindical, onde predomina uma cultura masculina. Para fora, talvez acabe trazendo mais essa imagem de um partido sindical, visto como mais masculino.
Já para Natália Mori, socióloga e diretora da ONG Cfemea (Centro Feminista de Estudos e Assessoria), o discurso de Dilma, mais voltado para assuntos amplos, como política econômica e diferenças ideológicas, passa longe de propostas que afetam a vida prática da mulher.
- Não há debate, por exemplo, sobre a violência contra a mulher, sobre os problemas de saúde específicos da mulher, do acesso a creches, que é essencial para a autonomia econômica dela. Se as candidatas não falam de direitos das mulheres, como esperar que votem nelas?
Quanto a Serra, o demógrafo José Eustáquio Alves diz que sua vantagem entre as mulheres pode estar ligada ao fato de ele ainda ser lembrado como ministro da Saúde, na época do governo Fernando Henrique Cardoso [1995-2002].
- A ideia de que, como ministro, cuidava da saúde das pessoas, traz uma imagem mais favorável.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
TSE divulga perfil do eleitorado brasileiro.Eleitorado feminino chega a 51,73% do total.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, recentemente, perfil do eleitorado brasileiro. Há mais de 130 milhões de eleitores e eleitoras aptos a votar nas eleições de 2010.
Na maioria das Unidades da Federação, o número de eleitoras supera o de eleitores. O cenário é diferente em apenas quatro estados: Mato Grosso, Pará, Roraima e Rondônia.
Em 2010, as mulheres entre 25 e 34 anos representam a maioria do eleitorado brasileiro.
O quadro abaixo apresenta um comparativo de gênero do eleitorado brasileiro.
Comparativo de Gênero do Eleitorado
Eleição Total de Eleitores Masculino % Feminino % Não informado %
2000 109.826.263 54.152.464 49,31 55.437.428 50,48 236.371 0,22
2002 115.254.113 56.431.895 48,96 58.604.626 50,85 217.592 0,19
2004 121.391.630 59.033.937 48,63 62.164.232 51,21 193.461 0,16
2006 125.913.479 60.853.563 48,33 64.882.283 51,53 177.633 0,14
2008 130.604.430 62.879.548 48,15 67.563.739 51,73 161.143 0,12
Na maioria das Unidades da Federação, o número de eleitoras supera o de eleitores. O cenário é diferente em apenas quatro estados: Mato Grosso, Pará, Roraima e Rondônia.
Em 2010, as mulheres entre 25 e 34 anos representam a maioria do eleitorado brasileiro.
O quadro abaixo apresenta um comparativo de gênero do eleitorado brasileiro.
Comparativo de Gênero do Eleitorado
Eleição Total de Eleitores Masculino % Feminino % Não informado %
2000 109.826.263 54.152.464 49,31 55.437.428 50,48 236.371 0,22
2002 115.254.113 56.431.895 48,96 58.604.626 50,85 217.592 0,19
2004 121.391.630 59.033.937 48,63 62.164.232 51,21 193.461 0,16
2006 125.913.479 60.853.563 48,33 64.882.283 51,53 177.633 0,14
2008 130.604.430 62.879.548 48,15 67.563.739 51,73 161.143 0,12
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Dilma inaugura site e comitê e inicia "onda vermelha" na campanha.

Nas primeiras horas desta terça-feira, 13, o núcleo de campanha de Dilma Rousseff colocou no ar o site oficial da candidata e, no final do dia, a ex-ministra inaugurou em grande estilo o seu comitê central de campanha, em Brasília. Além da escolha pelo dia 13, referência ao número do Partido dos Trabalhadores (PT), o comitê da ex-ministra ocupará um edifício chamado Vitória, no Setor Comercial Sul, região central de Brasília. Para os militantes, a ordem é dar vazão a uma "onda vermelha".
A idéia da "onda vermelha" é que todo dia 13 de cada mês, até outubro (ou novembro, se houver segundo turno), um grande agito seja feito pela militância. A iniciativa chegou primeiro na internet. Foram enviadas mensagens eletrônicas pedindo a cada simpatizante da candidatura de Dilma "que saia com sua bandeira, bote uma estrela no peito, vista uma peça de roupa vermelha e use a hashtag (símbolo usado no Twitter para ajudar usuários em pesquisas na rede) #ondavermelha nas suas intervenções na internet".
Presença turbinada na internet.
Dilma inaugura site e comitê e inicia "onda vermelha" na campanha
Outra importante iniciativa envolvendo a rede mundial de computadores foi a inauguração do site oficial da campanha de Dilma. O endereço eletrônico www.dilma13.com.br substitui o site dilmanaweb.com.br, criado na pré-campanha para difundir as ideias da candidata. No site, a biografia da ex-chefe da Casa Civil destaca a "parceria" com o presidente Lula, seu principal cabo eleitoral. Há uma área especial intitulada "O Brasil Mudou" com uma cronologia e informações sobre conquistas do governo Lula em diversas áreas como Agricultura familiar, Bolsa Família e a redução da pobreza, crescimento econômico, Educação, Energia, Igualdade racial, Meio ambiente, Mulheres, Pré-Sal e várias outras.
A participação do internauta no site é possível com o preenchimento de um formulário para convidar amigos a conhecerem o conteúdo do endereço eletrônico, com o encaminhamento de informações via Facebook, Twitter ou Orkut e com um espaço reservado para que os leitores contem suas histórias. Entre as informações, dados sobre a vida política da candidata, sua infância, propostas e material de campanha.
Além do site oficial, a campanha de Dilma conta também com o suporte de blogs de setores que apoiam a candidatura Dilma como Galera da Dilma , Mulheres com Dilma e o ParticipaBR
Fora da internet, na campanha das ruas, a onda vermelha também mostrou seus tons durante a inauguração do comitê central da candidata, em Brasília. Instalado num edifício com o sugestivo nome de "Vitória", localizado no Setor Comercial Sul, mesma região da sede nacional do PT, o comitê abrigará o comando da campanha e terá espaço para os partidos que integram a coligação “Para o Brasil seguir mudando” (PT, PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PSB, PR, PSC, PTC e PTN).
Durante a inauguração, centenas de militantes fizeram a festa na rua em frente ao comitê, já que nem todos conseguiram entrar no prédio por causa do excesso de gente. Desde o começo da tarde, caixas de som tocavam o jingle criado pelo marqueteiro da campanha, João Santana, “Dilma, uma brasileira”. A rua foi tomada por militantes petistas e de partidos aliados, bonecos gigantes dos candidatos locais, como do deputado Agnelo Queiroz, que disputa o governo do Distrito Federal. Mas o enorme painel com a foto de Dilma, que ocupa todos os seis andares do prédio, não deixa dúvida quem é a dona da festa.
Ao discursar na inauguração, Dilma fez uma convocação à militância.“Aqui, nesse comitê, os partidos terão vez, mas quem também terá vez é esse povo aguerrido, que vai trabalhar para que nós não voltemos para trás”, disse Dilma, para a plateia que se aglomerou no meio da rua e nas calçadas. “Vamos juntos com a força do povo. Com a nossa força e todos juntos. Podem contar comigo. Eu vou contar com todos vocês.”
O candidato a vice-presidente, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), afirmou que o público de Brasília era um dos mais animados que já tinha visto e que se orgulha de estar ao lado de Dilma nessa caminhada, assim como as mulheres do Brasil.
“O que eu quero dizer a todos é que eu tenho um orgulho extraordinário de partilhar essa campanha com a candidata Dilma Rousseff. As brasileiras estão animadas ao saber que uma mulher será presidente do Brasil”, afirmou Temer.
Segundo a petista, o país está preparado para ter uma mulher na Presidência da República. Ela disse se sente como uma mãe que cuidará dos brasileiros e avançará com a obra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Um dos maiores compromissos que eu carrego é garantir que um governo de uma mulher seja capaz de dar continuidade, levar pra frente e fazer cada vez melhor esse País. O presidente Lula me confiou essa missão. O presidente Lula me deu talvez a maior herança que alguém pode dar a alguém, me deu a missão de cuidar do povo que ele tanto ama. Eu vou cuidar desse povo com toda a responsabilidade fazendo com que não só continuemos, mas que sigamos em frente mudando", disse a candidata.
“Na minha infância eu quis ser bailarina, trapezista ou do corpo de bombeiros. Essa era a situação da minha geração, pois elas não podiam querer e ser presidentes”, disse. “A partir da minha eleição, as meninas poderão ter os mesmos sonhos dos meninos. Elas poderão sonhar em ser Presidentes da República”, completou.
"É um caminho em que brasileiros e brasileiras podem erguer a cabeça e dizer que não só conquistamos nosso lugar no mundo mas vão conquistar seu lugar no Brasil. É o momento em que uma mulher pode chegar, sim, à presidência da República porque todos nós fizemos por onde. Cada uma das pessoas aqui presentes e aqui nos escutando fizeram por onde", afirmou a candidata petista.
A ex-ministra também enfatizou a força do apoio político que sua candidatura tem. "Hoje estamos inaugurando a casa que vai ser o lugar onde vamos organizar todos os partidos que sustentam essa coligação porque nós somos uma coligação experiente. Aqui em cima (do palanque) estão partidos experientes, que não começaram ontem, pessoas que têm experiência de governo. Tivemos uma experiência conjunta por esses últimos 7,5 anos. Provamos que o Brasil podia trilhar um outro caminho, um caminho de desenvolvimento, um caminho de distribuição de renda, um caminho de melhor educação, um caminho em que a educação de qualidade e o respeito aos professores é a tônica", declarou Dilma, mais uma vez com ataques velados ao tucano José Serra e à gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Um grupo expressivo de dirigentes partidários, ministros do governo e políticos aliados esteve no local. O presidente Lula não compareceu à inauguração. Segundo o líder do PT na Câmara, Cândido Vacarezza (PT), não se pode banalizar a presença do presidente. “Lula tem que ser o fato político, e não arroz de festa. Por isso não pode vir em inauguração de comitê. Para que isso? Lula tem que fazer campanha própria", justificou Vaccarezza.
Da redação, Cláudio Gonzalez
com informações de agências e do site Dilma13
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Fumo é responsável por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos no Brasil
"Gênero e tabaco, com ênfase no marketing para as mulheres"
BRASÍLIA - O Dia Mundial sem Tabaco deste ano, comemorado no dia 31 de maio, teve como alvo as mulheres. O tema de 2010, escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é "Gênero e tabaco, com ênfase no marketing para as mulheres". No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos são causadas pelo consumo de tabaco.
O objetivo da campanha é alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco usa para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente. De acordo com a OMS, as mulheres hoje são o principal alvo da indústria do tabaco.
Segundo a OMS, o cigarro mata por ano mais de 5 milhões de pessoas - entre as quais, 1,5 milhão de mulheres. Se não forem tomadas medidas urgentes, alerta a OMS, o uso do tabaco poderá matar mais de 8 milhões de pessoas até 2030, das quais 2,5 milhões serão mulheres. A maior incidência será entre a parcela de baixa renda.
Atualmente, o mundo tem 1 bilhão de fumantes - entre eles, 200 milhões de mulheres. De acordo com a OMS, enquanto o tabagismo cai entre os homens, em alguns países aumenta o número de mulheres fumantes. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que no Brasil o tabagismo está caindo. Entretanto, a queda é menor entre as mulheres do que entre os homens.
Na Câmara dos Deputados, em Brasília, a exposição "Propagandas de Cigarro - Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas". Serão apresentadas peças publicitárias impressas e filmes comerciais das marcas de cigarro veiculados entre as décadas de 1920 e 1950 nos Estados Unidos.
BRASÍLIA - O Dia Mundial sem Tabaco deste ano, comemorado no dia 31 de maio, teve como alvo as mulheres. O tema de 2010, escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é "Gênero e tabaco, com ênfase no marketing para as mulheres". No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos são causadas pelo consumo de tabaco.
O objetivo da campanha é alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco usa para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente. De acordo com a OMS, as mulheres hoje são o principal alvo da indústria do tabaco.
Segundo a OMS, o cigarro mata por ano mais de 5 milhões de pessoas - entre as quais, 1,5 milhão de mulheres. Se não forem tomadas medidas urgentes, alerta a OMS, o uso do tabaco poderá matar mais de 8 milhões de pessoas até 2030, das quais 2,5 milhões serão mulheres. A maior incidência será entre a parcela de baixa renda.
Atualmente, o mundo tem 1 bilhão de fumantes - entre eles, 200 milhões de mulheres. De acordo com a OMS, enquanto o tabagismo cai entre os homens, em alguns países aumenta o número de mulheres fumantes. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que no Brasil o tabagismo está caindo. Entretanto, a queda é menor entre as mulheres do que entre os homens.
Na Câmara dos Deputados, em Brasília, a exposição "Propagandas de Cigarro - Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas". Serão apresentadas peças publicitárias impressas e filmes comerciais das marcas de cigarro veiculados entre as décadas de 1920 e 1950 nos Estados Unidos.
Atenção mulheres candidatas em 2010! I Chamada Nacional da Mulher Candidata. 08 de junho em Brasília.
Brasília, 02 de junho de 2010.
Prezada Senhora,
A Bancada Feminina da Câmara dos Deputados convida Vossa Senhoria para participar, no próximo dia 08 de junho, quarta-feira, da I Chamada Nacional da Mulher Candidata com o objetivo de incentivar e orientar a participação da mulher nas eleições de 2010.
O encontro pretende reunir parlamentares federais, estaduais e municipais, além de entidades de mulheres e autoridades públicas para debater mecanismos que garantam o preenchimento da cota mínima de 30% de candidaturas femininas que cada partido e/ou coligação é obrigado a lançar nas eleições de 2010.
Pela relevância do evento, encarecemos a Vossa Senhoria que mobilizem parlamentares e candidatas de seus estados para estarem presentes à I Chamada Nacional da Mulher Candidata, que se iniciará as 09:00 horas do dia 08 de junho de 2010, no Plenário Nº 16 do Anexo II da Câmara dos Deputados (programação abaixo)
Certas da atenção de Vossa Senhoria, agradecemos e despedimo-nos.
Atenciosamente,
Alice Portugal
Coordenadora-Geral da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados
Programação da I Chamada Nacional da Mulher Candidata
Data – 08 de junho de 2010
Horário – das 09:00 às 17:00 horas
Local – Plenário Nº 16 do Anexo II da Câmara dos Deputados
09:00h - Abertura solene com o Presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer; o Presidente do TSE, Ministro Enrique Ricardo Lewandowski; O Procurador Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos; a Ministra Chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Dra. Nilcéia Freire; e a Coordenação-Geral da Bancada Feminina.
10:00h - Explanação da Nova Lei Eleitoral no tocante à participação feminina e seus paralelos internacionais. Palestrantes - Coordenação da Bancada Feminina, UNIFEM, Relator da mini-reforma eleitoral, deputado Flávio Dino.
11:00h - Debate
12:00h - Intervalo
14:00h - A conduta dos partidos e o seu estímulo às candidaturas femininas no Brasil – Palestrantes - Coordenação da Bancada Feminina e Secretarias de Mulheres dos Partidos Políticos com representação na Câmara dos Deputados.
15:30h - Debate
17:00h - Encerramento com a posse da nova coordenação eleita da Bancada Feminina para a Gestão 2010/2011.
Prezada Senhora,
A Bancada Feminina da Câmara dos Deputados convida Vossa Senhoria para participar, no próximo dia 08 de junho, quarta-feira, da I Chamada Nacional da Mulher Candidata com o objetivo de incentivar e orientar a participação da mulher nas eleições de 2010.
O encontro pretende reunir parlamentares federais, estaduais e municipais, além de entidades de mulheres e autoridades públicas para debater mecanismos que garantam o preenchimento da cota mínima de 30% de candidaturas femininas que cada partido e/ou coligação é obrigado a lançar nas eleições de 2010.
Pela relevância do evento, encarecemos a Vossa Senhoria que mobilizem parlamentares e candidatas de seus estados para estarem presentes à I Chamada Nacional da Mulher Candidata, que se iniciará as 09:00 horas do dia 08 de junho de 2010, no Plenário Nº 16 do Anexo II da Câmara dos Deputados (programação abaixo)
Certas da atenção de Vossa Senhoria, agradecemos e despedimo-nos.
Atenciosamente,
Alice Portugal
Coordenadora-Geral da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados
Programação da I Chamada Nacional da Mulher Candidata
Data – 08 de junho de 2010
Horário – das 09:00 às 17:00 horas
Local – Plenário Nº 16 do Anexo II da Câmara dos Deputados
09:00h - Abertura solene com o Presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer; o Presidente do TSE, Ministro Enrique Ricardo Lewandowski; O Procurador Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos; a Ministra Chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Dra. Nilcéia Freire; e a Coordenação-Geral da Bancada Feminina.
10:00h - Explanação da Nova Lei Eleitoral no tocante à participação feminina e seus paralelos internacionais. Palestrantes - Coordenação da Bancada Feminina, UNIFEM, Relator da mini-reforma eleitoral, deputado Flávio Dino.
11:00h - Debate
12:00h - Intervalo
14:00h - A conduta dos partidos e o seu estímulo às candidaturas femininas no Brasil – Palestrantes - Coordenação da Bancada Feminina e Secretarias de Mulheres dos Partidos Políticos com representação na Câmara dos Deputados.
15:30h - Debate
17:00h - Encerramento com a posse da nova coordenação eleita da Bancada Feminina para a Gestão 2010/2011.
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