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quinta-feira, 3 de março de 2011
PGE-BA vai acionar a Justiça contra greve de policiais civis.
03/03/2011 às 16:13
PGE-BA vai acionar a Justiça contra greve de policiais
Agência Estado
A Justiça da Bahia será acionada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) que é contra a decisão dos policiais civis do Estado de entrarem em greve nesse carnaval, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. A decisão, segundo a SSP, "se fundamenta no fato de se tratar de uma ameaça de paralisação de serviço essencial à sociedade e por entender que o movimento não atende aos requisitos legais".
A greve dos policiais, por tempo indeterminado, até que o governo atenda suas reivindicações, foi decidida em assembleia na manhã de hoje por conta da morte de um policial civil, da Delegacia de Roubos e Furtos, na noite de ontem, após troca de tiros com policiais da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes.
O sindicato já estudava uma paralisação durante o carnaval, para pressionar uma negociação sobre os direitos adquiridos e jornada de trabalho extenuante. Na assembleia, os policiais decidiram adiar a paralisação para o dia 2 de abril. Porém, após a morte do policial, os policiais decidiram antecipar a greve.
Segundo a secretaria, já foi montado um esquema especial de segurança para a população durante os dias de carnaval, no qual delegados e agentes administrativos manterão suas atividades normais nas delegacias. Além disso, eles estarão trabalhando também nos postos dos circuitos do carnaval, com o apoio de policiais militares.
Confronto
A Corregedoria da Polícia Civil já está apurando as circunstâncias do confronto entre policiais civis, ocorrido ontem, no bairro da Pituba. O confronto, segundo a SSP, resultou na morte de Valmir Gomes, investigador da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR).
Ele estava acompanhado de outras duas pessoas, numa viatura não padronizada. Os três reagiram quando foram abordados por uma equipe de investigadores da Delegacia de Tóxico e Entorpecentes (DTE), que foi ao local averiguar uma denúncia de extorsão.
A denúncia foi feita diretamente à Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública (SSP), que acionou a Polícia Civil. Foi relatado que policiais civis estavam exigindo dinheiro para não prender um jovem, que estava comprando lança perfume.
http://www.atarde.com.br/noticia.jsf?id=5693677
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Salvador: Tiros dentro Shopping Barra um dos mais requintados da Bahia.Violência chega aos segmentos da classe A.
Homem é baleado em shopping na Barra por policial civil, diz polícia.
Disparo teria ocorrido na área próxima aos banheiros, na Praça de Alimentação.
Redação CORREIO
Um homem foi baleado por um policial civil dentro do Shopping Barra na noite desta segunda-feira (31). O disparo ocorreu na área próxima aos banheiros, na Praça de Alimentação, no 1º piso.
O tiro provocou confusão e correria dentro no local. Policiais da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionados, e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi deslocada ao estabelecimento comercial. A vítima foi Adilson Mota Barbosa, 25 anos, atingido no pé direito e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde está internado em observação. O motivo da confusão ainda é averiguado pela polícia.
O policial é Paulo Antônio Veiga de Brito, lotado na 11ª Delegacia. Ele já está detido na Corregedoria da Policia Civil. Em nota, o Shopping Barra lamentou o ocorrido. "Por volta das 18h, houve uma discussão entre clientes no sanitário masculino localizado no 1º piso do equipamento, o que resultou em agressão. A segurança do shopping agiu rapidamente acionando a Polícia Militar, a quem entregou o agressor. A outra pessoa envolvida, foi levada por ambulância para pronto-atendimento"
Via twitter, internautas buscavam informações sobre o fato. O termo 'Shopping Barra' subiu para a lista dos termos mais comentados no microblog.
Disparo teria ocorrido na área próxima aos banheiros, na Praça de Alimentação.
Redação CORREIO
Um homem foi baleado por um policial civil dentro do Shopping Barra na noite desta segunda-feira (31). O disparo ocorreu na área próxima aos banheiros, na Praça de Alimentação, no 1º piso.
O tiro provocou confusão e correria dentro no local. Policiais da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionados, e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi deslocada ao estabelecimento comercial. A vítima foi Adilson Mota Barbosa, 25 anos, atingido no pé direito e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde está internado em observação. O motivo da confusão ainda é averiguado pela polícia.
O policial é Paulo Antônio Veiga de Brito, lotado na 11ª Delegacia. Ele já está detido na Corregedoria da Policia Civil. Em nota, o Shopping Barra lamentou o ocorrido. "Por volta das 18h, houve uma discussão entre clientes no sanitário masculino localizado no 1º piso do equipamento, o que resultou em agressão. A segurança do shopping agiu rapidamente acionando a Polícia Militar, a quem entregou o agressor. A outra pessoa envolvida, foi levada por ambulância para pronto-atendimento"
Via twitter, internautas buscavam informações sobre o fato. O termo 'Shopping Barra' subiu para a lista dos termos mais comentados no microblog.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Traficantes trocam tiros durante enterro de chefe do tráfico.
Roberto da Silva Macedo, de 29 anos, foi morto na segunda-feira e enterrado no Campo Santo
Traficantes de dois grupos rivais trocaram tiros, na tarde de terça-feira (25), atrás do cemitério do Campo Santo, no bairro da Federação, em Salvador.
O confronto aconteceu durante o enterro de outro traficante: Roberto da Silva Macedo, de 29 anos, conhecido como Riquelme, considerado pela polícia um dos maiores traficantes de Salvador.
Ele havia sido morto na segunda-feira. Durante o tiroteio de ontem, outros dois traficantes morreram.
Traficantes de dois grupos rivais trocaram tiros, na tarde de terça-feira (25), atrás do cemitério do Campo Santo, no bairro da Federação, em Salvador.
O confronto aconteceu durante o enterro de outro traficante: Roberto da Silva Macedo, de 29 anos, conhecido como Riquelme, considerado pela polícia um dos maiores traficantes de Salvador.
Ele havia sido morto na segunda-feira. Durante o tiroteio de ontem, outros dois traficantes morreram.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Uma em cada cinco mulheres aos 40 anos já fez aborto no Brasil.
Jornalistas percorreram capitais brasileiras para investigar a prática do aborto em clínicas clandestinas.
Na fachada, o letreiro informa que o lugar é um centro médico de ginecologia e obstetrícia da capital do Pará, mas a entrada sugere uma pequena fortificação. Atrás das grades, um aborto é cometido a cada 15 minutos, com a proteção da polícia.
O repórter Eduardo Faustini e uma produtora do Fantástico fingem que são um casal que precisa de um aborto clandestino para interromper quatro semanas de gestação. Sem saber que está sendo gravada, a recepcionista presta todas as informações.
Ela explica o procedimento: “São R$ 400 para fazer a interrupção nesse período. O que o doutor faz é a curetagem. Ele tira o saco gestacional e faz a limpeza do útero. Isso é uns dez, cinco a dez minutos”.
“A curetagem é um método que utiliza pinças metálicas. São muito rígidas e são introduzidas no interior do útero. Elas podem simplesmente perfurar a parede uterina”, explica o professor da Universidade de Fortaleza, Helvécio Feitosa.
Os policiais se sentem em casa. Felizes da vida veem televisão. A gravação foi feita durante a Copa do Mundo. Era uma quarta-feira e a seleção brasileira jogaria na sexta. Eles querem saber se o médico que é dono da clínica vai trabalhar no dia do jogo.
No Rio de Janeiro, procuramos uma clínica no bairro de Bonsucesso. Fingindo que são mãe e filha, duas produtoras buscam informações sobre uma clínica de aborto. Ana Paula é o contato do estabelecimento, que mudou de endereço. Ela não sabe que está sendo gravada. Ela prefere informar o endereço pelo telefone. E informa que a gestante tem que apresentar na clínica o resultado do exame de ultrassonografia.
Depois do primeiro contato, a produtora telefona para Ana Paula para saber qual é o método do aborto. Ela explica: “É aquele método que suga. Vai sangrar um pouquinho, depois deve parar. Aí, para mês que vem a menstruação dela volta normalmente. Não tem risco. Com certeza”.
“O método da sucção, normalmente você tem um aspirador. A pressão negativa aspira o que tem dentro do útero, há o risco de perfurá-lo. Esses procedimentos podem ter complicações seríssimas”, afirma o professor da Universidade de Fortaleza.
Em Belém voltamos ao consultório do médico Fernando Guarani, em um prédio da capital do Pará. Sem saber que está sendo gravado, ele explica os procedimentos ao repórter Eduardo Faustini e a uma produtora que finge estar grávida:
“Bom, para lhe tranquilizar, esse é um tipo de problema, um tipo de solução que não tem risco. É altamente seguro. Não tem problema nenhum, assim pode ficar tranquila. A curetagem é R$ 800, a sucção é R$ 1.200 e a vácuo é R$ 1.800. Qualquer uma das três a gente faz para você, e todas as três resolvem seu problema”.
Agnês de Sousa Lemos tinha 26 anos e dois filhos quando teve o útero e o intestino perfurados em dezembro do ano passado. Estava grávida de cinco meses e procurou uma aborteira, que trabalhava em uma casa na região metropolitana de Fortaleza.
“O laudo dela acusou morte por hemorragia. Anemia aguda, hemorragia, com perda de três litros de sangue”, conta Angela de Souza Lemos,irmã de Agnês,
Agnês pagou R$ 2 mil feito por Maria Nazaré Rodrigues da Silva, condenada mais de 20 anos atrás pelo crime de aborto. Nazaré recebeu pena de menos de três anos de cadeia e logo voltou a abortar. Desde a morte de Agnês, ela está foragida.
“Olha o estado em que se encontra essa casa e antes de acontecer o que aconteceu ela permanecia no mesmo estado”, observa o Francisco Auricélio Paiva, advogado da família da vítima, sobre o local onde os abortos aconteciam.
“Os instrumentais que são utilizados em abortos são objetos cirúrgicos e eles precisam ser submetidos a esterilização porque eles representam um grande risco se não forem processados seguramente. As pessoas que buscam as clínicas clandestinas correm um sério risco de vida, pois lá não a estrutura necessária para oferecer segurança na esterilização dos materiais”, afirma Terezinha Neide de Oliveira, funcionária do Centro de Esterilização.
Vítimas de complicações de aborto acabam tendo que ser socorridas pelo sistema de saúde público. “Temos abortos que são permitidos por lei
O caso de Agnês não é isolado, como explica a chefe da Santa Casa de Belém, Florentina do Socorro Balbi: “Nós temos aqueles abortos que são permitidos por lei. Então quando esse aborto não é permitido por lei, ela inicia o processo de aborto ou em casa ou em uma clínica clandestina, e posteriormente ela procura hospitais - normalmente da rede pública, para poder finalizar o que ela deve ter praticado. Às vezes, como a nossa região é uma região muito extensa, com estados distantes, às vezes a paciente tem que vir de barco para cidade, às vezes elas chegam em estados bem avançado de infecções, de problemas com hemorragia; às vezes a paciente, ela pode vir até a falecer. Fazemos em média uns 300 atendimentos-mês de pacientes com queixa de abortamento. É um índice muito alto”.
“Nós só podemos fazer o que está previsto na lei, e a lei prevê que o aborto só não é criminalizado em duas situações: estupro, a gravidez decorrente de estupro, ou quando há um risco materno inaceitavelmente alto de continuidade da gravidez”, explica o professor da Universidade Federal de Fortaleza.
Conhecemos uma clínica que é um verdadeiro feirão do aborto. Nenhuma outra clínica no Rio de Janeiro tem tanto movimento. Às seis e meia da manhã começam a chegar pais, irmãos, maridos, noivos, namorados - todos acompanhando as pacientes.
Reencontramos Ana Paula, a mulher de Bonsucesso que explicou à equipe como funciona a clínica. Mas não é Ana Paula quem dá o primeiro atendimento.
Sem saber que estava sendo gravada, a mulher de jaleco branco recebe o repórter Eduardo Faustini e uma produtora. Ela pede uma ultrassonografia e explica qual é a desculpa a ser dada, se o pedido de exame vier a ser questionado: “Se eles te perguntarem, diz que o médico te pediu a ultrassonografia porque sua menstruação está atrasada, é o que eu justifiquei aqui, amenorréia. Quando você terminar de fazer, dá uma ligadinha para mim e fala quanto tempo deu”.
Outra equipe do Fantástico volta à clinica e a cena se repete. “Nós vamos fazer a ultra e voltar rapidinho”, diz Faustini. “Deixa eu pegar um prontuário aqui”, responde a mulher. “Você está com quanto tempo?”, ela pergunta. Nos dois pedidos, o carimbo e o CRM não são de uma doutora, mas de um ginecologista e obstetra registrado no Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais. Ele também é médico da Polícia Militar daquele estado.
Falamos com Dr. Ronaldo José de Souza, que está de férias, fora do país. Ele se diz inocente e afirma que desconhece a clínica. O médico também afirma que vai procurar o CRM de Minais Gerais para esclarecer o que chama de uso indevido do nome e do registro profissional dele.
Em uma clínica no Rio de Janeiro, encontramos uma sala de espera está cheia. Uma mãe recebe uma receita e orientações de uma funcionária, como se fosse médica: “Você vai tomar um comprimido de seis em seis horas durante cinco dias. Ela não precisa porque ela está com pouquinho tempo; só em caso de sangramento”.
A mesma funcionária fala com o nosso produtor e diz que ali menor de idade só pode se submeter ao aborto com autorização dos pais.
“Só pode fazer com o pai ou a mãe, tem que trazer pai ou mãe para assinar o documento”, afirma a funcionária da clínica. Vem então a informação do preço diferenciado. O aborto feito em adolescente tem prioridade no atendimento e é bem mais caro.
“Menor de idade a gente passa na frente. O valor para menor de idade vai para R$ 1.500.”, explica a funcionária.
Fomos a um consultório que fica em Salvador, capital da Bahia. O repórter Eduardo Faustini e uma produtora pedem uma consulta com o Dr.Paulo Sá, médico muito conhecido na cidade.
O produtor afirma que precisa fazer uma consulta, e como sempre o clima é muito amistoso.
“Ele vai olhar, examinar”, afirma a secretária. Outra secretária dá mais informações. Para explicar se o aborto é rápido ou demorado, ela explica que o procedimento é parecido com o parto: “Varia de cada pessoa, né? Não é mais de meia hora, mas varia entre pessoa pra pessoa. Entre tempo, entre facilidade, dificuldade. É como em um parto. Tem parto que é rapidinho, tem parto que é mais demorado”, conclui ela.
Ao informar o método usado pelo Dr. Paulo, a secretária menciona outros métodos usados por outros profissionais na capital baiana: curetagem. “Quem trabalha com sucção é o médico Arlindo, que fica no Centro Médico”, ela informa.
Em Belém, no primeiro estabelecimento mencionado nesta reportagem, aquele dos seguranças policiais, o repórter Eduardo Faustini e a produtora são convidados a conhecer as instalações.
Nos quartos as mulheres descansam depois do aborto, como explica o dono da clínica, que não sabe que está sendo gravado.
“Tudo bem?” diz o Dr. Schiappetta. “Quando foi que a sua menstruação não veio da última vez?
“Isso aqui é como se você fosse fazer um preventivo: coloca o bico de pato, aí eu visualizo aqui o seu útero. Anestesio todinho; anestesia local que eu faço. Aí eu dilato um pouquinho o colo, como seu eu fosse fazer um parto normal. Aí com uma pinça boa tiro o saco gestacional, aí depois eu limpo o resto”, explica o médico.
“Isso demora uns dez, no máximo quinze minutos. Após isso, eu faço uma medicação em você, você fica descansando meia hora, uma hora, você vai embora pra casa”, continua ele.
“É feito aqui mesmo?”, pergunta o acompanhante.
“No bloco cirúrgico”, responde a recepcionista.
“Vou atender outra moça, depois dela é a sua vez”, diz o médico.
Aparece então uma enfermeira muito simpática. Sem saber que está sendo gravada, a enfermeira ri quando o repórter pergunta quantos abortos já foram feitos ali.
“Meu amor! É rapidona, minha filha. Depois você tira essa parte de baixo e vista essa batinha aí. É até rápido, eu vou ficar lá com você, segurar na sua mão. Deixa comigo, que ela vai ficar tranquila”, afirma a enfermeira.
Ela ri quando o repórter pergunta sobre o número de abortos que já foram feitos no local. Quantos procedimentos, quantos abortos já fez?”, pergunta Faustini.
“Ih, um bocado”, responde ela.
Em Salvador, sem saber que está sendo gravado, o médico Paulo Sá também se mostra um veterano exterminador de vidas.
“O doutor está nisso há quantos anos, doutor?”, pergunta Faustini, do Fantástico
“Mais de 50”, responde Paulo Sá.
“Aborto há 50 anos”, confirma Faustini. “Eu era contra”, replica o médico.
“Eu fazia por sucção. Mas também sucção é um método eficaz só pra gravidez muito pequena”, confessa o médico.
“Mas depois que vi um caso de um útero muito mole, e perfurou o útero e o intestino, e eu estava no hospital Português, e lá chegou a moça com o pai pintando o diabo lá, eu aí fiquei com medo de sucção”, conclui ele.
“Toda vez que o conselho recebe uma denúncia de que em algum lugar existem médicos formados fazendo aborto, o Conselho abre uma sindicância e proíbe o médico de fazer. Se ele persiste com isso, aí ele é cassado.
Não são apenas os médicos que lucram com o aborto impunemente. Um remédio abortivo que não pode ser vendido no Brasil dá dinheiro a farmacêuticos e também a feirantes de rua, como acontece no famoso mercado de Belém.
Sem saber que está sendo gravado, um homem primeiro diz que não sabe de nada quando tentamos adquirir o medicamento Citotec.
“Moço, você sabe quem é que vende aqueles comprimidos Citotec por aqui?”, perguntamos.
“Vendedor, não”, responde ele.
“Não sabe onde eu consigo comprar?”, a acompanhante pergunta. “Por aqui, não. É difícil. Por aqui é muito difícil”, continua o vendedor de rua.
“O repórter e a produtora ameaçam ir embora. O homem abre o jogo.
“Só amanhã”, diz ele. “Mas que horas eu acho?”, pergunta a produtora.
“Quanto tá?”, pergunta Faustini. “Eu faço por R$ 150”, ele diz.
“Não faz mais barato, não?”, continua Faustini. “Então, R$ 150? Que horas que a gente pode voltar aqui amanhã?
“Dez horas”, ele diz.
Mesma situação em Salvador: o abortivo é vendido na rua. E a vendedora ainda posa de médica, explicando como usar o remédio.
“Vem cá. Explica como toma (o remédio)”, pede Eduardo Faustini.
“De noite, na hora de dormir”, responde a vendedora.
“Como assim, de noite, na hora de dormir?”, pergunta a amiga.
“Coloca dois e bebe um”, orienta a vendedora.
“E eu não vou morrer, não?”, pergunta a amiga.
“Está maluca? Você é doida”, responde ela.
Uma estudante universitária, que pediu para não ser identificada, conta ao Fantástico que tomou Citotec há um mês. Ela estava grávida de três meses.
“Fisicamente é horrível, e emocionalmente também. Fisicamente você sente uma cólica maior que a cólica normal, de menstruação, uma dor horrível, porque expulsa de fato, o sangue vem na hora e não é sangue qualquer, parece uma torneira”, conta a estudante.
Tentamos comprar Citotec em uma farmácia de Belém. “Preciso comprar um Citotec. A senhora sabe onde tem, a senhora vende? Como é que eu faço para conseguir? Eu preciso tomar”, pergunta a acompanhante.
“Só um minuto”, ela responde.
“Quem é, para você, é?”, pergunta
“É, sou eu mesma”, responde a acompanhante.
“Há quanto tempo está atrasado?”, continua o vendedor.
“Tem mais de um mês. Um mês e uns diazinhos”, ela diz.
“Coloca dois e toma dois. Dá quatro comprimidos”, orienta o vendedor.
“Quanto que custa? “Está R$ 150”,responde o vendedor.
O balconista se torna mais um médico instantâneo que coloca em risco a saúde da população.
“Tem que fazer relaxado, tá?”, explica o vendedor. Ele deixa o telefone para que possamos entrar em contato com ele no caso de alguma complicação.
As situações mostradas nessa reportagem vem se repetindo todos os dias em todo o Brasil.
Uma pesquisa do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo levantou um número espantoso. Entre 1995 e 2007, a curetagem depois do procedimento de aborto foi a cirurgia mais realizada elo SUS: 3,1 milhões de registros, contra 1,8 milhão de cirurgias de correção de hérnia. A pesquisa não incluiu cirurgias cardíacas, partos e pequenas intervenções que não exigem internação.
Outra pesquisa, conduzida pela Universidade de Brasília, mostra que passa de cinco milhões o número de mulheres brasileiras que já abortaram.
“A pesquisa nacional de aborto, cobriu todo Brasil urbano, que são as capitais, e as grandes cidades, ou seja, ficou de fora o Brasil rural, porque não podíamos incluir mulheres analfabetas”, disse a antropóloga e professora da Universidade de Brasília, Debora Diniz.
“As pesquisadoras entraram na casa das mulheres, com uma urna secreta, as mulheres de 18 a 39 anos, elas recebiam uma cédula que constava de cinco perguntas, e uma delas é, ‘você já fez aborto?’, explicou Débora.
“O que nós sabemos é que uma mulher em cada cinco, aos 40 anos, fez aborto. Significam 5 milhões e 300 mil mulheres em algum momento da vida, já fizeram aborto. Metade delas usou medicamento, nós não sabemos que medicamento é esse; a outra metade, precisou ficar internada pra finalizar o aborto. O que isso significa? Um tremendo impacto na saúde pública brasileira. Quem é essa mulher que faz aborto? Ela é a mulher típica brasileira. Não há nada de particular na mulher que faz aborto”, explica a antropóloga.
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1610471-15605,00-UMA+EM+CADA+CINCO+MULHERES+JA+FIZERAM+ABORTO+NO+BRASIL.html
Na fachada, o letreiro informa que o lugar é um centro médico de ginecologia e obstetrícia da capital do Pará, mas a entrada sugere uma pequena fortificação. Atrás das grades, um aborto é cometido a cada 15 minutos, com a proteção da polícia.
O repórter Eduardo Faustini e uma produtora do Fantástico fingem que são um casal que precisa de um aborto clandestino para interromper quatro semanas de gestação. Sem saber que está sendo gravada, a recepcionista presta todas as informações.
Ela explica o procedimento: “São R$ 400 para fazer a interrupção nesse período. O que o doutor faz é a curetagem. Ele tira o saco gestacional e faz a limpeza do útero. Isso é uns dez, cinco a dez minutos”.
“A curetagem é um método que utiliza pinças metálicas. São muito rígidas e são introduzidas no interior do útero. Elas podem simplesmente perfurar a parede uterina”, explica o professor da Universidade de Fortaleza, Helvécio Feitosa.
Os policiais se sentem em casa. Felizes da vida veem televisão. A gravação foi feita durante a Copa do Mundo. Era uma quarta-feira e a seleção brasileira jogaria na sexta. Eles querem saber se o médico que é dono da clínica vai trabalhar no dia do jogo.
No Rio de Janeiro, procuramos uma clínica no bairro de Bonsucesso. Fingindo que são mãe e filha, duas produtoras buscam informações sobre uma clínica de aborto. Ana Paula é o contato do estabelecimento, que mudou de endereço. Ela não sabe que está sendo gravada. Ela prefere informar o endereço pelo telefone. E informa que a gestante tem que apresentar na clínica o resultado do exame de ultrassonografia.
Depois do primeiro contato, a produtora telefona para Ana Paula para saber qual é o método do aborto. Ela explica: “É aquele método que suga. Vai sangrar um pouquinho, depois deve parar. Aí, para mês que vem a menstruação dela volta normalmente. Não tem risco. Com certeza”.
“O método da sucção, normalmente você tem um aspirador. A pressão negativa aspira o que tem dentro do útero, há o risco de perfurá-lo. Esses procedimentos podem ter complicações seríssimas”, afirma o professor da Universidade de Fortaleza.
Em Belém voltamos ao consultório do médico Fernando Guarani, em um prédio da capital do Pará. Sem saber que está sendo gravado, ele explica os procedimentos ao repórter Eduardo Faustini e a uma produtora que finge estar grávida:
“Bom, para lhe tranquilizar, esse é um tipo de problema, um tipo de solução que não tem risco. É altamente seguro. Não tem problema nenhum, assim pode ficar tranquila. A curetagem é R$ 800, a sucção é R$ 1.200 e a vácuo é R$ 1.800. Qualquer uma das três a gente faz para você, e todas as três resolvem seu problema”.
Agnês de Sousa Lemos tinha 26 anos e dois filhos quando teve o útero e o intestino perfurados em dezembro do ano passado. Estava grávida de cinco meses e procurou uma aborteira, que trabalhava em uma casa na região metropolitana de Fortaleza.
“O laudo dela acusou morte por hemorragia. Anemia aguda, hemorragia, com perda de três litros de sangue”, conta Angela de Souza Lemos,irmã de Agnês,
Agnês pagou R$ 2 mil feito por Maria Nazaré Rodrigues da Silva, condenada mais de 20 anos atrás pelo crime de aborto. Nazaré recebeu pena de menos de três anos de cadeia e logo voltou a abortar. Desde a morte de Agnês, ela está foragida.
“Olha o estado em que se encontra essa casa e antes de acontecer o que aconteceu ela permanecia no mesmo estado”, observa o Francisco Auricélio Paiva, advogado da família da vítima, sobre o local onde os abortos aconteciam.
“Os instrumentais que são utilizados em abortos são objetos cirúrgicos e eles precisam ser submetidos a esterilização porque eles representam um grande risco se não forem processados seguramente. As pessoas que buscam as clínicas clandestinas correm um sério risco de vida, pois lá não a estrutura necessária para oferecer segurança na esterilização dos materiais”, afirma Terezinha Neide de Oliveira, funcionária do Centro de Esterilização.
Vítimas de complicações de aborto acabam tendo que ser socorridas pelo sistema de saúde público. “Temos abortos que são permitidos por lei
O caso de Agnês não é isolado, como explica a chefe da Santa Casa de Belém, Florentina do Socorro Balbi: “Nós temos aqueles abortos que são permitidos por lei. Então quando esse aborto não é permitido por lei, ela inicia o processo de aborto ou em casa ou em uma clínica clandestina, e posteriormente ela procura hospitais - normalmente da rede pública, para poder finalizar o que ela deve ter praticado. Às vezes, como a nossa região é uma região muito extensa, com estados distantes, às vezes a paciente tem que vir de barco para cidade, às vezes elas chegam em estados bem avançado de infecções, de problemas com hemorragia; às vezes a paciente, ela pode vir até a falecer. Fazemos em média uns 300 atendimentos-mês de pacientes com queixa de abortamento. É um índice muito alto”.
“Nós só podemos fazer o que está previsto na lei, e a lei prevê que o aborto só não é criminalizado em duas situações: estupro, a gravidez decorrente de estupro, ou quando há um risco materno inaceitavelmente alto de continuidade da gravidez”, explica o professor da Universidade Federal de Fortaleza.
Conhecemos uma clínica que é um verdadeiro feirão do aborto. Nenhuma outra clínica no Rio de Janeiro tem tanto movimento. Às seis e meia da manhã começam a chegar pais, irmãos, maridos, noivos, namorados - todos acompanhando as pacientes.
Reencontramos Ana Paula, a mulher de Bonsucesso que explicou à equipe como funciona a clínica. Mas não é Ana Paula quem dá o primeiro atendimento.
Sem saber que estava sendo gravada, a mulher de jaleco branco recebe o repórter Eduardo Faustini e uma produtora. Ela pede uma ultrassonografia e explica qual é a desculpa a ser dada, se o pedido de exame vier a ser questionado: “Se eles te perguntarem, diz que o médico te pediu a ultrassonografia porque sua menstruação está atrasada, é o que eu justifiquei aqui, amenorréia. Quando você terminar de fazer, dá uma ligadinha para mim e fala quanto tempo deu”.
Outra equipe do Fantástico volta à clinica e a cena se repete. “Nós vamos fazer a ultra e voltar rapidinho”, diz Faustini. “Deixa eu pegar um prontuário aqui”, responde a mulher. “Você está com quanto tempo?”, ela pergunta. Nos dois pedidos, o carimbo e o CRM não são de uma doutora, mas de um ginecologista e obstetra registrado no Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais. Ele também é médico da Polícia Militar daquele estado.
Falamos com Dr. Ronaldo José de Souza, que está de férias, fora do país. Ele se diz inocente e afirma que desconhece a clínica. O médico também afirma que vai procurar o CRM de Minais Gerais para esclarecer o que chama de uso indevido do nome e do registro profissional dele.
Em uma clínica no Rio de Janeiro, encontramos uma sala de espera está cheia. Uma mãe recebe uma receita e orientações de uma funcionária, como se fosse médica: “Você vai tomar um comprimido de seis em seis horas durante cinco dias. Ela não precisa porque ela está com pouquinho tempo; só em caso de sangramento”.
A mesma funcionária fala com o nosso produtor e diz que ali menor de idade só pode se submeter ao aborto com autorização dos pais.
“Só pode fazer com o pai ou a mãe, tem que trazer pai ou mãe para assinar o documento”, afirma a funcionária da clínica. Vem então a informação do preço diferenciado. O aborto feito em adolescente tem prioridade no atendimento e é bem mais caro.
“Menor de idade a gente passa na frente. O valor para menor de idade vai para R$ 1.500.”, explica a funcionária.
Fomos a um consultório que fica em Salvador, capital da Bahia. O repórter Eduardo Faustini e uma produtora pedem uma consulta com o Dr.Paulo Sá, médico muito conhecido na cidade.
O produtor afirma que precisa fazer uma consulta, e como sempre o clima é muito amistoso.
“Ele vai olhar, examinar”, afirma a secretária. Outra secretária dá mais informações. Para explicar se o aborto é rápido ou demorado, ela explica que o procedimento é parecido com o parto: “Varia de cada pessoa, né? Não é mais de meia hora, mas varia entre pessoa pra pessoa. Entre tempo, entre facilidade, dificuldade. É como em um parto. Tem parto que é rapidinho, tem parto que é mais demorado”, conclui ela.
Ao informar o método usado pelo Dr. Paulo, a secretária menciona outros métodos usados por outros profissionais na capital baiana: curetagem. “Quem trabalha com sucção é o médico Arlindo, que fica no Centro Médico”, ela informa.
Em Belém, no primeiro estabelecimento mencionado nesta reportagem, aquele dos seguranças policiais, o repórter Eduardo Faustini e a produtora são convidados a conhecer as instalações.
Nos quartos as mulheres descansam depois do aborto, como explica o dono da clínica, que não sabe que está sendo gravado.
“Tudo bem?” diz o Dr. Schiappetta. “Quando foi que a sua menstruação não veio da última vez?
“Isso aqui é como se você fosse fazer um preventivo: coloca o bico de pato, aí eu visualizo aqui o seu útero. Anestesio todinho; anestesia local que eu faço. Aí eu dilato um pouquinho o colo, como seu eu fosse fazer um parto normal. Aí com uma pinça boa tiro o saco gestacional, aí depois eu limpo o resto”, explica o médico.
“Isso demora uns dez, no máximo quinze minutos. Após isso, eu faço uma medicação em você, você fica descansando meia hora, uma hora, você vai embora pra casa”, continua ele.
“É feito aqui mesmo?”, pergunta o acompanhante.
“No bloco cirúrgico”, responde a recepcionista.
“Vou atender outra moça, depois dela é a sua vez”, diz o médico.
Aparece então uma enfermeira muito simpática. Sem saber que está sendo gravada, a enfermeira ri quando o repórter pergunta quantos abortos já foram feitos ali.
“Meu amor! É rapidona, minha filha. Depois você tira essa parte de baixo e vista essa batinha aí. É até rápido, eu vou ficar lá com você, segurar na sua mão. Deixa comigo, que ela vai ficar tranquila”, afirma a enfermeira.
Ela ri quando o repórter pergunta sobre o número de abortos que já foram feitos no local. Quantos procedimentos, quantos abortos já fez?”, pergunta Faustini.
“Ih, um bocado”, responde ela.
Em Salvador, sem saber que está sendo gravado, o médico Paulo Sá também se mostra um veterano exterminador de vidas.
“O doutor está nisso há quantos anos, doutor?”, pergunta Faustini, do Fantástico
“Mais de 50”, responde Paulo Sá.
“Aborto há 50 anos”, confirma Faustini. “Eu era contra”, replica o médico.
“Eu fazia por sucção. Mas também sucção é um método eficaz só pra gravidez muito pequena”, confessa o médico.
“Mas depois que vi um caso de um útero muito mole, e perfurou o útero e o intestino, e eu estava no hospital Português, e lá chegou a moça com o pai pintando o diabo lá, eu aí fiquei com medo de sucção”, conclui ele.
“Toda vez que o conselho recebe uma denúncia de que em algum lugar existem médicos formados fazendo aborto, o Conselho abre uma sindicância e proíbe o médico de fazer. Se ele persiste com isso, aí ele é cassado.
Não são apenas os médicos que lucram com o aborto impunemente. Um remédio abortivo que não pode ser vendido no Brasil dá dinheiro a farmacêuticos e também a feirantes de rua, como acontece no famoso mercado de Belém.
Sem saber que está sendo gravado, um homem primeiro diz que não sabe de nada quando tentamos adquirir o medicamento Citotec.
“Moço, você sabe quem é que vende aqueles comprimidos Citotec por aqui?”, perguntamos.
“Vendedor, não”, responde ele.
“Não sabe onde eu consigo comprar?”, a acompanhante pergunta. “Por aqui, não. É difícil. Por aqui é muito difícil”, continua o vendedor de rua.
“O repórter e a produtora ameaçam ir embora. O homem abre o jogo.
“Só amanhã”, diz ele. “Mas que horas eu acho?”, pergunta a produtora.
“Quanto tá?”, pergunta Faustini. “Eu faço por R$ 150”, ele diz.
“Não faz mais barato, não?”, continua Faustini. “Então, R$ 150? Que horas que a gente pode voltar aqui amanhã?
“Dez horas”, ele diz.
Mesma situação em Salvador: o abortivo é vendido na rua. E a vendedora ainda posa de médica, explicando como usar o remédio.
“Vem cá. Explica como toma (o remédio)”, pede Eduardo Faustini.
“De noite, na hora de dormir”, responde a vendedora.
“Como assim, de noite, na hora de dormir?”, pergunta a amiga.
“Coloca dois e bebe um”, orienta a vendedora.
“E eu não vou morrer, não?”, pergunta a amiga.
“Está maluca? Você é doida”, responde ela.
Uma estudante universitária, que pediu para não ser identificada, conta ao Fantástico que tomou Citotec há um mês. Ela estava grávida de três meses.
“Fisicamente é horrível, e emocionalmente também. Fisicamente você sente uma cólica maior que a cólica normal, de menstruação, uma dor horrível, porque expulsa de fato, o sangue vem na hora e não é sangue qualquer, parece uma torneira”, conta a estudante.
Tentamos comprar Citotec em uma farmácia de Belém. “Preciso comprar um Citotec. A senhora sabe onde tem, a senhora vende? Como é que eu faço para conseguir? Eu preciso tomar”, pergunta a acompanhante.
“Só um minuto”, ela responde.
“Quem é, para você, é?”, pergunta
“É, sou eu mesma”, responde a acompanhante.
“Há quanto tempo está atrasado?”, continua o vendedor.
“Tem mais de um mês. Um mês e uns diazinhos”, ela diz.
“Coloca dois e toma dois. Dá quatro comprimidos”, orienta o vendedor.
“Quanto que custa? “Está R$ 150”,responde o vendedor.
O balconista se torna mais um médico instantâneo que coloca em risco a saúde da população.
“Tem que fazer relaxado, tá?”, explica o vendedor. Ele deixa o telefone para que possamos entrar em contato com ele no caso de alguma complicação.
As situações mostradas nessa reportagem vem se repetindo todos os dias em todo o Brasil.
Uma pesquisa do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo levantou um número espantoso. Entre 1995 e 2007, a curetagem depois do procedimento de aborto foi a cirurgia mais realizada elo SUS: 3,1 milhões de registros, contra 1,8 milhão de cirurgias de correção de hérnia. A pesquisa não incluiu cirurgias cardíacas, partos e pequenas intervenções que não exigem internação.
Outra pesquisa, conduzida pela Universidade de Brasília, mostra que passa de cinco milhões o número de mulheres brasileiras que já abortaram.
“A pesquisa nacional de aborto, cobriu todo Brasil urbano, que são as capitais, e as grandes cidades, ou seja, ficou de fora o Brasil rural, porque não podíamos incluir mulheres analfabetas”, disse a antropóloga e professora da Universidade de Brasília, Debora Diniz.
“As pesquisadoras entraram na casa das mulheres, com uma urna secreta, as mulheres de 18 a 39 anos, elas recebiam uma cédula que constava de cinco perguntas, e uma delas é, ‘você já fez aborto?’, explicou Débora.
“O que nós sabemos é que uma mulher em cada cinco, aos 40 anos, fez aborto. Significam 5 milhões e 300 mil mulheres em algum momento da vida, já fizeram aborto. Metade delas usou medicamento, nós não sabemos que medicamento é esse; a outra metade, precisou ficar internada pra finalizar o aborto. O que isso significa? Um tremendo impacto na saúde pública brasileira. Quem é essa mulher que faz aborto? Ela é a mulher típica brasileira. Não há nada de particular na mulher que faz aborto”, explica a antropóloga.
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1610471-15605,00-UMA+EM+CADA+CINCO+MULHERES+JA+FIZERAM+ABORTO+NO+BRASIL.html
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Psicólogos: caso Bruno ilustra falta de limites em atletas

A prisão do goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, suspeito de participação no desaparecimento da ex-amante Eliza Samudio, chamou a atenção para abusos cometidos por diversas celebridades esportivas, segundo especialistas em psicologia do esporte. "É uma pena o final de uma carreira tão brilhante", diz o presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte, João Ricardo Cozac.
"A linha que une todos os casos de escândalos envolvendo celebridades do esporte, no mundo inteiro, é uma pseudo-idealização que esses atletas têm de si mesmos", afirma o psicólogo. "A ideia de que podem tudo, como se estivessem acima de qualquer suspeita, de qualquer crítica, de qualquer julgamento, que está ligada a uma inadequação social", diz Cozac. "Como se não tivessem noção de limites, de até onde podem ir."
Origem e infância
Segundo Cozac, no Brasil é comum que atletas e celebridades em geral tenham origem humilde e acabem enfrentando dificuldades para se adaptar a uma mudança brusca de status social e econômico. "Eles vão se isolando cada vez mais de um mundo social e de uma realidade saudável", diz Cozac. "Usam o dinheiro para conseguir tudo o que querem, não precisam fazer nada."
O isolamento é apontado por especialistas como uma característica comum em atletas e outras celebridades, e não apenas nos casos que envolvem esportistas e artistas com origem em classes sociais mais baixas. "Eles têm vidas solitárias", diz a psicóloga americana Yolanda Bruce Brooks, fundadora do instituto The Sports Life Transitions, especializado no trabalho com atletas e equipes.
"Desde a infância, as pessoas começam a tratá-los de maneira diferente, a fazer exceções", afirma Brooks, que há mais de 20 anos trabalha com atletas dos mais variados esportes e suas famílias. Com o tempo, diz, muitos acabam com a impressão de que não precisam seguir as mesmas regras aplicadas ao resto da sociedade.
Referências
Outro ponto em comum associado a atletas envolvidos em escândalos é uma infância sem referências afetivas. Bruno foi criado pela avó, na periferia de Belo Horizonte. O pugilista americano Mike Tyson, que ao longo de sua carreira protagonizou vários escândalos e chegou a ser preso por estupro, foi abandonado pelo pai aos dois anos de idade.
"Muitos têm histórias familiares complexas, de abandono, de falta de modelos femininos. Têm lacunas no desenvolvimento emocional", diz Cozac. No entanto, nem todos se encaixam nesse modelo. "Kobe Bryant, por exemplo, teve uma figura paterna bem presente", diz Brooks, referindo-se ao astro do basquete americano, filho de um ex-jogador e treinador, que já enfrentou uma acusação de estupro.
Segundo a psicóloga americana, ao viver suas vidas em público o tempo todo, essas celebridades acabam sofrendo também um impacto maior quando cometem algum erro. "Mas eles sabem que vivem suas vidas em público e, consequentemente, estão sujeitos a isso", diz Brooks. "São pessoas como nós, às vezes cometem erros de julgamento. Mas devem ser responsabilizados por seus erros."
Fontes:BBC Brasil
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Goleiro Bruno diz à revista 'Veja' que conheceu Eliza em orgia e que 'camisinha estourou'
RIO - Em entrevista à "Veja" que chega às bancas esta semana, o goleiro Bruno afirma que conheceu Eliza Samudio numa festa, que chamou de orgia, na casa de um amigo, identificado pela revista como o também goleiro do Flamengo Paulo Victor. Na entrevista, concedida na última quinta-feira, Bruno, que ainda não depôs na polícia, revelou que o preservativo que usou com Eliza estourou. Ainda segundo ele, depois que soube da gravidez dela, foi saber que "todo o time do São Paulo a conhecia, que ela já tinha feito filme pornô" e que, preocupado, chegou a fazer exame de HIV.
Acusado pela própria Eliza de ter tentado induzi-la a fazer aborto, o goleiro disse à "Veja" que, se ele for o pai da criança, brigará pela guarda.
- Bruno deverá ter sigilo telefônico quebrado
.Bruno não apareceu neste domingo no Centro de Treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, em Vargem Grande, apesar de ser esperado, pela manhã, para um treino com a categoria de base. Ele está afastado do time principal por ser suspeito nas investigações policiais sobre o desaparecimento de Eliza, com quem teria um filho de 4 meses. Desde terça-feira, o jogador treina separadamente.
A cronologia do caso
Segundo a assessoria de imprensa do Flamengo, até o fim da manhã deste sábado, o goleiro não havia informado ao clube que faltaria ao treino. Bruno deve retornar aos treinamentos no Ninho do Urubu nesta segunda-feira.
Pichação apagada
A frase "Bruno assassino. Cadê Eliza?", pichada no muro da sede do Flamengo, na Gávea, na sexta-feira, foi apagada. A Polícia Civil vai instaurar sindicância para investigar a demora de oito meses e 17 dias para a análise da urina de Eliza, que havia acusado o goleiro de forçá-la a tomar um remédio abortivo quando estava grávida de cinco meses. Eliza está desaparecida há 24 dias e, segundo testemunhas, ela teria sido vista pela última vez no sítio do jogador, em Minas Gerais.
Cudjoelady
07/07/2010 - 16h 01m
Que história é essa de "paisinho de m.???? Mais respeito com o Brasil! Jogadores de futebol analfabetos são reverenciados pela mídia no mundo inteiro...isso não é só no Brasil. Além disso, casos com oesse acontecem em todas as camadas sociais e são uma calamidade de proporções universais. NÃO ESTÁ SATISFEITO COM O BRASIL, EMIGRE, QUE NOSSO PAÍS FICARÁ MELHOR SEM VC!
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amarelinhadefort
07/07/2010 - 16h 33m
e muito cara de pau uma criatura dessa,ele planeja,mata-a e ainda diz que a conheceu em uma orgia..nada justifica o que ele fez...se ele so vai nesse tipo de ambiente como pode reclamar que ela saia com a torcida do flamengo....onde ele conheceu a mulherzinha dele no convento? ele e um assassino isso nao justifica seus atos,nem a crueldade como ele praticou o crime...prisao nele.
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Betha Moreira
07/07/2010 - 16h 14m
Tbm acho que nao importa quem ela tenha sido. Tenho 55 anos e quando me tornei uma adolescente minha mae me dizia: mulher que tem muitos homens acabam, com um tiro ou facadas.Cresci ouvindo isso . Foram palavras sabias aquelas! Todos deveriam assistir Atracao Faltal, para que sejam mais precavidos e nao metam a cara em tantas orgias irresponsaveis. Ficar gravida de jogador, goleiro e artista famoso, e sempre um negocio da China$$$. Tudo isso levou ao Odio. Agora a justica tem que ser feita,
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Cudjoelady
07/07/2010 - 16h 01m
joao alves da silva filho
CONCORDO INTEIRAMENTE COM SUA PALAVRAS ABAIXO
É o que dá, a mídia enche a bola desses semis anafabetos e ignoram quem de fato faz o bem a população como os profissionais da saúde, bombeiros e outros mais. Criam semi deuses é "Fabuloso", Imperador, Love, Fenômeno e outras coisas mais, que no final não passam de mediocres criados pela famigerada imprensa desse Paiszinho de mer***
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claudia bianca de oliveira
07/07/2010 - 15h 31m
ta na cara q foi esse cafajeste q mandou matar a menina,acabou com a vida dele,dela da familia de ambos,enfim o q se passou na cabeça desse infeliz?espero q a policia bote logo esse sujeito na cadeia.
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lika1608
07/07/2010 - 15h 30m
Nada justifica um assassinato!!!
Os culpados têm que pagar pelo crime!
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joao alves da silva filho
07/07/2010 - 15h 16m
É o que dá, a mídia enche a bola desses semis anafabetos e ignoram quem de fato faz o bem a população como os profissionais da saúde, bombeiros e outros mais. Criam semi deuses é "Fabuloso", Imperador, Love, Fenômeno e outras coisas mais, que no final não passam de mediocres criados pela famigerada imprensa desse Paiszinho.
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joao alves da silva filho
07/07/2010 - 15h 10m
Só sinto que o pai dessa garota não tenha coragem de pegar esse golerinho para encher a cara dele de bala.
robertarj
07/07/2010 - 15h 06m
Não podemos esquecer que a Elisa é vítima nesta situação, mesmo que ela fosse prostituta da praça mauá, o caso não é se Elisa fez filme, se prostituiu... o caso em questão é um assassinato! Me pergunto como pode um ser humano fazer isso com outra pessoa? Assassino cruel!
Acusado pela própria Eliza de ter tentado induzi-la a fazer aborto, o goleiro disse à "Veja" que, se ele for o pai da criança, brigará pela guarda.
- Bruno deverá ter sigilo telefônico quebrado
.Bruno não apareceu neste domingo no Centro de Treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, em Vargem Grande, apesar de ser esperado, pela manhã, para um treino com a categoria de base. Ele está afastado do time principal por ser suspeito nas investigações policiais sobre o desaparecimento de Eliza, com quem teria um filho de 4 meses. Desde terça-feira, o jogador treina separadamente.
A cronologia do caso
Segundo a assessoria de imprensa do Flamengo, até o fim da manhã deste sábado, o goleiro não havia informado ao clube que faltaria ao treino. Bruno deve retornar aos treinamentos no Ninho do Urubu nesta segunda-feira.
Pichação apagada
A frase "Bruno assassino. Cadê Eliza?", pichada no muro da sede do Flamengo, na Gávea, na sexta-feira, foi apagada. A Polícia Civil vai instaurar sindicância para investigar a demora de oito meses e 17 dias para a análise da urina de Eliza, que havia acusado o goleiro de forçá-la a tomar um remédio abortivo quando estava grávida de cinco meses. Eliza está desaparecida há 24 dias e, segundo testemunhas, ela teria sido vista pela última vez no sítio do jogador, em Minas Gerais.
Cudjoelady
07/07/2010 - 16h 01m
Que história é essa de "paisinho de m.???? Mais respeito com o Brasil! Jogadores de futebol analfabetos são reverenciados pela mídia no mundo inteiro...isso não é só no Brasil. Além disso, casos com oesse acontecem em todas as camadas sociais e são uma calamidade de proporções universais. NÃO ESTÁ SATISFEITO COM O BRASIL, EMIGRE, QUE NOSSO PAÍS FICARÁ MELHOR SEM VC!
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amarelinhadefort
07/07/2010 - 16h 33m
e muito cara de pau uma criatura dessa,ele planeja,mata-a e ainda diz que a conheceu em uma orgia..nada justifica o que ele fez...se ele so vai nesse tipo de ambiente como pode reclamar que ela saia com a torcida do flamengo....onde ele conheceu a mulherzinha dele no convento? ele e um assassino isso nao justifica seus atos,nem a crueldade como ele praticou o crime...prisao nele.
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Betha Moreira
07/07/2010 - 16h 14m
Tbm acho que nao importa quem ela tenha sido. Tenho 55 anos e quando me tornei uma adolescente minha mae me dizia: mulher que tem muitos homens acabam, com um tiro ou facadas.Cresci ouvindo isso . Foram palavras sabias aquelas! Todos deveriam assistir Atracao Faltal, para que sejam mais precavidos e nao metam a cara em tantas orgias irresponsaveis. Ficar gravida de jogador, goleiro e artista famoso, e sempre um negocio da China$$$. Tudo isso levou ao Odio. Agora a justica tem que ser feita,
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Cudjoelady
07/07/2010 - 16h 01m
joao alves da silva filho
CONCORDO INTEIRAMENTE COM SUA PALAVRAS ABAIXO
É o que dá, a mídia enche a bola desses semis anafabetos e ignoram quem de fato faz o bem a população como os profissionais da saúde, bombeiros e outros mais. Criam semi deuses é "Fabuloso", Imperador, Love, Fenômeno e outras coisas mais, que no final não passam de mediocres criados pela famigerada imprensa desse Paiszinho de mer***
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claudia bianca de oliveira
07/07/2010 - 15h 31m
ta na cara q foi esse cafajeste q mandou matar a menina,acabou com a vida dele,dela da familia de ambos,enfim o q se passou na cabeça desse infeliz?espero q a policia bote logo esse sujeito na cadeia.
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lika1608
07/07/2010 - 15h 30m
Nada justifica um assassinato!!!
Os culpados têm que pagar pelo crime!
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joao alves da silva filho
07/07/2010 - 15h 16m
É o que dá, a mídia enche a bola desses semis anafabetos e ignoram quem de fato faz o bem a população como os profissionais da saúde, bombeiros e outros mais. Criam semi deuses é "Fabuloso", Imperador, Love, Fenômeno e outras coisas mais, que no final não passam de mediocres criados pela famigerada imprensa desse Paiszinho.
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joao alves da silva filho
07/07/2010 - 15h 10m
Só sinto que o pai dessa garota não tenha coragem de pegar esse golerinho para encher a cara dele de bala.
robertarj
07/07/2010 - 15h 06m
Não podemos esquecer que a Elisa é vítima nesta situação, mesmo que ela fosse prostituta da praça mauá, o caso não é se Elisa fez filme, se prostituiu... o caso em questão é um assassinato! Me pergunto como pode um ser humano fazer isso com outra pessoa? Assassino cruel!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
As últimas palavras do Delegado Clayton Leão.
O radialista Marco Antônio, da Rádio Líder FM, em Camaçari, tinha uma entrevista marcada com o delegado no começo da manhã de ontem. Eles já haviam agendado, mas, devido a um atraso, o delegado ligou para a rádio e pediu desculpas, pois não iria poder chegar a tempo. Portanto, disse que poderia parar o carro e falar por telefone ao vivo. Clayton, mesmo atrasado para o trabalho, dedicou alguns minutos para falar sobre o seu trabalho na cidade.
“Eu estava encerrando a entrevista quando aconteceu o crime. Na verdade, ele tinha combinado de dar a entrevista no estúdio da rádio, mas não conseguiu vir. Ele até brincou que outro dia, faria questão de vir pessoalmente à rádio. E eu disse que a cadeira dele estaria sempre à disposição”, relatou o radialista. A entrevista era para falar justamente do trabalho dele no combate ao tráfico de drogas na região. O delegado conversou por mais de 30 minutos com o radialista, até que ele pediu para esperar, foi quando ouvido o barulho dos estampidos.
Foram três tiros pelo que deu para ouvir. Em seguida, a mulher dele começou a gritar que Clayton foi baleado e a pedir socorro. “Sinceramente, não sei o que falar. Estou completamente atônito. Nunca pude imaginar que no meio de uma entrevista acontecesse isso. Como foi com um delegado, podia ser um médico, um advogado ou um professor, assassinado dessa maneira. Eu sabia que o barulho que escutei se tratava de tiros, mas não podia dizer isso ao vivo, que o delegado estava ferido ou morto. O microfone permaneceu ligado por 10 minutos e só escutávamos os gritos da esposa. Foi terrível e estamos muito abalados”, concluiu o radialista.
Tribuna da Bahia
Delegado Clayton Leão foi morto no momento em que dava entrevista a uma rádio de Camaçari.

O delegado titular da 18ª CP, delegacia de Camaçari, Clayton Leão, foi assassinado na manhã desta quarta-feira, 26, na estrada da Cascalheiras, que é uma pista alternativa para os motoristas que não querem usar o pedágio, entre Abrantes e Camaçari. De acordo com informações divulgadas no site da rádio Líder, Leão concedia uma entrevista ao vivo à emissora.
Clayton estava no carro acompanhado da esposa, que não teve o nome revelado e não foi baleada. De acordo com a polícia, três homens interceptaram o veículo do delegado e atiraram contra ele (confira aqui o áudio da entrevista que registra o momento em que o delegado é baleado). Clayton Leão morreu no local e não chegou a ser socorrido.
Policiais do Comando de Operações Especiais (COE), Caatinga e Rondas Especiais (Rondesp) estão no local do crime, além de delegados e do delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo. Um helicóptero da Polícia Militar (PM) ajuda nas buscas aos criminosos. Familiares de Clayton acompanham a ação.
Entrevista - "Era uma entrevista sobre segurança em Camaçari. Um apanhado do tempo dele (do delegado) na cidade. Ele estava falando que a segurança estava melhorando e que estava morando com a família em Camaçari porque confiava na segurança. Já tinha mais de dez minutos de entrevista, quando ouvimos um estampido e ele (Clayton) falando 'peraí, peraí' e a esposa pedindo socorro. Achamos que foi um acidente (de carro), mas depois ouvimos a esposa dizer que ele foi atingido", contou o radialista Raimundo Rui, que divide a apresentação do programa "De olho na cidade" com o colega Marco Antônio.
"Ele vinha dar uma entrevista ao vivo para a gente, mas como não deu tempo, ele ligou pedindo para falar por telefone. Então parou o carro na estrada das Cascalheiras para conceder a entrevista", explicou Miriam Soares, recepcionista da rádio. Agentes da Central de Telecomunicações das Polícias (Centel) informaram que Leão se dirigia à delegacia no momento do crime.
Destaque - Antes de assumir a 18ª delegacia, em Camaçari, no final de 2009, Clayton Leão Chaves, 33 anos, se destacou como coordenador do Grupo de Repressão a Roubo a Estabelecimento Financeiro (GRREF), do COE (Centro de Operações Especiais), onde atuou durante quatro anos. Desde que tomou posse, Leão realizava um trabalho de enfrentamento ao tráfico de drogas na cidade.
O delegado participou da Operação Pégasus, que efetuou dez prisões em Camaçari. A operação foi deflagrada em dezembro do ano passado com o objetivo de cumprir 22 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão nas cidades de Camaçari, Dias D´Ávila e Feira de Santana. A principal missão da operação foi desarticular uma quadrilha de roubo de cargas e veículos que atua nas estradas baianas.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Salvador: bebê é encontrado em carro abandonado na Paralela.
Um menino, de iniciais R.P.S, que completou um ano e um mês nesta terça, 11, foi encontrado dentro de um Ecosport prata abandonado na noite desta segunda-feira, 10, nas imediações do condomínio Paralela Park. De acordo com o Juizado da Criança e Adolescente, para onde o garoto, de pele branca e cabelo castanho claro, foi levado nesta terça, 11, familiares da criança ainda não foram localizados, apesar da certidão de nascimento do bebê ter sido encontrada dentro do veículo. O menino é natural da cidade de Mauá, interior de São Paulo, e na certidão consta apenas o nome da mãe, Camila Farias.
A delegada de homicídios, Francineide Moura, que estava no plantão da Polícia Metropolitana nesta segunda, disse que entrou em contato com a polícia de São Paulo e que, por enquanto, não há registro de sumiço do garoto. Ela informou também que o carro já foi roubado em São Paulo e recuperado, mas não há informações sobre a situação atual do automóvel.
A delegada também descobriu que os avós maternos da criança têm passagem pela polícia. Não há informações sobre como o bebê chegou à capital baiana. Francineide informou que uma moradora do condomínio Paralela Park disse que viu um homem, que estava próximo ao carro, sair em uma moto. Em seguida, ela percebeu que tinha uma criança no carro e chamou a polícia.
O menino, aparentemente, não apresenta sinais de maus-tratos, mas foi levado nesta manhã para um posto de saúde, como é rotina com a crianças que chegam no Juizado. O bebê está tossindo e apresenta secreção no nariz.
O veículo onde o garoto foi achado encontra-se na Delegacia de Repressão a Crimes contra Criança e Adolescente (Derca).
*Com redação de Paula Pitta | A TARDE On Line
A delegada de homicídios, Francineide Moura, que estava no plantão da Polícia Metropolitana nesta segunda, disse que entrou em contato com a polícia de São Paulo e que, por enquanto, não há registro de sumiço do garoto. Ela informou também que o carro já foi roubado em São Paulo e recuperado, mas não há informações sobre a situação atual do automóvel.
A delegada também descobriu que os avós maternos da criança têm passagem pela polícia. Não há informações sobre como o bebê chegou à capital baiana. Francineide informou que uma moradora do condomínio Paralela Park disse que viu um homem, que estava próximo ao carro, sair em uma moto. Em seguida, ela percebeu que tinha uma criança no carro e chamou a polícia.
O menino, aparentemente, não apresenta sinais de maus-tratos, mas foi levado nesta manhã para um posto de saúde, como é rotina com a crianças que chegam no Juizado. O bebê está tossindo e apresenta secreção no nariz.
O veículo onde o garoto foi achado encontra-se na Delegacia de Repressão a Crimes contra Criança e Adolescente (Derca).
*Com redação de Paula Pitta | A TARDE On Line
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