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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Quem irá responder pelas mortes dos policiais baianos durante o teste esforço para ingresso na tropa de elite ?

Dois policiais militares morrem em Salvador após teste de esforço para aprovação de ingresso na tropa de elite. Um outro continua internado em estado grave. O que a sociedade espera é a liberação das imagens do tal teste de esforço. MORRER QUANDO ATUAM CONTRA O CRIME É UMA COISA. OUTRA E BEM GRAVE SÃO ESSES JOVENS MORREREM DENTRO DO QUARTEL OU PRATICAMENTE ISTO, POIS SAÍRAM DE LÁ PARA HOSPITAIS E DEPOIS PARA O CEMITÉRIO. PODE ISTO???? Um outro militar continua internado em estado grave. O que está sem uniforme é soldado da PM Luciano Fiuza, 29 anos, que morreu, ontem à noite, no Hospital Aeroporto, dois dias depois de passar mal durante um exame físico do Curso de Operações Policiais Especiais (Copes).

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Salvador, Bahia :Hospital Santa Isabel tem péssimo atendimento na área de emergência ortopédica.

Caótica a emergência ortopédica do Hospital Santa Isabel, bairro de Nazaré, Salvador, Bahia. Cheguei até lá levando uma pessoa com possibilidade de fratura no pé. Entrei já com a carteira do plano de saúde e com a identidade para atendimento. Friamente, as atendentes pediram autorização ao plano sem nem ao menos perguntar as condições da pessoa que aguardava atendimento. Logo após a autorização do plano, me indicaram o local das macas e cadeiras de rodas e informaram que não tinham qualquer profissional para os procedimentos. Ou seja, que eu me virasse sozinha. Nos corredores tinha um bando de auxiliares e enfermeiros todos batendo enorme papo. É um hospital particular tradicional. Quando coloquei a paciente para dentro, perguntei se tinha médico pelo menos. Tinha médico e, por sinal, educado. Agora, é denunciar o Hospital Santa Isabel.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

CARTA ABERTA DO MOVIMENTO PASSE LIVRE SALVADOR.

Carta Aberta do Movimento Passe Livre Salvador Nós, Movimento Passe Livre Salvador, formado por setores da sociedade civil, de caráter apartidário (mas não anti-partidário), viemos, através desta, esclarecer os objetivos e expor as reivindicações do movimento. O Movimento Passe Livre surgiu como desdobramento da série de manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus ocorrida aqui, em Salvador, no ano de 2003, que ficou conhecida como “Revolta do Buzu”. Tem como objetivo aprofundar o debate sobre o direito de ir e vir, sobre a mobilidade urbana nas grandes cidades e sobre um novo modelo de transporte para o Brasil, na defesa de um sistema de transporte público, gratuito e de qualidade, que garanta acesso universal a todas as camadas da população. Salvador ainda tem um longo caminho a trilhar. A população soteropolitana, sem grandes alternativas para se locomover dentro da capital, sofre diariamente com os engarrafamentos e com um sistema de transporte público caro e de má qualidade: ônibus sucateados, superlotados e que demoraram a passar. Visando romper com a lógica do modelo rodoviarista e da política tarifária, e garantir aos moradores da capital baiana e da Região Metropolitana o seu direito à cidade, seguem abaixo nossas principais reivindicações para que possamos dar os primeiros passos neste sentido. Primeiramente, requeremos ao Poder Municipal a imediata redução da tarifa de ônibus – Salvador tem de longe a tarifa mais cara do Nordeste – e a garantia de que não haverá aumento até o final do mandato do atual Prefeito. Reivindicamos, também, outras ações do Poder Público para que se produzam melhorias na situação caótica em que se encontra a mobilidade urbana em Salvador e Região Metropolitana, tais como: 1. Passe livre nos ônibus para todos os estudantes, inclusive estudantes de curso pré-vestibular; 2. Ampliação e renovação da frota, com a introdução de veículos de piso baixo, visando garantir a maior acessibilidade a pessoas com dificuldades ou necessidades especiais; 3. Ônibus 24 (vinte e quatro) horas em atividade; 4. Criação do Bilhete Único, benefício tarifário permitindo a realização de 04 (quatro) viagens dentro do prazo de 03 (três) horas, como já existe em São Paulo e outras capitais brasileiras; 5. Ampliação do Programa “Domingo É Meia” para os feriados e inclusão dos usuários do Salvador Card no programa, eliminando-se a restrição do pagamento em dinheiro; 6. Extinção do pagamento de taxa para recadastramento no Salvador Card; 7. Construção de novas estações de ônibus e imediata reforma e integração de todas as estações já existentes, com garantia de acessibilidade a pessoas com dificuldades ou necessidades especiais; 8. Construção de mais faixas exclusivas para ônibus; 9. Abertura da caixa preta do SETPS, com a revisão dos custos e contratos pelos órgãos competentes, promovendo com transparência o debate público sobre as regras dos contratos de concessão e sobre o cálculo do preço da tarifa; 10. Ativação e ampliação do metrô, com estabelecimento de calendário para o cumprimento destas solicitações; 11. Investigação, pelo Ministério Público, dos gastos com a construção do metrô, iniciada há 13 anos; 12. Integração dos transportes rodoviário, ferroviário e aquaviário; 13. Execução do projeto “Cidade Bicicleta”- que prometeu ampliar a malha cicloviária da região metropolitana para 217 Km; 14. Extinção de tarifa para os trens do subúrbio de Salvador, garantindo passe livre a todos os seus usuários; 15. Ampliação e reforma das calçadas, com garantia de acessibilidade a pessoas com dificuldades ou necessidades especiais; 16. Melhorias no sistema de transporte intermunicipal aquaviário do estado da Bahia, além da instituição do pagamento de meia passagem por estudantes; 17. Retomada do caráter deliberativo do Conselho da Cidade; 18. Reativação do Conselho Municipal de Transporte; 19. Integração da Região Metropolitana; 20. Estatização dos sistemas de transporte público; 21. Por fim, solicitamos a alteração do nome do Aeroporto Internacional de Salvador, hoje “Deputado Luís Eduardo Magalhães”, para o seu antigo e verdadeiro nome: “2 de Julho”, data magna dos baianos. Além disso, o Movimento Passe Livre Salvador gostaria de repudiar a violência promovida pela Polícia Militar às manifestações pacíficas em Salvador e em todo o Brasil. Apenas uma pequena amostra da violência cotidiana e sistemática da Polícia nas periferias, resultando no extermínio da juventude negra. Repúdio também à violência, hostilidade e intolerância por parte de alguns manifestantes a militantes de partidos políticos, tal como aconteceu em São Paulo. Repudiamos, ainda, os gastos indevidos do dinheiro público com eventos esportivos de grande porte, como a Copa do Mundo. Repudiamos o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 234/2011, do deputado João Campos (PSDB-GO), conhecido como “Cura Gay”. Repudiamos a presença do pastor e deputado Marcos Feliciano na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Repudiamos o projeto que cria o “Estatuto do Nascituro”. Repudiamos o projeto de lei 7663/10, de autoria do Deputado Osmar Terra (PMDB/RS) que prevê, entre outros equívocos, a internação forçada de dependentes químicos. Repudiamos a PEC 215, que transfere a autonomia para decidir sobre demarcação de terras indígenas para o Legislativo. Repudiamos a construção da Usina de Belo Monte e o extermínio das comunidades indígenas. Para finalizar, nos posicionamos a favor dos 10% do PIB para educação pública Já, da utilização de 100% dos recursos do petróleo para as áreas sociais, da Reforma Política, da desmilitarização das polícias no Brasil, tal como recomendado pelo Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e de uma lei nacional que implemente o passe livre em todo o país! Com esta Carta, o Movimento Passe Livre Salvador, espera ter deixado de forma bastante clara e específica suas reivindicações e posicionamentos, com intuito de não dá margem a equívocos e à invasão do movimento por grupos oportunistas com pautas conservadoras. Esperamos agora uma resposta da Prefeitura Municipal de Salvador, do Governo do Estado da Bahia e do Governo Federal para iniciarmos o diálogo. Salvador, 26 de Junho de 2013.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

PASSE LIVRE SALVADOR ESTÁ SEGUINDO AGORA PARA ARENA FONTE NOVA.

Aqui estão as reivindicações do Passe Livre Salvador. A partir das 14 horas no Campo Grande. Verifiquem. Todos apoiando! A FIFA não pode fechar uma cidade por causa de jogos para elite.

1. O Passe Livre é pauta prioritária do movimento
2. Assegurar Passe Livre para estudantes e desempregados
3. Auditoria das contas do metrô
4. Auditoria das contas “caixa-preta” do SETPS
5. Reativação do Conselho Municipal de Transporte
6. Estabelecer o Conselho da Cidade com caráter deliberativo
7. Lutar contra a privatização da Estação da Lapa
8. Lutar pela municipalização do transporte
9. Lutar pela estatização das empresas de transporte
10. Assegurar transporte 24 horas
11. Lutar por uma melhor política de mobilidade urbana
12. Implantação de ciclovias em toda a cidade
13. Lutar pela Tarifa Zero
14. Auditoria dos gastos da Copa
15. 10% do PIB para educação pública, gratuita, e de qualidade.
16. Anulação da PEC 37
17. Lutar contra a criminalização dos movimentos sociais
18. 100% do Pré-sal e da Petrobrás para financiamento estatal
19. Aumento em mais de 100% nos alimentos de Cesta básica.
20. O repúdio do movimento à mídia golpista, que busca manipular o movimento
21. O movimento se articulará com as pautas das manifestações que estão ocorrendo nacionalmente
22. Fazer uma carta aberta com as pautas do movimento
23. Mobilizar de forma criativa, dialogar com grupos artísticos
24. Convocar demais movimentos sociais para compor as manifestações

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

LÚCIA CERQUEIRA NÃO MORREU. TAL QUAL OXUM ELA SE ENCANTOU.

Hoje acordo com uma sensação estranha. Ainda não defino do que se trata.Vésperas do Carnaval de Salvador. Ontem, abri meu e-mail e encontrei um convite do Roberto Messias (amigo Porquinho) para inauguração da sala de Imprensa do Carnaval 2013. Dei de cara com o nome da homenageada e vibrei. Lúcia Cerqueira!!!  
Me encantei para logo em um segundo desabar em profunda tristeza. O convite é para uma homenagem póstuma e eu me recordei que geralmente é assim. Vários jornalistas já foram homenageados durante carnavais passados.
Eu recorri então ao Google e constatei. Em outubro de 2012, Lucinha morreu. E daí?
Em minha cabeça rolou um filme. Estavamos todos jovens saindo da adolescência nos anos setenta. Prestamos vestibular para Comunicação na Universidade Federal da Bahia. Ali ingressei aos 17 anos de idade.  Logo nos primeiros dias as relações começaram a se definir.
Eram anos tenebrosos da ditadura. Eram anos em que 3 pessoas juntas já eram consideradas suspeitas. Eu, particularmente, já trazia as marcas do movimento estudantil via Colégio Central da Bahia, Severino Vieira e Teixeira de Freitas. Agora,era a vez da UFBA – Universidade Federal da Bahia quando fui saudada pelo grande mestre Antonio Loureiro de Souza.
Mas o bom mesmo para jovens é a formação daquele grupo que irá estar conosco emocionalmente para sempre. E conheci Lucia Cerqueira.
Lucia Cerqueira e eu conseguíamos rir juntas. Haviam outras amigas também porém prefiro não citá-las aqui. Como entramos no jornalismo para dar sentido as nossas vidas fomos logo para os estágios. Era uma vida difícil. Estudo, jornal, rádio, TV. Era às vezes um lanche por dia.
Era um momento de raras mulheres no jornalismo e muitos homens tanto na Facom como nas redações. Temos as pioneiras mas chegamos depois. Lucia e eu passamos pelos mesmos veículos impressos. No Jornal da Bahia vivemos momentos extraordinários. Lá Lucinha e Remulo Pastore se apaixonaram. Um casal lindíssimo! Ele era também um amado amigo. Ele era mais risonho e mais extrovertido que o irmão Rafael Pastore que era secretário de Redação.
Não vou falar das minhas paixões e amores pessoais. O fato é que em todos os momentos públicos, Lucinha e Remulo estavam comigo. Em todos os meus lançamentos de livros, na Praça da Poesia, nas atividades de mobilização cultural, eles estavam comigo. Um dia Rafael Pastore partiu em um acidente automibilistico no Rio Vermelho. Anos seguintes, já casado com Lucinha , Reminho morreu praticamente no mesmo lugar que Rafael morreu, no bairro do Rio Vermelho. Lembro que quando cheguei ao Jardim da Saudade a imprensa estava toda lá. Era tão estúpida aquela situação que não dava para assimilar. Precisei de amparo para me manter de pé.
Então,  deixei Salvador embora sempre visitando a minha família.Eu e Lucinha trocavamos e-mails. Quando ia aos encontros jornalísticos olha nosso encontro maravilhoso! Era o momento de falarmos dos filhos. Ela também viveu um período em Brasília. A vida seguiu.
Mas volto ao e-mail do Roberto Messias: Sala de Imprensa 2013. Sala Lúcia Cerqueira.
Roberto Messias querido: você está enganado. E todos que pensam que Lúcia Cerqueira morreu estão enganados. Dizem que ela foi cremada. Mas ninguém pode dizer que Lúcia Cerqueira acabou. Absolutamente, ninguém!!!
Enlouqueci???!!! Não. Além dela ter nos presenteado com dois filhos ela nos deu  tanta alegria e integridade, que tanto enchem de orgulho a profissão.
Enlouqueci ???!!! Não!!! Lucinha chega com seus maravilhosos turbantes que realçavam ainda mais a sua beleza. As suas pantalonas fantásticas. E aquele sorriso enorme, delicioso.
Em minha casa ela sempre foi muitíssimo querida. Tanto ela quanto Reminho de saudosos carurus e cantina da Lua. Das idas a Arembepe, das idas as ilhas. Das viagens ao interiorzão da Bahia.
Aqueles tempos de Universidade, aqueles tempos de Jornal da Bahia, aqueles tempos em que assumimos cargos importantíssimos, nunca nos fizeram mudar. Tudo era transitório e sempre soubemos disto.
Então, anuncio : LÚCIA CERQUEIRA NÃO MORREU. TAL QUAL OXUM ELA SE ENCANTOU.
E hoje, somente hoje, posso pensar em luto. Mas luto não combina com ela. Luto ela viveu por outras pessoas queridas e  tão comuns a nós duas.
Lúcia Cerqueira querida. Posso falar de saudade. Não irei falar de revolta. Soube ontem e ainda estou assimilando.
Mando recado para seus filhos: estou aqui e estou ao dispor. Obrigada minha amiga.
A saudade não é para agora. A saudade é para sempre.
Te amamos.
Vera Mattos
06/02/2013


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

SALA DE IMPRENSA LÚCIA CERQUEIRA. UMA JUSTA HOMENAGEM.


 Sala de Imprensa do Carnaval 2013 em Salvador, Bahia

A Sala de Imprensa montada pela Prefeitura de Salvador para dar suporte aos jornalistas que vão trabalhar na cobertura do Carnaval 2013 será inaugurada nesta quarta-feira (6) com um coquetel de abertura, às 19h, no Instituto Cultural Brasil Alemanha (ICBA), Corredor da Vitória, nº 1809. A homenageada deste ano será a jornalista Maria Lúcia Cerqueira, que faleceu no dia 30 de outubro de 2012, aos 58 anos.
Formada em Comunicação Social pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e pós-graduada em Comunicação para o Mercado pela Unifacs, Lúcia Cerqueira começou no Jornalismo como repórter do Jornal da Bahia, em 1975. Passou a trabalhar na Assessoria de Comunicação Social da Telebahia em 1983, atendendo a um convite do jornalista Fernando Vita. Em seguida, trabalhou na Telebrasília, no Distrito Federal, onde ficou durante dois anos.
Ao voltar a Salvador, integrou a equipe de Comunicação da Telebahia, onde conquistou prêmios da Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial (Aberje) por ter trabalhado para a empresa considerada "modelo" entre todas do Sistema Telebrás. Atuou também como assessora especial de Comunicação da Prefeitura de Salvador durante a gestão do secretário Diogo Tavares.
Exemplo de profissionalismo, Lúcia Cerqueira sabia como fazer críticas aos colegas e os elogiava sempre que necessário. Lúcia Cerqueira foi casada com o jornalista Rêmulo Pastore, o Reminho, e juntos tiveram Rafael Pastore, engenheiro de produção. Depois, já casada com Eduardo Pontes, teve Maria Eduarda, vaidosa como a mãe e com a mesma facilidade de fazer amigos. 

Toda a imprensa está convidada para a inauguração. 




terça-feira, 29 de janeiro de 2013

UNIP POLO SALVADOR/COMÉRCIO: UNIP GRADUAÇÃO. INSCREVA-SE JÁ!!

UNIP POLO SALVADOR/COMÉRCIO: UNIP GRADUAÇÃO. INSCREVA-SE JÁ!!







terça-feira, 2 de outubro de 2012

Integrantes da New Hit e PM têm o pedido de habeas corpus deferido .

Integrantes da New Hit e PM têm o pedido de habeas corpus deferido Grupo deve ser solto na tarde desta terça-feira (2), em Feira de Santana (BA). Pedido foi julgado pelo desembargador Lourival Almeida Trindade. Ingrid Maria Machado e Lílian Marques Do G1 BA Adolescentes recebem proteção do estado. Os nove integrantes da banda de pagode New Hit e o policial militar que fazia a segurança do grupo tiveram o pedido de habeas corpus deferido pela Justiça no final da manhã desta terça-feira (2). O pedido foi julgado na 2ª turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), pelo desembargador Lourival Almeida Trindade, relator da sessão. Os nove integrantes do grupo são suspeitos de estuprar duas adolescentes de 16 e 17 anos. O policial teria sido conivente com o crime. Todos eles, inclusive o PM, foram indiciados por estupro e formação de quadrilha no dia 25 de setembro. O documento, que tem 23 páginas, foi protocolado pelo delegado Marcelo Cavalcanti, titular da Delegacia de Ruy Barbosa, na Vara Criminal, no dia 24 de setembro. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária e de Ressocialização do Estado (Seap), até as 12h30 desta terça-feira os nove integrantes do grupo envolvidos no caso permaneciam custodiados no Conjunto Penal de Feira de Santana, cidade distante cerca de 100 km de Salvador. Segundo Edmundo Memeri, diretor do conjunto penal, a decisão judicial que ordena a liberação dos presos ainda não foi encaminhada à unidade penitenciária. A assessoria da PM afirmou ao G1, também nesta terça, que o policial suspeito de conivência no crime continua custodiado na Coordenadoria de Custódia Provisória da corporação, localizada no Batalhão de Choque em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. De acordo com a Polícia Militar, a ordem judicial, até às 12h30, também não havia sido encaminhada à coordenadoria. Denúncia Em nota, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou nesta terça-feira que a promotora de Justiça de Ruy Barbosa, Marisa Marinho Jansen, ofereceu denúncia à Justiça contra os dez suspeitos pelos crimes de estupro qualificado, com participação de duas ou mais pessoas. Segundo o MP-BA, a denúncia das adolescentes, de 16 e 17 anos, vítimas do estupro, foi comprovada por testemunhos e laudos periciais. Ainda na nota, o órgão informa que a promotora relata no documento que durante a ação uma das vítimas foi "puxada pelos cabelos, agredida fisicamente e xingada" por seis dos suspeitos. Na denúncia, a promotora classifica como "vis e animalescos" os atos cometidos contra a outra adolescente envolvida no caso. Investigações De acordo com o delegado Marcelo Cavalcanti, o laudo fornecido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), de Feira de Santana apontou que foi encontrada uma quantidade de sêmen nas roupas das meninas e de um dos músicos. Segundo a polícia, o resultado foi considerado prova material e influenciou no indiciamento dos suspeitos. A polícia indicou ainda que o volume de sêmen localizado é "bastante" superior à quantidade de "uma, duas ou três pessoas". Por isso, foi solicitado a realização de exames de DNA para identificar a quem pertence o sêmen localizado pela perícia. O prazo para divulgação do resultado é superior a 60 dias. AMEAÇAS DE MORTE Após receberem ameaças de morte, as duas jovens foram encaminhadas a Salvador e fazem parte do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM). A solicitação foi feita pelo Conselho Tutelar da cidade de Itaberaba, que fica próxima ao município de Ruy Barbosa, após denúncias feitas pelas famílias das jovens. "Elas estão recebendo o apoio da Secretaria da Justiça Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) para a reinserção na sociedade. Aqui recebem novo endereço e a tentativa do órgão de entregar a elas novas condições saudáveis de vida em sociedade", explica Iraciara Cerqueira, coordenadora de gestão de direitos humanos do estado. O programa tem o apoio da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, cuja função é monitorar a segurança às jovens e suas famílias. Segundo a Secretaria da Justiça Cidadania e Direitos Humanos, apesar das investigações serem mantidas sob sigilo judicial, sabe-se que as ameaças partiram de telefonemas e também pela internet, nas redes sociais. Liminares A Justiça negou a liminar do habeas corpus para um dos integrantes da banda de pagode New Hit e para um policial militar no dia 13 de setembro. Para os outros oito integrantes os pedidos de habeas corpus foram negados no dia 6 de setembro pelo desembargador e relator do processo, Lourival Almeida Trindade, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Estupro Segundo relato das vítimas, elas foram até o trio da banda para pedir autógrafos e tirar fotos com os artistas. Um produtor do grupo teria orientado as garotas a ir para o ônibus da banda, onde denunciaram ter ocorrido a violência sexual. Segundo a polícia, dois integrantes admitiram que fizeram sexo com as adolescentes, porém com consentimento. Os outros negaram que tiveram relação sexual com as garotas.

domingo, 4 de setembro de 2011

Salvador : Filho de delegado é assassinado no Pau Miúdo.


Fernando Wydeman Nogueira Adan, filho do delegado titular da 11ª delegacia, Adailton Adan, foi assassinado na tarde de ontem. O crime ocorreu às 16 horas, na Travessa 10 de novembro, próximo ao final de linha do Pau Miúdo. A polícia suspeita que o jovem tenha sido vítima de uma tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte), porém nenhum objeto pessoal foi levado.

Estudante do curso de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Fernando foi atingido com um disparo na região do nariz e morreu na hora. A polícia afirmou que possui suspeito para o crime, mas não divulgou o nome para não atrapalhar as investigações.

Assim como o pai, Fernando nasceu e criou-se no bairro. Como de costume, ontem o jovem despediu-se dos avós, com quem morava, e seguia para o ponto de ônibus, a caminho da universidade. Segundo informações da polícia, o estudante levava um notebook na mochila, o que teria despertado a atenção do assassino.

Ao ser abordado, numa suposta tentativa de assalto, ele teria reagido e foi baleado pelo criminoso por disparo de pistola calibre ponto 40, arma exclusiva das Forças Armadas. O autor do crime fugiu a pé.

Ainda chocado com o ocorrido, o delegado Adaílton Adan, junto com outros dois filhos, esteve no local. Desesperado, um dos irmãos da vítima não aguentou a cena e teve de ser amparado por familiares.

Delegados de várias unidades, agentes do Centro de Operações Especiais (COE), a Polícia Militar e a cúpula da Secretaria de Segurança Pública (SSP), compareceram para prestar solidariedade ao pai da vítima. A Travessa foi isolada por dezenas de viaturas e policiais, que não permitiram o acesso dos moradores e nem da imprensa à cena do crime.

De acordo com informações do delegado do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Alex Gabriel Chehade, apesar de a tentativa de latrocínio ser a principal linha de investigação, a polícia não descarta a possibilidade de homicídio direto ou vingança. “Pela observação criminal nada foi subtraído, mas todas as possibilidades serão apuradas. Ainda é prematuro fazer qualquer afirmação, porém as investigações começam a partir de agora e logo chegaremos ao autor do disparo”, garantiu.

Personalidade
Fernando morava no Pau Miúdo junto com os avós paternos e outros familiares. Colegas de trabalho tentaram confortar o pai da vítima. “Estou muito impressionado com a postura e força de Adan”, ressaltou Chehade. Segundo informações de moradores da região, o estudante era um jovem pacato e não tinha inimigos no bairro. “Ele vivia da academia para a faculdade.

Não sei por que fizeram isso. Ele sempre foi um menino comportado, assim como toda família do delegado”, garantiu o morador Daílton Nascimento Santos, 29.

De acordo com outro morador, que preferiu não se identificar, a Travessa 10 de Novembro é considerada um local tranquilo, onde assassinatos e assaltos não são frequentes.

“Nunca ocorreu uma situação dessas aqui. Moro aqui há muitos anos e nunca presenciei nada. Há muitos anos, um policial militar reformado foi assassinado, mas não aqui e sim na localidade das Pedreiras”, lembrou.

Ainda na noite de ontem, policiais Civis e Militares saíram em diligências nas imediações para tentar localizar e prender o suspeito. Além do delegado Alex Gabriel Chehade e a equipe do delegado Marcelo Tannus, também do DHPP, toda a polícia baiana trabalha para solucionar o caso.


Daniela Pereira

sábado, 21 de maio de 2011

Irmã Dulce: exemplo de fé solidária ganhou o mundo.


O exemplo de solidariedade que marcou a vida de Irmã Dulce.
Foto do acervo OSID.


Por conta da sua solidariedade incondicional ao próximo, Irmã Dulce passou a ser conhecida como o Anjo Bom da Bahia. Hoje já não se pode colocar um limite regional a essa denominação, afinal o seu exemplo de vida em defesa dos pobres e doentes acabou ultrapassando as fronteiras brasileiras.

A sua elevação a beata da Igreja Católica, último estágio antes de alcançar a honra dos altares como santa, apenas vai confirmar o que já se aceita na América, Europa, Ásia e tantos outros lugares, onde a sua mensagem de que a prática do bem pode fazer o impossível consola consciências, mas também salva muitas vidas.

Seja em Treviglio, Itália, uma cidade que adotou a causa da sua canonização, ou em Fortaleza, Ceará, há gente seduzida por essa religiosa que fez da fé o combustível para uma revolução via o amor ao seu semelhante marcado por qualquer tipo de sofrimento.

A capacidade que Irmã Dulce teve de fazer o bem continua seduzindo gente de culturas diferentes. É este o aspecto da sua trajetória abordado neste especial com base no relato de pessoas de outros estados e países que foram tocadas pela história da religiosa.

A formação desse exército do bem para continuar a sua batalha contra as desigualdades é apenas uma das muitas vitórias da mulher que tinha apenas 1,48 m de altura e pouco fôlego orgânico devido a uma insuficiência respiratória, mas era dona da força dos gigantes.

O corpo franzino era movido por uma vontade de ferro. São vários os relatos de quem testemunhou Irmã Dulce percorrendo, durante o dia, as ruas da cidade em busca de donativos para os seus doentes e crianças abandonadas.

Insultos ou má vontade não eram obstáculos para ela. Humilde ou apelando para o humor, conseguia convencer os mais resistentes. À noite ainda tinha forças para percorrer a enfermaria do Hospital Santo Antônio e conferir se alguém estava precisando de troca de soro ou medicação. O encontro entre fé e ação a levou a construir uma obra que se tornou referência.

Santa Moderna - Este perfil de Irmã Dulce é o dos santos modernos que a Igreja tanto buscou durante o pontificado de João Paulo II, também declarado beato no último dia 1º. Um dos papas mais carismáticos da Igreja, ele dizia que era preciso buscar modelos em locais além da Europa e que falassem mais forte ao coração dos homens e mulheres de agora, ou seja, apostar na diversidade geográfica e nos modos de vivência da fé católica.

Para João Paulo II, Irmã Dulce era uma séria candidata a santa moderna, e os sinais já apareciam em sua trajetória rotineira. Não foi à toa que, nas duas vezes que veio à Bahia, ele fez questão de visitá-la. Assim como João Paulo II, pessoas de várias partes do mundo reconhecem os milagres em defesa da vida que seu exemplo pode produzir.

Cleidiana Ramos/A Tarde on line.

domingo, 24 de abril de 2011

Salvador: Número de leitos hospitalares psiquiátricos é insuficiente para a demanda.

Discussão - Na opinião da psiquiatra Miriam Gorender, o fechamento de leitos em hospitais psiquiátricos sem a oferta proporcional de tratamento na rede substitutiva (Caps e outros serviços) deixou pacientes de transtornos mentais desamparados. “Muitos deles estão perambulando pelas ruas, basta observar como o número de ‘malucos’ de rua, como a população tende a chamar, aumentou nos últimos anos. Infelizmente o Caps não substitui o leito psiquiátrico, o ambulatório ou o pronto atendimento”, diz.




As dificuldades do processo de internação de pacientes com transtorno mental por conta do número de leitos insuficientes é um dos entraves enfrentados por quem precisa do atendimento. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), atualmente, o Estado conta com um mil leitos, 400 deles em Salvador.

São 32 leitos disponíveis no Hospital Psiquiátrico Mário Leal; 140 leitos no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira; 15 leitos no Hospital Universitário Professor Edgar Santos (Hupes), o Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia (Ufba); 37 leitos no Hospital Irmã Dulce e 120 leitos disponíveis no Sanatório São Paulo – hospital privado conveniado ao SUS –, além de algumas clínicas privadas também conveniadas ao serviço público.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de um leito psiquiátrico para cada grupo de um mil habitantes, mas a Bahia tem 0,06 leitos por mil habitantes, de acordo com levantamento feito em dezembro de 2010 pelo Ministério da Saúde para o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.

Redução - O número de leitos para internação psiquiátrica é considerado insuficiente por boa parte dos profissionais. “Dependendo do quadro clínico é indiscutível a necessidade de internação. Como o número de leitos é insuficiente, o internamento – que não acontece nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) – fica comprometido devido à redução da oferta de leitos distribuídos pela rede pública”, pontua a presidente da Associação Psiquiátrica da Bahia, Miriam Gorender.

Entretanto, o coordenador de saúde mental da Sesab, Iordan Gurgel, afirma que a reforma psiquiátrica determina redução do número de leitos. “As diretrizes e princípios da política de saúde mental realçam a necessidade de reorientação do modelo de assistência centrado no hospital psiquiátrico para o modelo voltado para os centros alternativos. Os Caps fazem parte da rede de serviços criada para atender a egressos de instituições psiquiátricas, extintas pela Lei Federal 10.216”, esclarece Iordan Gurgel.

Desde 2001, quando a lei foi promulgada, ao menos 17 mil leitos psiquiátricos foram extintos em todo o País. Nos últimos oito anos, 54% dos leitos de Salvador foram eliminados. Dentro da proposta da reforma psiquiátrica, o doente mental tem o acompanhamento médico, participa de oficinas terapêuticas e retorna para o convívio familiar e social, sem ficar internado.

“Além dos Caps, as residências terapêuticas (destinadas a quem perdeu o contato com a família) e os centros de convivência são outras opções de assistência”, destaca Gurgel. Mas um levantamento do Ministério da Saúde mostra que apenas 11 estados brasileiros têm Centros de Atendimento Psicossocial 3 (Caps 3), que oferecem atendimento 24 horas para portadores de transtornos psiquiátricos, portanto o mais adequado para os casos de internação. Salvador conta apenas com um Caps tipo 3.

Iordan Gurgel se comprometeu a encaminhar uma lista com o número de Capes tipo 1, 2 e 3 existentes no Estado, assim como os municípios que os possuem, o que não foi feito até o fechamento desta edição.

Discussão - Na opinião da psiquiatra Miriam Gorender, o fechamento de leitos em hospitais psiquiátricos sem a oferta proporcional de tratamento na rede substitutiva (Caps e outros serviços) deixou pacientes de transtornos mentais desamparados. “Muitos deles estão perambulando pelas ruas, basta observar como o número de ‘malucos’ de rua, como a população tende a chamar, aumentou nos últimos anos. Infelizmente o Caps não substitui o leito psiquiátrico, o ambulatório ou o pronto atendimento”, diz.

Para o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, a internação ainda é necessária porque não há um atendimento de qualidade em rede. “Nós deveríamos ter um sistema de atendimento em rede que primasse pela promoção da saúde. Se houvesse um atendimento primário e secundário adequado você reduziria a possibilidade de internação”, aponta.

A ABP nega defender a manutenção das internações, mas não economiza críticas à implementação da Lei 10.216/01, que regulamenta a reforma psiquiátrica no País. Para o órgão, o fechamento de leitos foi “precipitado”.


Fonte:A Tarde on line.

sábado, 5 de março de 2011

Sindipoc divulga nota em que acusa cúpula da Polícia Civil de sanguinária.

Salvador - O Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindipoc) divulgou nota pública em que condena o procedimento da cúpula da Polícia Civil em relação ao episódio que resultou na morte do agente policial Walmir Borges Gomes na Pituba.

"A Corregedoria da Polícia Civil atuando de maneira a-técnica, deflagrou operação, baseada exclusivamente nas informações do usuário, para aplicar ao Policial Valmir Borges Gomes a pena de morte, sem contraditório ou amplo defesa", destaca o Sindipoc.

Segue abaixo a íntegra da declaração:

"NOTA PÚBLICA

Cúpula da Polícia Civil do Estado da Bahia revela perfil autista, a-técnico e sanguinário

Na data de 02.03.2011 veio a óbito o Policial Civil Valmir Borges Gomes, em razão de inúmeros disparos de arma de fogo, provenientes de equipes do Centro de Operações Especiais – COE e da Delegacia de Tóxico e Entorpecentes.

Outrossim, diante de leviandades lançadas a público pelo Departamento de Contra Informação do Governo do Estado, o SINDPOC vem esclarecer que:

Preliminarmente, o SINDPOC ratifica, que apóia, INCONDICIONALMENTE, atitudes gerenciais que vise a identificar e punir desvios de condutas de quaisquer membro de nossa polícia, seja ele Investigadores, Peritos, Escrivães ou até mesmo Delegados, respeitado, a todos, o direito ao contraditório e a ampla defesa, nas formas previstas na Constituição Federal.

Segundo se informou, o policial Valmir Borges Gomes foi denunciado - por um usuário de drogas confesso - por suposta prática de extorsão, motivo pelo qual deveria, como qualquer cidadão, responder no exato limite da Lei.

Diferentemente disto, a Corregedoria da Polícia Civil atuando de maneira a-técnica, deflagrou operação, baseada exclusivamente nas informações do usuário, para aplicar ao Policial Valmir Borges Gomes a pena de morte, sem contraditório ou amplo defesa. Um absurdo do tamanho do ego do novo Delegado Chefe, que insiste em sustentar que a operação foi êxitosa, mesmo com inúmeros tiros disparados contra residências e caros de populares.

A ação, montada para “flagrantear” uma suposta ação criminosa do Policial assassinado, que pecou pela absoluta desproporcionalidade e pela forma sanguinária e covarde, serve-nos para mostra, de saída, as diretrizes do novo gerenciamento de segurança pública na Bahia.

Aliás, apesar do pouco tempo no Cargo, as operações realizadas na “Era Dr. Hélio Jorge”, já demonstram sua aparente inclinação pelo julgamento sumário e pelo óbito. Prova disso, foi o que ocorreu a mais de uma semana, no município de Lauro de Freitas, quando uma operação policial, executada pelo mesmo Centro de Operações Especiais – COE, abateu 10 meliantes, sem qualquer indicativo de resistência. Lá eram supostos meliantes. Aqui um Policial.

Qualquer policial iniciante, sabe que operações policiais com grande número de óbitos indicam falta de planejamento e má execução. A “Era Hélio Jorge” atira primeiro sempre, mesmo contra um policial, essa parece ser a diretriz.

Ora Senhores, se realmente desejava flagrantear suposta prática de crime por parte do Policial, BASTARIA GRAMPEAR O DENUNCIANTE, INSERIR CÂMERAS NO SEU CARRO, ou no local supostamente combinado. Desta forma, estaria a Corregedoria obtendo todos os elementos probatórios para flagrantear. Simples solução que nem de longe passou pela cabeça da “Inteligência” da operação.

Ao contrário, a operação além de levar a óbito o Policial Valmir Borges Gomes, EXPÔS A SEGURANÇA DE CENTENAS DE MORADORES, num verdadeiro faroeste urbano protagonizado pelos artistas escolhidos pelos cineastas.

O SINDPOC considera a ação desastrosa e arrogante, espelho da forma de gerenciamento imprimida pelo Sr. Delegado-Chefe e pelo Secretário, este último oriundo dos quadros da Polícia Federal, cujo vínculo com a nossa polícia ou com a Bahia é nenhum.

Pra piorar, o Sr. Delegado Chefe, ao contrário de solidarizar-se com a Polícia e seus Policiais, no afã de agradar seu superior estrangeiro, confunde-se, atribuindo genericamente a outros características suas, adjetivando e subjulgando toda classe policial, COMO SE DETIVESSE O MONOPÓLIO DA HONESTIDADE E DA DIGNIDADE. Engana-se e decepciona toda a polícia civil.

Ao contrário do que se espera de um Delegado Chefe, o atual precipita-se, emite juízo de valor sobre o ocorrido, decretando a culpabilidade do policial morto (que já não pode se defender), e exaltando a operação que espalhou dezenas de tiros em residências. Pra piorar, felicita os assassinos, parabeniza a Corregedoria e, consequentemente, perde a ISENÇÃO para continuar a frente do Cargo. Será que um dia SABEREMOS O QUE REALMENTE ACONTECEU.

Senhor Delegado Chefe, salve sua carreira, trabalhe para mostrar que REALMENTE está imbuído de investigar de maneira isenta. Para tanto o primeiro passo, é RECONHECER QUE A OPERAÇÃO FOI DESASTROSA. Será que a vaidade deixará?

A desastrosa operação revela incompetência, mau planejamento, e, sobretudo, um estilo sanguinário de fazer segurança pública.

O SINDPOC, a Sociedade e os familiares do Policial executado precisam de respostas:

Por que não se grampeou o local ou o denunciante para obter de maneira pacífica a prova necessária e evitar o assassinato?

O que fazia no local uma equipe da Delegacia de Tóxico?

Quem comandou a operação?

Se foi a corregedoria que comandou a operação desastrosa, como ela irá investigar sua própria responsabilidade no evento?

Quantos tiros foram disparados contra o Policial?

Essas são as perguntas que desvendam a incompetência da Segurança Pública no Estado. Não confiamos na corregedoria para conduzir as investigações, afinal ela é tão responsável pela operação desastrosas quanto os policiais que lá estavam executando seus colegas.

Senhor Delegado Chefe e Senhor Secretário, o SINDPOC não se intimida com “cara amarrada” ou declarações midiáticas. Não tememos estrangeiros. Respeitem a Bahia, a Polícia Civil da Bahia, que, aliás, não deve nada a nenhuma polícia do país, em matéria de honradez e qualidade de seus membros.

Lamentamos que na Bahia exista a pena de morte, executada por “intocáveis” tal qual havia na Itália de décadas atrás, mas certamente sem a mesma capacidade artística do célebre filme de mesmo nome.

Queremos investigação, séria, isenta, fiscalizada por gente de bem, honesta, sem vínculo político. Exigimos respeito a nossa categoria. Fora estrangeiros, fora marionetes, fora assassinos, fora corruptos. Cara amarrada não prova competência de ninguém. Polícia limpa para a Bahia e para os baianos.

Salvador, 03 de março de 2011

Sindicato dos Policias Civis e Servidores da Secretária de
Segurança Pública do Estado da Bahia – SINDPOC"

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Salvador: nem no cemitério os vivos tem paz. Tiroteio paralisa enterros no Campo Santo.

Troca de tiros entre traficantes atrasa sepultamentos no Campo Santo
O enterro do traficante conhecido como "Riquelme" gerou certo tumulto no cemitério e proximidades.

Redação CORREIO

A troca de tiros entre integrantes do grupo do traficante Roberto da Silva Macêdo, de 29 anos, conhecido como “Riquelme”, e rivais causou confusão no Cemitério Campo Santo na tarde desta terça-feira (25).

Durante o enterro do traficante Riquelme, alguns bandidos seguiram para o Calabar, onde já existe uma rivalidade com o bando local. Segundo informações da 7ª Delegacia de Polícia (Rio Vermelho), o tiroteio não foi de grandes proporções e ninguém ficou ferido. A suspeita é de que a briga dos grupos seja motivada pelo controle do tráfico na região.

As polícias civil e militar foram até o local, mas ninguém chegou a ser preso.

Por conta dos tiros, outros sepultamentos que aconteciam no cemitério foram paralisados para a segurança dos familiares e amigos presentes nos enterros. Só depois de encerrada a condução as cerimônias puderam ser retomadas.

Disputa por cargo
Riquelme foi morto durante confronto com policiais da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) na madrugada de segunda (24), na região do Boqueirão, na Santa Cruz. A polícia informou que o traficante, que também era conhecido como Roberto, era aliado de Luis Fernando Anunciação, o Camisinha.

Os agentes da especializada buscavam Camisinha, que, na semana passada, roubou um Meriva na Região do Nordeste de Amaralina. Os policiais chegaram à comunidade por volta das 3h de segunda e avistaram o veículo, parado em frente a uma casa. Com a aproximação da polícia, começou a troca de tiros. Camisinha conseguiu entrar no carro e fugiu.

Logo em seguida, outra casa virou algo dos agentes. No tiroteio, Riquelme foi atingido e levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu e morreu por volta das 7h. Na casa onde ele foi alvejado, os policiais encontraram cocaína, maconha, crack, revólveres e cédulas de dinheiro falso.

A polícia acredita que haverá disputa interna pelo "cargo" de Riquelme, que liderava o tráfico na Santa Cruz. Dono de um fuzil Ar-15, ele era considerado por investigadores um dos mais sanguinários traficantes de drogas da região do Nordeste de Amaralina.

*Com informações dos repórteres Bruno Menezes e Bruno Wendel.

Traficantes trocam tiros durante enterro de chefe do tráfico.

Roberto da Silva Macedo, de 29 anos, foi morto na segunda-feira e enterrado no Campo Santo

Traficantes de dois grupos rivais trocaram tiros, na tarde de terça-feira (25), atrás do cemitério do Campo Santo, no bairro da Federação, em Salvador.

O confronto aconteceu durante o enterro de outro traficante: Roberto da Silva Macedo, de 29 anos, conhecido como Riquelme, considerado pela polícia um dos maiores traficantes de Salvador.

Ele havia sido morto na segunda-feira. Durante o tiroteio de ontem, outros dois traficantes morreram.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Salvador :TAC estabelece apenas quatro grandes eventos na Barra durante o ano.


Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo Ministério Público Estadual, Superintendência de Controle e Ordenamento do Solo do Município de Salvador (Sucom), Empresa Salvador de Turismo (Saltur) e representantes dos movimentos Vozes de Salvador, SOS Barra e Amabarra, nesta quinta-feira, 20, definiu que o bairro da Barra somente poderá ter quatro megaeventos por ano. Pelo TAC a Barra sediará os eventos oficiais já consolidados que são o Carnaval, Réveillon (incluindo a festa da virada), comemorações do aniversário da cidade do Salvador em 29 de março e da Independência da Bahia no dia 2 de julho.

Fora esses quatro, a Sucom poderá liberar apenas mais quatro eventos, mas esses terão limitações como a proibição de trios elétricos e outros meios que provoquem impacto sonoro.

Segundo a promotora de Justiça do Meio Ambiente, Hortênsia Pinho, que promoveu a assinatura do TAC, com a agenda máxima de eventos, são buscadas formas de serem estabelecidos novos meios e modos de convívios. “Tal caminho é um desafio a ser enfrentado no bairro que tem uma vocação natural para eventos públicos gratuitos de lazer coletivo para toda população soteropolitana, que quer legitimamente desfrutar deste cartão postal da cidade,” diz a promotora. Ela reconhece que Salvador é uma cidade conhecida pela alegria, pela sensualidade e pelas festas, mas isso tem provocado transtornos ensejados pela poluição sonora tendo em vista o crescimento desordenado verificado nos últimos anos.

Segundo o texto do TAC, o caos urbano tem-se refletido na Barra, onde há intensa agenda de shows o ano todo, com elevado potencial de impacto sonoro e graves problemas urbanísticos. No documento, com vistas à adequação da realização de shows musicais na Barra e à consecução da sustentabilidade dos mesmos, constam cláusulas como a que exige da Sucom que só conceda alvarás para eventos privados que sejam esportivos, culturais e turísticos, que sejam comunicados com antecedência de 30 dias e não causem impacto sonoro. Esses eventos devem ser compatibilizados com o projeto Rua do Lazer e deverão acontecer preferencialmente nos sábados e domingos, com duração máxima não superior a quatro horas.

Além da promotora de Justiça Hortência Pinho, assinaram o TAC o superintendente da Sucom, Cláudio Silva, o presidente da Saltur, Cláudio Tinoco, representantes dos movimentos Vozes de Salvador, Ordep Serra, SOS Barra, Geysa Castro e Associação de Amigos e Moradores da Barra (Amabarra), Regina Macedo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Prefeito João Henrique troca onze secretários.



O prefeito João Henrique (PMDB), em um movimento inesperado, decidiu trocar ontem seis dos 11 secretários que compõem a cúpula do Palácio Thomé de Souza. O anúncio deve ser publicado hoje, no Diário Oficial do Município. Entre os nomes que deixarão a administração de Salvador, o de Fábio Mota, que comandava a Secretaria de Serviços Público (Sesp), sinaliza a ruptura do prefeito com o PMDB e consolida seu afastamento do ex-ministro da Geddel Vieira Lima. O lugar de Mota será ocupado, interinamente, pela diretora de operações da Limpurb, Ângela Fernandes, que também vai assumir a presidência da empresa de limpeza.

A Casa Civil será ocupada pelo vereador Alfredo Mangueira (PMDB), que substitui João Cavalcanti, um dos mais próximos colaboradores do prefeito e principal articulador da troca de comando na administração. Contudo, fontes da prefeitura garantem que Cavalcanti vai permanecer no alto escalão do Thomé de Souza.

Na Saúde, sai Jorge Saturnino Rodrigues e entra outro vereador, Gilberto José (PDT), substituição que agrada ao ex-partido do prefeito, já que acomoda na Câmara o pedetista Cristovinho, primeiro suplente da legenda. O lugar de Mangueira deve ser ocupado pelo segundo suplente do PMDB, Silvoney Sales, já que o primeiro, Batista Neves, herdou a vaga do ex-vereador Alan Sanches, eleito para a Assembleia.

A Fazenda, antes chefiada por Flávio Mattos, será assumida pelo auditor fiscal Artur Matos. Para a Secretaria de Transportes e Infraestrutura (Setin), que era chefiada por Euvaldo Jorge, foi indicado Marcelo Abreu, que comandava a pasta de Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão (Setad). No lugar de Abreu, entra o subsecretário Emerson Palmeira, em caráter interino.

Outra troca comentada nos bastidores foi a da Ouvidoria Geral, que estava sob comando do ex-vereador Valdenor Cardoso (PTC). Em seu lugar, assume Humberto Viana. Porém, Cardoso não está fora da lista de aliados de João Henrique, já que há a probabilidade da criação da Secretaria de Esportes, órgão, cujo cotado para chefiar é o vereador Téo Senna (PTC). Nesse caso, a vaga na Câmara ficaria para Cardoso.

Apesar de visto como um movimento com alto viés político, que busca recompor a base governista no Legislativo, o prefeito disse, em nota, que a troca visa “promover um período de ajuste nas contas e preparar a cidade para novos desafios, (...) que precisam ser colocados em prática nos próximos dois anos, dentro dos preparativos para a Copa de 2014”.

Jairo Costa Júnior | Redação CORREIO

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Radialista Zezito Néri alvejado por um tiro dentro da própria casa. E aí SSP/BA? Vão apurar de verdade?




RADIALISTA VÍTIMA DE VIOLÊNCIA É INTERNADO NO HOSPITAL

O radialista Zezito Néri, funcionário da Rádio Excelsior da Bahia e um dos diretores do SINTERP, teve sua residência invadida por desconhecidos, na manhã de quarta-feira (15/12), e foi alvejado por um tiro, encontrando-se internado em um hospital de Salvador.

É lá que concentram-se seus familiares e amigos, aguardando por boas notícias e realizando visitas. O branco dos jalecos toma conta do local. Ironicamente, branco é a cor da paz, um estado que buscamos incessantemente e que parece cada vez mais difícil de ser alcançado. A paz que desejamos para encerrar este ano e encarar 2011 de frente, olho no olho, haja o que houver. Uma semana antes do Natal, período em que a paz é semeada entre os seres humanos, nosso colega foi baleado, mostrando que a barbárie da violência não respeita mais nada.

Morador de Marechal Rondon, Zezito é figura popular na vizinhança. Sua filha Andréia revelou que chegou na sala de sua casa e viu dois bandidos na porta. “Por quê você atirou no meu pai?”- ela perguntou. Eles não responderam, pois para isso não existe resposta. Nada justifica a violência. Mesmo entregando a chave do carro, a família não pôde evitar que ele fosse baleado. Registraram queixa na delegacia e ainda aguardam as providências da polícia.

A média de assassinatos na Região Metropolitana de Salvador chega a oito por dia, a maioria decorrente de arma de fogo. A violência em Salvador aumentou 177% nos últimos dez anos. Em 2010 foram mais de 1846 homicídios. Essas estatísticas já não nos apavoram mais, parecem corriqueiras. Estamos acostumados a conviver com isso. Mas, você já parou para pensar no que significa oito pessoas morrerem por dia? Não de morte natural, mas vítimas de agressão. Você já parou para pensar no quão violenta é a nossa sociedade? Trabalhadores são assassinatos e a polícia não toma providência alguma.

A esposa de Zezito, Rita Celeste de Jesus, afirmou que uma pessoa bateu na porta, o cunhado foi atender e voltou correndo dizendo que um homem armado estava lá. “Não se pode mais chegar na janela que a violência está tomando conta da nossa rua, mas não pensei que ela fosse entrar dentro da minha casa. Aqui vivem famílias, todo mundo lutando para vencer na vida. Nunca pensei que isso fosse acontecer”, explicou.

Em 2002, morriam no Brasil, vítimas de homicídio, proporcionalmente 46% mais negros do que brancos e em 2007, cinco anos depois, essa proporção se elevou para 108%. A população negra de Salvador é ainda mais atingida pela violência do que os demais. Jovens negros são assassinados a todo momento no país e na cidade e ninguém faz nada. O SINTERP repudia a violência que toma conta da nossa sociedade e reivindica que as autoridades tomem providências para encontrar os responsáveis pela agressão contra
o colega. Enquanto não descobrirmos os culpados não poderemos descansar, pois mais pessoas inocentes podem estar sendo vitimizadas neste momento.

No hospital, um bebê dava alta da UTI. Era a promessa de uma nova geração chegando. Geração que vai mudar a nossa sociedade. Geração que vai germinar no Brasil como um novo ano.Que ele chegue trazendo mais amor no coração das pessoas.



(Sinterp)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

As meninas decapitadas e a última carta. Você é capaz de se emocionar?



Janaína Brito Conceição, de 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, de 13 anos.



Os três acusados de matar e decapitar as adolescentes Janaína Brito Conceição, de 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, de 13, tiveram a prisão decretada pela Justiça nesta terça-feira (23).

Segundo a polícia, os acusados identificados como Alex dos Santos Silva, o Lequinho, Rizovaldo Hora Costa e Adriano Silva Nunes integram uma quadrilha de traficantes que atua na localidade de Rocinha Divinéia, no IAPI.

A polícia ainda investiga a participação de uma mulher que seria responsável por aliciar jovens para o tráfico de drogas. Ela foi citada nos depoimentos à polícia e também por telefonemas do disk-denúncia.



Ao todo, oito pessoas prestaram depoimento neste terça sobre o caso, entre eles a avó de Adriano. O pai de Lequinho, o traficante Valfredo Miranda e Silva, 46 anos, preso após ser descoberto um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas e assalto também prestou depoimento sobre o caso.

Apesar da polícia não considerar que Valfredo tenha envolvimento com o crime, ele foi levado para 4ª Delegacia, em São Caetano, e em seguida conduzido para a Penitenciária Lemos Brito. Ele deve ficar preso por seis anos.

Segundo informou a polícia, o outro acusado, Adriano, é irmão do traficante Tadeu Silva Nunes, um dos três homens acusados de matar o policial federal Leonardo Maia Fonseca, 30 anos, morto quando entregava uma intimação na Rocinha Divinéia. Tadeu e outros quatro traficantes foram mortos em uma troca de tiros.



O delegado Omar Andrade Leal não descarta a hipótese das jovens terem sido mortas depois que os bandidos descobriram que uma delas era filha de um policial.

O delegado acredita que as jovens conheceram os criminosos em sites de relacionamento, mas nega que uma mulher teria intermediado o contato, como se especulou. Familiares das vítimas prestaram depoimento na segunda-feira (22).

Encontro
De acordo com os investigadores, as adolescentes chegaram a uma praça na rua Nova Divineia à procura de três rapazes. Elas não os encontrou e pediram água em uma casa. Em seguida, as meninas retornaram à praça, encontraram os rapazes e passaram a beber com eles. Depois, seguiram para a Rocinha, onde teriam sido estupradas antes de mortas.


Fonte: Correio