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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Afinal, quem tem medo de Luiz Inácio Lula da Silva?



Afinal, quem tem medo de Luiz Inácio Lula da Silva?

Edição/247:
No momento em que retorna aos palanques, Lula é alvo de uma tentativa de golpe preventivo. O recado que os opositores transmitem é: "se voltar levará chumbo". Diante do ataque organizado, o ex-presidente só tem uma alternativa, que é lutar para não ser devorado pelos adversários
17 de Setembro de 2012 às 02:35
247 – Personagem central da vida política brasileira nos últimos quarenta anos, Luiz Inácio Lula da Silva construiu sua trajetória na base da superação. Retirante, venceu a pobreza extrema. Sindicalista, desafiou a ditadura militar e organizou as greves do ABC. Candidato à presidência da República desde 1989, ele enfrentou a desconfiança generalizada das elites até finalmente chegar ao poder, em 2002. Na presidência, consagrou-se ao deixar o Palácio do Planalto com 70% de aprovação popular – inclusive da classe empresarial que, com Lula, enriqueceu. Depois disso, Lula passou a ser convidado a dar palestras em vários cantos do mundo, recebendo cachês jamais inferiores a U$S 100 mil. Lula estava, portanto, com a vida ganha. Continuava sendo o principal ator político do País e um homem, a cada dia, mais rico – e que, segundo muitos, poderia escolher se voltaria ao poder em 2014 ou 2018.
Neste fim de semana, no entanto, Lula teve um choque de realidade. E foi despertado para o fato de que nada, em sua trajetória, veio de graça. Com a reportagem de capa de Veja, o ex-presidente foi alvejado por um típico golpe preventivo. Como a oposição sabe que não poderá derrotá-lo nas urnas em 2014, 2018 ou mesmo depois, o campo de batalha passou ser outro: o tribunal sumário dos meios de comunicação. Como se sabe, Lula passou a ser acusado de ser o chefe supremo do mensalão, no momento em que alguns de seus companheiros estão prestes a ser condenados. Ainda que a consistência da acusação seja questionável (uma "entrevista" sem fita negada pelo entrevistado), o que os opositores dizem a Lula é bem simples: "se voltar levará chumbo". E isso significa ser alvo de um processo judicial que o colocaria numa espécie de impedimento político. Assim, no Brasil, tal como começa a acontecer em outros países latino-americanos, a disputa política passaria a ser decidida no tapetão, à la paraguaia.
O jogo dos adversários já está claro. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso rege a orquestra sem perder a elegância, suas teses (como a da "herança pesada") se espalham pelos meios de comunicação de corte mais conservador e José Serra range os dentes. De prontidão, talvez existam alguns procuradores dispostos a apresentar uma denúncia contra o ex-presidente Lula, ancorados na mais recente denúncia de Veja ou na delação de Roberto Jefferson – que passou a acusar Lula de ser o "mandante" do mensalão.
O que ainda não se sabe é como Lula irá reagir. Neste momento, ele começa a voltar aos palanques. Já esteve em Belo Horizonte e Salvador. Pediu aos militantes petistas que voltassem a vestir a camisa. Mas qual será sua estratégia de guerra – se é que há uma? Diante da ameaça de um processo, como Merval Pereira anunciou hoje em sua coluna no Globo, Lula pode decidir se apequenar e recolher-se à aposentadoria em São Bernardo do Campo. Em seguida, o alvo passaria a ser a presidente Dilma Rousseff.
Lula tem ainda a alternativa de sair da zona de conforto e voltar a ser o Luiz Inácio Lula da Silva da década de 80, que não apenas encantava multidões, mas também sabia confrontar seus adversários. Hoje, os personagens que querem destruir o lulismo são cada vez mais claros, como também foram aqueles que combateram outros governos trabalhistas na história do Brasil e da América Latina.
A luta levou Lula ao poder – e, depois, à glória. A covardia não reserva um bom futuro nem a ele, nem ao PT.



http://www.brasil247.com/pt/247/poder/80561/Afinal-quem-tem-medo-de-Luiz-In%C3%A1cio-Lula-da-Silva.htm



domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, dia 11 de março em Salvador.

Nessa fase preliminar, quando todos os pré-candidatos fingem que não estão em campanha e a justiça eleitoral finge que não vê, o foco tem sido o interior. Tanto o governador Jaques Wagner (PT) quanto e ex-governador Paulo Souto (DEM) e o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) já percorreram vários quilômetros das estradas baianas com o objetivo de ter um contato mais amiúde com o eleitor.

Na verdade, a campanha de há muito já está nas ruas, e a luta entre os pré-candidatos já vem sendo travada em todos os campos. A briga passa também pela conquista do apoio de lideranças, espaço na mídia e até ações na Justiça Eleitoral para frear o jogo do adversário. É por isso que a oposição estadual foi ao Tribunal Regional Eleitoral para marcar posição contra a conotação eleitoral na publicidade do governador Jaques Wagner. Da mesma forma, o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) já foi acionado várias vezes pelos petistas por ser acusado de propaganda antecipada.

O governador Jaques Wagner há um bom tempo trabalha a sua reeleição e chega neste inicio de ano eleitoral com a campanha bem definida. O PT criou o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) e já inicia no próximo dia 27 os debates com os partidos aliados em todo o estado, inclusive para articular a estratégia eleitoral no interior. As reuniões terão inpinício de março, acontecerão também os encontros regionais nas cidades de Jequié, Brumado, Vitória da Conquista e Itabuna.

Em todos os eventos o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, e o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, coordenador do GTE, estarão presentes para discutir o momento político e a sucessão. Nos dias 12 e 13 de março acontece o Encontro Estadual de Prefeitos e vice-prefeitos do PT e a reunião do Diretório Estadual, quando o presidente Jonas Paulo tomará posse juntamente com os novos dirigentes da legenda.

A principal missão do GTE será discutir a formação da chapa proporcional da aliança governista, que dependerá das indicações dos partidos da base. Há uma grande expectativa para que o “chapão” seja aprovado, com um projeto para eleger entre 32 a 35 deputados estaduais. Mas muita discussão deve acontecer, porque nem todos os partidos que compõem a aliança governista vai participar do “chapão”.

Mesmo com muita especulação, pelos menos os nomes já estão na mesa para a formação da chapa majoritária: Jaques Wagner, Lídice da Mata, Walter Pinheiro, Waldir Pires, Otto Alencar, Marcelo Nilo e César Borges. Desta relação é quase certo que saia os nomes que irão compor a chapa governista. A maior dúvida são as duas vagas ao Senado, onde é aguardada a posição de Borges para ser definida a escalação do time. Enfim, Wagner vai para o camarote oficial com algumas dúvidas na cabeça, mas pode romper o carnaval com todas elas dissipadas.

Como parte do jogo político, o governador vai receber a visita da ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto. Dilma concederá uma entrevista coletiva no domingo, às 11h, no Hotel Tropical da Bahia, no Campo Grande, ao lado de Wagner. Ela desembarca na Base Aérea no sábado (13) e deixa a cidade na noite do domingo. A ministra vai aproveitar para articular a sua candidatura no território baiano.

Presença de Dilma reafirma novos tempos, diz bancada feminina do PT

A bancada feminina do PT na Câmara comemorou a indicação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como candidata do partido à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A deputada Ângela Portela (PT-RR) disse que a indicação de Dilma Rousseff "é uma quebra de paradigmas". "Tivemos um presidente sindicalista, uma pessoa que não fazia parte da elite brasileira. Agora, temos uma mulher. Uma mulher competente, que trabalhou muito pela democracia do Brasil. É um momento histórico para o PT", afirmou.

Segundo a deputada Dalva Figueiredo (PT-AP), a indicação da ministra representa a capacidade do PT de gerar quadros importantes para contribuir com o desenvolvimento do país. "A indicação demonstra a capacidade das mulheres de ocupar espaços. Dilma tem uma história de luta, coragem, ousadia e dedicação ao Brasil. Vai contribuir muito com o crescimento do país", disse.

Para a deputada Emília Fernandes (PT-RS), a presença de Dilma Rousseff nas eleições de 2010 significa "a reafirmação dos novos tempos". "O Brasil mudou com um presidente operário. Agora, o país reafirma essa mudança com uma mulher que, assim como Lula, comprovou sua capacidade administrativa, liderança e espírito público", afirmou.
Emília Fernandes lamentou que oposição use o preconceito para tentar conter o crescimento de Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto. "A oposição vai utilizar, como sempre usou, a discriminação contra a mulher. Mas temos que manter o foco e explorar a diferença de projetos. Precisamos juntar forças para desmontar todo tipo de preconceito", disse.

A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) avalia que a indicação de Dilma Rousseff demonstra a consolidação do processo democrático brasileiro. "Trata-se de uma mulher com perfil de esquerda e história de muito compromisso com as lutas sociais, que se revelou uma excelente gestora", afirmou.

Segundo a deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), a candidata petista demonstrou competência ao se tornar ministra-chefe da Casa Civil. "Ela tem totalmente encarnado o que representa o governo Lula. É uma porta-voz importantíssima desse projeto de desenvolvimento com inclusão social", disse.Janete ressaltou que o PT quebra paradigmas ao indicar uma mulher para a Presidência da República. "As mulheres são 52% da população brasileira, mas nunca tiveram uma representação significativa na política. Hoje, temos Dilma como candidata. É muito importante a ampliação dos espaços de poder com a presença feminina", afirmou.

www.ptnacamara.org.br

Comissão de Anistia homenageia petistas durante IV Congresso

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça homenageou nesta sexta-feira (19), quatro anistiados políticos durante o V Congresso do Partido dos Trabalhadores, na abertura do ato de posse do novo DN.

Os ex-perseguidos políticos petistas Paulo Frateschi e Sonia Hipólito, presentes no Congresso, receberam do presidente da Comissão de Anistia Paulo Abrão as portarias de anistia política concedidas pelo ministro da Justiça.

Desde abril de 2008, a Comissão da Anistia descentralizou os julgamentos, passou a itinerar pelo país e a fazer julgamentos e homenagens temáticas, como por exemplo, o evento em novembro de 2009, em São Paulo, durante o Congresso do PCdoB. Até hoje, as caravanas já chegaram a 17 estados, onde foram apreciados mais de 650 requerimentos. Além de tornar público o trabalho e os critérios da Comissão, o projeto aproxima a juventude brasileira da temática da luta pela democracia.

Criada em 2002, a Comissão de Anistia recebeu mais de 65 mil requerimentos de anistia política até hoje, dos quais cerca de 55 mil já foram apreciados. Foram anistiados mais de 30 mil brasileiros – em cerca de 12 mil casos, houve reparação econômica.

O PT tem lado e sabe o que o quer para o Brasil, diz Lula na posse do novo DN.

"Aqueles que queriam acabar com a nossa raça, hoje estão se acabando". Com essa afirmação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a força da militância do Partido dos Trabalhadores que comemora 30 anos de fundação, durante o ato de posse dos novos membros do Diretório Nacional do partido.

O ato ocorreu na noite desta sexta-feira (19), dentro da programação do IV Congresso realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, quando foram empossados o novo presidente José Eduardo Dutra e os 81 membros do novo DN .

Lula lembrou os momentos difíceis vividos pelo partido em três décadas de existência e destacou que a firmeza ideológica faz com a militância petista supere o "medo de turbulências". "O nosso partido tem lado e sabe o que quer para o Brasil. Nestes 30 anos nós construimos o maior paradigma de esquerda existente em um país democrático. Aprendemos a construir uma convivência democrática interna e hoje praticamos essa convivência com outras forças políticas aliadas", disse o presidente.

Ele destacou ainda as disputas internas do PT como um exemplo para o mundo. "A grande virtude do PT é o debate de idéias na disputa interna entre as várias correntes do partido e esse aprendizado precisa ser socializado e repartido pelo mundo", afirmou Lula

Lula reforçou também a importância do PT para a integração política na América Latina. "É importante que a gente faça no próximo período uma amarração com partidos e movimentos sociais de países latinoamericanos para que possamos ter uma verdadeira integração, política e ideológica. Existem duas coisas que eu quero fazer após deixar a presidência: trabalhar fortemente por essa integração e atuar para uma integração maior da América Latina com a África", enfatizou.

Primeiro presidente da história do PT, Lula finalizou sua fala saudando o novo presidente José Eduardo Dutra: "Vocês todos vão se orgulhar muito deste companheiro na presidência do partido".

Também o vice-presidente José de Alencar participou da cerimônia que contou ainda com a presença de ministros petistas, parlamentares, lideranças políticas de partidos aliados, além dos 1.350 delegados e delegadas participantes do Congresso e demais militantes petistas.

Alencar também deixou uma bela mensagem à militância petista e afirmou que o PT é "uma escola política de comportamento admirável". Ao mencionar a ministra Dilma Rousseff, que será indicada neste sábado (20) como pré-candidata do PT à Presidência da República, ele afirmou que a sua principal qualidade é a grande bravura e que a ministra tem todas as qualidades para assumir a presidência do país.

O deputado federal Ricardo Berzoini, que deixa a presidência do partido, fez um resgate histórico das dificuldades e vitórias políticas vividas pelo PT nos seus 30 anos de história e convocou a militância para enfrentar o grande desafio de dar continuidade à luta em 2010.

O presidente empossado, José Eduardo Dutra, fez um discurso emocionado durante o ato de posse. "Eu assumo o compromisso de não ser o presidente da tendência A, B ou C, mas sim como presidente de todo o conjunto do partido", afirmou. REle fez uma homenagem a todos os presidentes da história do PT mencionando os estilos, os desafios e a contribuição política de cada um deles, de Lula a Berzoini, passando por Olívio Dutra, Rui Falcão, Luiz Gushiken, Tarso Genro, José Dirceu e José Genoíno.

Dutra também destacou as tentativas dos adversários em tentar destruir o PT. "Eles não conseguiram acabar com a nossa 'raça' porque a nossa raça é forjada no suor de milhões de trabalhadores de todas as regiões do país, na luta dos seringueiros da Amazônia, no sangue derramado por Chico Mendes e de milhares de companheiros que dedicaram a sua vida à causa da liberdade, pela democracia e ao socialismo", ressaltou.

Ele encerrou sua fala reafirmando que o PT irá eleger em 2010 a primeira mulher presidente da República da história do Brasil.

O encerramento do ato de posse foi coroado com a chegada de um grande bolo simbólico em homenagem aos 30 anos do partido e todos os presentes cantaram Parabéns pra você juntamente com o presidente Lula e os convidados.