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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
MENSAGENS PARA A FAMÍLIA DE ELOÁ PIMENTEL. ESCREVA O QUE SENTIU DIANTE DESTA TRAGÉDIA.
MENSAGENS PARA A FAMÍLIA DE ELOÁ PIMENTEL. ESCREVA O QUE SENTIU DIANTE DESTA TRAGÉDIA.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
CHACINA EM LAURO DE FREITAS, BAHIA.
Mais de 20 homens chegaram atirando em um bairro do município baiano.
Uma adolescente de 14 anos está entre as vítimas.
Uma chacina deixou três pessoas mortas e uma ferida na noite de domingo (9), no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. Segundo testemunhas, mais de 20 homens armados teriam chegado atirando em busca dos donos de um ponto de drogas da região. Eles estavam em carros pretos e até de bicicleta. Os moradores contam que os suspeitos usavam coletes, além de terem algemas e armamento pesado.
Uma dona de casa, que prefere não se identificar, diz que a disputa pelo comando do tráfico de drogas é antiga na região e revela que viveu momentos de pânico. “O pessoal na hora do desespero invadiu a casa da moça aqui do lado e eu procurei meu filho, quando eu vi que tinham mais tiros me joguei no chão, quando eu vi tinha uma menina baleada. Eles ficaram gritando ‘Cadê vocês daqui da rua agora? Cadê os homens da rua?”, relata a testemunha.
Três pessoas que passavam pelo local no momento dos disparos morreram. Um homem, que seria usuário de drogas de acordo com a polícia, uma dona de casa e uma estudante, de 14 anos. A mãe da garota, que também foi atingida de raspão na perna, não se conforma com a morte da filha. “Ela veio correndo na minha frente, ela não está morta não, se ela estivesse morta ela caia na minha frente, ela não caiu, ela correu para a casa da vizinha”, desespera-se Odevânia Conceição, mãe da vítima.
Fonte: G1
Uma adolescente de 14 anos está entre as vítimas.
Uma chacina deixou três pessoas mortas e uma ferida na noite de domingo (9), no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. Segundo testemunhas, mais de 20 homens armados teriam chegado atirando em busca dos donos de um ponto de drogas da região. Eles estavam em carros pretos e até de bicicleta. Os moradores contam que os suspeitos usavam coletes, além de terem algemas e armamento pesado.
Uma dona de casa, que prefere não se identificar, diz que a disputa pelo comando do tráfico de drogas é antiga na região e revela que viveu momentos de pânico. “O pessoal na hora do desespero invadiu a casa da moça aqui do lado e eu procurei meu filho, quando eu vi que tinham mais tiros me joguei no chão, quando eu vi tinha uma menina baleada. Eles ficaram gritando ‘Cadê vocês daqui da rua agora? Cadê os homens da rua?”, relata a testemunha.
Três pessoas que passavam pelo local no momento dos disparos morreram. Um homem, que seria usuário de drogas de acordo com a polícia, uma dona de casa e uma estudante, de 14 anos. A mãe da garota, que também foi atingida de raspão na perna, não se conforma com a morte da filha. “Ela veio correndo na minha frente, ela não está morta não, se ela estivesse morta ela caia na minha frente, ela não caiu, ela correu para a casa da vizinha”, desespera-se Odevânia Conceição, mãe da vítima.
Fonte: G1
quinta-feira, 21 de abril de 2011
sábado, 5 de março de 2011
O policial Valmir Borges Gomes foi executado após 30 anos de serviços prestado a SSP/BA ?

Morto durante uma operação de combate a extorsão, realizada por agentes da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) anteontem à noite na Pituba, o policial civil Valmir Borges Gomes, 54 anos, era reincidente no crime. Baleado após tentar obter R$ 3 mil de estudante de 18 anos flagrado com lança-perfume, Valmir era acusado de extorquir o sobrinho de um policial militar em dezembro do ano passado, segundo o secretário de Segurança Pública Maurício Teles Barbosa, durante coletiva ontem à tarde.
Lotado na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), Valmir foi enterrado ontem. Sua morte revoltou os colegas e cerca de 300 agentes decidiram paralisar as atividades e caminharam em protesto da avenida Carlos Gomes até o Ministério Público Estadual, em Nazaré.
Morto durante uma operação de combate a extorsão, realizada por agentes da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) anteontem à noite na Pituba, o policial civil Valmir Borges Gomes, 54 anos, era reincidente no crime. Baleado após tentar obter R$ 3 mil de estudante de 18 anos flagrado com lança-perfume, Valmir era acusado de extorquir o sobrinho de um policial militar em dezembro do ano passado, segundo o secretário de Segurança Pública Maurício Teles Barbosa, durante coletiva ontem à tarde.
Lotado na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), Valmir foi enterrado ontem. Sua morte revoltou os colegas e cerca de 300 agentes decidiram paralisar as atividades e caminharam em protesto da avenida Carlos Gomes até o Ministério Público Estadual, em Nazaré.
Cerca de 300 agentes decidiram paralisar as atividades e caminharam em protesto
“Só vamos voltar às atividades depois que os executores do policial civil Valmir forem presos e apresentados na Corregedoria. Queremos também que a cúpula da Secretaria da Segurança Pública seja afastada”, ameaçou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc), Carlos Lima.
Segundo o Sindpoc, o titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, Daniel Pinheiro, e chefe do Serviço de Investigação Odair Carneiro são os autores dos disparos que vitimaram o policial. O CORREIO procurou o titular da DTE, mas o delegado não foi encontrado.
Na coletiva, Maurício Barbosa disse que no carro usando por Valmir e comparsas havia vários frascos de lança-perfume e pequena quantidade de maconha.
Questionado sobre a revolta de colegas de Valmir, que classificaram a operação como desastrosa, e ameaça de paralisação, o secretário respondeu: “Qualquer alegação agora é emoção por parte dos colegas. O que eles não podem é ignorar a ação repressora. Já que eles eram inocentes, porque o outro policial não se apresenta e conta a sua versão?”.
Ele acrescentou que o jovem não foi preso por tráfico porque na ocasião do flagrante Valmir teria dispensado o lança-perfume.
Morte
Valmir faltava dois anos para se aposentar e foi morto durante ação da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE). Conhecido como “Nosso amigo”, ele estava em um Gol com dois homens, na Avenida Paulo VI, quando foi surpreendido pelos agentes da DTE. Os três eram investigados por crime de extorsão.
Valmir tomou quatro tiros no peito. Na necrópsia, foi encontrado ainda mais um projétil, que tinha ficado alijado nas costas do policial depois de ter sido baleado pelo policial militar Vanderley Magalhães Silva, em dezembro do ano passado. Ocasião em que Valmir tentou extorquir o PM.
Dante e um X9 são apontados como os companheiros de Valmir na noite do crime. “Um deles está escondido porque está com medo de morrer”, contou um policial da DRFR que não quis se identificar.
Versão
Dante, que estava escondido, teria relatado sua versão na tarde ontem com a assessoria jurídica do Sindpoc. Porém, o teor da conversa e o local do encontro não foram revelados. “Eu falei com ele que me disse que estava bem em casa”, contou um investigação da DRFR. Já o terceiro homem permanece sem identificação.
Na Superintendência de Telecomunicações das Polícias Civil e Militar (Stelecom), foi registrada uma ocorrência com a ligação de uma testemunha que descreveu a chegada de um Renault Clio disparando contra o Gol do policial e que no carro teria alguém debruçado sobre o volante.
Uma fonte da SSP que não quis ser identificar contou que para fazer a perícia do local do crime foi chamado um policial do Comando de Operações Especiais.
Anderson Sotero e Bruno Wendel | Redação CORREIO
Sindipoc divulga nota em que acusa cúpula da Polícia Civil de sanguinária.
Salvador - O Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindipoc) divulgou nota pública em que condena o procedimento da cúpula da Polícia Civil em relação ao episódio que resultou na morte do agente policial Walmir Borges Gomes na Pituba.
"A Corregedoria da Polícia Civil atuando de maneira a-técnica, deflagrou operação, baseada exclusivamente nas informações do usuário, para aplicar ao Policial Valmir Borges Gomes a pena de morte, sem contraditório ou amplo defesa", destaca o Sindipoc.
Segue abaixo a íntegra da declaração:
"NOTA PÚBLICA
Cúpula da Polícia Civil do Estado da Bahia revela perfil autista, a-técnico e sanguinário
Na data de 02.03.2011 veio a óbito o Policial Civil Valmir Borges Gomes, em razão de inúmeros disparos de arma de fogo, provenientes de equipes do Centro de Operações Especiais – COE e da Delegacia de Tóxico e Entorpecentes.
Outrossim, diante de leviandades lançadas a público pelo Departamento de Contra Informação do Governo do Estado, o SINDPOC vem esclarecer que:
Preliminarmente, o SINDPOC ratifica, que apóia, INCONDICIONALMENTE, atitudes gerenciais que vise a identificar e punir desvios de condutas de quaisquer membro de nossa polícia, seja ele Investigadores, Peritos, Escrivães ou até mesmo Delegados, respeitado, a todos, o direito ao contraditório e a ampla defesa, nas formas previstas na Constituição Federal.
Segundo se informou, o policial Valmir Borges Gomes foi denunciado - por um usuário de drogas confesso - por suposta prática de extorsão, motivo pelo qual deveria, como qualquer cidadão, responder no exato limite da Lei.
Diferentemente disto, a Corregedoria da Polícia Civil atuando de maneira a-técnica, deflagrou operação, baseada exclusivamente nas informações do usuário, para aplicar ao Policial Valmir Borges Gomes a pena de morte, sem contraditório ou amplo defesa. Um absurdo do tamanho do ego do novo Delegado Chefe, que insiste em sustentar que a operação foi êxitosa, mesmo com inúmeros tiros disparados contra residências e caros de populares.
A ação, montada para “flagrantear” uma suposta ação criminosa do Policial assassinado, que pecou pela absoluta desproporcionalidade e pela forma sanguinária e covarde, serve-nos para mostra, de saída, as diretrizes do novo gerenciamento de segurança pública na Bahia.
Aliás, apesar do pouco tempo no Cargo, as operações realizadas na “Era Dr. Hélio Jorge”, já demonstram sua aparente inclinação pelo julgamento sumário e pelo óbito. Prova disso, foi o que ocorreu a mais de uma semana, no município de Lauro de Freitas, quando uma operação policial, executada pelo mesmo Centro de Operações Especiais – COE, abateu 10 meliantes, sem qualquer indicativo de resistência. Lá eram supostos meliantes. Aqui um Policial.
Qualquer policial iniciante, sabe que operações policiais com grande número de óbitos indicam falta de planejamento e má execução. A “Era Hélio Jorge” atira primeiro sempre, mesmo contra um policial, essa parece ser a diretriz.
Ora Senhores, se realmente desejava flagrantear suposta prática de crime por parte do Policial, BASTARIA GRAMPEAR O DENUNCIANTE, INSERIR CÂMERAS NO SEU CARRO, ou no local supostamente combinado. Desta forma, estaria a Corregedoria obtendo todos os elementos probatórios para flagrantear. Simples solução que nem de longe passou pela cabeça da “Inteligência” da operação.
Ao contrário, a operação além de levar a óbito o Policial Valmir Borges Gomes, EXPÔS A SEGURANÇA DE CENTENAS DE MORADORES, num verdadeiro faroeste urbano protagonizado pelos artistas escolhidos pelos cineastas.
O SINDPOC considera a ação desastrosa e arrogante, espelho da forma de gerenciamento imprimida pelo Sr. Delegado-Chefe e pelo Secretário, este último oriundo dos quadros da Polícia Federal, cujo vínculo com a nossa polícia ou com a Bahia é nenhum.
Pra piorar, o Sr. Delegado Chefe, ao contrário de solidarizar-se com a Polícia e seus Policiais, no afã de agradar seu superior estrangeiro, confunde-se, atribuindo genericamente a outros características suas, adjetivando e subjulgando toda classe policial, COMO SE DETIVESSE O MONOPÓLIO DA HONESTIDADE E DA DIGNIDADE. Engana-se e decepciona toda a polícia civil.
Ao contrário do que se espera de um Delegado Chefe, o atual precipita-se, emite juízo de valor sobre o ocorrido, decretando a culpabilidade do policial morto (que já não pode se defender), e exaltando a operação que espalhou dezenas de tiros em residências. Pra piorar, felicita os assassinos, parabeniza a Corregedoria e, consequentemente, perde a ISENÇÃO para continuar a frente do Cargo. Será que um dia SABEREMOS O QUE REALMENTE ACONTECEU.
Senhor Delegado Chefe, salve sua carreira, trabalhe para mostrar que REALMENTE está imbuído de investigar de maneira isenta. Para tanto o primeiro passo, é RECONHECER QUE A OPERAÇÃO FOI DESASTROSA. Será que a vaidade deixará?
A desastrosa operação revela incompetência, mau planejamento, e, sobretudo, um estilo sanguinário de fazer segurança pública.
O SINDPOC, a Sociedade e os familiares do Policial executado precisam de respostas:
Por que não se grampeou o local ou o denunciante para obter de maneira pacífica a prova necessária e evitar o assassinato?
O que fazia no local uma equipe da Delegacia de Tóxico?
Quem comandou a operação?
Se foi a corregedoria que comandou a operação desastrosa, como ela irá investigar sua própria responsabilidade no evento?
Quantos tiros foram disparados contra o Policial?
Essas são as perguntas que desvendam a incompetência da Segurança Pública no Estado. Não confiamos na corregedoria para conduzir as investigações, afinal ela é tão responsável pela operação desastrosas quanto os policiais que lá estavam executando seus colegas.
Senhor Delegado Chefe e Senhor Secretário, o SINDPOC não se intimida com “cara amarrada” ou declarações midiáticas. Não tememos estrangeiros. Respeitem a Bahia, a Polícia Civil da Bahia, que, aliás, não deve nada a nenhuma polícia do país, em matéria de honradez e qualidade de seus membros.
Lamentamos que na Bahia exista a pena de morte, executada por “intocáveis” tal qual havia na Itália de décadas atrás, mas certamente sem a mesma capacidade artística do célebre filme de mesmo nome.
Queremos investigação, séria, isenta, fiscalizada por gente de bem, honesta, sem vínculo político. Exigimos respeito a nossa categoria. Fora estrangeiros, fora marionetes, fora assassinos, fora corruptos. Cara amarrada não prova competência de ninguém. Polícia limpa para a Bahia e para os baianos.
Salvador, 03 de março de 2011
Sindicato dos Policias Civis e Servidores da Secretária de
Segurança Pública do Estado da Bahia – SINDPOC"
"A Corregedoria da Polícia Civil atuando de maneira a-técnica, deflagrou operação, baseada exclusivamente nas informações do usuário, para aplicar ao Policial Valmir Borges Gomes a pena de morte, sem contraditório ou amplo defesa", destaca o Sindipoc.
Segue abaixo a íntegra da declaração:
"NOTA PÚBLICA
Cúpula da Polícia Civil do Estado da Bahia revela perfil autista, a-técnico e sanguinário
Na data de 02.03.2011 veio a óbito o Policial Civil Valmir Borges Gomes, em razão de inúmeros disparos de arma de fogo, provenientes de equipes do Centro de Operações Especiais – COE e da Delegacia de Tóxico e Entorpecentes.
Outrossim, diante de leviandades lançadas a público pelo Departamento de Contra Informação do Governo do Estado, o SINDPOC vem esclarecer que:
Preliminarmente, o SINDPOC ratifica, que apóia, INCONDICIONALMENTE, atitudes gerenciais que vise a identificar e punir desvios de condutas de quaisquer membro de nossa polícia, seja ele Investigadores, Peritos, Escrivães ou até mesmo Delegados, respeitado, a todos, o direito ao contraditório e a ampla defesa, nas formas previstas na Constituição Federal.
Segundo se informou, o policial Valmir Borges Gomes foi denunciado - por um usuário de drogas confesso - por suposta prática de extorsão, motivo pelo qual deveria, como qualquer cidadão, responder no exato limite da Lei.
Diferentemente disto, a Corregedoria da Polícia Civil atuando de maneira a-técnica, deflagrou operação, baseada exclusivamente nas informações do usuário, para aplicar ao Policial Valmir Borges Gomes a pena de morte, sem contraditório ou amplo defesa. Um absurdo do tamanho do ego do novo Delegado Chefe, que insiste em sustentar que a operação foi êxitosa, mesmo com inúmeros tiros disparados contra residências e caros de populares.
A ação, montada para “flagrantear” uma suposta ação criminosa do Policial assassinado, que pecou pela absoluta desproporcionalidade e pela forma sanguinária e covarde, serve-nos para mostra, de saída, as diretrizes do novo gerenciamento de segurança pública na Bahia.
Aliás, apesar do pouco tempo no Cargo, as operações realizadas na “Era Dr. Hélio Jorge”, já demonstram sua aparente inclinação pelo julgamento sumário e pelo óbito. Prova disso, foi o que ocorreu a mais de uma semana, no município de Lauro de Freitas, quando uma operação policial, executada pelo mesmo Centro de Operações Especiais – COE, abateu 10 meliantes, sem qualquer indicativo de resistência. Lá eram supostos meliantes. Aqui um Policial.
Qualquer policial iniciante, sabe que operações policiais com grande número de óbitos indicam falta de planejamento e má execução. A “Era Hélio Jorge” atira primeiro sempre, mesmo contra um policial, essa parece ser a diretriz.
Ora Senhores, se realmente desejava flagrantear suposta prática de crime por parte do Policial, BASTARIA GRAMPEAR O DENUNCIANTE, INSERIR CÂMERAS NO SEU CARRO, ou no local supostamente combinado. Desta forma, estaria a Corregedoria obtendo todos os elementos probatórios para flagrantear. Simples solução que nem de longe passou pela cabeça da “Inteligência” da operação.
Ao contrário, a operação além de levar a óbito o Policial Valmir Borges Gomes, EXPÔS A SEGURANÇA DE CENTENAS DE MORADORES, num verdadeiro faroeste urbano protagonizado pelos artistas escolhidos pelos cineastas.
O SINDPOC considera a ação desastrosa e arrogante, espelho da forma de gerenciamento imprimida pelo Sr. Delegado-Chefe e pelo Secretário, este último oriundo dos quadros da Polícia Federal, cujo vínculo com a nossa polícia ou com a Bahia é nenhum.
Pra piorar, o Sr. Delegado Chefe, ao contrário de solidarizar-se com a Polícia e seus Policiais, no afã de agradar seu superior estrangeiro, confunde-se, atribuindo genericamente a outros características suas, adjetivando e subjulgando toda classe policial, COMO SE DETIVESSE O MONOPÓLIO DA HONESTIDADE E DA DIGNIDADE. Engana-se e decepciona toda a polícia civil.
Ao contrário do que se espera de um Delegado Chefe, o atual precipita-se, emite juízo de valor sobre o ocorrido, decretando a culpabilidade do policial morto (que já não pode se defender), e exaltando a operação que espalhou dezenas de tiros em residências. Pra piorar, felicita os assassinos, parabeniza a Corregedoria e, consequentemente, perde a ISENÇÃO para continuar a frente do Cargo. Será que um dia SABEREMOS O QUE REALMENTE ACONTECEU.
Senhor Delegado Chefe, salve sua carreira, trabalhe para mostrar que REALMENTE está imbuído de investigar de maneira isenta. Para tanto o primeiro passo, é RECONHECER QUE A OPERAÇÃO FOI DESASTROSA. Será que a vaidade deixará?
A desastrosa operação revela incompetência, mau planejamento, e, sobretudo, um estilo sanguinário de fazer segurança pública.
O SINDPOC, a Sociedade e os familiares do Policial executado precisam de respostas:
Por que não se grampeou o local ou o denunciante para obter de maneira pacífica a prova necessária e evitar o assassinato?
O que fazia no local uma equipe da Delegacia de Tóxico?
Quem comandou a operação?
Se foi a corregedoria que comandou a operação desastrosa, como ela irá investigar sua própria responsabilidade no evento?
Quantos tiros foram disparados contra o Policial?
Essas são as perguntas que desvendam a incompetência da Segurança Pública no Estado. Não confiamos na corregedoria para conduzir as investigações, afinal ela é tão responsável pela operação desastrosas quanto os policiais que lá estavam executando seus colegas.
Senhor Delegado Chefe e Senhor Secretário, o SINDPOC não se intimida com “cara amarrada” ou declarações midiáticas. Não tememos estrangeiros. Respeitem a Bahia, a Polícia Civil da Bahia, que, aliás, não deve nada a nenhuma polícia do país, em matéria de honradez e qualidade de seus membros.
Lamentamos que na Bahia exista a pena de morte, executada por “intocáveis” tal qual havia na Itália de décadas atrás, mas certamente sem a mesma capacidade artística do célebre filme de mesmo nome.
Queremos investigação, séria, isenta, fiscalizada por gente de bem, honesta, sem vínculo político. Exigimos respeito a nossa categoria. Fora estrangeiros, fora marionetes, fora assassinos, fora corruptos. Cara amarrada não prova competência de ninguém. Polícia limpa para a Bahia e para os baianos.
Salvador, 03 de março de 2011
Sindicato dos Policias Civis e Servidores da Secretária de
Segurança Pública do Estado da Bahia – SINDPOC"
quinta-feira, 3 de março de 2011
O policial Valmir Borges Gomes foi morto durante confronto com policiais civis após suposta tentativa de extorsão.
O policial Valmir Borges Gomes, morto na noite desta quarta, 2, durante confronto com policiais civis após suposta tentativa de extorsão, foi sepultado por volta das 18 horas desta quinta-feira, 3, no cemitério Bosque da Paz.
Após o enterro do agente, cerca de cem policiais fizeram uma breve assembleia ainda no gramado do Bosque da Paz e decidiram seguir em direção ao Complexo dos Barris com a intenção de fechar a unidade.
Na reunião, os policiais decidiram ainda fechar outras unidades policiais da capital baiana, caso o Secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o delegado-chefe, Hélio Jorge, não sejam destituídos dos seus cargos.
* Com informações de Marcelo Brandão, do A TARDE
Agente morre em troca de tiros entre policiais
Um confronto entre agentes da Polícia Civil de Salvador resultou na paralisação da corporação na quarta-feira, 2, à noite. Tudo começou quando policiais de duas delegacias especializadas trocaram tiros na Avenida Paulo VI, próximo à padaria e delicatessen Super Pão, na Pituba. O agente da Furtos e Roubos Valmir Borges Gomes, 54 anos, conhecido como “Nosso Amigo”, morreu no confronto.
Segundo a corregedora da Polícia Civil Iracema Silva, um jovem de 19 anos foi abordado por Valmir e outros dois homens, que também seriam policiais, ao tentar comprar lança-perfume. Os policiais exigiram dinheiro para não prendê-lo. Apavorado, o rapaz entrou em contato com os pais, que o mandaram pedir ajuda à Corregedoria de Polícia. Lá, ele foi encaminhado para a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, nos Barris.
Ao saberem do caso de extorsão, os agentes da DTE decidiram ir ao local marcado para o pagamento a fim de flagrar os colegas cometendo o crime. Um deles seguiu com a vítima no Clio JQW-7824, de Feira de Santana, da mãe do rapaz. Outra equipe deu apoio num carro oficial.
Quando o rapaz chegou ao local combinado, na Pituba, Valmir e seus comparsas perceberam que ele estava acompanhado por policiais. Então o grupo que tentou extorquir o rapaz começou a atirar. Houve revide e o agente da Furtos e Roubos foi baleado. Ele foi levado para o Hospital Geral do Estado, mas não resistiu aos ferimentos.
A morte do agente Valmir Gomes gerou um grande protesto em frente à Corregedoria da Polícia Civil na quarta, à noite. Brandindo escopetas e outras armas de grosso calibre e aos gritos de “assassino!”, mais de 30 policiais ameaçaram parar as atividades durante o Carnaval por causa da morte do colega.
Após o enterro do agente, cerca de cem policiais fizeram uma breve assembleia ainda no gramado do Bosque da Paz e decidiram seguir em direção ao Complexo dos Barris com a intenção de fechar a unidade.
Na reunião, os policiais decidiram ainda fechar outras unidades policiais da capital baiana, caso o Secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o delegado-chefe, Hélio Jorge, não sejam destituídos dos seus cargos.
* Com informações de Marcelo Brandão, do A TARDE
Agente morre em troca de tiros entre policiais
Um confronto entre agentes da Polícia Civil de Salvador resultou na paralisação da corporação na quarta-feira, 2, à noite. Tudo começou quando policiais de duas delegacias especializadas trocaram tiros na Avenida Paulo VI, próximo à padaria e delicatessen Super Pão, na Pituba. O agente da Furtos e Roubos Valmir Borges Gomes, 54 anos, conhecido como “Nosso Amigo”, morreu no confronto.
Segundo a corregedora da Polícia Civil Iracema Silva, um jovem de 19 anos foi abordado por Valmir e outros dois homens, que também seriam policiais, ao tentar comprar lança-perfume. Os policiais exigiram dinheiro para não prendê-lo. Apavorado, o rapaz entrou em contato com os pais, que o mandaram pedir ajuda à Corregedoria de Polícia. Lá, ele foi encaminhado para a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, nos Barris.
Ao saberem do caso de extorsão, os agentes da DTE decidiram ir ao local marcado para o pagamento a fim de flagrar os colegas cometendo o crime. Um deles seguiu com a vítima no Clio JQW-7824, de Feira de Santana, da mãe do rapaz. Outra equipe deu apoio num carro oficial.
Quando o rapaz chegou ao local combinado, na Pituba, Valmir e seus comparsas perceberam que ele estava acompanhado por policiais. Então o grupo que tentou extorquir o rapaz começou a atirar. Houve revide e o agente da Furtos e Roubos foi baleado. Ele foi levado para o Hospital Geral do Estado, mas não resistiu aos ferimentos.
A morte do agente Valmir Gomes gerou um grande protesto em frente à Corregedoria da Polícia Civil na quarta, à noite. Brandindo escopetas e outras armas de grosso calibre e aos gritos de “assassino!”, mais de 30 policiais ameaçaram parar as atividades durante o Carnaval por causa da morte do colega.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Salvador: nem no cemitério os vivos tem paz. Tiroteio paralisa enterros no Campo Santo.
Troca de tiros entre traficantes atrasa sepultamentos no Campo Santo
O enterro do traficante conhecido como "Riquelme" gerou certo tumulto no cemitério e proximidades.
Redação CORREIO
A troca de tiros entre integrantes do grupo do traficante Roberto da Silva Macêdo, de 29 anos, conhecido como “Riquelme”, e rivais causou confusão no Cemitério Campo Santo na tarde desta terça-feira (25).
Durante o enterro do traficante Riquelme, alguns bandidos seguiram para o Calabar, onde já existe uma rivalidade com o bando local. Segundo informações da 7ª Delegacia de Polícia (Rio Vermelho), o tiroteio não foi de grandes proporções e ninguém ficou ferido. A suspeita é de que a briga dos grupos seja motivada pelo controle do tráfico na região.
As polícias civil e militar foram até o local, mas ninguém chegou a ser preso.
Por conta dos tiros, outros sepultamentos que aconteciam no cemitério foram paralisados para a segurança dos familiares e amigos presentes nos enterros. Só depois de encerrada a condução as cerimônias puderam ser retomadas.
Disputa por cargo
Riquelme foi morto durante confronto com policiais da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) na madrugada de segunda (24), na região do Boqueirão, na Santa Cruz. A polícia informou que o traficante, que também era conhecido como Roberto, era aliado de Luis Fernando Anunciação, o Camisinha.
Os agentes da especializada buscavam Camisinha, que, na semana passada, roubou um Meriva na Região do Nordeste de Amaralina. Os policiais chegaram à comunidade por volta das 3h de segunda e avistaram o veículo, parado em frente a uma casa. Com a aproximação da polícia, começou a troca de tiros. Camisinha conseguiu entrar no carro e fugiu.
Logo em seguida, outra casa virou algo dos agentes. No tiroteio, Riquelme foi atingido e levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu e morreu por volta das 7h. Na casa onde ele foi alvejado, os policiais encontraram cocaína, maconha, crack, revólveres e cédulas de dinheiro falso.
A polícia acredita que haverá disputa interna pelo "cargo" de Riquelme, que liderava o tráfico na Santa Cruz. Dono de um fuzil Ar-15, ele era considerado por investigadores um dos mais sanguinários traficantes de drogas da região do Nordeste de Amaralina.
*Com informações dos repórteres Bruno Menezes e Bruno Wendel.
O enterro do traficante conhecido como "Riquelme" gerou certo tumulto no cemitério e proximidades.
Redação CORREIO
A troca de tiros entre integrantes do grupo do traficante Roberto da Silva Macêdo, de 29 anos, conhecido como “Riquelme”, e rivais causou confusão no Cemitério Campo Santo na tarde desta terça-feira (25).
Durante o enterro do traficante Riquelme, alguns bandidos seguiram para o Calabar, onde já existe uma rivalidade com o bando local. Segundo informações da 7ª Delegacia de Polícia (Rio Vermelho), o tiroteio não foi de grandes proporções e ninguém ficou ferido. A suspeita é de que a briga dos grupos seja motivada pelo controle do tráfico na região.
As polícias civil e militar foram até o local, mas ninguém chegou a ser preso.
Por conta dos tiros, outros sepultamentos que aconteciam no cemitério foram paralisados para a segurança dos familiares e amigos presentes nos enterros. Só depois de encerrada a condução as cerimônias puderam ser retomadas.
Disputa por cargo
Riquelme foi morto durante confronto com policiais da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) na madrugada de segunda (24), na região do Boqueirão, na Santa Cruz. A polícia informou que o traficante, que também era conhecido como Roberto, era aliado de Luis Fernando Anunciação, o Camisinha.
Os agentes da especializada buscavam Camisinha, que, na semana passada, roubou um Meriva na Região do Nordeste de Amaralina. Os policiais chegaram à comunidade por volta das 3h de segunda e avistaram o veículo, parado em frente a uma casa. Com a aproximação da polícia, começou a troca de tiros. Camisinha conseguiu entrar no carro e fugiu.
Logo em seguida, outra casa virou algo dos agentes. No tiroteio, Riquelme foi atingido e levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu e morreu por volta das 7h. Na casa onde ele foi alvejado, os policiais encontraram cocaína, maconha, crack, revólveres e cédulas de dinheiro falso.
A polícia acredita que haverá disputa interna pelo "cargo" de Riquelme, que liderava o tráfico na Santa Cruz. Dono de um fuzil Ar-15, ele era considerado por investigadores um dos mais sanguinários traficantes de drogas da região do Nordeste de Amaralina.
*Com informações dos repórteres Bruno Menezes e Bruno Wendel.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Radialista Zezito Néri alvejado por um tiro dentro da própria casa. E aí SSP/BA? Vão apurar de verdade?

RADIALISTA VÍTIMA DE VIOLÊNCIA É INTERNADO NO HOSPITAL
O radialista Zezito Néri, funcionário da Rádio Excelsior da Bahia e um dos diretores do SINTERP, teve sua residência invadida por desconhecidos, na manhã de quarta-feira (15/12), e foi alvejado por um tiro, encontrando-se internado em um hospital de Salvador.
É lá que concentram-se seus familiares e amigos, aguardando por boas notícias e realizando visitas. O branco dos jalecos toma conta do local. Ironicamente, branco é a cor da paz, um estado que buscamos incessantemente e que parece cada vez mais difícil de ser alcançado. A paz que desejamos para encerrar este ano e encarar 2011 de frente, olho no olho, haja o que houver. Uma semana antes do Natal, período em que a paz é semeada entre os seres humanos, nosso colega foi baleado, mostrando que a barbárie da violência não respeita mais nada.
Morador de Marechal Rondon, Zezito é figura popular na vizinhança. Sua filha Andréia revelou que chegou na sala de sua casa e viu dois bandidos na porta. “Por quê você atirou no meu pai?”- ela perguntou. Eles não responderam, pois para isso não existe resposta. Nada justifica a violência. Mesmo entregando a chave do carro, a família não pôde evitar que ele fosse baleado. Registraram queixa na delegacia e ainda aguardam as providências da polícia.
A média de assassinatos na Região Metropolitana de Salvador chega a oito por dia, a maioria decorrente de arma de fogo. A violência em Salvador aumentou 177% nos últimos dez anos. Em 2010 foram mais de 1846 homicídios. Essas estatísticas já não nos apavoram mais, parecem corriqueiras. Estamos acostumados a conviver com isso. Mas, você já parou para pensar no que significa oito pessoas morrerem por dia? Não de morte natural, mas vítimas de agressão. Você já parou para pensar no quão violenta é a nossa sociedade? Trabalhadores são assassinatos e a polícia não toma providência alguma.
A esposa de Zezito, Rita Celeste de Jesus, afirmou que uma pessoa bateu na porta, o cunhado foi atender e voltou correndo dizendo que um homem armado estava lá. “Não se pode mais chegar na janela que a violência está tomando conta da nossa rua, mas não pensei que ela fosse entrar dentro da minha casa. Aqui vivem famílias, todo mundo lutando para vencer na vida. Nunca pensei que isso fosse acontecer”, explicou.
Em 2002, morriam no Brasil, vítimas de homicídio, proporcionalmente 46% mais negros do que brancos e em 2007, cinco anos depois, essa proporção se elevou para 108%. A população negra de Salvador é ainda mais atingida pela violência do que os demais. Jovens negros são assassinados a todo momento no país e na cidade e ninguém faz nada. O SINTERP repudia a violência que toma conta da nossa sociedade e reivindica que as autoridades tomem providências para encontrar os responsáveis pela agressão contra o colega. Enquanto não descobrirmos os culpados não poderemos descansar, pois mais pessoas inocentes podem estar sendo vitimizadas neste momento.
No hospital, um bebê dava alta da UTI. Era a promessa de uma nova geração chegando. Geração que vai mudar a nossa sociedade. Geração que vai germinar no Brasil como um novo ano.Que ele chegue trazendo mais amor no coração das pessoas.
(Sinterp)
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Janaína Brito Conceição, de 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, de 13 anos.


Os três acusados de matar e decapitar as adolescentes Janaína Brito Conceição, de 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, de 13, tiveram a prisão decretada pela Justiça nesta terça-feira (23).
Segundo a polícia, os acusados identificados como Alex dos Santos Silva, o Lequinho, Rizovaldo Hora Costa e Adriano Silva Nunes integram uma quadrilha de traficantes que atua na localidade de Rocinha Divinéia, no IAPI.
A polícia ainda investiga a participação de uma mulher que seria responsável por aliciar jovens para o tráfico de drogas. Ela foi citada nos depoimentos à polícia e também por telefonemas do disk-denúncia.
Ao todo, oito pessoas prestaram depoimento neste terça sobre o caso, entre eles a avó de Adriano. O pai de Lequinho, o traficante Valfredo Miranda e Silva, 46 anos, preso após ser descoberto um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas e assalto também prestou depoimento sobre o caso.
Apesar da polícia não considerar que Valfredo tenha envolvimento com o crime, ele foi levado para 4ª Delegacia, em São Caetano, e em seguida conduzido para a Penitenciária Lemos Brito. Ele deve ficar preso por seis anos.
Segundo informou a polícia, o outro acusado, Adriano, é irmão do traficante Tadeu Silva Nunes, um dos três homens acusados de matar o policial federal Leonardo Maia Fonseca, 30 anos, morto quando entregava uma intimação na Rocinha Divinéia. Tadeu e outros quatro traficantes foram mortos em uma troca de tiros.
O delegado Omar Andrade Leal não descarta a hipótese das jovens terem sido mortas depois que os bandidos descobriram que uma delas era filha de um policial.
O delegado acredita que as jovens conheceram os criminosos em sites de relacionamento, mas nega que uma mulher teria intermediado o contato, como se especulou. Familiares das vítimas prestaram depoimento na segunda-feira (22).
Encontro
De acordo com os investigadores, as adolescentes chegaram a uma praça na rua Nova Divineia à procura de três rapazes. Elas não os encontrou e pediram água em uma casa. Em seguida, as meninas retornaram à praça, encontraram os rapazes e passaram a beber com eles. Depois, seguiram para a Rocinha, onde teriam sido estupradas antes de mortas.
Fonte: Correio
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Quem pode justificar tamanha monstruosidade? Você vai ficar calada? Você vai ficar calado?
Rodrigo Meneses | Grupo A TARDE*
O delegado Omar Andrade, titular da 4ª CP, em São Caetano, onde são investigados os assassinatos de Janaína Cristina Brito Conceição, 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, 13 anos, mortas decapitadas, disse, nesta segunda-feira, 22, que já tem os nomes dos possíveis autores do crime.
Policiais saíram duas vezes em diligência em buscas dos suspeitos. A primeira foi no final desta manhã e não teve sucesso. Por volta das 15 horas, os policiais voltaram a sair. Eles buscam os criminosos no bairro de IAPI, onde as garotas foram vistas pela última vez na quinta, 18, no final da tarde, antes de serem sequestradas.
Depoimentos - Enquanto agentes fazem buscas nas ruas, o delegado Omar Andrade ouve os familiares das vítimas. Nesta manhã, ele acompanhou o depoimento de Maria das Graças Fernandes, Cosme Raimundo Paranhos, e Flávia Alves, avó, avô e mãe de Gabriela, respectivamente. Nesta tarde, o pai de Janaína, o sargente do Corpo de Bombeiros Ezardival Rubens Bassalo é ouvido.
Investigações - O delegado disse que o dono do chip de onde partiu a ligação dos sequestrados para a família das vítimas, Cleiton Alcântara de Jesus, 25 anos, não é considerado suspeito de participação no crime. Omar Andrade explicou que ele apresentou a ocorrência que ele registrou há um ano quando perdeu o chip. Após prestar esclarecimentos neste sábado, 20, Cleiton foi liberado.
A polícia também já localizou o carro utilizado pelos criminosos. De acordo com o delegado, o veículo foi roubado no dia 16 no Iapi e estava com placa clonada. O automóvel apresenta manchas de sangue.
O caso - Janaína e Gabriela foram sequestradas e mortas após supostamente fugirem de casa na tarde de quinta, 18. De acordo com familiares, Janaína deixou um bilhete avisando que estaria bem e manteve contato com parentes no mesmo dia da suposta fuga.
Mas na sexta pela noite, bandidos ligaram para a família da menina informando do sequestro e pedindo R$ 50 mil de resgate, além de duas armas. Janaína chegou a falar com o pai e confirmar a situação.
A polícia rastreou o celular utilizado para ameaçar a família e chegou ao local onde os corpos foram encontrados.
*Com redação de Paula Pitta | A TARDE On Line
O delegado Omar Andrade, titular da 4ª CP, em São Caetano, onde são investigados os assassinatos de Janaína Cristina Brito Conceição, 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, 13 anos, mortas decapitadas, disse, nesta segunda-feira, 22, que já tem os nomes dos possíveis autores do crime.
Policiais saíram duas vezes em diligência em buscas dos suspeitos. A primeira foi no final desta manhã e não teve sucesso. Por volta das 15 horas, os policiais voltaram a sair. Eles buscam os criminosos no bairro de IAPI, onde as garotas foram vistas pela última vez na quinta, 18, no final da tarde, antes de serem sequestradas.
Depoimentos - Enquanto agentes fazem buscas nas ruas, o delegado Omar Andrade ouve os familiares das vítimas. Nesta manhã, ele acompanhou o depoimento de Maria das Graças Fernandes, Cosme Raimundo Paranhos, e Flávia Alves, avó, avô e mãe de Gabriela, respectivamente. Nesta tarde, o pai de Janaína, o sargente do Corpo de Bombeiros Ezardival Rubens Bassalo é ouvido.
Investigações - O delegado disse que o dono do chip de onde partiu a ligação dos sequestrados para a família das vítimas, Cleiton Alcântara de Jesus, 25 anos, não é considerado suspeito de participação no crime. Omar Andrade explicou que ele apresentou a ocorrência que ele registrou há um ano quando perdeu o chip. Após prestar esclarecimentos neste sábado, 20, Cleiton foi liberado.
A polícia também já localizou o carro utilizado pelos criminosos. De acordo com o delegado, o veículo foi roubado no dia 16 no Iapi e estava com placa clonada. O automóvel apresenta manchas de sangue.
O caso - Janaína e Gabriela foram sequestradas e mortas após supostamente fugirem de casa na tarde de quinta, 18. De acordo com familiares, Janaína deixou um bilhete avisando que estaria bem e manteve contato com parentes no mesmo dia da suposta fuga.
Mas na sexta pela noite, bandidos ligaram para a família da menina informando do sequestro e pedindo R$ 50 mil de resgate, além de duas armas. Janaína chegou a falar com o pai e confirmar a situação.
A polícia rastreou o celular utilizado para ameaçar a família e chegou ao local onde os corpos foram encontrados.
*Com redação de Paula Pitta | A TARDE On Line
Salvador : Moradores do Nordeste de Amaralina protestam contra morte de Joel da Conceição Castro, de 10 anos.
Acompanhe o vídeo publicitário da Bahiatursa em que aparece o garoto Joel da Conceição Castro.

Moradores do Nordeste de Amaralina realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira, 22, por conta da morte de Joel da Conceição Castro, de 10 anos, em uma troca de tiros entre policiais e traficantes nesta madrugada no bairro.
O protesto começou nas imediações da rua Visconde de Itaboraí, deixando o trânsito complicado na Avenida Manoel Dias da Silva, sentido Rio Vermelho, e seguiu para a rua em frente à 28ª Delegacia de Polícia, que fica no bairro.
Aos gritos de "polícia é para ladrão, não para criança. Queremos justiça. Quem matou foi a polícia", populares mostraram a indignação com o crime. Pneus, pedaços de madeira e colchões foram queimados na avenida e, segundo a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), o trânsito foi desviado para a Rua Visconde de Itaboraí.
As investigações estão sendo feitas pela delegada titular da 28 CP (Nordeste de Amaralina), Jussara Souza. Nesta manhã, foram ouvidas várias testemunhas do crime, inclusive o pai da vítima, o mestre de capoeira Joel Castro, 43, conhecido no bairro como mestre Ninha.
A dona de casa Mirian Moreno Conceição, 38, mãe da criança é evangélica e buscava forças nas orações para encarar a cruel realidade. “A polícia chegou xingando as pessoas, procurando traficantes. Meu filho arrumava a cama para dormir, quando recebeu os tiros no rosto. O pai dele pediu para ele descer até a PM passar, mas já era tarde”, conta a mãe, emocionada, mostrando os colchões ensanguentados dentro do pequeno quarto de 4m².
De acordo com a delegada Jussara Souza, já foi realizada a perícia no local do crime e a polícia investiga as duas versões do fato. A primeira é dos PMs, de que houve troca de tiros com bandidos, e a segunda é dos pais da vítima e vizinhos que presenciaram o assassinato, de que o menino foi morto pelos policiais da viatura 9.1311. “A PM apresentou uma pistola calibre 380 na Derca e a perícia será feita aqui na 28ª. Vamos recolher as armas de todos os envolvidos nas diligências na viatura informada pelas testemunhas”, pontua a delegada.
Segundo moradores do local, que pediram para preservar a identidade, uma guarnição da 40ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar) teria chegado à rua atirando para todos os lados. “Os quatro policiais dispararam diversos tiros. O pai estava com a criança baleada no colo, pedindo socorro, e os policiais mandaram ele voltar, senão morreria também”, relata um dos vizinhos.
“Joel era um ótimo menino, bom aluno de capoeira e estava sendo preparado para se apresentar na Europa, mas eles destruíram mais um sonho”, lamenta Sílvio Santana, 38, o mestre de capoeira Falcão.
Morte - Joel da Conceição Castro, 10 anos, foi alvejado no rosto durante uma troca de tiros entre policiais e traficantes no Nordeste de Amaralina por volta da meia-noite desta segunda-feira, 22. O garoto chegou a ser levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu duas horas depois.
Segundo um agente do posto policial instalado no HGE, o corpo do garoto encontra-se no Instituto Médico Ilegal (IML) para perícia. A investigação busca descobrir se o tiro que atingiu a criança partiu dos policiais ou dos traficantes.

Moradores do Nordeste de Amaralina realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira, 22, por conta da morte de Joel da Conceição Castro, de 10 anos, em uma troca de tiros entre policiais e traficantes nesta madrugada no bairro.
O protesto começou nas imediações da rua Visconde de Itaboraí, deixando o trânsito complicado na Avenida Manoel Dias da Silva, sentido Rio Vermelho, e seguiu para a rua em frente à 28ª Delegacia de Polícia, que fica no bairro.
Aos gritos de "polícia é para ladrão, não para criança. Queremos justiça. Quem matou foi a polícia", populares mostraram a indignação com o crime. Pneus, pedaços de madeira e colchões foram queimados na avenida e, segundo a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), o trânsito foi desviado para a Rua Visconde de Itaboraí.
As investigações estão sendo feitas pela delegada titular da 28 CP (Nordeste de Amaralina), Jussara Souza. Nesta manhã, foram ouvidas várias testemunhas do crime, inclusive o pai da vítima, o mestre de capoeira Joel Castro, 43, conhecido no bairro como mestre Ninha.
A dona de casa Mirian Moreno Conceição, 38, mãe da criança é evangélica e buscava forças nas orações para encarar a cruel realidade. “A polícia chegou xingando as pessoas, procurando traficantes. Meu filho arrumava a cama para dormir, quando recebeu os tiros no rosto. O pai dele pediu para ele descer até a PM passar, mas já era tarde”, conta a mãe, emocionada, mostrando os colchões ensanguentados dentro do pequeno quarto de 4m².
De acordo com a delegada Jussara Souza, já foi realizada a perícia no local do crime e a polícia investiga as duas versões do fato. A primeira é dos PMs, de que houve troca de tiros com bandidos, e a segunda é dos pais da vítima e vizinhos que presenciaram o assassinato, de que o menino foi morto pelos policiais da viatura 9.1311. “A PM apresentou uma pistola calibre 380 na Derca e a perícia será feita aqui na 28ª. Vamos recolher as armas de todos os envolvidos nas diligências na viatura informada pelas testemunhas”, pontua a delegada.
Segundo moradores do local, que pediram para preservar a identidade, uma guarnição da 40ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar) teria chegado à rua atirando para todos os lados. “Os quatro policiais dispararam diversos tiros. O pai estava com a criança baleada no colo, pedindo socorro, e os policiais mandaram ele voltar, senão morreria também”, relata um dos vizinhos.
“Joel era um ótimo menino, bom aluno de capoeira e estava sendo preparado para se apresentar na Europa, mas eles destruíram mais um sonho”, lamenta Sílvio Santana, 38, o mestre de capoeira Falcão.
Morte - Joel da Conceição Castro, 10 anos, foi alvejado no rosto durante uma troca de tiros entre policiais e traficantes no Nordeste de Amaralina por volta da meia-noite desta segunda-feira, 22. O garoto chegou a ser levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu duas horas depois.
Segundo um agente do posto policial instalado no HGE, o corpo do garoto encontra-se no Instituto Médico Ilegal (IML) para perícia. A investigação busca descobrir se o tiro que atingiu a criança partiu dos policiais ou dos traficantes.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Mais de 41.500 mulheres assassinadas em uma década.
Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres foram assassinadas no país, o que resultou numa média macabra de 10 brasileiras mortas por dia. O índice de 4,2 assassinadas por 100.000 habitantes coloca o Brasil acima do padrão internacional. Os dados constam do estudo “Mapa da Violência no Brasil 2010″, feito pelo Instituto Sangari, uma organização educacional, com base em dados do Sistema Único de Saúde.
Algumas cidades, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Rio de Janeiro, tem índices de assassinato de mulheres perto dos mais altos do mundo (África do Sul e Colômbia). Entre os estados, a pior colocação no ranking nacional é a do Espírito Santo, com 10,3 assassinatos por 100 mil habitantes.
Ao analisar o assunto no Núcleo de Estudo da Violência da Universidade de São Paulo (USP), a pesquisadora Wânia Izumino constatou que os assassinos costumam ser maridos ou ex-maridos, namorados ou companheiros inconformados em perder o poder sobre uma relação que acreditavam controlar. Na maioria das vezes, a mulher recusa sexo ou insiste na separação. Motivos fúteis são a causa de aproximadamente 50% dos crimes.
Importante instrumento no combate à violência, o 180, telefone da Central de Atendimento à Mulher, recebeu, nos primeiros cinco meses de 2010, 95% a mais de denúncias em relação ao ano passado. A informação é da Secretaria de Políticas para a Mulher, do governo federal. Conforme a secretaria, das mais de 50.000 mulheres que denunciaram agressões, a maioria é negra, casada, tem entre 20 e 45 anos e nível médio de escolaridade. O perfil do agressor é de um homem negro, com idade entre 20 e 55 anos e nível médio de escolaridade.
A secretaria acredita que uma das causas do aumento da procura pelo 180 é a maior divulgação da lei Maria da Penha.
http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?p=18609
Algumas cidades, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Rio de Janeiro, tem índices de assassinato de mulheres perto dos mais altos do mundo (África do Sul e Colômbia). Entre os estados, a pior colocação no ranking nacional é a do Espírito Santo, com 10,3 assassinatos por 100 mil habitantes.
Ao analisar o assunto no Núcleo de Estudo da Violência da Universidade de São Paulo (USP), a pesquisadora Wânia Izumino constatou que os assassinos costumam ser maridos ou ex-maridos, namorados ou companheiros inconformados em perder o poder sobre uma relação que acreditavam controlar. Na maioria das vezes, a mulher recusa sexo ou insiste na separação. Motivos fúteis são a causa de aproximadamente 50% dos crimes.
Importante instrumento no combate à violência, o 180, telefone da Central de Atendimento à Mulher, recebeu, nos primeiros cinco meses de 2010, 95% a mais de denúncias em relação ao ano passado. A informação é da Secretaria de Políticas para a Mulher, do governo federal. Conforme a secretaria, das mais de 50.000 mulheres que denunciaram agressões, a maioria é negra, casada, tem entre 20 e 45 anos e nível médio de escolaridade. O perfil do agressor é de um homem negro, com idade entre 20 e 55 anos e nível médio de escolaridade.
A secretaria acredita que uma das causas do aumento da procura pelo 180 é a maior divulgação da lei Maria da Penha.
http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?p=18609
domingo, 18 de julho de 2010
Mais 3 mulheres assassinadas ontem em Salvador, Bahia.
Três mulheres foram mortas em Salvador até o meio da tarde deste sábado. Duas delas, Vanessa Nascimento dos Santos, 17 anos, e Antonia Maria Mota, 59 anos, foram vitimas de crimes por arma branca - uma na Estrada Velha do Aeroporto e a outra no Nordeste de Amaralina (respectivamente, periferia e orla da capital baiana).
O autor do crime contra a adolescente Vanessa, Valdinei Medeiros de Jesus, 25, foi autuado em flagrante. A ocorrência registrada não deixa explícita a motivação do assassinato. Policiais investigam o caso.
No Nordeste de Amaralina, Manuel Ferreira de Souza foi assassinado junto com Antonia Maria, nas mesmas circunstâncias. A terceira vítima ainda não foi identificada. O corpo foi encontrado com sinais de espancamento no interior de um galpão, na Avenida San Martin, uma das principais vias de Salvador.
O autor do crime contra a adolescente Vanessa, Valdinei Medeiros de Jesus, 25, foi autuado em flagrante. A ocorrência registrada não deixa explícita a motivação do assassinato. Policiais investigam o caso.
No Nordeste de Amaralina, Manuel Ferreira de Souza foi assassinado junto com Antonia Maria, nas mesmas circunstâncias. A terceira vítima ainda não foi identificada. O corpo foi encontrado com sinais de espancamento no interior de um galpão, na Avenida San Martin, uma das principais vias de Salvador.
domingo, 11 de julho de 2010
Covardia: uma mulher é morta a cada duas horas no Brasil.
SÃO PAULO - Uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, deixando o país em 12 no ranking mundial de homicídios de mulheres. A maioria das vítimas é morta por parentes, maridos, namorados, ex-companheiros ou homens que foram rejeitados por elas. Segundo o Mapa da Violência 2010, do Instituto Sangari, 40% dessas mulheres têm entre 18 e 30 anos, a mesma faixa de idade de Eliza Samudio, 25 anos, que teria sido morta a mando do goleiro Bruno. Dados do Disque-Denúncia, do governo federal, mostram que a violência ocorre na frente dos filhos: 68% assistem às agressões e 15% sofrem violência com as mães, fisicamente, revela reportagem de Tatiana Farah na edição deste domingo do jornal O GLOBO.
Em dez anos (de 1997 a 2007), 41.532 meninas e adultas foram assassinadas, segundo o Mapa da Violência 2010, estudo dos homicídios feito com base nos dados do SUS. A média brasileira é de 3,9 mortes por 100 mil habitantes; e o estado mais violento para as mulheres é o Espírito Santo, com um índice de 10,3 mortes. No Rio, o 8 mais violento, a taxa é de 5,1 mortes. Em São Paulo - onde Eloá Pimentel, de 15 anos, foi morta em 2008 após ser feita refém pelo ex-namorado em Santo André, e que agora acompanha o desfecho do assassinato de Mercia Nakashima - a taxa é de 2,8.
O sociólogo Julio Jacobo Waselfisz, responsável pelo levantamento do Mapa da Violência, criou um ranking das cidades com maior incidência de homicídio feminino em relação à população de mulheres. Dezenove cidades têm incidência de assassinatos maior que o país mais violento do mundo para as mulheres, El Salvador, com 12,7 mortes por 100 mil habitantes. Em Alto Alegre (Roraima) e Silva Jardim (Rio), a taxa chega a ser 80% maior. Nos últimos cinco anos, o índice foi de 22 e 18,8 mortes, respectivamente.
Fonte:http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/07/10/uma-mulher-morta-cada-duas-horas-no-brasil-917119514.asp
Em dez anos (de 1997 a 2007), 41.532 meninas e adultas foram assassinadas, segundo o Mapa da Violência 2010, estudo dos homicídios feito com base nos dados do SUS. A média brasileira é de 3,9 mortes por 100 mil habitantes; e o estado mais violento para as mulheres é o Espírito Santo, com um índice de 10,3 mortes. No Rio, o 8 mais violento, a taxa é de 5,1 mortes. Em São Paulo - onde Eloá Pimentel, de 15 anos, foi morta em 2008 após ser feita refém pelo ex-namorado em Santo André, e que agora acompanha o desfecho do assassinato de Mercia Nakashima - a taxa é de 2,8.
O sociólogo Julio Jacobo Waselfisz, responsável pelo levantamento do Mapa da Violência, criou um ranking das cidades com maior incidência de homicídio feminino em relação à população de mulheres. Dezenove cidades têm incidência de assassinatos maior que o país mais violento do mundo para as mulheres, El Salvador, com 12,7 mortes por 100 mil habitantes. Em Alto Alegre (Roraima) e Silva Jardim (Rio), a taxa chega a ser 80% maior. Nos últimos cinco anos, o índice foi de 22 e 18,8 mortes, respectivamente.
Fonte:http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/07/10/uma-mulher-morta-cada-duas-horas-no-brasil-917119514.asp
domingo, 4 de julho de 2010
Dez mulheres são mortas por dia no Brasil, aponta estudo.
Em dez anos, dez mulheres foram assassinadas por dia no Brasil. Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio - índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes. Elas morrem em número e proporção bem mais baixos do que os homens (92% das vítimas), mas o nível de assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão internacional. O índice se mantém em patamares quase constantes nos últimos anos, apesar de registrar ligeira queda - era 4.022 em 2006 e baixou para 3.772 em 2007.
Os resultados são um apêndice, ainda inédito, do estudo Mapa da Violência no Brasil 2010, do Instituto Zangari, com base no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus). Os números mostram que as taxas de assassinatos femininos no Brasil são mais altas do que as da maioria dos países europeus, cujos índices não ultrapassam 0,5 caso por 100 mil habitantes, mas ficam abaixo de nações que lideram a lista, como África do Sul (25 por 100 mil habitantes) e Colômbia (7,8 por 100 mil).
Algumas cidades brasileiras, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Estado do Rio de Janeiro, registram índices de homicídio de mulheres perto dos mais altos do mundo. Em 50 municípios, os índices de homicídio são maiores que 10 por 100 mil habitantes. Em compensação, mais da metade das cidades brasileiras não registrou uma única mulher assassinada em cinco anos.
Outro contraste ocorre quando são comparados os Estados brasileiros. Espírito Santo, o primeiro lugar no ranking, tem índices de 10,3 assassinatos de mulheres por 100 mil habitantes. No Maranhão é de 1,9 por 100 mil. "Os resultados mostram que a concentração de homicídios no Brasil é heterogênea. Fica difícil encontrar um padrão que permita explicar as causas", afirma o pesquisador Julio Jacobo Wiaselfisz, autor do estudo.
São Paulo
São Paulo é o quinto Estado menos violento do Brasil, com índice de 2,8 por 100 mil habitantes. Mas a taxa é alta se comparada à de Estados norte-americanos, como Califórnia (1,2) e Texas (1,5). "Quanto mais machista a cultura local, maior tende a ser a violência contra a mulher", diz a psicóloga Paula Licursi Prates, doutoranda na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, onde estuda homens autores de violência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte:Estadão.
Os resultados são um apêndice, ainda inédito, do estudo Mapa da Violência no Brasil 2010, do Instituto Zangari, com base no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus). Os números mostram que as taxas de assassinatos femininos no Brasil são mais altas do que as da maioria dos países europeus, cujos índices não ultrapassam 0,5 caso por 100 mil habitantes, mas ficam abaixo de nações que lideram a lista, como África do Sul (25 por 100 mil habitantes) e Colômbia (7,8 por 100 mil).
Algumas cidades brasileiras, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Estado do Rio de Janeiro, registram índices de homicídio de mulheres perto dos mais altos do mundo. Em 50 municípios, os índices de homicídio são maiores que 10 por 100 mil habitantes. Em compensação, mais da metade das cidades brasileiras não registrou uma única mulher assassinada em cinco anos.
Outro contraste ocorre quando são comparados os Estados brasileiros. Espírito Santo, o primeiro lugar no ranking, tem índices de 10,3 assassinatos de mulheres por 100 mil habitantes. No Maranhão é de 1,9 por 100 mil. "Os resultados mostram que a concentração de homicídios no Brasil é heterogênea. Fica difícil encontrar um padrão que permita explicar as causas", afirma o pesquisador Julio Jacobo Wiaselfisz, autor do estudo.
São Paulo
São Paulo é o quinto Estado menos violento do Brasil, com índice de 2,8 por 100 mil habitantes. Mas a taxa é alta se comparada à de Estados norte-americanos, como Califórnia (1,2) e Texas (1,5). "Quanto mais machista a cultura local, maior tende a ser a violência contra a mulher", diz a psicóloga Paula Licursi Prates, doutoranda na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, onde estuda homens autores de violência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte:Estadão.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Vocês acreditam na versão da polícia? Foi assalto seguido de morte? A polícia tem direito de dar por encerrado este caso?Respondam!

Uma tentativa frustrada de assalto. Assim os acusados de assassinar o delegado Cleyton Leão, morto na manhã da última quarta-feira (26), na Estrada da Cascalheira, em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS), definiram o crime, que chocou a população baiana e ganhou destaque internacional.
Rinaldo Valença de Lima, de 26 anos, Edson Cordeiro, 29, e Magno de Menezes dos Santos, 26, foram presos menos de 24 horas após terem cometido o homicídio. Os acusados confessaram ter praticado uma série de roubos na região. O veículo do delegado seria o terceiro a ser tomado de assalto. O trio também afirmou que não sabia que a vítima era, na verdade, um policial.
De acordo com o depoimento, Ronaldo e Edson saíram do carro para fazer a abordagem, enquanto Magno permaneceu no veículo utilizado para fuga, um táxi roubado em Camaçari. Ao se aproximarem do automóvel do delegado, os bandidos ordenaram que ele saísse. Vendo que se tratava de um assalto, Clayton, que concedia uma entrevista a uma rádio local no momento do crime, tentou pegar sua arma. Assustado com a reação do delegado, Rinaldo fez três disparos. Dois atingiram o delegado e um a porta do veículo.
“Tudo o que eles declararam coincide exatamente com o que pudemos apurar até agora com referência à dinâmica do crime”, declarou o diretor do Departamento de Narcóticos, delegado Cleandro Pimenta, designado pelo secretário da Segurança Pública, César Nunes, para comandar as investigações sobre o caso.
A mulher do delegado, que também estava no veículo e assistiu a toda a ação, confirmou as informações dos três homens presos. Embora ainda não tenha sido ouvida oficialmente, por não ter condições psicológicas de prestar depoimento, algumas informações já haviam sido colhidas com ela, momentos depois do crime.
O trio ficará a disposição da Justiça e será indiciado por latrocínio, formação de quadrilha, roubo, porte ilegal de armas e tráfico de drogas, já que foi encontrada maconha com Edson.
Prisões
Após ouvirem testemunhas e seguirem pistas sobre o automóvel utilizado pelos bandidos para abordar o delegado, policiais da 18ª Delegacia (Camaçari), unidade na qual Cleyton Leão era lotado, chegaram ao paradeiro do autor dos disparos. Rinaldo foi preso em torno das 17h de ontem, escondido no bairro da Gleba E, em Camaçari. Efetuada a prisão, ele apontou a participação dos outros dois integrantes, sendo Edson preso nos arredores do mesmo bairro.
Com “Inha”, como Edson é conhecido, foram encontradas duas armas, um revolver calibre 38 e um revolver 357. Segundo ele, a 357 foi a arma utilizada na ação, o que só poderá ser confirmada após a realização de perícia nas armas.
O terceiro integrante da quadrilha se apresentou à polícia hoje (27), pela manhã. Magno compareceu, juntamente com seu advogado, à Coordenadoria de Ações Especiais (COE), onde foi ouvido antes de ser encaminhado à Secretaria da Segurança Pública.
Tribuna da Bahia
quinta-feira, 27 de maio de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Brasil se prepara para sediar o 12 º Congresso da ONU contra o crime.
Secretário Nacional de Justiça destaca a Importância do evento
O Centro de Convenções da Bahia passa por uma grande reforma para sediar, entre 12 e 19 de abril, o 12 º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Penal - o maior evento do planeta nessa área, que reunirá cerca de quatro mil pessoas na capital baiana.
A estrutura montada para o Congresso inclui um vasto material publicitário, todos os informativos sobre as avaliações nos dias nove e fazer um encontro para o sistema logístico de apoio aos participantes, além da contratação de profissionais no atendimento e orientações sobre Redes Hoteleiras.
Os preparativos vem sendo realizados desde abril do ano passado, quando foi confirmado o nome do Brasil para sediar o Congresso, durante a 18 ª Sessão da Comissão das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Penal ( "A Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Penal), em Viena, Áustria.
O Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, exibiu um vídeo institucional com imagens das atuações do Brasil e do Ministério da Justiça não combate ao crime organizado - avanços importantes e de destaque mundial. O vídeo foi assistido por Representantes de 110 Países.
Os temas que Deverão ser tratados durante o Congresso em Salvador também foram debatidos em visitas do secretário uma alguns Países, como o Canadá ea Costa Rica. Em Montreal, Romeu Tuma Júnior se reuniu com o ministro da Segurança Pública, Peter Van Loan, que se interessou pelas tecnologias de mapeamento da População Carcerária através do Sistema Integrado de Informação Penitenciária (InfoPen).
Tuma Júnior aproveitou para Detalhar iniciativas do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) em andamento na área prisional, como uma construção de Penitenciárias especiais para jovens entre 18 e 24 anos. O assunto já faz parte da agenda do 12 ˚ Congresso das Nações Unidas (ONU) sobre a Prevenção do Crime e Justiça Penal.
Na Costa Rica, O secretário Participou junto aos Governos da América Latina e Caribe de discussões sobre as Necessidades regionais para uma Implementação de Políticas Públicas mais Eficientes Contra a Violência ea Criminalidade, especialmente quando rompem fronteiras.
O tema é antigo, mas assumir um aspecto inovador Assustadoramente em decorrência da globalização, com atuações cada vez mais ousadas de quadrilhas No âmbito transnacional, em áreas como lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas e de drogas.
Igualmente São temas que constarão da agenda do 12 º Congresso, para uma consolidação de medidas mais Eficazes e modernas, mais adaptadas ao século XXI. Para o secretário, é importante identificar o que está eo que não está funcionando nenhum universo de normas e recomendações existentes.
"As fronteiras físicas Não podem servir de Trincheiras para uma impunidade. Ao contrário, Devem ser instrumento de Integração entre os cidadãos ".
Segundo Tuma Júnior, como vem enfatizando sempre em entrevistas e eventos sobre o combate ao crime transnacional ", é imprescindível o estrangulamento das atividades financeiras das Organizações Criminosas, por meio do rastreamento, bloqueio e confisco de bens".
O Centro de Convenções da Bahia passa por uma grande reforma para sediar, entre 12 e 19 de abril, o 12 º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Penal - o maior evento do planeta nessa área, que reunirá cerca de quatro mil pessoas na capital baiana.
A estrutura montada para o Congresso inclui um vasto material publicitário, todos os informativos sobre as avaliações nos dias nove e fazer um encontro para o sistema logístico de apoio aos participantes, além da contratação de profissionais no atendimento e orientações sobre Redes Hoteleiras.
Os preparativos vem sendo realizados desde abril do ano passado, quando foi confirmado o nome do Brasil para sediar o Congresso, durante a 18 ª Sessão da Comissão das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Penal ( "A Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Penal), em Viena, Áustria.
O Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, exibiu um vídeo institucional com imagens das atuações do Brasil e do Ministério da Justiça não combate ao crime organizado - avanços importantes e de destaque mundial. O vídeo foi assistido por Representantes de 110 Países.
Os temas que Deverão ser tratados durante o Congresso em Salvador também foram debatidos em visitas do secretário uma alguns Países, como o Canadá ea Costa Rica. Em Montreal, Romeu Tuma Júnior se reuniu com o ministro da Segurança Pública, Peter Van Loan, que se interessou pelas tecnologias de mapeamento da População Carcerária através do Sistema Integrado de Informação Penitenciária (InfoPen).
Tuma Júnior aproveitou para Detalhar iniciativas do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) em andamento na área prisional, como uma construção de Penitenciárias especiais para jovens entre 18 e 24 anos. O assunto já faz parte da agenda do 12 ˚ Congresso das Nações Unidas (ONU) sobre a Prevenção do Crime e Justiça Penal.
Na Costa Rica, O secretário Participou junto aos Governos da América Latina e Caribe de discussões sobre as Necessidades regionais para uma Implementação de Políticas Públicas mais Eficientes Contra a Violência ea Criminalidade, especialmente quando rompem fronteiras.
O tema é antigo, mas assumir um aspecto inovador Assustadoramente em decorrência da globalização, com atuações cada vez mais ousadas de quadrilhas No âmbito transnacional, em áreas como lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas e de drogas.
Igualmente São temas que constarão da agenda do 12 º Congresso, para uma consolidação de medidas mais Eficazes e modernas, mais adaptadas ao século XXI. Para o secretário, é importante identificar o que está eo que não está funcionando nenhum universo de normas e recomendações existentes.
"As fronteiras físicas Não podem servir de Trincheiras para uma impunidade. Ao contrário, Devem ser instrumento de Integração entre os cidadãos ".
Segundo Tuma Júnior, como vem enfatizando sempre em entrevistas e eventos sobre o combate ao crime transnacional ", é imprescindível o estrangulamento das atividades financeiras das Organizações Criminosas, por meio do rastreamento, bloqueio e confisco de bens".
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