sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Rio de Janeiro, Brasil: violência urbana ilimitada.





















ONU terá iniciativa contra o racismo na infância.

Na próxima segunda-feira, 29 de novembro, às 10h, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), lança a campanha Por uma infância e adolescência sem racismo – Valorizar as diferenças na infância é cultivar igualdades . A ação tem o objetivo de alertar sobre os impactos do racismo na infância em todo o País.


O evento acontece no auditório do Ministério da Educação, em Brasília, e contará com a presença da representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier, do ministro-chefe da Seppir, Eloi Ferreira de Araujo, da subsecretária nacional de promoção dos direitos da criança e do adolescente da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e do presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e de representantes do Ministério da Educação (MEC). Além das autoridades, o evento contará com a participação do ator Lázaro Ramos, embaixador do UNICEF no Brasil, de representantes de movimentos negro e indígenas e de adolescentes de escolas públicas do Distrito Federal.


Após a apresentação da campanha, os participantes da mesa estarão disponíveis para responder perguntas dos jornalistas.


Serviço

O quê: Lançamento da campanha Por uma infância e adolescência sem racismo – Valorizar as diferenças na infância é cultivar igualdades .

Quando: Segunda-feira 29 de novembro, às 10h.

Onde: Auditório do Ministério da Educação, Esplanada dos Ministérios, bloco E, Brasília, DF.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

As meninas decapitadas e a última carta. Você é capaz de se emocionar?



Janaína Brito Conceição, de 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, de 13 anos.



Os três acusados de matar e decapitar as adolescentes Janaína Brito Conceição, de 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, de 13, tiveram a prisão decretada pela Justiça nesta terça-feira (23).

Segundo a polícia, os acusados identificados como Alex dos Santos Silva, o Lequinho, Rizovaldo Hora Costa e Adriano Silva Nunes integram uma quadrilha de traficantes que atua na localidade de Rocinha Divinéia, no IAPI.

A polícia ainda investiga a participação de uma mulher que seria responsável por aliciar jovens para o tráfico de drogas. Ela foi citada nos depoimentos à polícia e também por telefonemas do disk-denúncia.



Ao todo, oito pessoas prestaram depoimento neste terça sobre o caso, entre eles a avó de Adriano. O pai de Lequinho, o traficante Valfredo Miranda e Silva, 46 anos, preso após ser descoberto um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas e assalto também prestou depoimento sobre o caso.

Apesar da polícia não considerar que Valfredo tenha envolvimento com o crime, ele foi levado para 4ª Delegacia, em São Caetano, e em seguida conduzido para a Penitenciária Lemos Brito. Ele deve ficar preso por seis anos.

Segundo informou a polícia, o outro acusado, Adriano, é irmão do traficante Tadeu Silva Nunes, um dos três homens acusados de matar o policial federal Leonardo Maia Fonseca, 30 anos, morto quando entregava uma intimação na Rocinha Divinéia. Tadeu e outros quatro traficantes foram mortos em uma troca de tiros.



O delegado Omar Andrade Leal não descarta a hipótese das jovens terem sido mortas depois que os bandidos descobriram que uma delas era filha de um policial.

O delegado acredita que as jovens conheceram os criminosos em sites de relacionamento, mas nega que uma mulher teria intermediado o contato, como se especulou. Familiares das vítimas prestaram depoimento na segunda-feira (22).

Encontro
De acordo com os investigadores, as adolescentes chegaram a uma praça na rua Nova Divineia à procura de três rapazes. Elas não os encontrou e pediram água em uma casa. Em seguida, as meninas retornaram à praça, encontraram os rapazes e passaram a beber com eles. Depois, seguiram para a Rocinha, onde teriam sido estupradas antes de mortas.


Fonte: Correio

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Salvador vive um dos momentos mais trágicos de sua história.

Assepsia social? Os jovens negros e pobres querem ter o que os jovens
brancos e de classe média possuem? O que é isto minha gente!!!Que vergonha é esta?
Onde está a força do povo baiano? Onde está a força de quem construiu o Dois de Julho? Onde estão as forças do Caboclo e da Cabocla?



Salvador vive um dos momentos mais trágicos de sua história.

O que parece simples constatação, estatística e números transforma em banal o que é doloroso, vergonhoso, vil. Corajosamente, a Tribuna da Bahia vem publicando uma série de matérias sobre a matança que está sendo realizada em Salvador. Contrariando diversos interesses, o jornal vem publicando em seu dia a dia matérias sobre a barbárie que acontece dentro da capital da alegria, da felicidade, do “sorria você está na Bahia”.

Estamos na Semana Internacional da Mulher e uma série de acontecimentos festivos surge para que possamos avaliar os avanços.

De novo eu pergunto: comemoramos o que? O banho de sangue em Salvador? A matança de jovens negros? Em uma das fotos publicada pela Tribuna já não me chama mais a atenção os corpos cobertos apenas por sungas. Há um detalhe mais cruel: os três jovens estão de braços atados por uma espécie de lacre plástico . Ou seja, a execução se deu após terem suas roupas retiradas, e os braços colocados para trás, e somente depois executados.

A execução destes jovens é de uma violência que clama uma denúncia maior. Se eles são ou não integrantes do tráfico, se são ladrões, assassinos eu não sei. Sei apenas que a Bahia retrocede e envergonha o Brasil. Envergonha a América do Sul.

É uma guerra urbana que se desenvolve aqui. Estes homens que morrem diariamente têm mães, tem mulheres, tem filhos.

Então, como comemorar o Dia Internacional da Mulher? As mães, mulheres e filhas destes assassinados pela sociedade por acaso não são mulheres?

Levantei esta questão por diversas vezes em reuniões com representantes e lideranças femininas.


Que tipo de assistência presta o Estado a estas mulheres?
Que órgão do governo procura saber da origem desses rapazes, quem leva atendimento psicológico, cesta básica, medicamentos, e uma palavra qualquer a estas famílias?

É a marginalização absoluta.
Chega doer a expressão “pertence ao tráfico”
E por isto o grupo de extermínio mata.


Ministério Público deve avançar a passos largos para tentar conter esta matança.

O que se passa na Bahia não é mais caso para governo do estado e para a presidência da República.

A dureza e a cara da morte banalizada como “assepsia social” fere a todos os princípios e a todos os direitos.

Provem que eles pertencem ao tráfico.
Provem que existe grupo de extermínio e informem a origem.

Não podemos viver em uma sociedade que tolera que os seus valores sejam colocados vergonhosamente em praça pública.

Jovens não podem ser abatidos desta forma.

A sociedade baiana precisa ir às ruas, precisa se mobilizar.

Um jornal e alguns programas locais não podem fazer sozinhos esta empreitada.

A sociedade tem que denunciar internacionalmente os episódios que aqui se desenvolvem.

O medo ronda a cidade,
Se está em casa, existe medo.
Se está no carro, existe medo.
Se está no ônibus, existe medo.
Falar pode ser proibitivo.
Calar e consentir é a grande saída para a maioria das pessoas.

Não.
Não a indiferença.
Não ao descaso.
Não a vergonha de ser baiana e brasileira.

Esta terra está sendo banhada pelo sangue jovem e
pela sanha criminosa de justiceiros.

Assepsia social?
Os jovens negros e pobres querem ter o que os jovens brancos e de classe média possuem?
O que é isto minha gente!!!
Que vergonha é esta?

Onde está a força do povo baiano?
Onde está a força de quem construiu o Dois de Julho?
Onde estão as forças do Caboclo e da Cabocla?

Mães que perderam seus filhos,
Mulheres que estão perdendo seus companheiros,
Filhas que perderam seus pais.
Viúvas adolescentes.

Este é o drama que envergonha Salvador.

Não podemos viver em uma sociedade em que estes valores parecem não sensibilizar a sociedade.

Isto talvez seja mais podre ainda do que o grupo de extermínio.


Artigo de Vera Mattos

Em nome de Joel da Conceição Castro, de 10 anos.




Este é o pai de Joel.Muita força para você!




























Quem pode justificar tamanha monstruosidade? Você vai ficar calada? Você vai ficar calado?

Rodrigo Meneses | Grupo A TARDE*

O delegado Omar Andrade, titular da 4ª CP, em São Caetano, onde são investigados os assassinatos de Janaína Cristina Brito Conceição, 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, 13 anos, mortas decapitadas, disse, nesta segunda-feira, 22, que já tem os nomes dos possíveis autores do crime.

Policiais saíram duas vezes em diligência em buscas dos suspeitos. A primeira foi no final desta manhã e não teve sucesso. Por volta das 15 horas, os policiais voltaram a sair. Eles buscam os criminosos no bairro de IAPI, onde as garotas foram vistas pela última vez na quinta, 18, no final da tarde, antes de serem sequestradas.

Depoimentos - Enquanto agentes fazem buscas nas ruas, o delegado Omar Andrade ouve os familiares das vítimas. Nesta manhã, ele acompanhou o depoimento de Maria das Graças Fernandes, Cosme Raimundo Paranhos, e Flávia Alves, avó, avô e mãe de Gabriela, respectivamente. Nesta tarde, o pai de Janaína, o sargente do Corpo de Bombeiros Ezardival Rubens Bassalo é ouvido.

Investigações - O delegado disse que o dono do chip de onde partiu a ligação dos sequestrados para a família das vítimas, Cleiton Alcântara de Jesus, 25 anos, não é considerado suspeito de participação no crime. Omar Andrade explicou que ele apresentou a ocorrência que ele registrou há um ano quando perdeu o chip. Após prestar esclarecimentos neste sábado, 20, Cleiton foi liberado.

A polícia também já localizou o carro utilizado pelos criminosos. De acordo com o delegado, o veículo foi roubado no dia 16 no Iapi e estava com placa clonada. O automóvel apresenta manchas de sangue.

O caso - Janaína e Gabriela foram sequestradas e mortas após supostamente fugirem de casa na tarde de quinta, 18. De acordo com familiares, Janaína deixou um bilhete avisando que estaria bem e manteve contato com parentes no mesmo dia da suposta fuga.

Mas na sexta pela noite, bandidos ligaram para a família da menina informando do sequestro e pedindo R$ 50 mil de resgate, além de duas armas. Janaína chegou a falar com o pai e confirmar a situação.

A polícia rastreou o celular utilizado para ameaçar a família e chegou ao local onde os corpos foram encontrados.

*Com redação de Paula Pitta | A TARDE On Line

Monstruosidade! Duas meninas são decapitadas em Salvador, Bahia.

A polícia ainda não tem informações sobre a motivação da morte de duas adolescentes que foram decapitadas e encontradas na Avenida San Martin por volta da meia-noite de sexta-feira, 19.
Janaína Cristina Brito Conceição, 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, 13 anos, saíram de casa na tarde da última quinta-feira, 18. De acordo com o padrinho de Janaína, as garotas chegaram a ligar para parentes no mesmo dia. “Janaína disse que estava bem, mas que não queria voltar para casa por conta da rebeldia”, disse ele.

O padrinho contou, ainda, que a adolescente não aceitava as restrições com relação a festas e outros anseios da garota por conta da idade. “Ela tinha uma letra A tatuada na virilha e ninguém sabia”, disse o padrinho. Na noite da sexta-feira, a situação se transformou: “Começaram a ligar pedindo resgate de R$ 50 mil, duas armas e ela disse ao pai, desesperada, que agora era sério”, contou o padrinho. A polícia foi informada e, rastreando o celular de onde partiram as ameaças, chegou ao local onde os corpos foram encontrados. A investigação está na 4ª CP (São Caetano).

Salvador : Moradores do Nordeste de Amaralina protestam contra morte de Joel da Conceição Castro, de 10 anos.

Acompanhe o vídeo publicitário da Bahiatursa em que aparece o garoto Joel da Conceição Castro.




Moradores do Nordeste de Amaralina realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira, 22, por conta da morte de Joel da Conceição Castro, de 10 anos, em uma troca de tiros entre policiais e traficantes nesta madrugada no bairro.

O protesto começou nas imediações da rua Visconde de Itaboraí, deixando o trânsito complicado na Avenida Manoel Dias da Silva, sentido Rio Vermelho, e seguiu para a rua em frente à 28ª Delegacia de Polícia, que fica no bairro.

Aos gritos de "polícia é para ladrão, não para criança. Queremos justiça. Quem matou foi a polícia", populares mostraram a indignação com o crime. Pneus, pedaços de madeira e colchões foram queimados na avenida e, segundo a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), o trânsito foi desviado para a Rua Visconde de Itaboraí.

As investigações estão sendo feitas pela delegada titular da 28 CP (Nordeste de Amaralina), Jussara Souza. Nesta manhã, foram ouvidas várias testemunhas do crime, inclusive o pai da vítima, o mestre de capoeira Joel Castro, 43, conhecido no bairro como mestre Ninha.

A dona de casa Mirian Moreno Conceição, 38, mãe da criança é evangélica e buscava forças nas orações para encarar a cruel realidade. “A polícia chegou xingando as pessoas, procurando traficantes. Meu filho arrumava a cama para dormir, quando recebeu os tiros no rosto. O pai dele pediu para ele descer até a PM passar, mas já era tarde”, conta a mãe, emocionada, mostrando os colchões ensanguentados dentro do pequeno quarto de 4m².

De acordo com a delegada Jussara Souza, já foi realizada a perícia no local do crime e a polícia investiga as duas versões do fato. A primeira é dos PMs, de que houve troca de tiros com bandidos, e a segunda é dos pais da vítima e vizinhos que presenciaram o assassinato, de que o menino foi morto pelos policiais da viatura 9.1311. “A PM apresentou uma pistola calibre 380 na Derca e a perícia será feita aqui na 28ª. Vamos recolher as armas de todos os envolvidos nas diligências na viatura informada pelas testemunhas”, pontua a delegada.

Segundo moradores do local, que pediram para preservar a identidade, uma guarnição da 40ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar) teria chegado à rua atirando para todos os lados. “Os quatro policiais dispararam diversos tiros. O pai estava com a criança baleada no colo, pedindo socorro, e os policiais mandaram ele voltar, senão morreria também”, relata um dos vizinhos.

“Joel era um ótimo menino, bom aluno de capoeira e estava sendo preparado para se apresentar na Europa, mas eles destruíram mais um sonho”, lamenta Sílvio Santana, 38, o mestre de capoeira Falcão.

Morte - Joel da Conceição Castro, 10 anos, foi alvejado no rosto durante uma troca de tiros entre policiais e traficantes no Nordeste de Amaralina por volta da meia-noite desta segunda-feira, 22. O garoto chegou a ser levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu duas horas depois.

Segundo um agente do posto policial instalado no HGE, o corpo do garoto encontra-se no Instituto Médico Ilegal (IML) para perícia. A investigação busca descobrir se o tiro que atingiu a criança partiu dos policiais ou dos traficantes.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Enc: SEM RODEIOS, BASE DO GOVERNO COBRA A CONTA DA ELEIÇÃO



http://quemtemmedodolula.blogspot.com/2010/11/sem-rodeios-base-do-governo-cobra-conta.html

 
 
 
 




quinta-feira, 18 de novembro de 2010

SEM RODEIOS, BASE DO GOVERNO COBRA A CONTA DA ELEIÇÃO

INCONFIDÊNCIAS DE UMA BASE SEDENTA
Autor(es): Igor Silveira
Correio Braziliense - 18/11/2010



Vazamento do áudio de reunião entre líderes aliados mostra como os partidos cobram a fatura do apoio na corrida presidencial de forma incisiva. Ao mesmo tempo, falam abertamente de temas espinhosos, normalmente tratados com recato e diplomacia, como reajustes e financiamento da Saúde


A fatura eleitoral cobrada, até então, de maneira velada por integrantes de partidos da base governista tornou-se pública, ontem, durante uma reunião originalmente privada do Conselho Político. O órgão é composto por presidentes e líderes das siglas aliadas ao governo federal, pelos ministros Paulo Bernardo, do Planejamento; e Alexandre Padilha, das Relações Institucionais; além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a primeira hora do encontro, o áudio do evento, que deveria ser ouvido somente na sala de audiências do terceiro andar do prédio, vazou em uma caixa de som instalada no comitê de imprensa, no térreo do Palácio do Planalto. O resultado: uma enxurrada de pedidos, questionamentos e até ameaça velada de greve aos dois chefes de pasta que têm relação direta com a transição e são nomes certos no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff.

A reunião foi marcada para o início da tarde, na sala onde Lula recebe visitas reservadas, ao lado do gabinete presidencial. A equipe responsável por operar os microfones utilizados no encontro do Conselho Político testava aparelhos adquiridos há pouco tempo pela Presidência. Um comando acionado por descuido permitiu aos jornalistas acompanharem grande parte das discussões. No ambiente privado, os discursos com tons conciliadores foram menos constantes e os parlamentares trataram de assuntos delicados, que costumam ser respondidos, em público, com frases genéricas.

Logo no início da reunião, o ministro Paulo Bernardo tentou preparar o terreno para os temas espinhosos, incluindo o reajuste do salário mínimo, a regulamentação dos bingos e a aprovação do Projeto de Emenda Constitucional nº 300, que determina novo piso salarial a policiais e bombeiros militares. De acordo com ele, a ordem é segurar, até o fim do atual governo, qualquer medida que cause impacto orçamentário. Por isso, Paulo Bernardo deve ter ficado ressabiado ao escutar do relator do Orçamento, o senador Gim Argello (PTB-DF), na frente de todos, que há margem para fixar o salário mínimo em um valor acima dos R$ 540, anunciado pelo ministro na terça-feira.

"Tem margem para aumentar um pouquinho o mínimo, mas é correto fazer isso? Me explicaram que, se aumentar para R$ 560 ou R$ 570, no repique do ano que vem vai bater em R$ 700. Aí, tem o problema da Previdência. Tem que resolver essa equação e o ministro da Previdência me disse: 'Segura em R$ 540 e vamos ver o que é possível fazer'. Então, não é pelo salário, é pela Previdência", revelou Gim Argello, expondo Carlos Eduardo Gabbas, responsável pela pasta.

Esta não foi a única saia justa. Em seguida, o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) quis saber sobre a tramitação da PEC 300. Ele explicou aos presentes que é necessário encontrar uma solução para policiais e bombeiros e afirmou que não dava mais para "enrolar o pessoal". Nas entrelinhas, ameaçou: "Eles estão organizando uma paralisação logo no início do governo Dilma. Vai ser nacional, não será pequena. Uma greve nacional da polícia não é fácil". Nem assim Paulinho da Força conseguiu comover Paulo Bernardo. O ministro afirmou que o projeto não pode ser aprovado porque representaria mais R$ 43 bilhões para o governo, despesa que não está prevista no Orçamento.

O líder do PR na Câmara, Sandro Mabel, assustou-se com a informação de Paulo Bernardo. "Sobre a PEC nº 300, não tinha noção do impacto: R$ 43 bilhões! É um impacto muito grande, quase inadmissível, uma CPMF cheinha", disse, antes de propor uma saída. Mabel sugeriu "dar de presente para a Saúde" a regulamentação dos bingos. "A gente dava uma acertada na Saúde, porque são R$ 7 bilhões, sem carga tributária extra. Essa história de você aumentar a carga tributária é complicada", ressaltou, ganhando apoio de Paulinho da Força. "A maior parte dos parlamentares é a favor da proposta", completou o parlamentar do PDT paulista.

Qualidade
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, mostrou surpresa na entrevista coletiva ao fim da reunião. Quando foi questionado sobre os assuntos tratados no encontro, perguntou: "Vocês (os jornalistas) estavam lá?" Ele, no entanto, manteve o discurso de Paulo Bernardo e garantiu que, mesmo com uma eventual ameaça de greve, o governo não quer comprometer as contas e, por isso, não deve ceder aos pedidos dos aliados.

O presidente Lula só entrou na sala quando a reunião se encaminhava para o fim. Cumprimentou a todos e teceu um comentário sobre o amistoso entre Brasil e Argentina antes de o som ser cortado. Um assessor que passava pelo comitê de imprensa estranhou o aglomerado de repórteres e avisou a equipe técnica. Antes de a comunicação ser interrompida, foi possível ouvir um comentário jocoso de um dos presentes. Ao pegar um biscoito levado por Mabel, dono de fábrica do produto, alguém soltou: "Lá (na fábrica) tem controle de qualidade. Os que não passam, ele traz para as reuniões".

Ressurreição dos bingos
Parlamentares da base e da oposição acolheram com entusiasmo a emenda do deputado Silvio Costa (PTB-PE) que destina à saúde recursos recolhidos com o jogo de bingo. Estudo elaborado pelo parlamentar mostra que a regularização de 1.500 casas de bingo poderia render R$ 9,5 bilhões anuais em impostos aos cofres públicos. Grande parte viria do recolhimento de Imposto de Renda dos prêmios pagos. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), defendeu a legalização dos bingos e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que a ideia de usar os recursos para financiar a Saúde pode ser uma "alternativa".

FONTE:http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/11/18/sem-rodeios-base-do-governo-cobra-a-conta-da-eleicao

Postado por Paulo Ávila às 09:41

 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Prefeito de Sapeaçu, George Goés (PP) agrediu repórter. Veja nota do Sinjorba.

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia – SINJORBA, vem a público manifestar seu repúdio contra as declarações verbais desrespeitosas e difamatória feitas pelo prefeito de Sapeaçu, George Goés (PP) contra a repórter e vice diretora do Recôncavo do Sindicato, Ana Cristina Santos Pitta, no exercício de suas funções profissionais. O referido prefeito, em entrevista por telefone, se dirigiu à jornalista com palavras de baixo calão ao ser perguntado sobre os cinco processos a que responde por improbidade administrativa. Como pessoa de vida pública que responde por mandato eleitoral obtido por voto direto, o prefeito George Goés tem obrigação de manter o decoro público e prestar informações sobre seu mandato quando solicitado por representantes da sociedade.

Salvador, 01/11/2010.

MARJORIE DA SILVA MOURA
Presidenta do SINJORBA

Justiça libera acesso a ação da ditadura contra Dilma.


Agência Estado

Passadas as eleições, o Superior Tribunal Militar (STM) liberou hoje o acesso ao processo aberto durante a ditadura militar contra a presidente eleita, Dilma Rousseff. A consulta à ação estava indisponível por determinação do presidente do STM, Carlos Alberto Soares, que dizia temer o uso político das informações durante o período eleitoral.

Por 10 votos a 1, o plenário do STM autorizou hoje o acesso amplo e irrestrito ao processo instaurado em 1970, quando Dilma militava em movimentos contrários à ditadura militar. Além dela, outras 71 pessoas são citadas na ação penal na qual são relatadas, entre outras situações, torturas.

A maioria dos ministros atendeu a um pedido do jornal Folha de S.Paulo, que tentava consultar o processo desde maio. Em agosto, o jornal protocolou um mandado de segurança pedindo que as informações fossem liberadas. Mas até então o acesso estava proibido.

Antes da eleição, o STM chegou a começar a discutir o caso. Mas dias antes do segundo turno, a Advocacia Geral da União (AGU) conseguiu adiar o julgamento, impedindo o acesso às informações e blindando a então candidata. Na ocasião, a AGU alegou que precisava consultar os autos. Diante da possibilidade de o caso ser decidido só depois do segundo turno, o ministro Cerqueira Filho desabafou na época. "Se passar a eleição, será uma grande pizza", disse.

Após o julgamento de hoje, a advogada do jornal, Taís Gasparian, lamentou o fato: "É lamentável que tenha sido deferido só agora, depois das eleições." Apesar disso, ela afirmou que foi "uma vitória da sociedade, que poderá ter acesso a documentos históricos". "Esses documentos históricos jamais poderiam ser subtraídos", disse a advogada.

Relator do mandado de segurança julgado, o ministro Marcos Torres foi o único a votar contra a liberação do acesso ao processo aberto em 1970 contra Dilma. No início da sessão, ele chegou a votar favoravelmente à liberação do acesso somente depois de consultas às 72 pessoas citadas na ação. Mas a proposta foi rejeitada. Um dos mais incisivos no julgamento, o ministro José Coelho Ferreira afirmou que uma pessoa que deseja servir o País não pode querer que fatos históricos ligados a sua vida e a sua saúde sejam subtraídos da informação do povo.

Você sabe o que é a Comissão da Verdade?


No dia 15 de março de 1985, com a posse de José Sarney, a ditadura militar chegou ao fim. Passados mais de 25 anos, muitos dos fatos ocorridos no período encontram-se desconhecidos do público, protegidos pelo sigilo e pela anistia ampla, geral e irrestrita. Para alguns, deve-se buscar conhecer a história completa da ditadura, inclusive em seus detalhes mais cruentos. Para outros, o esquecimento serve à pacificação que pavimentou o caminho para a democracia brasileira, e não valeria à pena mexer em antigas feridas já cicatrizadas.

O Debates Uninove discute qual a função da Comissão da Verdade, cujo projeto de lei está parado na Câmara dos Deputados. O evento trará representantes de posições diversas em relação ao órgão e será mediado pelo jornalista Paulo Markun.



Participarão do debate:

- Ivo Herzog – Presidente do Instituto Vladimir Herzog;

- José Gregori – Presidente da Comissão de Direitos Humanos do Município de São Paulo e ex-ministro da Justiça do governo FHC;

- Martim Sampaio – Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB;

- Dr. Roberto Delmanto Jr.; Advogado criminalista;

- General Luiz Eduardo Rocha Paiva; professor emérito e ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.



Mediação:

Paulo Markun



Evento: Debates Uninove
Data: 17 de novembro de 2010 - quarta-feira
Horário: 20h
Local: Campus Vergueiro - Rua Vergueiro 235/249

Transmissão ao vivo pelo link: http://jornaldedebates.uol.com.br/aovivo/para-que-serve-comissao-verdade


Debates Uninove

Com o debate sobre a Comissão da Verdade, o JD realiza seu oitavo evento em parceria com a UNINOVE. Até o final do ano, serão dez debates sobre temas de grande repercussão nacional.


No dia 25 de outubro, foi realizado um debate sobre pesquisa e inovação, contando com a participação de Silvio Meira, professor titular da Universidade Federal de Pernambuco e cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.); Sérgio Queiroz, professor da Unicamp e coordenador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP); Antônio Britto, jornalista, ex-governador do Rio Grande do Sul e presidente-executivo da Interfarma – Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa; e Milton Abreu Campanário, coordenador do Mestrado e Doutorado em Administração da UNINOVE.

Em 20 de outubro, especialistas discutiram como tornar a Justiça do país mais ágil, com presença de representantes do Conselho Nacional de Justiça, Tribunal de Justiça de São Paulo, Defensoria Pública de São Paulo, Ordem dos Advogados do Brasil e do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Jurídicas. Antes disso, o Debates Uninove trouxe uma discussão sobre a nova conjuntura política do país, após as eleições de 03 de outubro, com os jornalistas Fernando Barros Silva (Folha de S. Paulo), Renato Rovai (Revista Fórum) e Alberto Carlos Almeida, autor de A Cabeça do Eleitor e A Cabeça do Brasileiro.

Em 29 de setembro, cientistas e religiosos estiveram reunidos em um debate sobre os limites da ciência nas pesquisas com células-tronco. Estiveram presentes Mayana Zatz, coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Células-Tronco em Doenças Genéticas Humanas; Claudio Cohen, presidente da Comissão de Bioética do Hospital das Clínicas de São Paulo; Padre Vando Valentin, do Centro de Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; e Lenise Garcia, professora de Bioética da Universidade de Brasília.

Os candidatos ao Senado por São Paulo também compareceram ao Debates Uninove para discutir suas propostas para educação no país. Participaram Aloysio Nunes (PSDB), posteriormente eleito com a maioria dos votos no estado, Ricardo Young (PV), Alexandre Serpa (PSB), Ciro Moura (PTC), Dr. Redó (PP), Ana Luiza (PSTU) e Ernesto Pichler (PCB).


O ministro dos Esportes, Orlando Silva, também participou do Debates Uninove, em uma sabatina de estudantes, que enviaram mais de 400 perguntas, e jornalistas. A preparação do país para a realização dos dois principais eventos esportivos internacionais dominou o encontro, que foi citado em onze reportagens da grande mídia.

No primeiro encontro da iniciativa Debates Uninove, Pedro Rubez Jehá, secretário do Estado do Emprego e Relações do Trabalho/SP; André Urani pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade; Antônio Carlos de Matos administrador de empresas; Waldir Quadros, pesquisador da Unicamp; e Alfio Lagnado, empresário e surfista discutiram o futuro do trabalho, os desafios e as oportunidades que quem inicia uma carreira.


O projeto Debates Uninove marca o retorno do jornalista Paulo Markun à organização e mediação de debates, função que exerceu por dez anos, primeiro como apresentador e depois acumulando o cargo de diretor do programa Roda Viva, da TV Cultura.

domingo, 14 de novembro de 2010

José Eduardo Dutra: O homem de 20 mil cargos.


http://www.istoe.com.br/reportagens/110633_O+HOMEM+DE+20+MIL+CARGOS?
Brasil
|  N° Edição:  2140 |  12.Nov.10 - 21:00 |  Atualizado em 13.Nov.10 - 20:41

O homem de 20 mil cargos

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, tem a dura tarefa
de dividir o poder com aliados e ainda garantir que todos
fiquem satisfeitos

Sérgio Pardellas e Alan Rodrigues

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OUVIDOS
Nas reuniões, Dutra fala pouco, anota os pedidos
e ao final promete empenho aos interlocutores

 
Quando retornar de Seul, neste fim de semana, a presidente eleita Dilma Rousseff receberá um relatório de 55 linhas e quatro mil caracteres contendo as demandas dos 11 partidos da coalizão governista por cargos estratégicos no futuro governo. No documento, ao lado de cada legenda governista está expresso o número de ministérios, diretorias de estatais e autarquias da administração federal pleiteado. Abaixo, os nomes indicados pelos partidos para as respectivas vagas. O levantamento foi elaborado pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, a partir de conversas mantidas nos últimos dez dias com dirigentes partidários. Numa sala localizada no primeiro andar do QG da transição, Dutra recebeu uma verdadeira romaria de deputados, senadores e governadores e conheceu, em primeira mão, o tamanho do apetite dos aliados. A fome é grande. A julgar pela quantidade de reivindicações, acomodar a base do governo nesse novo desenho da Esplanada dos Ministérios será uma tarefa hercúlea para Dilma. "Ninguém colocou uma faca no pescoço. Ocorre que todo mundo, além de manter o que tem, ainda quer ampliar espaço. O problema é que todos os partidos cresceram, mas o governo continua do mesmo tamanho", disse Dutra à ISTOÉ.
De estilo de vida simples, Dutra é, em última instância, o responsável por dividir os 20 mil cargos de nomeação política que têm sido disputados de forma feroz pelo PT e seus aliados. Para dar conta de tamanha responsabilidade, tem cumprido uma agenda de 14 horas diárias de trabalho. Na terça-feira 9, depois de uma manhã agitada, ele compartilhou talheres com a bancada da Amazônia. No menu, um suculento filé ao molho madeira e, algumas vezes, indigestos pedidos de nomeações para a região Norte. À tarde, recebeu líderes do PCdoB e PTB. Mas, desta vez, o cardápio da conversa foi mais amargo, segundo testemunhas dos encontros. É que a promessa de que nenhum partido avançaria no terreno do outro não foi cumprida. O PTB, por exemplo, incluiu entre os seus pedidos o ministério do Turismo, hoje controlado pelo PT. Por causa da proximidade da Copa do Mundo e da Olimpíada, a área passou a ser considerada estratégica. Para a vaga, o PTB indica o nome do ex-presidente da CNI, Armando Monteiro (PE). "Queremos contribuir com a governabilidade, mas ficaríamos mais satisfeitos se voltássemos a controlar o Turismo", disse Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) a Dutra. Já o PCdoB pleiteou as secretarias da Juventude ou das Mulheres, hoje também nas mãos do PT. Para uma das vagas, o nome sugerido foi o de Manuela D'Ávila.

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TRINCHEIRA
Temer já deixou claro que o PMDB não vai ceder
um centímetro do espaço que já tem no governo

 
Considerado entre os partidos governistas como o grande "conciliador da transição", José Eduardo Dutra tem precisado de habilidade na hora de tratar das reivindicações dos aliados. Exercitou, principalmente, a capacidade de escutar. "Foi muita conversa, mas minha tarefa principal foi a de ouvir. Ouvi muito", contou à ISTOÉ. Para seu desespero, no entanto, a tentativa de cobiçar o ministério do próximo não se limitou ao PTB e PCdoB. Na verdade, esse foi o pecado mais cometido em Brasília nos últimos dias. Até mesmo pelo PT, partido presidido por Dutra, mas que teve como porta-voz, essa semana, o secretário de comunicação, André Vargas (PT-PR). Vargas fez chegar a Dutra um dos sonhos de consumo do partido, que já comanda 17 dos 37 ministérios: a Saúde, hoje loteada pelo PMDB. Em contrapartida, o governador reeleito do Rio, o peemedebista Sérgio Cabral, manifestou o desejo de manter a ascendência sobre o setor. Briga à vista? "Estou acostumado com esse tipo de negociação. O ambiente tem sido até colaborativo", minimizou Dutra. Os petistas também tentam avançar sobre outra área controlada pelo PMDB, as Comunicações, e prometem entrar na disputa acirrada por um ministério de infraestrutura. "O PT quer mais espaço", diz André Vargas.

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Apesar dos panos quentes colocados por Dutra, que tenta ser o algodão entre os cristais nessa intensa queda-de-braço por vagas na administração federal, quem também entrou numa bola dividida com o PMDB foi o PSB. O presidente dos socialistas, governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos, pretende retomar o ministério da Integração Nacional, que já foi de Ciro Gomes (PSB-CE). "Mudamos de patamar e queremos espaço proporcional", reivindica Campos. Porém, se depender do vice de Dilma e presidente do PMDB, Michel Temer, não há negócio com as Comunicações nem com a Agricultura e muito menos com a Integração Nacional. "Vamos brigar para preservar o que já é nosso", tem dito Temer. Dutra insiste, no entanto, que a tendência é evitar a entrega de ministérios com "porteira fechada" aos aliados, sistema pelo qual haveria a ocupação integral dos cargos de cada pasta negociada. "O governo não pode ser formado a partir de uma soma de feudos", diz ele.

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"Mudamos de patamar político nessas eleições e queremos espaço proporcional a ele"
Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco

Oriundo do movimento sindical, Dutra sabe muito bem que a tarefa de acomodação de cargos pode levar qualquer político do céu ao inferno em um curtíssimo espaço de tempo. Ainda está bem viva na memória dos petistas a lembrança de que o ex-presidente nacional da legenda, José Dirceu, caiu em desgraça com os partidos aliados pela maneira como conduziu a articulação política do governo. Hoje, Dutra ocupa o mesmo espaço reservado a Dirceu no passado. Tido como hábil negociador, Dutra minimiza as pressões e garante: "Apesar dos vários pedidos, vai ser possível atender a todo mundo". É o que também espera a presidente eleita Dilma Rousseff.

 


 

sábado, 13 de novembro de 2010

Bahia vence Portuguesa e garante retorno à Série A após sete anos fora.


Lucas Cunha, do A TARDE On Line

Com apoio da torcida do Bahia, que lotou o estádio de Pituaçu, o Bahia venceu a partida contra a Portuguesa pelo placar de 3 a 0, com dois gols do atacante Adriano 'Michael Jackson', no primeiro tempo, e um do zagueiro Nen, nos acréscimos do segundo tempo.

O triunfo coloca o tricolor baiano matematicamente garantido na Série A em 2011, chegando aos 65 pontos e assumindo a vice-liderança da Série B. Já a Portuguesa permanece no quinto lugar, com 56 pontos, três atrás do quarto colocado, o América-MG.

O jogo – Apoiado pela torcida, o Bahia partiu para cima da Portuguesa logo no início do jogo. Aos dois minutos, o atacante Adriano perdeu uma boa chance de gol de cara para o goleiro Weverton, após vacilo da defesa de Lusa.

Mas pouco depois, aos quatro minutos, Adriano se redimiu e abriu o placar para os donos da casa. Ávine fez ótimo lançamento da intermediária, a bola desviou em Jael e sobrou para o atacante, que chutou rasteiro, marcando o primeiro gol do jogo.

Após levar o gol, a Portuguesa igualou a partida, mas sem trazer perigo ao gol de Omar. Já o tricolor baiano cadenciou o jogo, e só tentava chegar no ataque com maior tranquilidade.

Aos 25 minutos, veio o segundo gol tricolor, novamente marcado por Adriano. Após um escanteio cobrado por Morais, a bola sobrou para o atacante do Bahia, que chutou forte da entrada da área. No trajeto, a bola desviou em um defensor da Lusa, enganando o goleiro Weverton.

Perdendo por dois a zero, o técnico Sérgio Guedes colocou o experiente meio-campista Athirson, no lugar de Romero, para tentar melhorar o toque de bola no setor e criar mais chances ofensivas.

Com isso, a Lusa começou a ter melhores chances de marcar, com a mais perigosa delas aos 35 minutos. Após cruzamento de Athirson, Fabinho apareceu com perigo para marcar na pequena área, mas Ávine apareceu na hora certa para afastar o perigo.

Etapa final – No segundo tempo, a Portuguesa, precisando reverter o resultado, continuou tentando atacar o Bahia, enquanto o tricolor baiano aproveitava as chances de contra-ataque.

Em uma delas, logo aos três minutos, Adriano recebeu um ótimo lançamento e foi derrubado dentro da área por Preto Costa. Na cobrança do pênalti, o atacante Jael, que já havia perdido uma penalidade no último jogo em casa contra o Coritiba, telegrafou a cobrança no canto direito e Weverton conseguiu defender o pênalti.

Se do lado da Lusa o goleiro defendeu a penalidade que poderia deixar o Bahia tranquilo no jogo, do lado do tricolor baiano o jovem goleiro Omar, que entrou no lugar do suspenso Fernando, deu conta do recado com algumas defesas importantes.

Mesmo com mais posse de bola na segunda etapa, a Lusa criou poucas chances de gol, com a principal delas aos 20 minutos, quando Marco Antônio dominou uma bola de fora da área e bateu colocado, saindo muito perto do gol de Omar.

Nos acréscimos, quando torcida e time já comemoravam o triunfo e o retorno para a Série A, Nen aproveitou um chute cruzado de Alison e, sem goleiro, marcou o gol que carimbou a volta do tricolor baiano para a elite do futebol brasileiro.

Próxima partida – Na 37ª rodada, no próximo sábado, 20, ambas equipes jogam às 16h (horário do estado da Bahia).O Bahia enfrenta, em Pituaçu, o Santo André. Já a Portuguesa joga no Canindé contra o Ipatinga.

Suspensos – Dois jogadores do Bahia receberam cartão amarelo e não enfrentam o Santo André no próximo sábado, 20: o volante Marcone e o zagueiro Alison.

BAHIA 3 X 0 PORTUGUESA - 36ª Rodada da Série B

Bahia: Omar; Ananias, Alison, Nen e Ávine; Marcone, Fábio Bahia, Hélder e Morais; Adriano e Jael. Técnico: Márcio Araújo.

Portuguesa: Weverton; Paulo Sérgio, Preto Costa, Maurício e Romano (Athirson); Ademir Sopa (Marcos Paulo), Gláuber, Marco Antônio e Héverton; Fabinho e Dodô (Zé Carlos). Técnico: Sérgio Guedes.

Gols: Adriano (aos 5 e 25 min da 1º etapa) e Nen (aos 47 min do 2º tempo)

Cartões amarelos: Marcone, Alison (Bahia); Preto Costa (Portuguesa).
Local: Pituaçu, em Salvador.
Público: 32.157 pagantes
Data: 13/11/2010.
Renda: R$760.737,50.
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS)
Assistentes: Alexandre A. P. Kleiniche (RS) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE).

O Haiti

Caetano Veloso - Haiti

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tributo aos militantes.



Esse texto é para louvar e agradecer à militância. Para tanto, escolhi um dos nossos “paradigmáticos”. Um militante que nessa luta foi extraordinário: José de Abreu. O cidadão, não o ator. Foi estimulante, comovente testemunhar a dedicação, a entrega desse homem à nossa causa.

- por Lula Miranda, na Agência Carta Maior

Nós vencemos. Eles perderam. Simples assim. Aproveitemos à exaustão o deleite e as delícias dessa sagrada vitória. Não lhes daremos “o gosto” de um suposto e extemporâneo “terceiro turno”. Não tripudiaremos, decerto, pois não é da nossa índole. Porém tampouco aceitaremos ou permitiremos que tentem macular nossa alegria, nossa folia, novamente, com suas infâmias, com esse abjeto racismo e separatismo que agora nos oferecem em sua bandeja de misérias. Não. Esse lixo não nos serve. Esse lixo não serve ao Brasil que ora, com muito zelo, construímos. Vivemos num Estado de Direto. As instituições darão conta desses infames.

Para que fique bem claro, de uma vez por todas: quem somos “nós”, quem são “eles”. Nós somos os “militantes da utopia”, os “justos”, generosos, fraternos, humanistas; somos os guardiões e militantes de uma causa que preconiza mais distribuição de renda, mais Bolsa Família, mais empregos, Luz para Todos, mais Minha Casa Minha Vida,uma maior presença do Estado na economia, mais investimentos em infra-estrutura e saneamento básico, saúde, educação e segurança, mais cidadania.

Repito, mais uma vez, para que fique cristalino: nós vencemos. O nosso projeto foi aprovado pela maioria esmagadora dos brasileiros, de Norte a Sul; do Nordeste ao Sudeste. Dilma Vana Rousseff foi eleita a primeira mulher presidente da República do Brasil. Dará continuidade e, mais que isso, aperfeiçoará o legado de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente-operário.

Já eles, os perdedores, em sua esmagadora maioria, são/representam a “vanguarda do atraso”, o fundamentalismo religioso, o ódio, todo tipo de preconceito, o separatismo, a privatização, ou seja, a entrega do Estado a interesses privados, o cruel “higienismo” contra os desassistidos. Representam, pois, o destampatório de todo mal, a Pandora inesgotável – como bem registrou em artigo o meu valoroso conterrâneo Leandro Fortes. Eles simbolizam os “bichos escrotos” que solertes saíram dos esgotos, das sombras com a pretensão de arruinar a nossa festa e, por conseguinte, o nosso projeto de um país para todos os brasileiros.

Mas não conseguiram. A esperança venceu o medo, novamente; a verdade venceu a mentira, com altivez e galhardia. A catequese amorosa, que é inerente a nossa natureza, e que aperfeiçoamos com Leonardo Boff, Frei Betto e tantos outros, venceu sobejamente a pregação odienta dos nossos antagonistas. Nós vencemos – nunca é demais reiterar. Nós vencemos!

Vencemos [palavra saborosa], sobretudo, graças a nossa militância: fraterna, valente, aguerrida, desinteressada, pois idealista, amorosa. Foi emocionante rever/reconhecer os companheiros nas ruas de todo o país, panfletando, agitando as bandeiras da Dilma com fervor cívico, como há muito não se via. Como - ou melhor, por quê?! - não chorar diante daquela histórica manifestação de apoio dos artistas e intelectuais no Teatro Casagrande no RJ? Ou na manifestação dos juristas e professores na PUC-SP ou dos intelectuais e professores no campus da USP, por exemplo? E os cem mil com Lula em Pernambuco?! Como segurar as lágrimas ao ouvir a declaração de apoio de Marilena Chauí? Como não vibrar com o discurso flamejante de Luiza Erundina? Não tenho dúvida: os melhores estavam (e sempre estarão) do nosso lado. Caminharemos juntos, sempre em frente, buscando um auspicioso/generoso porvir.

Mas esse texto é para louvar e agradecer à militância. Para tanto, escolhi um dos nossos “paradigmáticos”. Um militante que nessa luta foi extraordinário: José de Abreu. O cidadão, não o ator. Foi estimulante, comovente testemunhar a dedicação, a entrega desse homem à nossa causa. Vê-lo nas ruas, em sua pregação afetuosa no twitter ou mesmo no 1º Encontro dos Blogueiros Progressistas. Não à toa esteve no palco na noite da vitória em Brasília – chorava copiosamente –, não simplesmente na condição de “papagaio de pirata” da presidente eleita, mas nos representando, militantes que fomos/somos . O Zé ali era “nós na fita”. Ah, o Zé Bigorna foi sensacional, singular.

Os blogueiros progressistas [prefiro, você bem o sabe, “de esquerda”] também tiveram um papel fundamental – assim como seus leitores e comentaristas. Alguns jornalistas também se recusaram a se associar aos infames sabujos da velha mídia e não se omitiram. Cito aqui alguns deles, jornalistas, blogueiros, leitores/comentaristas, como uma forma de registrar o nosso agradecimento e homenagem: Rodrigo Vianna (fundamental!), Altamiro Borges (grande Miro!), Luis Carlos Azenha (a sagacidade em pessoa), Eduardo Guimarães (incansável), Paulo Henrique Amorim (um guerreiro!), Luis Nassif, Brizola Neto, Renato Rovai (o que mais “furou”, digo, deu em primeira mão,resultados de pesquisas), Deputado Paulo Teixeira, Miguel do Rosário, Maringone, “Seu Cloaca”, André Lux, Jorge Furtado, Idelber Avelar, Celso Lungaretti, Conceição Oliveira, Argemiro Ferreira, Izaías Almada, Marcelo Sales, Flávio Aguiar, Palhares, Emir Sader (o nosso “emir”), Gilson Caroni Filho (um virtuose da “logopéia”), Antônio Martins (outro virtuose), Venício Lima, Laurindo Leal Filho, Mino Carta, Bob Fernandes, Marco Aurélio Mello, Luis Favre, Maurício Thuswohl, Maria Frô, “Na Maria”, Marco Weissheimer, Leonardo Sakamoto, Francisco Carlos Teixeira, Luis Carlos Lopes, Maria Inês Nassif, pessoal do blog Amigos do Presidente, Grupo Beatrice, equipe do Observatório da Imprensa, pessoal da Rede Brasil Atual, pessoal da Caros Amigos, Stanley Burburinho, Gunter Zibell, Professor Hariovaldo, Malu Marcondes Ferreira, Guimarães s v, Messias Franca (de Feira de Santana, Bahia)...

São tantos os nomes/talentos que se irmanaram nessa nossa vitória que dá um orgulho danado de estar ao lado dessa gente tão valorosa. Não dá não?

São tantos os nomes desse nosso aguerrido “exército”. Mas certamente faltou elencar o seu, estimado leitor. Portanto, caso seu nome ainda não conste dessa minha imperfeita lista [na verdade, um rascunho inicial], é só subscrever abaixo, pois, ao final, complementarei esse elenco de nomes/talentos e farei um poema-objeto (um cartaz virtual, algo assim) com o registro de todos que, de alguma maneira/forma, contribuíram para essa vitória da cidadania; seja como militante nas ruas, seja como jornalista, articulista, blogueiro (“sujo” ou “limpinho”), como leitor, comentarista etc. Qualquer maneira de entrega/dedicação valeu a pena - literalmente.

Se você é um dos nossos, um dos vitoriosos, subscreva abaixo.

Parabéns! Você ajudou a vencer a infâmia, o ódio, a maledicência. Parabéns! Você ajudou a eleger a primeira presidente do Brasil!
Receba os meus/nossos sinceros cumprimentos e agradecimentos. Celebre bastante até o dia da posse. Não se deixe incomodar pelos desmancha-prazeres [os que, insanos, clamam por um 3º turno]. Certamente nos encontraremos novamente em Brasília.

A luta, porém, sabemos, não acaba nunca. Afinal, nunca é demasiado lembrar, militamos em nome da utopia.

Viva a Dilma! Viva Lula! Viva o Brasil!

Lula Miranda é poeta e cronista. Foi um dos nomes da poesia marginal na Bahia na década de 1980. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa, Fazendo Média e blogs de esquerda.