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domingo, 28 de outubro de 2012

ACM Neto é o novo prefeito de Salvador e não pretende reeditar o avô.


 ACM Neto (DEM) venceu o segundo turno e foi eleito prefeito da capital baiana neste domingo (28), derrotando o candidato do PT,Nelson Pelegrino.
Com o resultado, Salvador passa a ser a maior capital do país governada pelo DEM, partido que perdeu força nas urnas em 2012, e viu o número de prefeituras cair de 496, em 2008, para 276, nestas eleições (sem considerar as cidades onde teve segundo turno).
Salvador é a terceira cidade com maior número de eleitores do país, 1,9 milhão. Além da capital baiana, o partido foi eleito em Aracaju, com João Alves (DEM).
A vitória também dá força ao DEM na Bahia, onde, além da capital, o partido venceu em Feira de Santana, segundo maior município do Estado, a 108 Km de Salvador. As duas cidades possuem juntas 22% do eleitorado baiano.
O candidato do DEM é neto do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (DEM), o ACM, morto em 2007. ACM foi prefeito de Salvador, em 1976, e governador do Estado por três mandatos.
O candidato, por sua vez, rende homenagens ao avô, mas rejeita a associação ao termo. "Esses rótulos que a imprensa dá são todos inadequados. Todo mundo sabe do orgulho enorme que tenho do senador Antonio Carlos. Agora, não há que se falar em reedição do que quer que seja", afirmou ACM Neto, em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" publicada no último domingo (21).

PERFIL DO ELEITO

Nome: Antonio Carlos Peixoto Magalhães Neto
Partido: DEM
Nascimento: 26/1/1979
Município de nascimento: Salvador (BA)
Ocupação: Deputado federal
Vice: Célia Sacramento (PV)
Coligação: É hora de defender Salvador (PTN / PPS / DEM / PV / PSDB)

sábado, 27 de outubro de 2012

Salvador terá novo prefeito após 8 anos de decadência.

Amanhã Salvador, Bahia terá novo prefeito. Todas as indicações apontam para ACM Neto.

Salvador está tão destruída que é preciso replanejar, reestabelecer uma vida comum para os soteropolitanos.

A escolha do Nelson Pelegrino foi equivocada desde o inicio. O PCdoB deveria ter lançado candidatura própria. O PMDB foi abandonado pelo Mário que resolveu apoiar o candidato do PT. Os demais candidatos apoiaram o PT depois de destruírem a imagem do partido nos debates e horário eleitoral
Esqueceram que a decisão estaria mesmo no segundo turno pela quantidade de abstenções que atingiu a quase um terço dos votos válidos.

Segundo turno deverá indicar ACM Neto para prefeito e com votação expressiva.

ACM Neto será o prefeito eleito em Salvador. A diferença neste momento é de dez pontos percentuais para o adversário.

O Ibope divulgou neste sábado (27) a segunda pesquisa de intenção de voto sobre a disputa pela Prefeitura de Salvador no segundo turno. Segundo o levantamento, ACM Neto (DEM) será o próximo prefeito da capital baiana. 

O democrata tem dez pontos percentuais de vantagem sobre o adversário Nelson Pelegrino nos votos válidos, quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos: 55% a 45%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 27 de outubro de 2012. Foram entrevistados 1001 eleitores na cidade de Salvador. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ACM Neto X Nelson Pelegrino : segundo turno em Salvador.

ACM Neto aposta na TV e voto da periferia no 2º turno; Pelegrino mira a classe média de Salvador. O candidato do DEM à Prefeitura de Salvador, ACM Neto, afirmou na tarde desta segunda-feira (8) que seu principal "trunfo" para a disputa no segundo turno será o tempo igual de propaganda no rádio e TV. “Nosso trunfo é o tempo de TV e rádio." O democrata vai enfrentar o petista Nelson Pelegrino (veja resultado final da apuração no primeiro turno). APURAÇÃO Salvador BA 100% DAS URNAS APURADAS 1º ACM Neto DEM2ºT 40,17% 518.976 votos 2º Pelegrino PT2ºT 39,73% 513.350 votos 3º Mario Kertesz PMDB 9,43% 121.894 votos VER PLACAR DE APURAÇÃO COMPLETO O PT, pelo tempo excessivo [no primeiro turno] conseguiu nos pautar”, disse Neto, em coletiva à imprensa em seu escritório, no bairro de Ondina. No primeiro turno, Pelegrino teve cerca de 15min de propaganda, contra 5min de Neto. O PT levou ao horário eleitoral críticas a ação judicial movida pelo DEM contra as cotas raciais na UnB (Universidade de Brasília) como forma de atacar a candidatura adversária, e Neto teve que usar boa parte de seu tempo de propaganda para reafirmar sua posição favorável às cotas. O mesmo aconteceu quando a propaganda de Pelegrino exibiu discurso de Neto, deputado federal, na Câmara, no qual ele ameaçava dar “uma surra” no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à época da CPI dos Correio, em 2003. Novamente o democrata usou seu tempo na TV para explicar o episódio. A coordenação de campanha do DEM também pretende intensificar as atividades de rua em bairros da periferia, como na região do Subúrbio Ferroviário, onde Pelegrino teve mais votos em 11 de 20 zonas eleitorais, segundo contabilidade do partido. Neto, por sua vez, teve mais votos em bairros de classe média, como Graça, Pituba, e Brotas. Atrás dos votos da classe média A avaliação da votação por bairros do DEM é parecida com a feita pela campanha petista. O candidato Nelson Pelegrino afirmou, também em entrevista coletiva nesta segunda-feira (8), que vai buscar os votos da classe média no segundo turno. “Vamos intensificar o diálogo com a classe média no segundo turno. Vamos intensificar esse debate Mas não vamos abandonar os nossos, os mais necessitados. É essa a nossa prioridade: governar para os que mais precisam nessa cidade. Mas nós vamos governar para toda a cidade”, afirmou o petista. Sobre a estratégia para o segundo turno, Pelegrino disse acreditar que o tom será de uma “disputa de projetos, de quem já governou e de quem nunca governou Salvador”, afirmou. “A única candidatura que representa mudança é a nossa. Porque a candidatura de ACM Neto governou Salvador durante oito anos, e governaram durante quatro anos com [o prefeito] João Henrique também. Vamos mostrar isso, que eles tiveram 12 anos o governo e não mudaram a cidade”, disse o petista. VEJA OS RESULTADOS DA APURAÇÃO NO PRIMEIRO TURNO PELO PAÍS O deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB) foi prefeito de Salvador de 1996 a 2004 pelo então PFL, antiga denominação do partido Democratas. Em 2008, após não conseguir passar ao segundo turno, ACM Neto declarou apoio ao prefeito João Henrique Carneiro (PP), que à época disputou a reeleição pelo PMDB. Com sua gestão avaliada como ruim ou péssima por 67% dos eleitores, segundo pesquisa Ibope de 23 de agosto, o prefeito se tornou um aliado indesejado na campanha. Neto tem afirmado que o DEM foi o partido que menos indicou secretários na segunda gestão de João Henrique. O PT, que nunca elegeu um prefeito na capital baiana, também participou do primeiro mandato de Carneiro. João Henrique não declarou apoio a nenhum candidato durante a campanha. Alianças PT e DEM miram agora conquistar o apoio do PMDB para o segundo turno. O partido teve candidatura própria à prefeitura, mas terminou na terceira posição, com 9% dos votos para Mário Kertész (PMDB). Partido da base do governo federal da presidente Dilma Rousseff (PT), o PMDB na Bahia faz oposição ao governador Jaques Wagner (PT). ACM Neto e Nelson Pelegrino passaram ao segundo turno com uma diferença estreita de votos: 40,17%, para o DEM, e 39,73%, para o PT. “O PMDB hoje é a minha prioridade”, afirmou ACM Neto, ao comentar o arco de alianças para o segundo turno. O democrata disse não acreditar numa influência decisiva do vice-presidente Michel Temer (PMDB) na definição do apoio para o segundo turno pelo PMDB baiano, que ainda não anunciou se apoiará Neto ou o candidato do PT. Nelson Pelegrino afirmou que procurou o presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, para conversar sobre o assunto, e que há um diálogo nacional entre os dois partidos para alianças em diversas cidades. Pelegrino, no entanto, evitou comentar se Salvador estava em pauta.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Afinal, quem tem medo de Luiz Inácio Lula da Silva?



Afinal, quem tem medo de Luiz Inácio Lula da Silva?

Edição/247:
No momento em que retorna aos palanques, Lula é alvo de uma tentativa de golpe preventivo. O recado que os opositores transmitem é: "se voltar levará chumbo". Diante do ataque organizado, o ex-presidente só tem uma alternativa, que é lutar para não ser devorado pelos adversários
17 de Setembro de 2012 às 02:35
247 – Personagem central da vida política brasileira nos últimos quarenta anos, Luiz Inácio Lula da Silva construiu sua trajetória na base da superação. Retirante, venceu a pobreza extrema. Sindicalista, desafiou a ditadura militar e organizou as greves do ABC. Candidato à presidência da República desde 1989, ele enfrentou a desconfiança generalizada das elites até finalmente chegar ao poder, em 2002. Na presidência, consagrou-se ao deixar o Palácio do Planalto com 70% de aprovação popular – inclusive da classe empresarial que, com Lula, enriqueceu. Depois disso, Lula passou a ser convidado a dar palestras em vários cantos do mundo, recebendo cachês jamais inferiores a U$S 100 mil. Lula estava, portanto, com a vida ganha. Continuava sendo o principal ator político do País e um homem, a cada dia, mais rico – e que, segundo muitos, poderia escolher se voltaria ao poder em 2014 ou 2018.
Neste fim de semana, no entanto, Lula teve um choque de realidade. E foi despertado para o fato de que nada, em sua trajetória, veio de graça. Com a reportagem de capa de Veja, o ex-presidente foi alvejado por um típico golpe preventivo. Como a oposição sabe que não poderá derrotá-lo nas urnas em 2014, 2018 ou mesmo depois, o campo de batalha passou ser outro: o tribunal sumário dos meios de comunicação. Como se sabe, Lula passou a ser acusado de ser o chefe supremo do mensalão, no momento em que alguns de seus companheiros estão prestes a ser condenados. Ainda que a consistência da acusação seja questionável (uma "entrevista" sem fita negada pelo entrevistado), o que os opositores dizem a Lula é bem simples: "se voltar levará chumbo". E isso significa ser alvo de um processo judicial que o colocaria numa espécie de impedimento político. Assim, no Brasil, tal como começa a acontecer em outros países latino-americanos, a disputa política passaria a ser decidida no tapetão, à la paraguaia.
O jogo dos adversários já está claro. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso rege a orquestra sem perder a elegância, suas teses (como a da "herança pesada") se espalham pelos meios de comunicação de corte mais conservador e José Serra range os dentes. De prontidão, talvez existam alguns procuradores dispostos a apresentar uma denúncia contra o ex-presidente Lula, ancorados na mais recente denúncia de Veja ou na delação de Roberto Jefferson – que passou a acusar Lula de ser o "mandante" do mensalão.
O que ainda não se sabe é como Lula irá reagir. Neste momento, ele começa a voltar aos palanques. Já esteve em Belo Horizonte e Salvador. Pediu aos militantes petistas que voltassem a vestir a camisa. Mas qual será sua estratégia de guerra – se é que há uma? Diante da ameaça de um processo, como Merval Pereira anunciou hoje em sua coluna no Globo, Lula pode decidir se apequenar e recolher-se à aposentadoria em São Bernardo do Campo. Em seguida, o alvo passaria a ser a presidente Dilma Rousseff.
Lula tem ainda a alternativa de sair da zona de conforto e voltar a ser o Luiz Inácio Lula da Silva da década de 80, que não apenas encantava multidões, mas também sabia confrontar seus adversários. Hoje, os personagens que querem destruir o lulismo são cada vez mais claros, como também foram aqueles que combateram outros governos trabalhistas na história do Brasil e da América Latina.
A luta levou Lula ao poder – e, depois, à glória. A covardia não reserva um bom futuro nem a ele, nem ao PT.



http://www.brasil247.com/pt/247/poder/80561/Afinal-quem-tem-medo-de-Luiz-In%C3%A1cio-Lula-da-Silva.htm