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segunda-feira, 27 de outubro de 2014
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Presidenta Dilma comemora a virada do ano em Salvador.
Mantendo a rotina discreta desde que chegou à Base Naval de Aratu, em Salvador, no dia 28, para descansar e comemorar a virada do ano com a família, a presidente Dilma Rousseff segue sem fazer aparições públicas. Ela ainda não foi vista nesta temporada na Praia de Inema, que integra a base e tem acesso restrito. No ano passado, ela foi vista no local fazendo caminhadas no Réveillon e no carnaval.
A presidente tampouco participou, na última noite, da festa feita pelos moradores da base naval para celebrar a virada do ano. Preferiu comemorar apenas com a mãe, Dilma Jane, a filha, Paula, o genro, Rafael Covolo, e o neto, Gabriel. Segundo a assessoria da Presidência, Dilma ainda não confirmou a data de seu retorno a Brasília..
Dilma recebeu Jaques Wagner e ACM Neto e discutem projetos para Salvador
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff recebeu hoje (6) o prefeito eleito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), em uma reunião intermediada pelo governador do estado, Jaques Wagner, para discutir projetos para a capital baiana.
Os três conversaram sobre projetos nas áreas de mobilidade urbana, saúde, infraestrutura e habitação. A revitalização da orla e a operação do metrô de Salvador estão entre as prioridades, segundo relato de Wagner e ACM Neto.
“O prefeito eleito ACM Neto é prefeito da terceira maior capital do país, e me pediu essa audiência. Eu falei com a presidenta e ela se disponibilizou. Tivemos uma conversa longa, de mais de uma hora, onde foram colocadas as dificuldades de Salvador”, disse Jaques Wagner.
ACM Neto é o primeiro prefeito eleito de um partido da oposição a ser recebido pela presidenta após as eleições municipais de outubro.
O novo prefeito disse que saiu “muito entusiasmado” do encontro com a presidenta e com a disposição do governo federal em colaborar com a gestão da prefeitura de Salvador. “Tenho certeza que com a colaboração da prefeitura, com a gestão eficiente que pretendemos fazer, as coisas vão sair do papel e nós vamos ter uma relação extremamente produtiva, pensando no cidadão de Salvador”, disse ACM Neto.
Entre as obras de infraestrutura que o prefeito eleito pretende implementar com a ajuda do governo federal, estão a revitalização da orla de Salvador e a construção de corredores exclusivos para ônibus nas vias da capital baiana.
Segundo Wagner, as divergências político-partidárias entre os governos estadual e municipal não deverão atrapalhar o andamento dos projetos para a cidade. “Foi uma conversa muito madura e se eu pudesse resumir, eu diria que se fez um pacto por Salvador entre os três níveis de governo, onde a divergência não vai obstruir aquilo que Salvador precisa e merece”.
Agencia Brasil.
domingo, 16 de setembro de 2012
Dilma Rousseff divulga nota saudando Ano Novo judaico.
A presidente Dilma Rousseff divulgou na manhã deste domingo nota à comunidade judaica do Brasil, que celebra hoje o início do ano 5773 do calendário judeu. A presidente afirma que este é um momento de agradecer pela ampla contribuição do povo à formação política, social, cultural e econômica do mundo moderno.
"Mais que uma data comemorativa, este é um momento muito especial de reflexão, avaliação e renovação para os judeus em todo o mundo. Momento de confraternização, mas também de busca de caminhos que conduzam sempre ao bem comum.", diz a mensagem.
Ela relembra também as perseguições, injustiças e sofrimentos sofridos pelo povo de história milenar e afirma que isto "fortaleceu uma tradição de luta incessante pela liberdade e dignidade humana." Ao final da mensagem, deseja paz e uma convivência harmoniosa entre todos os povos.
Leia a nota oficial na íntegra:
Dirijo-me a toda comunidade judaica do Brasil para desejar um venturoso novo ano 5773 - Rosh Hashaná, votos que estendo a todo o povo judeu.
Mais que uma data comemorativa, este é um momento muito especial de reflexão, avaliação e renovação para os judeus em todo o mundo. Momento de confraternização, mas também de busca de caminhos que conduzam sempre ao bem comum.
Esta é também uma oportunidade para que reafirmemos o respeito e a amizade que o povo brasileiro dedica ao povo judeu, cuja contribuição à formação política, social, cultural e econômica do mundo moderno tem sido extraordinária.
De sua história milenar, muitas vezes marcada por perseguições, injustiças e sofrimentos, construiu-se e fortaleceu-se uma tradição de luta incessante pela liberdade e dignidade humana.
Faço votos que este novo Ano Judaico seja mais um marco dessa longa caminhada de sabedoria e paz, no qual se reforce a convivência harmoniosa entre todos os povos e as ações pela construção de um mundo de liberdade, democracia e paz para todos.
Com fraterna amizade, Shaná Tová.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
"Mais que uma data comemorativa, este é um momento muito especial de reflexão, avaliação e renovação para os judeus em todo o mundo. Momento de confraternização, mas também de busca de caminhos que conduzam sempre ao bem comum.", diz a mensagem.
Ela relembra também as perseguições, injustiças e sofrimentos sofridos pelo povo de história milenar e afirma que isto "fortaleceu uma tradição de luta incessante pela liberdade e dignidade humana." Ao final da mensagem, deseja paz e uma convivência harmoniosa entre todos os povos.
Leia a nota oficial na íntegra:
Dirijo-me a toda comunidade judaica do Brasil para desejar um venturoso novo ano 5773 - Rosh Hashaná, votos que estendo a todo o povo judeu.
Mais que uma data comemorativa, este é um momento muito especial de reflexão, avaliação e renovação para os judeus em todo o mundo. Momento de confraternização, mas também de busca de caminhos que conduzam sempre ao bem comum.
Esta é também uma oportunidade para que reafirmemos o respeito e a amizade que o povo brasileiro dedica ao povo judeu, cuja contribuição à formação política, social, cultural e econômica do mundo moderno tem sido extraordinária.
De sua história milenar, muitas vezes marcada por perseguições, injustiças e sofrimentos, construiu-se e fortaleceu-se uma tradição de luta incessante pela liberdade e dignidade humana.
Faço votos que este novo Ano Judaico seja mais um marco dessa longa caminhada de sabedoria e paz, no qual se reforce a convivência harmoniosa entre todos os povos e as ações pela construção de um mundo de liberdade, democracia e paz para todos.
Com fraterna amizade, Shaná Tová.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
sábado, 6 de novembro de 2010
Aécio Neves assedia aliados de Lula.

Agência Estado
Com apoio de partidos da base governista, o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) deflagrou articulação política para conquistar a presidência do Senado, acenando em troca com apoio para os parceiros de empreitada controlarem a Câmara.
Na chamada "operação Aécio", bancada por PSDB e DEM e com o apoio informal de setores do PSB e do PP - podendo ter a adesão de PDT e PC do B -, seria formada uma ampla aliança entre esses partidos. Isso garantiria ao grupo uma expressiva quantidade de votos na Câmara e no Senado, ameaçando a parceria entre PMDB e PT para controlar as duas Casas.
No Senado, a soma do bloco de oposição formado por PSDB, DEM e PPS garante 18 votos, total que pode subir para 21, com a adesão de senadores dissidentes do PMDB. É pouco para impor perigo à dupla PMDB-PT. Mas a costura de um acordo com PP (5 senadores), PDT (4 senadores) PSB (3 senadores) e PC do B (2 senadores) mudaria esse patamar para 32 senadores, o que garantiria uma largada forte nessa disputa contra outros 17 senadores do PMDB e 14 do PT. Assim, a decisão da questão se daria por meio da captura dos votos de partidos mais flutuantes, como PTB e PR, por exemplo.
Não se trata de uma equação fácil, muito menos de efeito garantido, já que o poder de fogo do governo federal é muito grande e pode fazer com que parlamentares da base governista desistam de embarcar no projeto de Aécio, sob pena de retaliação política. Dentro do Palácio do Planalto ainda não surgiu a ordem para explodir os planos tucanos. Mas apenas a existência dessa movimentação já preocupa o governo, que não deseja ver um adversário em potencial da próxima disputa presidencial comandando a pauta e a agenda do Senado e deve atuar para impedir sua vitória.
RITA QUEVEDO PANZARD I : FORO DE MUJERES DEL MERCOSUR/CAPITULO URUGUAY
QUERIDAS COMPAÑERAS DEL FORO DE MUJERES DEL MERCOSUR
FELICIDADES A TODAS
POR EL TRIUNFO DE UNA MUJER
AL LUGAR MAS IMPORTANTE DEL GOBIERNO BRASILEÑO
MUCHA SUERTE....!!!
UN FUERTE ABRAZO
RITA QUEVEDO PANZARDI
ESPECIALIZADA EN ADAPTACION DE AUDIFONOS
PRESIDENTA CAPITULO URUGUAY
FORO DE MUJERES DEL MERCOSUR
P.D.:
ENVIAMOS NOTA ADJUNTA:
En relación con lo que anticipaban todas las encuestas de intención de voto, Dilma Rousseff , economista de 62 años, del Partido de los Trabajadores, aventajó por casi 11 puntos porcentuales a su competidor, el socialdemócrata José Serra consagrándose como la Primera Presidenta de Brasil, el país más grande de Sudamérica.
Para combatir la dictadura, en los años 60, ella optó por la lucha armada y así se integró al Comando de Liberación Nacional y más tarde a la Vanguardia Armada Revolucionaria Palmares. Estuvo presa y luego, varias décadas después, en el gobierno de Lula ocupó la cartera de Minas y Energía y después Ministra de la Casa Civil (Jefa del Gabinete)
En su primer mensaje la mandataria electa, que asumirá la presidencia el 1º de enero de 2011, dijo:
"Gobernaré con la coalición que me trajo aquí, pero gobernaré para todos y conversaré con todos", y ratificó que “procurará "la erradicación de la miseria y la creación de oportunidades para todos los brasileños
FELICIDADES A TODAS
POR EL TRIUNFO DE UNA MUJER
AL LUGAR MAS IMPORTANTE DEL GOBIERNO BRASILEÑO
MUCHA SUERTE....!!!
UN FUERTE ABRAZO
RITA QUEVEDO PANZARDI
ESPECIALIZADA EN ADAPTACION DE AUDIFONOS
PRESIDENTA CAPITULO URUGUAY
FORO DE MUJERES DEL MERCOSUR
P.D.:
ENVIAMOS NOTA ADJUNTA:
En relación con lo que anticipaban todas las encuestas de intención de voto, Dilma Rousseff , economista de 62 años, del Partido de los Trabajadores, aventajó por casi 11 puntos porcentuales a su competidor, el socialdemócrata José Serra consagrándose como la Primera Presidenta de Brasil, el país más grande de Sudamérica.
Para combatir la dictadura, en los años 60, ella optó por la lucha armada y así se integró al Comando de Liberación Nacional y más tarde a la Vanguardia Armada Revolucionaria Palmares. Estuvo presa y luego, varias décadas después, en el gobierno de Lula ocupó la cartera de Minas y Energía y después Ministra de la Casa Civil (Jefa del Gabinete)
En su primer mensaje la mandataria electa, que asumirá la presidencia el 1º de enero de 2011, dijo:
"Gobernaré con la coalición que me trajo aquí, pero gobernaré para todos y conversaré con todos", y ratificó que “procurará "la erradicación de la miseria y la creación de oportunidades para todos los brasileños
Emiliano José escreve "A Força da Mulher".
A força da mulher
Por Emiliano José
Uma vitória do povo brasileiro. A vitória de um projeto político. A vitória de uma mulher. Talvez isso possa ser uma boa síntese das eleições deste domingo. O Brasil que a nova presidente encontra não é o mesmo de 2003, quando Lula assumiu. É muito melhor. No entanto, os desafios que Dilma Rousseff tem pela frente são enormes, sobretudo o de continuar a luta para diminuir a desigualdade social que ainda nos afronta, preocupação que ela manifestou sempre durante a campanha.
Tenho convicção de que a democracia está se consolidando no Brasil. Que o povo brasileiro amadurece cada vez mais. Que a cidadania cresceu. Que a consciência da nossa gente não se submete mais com tanta facilidade aos chamados meios de comunicação de massa, cujo núcleo central é escandalosamente partidarizado. Que os grotões desapareceram de nossa cena política. Que não há mais donos de votos no País, especialmente para as eleições majoritárias. Que não se subestime mais a capacidade do nosso povo.
Creio que definitivamente caiu por terra a noção da existência de formadores de opinião situados na chamada mídia hegemônica. Ou, dito de outra forma, a importância desses atores diminuiu muito. O povo reage é diante das políticas públicas, do resultado efetivo da atuação do governo face à sua vida. Por que razão o povo brasileiro iria deixar de votar numa candidata que representava a continuidade de políticas que o beneficiaram tanto nos últimos anos e trocá-la por outro, que representava tão nitidamente políticas que o prejudicaram enormemente, como o governo Fernando Henrique Cardoso?
Penso muito no desprezo que alguns daqueles que se acreditam formadores de opinião tem pelo povo brasileiro. Não se conformam com a popularidade do presidente Lula, tentam desqualificá-lo o tempo inteiro, confrontando-se com índices de aprovação superiores a 80%. E embarcaram de forma resoluta na tentativa de desqualificação da candidata Dilma Rousseff, inclusive na sordidez que envolviam os falsos dossiês sobre sua atuação política ou, ainda, sobre o odioso caso da posição diante do aborto.
O povo brasileiro elegeu Dilma com muita consciência de que apoiava um projeto político. Há aqueles que atribuem a eleição de Dilma apenas ao inegável carisma do presidente Lula, e não há dúvida de que isso contou. Parafraseando Caetano Veloso, que referiu-se a Roberto Carlos dizendo a gente sabe a quem chama de rei, o povo sabe a quem chama de líder.
Lula é o maior líder político e popular da história do Brasil. No entanto, não fosse o extraordinário governo feito nesses oito anos, com resultados nunca antes vistos, para melhor, nas condições de vida do povo brasileiro, e certamente não bastaria o carisma do presidente Lula.
O carisma se afirmou por conta, sobretudo, das políticas públicas que foram levadas a cabo pelo governo, fruto de um projeto político pensado pelo PT, desenvolvido com mais consistência entre o final dos anos 90 e início do novo milênio. Claro que esse projeto encontrou um ator singular, de uma capacidade rara, de uma intuição política fantástica, e que soube, portanto, dar consistência a tudo que havia sido pensado pelo PT.
O partido compreendeu a complexidade do Brasil. Superou quaisquer tentações isolacionistas, procurou alianças amplas e pensou uma revolução de longo prazo, uma revolução democrática, que enfrentasse a profunda desigualdade social que nos afronta há séculos, que situasse a Nação de forma soberana na arena mundial. Desde o seu nascimento, o partido havia superado a dicotomia entre socialismo e democracia. E no projeto concebido mais recentemente certamente reafirmou para si mesmo que o processo de mudanças no Brasil se daria no leito democrático, do qual nunca abriu mão.
E pôde experimentar nesses oito anos, ao lado dos partidos aliados que chamou para o projeto, o quanto é possível mudar o Brasil, as condições de vida do povo brasileiro, no exercício pleno da democracia. Tirar quase 30 milhões da pobreza absoluta e elevar mais de 30 milhões da pobreza à classe média é o maior triunfo desse projeto. Foi nele que o povo votou.
E foi a vitória de uma mulher. A vitória da mulher brasileira. O ano de 2002 marcou um fato inédito na história do Brasil: a eleição de um presidente operário. Agora, o povo brasileiro produz outro fato inédito: pela primeira vez elege uma mulher.
Nunca se viu um ataque tão descabido, tão sórdido, tão abaixo da linha de cintura à figura da mulher como foi feito pela campanha do candidato adversário. Nossas ilusões nos levaram a pensar numa campanha de bom nível, face ao passado de Serra. Foi um grave engano.
Nunca o nível baixou tanto, e contra uma mulher. E procurando buscar nos recantos obscuros da alma da sociedade brasileira os elementos que suscitassem o ódio, que alimentassem os preconceitos, que suscitassem a raiva contra a mulher, contra todas as mulheres, e especialmente contra aquelas que eventualmente tivessem que recorrer ao aborto.
E a chamaram despreparada, e a chamaram teleguiada, e quiseram-na sem vida política, e a denominaram terrorista, como se terroristas fossem todos os que resistiram à ditadura. E semearam mentiras, e fizeram milhões de telefonemas clandestinos com toda sorte de calúnias contra ela.
E ela ganhou. Ganhou a grande mulher que é Dilma, que soube superar uma doença, que não se abalou com a sordidez que se alevantou contra ela, e se torna assim a nossa primeira presidente mulher. As mulheres do Brasil estão em festa. E os homens também. Há um caldo de revolução cultural na eleição dessa mulher. Os homens viverão uma experiência nova: a mulher que sempre soube cuidar dos filhos e da casa, e que nunca deixou também de viver intensamente a vida pública, irá agora dirigir os homens e mulheres do Pais, cuidar com imenso carinho de todo o povo brasileiro, acelerando o processo de distribuição de renda iniciado com tanta firmeza pelo presidente Lula.
Publicado no site Carta Maior (01/11/2010)
Contatos
www.emilianojose.com.br
Por Emiliano José
Uma vitória do povo brasileiro. A vitória de um projeto político. A vitória de uma mulher. Talvez isso possa ser uma boa síntese das eleições deste domingo. O Brasil que a nova presidente encontra não é o mesmo de 2003, quando Lula assumiu. É muito melhor. No entanto, os desafios que Dilma Rousseff tem pela frente são enormes, sobretudo o de continuar a luta para diminuir a desigualdade social que ainda nos afronta, preocupação que ela manifestou sempre durante a campanha.
Tenho convicção de que a democracia está se consolidando no Brasil. Que o povo brasileiro amadurece cada vez mais. Que a cidadania cresceu. Que a consciência da nossa gente não se submete mais com tanta facilidade aos chamados meios de comunicação de massa, cujo núcleo central é escandalosamente partidarizado. Que os grotões desapareceram de nossa cena política. Que não há mais donos de votos no País, especialmente para as eleições majoritárias. Que não se subestime mais a capacidade do nosso povo.
Creio que definitivamente caiu por terra a noção da existência de formadores de opinião situados na chamada mídia hegemônica. Ou, dito de outra forma, a importância desses atores diminuiu muito. O povo reage é diante das políticas públicas, do resultado efetivo da atuação do governo face à sua vida. Por que razão o povo brasileiro iria deixar de votar numa candidata que representava a continuidade de políticas que o beneficiaram tanto nos últimos anos e trocá-la por outro, que representava tão nitidamente políticas que o prejudicaram enormemente, como o governo Fernando Henrique Cardoso?
Penso muito no desprezo que alguns daqueles que se acreditam formadores de opinião tem pelo povo brasileiro. Não se conformam com a popularidade do presidente Lula, tentam desqualificá-lo o tempo inteiro, confrontando-se com índices de aprovação superiores a 80%. E embarcaram de forma resoluta na tentativa de desqualificação da candidata Dilma Rousseff, inclusive na sordidez que envolviam os falsos dossiês sobre sua atuação política ou, ainda, sobre o odioso caso da posição diante do aborto.
O povo brasileiro elegeu Dilma com muita consciência de que apoiava um projeto político. Há aqueles que atribuem a eleição de Dilma apenas ao inegável carisma do presidente Lula, e não há dúvida de que isso contou. Parafraseando Caetano Veloso, que referiu-se a Roberto Carlos dizendo a gente sabe a quem chama de rei, o povo sabe a quem chama de líder.
Lula é o maior líder político e popular da história do Brasil. No entanto, não fosse o extraordinário governo feito nesses oito anos, com resultados nunca antes vistos, para melhor, nas condições de vida do povo brasileiro, e certamente não bastaria o carisma do presidente Lula.
O carisma se afirmou por conta, sobretudo, das políticas públicas que foram levadas a cabo pelo governo, fruto de um projeto político pensado pelo PT, desenvolvido com mais consistência entre o final dos anos 90 e início do novo milênio. Claro que esse projeto encontrou um ator singular, de uma capacidade rara, de uma intuição política fantástica, e que soube, portanto, dar consistência a tudo que havia sido pensado pelo PT.
O partido compreendeu a complexidade do Brasil. Superou quaisquer tentações isolacionistas, procurou alianças amplas e pensou uma revolução de longo prazo, uma revolução democrática, que enfrentasse a profunda desigualdade social que nos afronta há séculos, que situasse a Nação de forma soberana na arena mundial. Desde o seu nascimento, o partido havia superado a dicotomia entre socialismo e democracia. E no projeto concebido mais recentemente certamente reafirmou para si mesmo que o processo de mudanças no Brasil se daria no leito democrático, do qual nunca abriu mão.
E pôde experimentar nesses oito anos, ao lado dos partidos aliados que chamou para o projeto, o quanto é possível mudar o Brasil, as condições de vida do povo brasileiro, no exercício pleno da democracia. Tirar quase 30 milhões da pobreza absoluta e elevar mais de 30 milhões da pobreza à classe média é o maior triunfo desse projeto. Foi nele que o povo votou.
E foi a vitória de uma mulher. A vitória da mulher brasileira. O ano de 2002 marcou um fato inédito na história do Brasil: a eleição de um presidente operário. Agora, o povo brasileiro produz outro fato inédito: pela primeira vez elege uma mulher.
Nunca se viu um ataque tão descabido, tão sórdido, tão abaixo da linha de cintura à figura da mulher como foi feito pela campanha do candidato adversário. Nossas ilusões nos levaram a pensar numa campanha de bom nível, face ao passado de Serra. Foi um grave engano.
Nunca o nível baixou tanto, e contra uma mulher. E procurando buscar nos recantos obscuros da alma da sociedade brasileira os elementos que suscitassem o ódio, que alimentassem os preconceitos, que suscitassem a raiva contra a mulher, contra todas as mulheres, e especialmente contra aquelas que eventualmente tivessem que recorrer ao aborto.
E a chamaram despreparada, e a chamaram teleguiada, e quiseram-na sem vida política, e a denominaram terrorista, como se terroristas fossem todos os que resistiram à ditadura. E semearam mentiras, e fizeram milhões de telefonemas clandestinos com toda sorte de calúnias contra ela.
E ela ganhou. Ganhou a grande mulher que é Dilma, que soube superar uma doença, que não se abalou com a sordidez que se alevantou contra ela, e se torna assim a nossa primeira presidente mulher. As mulheres do Brasil estão em festa. E os homens também. Há um caldo de revolução cultural na eleição dessa mulher. Os homens viverão uma experiência nova: a mulher que sempre soube cuidar dos filhos e da casa, e que nunca deixou também de viver intensamente a vida pública, irá agora dirigir os homens e mulheres do Pais, cuidar com imenso carinho de todo o povo brasileiro, acelerando o processo de distribuição de renda iniciado com tanta firmeza pelo presidente Lula.
Publicado no site Carta Maior (01/11/2010)
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Mesmo sem os eleitores do Norte e do Nordeste, Dilma venceria Serra.

Mesmo sem os eleitores do Norte e do Nordeste, Dilma venceria Serra
Petista teve mais votos que Serra na soma de Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Foram 33,2 milhões de votos contra 32,9 milhões.
Do G1 SP
imprimir A sensação de que a petista Dilma Rousseff foi eleita apenas em razão da vantagem aplicada nas regiões Norte e Nordeste é falsa. Levantamento com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que ela ganharia a eleição mesmo se fossem computados apenas os votos do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste.
Nesta segunda-feira (1º), o termo "#orgulhodesernordestino" ficou entre os mais citados no microblog Twitter. Foi uma reação a comentários considerados preconceituosos de eleitores do Sul e do Sudeste, contrários à candidata petista, que creditaram a vitória de Dilma aos votos do Nordeste. (Veja post sobre isso no blog "Bombou na Web".)
Dilma teve mais de 55 milhões de votos no país; Serra teve pouco mais de 43 milhões. No Nordeste, a vantagem de Dilma foi elástica: 18,4 milhões de votos, contra 7,7 milhões do tucano. No Norte, ela venceu por 4 milhões contra quase 3 milhões de Serra.
Se todos os eleitores das regiões Norte e Nordeste forem excluídos da conta, no entanto, a petista ainda aparece na frente. Na soma de Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ela tem 33,2 milhões de votos, contra 32,9 milhões – uma margem pequena, de 275 mil votos, mas suficiente para elegê-la.
Boa parte desse resultado se deu graças a Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Serra não conseguiu capitalizar a força do ex-governador e senador eleito pelo PSDB Aécio Neves e Dilma conseguiu vencê-lo por 1,7 milhão de votos de diferença no estado.
No Rio de Janeiro, ela também abriu 1,7 milhão de votos de vantagem, fazendo o revés de São Paulo não pesar na conta.
Além disso, Serra venceu no Centro-Oeste, mas não com uma margem expressiva.
domingo, 31 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Rede Globo faz campanha suja para Serra, afirma Emiliano.
Uma aula de história da “Relação entre a mídia e a política no Brasil” foi apresentada na segunda-feira (25) pelo jornalista e professor Emiliano José para alunos do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Milton Santos (IHAC) da UFBA, no auditório do instituto.
Após a exibição do documentário “Globo, além do Cidadão Kane”, que conta a trajetória de consolidação da maior emissora de televisão do Brasil, marcada pelo apoio direto à ditadura militar e por fazer campanhas armadas para ex-presidentes como Collor e FHC, Emiliano iniciou a fala dizendo que a Globo constituiu uma rede para dar suporte à ditadura e hoje não pode contar sua história, pois fez parte de todo o Golpe.
“A Globo se coloca contra qualquer projeto político reformista. Faz campanha para José Serra de forma suja a antiética. Inventam inúmeras mentiras para atacar a adversária Dilma Rousseff. Isso porque não podem apresentar o projeto de Serra que, evidentemente, é o mesmo projeto de FHC, do neoliberalismo”, afirmou.
Emiliano acentuou que não é só a Rede Globo que cumpre esse papel. “Há um grupo de três ou quatro famílias que controlam a mídia brasileira. É uma trajetória de golpismo, ao lado das classes dominantes, das quais a mídia faz parte. A revista Veja segue a mesma linha, da natureza golpista. Dá a notícia sempre contra Dilma e a favor de Serra, não se importando se as informações são falsas ou verdadeiras. E a Globo repercute tudo”.
O palestrante finalizou afirmando que a mídia brasileira é uma das mais partidarizadas do mundo, mas que, hoje, não determina mais o resultado eleitoral. “O povo está mais consciente e a nossa mídia alternativa funciona muito bem na internet com as redes sociais, sites, blogs. Os internautas são os novos militantes. A mídia não vai parar um minuto, pois está desesperada, tem perdido uma batalha atrás da outra. Vai fazer de tudo para derrotar Dilma”.
Após a exibição do documentário “Globo, além do Cidadão Kane”, que conta a trajetória de consolidação da maior emissora de televisão do Brasil, marcada pelo apoio direto à ditadura militar e por fazer campanhas armadas para ex-presidentes como Collor e FHC, Emiliano iniciou a fala dizendo que a Globo constituiu uma rede para dar suporte à ditadura e hoje não pode contar sua história, pois fez parte de todo o Golpe.
“A Globo se coloca contra qualquer projeto político reformista. Faz campanha para José Serra de forma suja a antiética. Inventam inúmeras mentiras para atacar a adversária Dilma Rousseff. Isso porque não podem apresentar o projeto de Serra que, evidentemente, é o mesmo projeto de FHC, do neoliberalismo”, afirmou.
Emiliano acentuou que não é só a Rede Globo que cumpre esse papel. “Há um grupo de três ou quatro famílias que controlam a mídia brasileira. É uma trajetória de golpismo, ao lado das classes dominantes, das quais a mídia faz parte. A revista Veja segue a mesma linha, da natureza golpista. Dá a notícia sempre contra Dilma e a favor de Serra, não se importando se as informações são falsas ou verdadeiras. E a Globo repercute tudo”.
O palestrante finalizou afirmando que a mídia brasileira é uma das mais partidarizadas do mundo, mas que, hoje, não determina mais o resultado eleitoral. “O povo está mais consciente e a nossa mídia alternativa funciona muito bem na internet com as redes sociais, sites, blogs. Os internautas são os novos militantes. A mídia não vai parar um minuto, pois está desesperada, tem perdido uma batalha atrás da outra. Vai fazer de tudo para derrotar Dilma”.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Artistas, intelectuais e militantes, como Chico Buarque, Leonardo Boff e Oscar Niemeyer, anunciaram apoio a Dilma.

Intelectuais e artistas se unem em ato pró-Dilma
agestado
Com a rara presença do cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, que só perdeu em aplausos para o arquiteto Oscar Niemeyer, mais de mil artistas, intelectuais e militantes reuniram-se ontem em um ato em apoio à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, no Teatro Casa Grande, tradicional ponto de encontro e espetáculos da esquerda carioca, na zona sul do Rio. Os manifestantes entregaram à Dilma um documento com mais de 10 mil assinaturas, muitas delas de eleitores de Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), no primeiro turno.
Chico Buarque fez um rápido pronunciamento com elogios à Dilma e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Essa mulher de fibra, que já passou por tudo, não tem medo de nada. Vai herdar o senso de justiça social, um marco do governo Lula, um governo que não corteja os poderosos de sempre, não despreza os sem-terra, os professores, garis. Um governo que fala de igual para igual com todos, que não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai", disse.
Em seu discurso, Dilma procurou marcar as diferenças de sua candidatura e a de Serra: "Nós não achamos que crescimento social é uma alegoria de mão ou um anexo. É isso que nos distingue radicalmente dos nossos adversários", afirmou. Dilma insistiu no discurso de que os tucanos retomariam o processo de privatização se voltassem ao poder. "O que está em questão nessa eleição é o que eles farão com o pré-sal e também com a Petrobras. Além do manifesto de artistas e intelectuais, a petista recebeu outros dois documentos de apoio à sua candidatura - um organizado por advogados e outro por religiosos.
domingo, 17 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Dilma Rousseff, candidata a Presidência do Brasil,está na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo.
Nova York, 6 out (EFE).- A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, lidera a lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo publicada pela revista Forbes e que tem Dilma Rousseff, candidata a Presidência do Brasil, na 95ª colocação, e Gisele Bundchen, na 72ª.
"Michelle está mais envolvida em política que Laura Bush e, ao contrário de Hillary Clinton, se manteve afastada da política de enfrentamento", disseram os responsáveis pela Forbes, que destacaram como suas pressões levaram empresas como Coca-Cola e Kellogg's a reduzirem as calorias de seus produtos.
A segunda mulher mais poderosa do mundo é a americana Irene Rosenfeld, conselheira do grupo alimentício Kraft Foods, seguida da apresentadora Oprah Winfrey, da chanceler alemã, Angela Merkel, e da secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
Do mundo do showbusiness se sobressaíram, nas dez primeiras colocações, Lady Gaga (7ª), a atriz Angelina Jolie (21ª), Madonna (29ª), a modelo e apresentadora Heidi Klum (39ª) e a atriz Sarah Jessica Parker (45ª).
"Michelle está mais envolvida em política que Laura Bush e, ao contrário de Hillary Clinton, se manteve afastada da política de enfrentamento", disseram os responsáveis pela Forbes, que destacaram como suas pressões levaram empresas como Coca-Cola e Kellogg's a reduzirem as calorias de seus produtos.
A segunda mulher mais poderosa do mundo é a americana Irene Rosenfeld, conselheira do grupo alimentício Kraft Foods, seguida da apresentadora Oprah Winfrey, da chanceler alemã, Angela Merkel, e da secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
Do mundo do showbusiness se sobressaíram, nas dez primeiras colocações, Lady Gaga (7ª), a atriz Angelina Jolie (21ª), Madonna (29ª), a modelo e apresentadora Heidi Klum (39ª) e a atriz Sarah Jessica Parker (45ª).
terça-feira, 5 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Com Dilma no segundo turno.Candidata conseguiu 46 %.

Seguiremos juntas companheira!

Lula seguirá firme com Dilma para o segundo turno.
Seq. Nº Cand. Nome Candidato Partido / Coligação Qtde. Votos
1 13 DILMA PT - PRB / PDT / PT / PMDB / PTN / PSC / PR / PTC / PSB / PC do B 44.617.311 (46,23%)
2 45 JOSÉ SERRA PSDB - PTB / PPS / DEM / PMN / PSDB / PT do B 31.776.887 (32,93%)
3 43 MARINA SILVA PV 19.008.044 (19,70%)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
The Independent: Dilma será mulher mais poderosa do mundo
Independent: Dilma será mulher mais poderosa do mundo
agestado
Reportagem do jornal britânico The Independent sobre a eleição presidencial no Brasil diz que a candidata do PT, Dilma Rousseff, se prepara para ser "a mulher mais poderosa do mundo". Para o jornal, "sua amplamente prevista vitória na eleição presidencial do próximo domingo será saudada com alegria por milhões".
De acordo com o Independent, Dilma "marca o desmantelamento final do 'Estado de segurança nacional', um arranjo que os governos conservadores nos Estados Unidos e na Europa já viram como seu melhor artifício para manter um status quo podre, que manteve uma vasta maioria na América Latina na pobreza, enquanto favorecia seus amigos ricos".
O jornal explica que a petista será "a mulher mais poderosa do mundo" porque, como chefe de Estado, ela terá um cargo superior ao da chanceler alemã, Angela Merkel, e ao da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Além disso, "seu enorme país de 200 milhões de pessoas está festejando sua nova riqueza em petróleo".
"A taxa de crescimento do Brasil, que rivaliza com a da China, é uma que a Europa e Washington só podem invejar", diz a reportagem, que inclui um perfil biográfico da candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Reportagem do jornal britânico The Independent sobre a eleição presidencial no Brasil diz que a candidata do PT, Dilma Rousseff, se prepara para ser "a mulher mais poderosa do mundo". Para o jornal, "sua amplamente prevista vitória na eleição presidencial do próximo domingo será saudada com alegria por milhões".
De acordo com o Independent, Dilma "marca o desmantelamento final do 'Estado de segurança nacional', um arranjo que os governos conservadores nos Estados Unidos e na Europa já viram como seu melhor artifício para manter um status quo podre, que manteve uma vasta maioria na América Latina na pobreza, enquanto favorecia seus amigos ricos".
O jornal explica que a petista será "a mulher mais poderosa do mundo" porque, como chefe de Estado, ela terá um cargo superior ao da chanceler alemã, Angela Merkel, e ao da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Além disso, "seu enorme país de 200 milhões de pessoas está festejando sua nova riqueza em petróleo".
"A taxa de crescimento do Brasil, que rivaliza com a da China, é uma que a Europa e Washington só podem invejar", diz a reportagem, que inclui um perfil biográfico da candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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