terça-feira, 24 de maio de 2011

Morre Abdias do Nascimento, o "único negro brasileiro"







Abdias do Nascimento, pioneiro do movimento negro, é homenageado pelo presidente Lula

Claudio Leal


O único negro brasileiro, pois não. Abdias Nascimento surgia nas crônicas hiperbólicas de Nelson Rodrigues como um militante irredutível, capaz de esfregar "a cor na cara de todo o mundo", numa solitária consciência racial. "Não conte com o Brasil, não conte com o brasileiro", desaconselhou Nelson, ao vê-lo colher apoio para um movimento contra o apartheid na África do Sul, em 1968. "Somos não sei quantos milhões!", reagiu Abdias. Naquele tom de espírito de porco, mas comprometido com o incipiente movimento negro, o dramaturgo enunciou o óbvio ululante: "Abdias, só há um negro, que é você mesmo. Não milhões, você, Abdias, só você".

Abdias morreu nesta terça-feira (24/05), aos 97 anos, no Rio de Janeiro, sem jamais ter deixado de denunciar as perversões sociais da escravidão: "Há preconceito racial no Brasil", repetia até nas mais discretas oportunidades. Fundador do Teatro Experimental do Negro (TEN), em 1944, ele ajudou a constranger o racismo nos palcos brasileiros, tirando a temática negra das coxias, acompanhado por artistas como Ruth de Souza, Santa Rosa e Milton Gonçalves. O TEN encenou Eugene O'Neill (Todos os Filhos de Deus Têm Asas), Lúcio Cardoso (O Filho Pródigo) e Joaquim Ribeiro (Aruanda), além de editar o jornal Quilombo, o braço editorial que aprofundava o debate teórico sobre o negro brasileiro, com colaborações de etnólogos do nível de Guerreiro Ramos, Arthur Ramos e Édison Carneiro.

Era um extraordinário provocador. O Concurso de Artes Plásticas, com o tema do "Cristo Negro", atraiu as promessas de inferno da Igreja Católica. Nelson Rodrigues inspirou-se no amigo para escrever a peça "Anjo Negro", mas frustrou-se seu velho desejo, não conseguiu levá-lo a interpretar um dos protagonistas. A fixação do escritor vingou em "Perdoa-me por me traíres", na qual Abdias interpreta o deputado Jubileu de Almeida. Este nome pomposo veio de uma brincadeira onomástica do psicanalista Hélio Pellegrino; para o "Homero do Subúrbio", "jubileu" estava mais para o nome de um deputado. Se quer saber, o jubiloso parlamentar só eriçava a sua juba quando uma mulher o chamava de "reserva moral da Nação!".

Abdias não dispensou atropelos em outras personalidades essenciais para a valorização das contribuições do negro à cultura brasileira; talvez por vaidades arranhadas ou radicalismos infundados. Às vésperas da 2ª Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora (Ciad), realizada em 2006 na capital baiana, fui pautado pela brilhante repórter Cleidiana Ramos, editora do blog "Mundo Afro" do jornal A Tarde, para ouvi-lo sobre a homenagem que seria prestada a sua militância pioneira no Brasil.

Perto do fim da conversa, naquela altura em que entrevistado e entrevistador parecem exaustos do confessionário, saiu-me, por algum diabo, o nome de Pierre Verger (1902-1996), o fotógrafo e etnólogo francês radicado em Salvador, autor do clássico estudo "Fluxo e Refluxo do tráfico de escravos entre o golfo de Benin e a Bahia de Todos os Santos". Verger, Jorge Amado, Carybé e Dorival Caymmi integram o conselho de deuses da Roma Negra. "Era um canalha!", revidou Abdias, do outro lado da linha, como um personagem rodrigueano vocacional. "Era um canalha. Eu via como os negros se curvavam diante de Verger. Se os negros brasileiros tivessem vergonha na cara, escarravam na cara dele!", completou, à beira de cumprir a sugestão, num imaginário torneio de cuspe à distância.

O "único negro" exerceu por duas vezes o mandato de senador, sob a liderança política de Leonel Brizola, no PDT. Por sobreviver ao século 20, Abdias alcançou conquistas impensáveis na década de 40, ainda que nunca tenha admitido a existência da tão surrada democracia racial. Mas poderia comemorar as cotas para negros nas universidades, um teatro menos eurocêntrico, o triunfo de jogadores como Pelé e Didi, a criminalização do racismo, a liberdade de culto do Candomblé, a liderança de Nelson Mandela na África do Sul e a recente vitória de Barack Obama nos Estados Unidos.

"Acompanhei a luta dele (Obama), sofri com o que ele deve ter sofrido nessa campanha. Não foi uma coisa fácil. E o desassombro de ver um negro liderar no mundo. No Brasil, que tem essa fama toda de democrático, me lembro como fui esmagado quando fui senador", remoeu Abdias, em entrevista a Terra Magazine. Em março de 2011, numa cadeira de rodas e com sua bata africana, ele compareceu ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ansioso pelo primeiro discurso de Obama aos brasileiros. A ansiedade de quem ia à pré-estreia de uma peça sempre adiada pelo Teatro Experimental do Negro - e pelo Brasil.

sábado, 21 de maio de 2011

Irmã Dulce: exemplo de fé solidária ganhou o mundo.


O exemplo de solidariedade que marcou a vida de Irmã Dulce.
Foto do acervo OSID.


Por conta da sua solidariedade incondicional ao próximo, Irmã Dulce passou a ser conhecida como o Anjo Bom da Bahia. Hoje já não se pode colocar um limite regional a essa denominação, afinal o seu exemplo de vida em defesa dos pobres e doentes acabou ultrapassando as fronteiras brasileiras.

A sua elevação a beata da Igreja Católica, último estágio antes de alcançar a honra dos altares como santa, apenas vai confirmar o que já se aceita na América, Europa, Ásia e tantos outros lugares, onde a sua mensagem de que a prática do bem pode fazer o impossível consola consciências, mas também salva muitas vidas.

Seja em Treviglio, Itália, uma cidade que adotou a causa da sua canonização, ou em Fortaleza, Ceará, há gente seduzida por essa religiosa que fez da fé o combustível para uma revolução via o amor ao seu semelhante marcado por qualquer tipo de sofrimento.

A capacidade que Irmã Dulce teve de fazer o bem continua seduzindo gente de culturas diferentes. É este o aspecto da sua trajetória abordado neste especial com base no relato de pessoas de outros estados e países que foram tocadas pela história da religiosa.

A formação desse exército do bem para continuar a sua batalha contra as desigualdades é apenas uma das muitas vitórias da mulher que tinha apenas 1,48 m de altura e pouco fôlego orgânico devido a uma insuficiência respiratória, mas era dona da força dos gigantes.

O corpo franzino era movido por uma vontade de ferro. São vários os relatos de quem testemunhou Irmã Dulce percorrendo, durante o dia, as ruas da cidade em busca de donativos para os seus doentes e crianças abandonadas.

Insultos ou má vontade não eram obstáculos para ela. Humilde ou apelando para o humor, conseguia convencer os mais resistentes. À noite ainda tinha forças para percorrer a enfermaria do Hospital Santo Antônio e conferir se alguém estava precisando de troca de soro ou medicação. O encontro entre fé e ação a levou a construir uma obra que se tornou referência.

Santa Moderna - Este perfil de Irmã Dulce é o dos santos modernos que a Igreja tanto buscou durante o pontificado de João Paulo II, também declarado beato no último dia 1º. Um dos papas mais carismáticos da Igreja, ele dizia que era preciso buscar modelos em locais além da Europa e que falassem mais forte ao coração dos homens e mulheres de agora, ou seja, apostar na diversidade geográfica e nos modos de vivência da fé católica.

Para João Paulo II, Irmã Dulce era uma séria candidata a santa moderna, e os sinais já apareciam em sua trajetória rotineira. Não foi à toa que, nas duas vezes que veio à Bahia, ele fez questão de visitá-la. Assim como João Paulo II, pessoas de várias partes do mundo reconhecem os milagres em defesa da vida que seu exemplo pode produzir.

Cleidiana Ramos/A Tarde on line.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Em São Paulo o pai é o agressor mais comum.


Vinicius Konchinski | Agência Brasil

Uma pesquisa realizada no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade de São Paulo (USP) revela que o combate e a prevenção de abusos sexuais a crianças precisam ser feitos, principalmente, dentro de casa. Segundo o estudo, quatro de cada dez crianças vítimas de abuso sexual foram agredidas pelo próprio pai e três, pelo padrasto.

Os resultados foram obtidos após a análise de 205 casos de abusos a crianças ocorridos de 2005 a 2009. As vítimas dessas agressões receberam acompanhamento psicológico no HC e tiveram seu perfil analisado pelo Programa de Psiquiatria e Psicologia Forense (Nufor) do hospital.

Segundo Antonio de Pádua Serafim, psicólogo e coordenador da pesquisa sobre as agressões, em 88% dos casos de abuso infantil, o agressor faz parte do círculo de convivência da criança.

O pai (38% dos casos) é o agressor mais comum, seguido do padrasto (29%). O tio (15%) é o terceiro agressor mais comum, antes de algum primo (6%). Os vizinhos são 9% dos agressores e os desconhecidos são a minoria, representando 3% dos casos.

“É gritante o fato de o pai ser o maior agressor. Ele é justamente quem deveria proteger”, afirmou Serafim, sobre os dados da pesquisa, que ainda serão publicados na Revista de Psiquiatria Clínica da Faculdade de Medicina da USP. “As crianças são vítimas dentro de casa.”

A pesquisa coordenada pelo psicólogo mostra também que 63,4% das vítimas de abuso são meninas. Na maioria dos casos, a criança abusada, independentemente do sexo, tem menos de 10 anos de idade.

Para Serafim, até pela pouca idade das vítimas, o monitoramento das mães é fundamental para prevenção dos abusos. Muitas crianças agredidas não denunciam os agressores.

Elas, porém, dão sinais de abusos em seu comportamento, segundo Serafim. Por isso, as mães devem estar atentas às mudanças de humor das crianças. “Uma mudança brusca é a maior sinalização de abuso”, disse.

RJ: Mais uma tragédia na Escola de Realengo.

Um homem de 35 anos, armado com uma pistola calibre 380, foi preso, ontem, após entrar na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio, e ameaçar uma das alunas, sua ex-namorada, e o namorado dela, que não estuda na escola.

Policiais militares detiveram o criminoso numa rua próxima à escola, após ele tentar escapar. O motivo da ameaça seria o fim do relacionamento entre o acusado, cujo nome a Polícia Civil não quis informar, e a adolescente. O flagrante foi registrado na 33ª Delegacia, do Realengo.

A Escola Municipal Tasso da Silveira é mesma que serviu de palco para o massacre do dia 7 de abril deste ano, quando Wellington Menezes de Oliveira, ex-aluno da escola, armado com dois revólveres, matou 12 adolescentes e feriu outros 12. Depois de ser atingido por um policial, que entrou na escola para defender as vítimas, o atirador se matou.

17º Grito da Terra Brasil: trabalhadores rurais pedem mudança no Código Florestal.


Brasília – Cerca de 5 mil trabalhadores rurais fizeram uma manifestação hoje (18) em frente ao Congresso Nacional durante o segundo dia de mobilização do 17º Grito da Terra Brasil, organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Os manifestantes pedem mudanças no Código Florestal. A Contag reivindica tratamento diferenciado entre o pequeno agricultor e o grande produtor. “É inadimissível tratar igual quem tem 2 mil hectares de terra e quem tem dez hectares”, defendeu a vice-presidenta da Contag, Alessandra Lana.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondônia, Lázaro Aparecido, alguns pontos do Código Florestal inviabilizam a agricultura familiar. “Na Amazônia Legal deve ser preservado 80% da área. Para quem tem 20 hectares só sobram quatro [para plantar]. Assim não há condições de trabalhar”, disse Aparecido.

Nesse momento, representantes da Contag estão no Palácio do Planalto para uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff.

A manifestação dos trabalhadores rurais continua em frente ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Caetité e Guanambi dizem não ao urânio de propriedade da Marinha.


Moradores de Caetité, que fica a 624Km de Salvador, impediram a entrada de nove carretas carregadas de urânio na cidade na noite de domingo,15. Os moradores, que acreditavam que os caminhões transportavam lixo radioativo, permaneram em protesto até a manhã de segunda-feira, 16, quando a carga seguiu para a sede do 17º Batalhão de Polícia Militar (PM), em Guanambi.

Representantes da empresa Indústrias Nucleares do Brasil (INB) anunciaram que as carretas carregam concentrado de urânio de propriedade da Marinha e explica que o material deveria seguir para Maniaçu, região rural de Caetité, onde funciona a unidade de mineração e beneficiamento de urânio da INB e não para a cidade de Guanambi.

O prefeito de Guanambi, Charles Fernandes, já declarou que não aceita a permanência do urânio na cidade, e que tomará todas as providências para que a carga deixe o local.

Agora nós queremos saber a sua opinião, você acredita que os moradores de Caetité estão certos em não aceitar a carga de urânio na cidade? Que solução poderia ser adotada para o impasse entre as duas cidades e a INB?

Distrito Federal é o segundo no ranking de casos de pedofilia.


O Distrito Federal é a segunda unidade da Federação no ranking de pedofilia. O número foi divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Movimento Brasília Contra Pedofilia, durante audiência pública realizada pela Câmara Legislativa sobre o assunto. O DF perde apenas para o Rio Grande do Norte quando o assunto é exploração sexual de crianças e adolescentes.


Requerida pelos deputados Dr. Michel e Eliana Pedrosa, a audiência revelou que quatro cidades respondem por 45% das denúncias feitas ao Disk 100, da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos: Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e Planaltina. O presidente do Movimento, Rodrigo Delmasso, informou que o orçamento do GDF deste ano para campanhas junto à comunidade é de R$ 782 mil, menor que os R$ 856 mil de 2010.


Um dos casos lembrados pela deputada foi a dos policiais militares que aliciaram menores em um posto policial de Samambaia. Eliana lembrou o episódio e cobrou informações sobre as investigações. “O Estado precisa dar o exemplo. Se os policiais saírem impunes desta denúncia, como poderá combater esta covardia contra nossas crianças?” questionou.


O delegado da Polícia Federal Marcelo Bórsio, da Divisão de Direitos Humanos do Grupo Especial de Combate aos Crimes de Ódios e Pornografia Infantil, disse que o assunto deve ser discutido por toda sociedade e cobrou ações enérgicas do Estado para conter as investidas dos oportunistas. “O Poder Público precisa fiscalizar de Lan House até grandes provedores. Isso ajudaria muito no combate à pedofilia. Todi Moreno, subsecretário da Justiça e Cidadania, informou que até julho o governo lançará a campanhaBrasília sem Pedofilia.

Apesar de o assunto ser de grande relevância para a sociedade, Secretarias importantes como Saúde, Criança e Desenvolvimento Social não mandaram representantes. No entanto, para que todo o Governo do Distrito Federal tome conhecimento do que foi debatido, a CLDF enviará documento para os órgãos do DF com sugestões para se melhorar o combate à pedofilia.

Brasil é o quarto no ranking da pedofilia, diz PF.


Reuters/Brasil Online

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial de consumo de material de pedofilia, disse o chefe da Divisão de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que nesta quarta-feira deflagrou uma operação para combater a pornografia infantil na Internet.

A operação "Carrossel 2" aconteceu em 17 Estados e no Distrito Federal e mobilizou 650 policiais federais para efetuar 113 mandatos de busca e apreensão em todo o país. Porém, ninguém foi preso.

"Nas nossas pesquisas, o Brasil encontra-se em quarto lugar no consumo de pedofilia", disse Adaílton Martins durante uma coletiva de imprensa. "Em primeiro está a Alemanha."

A investigação que resultou na operação Carrossel 2 contou com apoio da Interpol no Brasil. Cada equipe de policiais contou com um perito criminal especialista em informática para fazer uma análise inicial de computadores ainda nos locais das buscas.

A primeira fase da Operação Carrossel foi deflagrada em dezembro do ano passado. Na ocasião foram cumpridos 102 mandados de busca e apreensão e houve três prisões em flagrante, informou a PF.

As investigações na primeira fase identificaram aproximadamente 200 pedófilos em mais de 70 países, e a PF e a Interpol têm mantido contato com as autoridades policiais desses países para ajudar na prisão de criminosos.

A segunda fase da operação foi executada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná, Paraíba, Goiás, Rio Grande do Norte, Pará, Bahia, Ceará e Sergipe.

De acordo com Martins, do total de 113 mandados de prisão realizados, 50 foram efetuados em São Paulo nesta quarta-feira. Santa Catarina e Paraná vieram em seguida, com 8 mandados cada um.

Além disso, simultaneamente à Carrossel 2, foram realizadas ações contra a pedofilia nesta quarta-feira em Israel, República Tcheca, Japão, Senegal e Portugal.

DEMORA NO CONGRESSO

O material apreendido no cumprimento dos mandados será analisado por peritos para comprovação de crime, informou a PF em comunicado. Segundo a PF, a legislação brasileira prevê pena de até seis anos de prisão e multa para esse tipo de delito.

Adaílton Martins e o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga crimes de pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), criticaram a lentidão da votação do projeto de lei que criminaliza a posse desse tipo de material e lamentaram que ninguém foi preso na operação.

"Nós temos um problema de legislação", disse Malta. "Na Operação Carrossel 1 a Justiça vai pagar o mico de devolver computador de pedófilo", criticou o senador.

Ao efetuar os mandados, a polícia "chegou lá, fez a busca, encontrou material mas não tem como prender", disse Martins.

No Brasil, explicou ele, somente pode-se prender um acusado de pedofilia quando o suspeito é pego em flagrante enviando ou recebendo o material pornográfico. O projeto de lei criado na CPI da Pedofilia já foi aprovado no Senado mas está parado na Câmara.

Segundo Martins, a Polícia Federal desenvolveu um software que identifica o IP de qualquer computador na Internet que esteja enviando material pedófilo e, com ajuda das empresas de telefonia, identifica quem é o dono da máquina.

"O problema é que as companhias demoram para fornecer os dados", afirmou Martins.

(Reportagem de Ana Paula Paiva)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Aproveite a chance para inscrever-se no Curso para Cuidadores de Idosos da Fundação Jaqueira.


Como se trata de inscrição presencial e de caráter promocional, comunicamos que será realizada exclusivamente na Rua Chile, Ed. Bráulio Xavier, sala 905, Unibero. A partir de amanhã, as 9h. O valor será R$60,00 (sessenta reais) e as vagas serão limitadas. Abaixo o detalhamento.


Os candidatos deverão apresentar os seguintes documentos:

1.Cópia da identidade;

2.Cópia do CPF;

3.Comprovante de residência;

4.Comprovante escolaridade de segundo grau.

5.Os portadores de nível superior tem que comprovar também a escolaridade.

6.Antecedentes criminais em data válida.

7.Duas fotos 3 X 4.

8.Todos os documentos deverão ser entregues juntos no primeiro dia de aula.

9. A inscrição deverá ser feita na Rua Chile, Ed. Bráulio Xavier, sala 905, Unibero. Local exclusivamente para inscrições.

10. Valor do curso deverá ser pago em única parcela.

11. As pessoas inscritas deixarão no local os números de seus telefones fixos e celulares e endereço. A Fundação Jaqueira entrará em contato.

12. Lembramos que os inscritos deverão comparecer as aulas e demonstrar capacidade para atuarem na área. A Fundação Jaqueira é uma instituição séria e de alta credibilidade. E pretendemos qualificar pessoas de alto nível para este segmento.

PARTICIPE E INVISTA EM SEU FUTURO.
MAIORES INFORMAÇÕES PELO CELULAR 71 9175 6717

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sadoc, selvagens, tiranos.

Monumento à religiosidade e à fé. Exemplo insuperável para todos aqueles que creem.

Recentemente tive o privilégio de almoçar num restaurante natural, Rua Sargento Astrolábio. Quem foi o sargento? Não sei. Alarido dentro e na porta do restaurante. Pessoas pedindo bênçãos, ouvindo palavras de conforto. Nas minhas referências na vida religiosa Gaspar Sadoc é a natividade.

A seu respeito contam histórias e estórias. O Monsenhor era pároco da Igreja São Judas Tadeu, construída graças à sua obstinação e coragem. Muitos anos ali permaneceu. Por alguma razão, ajudou a eleger o Deputado Estadual, Cristovão Ferreira, pai. Boa gente, alma caridosa, muito piedoso. Os mais fracos e humildes sabiam onde bater e pedir. Proprietário da Empresa de Transportes Ypiranga, farto nas doações, poderosos de plantão da época ficaram “p” da vida.

Resolveram transferir o intimorato Sadoc para a Igreja da Vitória. Dom Eugênio, administrador apostólico, atendendo aos apelos, autoritários consumou a transferência. Imaginem, Padre, negro vindo de um templo num bairro popular, para a aristocrática Vitória, reduto de brancos, arianos, habitantes desse quadrilátero de muros baixos. A cidade da Bahia ainda ostenta a conduta e quanto a isso mudou pouco.

Diz a lenda, Sadoc talvez nem goste do causo. O amigo saudoso Walter Salles contava. Muita graça e humor.

Convidado, o maior orador sacro vivo do Brasil, foi ao púlpito no Te Deum na Catedral, em face ao Sesquicentenário. Todas as autoridades nomeadas, poucas eleitas presentes, incluindo o autor do pedido a Dom Eugênio, responsável por modificar o local de trabalho do Sacerdote, protetor de Cristovão. Vai Sadoc, no núcleo da sua homília os fiéis empolgados! Diz o reverendíssimo e olhando firmemente para o autor da transferência. Não Dom Eugênio, o Prefeito de então: “Perguntaram, meus irmãos, a um antigo Rei de Roma qual a pior espécie de animal, ao que, compungidamente, meus irmãos, o monarca respondeu: “Depende. Se doméstico, o bajulador. Se selvagem, meus irmãos, o tirano”. A ortoridade sob o púlpito quase tem uma síncope e perguntava aos assessores: “Quem convidou? Quem convidou este preto? Vocês vão pagar dobrado”. Sadoc retira-se vitorioso. Nas pernas as polainas balançavam. Vai à sacristia, onde é delirantemente acolhido. Botou pra esbuguelar...

Alguns me acham ateu, agnóstico. Todos os dias rogo o privilégio da fé total. Não cheguei lá, ainda. Creio no PAI e nos meus protetores. Sem intermediários. Ligação direta. Eu e Eles, Eles e Eu. A caridade, estou convencido, é o CAMINHO, A VERDADE E A VIDA.

Monsenhor Sadoc não é jesuíta. Secular, samaritano convicto, humilde, pede desculpas pela beleza das suas orações. Considera-se, talvez, simples amanuense. Confuso, sim, é o comportamento dos fariseus. Estúpidos e omissos. Os jesuítas me ensinaram os caminhos do perdão, além das declinações. Identifico, ao menos os casos latinos.

Precariamente vou dos nominativos aos acusativos e ablativos. São seis casos. Sem pernosticismos: Conhecer latim não é ser latinista nem filólogo. Eu mesmo, erro na pontuação, quiçá concordâncias. O importante é transferir, comunicando, clareza nos sentimentos.

O latim é requintado, mas os jesuítas doutrinaram, não é um “bicho-papão”, claro, nem tão fácil como aprender a nadar na piscina ou andar de bicicleta. A propósito, ainda sabemos rezar?!!!

“Guardai-vos dos falsos profetas (os conheço bem). Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos as conhecerei”. Sermão da Montanha (Mateus, 7:15-20)

França Teixeira

A Bahia reza pela vida de Monsenhor Sadoc.


Paroquianos de Salvador sentem a falta do monsenhor Gaspar Sadoc da Natividade, que se afastou de suas atividades religiosas devido a problemas de saúde. O estado dele se agravou nesta quarta-feira, quando foi internado na UTI do Hospital Aliança. Mesmo aposentado, o religioso de 95 anos manteve suas funções espirituais, sempre ouvindo e aconselhando os paroquianos e inúmeros amigos e convidados.

Segundo informações prestadas pela Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Salvador, o padre foi hospitalizado com um quadro de infecção urinária, após ter sua saúde bastante abalada depois de ter sido submetido a uma cirurgia da coluna, no final do ano passado. Além disto, ainda sofreu uma fratura no fêmur devido a uma queda, quando se encontrava em período de recuperação.

O monsenhor foi pároco da Igreja Nossa Senhora da Vitória, no Largo da Vitória, por quase 40 anos, sendo que pelas leis eclesiásticas o seu afastamento (ou aposentadoria) de lá aconteceria quando o sacerdote completasse 75 anos, só que no caso de Gaspar Sadoc, a comunidade, devido ao seu carisma, não aceitou e manifestou-se junto à Arquidiocese - quando Dom Lucas era cardeal - para que fosse prolongado seu tempo na paróquia, somando-se então mais cinco anos de permanência, até completar 80 anos.

Em fevereiro de 1968, ele iniciou seus trabalhos na Igreja da Vitória, onde tornou-se Pároco Emérito e Vigário Paroquial. Nesta comunidade, o monsenhor fundou a Creche Escola Nossa Senhora da Vitória e o Centro Médico E Odontológico.

Gaspar Sadoc Nasceu em Santo Amaro da Purificação, em 20 de março de 1916. Desde pequeno admirava o trabalho dos padres, iniciando a vida religiosa ainda muito jovem. Com apenas 12 anos entrou para o seminário, no ano de 1929.

O monsenhor foi ordenado em 1941, e um ano depois tomou posse da sua primeira paróquia, que foi no bairro da Liberdade. Depois foi para a Igreja de São Judas Tadeu, na Baixa de Quintas, onde ajudou a construir o Santuário de São Judas Tadeu, permanecendo nesta paróquia durante 18 anos, e só depois foi para a Igreja da Vitória.

Para os católicos de Salvador, o pároco é considerado um líder espiritual, realizador de várias obras sociais, e, informalmente, sempre mereceu as reverências de um cardeal, pela sua inteligência, oratória e forma carismática de apresentar-se.

Aproximação com a comunidade.

Contam as pessoas mais antigas que, quando chegou na Igreja da Vitória, conseguiu aproximar muito a comunidade local, até refazer a união de muitos casais através do “Movimento Encontro de Casais com Cristo”.

Sempre disposto a ouvir os problemas dos que o procuravam, terminava os encontros com palavras de fé e de esperança, sem distinção de pessoas abastadas ou carentes. E dentro desta linha foi amigo e conselheiro espiritual do já falecido senador Antonio Carlos Magalhães e de toda sua família, inclusive no momento de grandes perdas para a família, como o da filha Ana Lúcia e do deputado Luis Eduardo.

Para o diretor-presidente da Tribuna, Walter Pinheiro, que conheceu o padre nos idos 1970, “ ele tornou-se líder espiritual de nossa família e de milhares de paroquianos da Vitória e de adjacências, uma das paróquias mais importantes da Arquidiocese. Através disto, suas ligações com a Tribuna se tornaram muito fortes, sendo ele nosso leitor privilegiado e difusor permanente dos nossos textos junto aos seus da diocese”.

Walter Pinheiro disse ainda sobre Sadoc que “sempre marcou em nós o poder por ele exercido, mesmo diante de poderosas autoridades, valendo-se para tal apenas da força dos seus conceitos sobre a vida, e de sua crença inabalável nas interseções da Virgem Maria, São Judas Tadeu, Jesus e Deus”.

As mensagens de monsenhor Sadoc sempre exerceram influências nos paroquianos “pela admiração que todos passaram a lhe devotar, como um dos maiores oradores sacros do país”, afirmou o diretor-presidente.

domingo, 15 de maio de 2011

16 de maio de 2001:a invasão da Faculdade de Direito da UFBA por policiais militares.Os que comandaram estão a serviço do atual Governo.



Tropa de Choque - Outra situação curiosa é o fato de o comandante-geral da Polícia Militar do governo Wagner ser o coronel Alfredo Castro. Em 16 de maio de 2001, ele, que era major, executou a ação do Batalhão de Choque – do qual era comandante – na Ufba e é flagrado, no documentário “Choque”, de Kau Rocha, agredindo um estudante. Procurada por A TARDE, a PM enviou nota na qual explica que “o então major Alfredo Castro e sua tropa cumpriram as determinações do planejamento da ação policial.”





Os braços marcados por queimaduras e o tímpano estourado que lhe oferece apenas 20% de audição no ouvido esquerdo são lembranças de Henrique Baltazar do 16 de maio de 2001. Ele e pelo menos outras 18 pessoas ficaram feridas quando policiais militares, à revelia da lei, invadiram o prédio da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e agrediram estudantes e professores que protestavam pela cassação do então senador Antonio Carlos Magalhães.

O episódio, que completa 10 anos nesta segunda-feira, 16, virou símbolo da “erosão de poder” do carlismo na Bahia – expressão cunhada pelo cientista político, Paulo Fábio Dantas. O processo judicial resultou em uma multa de R$ 65,15 aplicada ao coronel Walter Leite, comandante da operação.

Segundo Paulo Fábio, ACM já estava perdendo espaço político no País desde o início do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, mas, na Bahia, até então ele experimentava uma sensação de poder maior até que o poder efetivo que tinha. “Aquele momento foi quando até os simpatizantes de ACM tomaram conhecimento das denúncias contra ele”, disse.

Mas a queda do carlismo, selada antes mesmo da morte de ACM em 2007 e da eleição do petista Jaques Wagner ao governo do Estado em 2006, não significaram a inversão de uma polaridade vigente.

Ainda em 2001, as forças políticas na Bahia dividiam-se entre, de um lado, o grupo de Antonio Carlos – que exercia influência também em outras instituições, como o Judiciário e nos tribunais de contas – e, do outro, lideranças políticas “de esquerda”, capitaneadas pelo PT.

A geografia do poder no Estado se rearrumou de uma forma que hoje o vice-governador é Otto Alencar – o mesmo que, há dez anos, era vice-governador do também ex-carlista César Borges. “Cumpri meu ciclo no carlismo em 2004” disse, referindo-se à nomeação como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, indicado por ACM. “Considero um erro de César Borges ter atendido ao senador ao dar a ordem de impedir o direito de ir e vir de estudantes em pleno regime democrático”. Por meio de sua secretária, Borges mandou dizer que não iria comentar a invasão.

Tropa de Choque - Outra situação curiosa é o fato de o comandante-geral da Polícia Militar do governo Wagner ser o coronel Alfredo Castro. Em 16 de maio de 2001, ele, que era major, executou a ação do Batalhão de Choque – do qual era comandante – na Ufba e é flagrado, no documentário “Choque”, de Kau Rocha, agredindo um estudante. Procurada por A TARDE, a PM enviou nota na qual explica que “o então major Alfredo Castro e sua tropa cumpriram as determinações do planejamento da ação policial.”

Apenas o policial que comandou a invasão à Ufba, coronel Walter Leite, foi condenado pela Justiça Federal – não pelas agressões, mas apenas por crime de menor poder ofensivo: cerceamento do poder de ir e vir. O valor da multa que foi obrigado a pagar ele nem lembra direito. “Acho que foi de R$ 500”, disse. A TARDE apurou que a multa foi de R$ 65,15, segundo o capitão Marcelo Pitta, chefe da comunicação social da PM.

Agenda - Os dez anos da invasão à Ufba serão lembrados durante todo o dia, amanhã, na Faculdade de Direito, com mesas-redondas, exposição de fotos e lançamento de livro. Para o cientista político e professor-doutor da Faculdade de Ciências Sociais da Ufba, Paulo Fábio Dantas, o episódio é exemplo prático da diferença de conceitos entre violência e poder. “Os atos violentos daquele dia não revelam a consolidação do poder, mas uma manifestação de enfraquecimento dele”.

* Colaborou Patrícia França

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Contrate Cuidadores para Idosos através dos celulares 71 9619 6129 e 71 91756717

A Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos foi declarada de utilidade pública pela Assembléia Legislativa da Bahia pela Lei 11 032.

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Contrate Cuidadores para Idosos através dos celulares 71 9619 6129 e 71 91756717.

Represália talibã após morte de Bin Laden mata 88 no Paquistão.


Agus Morales.

Islamabad, 13 mai (EFE).- Pelo menos 88 pessoas, a maioria cadetes das forças de segurança do Paquistão, morreram nesta sexta-feira em um duplo ataque suicida executado no norte do país pelos talibãs em "vingança" pela morte de Osama bin Laden.

A Polícia garantiu à Agência Efe que 79 recrutas e nove civis morreram na ação realizada em frente à academia da guarda de fronteiras ('Frontier Corps', conhecida por FC) na localidade de Charsada, que fica a duas horas de carro de Islamabad.

Por causa da intensidade das explosões, ao menos 15 corpos ficaram carbonizados. Além dos mortos, 105 pessoas sofreram ferimentos, 25 delas com gravidade.

O duplo atentado ocorreu quando os recrutas deixavam o centro militar para entrar em um ônibus que os levaria às suas casas para alguns dias de descanso, após um período de treinamento no centro de formação.

Ao menos 15 destes ônibus sofreram danos por causa das potentes explosões, de acordo com uma das fontes da Polícia de Charsada.

O atentado foi assumido por um porta-voz do movimento talibã paquistanês (Tehrik-i-Taliban Pakistan, TTP), Ehsanulah Ehsan, quem em mensagem de texto enviada à imprensa afirmou que "a vingança pela (morte de) Osama continuará" na forma de ataques.

"Não envieis vossos filhos para alistarem-se nas forças de segurança paquistanesas", advertiu o porta-voz na mensagem, redigido em urdu.

Os FC, vestígio do Império britânico, são pensados para proteger o flanco ocidental do país e é formado basicamente por pashtuns, a mesma etnia das áreas tribais e da qual procedem também os talibãs.

Este é o primeiro grande ataque desde a morte de Bin Laden na cidade de Abbottabad, ao norte do país, no dia 2 de maio em uma operação dos EUA, embora naquele mesmo dia uma bomba detonada por controle remoto matou nove pessoas perto de uma mesquita, precisamente em Charsada.

Em comunicado de condenação, o primeiro-ministro, Yousuf Raza Gillani, criticou o desrespeito dos insurgentes "à vida e à religião" e a continuidade de "sua própria e vil agenda" política.

Gillani reiterou a vontade do Paquistão de lutar contra o terrorismo, em um momento em que a comunidade internacional colocou em dúvida a sinceridade dos esforços do país e o papel de seu Exército e seus serviços secretos (ISI).

A localidade na qual Bin Laden foi encontrado, Abbottabad, é uma cidade de tamanho médio e não muito distante de Islamabad, onde fica a sede de uma importante academia de formação militar, Kakul, e vivem inúmeros militares aposentados.

Apesar das suspeitas, Gillani se esforçou nos últimos dias em lembrar que foram os paquistaneses que pagaram o preço mais alto no cenário posterior aos atentados de 11 de setembro de 2001: 30 mil civis e outros 5 mil membros das forças de segurança morreram desde então nos ataques insurgentes e operações militares.

Neste ano, os talibãs atentaram em várias ocasiões contra as forças de segurança paquistanesas, com especial intensidade na província noroeste de Khyber-Pakhtunkhwa (KPK). Como exemplo citou a ação contra outro centro de recrutamento militar que matou 31 cadetes em Mardan, no mês de fevereiro.

O atentado desta sexta-feira é um duro golpe às forças de segurança paquistanesas, mas confirma que o Paquistão continua entre os principais alvos de atentados talibãs, da rede terrorista Al Qaeda e de grupos relacionados.

Tanto o ISI quanto o Exército admitiram desconhecer que os EUA planejavam a operação contra o líder da Al Qaeda, e estão fazendo esforços para demonstrar que forneceram informações relevantes à CIA (agência de inteligência americana) que serviram para ajudar a localizar o paradeiro de Bin Laden.

Uma das versões mais divulgadas é que a CIA pode ter atuado a partir das chamadas em árabe interceptadas e compartilhadas pelo ISI que serviram para puxar o fio da meada que levou até Bin Laden, afirmou a Efe uma fonte próxima aos círculos militares. Mas o pensamento não é unanimidade. EFE

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A IPA - INTERNATIONAL POLICE ASSOCIATION (Associação Internacional de Polícia) reune policiais do mundo.


A IPA - INTERNATIONAL POLICE ASSOCIATION (Associação Internacional de Polícia) é uma das mais interessantes e únicas organizações sociais do mundo. Esta organização fraternal é dedicada a "unir em serviço e amizade todos os membros, ativos ou aposentados, no trabalho de cumprimento da Lei ao redor do mundo". A IPA luta para elevar a imagem da Polícia em seus países membros, e para facilitar a cooperação internacional através de contatos amigáveis entre policiais de todos os continentes.
 
          Seu quadro de membros excede a 500 mil em 62 países e continua aumentando. O ingresso é aberto policial civis,estaduais,rodoviários e ferroviários e ferroviários federaise guardas-civis municipais  dedicado ao cumprimento da Lei, ativo ou aposentado, que preencha os requisitos exigidos pela Seção Nacional da IPA no Brasil. O acesso é oferecido sem considerações de hierarquia, raça, gênero, cor, religião ou opção política.
 
          A IPA foi constituída originalmente pelo Sargento Arthur Troop, da New Scotland Yard, na Inglaterra em 1950. Começou com o sonho de um homem de ter todos os policiais reunidos por intermédio da amizade. Isto é demonstrado pelo lema da Associação "Servo per Amikeco", que, em idioma esperanto, significa "Servir pela Amizade".
          A IPA cria uma oportunidade para intercâmbio e contatos em níveis local, regional e internacional. É uma grande organização para seus membros e suas famílias que desejem viajar para qualquer lugar do mundo.
 
       "Qualquer que seja o lugar do planeta, qualquer que seja a natureza da sociedade, a vida das pessoas é mais garantida e mais esperançosa, porque há policiais fiéis à sua profissão"

 Mércia Cocito  - Assessora de Imprensa  da Presidencia.







terça-feira, 10 de maio de 2011

Delfim Netto pede desculpas formais à classe das empregadas domésticas.

O Instituto Doméstica Legal, que representa 7,2 milhões de trabalhadores da categoria, obteve um pedido público de desculpas do ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto, registrado em cartório, pela declaração feita pelo economista na TV a respeito deste profissional. No dia 4 do mês passado, Delfim disse no programa "Canal Livre", da Rede Bandeirantes, que "quem teve este animal, teve; quem não teve nunca mais vai ter", em referência à empregada doméstica.
Delfim afirmou que "em momento algum desejou referir-se à classe das empregadas domésticas de maneira pejorativa". O economista argumentou, em seu pedido público de desculpas, registrado no 8.º Cartório Tabelião de Notas da capital paulista no início deste mês, que a frase pinçada do contexto distorce a ideia elaborada.
Segundo Delfim Netto, a intenção foi mostrar que no processo de ascensão social em curso na sociedade brasileira, a figura deste profissional tende a desaparecer. "É preciso entender em que sentido foi feito o comentário", disse o ex-ministro.
Em seu pedido de desculpas, Delfim justifica o emprego do termo "animal", usado pelo economista britânico John Maynard Keynes, criado durante a Grande Depressão, para descrever as motivações psicológicas de empresários, consumidores e investidores. "Os economistas (eu, inclusive) usam corriqueiramente a expressão 'fazer nascer o espírito animal dos empresários' como forma de despertá-los para oportunidades de investimento e não me lembro de nenhum empresário que tenha se declarado ofendido ou humilhado."
No fim do pedido oficial de desculpas à categoria, Delfim Netto considera o episódio uma "tempestade num copo d'água", que ocorreu em razão do uso de uma expressão infeliz, pelo qual ele se penitencia.

 







segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bahia é estado com mais pessoas em situação de miséria, diz governo.Segundo ministério, Bahia tem 2,4 milhões de extremamente pobres.


Segundo ministério, Bahia tem 2,4 milhões de extremamente pobres
03.05.2011 | Atualizado em 03.05.2011 - 18:50




A Bahia é o estado brasileiro com a maior concentração de pessoas em situação de extrema pobreza (2,4 milhões), de acordo com dados Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Nesta terça, o ministério informou que o Brasil tem 16,27 milhões.

Os três estados com mais pessoas em extrema pobreza estão no Nordeste - o segundo é o Maranhão (1,7 milhão) e o terceiro é o Ceará (1,5 millhão). O Pará, na região Norte, é o quarto (1,43 milhão). O quinto é Pernambuco (1,37 milhão) e, em sexto, está São Paulo (1,08 milhão).

As menores concentrações de pessoas em situação de miséria estão no Distrito Federal (46,58 mil), Roraima (73,35 mil), Amapá (82,92 mil) e Santa Catarina (102,67 mil).

Os dados form produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para subsidiar o programa "Brasil sem Miséria", que será lançado nas próximas semanas pela presidente Dilma Rousseff.

Regiões
A região Nordeste concentra a maior parte dos extremamente pobres - 9,61 milhões de pessoas ou 59,1%. Destes, a maior parcela (56,4%) vive no campo; 43,6% estão em áreas urbanas. A região Sudeste tem 2,72 milhões de brasileiros em situação de miséria, seguida por Norte, com 2,65 milhões, Sul (715,96 mil), e Centro-Oeste (557,44 mil).

Metodologia
Para demilitar os brasileiros que vivem em condição de extrema pobreza, o governo utilizou dados preliminares do Censo Demográfico de 2010. A linha de pobreza foi estabelecida em R$ 70 per capita considerando o rendimento nominal mensal domiciliar.

Desse modo, qualquer pessoa residente em domicílios com rendimento menor ou igual a esse valor é considerada extremamente pobre. Há, no entanto, integrantes de uma família que, apesar de não terem qualquer rendimento, não se encaixam na linha de extrema pobreza.

Para calcular as pessoas sem rendimento que, de fato, se incluem na linha de miséria, o IBGE realizou um recorte que considerou os seguintes critérios: residência sem banheiro ou com uso exclusivo; sem ligação de rede geral de esgoto ou pluvial e sem fossa séptica; em área urbana sem ligação à rede geral de distribuição de água; em área rural sem ligação à rede geral de distribuição de água e sem poço ou nascente na propriedade; sem energia elétrica; com pelo menos um morador de 15 anos ou mais de idade analfabeto; com pelo menos três moradores de até 14 anos de idade; com pelo menos um morador de 65 anos ou mais de idade.


POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE EXTREMA POBREZA POR ESTADO

Bahia - 2.407.990
Maranhão - 1.691.183
Ceará - 1.502.924
Pará - 1.432.188
Pernambuco - 1.377.569
São Paulo - 1.084.402
Minas Gerais - 909.660
Piauí - 665.732
Amazonas - 648.694
Alagoas - 633.650
Paraíba - 613.781
Rio de Janeiro - 586.585
Rio Grande do Norte - 405.812
Sergipe - 311.162
Rio Grande do Sul - 306.651
Paraná - 306.638
Goiás - 215.975
Mato Grosso - 174.783
Tocantins - 163.588
Espírito Santo - 144.885
Acre - 133.410
Rondônia - 121.290
Mato Grosso do Sul - 120.103
Santa Catarina - 102.672
Amapá - 82.924
Roraima - 76.358
Distrito Federal - 46.588
Total / Brasil - 16.267.197
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Oldack Miranda : Fundação Jaqueira completa dez anos lutando pelos direitos da mulher e dos idosos.

Fundação Jaqueira completa dez anos lutando pelos direitos da mulher e dos idosos
Blog Bahia de Fato.

Em julho, a Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos completou dez anos de atividade. Com sede em Salvador, a instituição é presidida pela jornalista e radialista Vera Mattos. É uma militante dos direitos humanos que vai além do discurso.

Além da indignação que sempre manifesta diante das violências cometidas contra as mulheres, a Fundação Jaqueira oferece cursos para Formação de Cuidadores de Idosos, orientando inclusive seus alunos para o mercado de trabalho. Uma nova profissão, muito demandada desde que a expectativa de vida dos brasileiros aumentou na última década, e tão importante quanto auxiliares de enfermagem, enfermeiros e médicos.

O site da Fundação jaqueira faz referência a vários parlamentares da Bahia vinculados à luta dos direitos humanos. Cita os deputados baianos Emiliano José (PT), Yulo Oiticica (PT) e Álvaro Gomes (PCdoB). Também elenca os endereços eletrônicos do PT, do PCdoB, da Presidência da República do Brasil, da Rede Nacional dos Direitos Humanos e da Tribuna da Bahia onde o editor do Bahia de Fato, Oldack Miranda, o jornalista e atual candidato a deputado federal pelo PT, Emiliano José (1331), e a dirigente da Fundação jaqueira Vera Mattos, começamos nossa trajetória do jornalismo baiano. A simpatia por Dilma Rousseff é clara.

Viajando pela Internet, fui bater às portas do site da Fundação Jaqueira. Lá encontrei um registro de 2005 sobre uma Moção de Aplauso da autoria do então deputado estadual Emiliano José (PT).

A Moção de Aplauso parabenizava a Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos por trazer a Salvador a exposição “Barroco Mineiro”, do fotógrafo mineiro Antônio Cançado de Araújo, que levou ao mundo a arte brasileira. Cançado de Araújo era membro do Conselho de Cidadãos Brasileiros na França, com sede na Embaixada do Brasil Em Paris.


Oldack Miranda

Aracaju terá curso da Fundação Jaqueira.Uma excelente oportunidade para qualificação profissional.




Um antigo desejo será finalmente realizado. A Fundação Jaqueira realizará curso de Qualificação Avançada para formação de Cuidadores de Idosos em Aracaju, Sergipe.
Necessitamos que as pessoas interessadas façam contato através do e-mail abaixo.


jaqueirasergipe@yahoo.com.br


Reserve já a sua vaga!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Maioria dos miseráveis do Brasil é jovem, negra e nordestina.

A maioria dos brasileiros que vivem em situação de extrema pobreza é negra ou parda, jovem e vive na Região Nordeste. É o que mostra um levantamento feito pelo governo federal, com base em dados preliminares do Censo Demográfico de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Com base nesses dados, o governo estipulou que famílias com renda igual ou inferior a R$ 70 por pessoa são consideradas extremamente pobres. O parâmetro será usado na elaboração do plano Brasil sem Miséria, a ser lançado em breve pelo governo federal.

Nessa situação de miséria encontram-se 16,2 milhões brasileiros, o equivalente a 8,5 % da população do país. Desse total, 70,8% são pardos ou pretos e 50,9% têm, no máximo, 19 anos de idade.

O mapa revela que 46,7% dos extremamente pobres vivem no campo, que responde por apenas 15,6% da população brasileira. De cada quatro moradores da zona rural, um encontra-se na miséria. As cidades, onde moram 84,4% da população total, concentram 53,3% dos miseráveis.

Nordeste

Na Região Nordeste estão quase 60% dos extremamente pobres (9,61 milhões de pessoas). Em seguida, vem o Sudeste, com 2,7 milhões. O Norte tem 2,65 milhões de miseráveis, enquanto o Sul registra 715 mil. O Centro-Oeste contabiliza 557 mil pessoas em situação de extrema pobreza.

Quanto ao sexo, a miséria atinge mulheres e homens da mesma forma: 50,5% contra 49,5% respectivamente. No entanto, na área urbana, a presença de mulheres que vivem em condições extremas de pobreza é maior, enquanto os homens são maioria no campo.

A análise dos dados revela também que, além da renda baixa, a parcela da população em extrema pobreza não tem acesso à serviços públicos, como água encanada, coleta de esgoto e energia elétrica. Estima-se, por exemplo, que mais de 300 mil casas não estão ligadas à rede de energia elétrica.

“Quanto menor é a renda das pessoas, maior é a proporção de pessoas que não têm acesso ao abastecimento de água potável. Quanto menor a renda, maior a proporção da população que não tem banheiro exclusivo no domicilio. Na área rural a situação é mais recorrente”, afirmou o presidente do IBGE, Eduardo Nunes.

Meta ousada

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, afirmou que o plano Brasil sem Miséria, que visa a acabar com a pobreza extrema no Brasil até 2014, será uma combinação de políticas de transferência de renda e de capacitação profissional com ampliação dos serviços ofertados pelo Estado.

“Não se trata de novos programas, mas um olhar para esse público. Não vamos fazer um chamamento, mas garantir que o Estado chegue a essa população”, disse a ministra, acrescentando que vários programas atuais serão mantidos, como o Bolsa Família.

O plano deve ser lançado em breve pela presidenta, Dilma Rousseff. Segundo a ministra, é possível erradicar a pobreza extrema nos próximos quatro anos. “É um esforço dos governos federal, estaduais e municipais. É uma força-tarefa”, disse. Tereza Campello explicou ainda que a renda familiar estipulada para definir a faixa de extrema pobreza será ajustada no decorrer dos anos.

Hoje, dos 16,2 milhões de extremamente pobres, 4,8 milhões de brasileiros não têm rendimento. O restante (11,4 milhões) tem renda que varia de R$ 1 a R$ 70.
Fonte: Agência Brasil

A grande maioria dos brasileiros em situação de miséria é parda ou negra, tanto na área rural quanto na área urbana.

Cerca de 16,2 milhões de brasileiros são extremamente pobres, o equivalente a 8,5% da população. A identificação de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza foi feita pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), a pedido do governo federal, para orientar o programa “Brasil sem Miséria”, que deverá ser lançado nas próximas semanas pela presidente Dilma Rousseff.
O objetivo do programa será garantir transferência de renda, acesso a serviços públicos e inclusão produtiva para resgatar brasileiros da miséria.

“Essa taxa [de 8,5% dos brasileiros em situação de miséria] indica que não estamos falando de uma taxa residual. A taxa de extrema pobreza atinge quase um brasileiro a cada dez”, afirmou o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, que participou da divulgação dos números, ao lado da ministra de Desenvolvimento e Combate à Fome, Tereza Campello.

A estimativa do IBGE foi feita a partir da linha de extrema pobreza definida pelo governo federal. Também anunciada nesta terça, a linha estipula como extremamente pobres as famílias cuja renda per capita seja de até R$ 70.

Esse parâmetro será usado para a elaboração das políticas sociais. De acordo com a ministra Tereza Campello, o valor definido é semelhante ao estipulado pelas Nações Unidas.

Para levantar o número de brasileiros em extrema pobreza, o IBGE levou em consideração, além do rendimento, outras condições como a existência de banheiros nas casas, acesso à rede de esgoto e água e também energia elétrica. O IBGE também avaliou se os integrantes da família são analfabetos ou idosos.

Dos 16,2 milhões em extrema pobreza, 4,8 milhões não têm nenhuma renda e 11,4 milhões têm rendimento per capita de R$ 1 a R$ 70.

De acordo com os dados, a miséria se concentra na zona rural. Embora apenas 15,6% da população brasileira residam em áreas rurais, entre as pessoas em situação de pobreza extrema elas representam quase metade – 46,7%, ou 7,59 milhões de um total de 16,27 milhões. Dos 29,83 milhões de brasileiros que moram no campo, um em cada quatro é extremamente pobre.

A grande maioria dos brasileiros em situação de miséria é parda ou negra, tanto na área rural quanto na área urbana. “Na área urbana, quanto maior é a renda da população maior é o contingente de população branca. Quanto menor a renda, maior a população parda e negra. O mesmo acontece na área rural, quanto menor a faixa de renda, maior a proporção de cor negra ou parda”, disse o presidente do IBGE.

O levantamento mostra ainda que, apesar de avanços recentes conquistados graças ao Bolsa Família, a região Nordeste ainda é a que mais sofre com a miséria. Das 16,27 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema no Brasil, mais da metade – 9,61 milhões – reside nos estados do Nordeste.

De acordo com Campello, os dados obtidos em parceria com o IBGE e com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) serão importantes para definir os detalhes do programa Brasil sem Miséria.

"Essas informações são fundamentais para que governo possa terminar o detalhamento para o plano que a gente vem construindo e pretendemos anunciar nas próximas semanas", disse.

Entre os eixos do programa Brasil sem Miséria estão ações de transferência de renda, garantia de acesso a serviços públicos, como educação e saúde e inclusão produtiva, ou seja, dar meios para que as pessoas em situação de pobreza consigam ter acesso a empregos e meios próprios de subsistência.

“A ideia é de que estamos fazendo um esforço extraordinário do governo federal, dos governos estaduais e dos municípios para erradicar a extrema pobreza. Não estamos falando de um plano que continuará, mas de uma força tarefa [para erradicar a pobreza em quatro anos]. O plano acaba em quatro anos”, disse a ministra.

Ela explicou que os programas sociais que beneficiam famílias pobres mas com renda superior a R$ 70 continuarão, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

“Continuaremos com as ações de transferência de renda e ações de saúde e educação na faixa dos R$ 70 a R$ 140. Mas quando você vê o grau de fragilidade para os que vivem abaixo dessa faixa, justifica que a gente tenha um olhar especial”, disse, explicando a escolha de dedicar o próximo programa do governo aos brasileiros que ganham menos de R$ 70.
Com agências

•Brasil tem 16,2 milhões de pessoas em extrema pobreza.

Na última década, a desigualdade no Brasil chegou ao nível mínimo já registrado no país, e a renda da metade mais pobre da população aumentou em ritmo 5,5 vezes mais rápido que a da minoria mais rica do país, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "Acho que essa década (anos 2000) pode ser chamada de década da redução da desigualdade; assim como os anos 90 foram chamados de década da estabilização", afirmou Marcelo Neri, da FGV.
A pobreza no Brasil caiu 50,64% entre dezembro de 2002 e dezembro de 2010, período em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve à frente da presidência da República. O critério da FGV para definir pobreza é uma renda per capita abaixo de R$ 151.

De acordo com o pesquisador Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da FGV, a renda dos 50% mais pobres no Brasil cresceu 67,93% ao longo da última década, enquanto a renda dos 10% mais ricos teve incremento de 10,03%. "É como se os pobres estivessem num país que cresce como a China, enquanto os mais ricos estão em um país relativamente estagnado", compara Neri.

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•Maioria dos miseráveis do Brasil é jovem, negra e nordestina
Intitulado "Desigualdade de Renda na Década", o estudo se baseou em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) e da Pesquisa Mensal do Emprego (PME), ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para traçar um panorama da década.

A conclusão de Neri é de que o período merece o título de "década de redução da desigualdade", assim como os anos 1960/70 teriam sido os do milagre econômico; os anos 1980, os da redemocratização; e os 1990, os da estabilização.

Feito histórico

Apesar da desigualdade de renda dos brasileiros ter caído nos anos 2000 para o menor patamar desde que começou a ser calculada, ela ainda está abaixo do padrão dos países desenvolvidos, segundo Neri. Ele tomou como base para o estudo o índice de Gini, que começou a ser calculado nos anos 60.

O Gini varia de 0 a 1, e quanto mais alto, maior a desigualdade. O Brasil chegou ao ápice em 1990, com 0,609. Desde então, viu queda progressiva no indicador, até chegar ao mínimo de 0,530 no ano passado, último ano do governo Lula.

Com esse resultado, o País recuperou todo o crescimento da desigualdade registrado nas décadas de 60 a 80, alcançando um "pico histórico" no combate ao fenômeno da desigualdade.

"A pobreza caiu dois terços de seus valores iniciais nos últimos 17 anos, mas agora entramos no terço mais difícil, onde está o núcleo duro de pobreza. É onde as metas de erradicação vão encontrar mais dificuldades", completa Neri.

Para Neri, chegar a um nível médio de desigualdade, como o norte-americano (cerca de 0,42), ainda vai levar uns 30 anos. "Vai ser algo para os nossos filhos", diz.

Ele ressaltou, entretanto, que "algo diferente" está acontecendo no Brasil em relação a outros países emergentes, como Rússia, Índia e África do Sul, nos quais a desigualdade vem aumentando.

Educação e programas sociais

Segundo o pesquisador, os principais efeitos por trás da redução da desigualdade são, em primeiro lugar, o aumento da escolaridade, e em segundo, programas sociais de redistribuição de renda. E completou: "O grande personagem dessa revolução é o aumento da escolaridade. Mas, ainda temos a mesma escolaridade do Zimbábue", mostrando que há um longo caminho a ser percorrido.

Apesar de a escolaridade ter sido identificada como o principal fator por trás da redução da desigualdade, o estudo mostrou que a renda de analfabetos vem aumentando em ritmo maior que daqueles que chegaram à universidade, e que o "prêmio educação" - o valor do salário em relação ao número de anos estudados – teve queda.

De acordo com dados da Pnad, entre 2001 e 2009, os analfabetos obtiveram incremento de 47% na renda, enquanto pessoas com nível de escolaridade a partir do superior incompleto tiveram queda de 1% nos ganhos.

"O trabalho pouco qualificado ficou mais valorizado no Brasil, como o de empregadas domésticas, operários da construção civil, trabalhadores agrícolas", diz Neri.

"Em parte, isso pode ocorrer porque programas sociais como o Bolsa Família tenham aumentado o salário reserva dessas pessoas, que só se dispõem a trabalhar com um salário razoável. Mas ainda é preciso estudar o fenômeno mais a fundo."

Neri aponta que os maiores ganhos reais de renda no período foram de "grupos tradicionalmente excluídos", ou seja, os que costumavam ser listados nos extremos mais desvantajosos dos panoramas da desigualdade.

O aumento da renda de pessoas e pardas, por exemplo, foi maior em relação às brancas, e o das mulheres foi maior em relação aos homens.

"É uma redução dos diferenciais", diz Neri. "A desigualdade segue caindo, então aqueles identificados como grupos de menor renda estão subindo."

Fontes: Agência Estado e BBC

terça-feira, 3 de maio de 2011

Eventos celebram Dia Mundial de Liberdade de Imprensa.

Redação Portal IMPRENSA

Nesta terça-feira, três de maio, diversos eventos no Brasil e no mundo, promovem discussões e debates sobre jornalismo e imprensa para celebrar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, instituído pela UNESCO em 1997.


A IMPRENSA Editorial realiza a quarta edição do Fórum Liberdade de Imprensa & Democracia. Neste ano, o evento será realizado na cidade de Goiânia (GO), com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO) e a Organização Jaime Câmara (OJC. O Fórum promove o debate sobre a importância da liberdade de imprensa como garantia aos regimes democráticos e os riscos gerados pela intervenção da atividade. Dentre os convidados para falar no evento estão a Senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS), Eleonora Gosman, que ocupa os cargos de editora e de correspondente do jornal argentino El Clarin, Luiz Fernando Rocha Lima, diretor de jornalismo da Organização Jaime Câmara (OJC) e outros representes de veículos de comunicação brasileiros.

Em São Paulo, acontece o 2.º Fórum Democracia e Liberdade, idealizado pelo Instituto Millenium, na Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP). Jornalistas, cientistas políticos e defensores dos direitos humanos reúnem-se em para discutir sobre o papel da imprensa na política, economia, na defesa dos direitos humanos e na consolidação da democracia. Nesta edição, estarão presentes Mina Ahadi, conhecida por sua defesa da compatriota Sakineh Ashtiani, que mobilizou organizações mundiais contra a condenação de Sakineh ao apedrejamento e o presidente da Human Rights Foundation, Javier El-Haje, conhecido defensor de jornalistas ameaçados em todo o mundo. Também estarão presentes pensadores e jornalistas brasileiros como Claudio Weber Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil, os jornalistas Roberto Gazzi, diretor de desenvolvimento editorial do Estado, e Eugênio Bucci, e o empresário Hélio Beltrão, do Instituto Mises, como mediador.


Liberdade de Imprensa em baixa


Para ressaltar a importância deste dia, ONGS do mundo inteiro divulgaram relatórios e pesquisas sobre as condições de exercício da imprensa livre. Os resultados foram piores do que os esperados em pleno século 21: A liberdade de imprensa, à nível global, atingiu o seu nível mais baixo, segundo relatório da Freedom House. A ONG divulgou que dos 196 países analisados em 2010, 68 foram classificados como livres, 65 como parcialmente livres e 63 como Não livres


A América Latina também se tornou um ambiente mais hostil para o exercício do jornalismo. Segundo o relatório, México, Honduras e Venezuela são os países que mais cerceiam a liberdade de expressão. O México é o segundo país mais perigoso para os profissionais de comunicação, com 12 jornalistas assassinados, atrás apenas do Paquistão, com 15 mortes em 2010, de acordo com o relatório do Instituto Internacional da Imprensa. Em Honduras, dez repórteres foram mortos no mesmo período.

Na Venezuela foram registrados 52 casos de intervenção estatal em 2010, o que representa 32,7% de todos os 159 ataques à imprensa do país no ano, segundo a ONG Espaço Público.

Liberdade de imprensa é debatida em audiência pública promovida por comissão do Senado.

A liberdade de imprensa no país foi debatida hoje (3), Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, em audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Durante a audiência, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) informou que 11 jornalistas foram mortos no Brasil entre os anos de 2005 e 2009.

A entidade também destacou o fato da maioria das agressões físicas e verbais, ameaças, censuras, processos e ações visando a impedir o trabalho dos profissionais ser cometida por agentes do Estado ou por pessoas por eles contratadas. Representantes da categoria ressaltaram ainda que a falta de normas e de leis que protejam os jornalistas da interferência do poder econômico e político também é uma ameaça à liberdade de imprensa.

“Há ameaças de vários grupos, como o crime organizado, as oligarquias regionais e até autoridades policiais, mas o maior problema para o exercício do jornalismo é a ausência de uma regulamentação que impeça que a atividade seja submetida apenas aos interesses privados das empresas, o que retira do jornalista a independência que precisa para trabalhar”, disse à Agência Brasil o presidente da Fenaj, Celso Augusto Schroder, após a audiência pública.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Lincoln Macário, também defende a criação de mecanismos legais que protejam os jornalistas de eventuais cerceamentos cometidos pelas próprias chefias na redação. “Infelizmente, nós, jornalistas, e os grupos de imprensa cobramos que haja muita transparência, democracia e justiça nas demais instituições. Mas, dentro das redações, o que observamos é a falta de transparência, de critérios e de regras claras que garantam o desempenho da função”, afirmou Macário, adiantando que o sindicato prepara uma campanha contra o assédio moral nas redações, criticando o que classificou como “precarização” trabalhista.

“A imprensa não é um negócio como outro qualquer. A liberdade de imprensa decorre de um pacto com a sociedade que concede aos jornalistas algumas prerrogativas em troca de informação de qualidade. Portanto, qualquer forma de ataque ou limite é um ataque à sociedade. Infelizmente, a liberdade de expressão vem sendo agredida de várias formas”, concluiu Macário.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, José Augusto de Oliveira Camargo, crimes cometidos contra jornalistas têm o objetivo de impedir que uma informação seja divulgada, sendo, portanto, um crime contra a sociedade”, disse Camargo que assinalou ainda que os problemas da imprensa não se resumem à questão da violência. “A censura é muito mais presente e faz muito mais vítimas. Seja por meio de medidas judiciais, seja por pressão econômica ou política. Pressão que pode ser externa ou interna, resultado de compromissos políticos ou empresariais que uma determinada empresa de comunicação tenha [com outros grupos]”.

Agência Brasil/JG