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quinta-feira, 13 de março de 2014

E o femicidio em Goiânia ? Quem pode achar normal o assassinato de quatro garotas?

As quatro garotas foram assassinadas com vários tiros. Aí começa as especulações sobre a conduta delas. É a desmoralização pós morte. Porque não se concentram nas investigações? Então as condutas podem justificar crimes bárbaros? Mulheres de Goiânia procurem reagir. Os criminosos estão soltos.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

New Hit na Cadeia é questão de justiça.Todos os movimentos de mulheres estarão com suas representantes na cidade de Ruy Barbosa.Eu disse TODOS OS MOVIMENTOS.


 PRISÃO PARA OS BANDIDOS DO BANDO NEW HIT.
O MATERIAL IMUNDO JÁ FOI COLETADO E O ESTUPRO COLETIVO CONFIRMADO. NÃO QUEREMOS UM JULGAMENTO FECHADO. A IMPRENSA TEM QUE ACOMPANHAR TUDO. E OS MOVIMENTOS DE MULHERES TERÃO QUE COLOCAR PELO MENOS UMA REPRESENTANTE DENTRO DO FÓRUM. SE O ESPAÇO É PEQUENO, MUDE O LOCAL. O QUE NÃO SE PODE É CONCEDER PRIVILÉGIOS A ESTES BANDIDOS IMUNDOS. MACHOS. APENAS MACHOS. HOMENS ELES NÃO SÃO.
OU ALGUÉM ACHA QUE TEM HOMEM NA FOTO ABAIXO????? CADEIA COMUM E CELA COMUM.





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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

NOTA DE REPÚDIO AO SHOW DA BANDA NEW HIT EM SERRINHA, BAHIA

"ACEITAR ESSES MONSTROS TRAVESTIDOS DE CANTORES SERÁ DECLARAR QUE NÃO ESTAMOS NEM AÍ PARA O SOFRIMENTO DAS ADOLESCENTES QUE NÃO TIVERAM ESCOLHA QUANDO FORAM SOLICITAR UM AUTÓGRAFO E DEPOIS FORAM ESTRUPADAS DENTRO DO ÔNIBUS DE SEUS PRÓPRIOS IDULOS. SERRINHA DIZ NÃO À BANDA NEW HIT."




As meninas de Serrinha MANDA:
NOTA DE REPUDIO AO SHOW DA BANDA NEW HIT

Nós dos movimentos sociais, Instituto Casa da Cidadania, Movimento Negro Afro Jamaica, Movimento de Mulheres Rurais e Urbanas e demais órgãos de Serrinha reunidos às 10 horas da manhã do dia 27/12/2012 no Centro de Referência e Atendimento a População do mesmo município por entendermos que a vinda desta banda para nossa cidade estará prevenindo para que não aconteça o mesmo fato que ocorreu no município de Rui Barbosa a 105 km de distancia do município de Serrinha, movemos esta nota de repúdio. O objetivo deste protesto é repudiar a ação de imoralidade e desrespeito das mulheres e principalmente da criança e do adolescente. Não podemos deixar que a mobilização que aconteceu em protesto em novembro no município de Feira de Santana a esta banda seja banal corriqueira e caia no esquecimento. Não queremos a Banda New Hit em Serrinha... “Estupro não é marketing, é crime”. Justiça para estes integrantes da Banda New Hit! Não podemos compactuar com este ato que vem contribuir para degradação das adolescentes e crianças da nossa cidade e da região. O absurdo é uma festa privada trazer uma banda que há menos de seis meses foi notícia no Brasil inteiro. Uma banda cujos membros estão todos sob juízo, processados por violência sexual contra jovens fãs, em um episódio aqui próximo de nós. Como entender isso? Indiferença? Banalização da vida humana? Onde foi parar nossa sensibilidade? E o nosso senso de ridículo? Ao ser convidado para uma festa privada é como que, tanto os produtores como os que irão à festa dissessem: “não foi com nossas filhas, não importa”. Patrocinar o crime no mínimo é essa a conclusão que podemos tirar. Nossa cidade não pode e não quer aceitar tal situação. Apoiar não uma banda de música baiana, mas um bando de vândalos que não respeitam a dignidade da mulher, muito menos da mulher adolescente. Aceitar esse show será rasgar nossa constituição federal. Aceitar esse absurdo de trazer esse bando de estupradores que foi comprovado pela lei da cidade onde ocorreu o fato para zombar de nossa cara será o mesmo que rasgarmos nossas leis de proteção à criança e o adolescente, principalmente o Estatuto da Criança e do Adolescente. Aceitar esse show em nossa cidade será dizer que Serrinha é terra de ninguém. Aceitar essa desmoralização em nosso território será dizer “aqui em nosso Território do Sisal vale mais o dinheiro”. Mas não aqui no Território do Sisal o que prevalece e a lei. ACEITAR ESSES MONSTROS TRAVESTIDOS DE CANTORES SERÁ DECLARAR QUE NÃO ESTAMOS NEM AÍ PARA O SOFRIMENTO DAS ADOLESCENTES QUE NÃO TIVERAM ESCOLHA QUANDO FORAM SOLICITAR UM AUTÓGRAFO E DEPOIS FORAM ESTRUPADAS DENTRO DO ÔNIBUS DE SEUS PRÓPRIOS IDULOS. SERRINHA DIZ NÃO À BANDA NEW HIT.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Delegado Eduardo Rafael de Santana foi assassinado em Salvador.


A polícia ainda não tem pistas dos assaltantes que mataram o delegado Eduardo Rafael de Santana Lima, 35 anos, na noite de quarta-feira (7), no bairro do Barbalho, em Salvador. A polícia confirmou que a arma do delegado foi levada pelos bandidos, mas uma outra arma foi deixada no local do crime e encaminhada para perícia.
A possibilidade de crime de vingança foi descartada pelos investigadores do caso. A polícia acredita que Eduardo Rafael tenha sido vítima de um latrocínio, roubo seguido de morte. Até as 20h30 desta quinta-feira (8), de acordo com a assessoria da Polícia civil, nenhum suspeito do crime foi preso.

Crime
O delegado foi atingido por quatro tiros, três na região do tórax e abdômen e um na perna, na altura da coxa, quando chegava em casa. Ele morreu na manhã desta quinta-feira (8) no Hospital Geral do Estado (HGE), para onde foi socorrido. O crime ocorreu por volta das 23h de quarta-feira(7). Ele deixa mulher e dois filhos, de relacionamentos distintos.
Carro (Foto: Reprodução/TV Bahia)Carro do delegado foi achado na Boca do Rio
(Foto: Reprodução/TV Bahia)
Os criminosos fugiram levando o carro e a arma do delegado. O veículo roubado foi encontrado nesta quinta no bairro da Boca do Rio e já foi periciado. O banco do carona estava parcialmente queimado.
Segundo a Polícia Civil, Eduardo Rafael trabalhou até 18h de quarta na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), onde atuava como plantonista, e saiu de lá para a academia de ginástica que frequentava.
Eduardo Rafael será sepultado na sexta-feira (9), às 10h, do cemitério Jardim da Saudade.
Por meio de nota, o delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge, disse que Eduardo era um "profissional exemplar". Em entrevista ao G1, Jorge contou que o delegado Eduardo Rafael foi vítima de um latrocínio e que reagiu à abordagem. A polícia trata o caso como isolado. "A gente tem um caso de latrocínio, onde o delegado foi morto para o seu veículo ser subtraído. A arma que ele portava nós também estamos buscando. Ele teve reação, que é natural de um policial, ou institivamente pela sua própria formação, e a situação desencadeou um processo de violência onde ele foi alvejado por quatro disparos de arma de fogo. Esse fato é isolado", afirmou o delegado-geral da Polícia Civil.
O delegado-geral Hélio Jorge determinou que, além das equipes da DRFRV, investigadores e delegados do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) também se integram às buscas aos criminosos. Assistentes sociais da Polícia Civil estão acompanhando parentes mais próximos da vítima para prestar apoio, informou a Polícia Civil.
Testemunha
Uma vizinha do delegado Eduardo Rafael de Santana Lima contou que presenciou a açãodos dois criminosos que abordaram a vítima na noite de quarta-feira (7), na frente da casa dele. "Ele abriu o portão, parou o carro e eu aí voltei. Quando eu vi, foi os tiros. Segundo a moça que tava na casa em frente, disse que ele colocou a mão para cima. Ele suspendeu as mãos e ele tava com arma, então o bandido levou a arma dele. E ele entrou em luta corporal com um. Quando eu cheguei na janela, eu já vi um bandido dentro do veículo, já na parte do motorista e o outro tava na garagem ainda. Quando a gente começou a gritar, ele saiu com uma camisa quadriculada no rosto, entrou no carona e foi. Foram deflagrados cinco tiros", relata a mulher, que prefere não ser identificada.
De acordo com a Polícia Civil, Eduardo abria o portão da garagem quando foi atingido pelos disparos. Ele chegou a tomar o revólver das mãos de um dos dois homens que o abordaram e cinco munições foram deflagradas enquanto estavam atracados. Os homens levaram o carro do delegado, que foi localizado na manhã desta quinta, no bairro da Boca do Rio.
O delegado estava há oito anos na Polícia Civil e já passou por unidades policiais da capital e do interior do estado. Desde julho trabalhava na DRFRV.
Buscas
Além das equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos, investigadores e delegados do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) participam das buscas pelos assaltantes.







terça-feira, 2 de outubro de 2012

Integrantes da New Hit e PM têm o pedido de habeas corpus deferido .

Integrantes da New Hit e PM têm o pedido de habeas corpus deferido Grupo deve ser solto na tarde desta terça-feira (2), em Feira de Santana (BA). Pedido foi julgado pelo desembargador Lourival Almeida Trindade. Ingrid Maria Machado e Lílian Marques Do G1 BA Adolescentes recebem proteção do estado. Os nove integrantes da banda de pagode New Hit e o policial militar que fazia a segurança do grupo tiveram o pedido de habeas corpus deferido pela Justiça no final da manhã desta terça-feira (2). O pedido foi julgado na 2ª turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), pelo desembargador Lourival Almeida Trindade, relator da sessão. Os nove integrantes do grupo são suspeitos de estuprar duas adolescentes de 16 e 17 anos. O policial teria sido conivente com o crime. Todos eles, inclusive o PM, foram indiciados por estupro e formação de quadrilha no dia 25 de setembro. O documento, que tem 23 páginas, foi protocolado pelo delegado Marcelo Cavalcanti, titular da Delegacia de Ruy Barbosa, na Vara Criminal, no dia 24 de setembro. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária e de Ressocialização do Estado (Seap), até as 12h30 desta terça-feira os nove integrantes do grupo envolvidos no caso permaneciam custodiados no Conjunto Penal de Feira de Santana, cidade distante cerca de 100 km de Salvador. Segundo Edmundo Memeri, diretor do conjunto penal, a decisão judicial que ordena a liberação dos presos ainda não foi encaminhada à unidade penitenciária. A assessoria da PM afirmou ao G1, também nesta terça, que o policial suspeito de conivência no crime continua custodiado na Coordenadoria de Custódia Provisória da corporação, localizada no Batalhão de Choque em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. De acordo com a Polícia Militar, a ordem judicial, até às 12h30, também não havia sido encaminhada à coordenadoria. Denúncia Em nota, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou nesta terça-feira que a promotora de Justiça de Ruy Barbosa, Marisa Marinho Jansen, ofereceu denúncia à Justiça contra os dez suspeitos pelos crimes de estupro qualificado, com participação de duas ou mais pessoas. Segundo o MP-BA, a denúncia das adolescentes, de 16 e 17 anos, vítimas do estupro, foi comprovada por testemunhos e laudos periciais. Ainda na nota, o órgão informa que a promotora relata no documento que durante a ação uma das vítimas foi "puxada pelos cabelos, agredida fisicamente e xingada" por seis dos suspeitos. Na denúncia, a promotora classifica como "vis e animalescos" os atos cometidos contra a outra adolescente envolvida no caso. Investigações De acordo com o delegado Marcelo Cavalcanti, o laudo fornecido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), de Feira de Santana apontou que foi encontrada uma quantidade de sêmen nas roupas das meninas e de um dos músicos. Segundo a polícia, o resultado foi considerado prova material e influenciou no indiciamento dos suspeitos. A polícia indicou ainda que o volume de sêmen localizado é "bastante" superior à quantidade de "uma, duas ou três pessoas". Por isso, foi solicitado a realização de exames de DNA para identificar a quem pertence o sêmen localizado pela perícia. O prazo para divulgação do resultado é superior a 60 dias. AMEAÇAS DE MORTE Após receberem ameaças de morte, as duas jovens foram encaminhadas a Salvador e fazem parte do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM). A solicitação foi feita pelo Conselho Tutelar da cidade de Itaberaba, que fica próxima ao município de Ruy Barbosa, após denúncias feitas pelas famílias das jovens. "Elas estão recebendo o apoio da Secretaria da Justiça Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) para a reinserção na sociedade. Aqui recebem novo endereço e a tentativa do órgão de entregar a elas novas condições saudáveis de vida em sociedade", explica Iraciara Cerqueira, coordenadora de gestão de direitos humanos do estado. O programa tem o apoio da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, cuja função é monitorar a segurança às jovens e suas famílias. Segundo a Secretaria da Justiça Cidadania e Direitos Humanos, apesar das investigações serem mantidas sob sigilo judicial, sabe-se que as ameaças partiram de telefonemas e também pela internet, nas redes sociais. Liminares A Justiça negou a liminar do habeas corpus para um dos integrantes da banda de pagode New Hit e para um policial militar no dia 13 de setembro. Para os outros oito integrantes os pedidos de habeas corpus foram negados no dia 6 de setembro pelo desembargador e relator do processo, Lourival Almeida Trindade, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Estupro Segundo relato das vítimas, elas foram até o trio da banda para pedir autógrafos e tirar fotos com os artistas. Um produtor do grupo teria orientado as garotas a ir para o ônibus da banda, onde denunciaram ter ocorrido a violência sexual. Segundo a polícia, dois integrantes admitiram que fizeram sexo com as adolescentes, porém com consentimento. Os outros negaram que tiveram relação sexual com as garotas.

domingo, 4 de setembro de 2011

Salvador : Filho de delegado é assassinado no Pau Miúdo.


Fernando Wydeman Nogueira Adan, filho do delegado titular da 11ª delegacia, Adailton Adan, foi assassinado na tarde de ontem. O crime ocorreu às 16 horas, na Travessa 10 de novembro, próximo ao final de linha do Pau Miúdo. A polícia suspeita que o jovem tenha sido vítima de uma tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte), porém nenhum objeto pessoal foi levado.

Estudante do curso de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Fernando foi atingido com um disparo na região do nariz e morreu na hora. A polícia afirmou que possui suspeito para o crime, mas não divulgou o nome para não atrapalhar as investigações.

Assim como o pai, Fernando nasceu e criou-se no bairro. Como de costume, ontem o jovem despediu-se dos avós, com quem morava, e seguia para o ponto de ônibus, a caminho da universidade. Segundo informações da polícia, o estudante levava um notebook na mochila, o que teria despertado a atenção do assassino.

Ao ser abordado, numa suposta tentativa de assalto, ele teria reagido e foi baleado pelo criminoso por disparo de pistola calibre ponto 40, arma exclusiva das Forças Armadas. O autor do crime fugiu a pé.

Ainda chocado com o ocorrido, o delegado Adaílton Adan, junto com outros dois filhos, esteve no local. Desesperado, um dos irmãos da vítima não aguentou a cena e teve de ser amparado por familiares.

Delegados de várias unidades, agentes do Centro de Operações Especiais (COE), a Polícia Militar e a cúpula da Secretaria de Segurança Pública (SSP), compareceram para prestar solidariedade ao pai da vítima. A Travessa foi isolada por dezenas de viaturas e policiais, que não permitiram o acesso dos moradores e nem da imprensa à cena do crime.

De acordo com informações do delegado do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Alex Gabriel Chehade, apesar de a tentativa de latrocínio ser a principal linha de investigação, a polícia não descarta a possibilidade de homicídio direto ou vingança. “Pela observação criminal nada foi subtraído, mas todas as possibilidades serão apuradas. Ainda é prematuro fazer qualquer afirmação, porém as investigações começam a partir de agora e logo chegaremos ao autor do disparo”, garantiu.

Personalidade
Fernando morava no Pau Miúdo junto com os avós paternos e outros familiares. Colegas de trabalho tentaram confortar o pai da vítima. “Estou muito impressionado com a postura e força de Adan”, ressaltou Chehade. Segundo informações de moradores da região, o estudante era um jovem pacato e não tinha inimigos no bairro. “Ele vivia da academia para a faculdade.

Não sei por que fizeram isso. Ele sempre foi um menino comportado, assim como toda família do delegado”, garantiu o morador Daílton Nascimento Santos, 29.

De acordo com outro morador, que preferiu não se identificar, a Travessa 10 de Novembro é considerada um local tranquilo, onde assassinatos e assaltos não são frequentes.

“Nunca ocorreu uma situação dessas aqui. Moro aqui há muitos anos e nunca presenciei nada. Há muitos anos, um policial militar reformado foi assassinado, mas não aqui e sim na localidade das Pedreiras”, lembrou.

Ainda na noite de ontem, policiais Civis e Militares saíram em diligências nas imediações para tentar localizar e prender o suspeito. Além do delegado Alex Gabriel Chehade e a equipe do delegado Marcelo Tannus, também do DHPP, toda a polícia baiana trabalha para solucionar o caso.


Daniela Pereira

domingo, 14 de agosto de 2011

Dez perguntas que não querem calar sobre a morte da juíza Patrícia Acioli.



Responda-as quem puder.

Dez perguntas que não querem calar sobre a morte da juíza Patrícia Acioli.

1) Se a juíza já havia recebido ameaças de morte, por que não tinha escolta policial 24 horas por dia?

2) É realmente tão difícil assim desmontar os grupos de extermínio de São Gonçalo?

3) E as gangues que controlam o dito "transporte alternativo" da cidade, como lidar com elas?

4) Por que a cidade de São Gonçalo, com mais de 1 milhão de habitantes, só tinha uma juíza responsável por casos de homicídio?

5) Quais garantias serão dadas ao(s) magistrado(s) que ocupará(ão) o lugar da juíza assassinada?

6) Afinal, Luiz Zveiter negou ou não o pedido de proteção pessoal feito por Patrícia Acioli?

7) Quando é começa a trabalhar a tal "comissão de juízes" que vai assumir os processos de São Gonçalo?

8) O que são, exatamente, as "características de crime de máfia", citadas pelo procurador-geral Cláudio Lopes?

9) O que o deputado Flávio Bolsonaro quis dizer quando publicou (no Twitter) que a juíza "colecionava inimigos" e "humilhava policiais"?

10) Quando é que as autoridades vão deixar de se dizer "chocadas" com esse tipo de coisa, e vão passar a agir de verdade?


Jornal do BrasilMarco Antonio Barbosa. http://fubap.org./telhadodevidro. http://twitter.com/BartBarbosa

sábado, 5 de março de 2011

Bahia não vai conviver com “laranja podre” na polícia, diz Wagner.

Governador comentou a operação que terminou com morte de investigador suspeito por outros policiais.
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou nesta sexta-feira (4), em referência a uma operação que terminou com a morte de um policial civil suspeito e motivou declaração de greve da categoria, que o Estado não irá “conviver com laranja podre” nas polícias.

“Tudo preocupa, agora eu quero deixar bem claro que não há hipótese nenhuma de a gente conviver com laranja podre dentro de nenhuma unidade da segurança pública. Não há criminoso pior do que o criminoso uniformizado, alguém que usa do distintivo da Polícia Militar, Civil ou da polícia técnica para extorquir ou para entrar no mundo do crime”, disse o petista, que visitou instalações de segurança e saúde do carnaval de Salvador.

Na noite de quarta-feira (2), o investigador Valmir Borges Gomes, 54 anos, foi morto por policiais civis que investigavam uma denúncia de extorsão. Segundo o governo baiano, Gomes, o policial civil Antônio Dante Barbosa Ferreira e um informante reagiram à abordagem no momento que receberiam propina de um rapaz de 19 anos flagrado com lança-perfume. A família do rapaz acionou a Corregedoria da Polícia, que armou o flagrante no local.

Houve troca de tiros em meio a uma avenida movimentada da Pituba, bairro de classe média alta de Salvador. Carros e fachadas de edifícios foram atingidos. Gomes morreu e os outros dois suspeitos fugiram. O episódio gerou forte mobilização do sindicato dos policiais civis no Estado, que declarou greve na quinta-feira (3) em protesto. O movimento foi declarado ilegal pela Justiça no mesmo dia.

O governador disse lamentar a morte do policial, mas disse considerar “estranha” a reação do sindicato.

“Óbvio que eu sinto pela morte, eu preferiria que tivesse sido feito pela via da prisão, mas só quero lembrar que foram três contra um naquele momento, dois atirando, um se defendendo e, infelizmente, veio a óbito. Agora, acho estranho que alguns segmentos resolvam defender quem estava no crime. Aí, para mim, a postura é, no mínimo, precipitada. É claro que eu vou esperar o final da apuração de tudo que ocorreu, mas insisto: eu sou do lado da vida, mas que se tiver que tombar alguém, prefiro que tombe do lado do marginal do que do lado do policial, do lado de quem está trabalhando pela segurança”, disse o petista.
Sindicato diz que categoria trabalha com apenas 30% do efetivo

Embora o Sindipoc-BA (Sindicato dos Policiais Civis da Bahia) afirme que a categoria está trabalhando com apenas 30% do efetivo, o governo baiano diz que o policiamento não está sendo afetado.

“[A greve] não atrapalhou, estamos fazendo monitoramento do movimento, a greve já foi considerada ilegal pela polícia. Os postos policiais trabalharam normalmente. Em algumas delegacias ainda se encontra um pouco de resistência, mas acho que a tendência agora é de as coisas entrarem nos eixos”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa.

Segundo Barbosa, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve redução de 2% nas ocorrências policiais no primeiro dia de carnaval em Salvador. Os dois casos mais graves foram tentativas de homicídio, que terminaram com dois homens esfaqueados.

A reportagem procurou verificar o funcionamento de dez delegacias de Salvador nesta sexta-feira (4). Seis unidades, entre elas as duas que concentram as ocorrências dos principais circuitos do carnaval, relataram que o trabalho estava normal. Em outras quatro unidades selecionadas, os telefones não foram atendidos.

O presidente do Sindipoc-BA, Carlos Lima, disse que a entidade está discutindo suas próximas ações, que incluirão visita a delegacias. “Vamos levar ao conhecimento de alguns colegas os fatos completos”, disse.

Em nota, o sindicato classificou como “desastrosa e arrogante” a ação que resultou na morte do policial Borges, que integrava o conselho fiscal da entidade. “A desastrosa operação revela incompetência, mau planejamento e, sobretudo, um estilo sanguinário de fazer segurança pública”, diz o texto.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Em nome de Joel da Conceição Castro, de 10 anos.




Este é o pai de Joel.Muita força para você!




























Monstruosidade! Duas meninas são decapitadas em Salvador, Bahia.

A polícia ainda não tem informações sobre a motivação da morte de duas adolescentes que foram decapitadas e encontradas na Avenida San Martin por volta da meia-noite de sexta-feira, 19.
Janaína Cristina Brito Conceição, 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, 13 anos, saíram de casa na tarde da última quinta-feira, 18. De acordo com o padrinho de Janaína, as garotas chegaram a ligar para parentes no mesmo dia. “Janaína disse que estava bem, mas que não queria voltar para casa por conta da rebeldia”, disse ele.

O padrinho contou, ainda, que a adolescente não aceitava as restrições com relação a festas e outros anseios da garota por conta da idade. “Ela tinha uma letra A tatuada na virilha e ninguém sabia”, disse o padrinho. Na noite da sexta-feira, a situação se transformou: “Começaram a ligar pedindo resgate de R$ 50 mil, duas armas e ela disse ao pai, desesperada, que agora era sério”, contou o padrinho. A polícia foi informada e, rastreando o celular de onde partiram as ameaças, chegou ao local onde os corpos foram encontrados. A investigação está na 4ª CP (São Caetano).

terça-feira, 13 de julho de 2010

Colegas de trabalho lamentam morte de juiz que atuava em Valença e Camamu.



Em Camamu, foi decretado luto oficial por três dias. Em Valença, os colegas de Carlos Alessandro também lamentam a morte violenta do magistrado

A polícia ainda tem muitas dúvidas sobre o que levou o soldado da polícia militar, Daniel dos Santos, a disparar duas vezes contra o juiz Carlos Alessandro Pitágoras Ribeiro, sábado (10) à noite, num dos locais mais movimentados da capital.

Na primeira versão, o soldado disse à polícia que foi parado na rua pelo juiz, que logo andou armado em sua direção e por isso ele atirou.

De sábado à noite até segunda-feira (12), onze testemunhas já foram ouvidas e alguns depoimentos contrariam essa versão. Há suspeita de briga de trânsito. A Polícia Militar abriu inquérito administrativo e disciplinar para apurar.

As armas recolhidas no local do crime vão ser periciadas, mas já circula também a versão de que o cenário do crime foi alterado, o que pode dificultar as investigações.

O juiz Carlos Alessandro Pitágoras Ribeiro trabalhava no baixo sul do estado e nas duas cidades onde atuava, amigos e colegas não se conformam com a forma brutal como ele foi morto.

No fórum da cidade de Valença, distante 250 quilômetros de Salvador, as audiências foram suspensas por três dias em sinal de luto pela morte do juiz. Na cidade, o magistrado foi substituto da Vara Crime durante dois anos e era muito querido por todos.

‘Estamos todos profundamente abalados pela perda do colega, do profissional que ele era, sempre muito atuante, muito ágil e representava bem a magistratura baiana. Enquanto amigo, a perda foi repentina, de uma forma inexplicada, a gente não sabe bem ainda o que aconteceu e é desejo de todos os juízes que a verdade apareça, seja ela qual for’, diz a juíza Ana Cláudia Souza.

A juíza Alzeni Alves lembra do último encontro com Alessandro, como o juiz era chamado pelos colegas. ‘Apesar dele não estar trabalhando aqui, ele sempre nos visitava. Na última visita que ele fez aqui ao fórum, eu brinquei com ele dizendo: ‘Você tem uma pessoa aqui, uma serventuária, que lhe ama, do fundo do coração. Todos os dias quando ela vai me entregar o chá, ela fala no seu nome. Diz que tem saudades de dr. Alessandro’. Ele abraçou essa serventuária que trabalha na área da cozinha e da limpeza, disse que ia levar ela para Camamu. Foi a última vez que falei com ele. Hoje tem oito dias. Não sei… ele veio se despedir da gente’, acredita a magistrada.

No Juizado Especial Cível e Criminal de Valença, onde o juiz ainda trabalhava uma vez por semana, bandeiras a meio mastro e um pano preto na janela. Nos corredores, os funcionários não falavam em outra coisa.

‘Além de ser um homem bom, um excelente pai, porque tínhamos oportunidade nos intervalos das audiências, nos eventuais almoços de trabalho, de trocarmos ideias e o grande amor da vida dele, além da mulher, era a filhinha de cinco anos’, conta o defensor público Carlos Vasconcelos.

‘A magistratura da Bahia perdeu um grande homem por sua qualidades, seu astral, sua alegria. Mas é a vida da gente… vamos pedir a Deus que ele esteja em um bom lugar porque é isso que ele merece’, diz o secretário do juizado Durval Costa.

Nos outros dias da semana, era no município de Camamu, a cerca de 80 quilômetros de Valença, que o juiz atuava. Ele tinha sido designado para trabalhar na cidade há 10 meses. No fórum, os funcionários homenagearam o juiz, que segundo eles, não tinha inimigos.

‘O relacionamento dele não era nem como colega, era como irmão aqui. Nós o tínhamos como amigo, pai. É difícil falar dele depois de uma tragédia dessa. A emoção nos toma. Ele vinha trabalhar caminhando e não tinha inimigos. A informação que nós temos é que todo mundo gostava deles’, diz o escrivão Valnei Santana.

Os moradores de Camamu também sentiram a perda do juiz. ‘A cidade ficou bastante chocada. Ninguém esperava que fosse acontecer uma tragédia dessa. Está todo mundo de luto. Ele era muito querido’, lembra a moradora Telma Nascimento.

O soldado Daniel Santos vai responder ao processo em liberdade. A polícia informou que vai fazer a reconstituição do crime para esclarecer todos os detalhes, mas ainda não marcou a data.