quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Marcha dos estudantes reuniu dez mil pessoas em Brasília.


Manifestantes fizeram lavagem simbólica da rampa do Banco Central, em protesto contra as altas taxas de juros, depois seguiram até o Congresso Nacional.

Na manhã de hoje, a União Nacional dos Estudantes (UNE) reuniu, em Brasília, cerca de 10 mil pessoas, de vários estados brasileiros, em uma passeata que ganhou nome de Marcha dos Estudantes. O ato teve início às 9h, em frente a Banco Central, onde os manifestantes fizeram uma lavagem simbólica na rampa de entrada do banco, contra as altas taxas de juros. Depois disso, a marcha seguiu rumo ao Congresso Nacional. A marcha fechou quase todas as faixas do Eixo Monumental. No caminho, entre o BC e o Congresso, houve um pequeno conflito entre alguns estudantes, mas logo foi resolvido.

A pauta dos estudantes pede o investimento de 10% do PIB na educação para remuneração dos professores, mais assistência estudantil, melhoria das escolas e de todos os níveis de ensino. Eles também reivindicam 50% do fundo social do pré-sal somente para o setor e a redução imediata dos juros no Brasil.



Também:

- Líder de protestos de estudantes no Chile vem a Brasília e defende educação pública

De acordo com Daniel Iliescu, presidente da UNE, falta ousadia para o governo quando a discussão gira em torno dos 10% do PIB para a educação. “Claro que existe uma melhora no setor, mas ainda é tímida. Dessa forma, o Brasil desperdiça uma oportunidade única de investir na juventude e dar um salto significativo na educação. Os altos juros também impedem que um maior desenvolvimento do país”, afirmou. O objetivo é conseguir R$ 85 bilhões para investimentos no ano que vem para a educação, segundo Iliescu.

Marcelo Coelho, estudante da PUC de Belo Horizonte, veio a Brasília para reivindicar por melhorias na educação. Segundo ele, a educação já melhorou bastante, mas ainda é preciso investir mais ainda para avançar. “Acredito que a nossa mobilização tenha algum resultado positivo, mas a luta continua, não vamos para por aqui”, disse.

O estudante Felipe Xavier, que também participou do ato, acredita que o protesto é o primeiro passo para conseguir melhorias na educação. “A grande massa é que faz a diferença. Vamos continuar lutando”, disse. Após a marcha, houve uma sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara em solidariedade à luta dos estudantes chilenos. A UNE participará também de uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado sobre o Plano Nacional de Educação.


Jurana Lopes
Jornal Coletivo

Brasil Sem Miséria quer tirar 16 milhões de pessoas da extrema pobreza

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A LEI "ANTIBAIXARIA" NA BAHIA. A VIOLÊNCIA SIMBÓLICA DE GÊNERO.

A VIOLÊNCIA SIMBÓLICA DE GÊNERO E A LEI "ANTIBAIXARIA" NA BAHIA[1]
 
Cecilia M. B. Sardenberg
OBSERVE- Observatório de Monitoramento da Lei Maria da Penha
NEIM/UFBA
 
A polêmica atual instaurada em torno da constitucionalidade do Projeto de Lei no. 19.137/2011 (apelidada de lei "Antibaixaria") da Deputada Estadual Luiza Maia da Bahia, que dispõe sobre a não contratação, com verbas públicas, de artistas que degradem a imagem das mulheres, me faz voltar pouco mais de vinte anos no tempo, mais precisamente aos fins dos anos 1980, quando da elaboração da Constituição do Estado da Bahia.  Naquela época, nós, feministas atuantes no Fórum de Mulheres de Salvador, nos reunimos várias vezes para discutir a inclusão de um capítulo específico sobre os direitos das mulheres na nova carta magna baiana. 
 
Inspiradas pelos avanços conquistados por nós na Constituição Federal de 1988 com a mobilização de mulheres, em todo país, e, em especial, pelo chamado "Lobby do Batom" – o lobby exercido diretamente junto aos deputados e deputadas constituintes -- ousamos ir além formulando uma proposta ainda mais progressista para a Bahia.  Dentre outras questões de interesse das mulheres, incluímos nessa proposta disposições sobre a prevenção da violência contra as mulheres e a obrigatoriedade de criação de delegacias especiais de atendimento às vítimas em cidades com mais de 50.000 habitantes, a proibição da exigência por parte de empregadores de comprovantes de esterilização das trabalhadoras, a criação de comissões especiais para monitorar as pesquisas no campo da reprodução humana, e – de interesse especial para o momento -- o impedimento da veiculação de mensagens que aviltassem a imagem das mulheres. 
 
Nossa ousadia se revelava, tanto no teor dessas propostas, quanto no fato de que, para defendê-las na Constituinte Estadual, contávamos apenas com a Deputada Amabília Almeida, a única mulher então exercendo mandato naquela casa.  Mas, nesse ponto, não havia o que temer. Com muita diplomacia, a nossa querida Amabília, companheira de muitas batalhas, conquistou mais aquela, logrando transformar nossas propostas em princípios e leis sagradas na Constituição Estadual de 1989. Foi assim que a Bahia passou a ter uma das constituições mais avançadas do país no tocante aos direitos das mulheres. 
 
Frente à citada polêmica em torno do Projeto de Lei da Deputada Luíza Maia, destaco aqui, em especial, o Art. 282 da Constituição Estadual, particularmente o inciso I, em que se afirma que o  Estado da Bahia "garantirá, perante a sociedade, a imagem social da mulher como mãe, trabalhadora e cidadã em igualdade de condições com o homem, objetivando", entre outras  questões, "impedir a veiculação de mensagens que atentem contra a dignidade da mulher, reforçando a discriminação sexual ou racial."  Nesse artigo reside, sem sombra de dúvida, a constitucionalidade do Projeto de Lei "antibaixaria".  Aliás, ele vem com mais de vinte anos de atraso para regulamentar o que reza nossa Constituição desde 1989, como de resto ainda acontece com a maior parte de nossas conquistas nessa carta, que ainda aguarda regulamentação.
 
Em relação ao Art. 282, posso testemunhar que, já na década de 1980, ao propormos sua inclusão na Constituição da Bahia, tínhamos em mente, não apenas o combate à constante veiculação de anúncios em jornais, outdoors e na mídia televisiva, que em muito desmerecem, objetificam e assaltam moralmente a nós, mulheres, como também à cantigas que exemplificam, em suas letras, o que se classifica como violência simbólica de gênero – tal qual em "...nega do cabelo duro... pega ela aí, pega ela aí prá passar batom ... na boca e na bochecha", música sexista e racista, popular na época!                             
 
Na verdade, uma de nossas maiores preocupações era (e ainda é) o enfrentamento à violência de gênero contra as mulheres, particularmente a violência simbólica de gênero, que se infiltra por todo a nossa cultura, legitimando os outros tipos de violência. Por "violência de gênero", refiro-me a toda e qualquer forma de agressão ou constrangimento físico, moral, psicológico, emocional, institucional, cultural ou patrimonial, que tenha por base a organização social dos sexos e que seja impetrada contra determinados indivíduos, explícita ou implicitamente, devido à sua condição de sexo ou orientação sexual. Isso implica dizer que tanto homens quanto mulheres, independente de sua preferência sexual, podem ser alvos da violência de gênero. Contudo, em virtude da ordem de gênero patriarcal, 'machista', dominante em nossa sociedade, são, porém, as mulheres e, em menor número, os homossexuais, que se vêem mais comumente na situação de objetos/vítimas desse tipo de violência.
 
Quando falamos de violência de gênero contra mulheres, pensamos mais de imediato em atos de violência física – agressões, espancamentos, estupros, assassinatos -- perpetrados, geralmente, por seus companheiros, e que acabam estampados em manchetes nas páginas policiais jornalísticas. Essa é, sem dúvida, a mais chocante e revoltante forma de violência de gênero, posto que atenta diretamente contra a vida de uma pessoa, não sendo raros os casos em que ela passa impune.
 
A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como "Lei Maria da Penha", trouxe um grande avanço no enfrentamento à violência de gênero contra mulheres, vez que, além de criminalizar esse tipo de violência -  que passava invisível na esfera doméstica e familiar -  também reconheceu outras formas de violência, tais como a violência sexual, moral, psicológica, e patrimonial, como igualmente puníveis por lei.  Cabe lembrar, porém, que tanto as agressões físicas, quanto essas outras formas de violência e sua impunidade, são legitimadas pela ordem social de gênero que caracteriza a nossa sociedade, a ordem de gênero patriarcal, ordem inscrita e perpetrada nas nossas instituições sociais, nos nossos sistemas de crenças e valores e no nosso universo simbólico, com ressonância nas relações interpessoais e na construção das nossas identidades e subjetividades enquanto homens e mulheres.  
 
De fato, a violência de gênero se expressa com força nas nossas instituições sociais (falamos então de violência institucional de gênero) e, de maneira mais sutil, embora não menos constrangedora, na nossa vida cultural, nos atacando (ou mesmo nos bombardeando) por todos os lados, sem que tenhamos plena consciência disso. Diariamente, ouvimos piadinhas, canções, poemas, ou vemo-nos diante de contos, novelas, comerciais, anúncios, ou mesmo livros didáticos (ditos científicos!), de toda uma produção cultural que dissemina imagens e representações degradantes, ou que, de uma forma ou de outra, nos diminuem enquanto mulheres. Essas imagens acabam sendo interiorizadas por nós (até mesmo as feministas "de carteirinha"), muitas vezes sem que nos demos conta disso. Elas contribuem sobremaneira na construção de nossas identidades/subjetividades, diminuindo, inclusive, nossa auto-estima.
 
Isso tudo se constitui no que chamamos de violência simbólica de gênero, uma forma de violência que é, indubitavelmente, uma das violências de gênero mais difíceis de detectarmos, analisarmos e, por isso mesmo, combatermos.  Talvez até mesmo porque o 'bombardeio' é tanto, de todos os lados, que acabamos ficando anestesiadas, inertes, impassíveis, incapazes de percebê-la,  bem como o seu poder destruidor.  Na verdade, o mundo simbólico aparece como um grande quebra-cabeças a ser decifrado, difícil de abordar, vez que, como no caso das metáforas, ele se processa através de um encadeamento e superposição de símbolos e seus significados, ou de associações, transposições, oposições e deslocamentos.  Destrinchar esses processos é muitas vezes adentrar num labirinto, correndo atrás de um novelo que torce, retorce, rola, enrola e dá nós, difíceis de serem desatados.  Por isso mesmo, a violência simbólica é sutil, mascarada, disfarçada e, assim, bastante eficaz.
 
Certamente, não é esse o caso da "nova poesia baiana", tal qual expressa nas letras do nosso cancioneiro popular contemporâneo. Ao contrário, não há nada de dissimulado nessas cantigas. Nelas, a imagem da mulher, de todas nós mulheres, é explicitamente aviltada, rebaixada, causando constrangimento naquelas que se prezam. Senão vejamos:
 
Em "Me Dá a Patinha", por exemplo, a mulher é abertamente chamada de "cadela", porque está supostamente disponível para todos:
 
O João já pegou
Manoel, pegou também
O Mateus engravidou,
tá esperando o seu nenem
Carlinhos, pegou de quatro
Marquinhos fez frango assado
José sem camisinha
Pego uma coceirinha
O nome del'é Marcela
Eu vou te dizer quem é ela
Eu disse
Ela, ela, ela é uma cadela
Ela,ela mais ela é prima de Isabela
Joga a patinha pra cima
One,Two,Three
Me dá, me dá patinha
Me dá sua cachorrinha
(sic)
 
Igualmente desrespeitosa em relação às mulheres é a cantiga "Ela é Dog", que segue a mesma linha (... estilo cachorra, ela fica de quatro,  ela é dog, dog, dog, ....parede de costas), assim como "Rala a Tcheca no Chão" (rala a tcheca no chão, a tcheca no chão, a tcheca no chão, mamãe), sem esquecer de "Na Boquinha da Garrafa", onde se afirma que ...no samba ela gosta do rala, rala, me trocou pela garrafa, não agüentou e foi ralar... vai ralando na boquinha da garrafa, sobe e desce na boquinha da garrafa,
É na boca da garrafa...
 
Ressalto que não se trata somente do gosto deveras questionável desses versos, mas, sobretudo, da incitação e legitimação da violência física contra mulheres que eles expressam.  Como nos versos, ...se o homem é chiclete, mulher é que nem Lata, um chuta, o outro cata...", ou então, na já combatida "Tapinha de Amor":
 
Não era preciso chorar desse jeito
Menina bonita anjo encantador
Aquele tapinha que dei no seu rosto
Não foi por maldade foi prova de amor
A nossa briguinha foi de brincadeira
...
Não seja assim tolinha eu sei que tapinha de amor não dói
(sic)
 
Não custa lembrar que foram mais de 30 anos de lutas dos movimentos feministas no país no combate à violência de gênero contra mulheres, uma luta que logrou trazer a elaboração e aprovação da Lei Maria da Penha em agosto de 2006. Essa lei cria mecanismos para "coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher", assim destacando, em seus Artigos 2º e 3º:
 
Art. 2o  Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.
Art. 3o  Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
 
De acordo com a Lei Maria da Penha, uma Lei Federal, e, como vimos,  também de acordo com a Constituição da Bahia, é dever do Estado combater a violência, assegurando às mulheres o direito ao respeito e dignidade enquanto seres humanos. O Projeto de Lei apresentado pela Dep. Luiza Maia vem regulamentar a intervenção do Estado nesse tocante, dispondo sobre "a proibição do uso de recursos públicos para a contratação de artistas que, em suas músicas, danças, ou coreografias desvalorizem, incentivem à violência ou exponham as mulheres a situações de constrangimento."
 
Ressalte-se que não se trata aqui de cercear o direito de "livre expressão artística" de ninguém, já devidamente consagrada na Constituição Federal. Não se trata de fazer censura.  Longe disso!  Mas é necessário que o Estado não seja conivente com mensagens que façam a apologia da violência de gênero contra mulheres, utilizando verbas públicas – o dinheiro nosso e do nosso povo – para aviltar a nossa imagem!  Fazê-lo, ou seja, contratar com dinheiro público quem assim procede é legitimar a violência de gênero contra as mulheres.  É, pois, atentar contra a nossa carta magna, cabendo, pois, de nossa parte, a impetração de ações cíveis junto ao Ministério Público.
 
Espera-se, outrossim, que o Projeto de Lei em questão também tenha um papel pedagógico.  Que ele venha a conscientizar mulheres e homens desta Bahia (e por que não, do nosso Brasil) da necessidade de combate à violência contra mulheres, hoje expressa, de forma tão vulgar e grosseira, no nosso cancioneiro popular.  Creio que é isso que minhas combativas companheiras do Fórum de Mulheres de Salvador, que comigo lutaram pelo avanço das nossas conquistas nos idos dos anos 1980, tinham também em mente quando sonhávamos com uma Bahia sem sexismo, sem racismo, e sem violência!


[1] Uma primeira versão deste ensaio foi apresentada como contribuição aos debates sobre o Projeto de Lei No.19.137/2011, na Comissão da Mulher da Assembléia Legislativa da Bahia, em 24/08/2011.
 
Profa. Dra. Cecilia M. B. Sardenberg,
Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher - NEIM
Universidade Federal da Bahia - UFBA
Estrada de São Lázaro, 197 - Federação
Salvador, Bahia, BRASIL
Telefax: 55-71-3237-8239
 

 
 




 
 


 







Vera Mattos

Presidente da Fundação Jaqueira
 
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
 
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
 
Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Mémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos.
Visitem:

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Câmeras de segurança flagram momento que detetive é morto em uma galeria...

Alguém conhece ou já viu estes assassinos? Imagens da execução de Jefferson (Boni) em São Paulo. Alguma pista?


QUEM MATOU JEFFERSON HUMBERTO DE AMORIM (“Boni”) ?



JEFFERSON HUMBERTO DE AMORIM, IRIA FAZER 33 ANOS DIA 4 DE SETEMBRO.
FOI EXECUTADO EM PLENO CENTRO DE SÃO PAULO.
SE VOCÊ SABE ALGO SOBRE ESTE CRIME, NÃO SE CALE.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Simon inicia movimento de apoio a Dilma Rousseff e a medidas moralizadoras.

Primeiro orador da sessão não deliberativa desta segunda-feira (15), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) iniciou um movimento de suporte político à presidente Dilma Rousseff, em suas ações de combate à corrupção no governo, no que chamou de "segunda-feira cívica".

- Essa sessão será o início de uma nova caminhada, singela, mas tão importante ou mais que as outras - disse o senador, lembrando as campanhas pelas eleições diretas e pela instalação da Assembléia Nacional Constituinte.

A ideia do grupo de senadores que prestaram solidariedade a Dilma, encabeçado por Simon, é garantir que a presidente tenha apoio institucional no Congresso Nacional, dadas as notícias divulgadas pela imprensa de que ela poderá enfrentar dificuldades para aprovar matérias de interesse do Executivo ou até mesmo ser surpreendida pela aprovação de projetos que desagradam o governo, como o que institui o piso nacional para os policiais ou o que acaba com o fator previdenciário .

Simon disse, citando notícias publicadas pela imprensa, que haveria um movimento dos líderes partidários no Congresso para que estes últimos fossem aprovados "como chantagem", para limitar as ações da presidente.

- Faço um apelo ao meu partido e a todos os outros para que paremos para meditar. Esse talvez seja um daqueles momentos importantes, de reunir a instituição, e analisar como podemos sair disso - declarou.

O senador também conclamou a presidente Dilma a dialogar, encontrar fórmulas para bem governar em conjunto com os parlamentares e a escolher nomes com capacidade técnica e biografia de honestidade para os cargos do Executivo.

Na opinião do senador, as providências que a presidente e os órgãos de controle vêm tomando, com demissões de envolvidos em escândalos de corrupção - incluindo o próprio chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e funcionários dos Ministérios dos Transportes e Agricultura - devem continuar.

Simon também criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por compor o seu governo "com muito PT e pouco partidos da base", e alertou que "o PT também deve ser investigado". O parlamentar lembrou ainda que os ex-presidentes Fernando Henrique e Lula não demitiram nenhum acusado de corrupção em suas gestões, o que Dilma fez, logo no início do governo.

- Presidente, apure o que deve ser apurado, não há nenhuma chantagem em cima da senhora para parar o que está fazendo. Continue, com grandeza, responsabilidade, seriedade, magnitude, espírito republicano. Mas continue - disse.

Simon foi apoiado por vários senadores, como Cristovam Buarque (PDT-DF), Ana Amélia Lemos (PP-RS), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Pedro Taques (PDT-MT), Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Paulo Paim (PT-RS). Os senadores que manifestaram apoio à Dilma explicaram que o movimento não é de alinhamento automático ao governo, mas em defesa do Estado de Direito.

Da Redação / Agência Senado

domingo, 14 de agosto de 2011

Magistrados pedem força-tarefa para esclarecer assassinato de juíza.




A Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) pediu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a criação de uma força-tarefa para esclarecer o assassinato da juíza Patrícia Acioli, ocorrido em Niterói na noite de quinta (11) para sexta-feira da semana passada.

No ofício enviado ao ministro pelo presidente da AMB, Nelson Calandra, os magistrados pedem uma ação enérgica e rápida para investigar o crime. “Quando um juiz sofre um ataque é também um atentado ao Estado, à democracia e à sociedade brasileira”, disse Calandra. “Não descansaremos enquanto não forem presos os responsáveis por essa atrocidade e apurada a autoria. Queremos uma resposta rápida, enérgica e exemplar”, destacou.

A juíza Patricia Acioli foi assassinada na porta de sua casa, na Rua dos Corais, em Piratininga, bairro de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Ela foi atingida por 21 tiros. De acordo com informações da família, ela já vinha recebendo ameaças.

Patrícia, de 47 anos, trabalhava na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, município também da região metropolitana do Rio. Ela era conhecida por atuar com rigor no combate a grupos de extermínio, milícias que agem em São Gonçalo, além de máfias que controlam o comércio de combustíveis e o transporte clandestino na região.


Luciana Lima
Agencia Brasil

Dez perguntas que não querem calar sobre a morte da juíza Patrícia Acioli.



Responda-as quem puder.

Dez perguntas que não querem calar sobre a morte da juíza Patrícia Acioli.

1) Se a juíza já havia recebido ameaças de morte, por que não tinha escolta policial 24 horas por dia?

2) É realmente tão difícil assim desmontar os grupos de extermínio de São Gonçalo?

3) E as gangues que controlam o dito "transporte alternativo" da cidade, como lidar com elas?

4) Por que a cidade de São Gonçalo, com mais de 1 milhão de habitantes, só tinha uma juíza responsável por casos de homicídio?

5) Quais garantias serão dadas ao(s) magistrado(s) que ocupará(ão) o lugar da juíza assassinada?

6) Afinal, Luiz Zveiter negou ou não o pedido de proteção pessoal feito por Patrícia Acioli?

7) Quando é começa a trabalhar a tal "comissão de juízes" que vai assumir os processos de São Gonçalo?

8) O que são, exatamente, as "características de crime de máfia", citadas pelo procurador-geral Cláudio Lopes?

9) O que o deputado Flávio Bolsonaro quis dizer quando publicou (no Twitter) que a juíza "colecionava inimigos" e "humilhava policiais"?

10) Quando é que as autoridades vão deixar de se dizer "chocadas" com esse tipo de coisa, e vão passar a agir de verdade?


Jornal do BrasilMarco Antonio Barbosa. http://fubap.org./telhadodevidro. http://twitter.com/BartBarbosa

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Jornalista baiana é detida durante trabalho por desacato a autoridade.

Fotógrafa foi detida durante cobertura jornalística sobre a morte de um policial.
Ela foi ouvida e liberada. O caso continua sendo investigado.




Do G1 BA com informações da Tv Bahia

imprimir A jornalista Marina Silva foi detida nesta quinta-feira (11) suspeita de desacato a um policial durante a cobertura de um assassinato em Salvador. De acordo com informações da polícia, o caso está sendo investigado pela 11ª Delegacia Territorial (Tancredo Neves). Em nota, a polícia informou que a jornalista, que atua como fotógrafa, foi ouvida e liberada.

Na tarde desta quinta, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), se manifestou em nota, através da sua presidente, a jornalista Marjorie Moura.

"A jornalista estava no pátio do edifício, próximo a uma guarnição da PM, e pediu que um dos policiais se voltasse para não ter seu rosto fotografado. Teve inicio uma discussão e o PM alegou que havia sido desacatado. Um dos policiais deu um tapa na câmera, a profissional levantou a máquina para o alto, mas o PM torceu o braço de Marina Silva, que gritou de dor. Ele a soltou e agarrou pela gola da camisa, puxando-a na direção da viatura. Ela pediu que a soltasse, foi atendida, mas entrou na viatura e foi levada para a 11ª CP. Os integrantes da guarnição e a jornalista foram ouvidos, e esta liberada depois do delegado firmar o termo circunstanciado."


Sobre o caso, a jornalista disse que não agrediu verbalmente nenhum policial.