domingo, 16 de agosto de 2009

VERA MATTOS: VERA MATTOS: AFINAL, QUANTOS ESQUIZOFRÊNICOS A BAHIA TEM? E PORQUE CADASTRO DE USUÁRIOS DE MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO DE PSIQUIATRIA DESRESPEITA MÉDICOS/PACIENTES?

VERA MATTOS: VERA MATTOS: AFINAL, QUANTOS ESQUIZOFRÊNICOS A BAHIA TEM? E PORQUE CADASTRO DE USUÁRIOS DE MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO DE PSIQUIATRIA DESRESPEITA MÉDICOS/PACIENTES?

A quem recorrer. Mulheres anotem em suas agendas.

A quem recorrer em caso de violência.

Disque Denúncia - 3235-0000

Central de Atendimento à Mulher - 180. Funciona 24 horas. Ligação gratuita.

Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher - 3328-1195 / 3329-5038.
Rua Conselheiro Spínola, 77, Barris.

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) - 3116-7000/7001.
Rua Padre Luiz Figueira, s/nº, Engenho Velho de Brotas.

Deam Periperi - 3117-8217. Rua Valter Pereira, s/nº, Praça do Sol.

Centro de Referência Loreta Valadares (CRLV) - 3235-4268 / 3117-6770/6769. Atendimento jurídico, psicológico e social a mulheres em situação de violência. Rua Aristides Novis, 44, Federação.

Defensoria Pública da Bahia - Núcleo Violência Doméstica - 3331-3291 / 3117-6999. Atendimento: terças e quintas, das 14h às 17h, na Faculdade de Direito da Ufba. Assistência jurídica gratuita.

Observatório Lei Maria da Penha - 3283-6464

Vítima defende marido torturador e diz: ‘Eu amava esse homem’


O choro da assistente social Luciana Brasileiro Lopo, 31, durante a audiência de instrução no Fórum Criminal de Lauro de Freitas, foi pela tortura que sofreu mas também de preocupação com o agressor, o professor de educação física Adalberto França Araújo Filho, 39, e com a filha dele.

“Eu não queria que ele ficasse preso. Eu sinto pela filha dele, mas não sou eu quem decide. Como a filha vai crescer com o pai preso, com esse trauma? Eu não queria isso. Eu não consigo pensar só em mim e acabo pensando na filha dele”. Depois de 30 minutos de depoimento, Luciana desaba: “Eu amava esse homem, eu amava, e ele destruiu tudo, nossos sonhos, por causa desse ciúme dele doentio”, diz. Adalberto acusa Luciana de traição - fato negado diversas vezes por ela.
Em trechos do depoimento, gravado em vídeo, Luciana parece atenuar as perguntas do juiz sobre a tortura sofrida por ela durante quatro horas, na casa do casal em Vilas do Atlântico, no dia 26 de junho.

“O rifle dele era registrado”, afirmou Luciana quando o juiz menciona a arma com a qual ela foi baleada na perna esquerda. “Ele a cortou?”, pergunta o juiz. “Não, ele lapeou aqui na testa, no braço”, contestou Luciana na audiência. “Não sei como chegou a esse ponto. Ele é um bom pai, atencioso, um homem que trabalha, estuda...”, contou.

Sobre a bacia na qual ela foi obrigada por Adalberto a banhar os cortes feitos com a faca de cozinha nos braços, pernas e rosto, Luciana contou: “Ele pediu a Maria [a empregada] pra pegar uma bacia e sal grosso, mas só tinha um restinho de sal grosso na casa”.

EMOÇÕES
A assistente social mora atualmente com os pais. Ela viveu por três anos com Adalberto. Em nenhum momento o sdois se encontraram, ontem, no Fórum. Luciana chegou por volta das 8h45, acompanhada dos pais e da avó materna. Adalberto chegou 15 minutos depois, escoltado por agentes da Polícia Interestadual (Polinter), onde ele está preso desde 29 de junho, na sede da Polícia Civil, na Piedade.


Mariana Rios e Felipe Amorim | Redação CORREIO | Foto: Robson Mendes

Violência baixa autoestima da mulher e leva a perdão do parceiro.

O perdão após o sofrimento pode espantar os leigos, mas não surpreende quem lida com a dor de mulheres vítimas de agressão doméstica. “É difícil para as mulheres saírem desse ciclo”, comenta a psicóloga Luciana Villela, da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Nem mesmo a família entende a reação. O pai da assistente social Luciana Lopo, torturada pelo professor de educação física Adalberto França Araújo Filho na casa onde moravam em Vilas do Atlântico, no dia 26 de junho, não escondeu a preocupação com o depoimento da filha.

“Ela aliviou para o lado dele. Ele, pelo contrário, procurou denegrir a imagem dela, afirmando que ela se insinuava para outros homens. E ela aqui nessa situação, preocupada com a filha dele”, afirmou o industriário Roberto Lopo.

Ciclo

A dor das feridas ou da humilhação, por vezes, não é suficiente para superar a combinação entre baixa autoestima e autênticos laços afetivos. Para especialistas, é possível estabelecer um padrão de comportamento nas mulheres em situação de violência.

Segundo pesquisa da Vara de Violência Contra a mulher, 60% das mulheres vítimas de violência conviviam com as agressões do companheiro há mais de um ano.

A sabedoria popular acerta ao afirmar que “no começo tudo são flores”. Nessa fase, o casal vive em harmonia. Então, fatores imponderáveis - como o perfil psicológico e o histórico dos amantes - entram em cena. Mas o ciúme é quase sempre o estopim. “Começa com uma coisa mínima, proibição de uma roupa, um batom, até a proibição da vida social. A mulher com autoestima baixa entende o ciúme erradamente como uma manifestação de amor, e isso vai crescendo até chegar na violência física”, alerta a psicóloga Luciana.

As agressões motivadas pelo ciúme ajudam a reduzir a autoestima da mulher, o que torna mais difícil para ela romper o relacionamento. Após a agressão, é comum o homem vir com promessas: “Nunca mais eu faço isso” ou “foi a bebida”.

Se for perdoado, a mulher corre o risco de retornar ao primeiro ponto do ciclo e está sujeita a se submeter novamente às mesmas experiências. “Muitas vezes o homem é um bom pai, bom cidadão, tem amigos, apesar da violência contra a mulher”, conta Luciana.

Aumenta número de denúncias

A Bahia lidera o ranking no Nordeste em número de denúncias de violência contra a mulher recebidas através da Central de Atendimento à Mulher (180). O estado responde por 38,41% dos atendimentos, com um total de 9.887 denúncias.

Três anos após a aprovação da Lei Maria da Penha, criada para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, dados da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Brotas apontam o crescimento do número de ocorrências.

No ano passado, foram registrados 87 flagrantes, e este ano o número já é 107 só nos sete primeiros meses. Cresceu também o número de medidas protetivas destinadas a mulheres agredidas, de 79 em todo o ano de 2008, para 154 até julho deste ano. O crime de ameaça é a ocorrência com maior número de registros este ano (1.819), seguido por lesão corporal (1.723).

Metade das vítimas perdoa agressores, segundo a Deam

Segundo a titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Aída Burgos, metade das mulheres perdoa os agressores ou atenua a violência. 'Perdoa pela questão do sentimento. Ela gosta, ama ou é pai dos filhos dela, existe ainda a questão da dependência econômica', reforça.

“Há também o medo que as vítimas sentem do agressor, além da vergonha pela exposição social”, justifica a juíza da Vara de Violência Contra a Mulher de Salvador, Márcia Nunes Lisboa. A juíza calcula que 30% das vítimas do crime de ameaça desistam de prosseguir com a ação penal.

A assistente social Luciana Lopo, 31, torturada pelo professor Adalberto França Araújo Filho, 39, afirmou em depoimento à polícia que não quer que ele seja preso por conta da filha de 6 anos que ele tem com outra mulher.

Reação é mais comum nas primeiras agressões

É mais fácil a reação da mulher nas primeiras tentativas de agressão, já que, depois de um longo período de constrangimento, a autoestima desaparece. A avaliação é da biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que deu nome à lei que pune a violência doméstica. Ela lutou por 20 anos pela prisão de seu agressor e inspirou a lei.


Felipe Amorim e Mariana Rios | Redação CORREIO

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

VERA MATTOS: Segurança Pública na Bahia é caso para polícia, justiça e direitos humanos.

VERA MATTOS: Segurança Pública na Bahia é caso para polícia, justiça e direitos humanos.

VERA MATTOS: Estão derramando o sangue dos meninos da Bahia.

VERA MATTOS: Estão derramando o sangue dos meninos da Bahia.

Lei do Indulto provoca polêmica e revolta.

O crime da médica paulista Rita de Cássia Tavares Martinez, 39 anos, que foi sequestrada em um shopping da cidade e assassinada pelo presidiário Gilvan Cleucio de Assis, 35, beneficiado pelo indulto do Dia dos Pais, levantou polêmicas e revoltas a respeito da Lei de Execuções Penais. Advogados, juristas e psiquiatras questionam a validade desta norma, que concede a liberdade provisória a criminosos perigosos, trazendo riscos à sociedade.

O presidiário, que confessou o assassinato, na última quarta-feira, já respondia a quatro inquéritos por casos semelhantes, dentre estes um roubo, seguido de estupro em 2002 e duas de suas vítimas foram, assim como a pediatra, atacadas no estacionamento de um shopping.

Para muitos, estes seriam sinais suficientes para se evitar o contato do criminoso com a sociedade, mas, embora a atitude de conceder a liberdade provisória a condenados por crimes hediondos – que estejam em regime semi-aberto, tenham apresentado bom comportamento e cumprido pelo menos 1/6 da pena – desagrade e revolte alguns, o procedimento obedece a Constituição Federal, pela Lei de Execuções Penais, considerada ultrapassada pelo criminalista Carlos Alberto Torres. “A legislação penal é do século passado”, destaca.

Para ele, este e outros benefícios são regalias, extraídas de uma lei branda e defasada, que requer modificações radicais. “O juiz, que concede o indulto, está seguindo uma determinação, prevista na lei e esta mesma lei, infelizmente, não antevê tratamento diferenciado a este tipo de criminoso” ressalta o advogado, que não acredita na reintegração de Cléucio á sociedade. “Uma pessoa com o histórico dele não tem mais como conviver em sociedade”.

Após mais de 12 horas de interrogatório, o criminoso contou com detalhes como sequestrou e matou a médica, que aproveitou o dia de folga, fazendo compras, no Shopping Iguatemi, em companhia da filha de apenas 1 ano e 8 meses. Depois de tirar a vida da médica, o assassino ainda retornou ao shopping, fez um lanche e comprou em uma loja de departamento. Como se nada tivesse acontecido, voltou para o Complexo Lafayete Coutinho, onde cumpria pena.

A atitude fria e calculista do criminoso, segundo o psiquiatra André Gordilho, pode estar associada a uma sociopatia, que é um transtorno da personalidade, muitas vezes, relacionado à falta de controle de determinados impulsos. “Mesmo neste caso ele deve responder, como qualquer outro criminoso, pela barbárie que cometeu, pois, o sociopata tem consciência do delito e mesmo assim o comete, em razão do seu descontrole”.

De acordo com o especialista, este tipo de diagnóstico não é facilmente percebido em uma consulta. “Na maioria das vezes o paciente consegue esconder a doença, isso porque, em muitos casos, ele nem mesmo considera a sua atitude inadequada”, diz, ressaltando a necessidade de o doente buscar ajuda. “O que raramente acontece em casos como este”.

Assustada com os últimos acontecimentos, a professora Ana Maria de Assis, 35, já começou a evitar passeios pelos shoppings sozinha. “Infelizmente não podemos mais confiar em ninguém, se estes presidiários fossem identificados, por uma pulseirinha, como acontece nos Estados Unidos... fico pensando, quantos deles já devem ter feito a mesma coisa e ninguém descobriu”, questiona.

Responsável pela liberação de Cleucio, a juíza titular da Vara de Execuções Penais, Andremara Santos, garante que o presidiário preenchia todos os requisitos para obter o direito ao indulto. Durante o feriado de Tiradentes, ele teria conquistado pela primeira vez, o beneficio e seu comportamento, “foi exemplar”, garante.

Ainda segundo a juíza, o criminoso passou pelas avaliações médica, psicológica e social, trabalhava na biblioteca do Complexo, possuía boa conduta e não aparentava ter nenhuma doença mental. “Uma situação como esta, em que o preso comete delito durante a sua liberdade provisória, foge da normalidade e de quaisquer expectativas”.

O psiquiatra Luiz Fernando Pedroso classifica estes laudos médicos como uma fraude, para eximir o juiz da responsabilidade de colocar criminosos perigosos nas ruas. “O diagnóstico ou não de uma doença mental não pode ser utilizado para fins penais, mas, apenas para guiar o tratamento desta patologia”.

Para alcançar o benefício da liberdade provisória o preso precisa solicitar a avaliação do caso junto ao Conselho Penitenciário, que avalia e emite o parecer para a Vara de Execuções Penais e o Ministério Público, mas quem decide se o direito vai ser ou não concedido é a juíza titular. As saídas acontecem, normalmente, oito vezes no ano, em datas importantes, como Dia dos pais, Páscoa, Natal e Dia das Mães.

Comissão pedira explicações

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, deputado João Carlos Bacelar (PTN), vai convidar a juíza titular da Vara de Execuções Penais, Andremara Santos, o superintendente de Assuntos Penais da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Isidoro Orges, bem como o presidente do Conselho Penitenciário, para explicar quais são os critérios para a concessão de liberdade provisória e indultos dos presos baianos, se o Estado cumpre a determinação de separar presos perigosos dos não perigosos antes de avaliar este tipo de benefício, e se existem avaliações de cada caso antes dos presos serem colocados em liberdade mesmo que temporária a fim de reinseri-los na sociedade.

“O debate está sendo levantado pela própria sociedade depois que o detento Gilvan Cleucio de Assis, matou a médica paulista Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, após ser sequestrada com a filha de um ano na saída de um shopping de Salvador. “Esta tragédia poderia ter sido evitada se não fosse a benevolência da Justiça e a falta de análise do perfil psicológico do interno”, reiterou Bacelar.

O parlamentar questiona ainda se não seria necessário avaliações recentes em presos que serão beneficiados com liberdade provisória, comutação de pena ou indultos antes de serem devolvidos ao convívio social. “O sistema prisional é falho, e todos afirmam que é uma ‘faculdade’ para os criminosos aperfeiçoarem suas práticas delituosas. Não seria necessário avaliar se a pessoa que está saindo do sistema prisional é um indivíduo melhor ou pior daquele que entrou lá? Claro que o preso não tem culpa pelas deficiências do sistema prisional, mas a sociedade não pode arcar com o ônus de estar convivendo com psicopatas, criminosos e cruéis antes mesmo dele ter concluído sua pena”, avaliou.


Roberta Cerqueira/Tribuna da Bahia

Promotora é designada para acompanhar caso do assassinato da médica.

O procurador-geral de Justiça Lidivaldo Reaiche Raimundo Britto designou a promotora de Justiça de São Sebastião do Passé, Rosana Barata Ribeiro, para acompanhar a apuração da morte da médica pediatra Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, de 39 anos, assassinada há uma semana nas imediações da BR 324.

A designação foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) desta sexta-feira (14), e a representante do Ministério Público estadual atuará tanto na fase de apuração policial quanto na processual.

Rita Martinez foi sequestrada quando saía de um shopping na capital baiana no último dia 6. A Polícia Rodoviária Federal encontrou o veículo da vítima abandonado na BR-324, em São Sebastião do Passé, sem combustível e com a filha da médica, de 1 ano e oito meses, dormindo no banco de trás. O corpo de Rita Martinez foi encontrado em uma estrada de terra nas proximidades do município de Santo Amaro da Purificação, com marcas de atropelamento.


Fonte:Tribuna da Bahia

Polícia revela como desvendou crime da médica Rita de Cássia Martinez.

A polícia ainda não tem prazo para realizar a reconstituição do crime da pediatra Rita de Cássia Martinez, 39 anos, assassinada no último dia 6, numa estrada de barro nas proximidades de Santo Amaro da Purificação. O acusado é Gilvan Cleucio Assis, 38 anos, condenado a 22 anos de prisão por assalto e estupro. O Departamento de Polícia Técnica não sinaliza com previsão sobre conclusão dos laudos.

O delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo, solicitou prioridade na elaboração desta documentação, mas não sabe quais os exames periciais foram realizados. Apenas o veículo modelo Zafira Elegance de placa JSH-2055 que levava a médica e a filha de um ano e oito meses, já foi liberado pela perícia e aguarda na garagem da Delegacia de Homicídio (DH) determinações superiores para liberação à família vitimada. O diretor geral do DPT, Raul Barreto, procurado durante todo o dia de ontem, não se pronunciou nem apresentou representante para fazê-lo. Já na DH, a delegada Andréa Barbosa, durante toda a tarde esteve ausente inviabilizando qualquer informação.

A uma alma boa, cujo nome é preservado, o delegado-chefe Joselito Bispo atribui à aceleração das investigações para se chegar ao culpado. A médica foi a única das cinco vítimas do maníaco a ir a óbito e Bispo não descarta que Gilvan Assis tenha feito outras tantas que não tiveram coragem de denunciar. Numa entrevista exclusiva à Tribuna da Bahia, ele mostra passo a passo das investigações e da descoberta da autoria. “Não pudemos passar informações à imprensa durante esse tempo para que não saísse prejudicada a investigação”, justificou Bispo.

Tribuna da Bahia - Qual a primeira iniciativa da polícia quando o carro da médica foi localizado na estrada?

Joselito Bispo - Ao obtermos a notícia que a médica estava desaparecida e não obtínhamos contato, de imediato, toda a polícia foi acionada. Logo após, obtivemos conhecimento que um veículo teria sido localizado com uma criança dentro, próximo ao posto rodoviário. E Polícia Rodoviária Federal já havia conduzido o veículo com a criança, para o posto. A partir daí, veio a preocupação da polícia, em saber “cadê a mãe” e o que fazer. Enquanto estava na base de busca pela área onde o carro foi localizado, tivemos a informação que um corpo havia sido encontrado por volta das 15 horas numa estrada de barro.

TB - Quais os principais elementos da perícia?

JB - O Departamento de Polícia Técnica é responsável pelas realizações das perícias. Tanto o carro, local do crime, quanto o corpo da médica foram periciados. E estamos aguardando o envio de todos os laudos dos exames que ainda não foram remetidos para a polícia. Pedimos agilidade no caso, mas os exames ainda estão sendo analisados e não temos prazo estabelecido pelo departamento.

TB - Como a polícia investigou o suspeito? Qual a peça chave para identificá-lo?

JB - Isso é uma história muito bonita a nível de investigação, porém muito triste a nível do fato. Pois foi um crime que chocou a polícia, bem como toda a população e até mesmo o Brasil e exterior se comoveram. Por uma determinação do governo, o Secretário de Segurança Pública, César Nunes comunicou que fossem usados todos os recursos para chegar ao autor do crime. A partir daí, acionamos todos os departamentos da polícia, formando um grupo de 50 policiais, todos integrados no caso. Então, partimos buscando cenas de crimes relacionadas: o shopping Iguatemi, São Sebastião e onde o carro foi encontrado. Em seguida, as equipes partiram para o shopping para levantar pistas, através das compras nas lojas e entrevistar com pessoas. Tivemos acesso às fitas do circuito interno do shopping. Também tivemos a felicidade de encontrar ‘um cidadão de boa alma’ que nos revelou um fato importante que ocorreu em 2002, cujo ato, caracterizava a mesma modalidade em que a vítima foi estuprada em Candeias. Analisamos a proximidade das regiões onde os crimes foram praticados e levantamos o possível autor do assassinato. Daí, identificamos como sendo Gilvan e que cumpria pena na Lafayete Coutinho. Entramos em contato com a direção do presídio e soubemos que ele saiu um dia antes do crime, por indulto de Dia dos Pais. A partir daí, pegamos uma foto dele e analisamos todas as imagens do shopping até identificá-lo, entrando e passeando, até a hora em que ele empurra a médica para dentro do carro quando ela acomodava a criança na cadeirinha de bebê. Em seguida, partimos para todos os endereços dos familiares dele, com 12 equipes de policiais, e acabamos encontrando a jaqueta usada no dia do crime na casa da namorada. Já na terça-feira, quando ele foi se apresentar no presídio, disse que a polícia estava à procura dele e ele queria saber o que estava acontecendo.

TB - O acusado, ao abordar a vítima, estava armado?

JB - Ele disse que não precisava e ainda perguntou: ‘Doutor, você acha que uma mulher com uma criança no momento fragilizado daquele, eu precisaria usar arma?’ Ele anunciou que apenas era um sequestro empurrou a médica para dentro e tomou a direção. A frieza dele foi tamanha que ao matar a mãe, a criança começou a chorar ele a pegou e levou para ver os bois.

TB - Quais os desafios da polícia nesse caso?

JB - O desafio maior foi buscar e identificar todas as provas e chegar até o autor sem qualquer dúvida da materialidade do crime.

TB - Fora o assalto, quais eram as demais hipóteses para o crime?

JB - A princípio achamos que seria sequestro relâmpago e vendo que nenhum dinheiro foi sacado e nem contato feito, excluímos a possibilidade de sequestro. Continuamos fazendo buscas por pistas que pudessem chegar ao autor.

TB - Qual a ficha criminal de Gilvan de Assis?

JB - Todas as práticas foram com mulheres e seguidas de assalto e estupros. Os fatos revelam que as vítimas foram pegas em estacionamento de supermercado e shoppings. Apenas a médica Rita, por reagir e não permitir a consumação do ato, ele a matou. Acreditamos que várias foram violentadas, mas apenas quatro tiveram coragem de denunciá-lo.

TB - Como evitar esse tipo de circunstâncias, qual a orientação que a polícia dá às mulheres, para que evitem estar expostas a esse tido de risco?

JB - Não só para as mulheres, mas para todos nós. Devemos observar o local onde estamos e ao entrar no veículo, olhar em volta e se tiver alguém suspeito encarar e se perceber que a pessoa baixou o olhar procurando não encarar, busque um local com mais pessoas e chame a polícia.


Mariacelia Vieira e Silvana Blesa/Tribuna da Bahia

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Guarde bem a imagem deste monstro. E se ele tiver outro indulto? E se ele fizer mais vítimas?





Estamos acompanhando este caso desde o inicio e oferecendo aos nossos leitores todos os detalhes. Mas queremos saber como é que se dá indulto a um elemento de alta periculosidade. Como se permite que um homem destes vá passar o Dia dos Pais em casa?
Ele tinha bom comportamento e saiu para destruir uma mulher, uma mãe, uma profissional exemplar. Ele destruiu a vida de outro pai. Ele mexeu com a sociedade. Afinal, que sistema carcerário nós temos? Ele saiu por bom comportamento apesar da ficha criminal.

Quem você aponta como culpado ou cúmplice desta história? Quem fez o perfil psicológico deste monstro? Ele diz que não consegue segurar os impulsos e por isto escolhe suas vitimas.

Ele passou com o carro duas vezes sobre Rita de Cásssia. E tinha a filha de Rita ali do lado. Largou na estrada carro e criança. Voltou para a colônia penal.

E como ficamos? Ele já era condenado. Agora está em cela diferencial para não sofrer reação dos "colegas de presídio".

O que acontecerá com ele até o próximo indulto? Guardem esta imagem.
A Bahia é insegura e a violência contra as mulheres aumenta a cada dia.

Vera Mattos

Gilvan teria apontado como motivação para o crime um impulso que não consegue controlar.O que você acha disto?

Em depoimento que durou até as 2 horas da madrugada desta quarta-feira, 12, o interno da Colônia Penal Lafayete Coutinho Gilvan Cleucio de Assis, 34, confessou e contou detalhes sobre a morte da pediatra Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, 39, na última quinta-feira (26). Segundo o delegado-geral Joselito Bispo, a confissão ocorreu após a apresentação à imprensa do acusado, que aconteceu na tarde desta terça.


No depoimento, que foi acompanhado por dois defensores públicos, Gilvan teria apontado como motivação para o crime um impulso que não consegue controlar. Ainda de acordo com o delegado-geral, Gilvan viu a médica ajeitando a filha de 1 ano e oito meses no banco traseiro do carro e aguardou em pé o momento de agir, ao lado de uma pilastra.

A médica foi abordada no momento que saia para assumir a direção do veículo. “Ele disse que não deixou ela sair e fechou a porta”, contou Joselito. Após assumir a direção, Gilvan passou pela Rodoviária e seguiu pela BR-324 até o local do crime.


Já na entrada da Fazenda Lagoa, município de Santo Amaro, a vítima tentou fugir. O fato teria causado revolta no sequestrador que teve a reação de atropelar a médica. O assassino negou que tenha havido tentativa de estupro e disse que durante o percurso não houve reação da pediatra.

Gilvan Cleucio de Assis abordou médica Rita de Cássia quando ela colocava a filha pequena na cadeirinha de segurança do banco de trás do seu veículo.



Apontado pela Polícia Civil como o autor do assassinato da pediatra Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, 39 anos, cometido há uma semana, Gilvan Cleucio de Assis, 34, revelou ter retornado ao Shopping Iguatemi, onde abordou a vítima, para fazer um lanche e encontrar uma namorada. Isso apenas horas após a médica ser morta de maneira brutal, atropelada pelo próprio carro, um GM Zafira, no qual fora levada com a filha.


Este foi um dos detalhes que Gilvan – que deixou a prisão beneficiado com a saída programada na semana do Dia dos Pais – relatou em seu depoimento à delegada Andréa Ribeiro, titular em exercício da Delegacia de Homicídios (DH), à frente das investigações. Conforme a delegada, no interrogatório – que durou sete horas, invadindo a madrugada de quarta-feira, 12 –, Gilvan negou ter violentado sexualmente a médica e também que tenha roubado a carteira e o celular da vítima.


“Ele disse que a médica pulou do carro e foi atropelada ao se colocar à frente do veículo. Acreditamos que o mato às margens da pista, onde há um bambuzal, foi o local em que ele a atacou. Tanto que achamos dentro do mato rastros de sangue e um colar de Rita. Além disso, no cabelo dela estavam presas folhas secas iguais às encontradas no meio da vegetação”, confirmou Andréa.


Entre as hipóteses que a delegada disse trabalhar, está a de que Gilvan supostamente não teria consumado o estupro, devido a uma reação da vítima, e teria retornado ao Zafira para fugir. A médica teria se colocado à frente do automóvel, numa tentativa desesperada de evitar que a filha, de apenas 1 ano e 8 meses, fosse levada pelo criminoso. Mesmo assim, o bandido arrancou com o veículo, atropelando e esmagando a pediatra.


“A versão dele é contraditória ao que foi encontrado no local”, reiterou a delegada. O corpo de Rita foi encontrado na estrada vicinal que corta a localidade de Fazenda Lagoa, nos arredores do município de Santo Amaro da Purificação (a 71 km de Salvador), por volta de 17h30 do último dia 6. Cerca de três horas antes, o carro foi localizado por policiais rodoviários no acostamento da BR-324, perto do entroncamento de São Sebastião do Passé. A bordo, apenas a criança, adormecida.


No depoimento, Gilvan contou ter se hospedado com uma suposta namorada em um hotel, no bairro de Pernambués, na tarde da véspera do crime – data em que deixou a Colônia Penal Lafayete Coutinho, em Castelo Branco, onde cumpre pena por estupro, atentado violento ao pudor e assalto –, saindo na manhã seguinte. Como registrado pelas câmeras de vigilância do shopping, Gilvan entrou no estabelecimento utilizando a passarela que dá acesso à Estação de Transbordo Iguatemi.


http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1207211

A médica Rita de Cássia em menos de dois minutos foi sequestrada pelo monstro.

Novo vídeo mostra abordagem de acusado à médica Rita de Cássia
Pediatra coloca a filha no banco traseiro do carro, quando Gilvan aparece.
Duração: 01:39






quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O monstro Gilvan Clécio de Assis assassinou cruelmente a médica Rita de Cássia Giacomo Martinez.


O maníaco sexual Gilvan Clécio de Assis, 38 anos, foi apresentado no início da noite de ontem, pelo Secretário de Segurança Pública, César Nunes, como o suspeito de assassinar a médica Rita de Cássia Giacomo Martinez, 39 anos, na última quinta-feira.

Presidiário foi passar dia dos pais em liberdade. Antes já tinha estrupado algumas mulheres e por isto estava preso. Foi para o Shoping Iguatemi e suas imagens foram totalmente gravadas.As emissoras de TV estão repetindo desde o momento que ele escolheu friamente a vitima até o momento da abordagem e a saída no carro da médica, quando não aparece imagem dela nem da filha. Ou será que estavam deitadas dentro do veículo completamente ameaçadas?
Esta foi a terceira mulher que ele pegou em abordagens em circunstancias semelhantes.
Desta feita além da tentativa de estupro ou estupro (ainda não confirmadas pela perícia) ele passou com o carro várias vezes sobre o corpo da médica Rita de Cássia Giácomo Martinez. Crueldade? Ilimitada. Frieza? Ilimitada. Monstro? ilimitado.

E você leitor não terá alguma coisa para dizer sobre isto?Escreva sem medo.
O monstro já está atrás das grades.

ESTE É O ASSASSINO DA MÉDICA RITA DE CÁSSIA. UM MONSTRO LIVRE DENTRO DO SHOPPING MAIS MOVIMENTADO DE SALVADOR.


O maníaco sexual Gilvan Clécio de Assis, 38 anos, foi apresentado no início da noite de ontem, pelo Secretário de Segurança Pública, César Nunes, como o suspeito de assassinar a médica Rita de Cássia Giacomo Martinez, 39 anos, na última quinta-feira. As imagens do estacionamento cedidas pelo Shopping Iguatemi, o relato da testemunha ocular cujo nome foi preservado e a jaqueta apreendida na casa da companheira do acusado em Candeias foram, segundo a polícia, peças chaves para se chegar ao rapaz, que negou a autoria do crime.

A prisão foi registrada no final da manhã de ontem, durante a apresentação de Clécio de Assis na Colônia Penal Lafayette Coutinho, quando retornava do indulto do Dia dos Pais concedido na quarta-feira passada. Durante as investigações feitas pelos policiais coordenados pela delegada Andréa Barbosa, se descobriu que o acusado está preso desde 2002 e responde a quatro inquéritos ligados a crimes contra o patrimônio e de natureza sexual, “do mesmo modus operandi (modo de operação) como aconteceu com a médica”, enfatizou a presidente do inquérito que apura o assassinado da pediatra.

Falta esclarecer alguns fatos que incriminaram o acusado. Segundo o delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo, o laudo pericial do carro e do local do crime, ainda não ficaram prontos. Portanto, não se pode afirmar que as digitais encontradas no carro eram realmente do suspeito. Quando Gilvan Clécio foi apresentado à imprensa, ainda não tinha terminado de ser ouvido pela polícia. A continuidade do procedimento se estendeu pela noite. Até às 21h30 de ontem, ele continuava a ser ouvido.

A abordagem à médica no shopping durou sete minutos conforme conteúdo da filmagem relatada pelo Secretário César Nunes. O suspeito esperou sua vítima colocar o carrinho da filha no automóvel, se aproximou para rendê-la, tomou a direção do carro e deixou o centro de compras. “A vítima foi encontrada com a calcinha descida, sinalizando que a intenção seria o estupro”, afirmou a delegada Andréa, que não pode confirmar se houve consumação do ato, pois o Departamento de Polícia Técnica (DPT) ainda não forneceu o laudo. Também não houve informação dos delegados se o acusado estaria armado, sob alegação de que Gilvan ainda não tinha concluído seu depoimento.

Imagens do circuito interno mostram abordagem à vítima

As imagens do circuito interno mostram um veículo de cor preta, com características semelhantes ao da médica. Uma mulher, que seria Rita de Cássia, é vista de costas, debruçada sobre o banco do carona, como se estivesse colocando a filha na poltrona infantil. Alguns instantes depois, um homem de estatura média, pele clara e usando uma jaqueta semelhante a que foi apresentada ontem pela polícia, se aproxima da porta esquerda traseira do veículo, exatamente onde a mulher está.

O suspeito permanece no local e mantém diálogo rápido com a sua vítima. O posicionamento da câmera e a existência de uma pilastra no estacionamento impedem a visualização completa do fato e a comprovação se o homem que faz a abordagem estava armado ou não. Em menos de um minuto, o suspeito fecha a porta traseira esquerda e entra rapidamente pela porta do motorista. O local onde o carro estava estacionado era ao lado de uma catraca de entrada para o estacionamento B do shopping. A movimentação de carros bem próxima a ação do suspeito é constante, mas ninguém, aparentemente, percebe a situação.

A prisão temporária do acusado tem a duração de trinta dias e foi assinada ontem pelo juiz da Comarca de São Sebastião do Passé, Antônio Bosco de Carvalho. O mesmo prazo tem a delegada presidente do inquérito para concluí-lo e remeter a documentação à Justiça. “Apesar das negativas do acusado, as provas são contundentes sem margem para qualquer tipo de dúvida e não haverá dificuldade de finalizar os trabalhos”, informou o delegado-chefe Joselito Bispo.

Rita de Cássia Martinez e a filha saíram de casa, por volta das 8 horas da quinta-feira, para comprar presentes do Dia dos Pais. O carro da médica foi encontrado à tarde, na BR-324, por policiais rodoviários, com a criança adormecida. Através dos documentos encontrados no veículo se chegou ao proprietário do carro e esposo da vítima. Num primeiro momento, a polícia acreditava ter sido a mulher vítima de sequestro relâmpago, o que foi descartado no outro dia já que a última movimentação na conta corrente teria sido feita às 11 horas da quinta-feira, sem nenhuma transação sendo realizada depois disso. O corpo da médica foi encontrado horas depois, em uma estrada de terra que dá acesso à Fazenda Lagoa, próxima a Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, 12 km distante de onde o veículo foi encontrado, um Chevrolet Zafira preto. O carro que foi localizado, sem combustível, no acostamento do km 582 da BR-324, entre os municípios de São Sebastião do Passé e Candeias apresentava manchas de sangue e vestígios de lama nos pneus.

O que intrigava os policiais era que apenas a carteira de Rita de Cássia tinha sido levada. A bolsa da pediatra, que guardava joias, e as compras feitas no shopping foram deixados dentro do veículo. “O acusado estava no shopping atrás de uma vítima, que infelizmente, foi a doutora Rita”, comentou a delegada que acredita ter realmente chegado ao autor do crime. Porém, dentre as hipóteses do crime estaria ainda a de crime de mando, que só poderá ser definitivamente descartada com a conclusão do inquérito, prevista para o próximo dia 7 de setembro.

FONTE: TRIBUNA DA BAHIA

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Assassino de médica Rita de Cássia Giácomo tem retrato falado.

O retrato falado do assassino da médica pediatra Rita de Cássia Tavares Giácomo, 39 anos, deve ser divulgado nos próximos dias. Segundo informações da delegada do Departamento de Crimes Contra Vida, Alice de Pinho, uma testemunha, que não teve a identidade revelada, mas que seria um funcionário da Fazenda da Lagoa, teria visto detalhes do assassinato. Não foi divulgado, porém, o conteúdo do depoimento da testemunha, sobre quantos seriam os autores do crime ou a motivação do mesmo.

As câmeras do circuito interno do Shopping Iguatemi, último local em que esteve médica, teriam revelado que um homem de cor branca teria saído com ela dentro do veículo. Porém, essas informações ainda não foram confirmadas pela polícia. Essa mesma descrição já havia sido feita por um vendedor de frutas, que revelou que no final da tarde da última quinta-feira, viu um veículo modelo Zafira voltando da estrada de barro onde a médica foi encontrada morte, em alta velocidade. Segundo ele, o veículo era conduzido por um homem de pele clara e cabelos lisos.

Quatro dias após o assassinato da médica Rita de Cássia, a polícia aposta no relato de uma nova testemunha, um funcionário da Fazenda da Lagoa que esteve ontem no Instituto Médico Legal, em Salvador, para elaboração do retrato falado do assassino. A delegada Alice de Pinho, informou que existe muita informação sobre o crime, mas preferiu manter alguns detalhes em sigilo para não prejudicar as investigações.

Conforme informações divulgadas à imprensa, mas que ainda não foram confirmadas pela polícia, o circuito interno de imagens do Shopping Iguatemi mostrou que a médica teria saído do local acompanhada da filha e por um homem de cor branca, ainda não identificado. O delegado-chefe da polícia civil, Joselito Bispo, declarou por meio da assessoria de comunicação, que não existe mais novidades sobre o caso. Porém, a informação que existiria uma testemunha e que ela participaria da elaboração do retrato falado foi confirmada pela assessoria. Bispo ainda relatou que as investigações continuam e que a polícia prefere manter o sigilo das investigações.

Muitas dúvidas ainda permanecem. As circunstâncias do crime a cada passo das investigações, afastam a hipótese de um sequestro relâmpago nos moldes comuns e caracterizam a suspeita de crime de mando. O fato da criança não ter sido ferida ou exposta ao trauma do assassinato da mãe, é um dado intrigante. Outro ponto é que objetos de valor (como jóias, presentes e documentos) foram descartados dentro do veículo abandonado pelos bandidos, ao ser consumada a falta de combustível. Este que não seria um desdobramento característico de um assalto, seguido de sequestro.
Fonte: Tribuna da Bahia

Preso um dos suspeitos de seqüestrar e assassinar a médica Rita de Cássia Martinez.

Um dos suspeitos de seqüestrar e assassinar a médica Rita de Cássia Martinez, crime ocorrido na última quinta-feira (06), foi preso esta tarde por investigadores da Polícia Civil. O suspeito será apresentado às 16h30, na sede da Polícia Civil, no bairro da Piedade.

A polícia não revelou a identidade do acusado. Ele foi preso por meio de um retrato falado feito por uma testemunha que presenciou o crime.

Também não foi divulgado o local em que o suspeito foi preso. As primeiras informações dão conta de que ele teria saído do presídio dias antes do crime, por meio de um indulto de Dia dos Pais.

I ENPOSP - Encontro Nacional Pela Vida e um outro Modelo de Segurança Publica


O Estado brasileiro cimentou sob as bases de seu desenvolvimento econômico, político e cultural o uso oficial e extra-oficial de aparelhos de criminalização dos povos que de algum modo representam uma ameaça a sua ordem sócio-racial. O estudo da História e a simples consultas à evidencias históricas refletidas no cotidiano das comunidades criminalizadas deste país permite entender que o Estado brasileiro distribuído nos seus três poderes e o seu sistema de justiça criminal é composto por uma normatividade seletiva e, como conseqüência, institutos e instituições seletivas de controle, dominação e extermínio da população negra, indígena e popular.



Atualmente o Estado brasileiro tem sob a sua guarda penal uma população de quase meio milhão de pessoas distribuídas em cerca de 1.500 instituições carcerárias no país. Como resultado de um processo sempre crescente de encarceramento, a população encarcerada cresce proporcionalmente em ritmo mais veloz do que a população livre. Em alguns estados brasileiros cerca de 50% destes já poderiam ter o seu livramento condicional se o prazos legais fossem cumpridos. Uma parcela significativa da população carcerária do país cumpre pena em unidades policiais sem ser julgados e em unidades policiais; e 60% do total de todos @s pres@s cumpre pena sem que se tenha transitado em julgado a condenação criminal. Ao pensar sobre as características da população carcerária verifica-se que 95% dos presos são homens, cerca de 85% das presas são mães, mais de 50% são negros, mais de 90% são originários de famílias que estão abaixo da linha da pobreza, mais de 80% dos crimes punidos com pena de prisão são contra o patrimônio, mais de 90% tem menos do que os oito anos de ensino constitucionalmente garantidos, menos de 3% cumpre penas alternativas, mais de 80% não possui advogados particulares para a sua defesa, mais de 90% são condenados a cumprir a pena de prisão em regime fechado, mais de 70% dos que saem da prisão retornam para ela e menos de 10% dos que cumprem pena em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD)ou outras medidas mais rígidas de segurança se adéquam ao perfil estabelecido para tanto (MIR, 2004). [1]



De outro lado, esse Estado também tem o seu lado genocida. Conforme relatório preliminar de Philip Alston, relator da ONU para execuções sumárias e extra-judiciais apresentado àquela organização em maio do presente ano, no Brasil os policiais matam em serviço e fora de serviço. Porém, nenhuma investigação é feita a respeito, já que tudo se justifica a partir dos autos de resistência, isto é, suposta morte em confronto.Todos os casos são classificados como situação de “Resistência Seguida de Morte” e a investigação se concentra no histórico de vida do morto. Neste país, as polícias cristalizaram em sua atuação uma cultura que orienta e prepara seus agentes para matar aqueles que supostamente representam uma ameaça a ordem sócio-racial.





Diante da necessidade de legitimar o PRONASCI – Plano Nacional de Segurança com Cidadania – é que forças de governo, contando com o apoio de alguns segmentos sociais, estão empreendendo a I CONSEG – Primeira Conferência Nacional de Segurança Pública - um processo de formulação de política criminal travestida de “segurança pública” que nega a participação autônoma e paritária dos movimentos sociais e visa formular políticas criminais e de “prevenção ao crime” sem o necessário debate com a sociedade.

Em contraponto à CONSEG, organizações de movimentos sociais e comunidades organizadas de varias regiões do país estarão de 14 a 16 em Salvador realizando I ENPOSP – Encontro Popular Pela Vida e por um outro Modelo de Segurança Publica. O objetivo deste encontro é articular nacionalmente organizações de movimentos sociais que discutem e atuam no campo de segurança pública e Direitos Humanos no sentido de pensar uma estratégia unificada de enfrentamento as múltiplas formas de violência bem como pensar um modelo de segurança pública que contemple as comunidades e/ou segmentos que representam.



O I ENPOSP discutirá temas como segurança pública, violência policial e execuções sumárias; violência para-militar e grupos de extermínio; violência penal, política carcerária nacional e defesa de direitos de presas e presos e seus familiares; saúde e segurança; representação criminal nas mídias e nas artes; sistema de Justiça Criminal e os limites da política nacional de segurança – SUSP (Sistema Único de Segurança Publica), PRONASCI e o processo de construção da CONSEG.



O I ENPOSP será aberto com um “Ato político pela vida e por uma outra segurança pública” que a partir das 14hs na Praça da Piedade fará concentração e seguirá em marcha de protesto até o local de abertura do encontro.
Realizam o encontro organizações como Associação de Familiares e Amigos de Presos e Presas (ASFAP/BA), Movimento Negro Unificado (MNU), CMA Hip Hop, Círculo Palmarino, Fórum de Juventude Negra da Bahia, Campanha Reaja Ou Será Mort@, Resistência Comunitária, Instituto Steve Biko, Quilombo do Orubu, MSTB, CEAS, Assembléia Popular, Pastoral da Juventude, NENN UEFS na Bahia; Comitê contra a Criminalização da Criança e do Adolescente, Fórum Social por uma Sociedade Sem Manicômios, Movimento Negro Unificado, RLS, Brasil de Fato, Observatório das Violências Policiais-SP, Centro de Direitos Humanos de Sapopemba, Coletivo Contra Tortura, DCE/USP, Francilene Gomes Aguiar, Kilombagem, Associação de Juízes pela Democracia, IBCCRIM, Comunidade Cidadã, Pastorais da Juventude do Brasil, CNBB de São Paulo; Centro de Defesa de Direitos Humanos de Petrópolis, Conselho Regional de Psicologia, Defensores de Direitos Humanos, Movimento Direito Para Quem (?), Grupo Tortura Nunca Mais - Rj, Instituto Carioca de Criminologia, Assessoria Popular Mariana Crioula, Justiça Global, Movimento Nacional de Luta Pela Moradia, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Projeto Legal, Rede De Comunidades e Movimentos Contra a Violência, CORED, CAEV-UFF, Nós Não Vamos Pagar Nada/Uff, Dce Uerj, Lutarmada Hip-Hop, Fórum de Juventude Negra, Central de Movimentos Populares do Rio de Janeiro; Movimento Nacional De Direitos Humanos – MNDH/Es; Fórum Estadual de Juventude Negra – Fejunes; Fórum Estadual LGBT; Círculo Palmarino; Comissão de Direitos Humanos da Oab/Es; Pastorais Sociais da Arquidiocese de Vitória; Associação Capixaba de Redução de Danos – Acard e Associação de Mães e Familiares de Vítimas da Violência – Amafavv/Es do Espirito Santo além de varias representações independentes de familiares e vitimas de execuções sumarias, violência policial e de prisão de todo território nacional.




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[1]MIR, Luis. Guerra Civil – Estado e trauma. São Paulo, Geração,
2004. 962p.





PROGRAMAÇÃO*



Abertura - Dia 14 de agosto

Ato político pela vida e por uma outra segurança pública!



15 h - Concentração na Praça da Piedade – Salvador/Ba

18h – Abertura solene - Saudação as comunidades e organizações participantes

19h- Conferência Magna – Familiares de presas e presos e de vítimas de execuções sumárias e extra judiciais – As sobreviventes do genocídio brasileiro falando em primeira pessoa.



Representante das Mães de Acari (RJ)

Representantes da AMAV (ES)

Representante das Mães de Cana –brava (BA)

Representante das Mães de Maio-2006 (SP)

Representante da ASFAP (BA)



Dia 15 de agosto

LOCAL: Faculdade de Arquitetura da UFBA / Federação – Salvador/Ba.

Construção de um plano de enfrentamento ao genocídio brasileiro

8 às 10 h – Informes sobre a situação particular de cada Estado frente à CONSEG, PRONASCI, Políticas carcerárias e de segurança publica- Pensando em um contraponto nacional a política genocida do Estado brasileiro (indicado pelos representantes da Comissão Operativa de cada estado)

10 às 12 h – Painel - Subsídios para o debate: Reflexões acerca do atual modelo de segurança pública

12 às 13 h – Almoço

13 às 18h - Discussões temáticas (grupos reunidos concomitantemente a partir das 14hs)



Grupos de Trabalho

Tema 1: Segurança pública, Violência policial e Execuções sumárias

Tema 2: Violência para-militar e grupos de extermínio: as responsabilidades do Estado

Tema 3: Violência penal, política carcerária nacional e defesa de direitos de presas e presos e seus familiares

Tema 4: Limites da política nacional de segurança: A sociedade civil organizada frente ao SUSP, PRONASCI e o processo de construção da CONSEG

Tema 5: Saúde e Segurança: as conseqüências de uma política não pensada

Tema 6: Violência simbólica: representação criminal nas mídias e nas artes

Tema 7: Sistema de Justiça Criminal em Debate

18 hs Encaminhamento dos relatórios dos grupos para Coordenação.



Dia 16 de agosto –

8 às 12 h – Encaminhamento das formulações e definição de rumos políticos frente à política genocida do Estado brasileiro.

14 h – Finalização dos trabalhos



LOCAL: Faculdade de Arquitetura da UFBA / Federação – Salvador/Ba.

CRACK, NEM PENSAR. Vamos atuar nesta campanha.


Da Agenda (11/8/2009) - A Agenda 2020, movimento que objetiva transformar o Rio Grande do Sul no melhor Estado para se viver e trabalhar, através de propostas e de projetos, aderiu a campanha “Crack, Nem pensar”, do Grupo RBS.

Trata-se de uma bandeira de guerra contra um inimigo terrível, que escraviza pessoas, destrói famílias, degrada a juventude, estimula o crime e provoca mortes.

- A Agenda 2020 não poderia deixar de apoiar uma ação social desta magnitude já que é impensável uma sociedade melhor, como preconiza o movimento, se não estiver livre da droga – ressaltou o diretor executivo da Agenda 2020 e da Pólo RS, Ronald Krummenauer.

A divulgação da campanha, no âmbito da Agenda 2020, será feita a partir do Fórum de Cidadania e Responsabilidade Social.


Para conhecer a campanha acesse o


www.cracknempensar.com.br

Fonte: Agenda 2020

11 de agosto é o dia de Santa Clara. A padroeira da Televisão.

Santarém - Clara nasceu em Assis no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua religiosa mãe, a qual haveria de ter uma filha que iluminaria o mundo. Realmente esta foi a grande profecia de Hortolana, sua mãe.

Pertencente a uma nobre família, destacou-se desde muito pequena pela as caridade e respeito para com os pequenos e pobres, e sonhava com uma vida cheia de sentido, que lhe trouxesse uma verdadeira felicidade e realização e por isso ao se deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco e Assis, apaixonou-se por este estilo de vida.

Depois de muitas conversas com Francisco, com apenas dezoito anos, Clara abandonou o seu lar, saindo de casa sorrateiramente em plena noite, acompanhada por sua prima Pacífica e outra amiga, para seguir Jesus. Ela foi ao encontro de Francisco de Assis, na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente.


Propósitos religiosos

Nem a ira dos seus parentes, nem as lágrimas de seus pais conseguiram fazê-la retroceder em seu propósito. Poucos dias depois, sua irmã Inês veio lhe fazer companhia, alguns anos após sua irmã mais velha Beatriz e sua mãe, também seguiu Clara, morando no convento com o mesmo ideal.

Ali viveu dentro da clausura o seu ideal de pobreza evangélica Surgiu assim, a Ordem das Clarissas. A cada dia esforçava-se no amor a Jesus e sentia e seu coração o chamado ardente para segui-lo na perfeição.
Irmãs da Imaculada Conceição em Santarém

Em 11 de agosto de 1253, aos 60 anos de idade, Clara entra para a glória eterna. Viveu 42 anos consagrada e 28 anos de contínua dor, conta sua história que não se ouviu nenhuma murmuração nem queixa, de seus lábios brotavam sempre palavras de louvor e ação de graças e viveu um amor profundo pela Sagrada Eucaristia, onde presenciou muitos milagres através da sua fé.


A quem temerei?

A história conta que Clara já doente e acamada percebeu que o Mosteiro onde viviam as irmãs estava sendo atacado pelos Sarracenos, homens violentos, onde estavam para invadir, quando levantou-se tomou em suas mãos o Ostensório com Jesus Eucarístico e saiu pela porta central do Mosteiro enfrentando aqueles homens rudes, ao vê-la saíram correndo tamanho o poder que brotava daquela alma segura e que proclamava sempre: “o Senhor é a minha luz e a minha salvação, a quem temerei?”.

Em outra ocasião, um ano antes de sua morte, presenciou em contemplação, toda uma Celebração Eucarística, sem precisar sair de se leito, por isto, hoje ela é aclamada como protetora da televisão.

Em 1255, a virgem de Assis, é proclamada Santa Clara e apresentada a Igreja como um modelo de vida exemplar de fidelidade, obediência, pobreza, castidade e caridade.

Em 6 de agosto de 1850, foi encontrado o túmulo onde o corpo da santa fora depositado há 6 séculos, onde então receberam autorização para exumação do seu restos mortais, onde foi aberto seu sarcófago, com a presença do Bispo de Perugia, futuro Papa Leão XIII, um químico, um arqueólogo e autoridades, se surpreenderam com o grande milagre que contemplaram, seus ossos estavam intactos e surpreendentemente a pele estava sombria mas bem colada aos ossos, os ramos de tomilho que enfeitavam o corpo permaneciam conservados, a cabeça inclinada sobre o ombro esquerdo, o braço esquerdo sobre o peito e o direito estendido ao longo do corpo. O corpo foi erguido e colocado num relicário.

Na beleza deste nome um modo de ser. Na grandeza deste nome a dignidade de ser mulher e santa. Na força deste nome um programa de vida. Clara Mãe, Clara Irmã, rogai por nós!”
Irmã Missionária da Imaculada Conceição em entrada do Colégio


Influência em Santarém

Hoje, dia 11, a Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição e o Colégio Santa Clara, em Santarém, celebram a memória da jovem inteligente e bela que se tornou uma Dama pobre.
Imagem interna do Colégio Santa Clara


Histórico

1193-Nascimento de Clara Offreduccio de Favarone, em Assis
1198-A Família de Clara se refugia no Castelo de Cocorano.
1203-1205-Exílio em Perugia, juntamente com outras famílias nobres que combatem contra o município de Assis
1210-Clara assiste às pregações de Francisco
1212-Noite de Domingo de Ramos, Consagração de Clara na Porciúncula (Santa Maria dos Anjos). Breve período junto às beneditinas. Fixação definitiva em São Damião.
1214-Irmã Balvina, companheira de Clara, funda uma comunidade de damianitas em Spello.
1215-Clara recebe o título de Abadessa.
1216-Obtém do Papa o privilégio da máxima pobreza.
1218-1219-Clara e as suas irmãs recebem a Constituição do Cardeal Hugolino com a Regra de São Bento. Algumas damianitas emigram para Sena, Luca, Florença, onde Inês, irmã de Clara, torna-se Abadessa.
1220-Segundo a Tradição, tem lugar a fundação de Reims, o primeiro mosteiro de França.
1224-Início da doença de Clara.
1227-O Papa confirma a assistência dos frades para as irmãs de São Damião.
1228-O Papa visita Clara em São Damião.
1234-Santa Inês, filha do rei da Boêmia, funda um convento em Praga e lá vive. Primeira carta de Clara a Inês.
1238-Um convento de damianitas na Eslovênia: Trnava.
1240-Sarracenos em São Damião: proteção milagrosa da comunidade.
1241-Pela oração das irmãs, a cidade de Assis foi libertada do cerco dos exércitos do imperador.
1242-A beata Cunegundes funda um mosteiro em Olomuc, Moravia.
1245-A beata Salomé funda um mosteiro na Polônia, em Zawichost.
1247-Regra de Inocêncio IV: as damianitas são associadas à Ordem Franciscana e deixam a Regra de São Bento. 1253-IV e última carta conhecida de Clara para Inês de Praga.

1253-O Papa visita Clara e aprova a sua Regra, nesse mesmo ano, em 11 de agosto, morre Clara.
1253-Morte de Santa Inês de Assis (irmã de Clara)
1255-Canonização de Santa Clara. Celano escreve a sua biografia.
1260-Traslado do corpo de Clara e transferência da comunidade de São Damião para o atual mosteiro de Santa Clara de Assis.
1263-A Ordem de São Damião toma o nome de Ordem de Santa Clara.

Fundação Jaqueira convida para missa na Igreja da Piedade,Salvador, Bahia

Hoje, às 18 horas, na Igreja da Piedade, será celebrada missa in memorian para Maria Lúcia Jaqueira de Mattos, Walter Jaqueira Gírio e Durval de Mattos Santos.Primos que preservaram por toda a existência uma grande e verdadeira amizade.
Registramos nossa saudade eterna.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Médica Rita de Cássia Tavares Giacon:Testemunha, perícia e imagens apontam pistas do crime.

Crime de mando, assalto e sequestro relâmpago. Estas são algumas das hipóteses levantadas pela polícia sobre a morte da médica Rita de Cássia Tavares Giacon, 39 anos. Tida como uma pessoa pacata, prestativa, e sem inimigos, o que mais intriga a polícia, parentes e amigos é a forma como a mulher foi morta.

A possibilidade de crime de mando vem do fato dos agressores não terem levado nada da vítima, a não ser uma carteira com os cartões e documentos. Porém não foi realizado retirada de dinheiro, nem cartões foram usados para comprar algo. Enquanto isso, bolsa, joias e compras foram abandonados no carro modelo Zafira, pertencente à vítima, que foi deixado na BR-324, sentido Salvador, com a filha dela dentro, uma criança de 1 ano e oito meses, que foi poupada pelos agressores.

O laudo da necrópsia identificou que a médica foi morta depois que os pneus do carro passaram na cabeça e barriga dela mais de uma vez. O carro de Rita de Cássia foi encontrado na BR-324, na região de São Sebastião do Passé, distante 12 km do corpo da médica. Nos pneus do carro e lateral, havia grande concentração de barro. Já no interior do veículo, havia vestígio de sangue. Apesar disso, no corpo da vítima não foram encontrados lesões causadas por tiros ou uso de arma branca.

Portanto, indícios apontam que a médica teria sido levada até a estrada de barro que dá acesso a Fazenda Lagoa, próxima a Santo Amaro, onde teria sido espancada e depois o carro passado por cima várias vezes. Já no caminho de volta a Salvador, o carro foi encontrado pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal, sem gasolina e com a filha da vítima dormindo na cadeirinha de bebê.

Um vendedor de frutas revelou que no dia do crime, no final da tarde da última quinta-feira, viu um veículo modelo Zafira voltando da estrada de barro com tanta velocidade, que ele teve que se jogar num barranco para não ser atropelado. A testemunha chegou a gravar as características do homem que conduzia o veículo, sendo de pele clara e cabelos lisos. As delegadas, Dalva Cardoso e Andréa Ribeiro, ambas lotadas na Delegacia de Homicídio (DH), foram neste sábado ao local onde o corpo foi encontrado, a fim de tentar levantar mais indícios que possam identificar os criminosos.

Na última sexta-feira, um homem chegou a ser conduzido para a delegacia, mas foi solto no sábado pela manhã por falta de provas. Ontem, o esposo da vítima, o médico Márcio Martinez e alguns colegas de trabalho da médica, foram ouvidos pelas delegadas.

Outra peça importante nas investigações, o conteúdo do circuito interno de TV do Shopping Iguatemi, onde a médica realizou as últimas compras, já está sendo analisado pela polícia. Mas, os agentes não divulgaram detalhes das filmagens para a imprensa. Outra especulação é de que a médica pode ter sido abordada pelos marginais quando entrava no carro, no estacionamento do shopping, o que não teria sido gravado, pela ausência de câmeras.

Diligências estão sendo realizadas nos municípios de São Sebastião do Passé e Santo Amaro, no recôncavo baiano. Segundo o delegado chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo, nenhuma informação sobre o crime será concedida pela polícia antes de realizar a prisão dos autores. “Várias pessoas já foram ouvidas. Estamos trabalhando ininterruptamente no caso, seguindo algumas pistas, que não podemos adiantar”, disse Bispo. O chefe do Serviço de Investigação da DH, Clóvis Santos, informou que duas equipes investigam o crime.

Silvana Blesa/Tribuna da Bahia

Assassinato da médica ainda é um mistério.

Continua o mistério sobre a morte da médica pediatra, Rita de Cássia Tavares Giacon Matrinez. De acordo com informações de polícias do Serviço de Investigação (SI), da Delegacia de Homicídios (DH) na noite de ontem, a polícia teria recebido uma denúncia anônima de que alguns homens estariam dentro de uma casa na cidade de Madre de Deus, e seriam suspeitos do assassinato. Policiais foram até o local indicado, mas ninguém foi encontrado. Segundo o chefe do SI, Clovis Santos, a polícia realizou buscas em Madre de Deus e São Sebastião do Passé, mas nenhum suspeito foi preso. “Acredito que até a próxima segunda-feira os culpados estejam presos. Vamos trabalhar em cima das informações que já temos em mãos e tentar prender os assassinos”, afirmou. As imagens do circuito interno do shopping foram entregues ainda ontem à polícia.

O corpo da médica, vítima de um suposto sequestro, foi liberado do Instituto Médico Legal, na manhã de ontem. Duas equipes chefiadas pelas delegadas Andréa Barbosa e Dalva Cardoso, da Delegacia de Homicídios, investigam o crime e não divulgaram os suspeitos da autoria do assassinato.

Segundo Antonio Sá Telles, amigo da família, a médica residia há 10 anos em Salvador, no bairro da Pituba. O marido dela, o também médico, Márcio Martinez, é baiano. “Eles estudaram juntos e se conheceram durante o período de residência. Se casaram e vieram morar aqui. Os dois tinham uma convivência ótima. Eram tranquilos. Desconheço qualquer situação de briga e desentendimentos entre o casal”, afirmou.

Ainda segundo relatos de Antonio Sá, no dia do crime, Rita de Cássia estava de folga. Ela saiu com a filha de 1 ano e oito meses para comprar presentes para o Dia dos Pais. No período da noite, iria dar plantão no Hospital Santa Izabel. A médica também trabalhava em um posto de saúde, localizado no Nordeste de Amaralina.

Uma das hipóteses do crime é que a médica paulista tenha sofrido sequestro relâmpago após ter ido fazer compras no shopping Iguatemi com a filha de 1 ano e oito meses. Ela teria sido abordada por bandidos na Avenida Tancredo Neves. Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrou o carro da médica, um Zafira preto, de placa JSH-2055, abandonado no km-582 da BR-324 (entre os municípios de São Sebastião do Passé e Candeias). O veículo estava sem combustível e, no interior, a filha de Rita de Cássia estava dormindo. Horas depois, o corpo da pediatra foi encontrado próximo a Fazenda da Lagoa, localizado na região de Santo Amaro. Segundo informações da PRF, não havia marcas de arma branca ou disparos de arma de fogo. A suspeita é que ela tenha sido atropelada.

Porém, amigos da vítima ficaram intrigados com a morte da médica. “É muito estranho esse crime. Nada foi roubado e nenhuma transação bancária foi efetuada no momento do sequestro. Nem os presentes foram levados”, desabafou uma amiga de Rita, que não quis se identificar.

Crime brutal intriga os familiares

A pedidos de amigos e colegas de profissão, o corpo da médica pediatra Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, 39 anos, foi velado na capela do Cemitério Campo Santo, bairro de Brotas, durante toda a noite de ontem. Os pais e o marido da vítima, até a noite desta sexta-feira, não teriam comparecido ao cemitério. Segundo familiares, ambos estariam abalados emocionalmente e evitaram comparecer ao velório.

O capitão de fragata, médico e diretor do Hospital Naval, Álvaro Figueiredo Bisneto, presente no cemitério, lamentou a tragédia e relembrou os cinco anos em que a médica teria trabalhado na unidade. “Ela era 1ª tenente médica. Era uma pessoa cativante. Uma profissional que adorava o trabalho. Todos os membros do hospital estão em estado de choque. Foi uma crueldade o que fizeram. Interromper a vida de uma pessoa desse jeito”, lamentou Álvaro.

O irmão da cunhada da vítima, Antonio, também presente na capela, contou que até o inicio da noite, a polícia não teria liberado o corpo da vítima para que fosse enterrado em São Paulo. Segundo ele, durante a tarde, o sogro da médica teria ido à delegacia de São Sebastião do Passé, pegar autorização para que o corpo fosse encaminhado para a cidade onde Rita nasceu. “Toda a família está em estado de choque. Ela não tinha inimigos. Mais uma vez os bandidos matam e ganham a impunidade. Até onde vai está violência”, questionou Antonio.

Por que tanta violência? Está foi à pergunta de Mario, parente de Marcio, marido da vítima. “Ela saiu para fazer compras para o dia dos pais. Pelas notas fiscais, até as 11 horas da manhã ela estava no shopping. A partir daí não sabemos mais o que aconteceu. O governo e a própria polícia tem que dar satisfação aos familiares e a sociedade sobre essa tragédia”, disse Mario.

“Eles estavam casados há dez anos. Moravam no Pituba Ville. O sonho de Rita era ter uma filha. Os dois eram apaixonados resolveram ter um filho. Quando a criança nasceu, ela deixou o hospital da marinha e ficou apenas com os plantões para ter tempo de cuidar da filha”, contou uma ex-colega de trabalho que não quis se identificar.

De acordo com informações de parentes, o corpo da médica será encaminhado hoje pela manhã, para a cidade de São Paulo, onde será enterrado. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) enviou uma nota sobre o falecimento prematuro e trágico da médica Rita de Cássia, servidora do 9º Centro de Saúde Sabino Silva, há 9 anos. Por conta do falecimento, os atendimentos na unidade só serão retomados da segunda-feira, dia 10.


Tatiana Ribeiro e Leidiane Brandão
Tribuna da Bahia

domingo, 9 de agosto de 2009

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Desde o anúncio da morte da médica Rita de Cássia Tavares Giacon que foi cruelmente assassinada na Bahia milhares de pessoas tem visitado o Blog. É importante que deixe sua mensagem. Seja de conforto, seja de pesar, seja de revolta. O Estado tem que dar uma resposta a esta morte. A segurança pública baiana está habituada a esquecer crimes que chocam a sociedade e que deixam profundas marcas de dor em suas famílias.
Escreva. Os movimentos de mulheres exigem atenção para este caso. Faça a sua parte.

Vera Mattos



Veja estatísticas:

1. VERA MATTOS: O corpo da médica pediatra Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, sequestrada e assassinada ontem, será sepultado em São Paulo. 40.27%


2.VERA MATTOS: A médica Rita de Cássia Tavares Giacon foi cruelmente assassinada na Bahia. Precisava isso? 14.21%

sábado, 8 de agosto de 2009

A médica Rita de Cássia Tavares Giacon foi cruelmente assassinada na Bahia. Precisava isso?



As marcas de pneus na barriga e na cabeça da médica Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, 39 anos, indicam que ela foi atropelada mais de uma vez quando morreu.

De acordo com policiais que trabalham no caso, foram os atropelamentos que causaram a morte da pediatra, cujo corpo foi encontrado na quinta- feira próximo à cidade de Santo Amaro.

As razões para a crueldade do crime ainda estão sendo investigadas: a polícia descarta a princípio a possibilidade de mãe e filha terem sido vítimas de sequestro ou de assalto.


Para os investigadores, o assassinato foi encomendado. Na sexta-feira (7) à noite, um suspeito de participar do crime - seu nome não será revelado até que haja comprovação do envolvimento - foi detido para interrogatório. O marido da vítima, o médico radiologista Márcio Luís Alves Martinez será ouvido neste sábado (8) pela manhã na Delegacia de Homicídios (DH).

A curta distância entre as marcas de pneu encontradas no rosto e na barriga evidenciam, segundo agentes da DH, que Rita de Cássia foi atropelada mais de uma vez.

De acordo com eles, não há dúvidas de que a morte da médica foi encomenda. “Se fosse sequestro, os bandidos teriam pedido resgate. No caso de ‘saidinha bancária’, teriam obrigado a médica a sacar dinheiro, mas a última compra no cartão foi por volta das 11h, quando a vítima comprava roupas para o marido”, disse um policial.

Ele informou ainda que a vítima parecia ser uma pessoa querida. “As únicas ocorrências que encontramos em nome da médica foram duas queixas em que foi vítima de um furto de celular em 2003”.

Ainda de acordo com outro policial da delegacia, seria estranho que, em caso de assalto, os ladrões levassem apenas a carteira da vítima. “No carro foram encontrados joias, objetos comprados no dia, além da bolsa”, disse. Segundo familiares, Rita de Cássia era tenente da Marinha, mas pediu desligamento há algum tempo.

Suspeito

Desde que o corpo de Rita foi encontrado na Fazenda Lagoa, em Santo Amaro, no final da tarde de quinta, duas delegadas da DH e seis agentes foram a São Sebastião do Passé, onde o Zafira (placa JSH-2055) da vítima foi abandonado no km 582 da BR-324.

O veículo foi encontrado sem combustível pela Polícia Rodoviária Federal, após apurar denúncia de encontro de cadáver. Na ocasião, a filha de 1 ano e 8 meses foi deixada no interior do veículo.

Na sexta-feira (7) à tarde, um suspeito foi detido por policiais na zona rural do município de São sebastião do Passé e conduzido à Superitendência de Inteligência.

Posto fecha por comoção de colegas

O posto de saúde no Nordeste de Amaralina fechou mais cedo na sexta-feira (7). Ao saberem do crime, médicos enfermeiros e funcionários comunicaram à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que não teriam condições emocionais para trabalhar.

Por volta das 9h, o atendimento foi suspenso, mas boa parte dos 128 profissionais permaneceu até as 12h na unidade, à espera de notícias sobre onde seria velado o corpo de Rita de Cássia Tavares Martinez, 39 anos, encontrada morta na quinta-feira (6).

Os últimos nove anos da médica pediatra e herbiatra (que cuida de jovens dos 10 aos 20 anos) foram dedicados à comunidade do Nordeste de Amaralina, onde trabalhou no 9º Centro de Saúde Professor Sabino Silva. Lá, era admirada pelos colegas e moradores do bairro.

“Ela era maravilhosa, como pessoa e como médica. Atendia sempre com boa vontade, chamava a gente de mãe”, lembra a aposentada Darcy de Jesus Santos, 53 anos, que recorria à doutora Rita sempre que os netos de 10 e 12 anos apresentavam algum sintoma de doença.

“Todos os funcionários sentiram, e também os pacientes. Eu fiquei muito abalado”, revela o administrador do posto, Henrique Macedo, 54 anos, e que há 33 trabalha no 9º Centro.

“Uma pessoa tão calma, boa, alegre, ajudava todo o mundo. A gente não entende esse crime”, diz a dona de casa Euzelina Souza Assis, 29 anos, vizinha de porta do 9º Centro. Na sexta-feira (7), era dia de plantão, pela manhã e pela tarde, da médica Rita de Cássia.

Enterro de médica será em São Paulo

O corpo de Rita de Cássia será encaminhado neste sábado (8) para São Paulo, onde a médica deve ser sepultada. No final da tarde de sexta-feira (7), o corpo da médica foi velado por parentes e amigos no Cemitério do Campo Santo. Rita de Cássia é natural de São Paulo, onde tem família.

A mãe dela, dona Ieda, chegou na manhã de ontema Salvador e foi ao Instituto Médico-Legal (IML), onde o marido da médica, o radiologista Márcio Martinez, cumpria a burocracia para a liberação do corpo. Emocionada, a mãe da médica teve que ser amparada por parentes. Ninguém quis dar entrevista.

Compras para o Dia dos Pais antes do crime

Na última vez que foi vista em público, a médica Rita de Cássia escolhia um presente para o Dia dos Pais em companhia da filha de 1 ano e 8 meses. Entre sorrisos e brincadeiras com a pequena Isabela, ela gastou menos de meia hora numa loja do Shopping Iguatemi para escolher o presente do marido.

Saiu de lá às 11h, com uma camisa esporte e duas calças de brim, sob os muxoxos de protesto da filha, impaciente com a demora nas compras. O marido, o médico radiologista Márcio Martinez, tinha saído para o trabalho às 7h, pouco antes de Rita ir aproveitar a manhã de folga com a filha no shopping.

O casal se conheceu enquanto fazia residência médica em São Paulo. Ela paulista, ele baiano, há dez anos resolveram vir morar juntos em Salvador. Naquela tarde, a médica tinha compromisso. Iria participar de uma reunião no Posto de Saúde da Família no Garcia, sobre a saúde de jovens e adolescentes. Não pôde ir.

Foi encontrada morta, no final da tarde de sexta-feira (7), numa estrada de barro, próximo ao município de Santo Amaro. A Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS) e o Hospital Santa Izabel, onde Rita de Cássia, 39 anos, trabalhava, divulgaram na sexta-feira (7) notas de pesar pelo falecimento da médica pediatra.

O comunicado emitido pela SMS faz ainda um apelo para que os culpados pelo crime sejam apontados. “A SMS pede o empenho da polícia para localizar e prender os responsáveis por este ato de violência”, diz a nota. Já o Hospital Santa Izabel, descreve a médica como uma “profissional dedicada, competente e que era muito querida no seu ambiente de trabalho”.

Rita de Cássia era conhecida pelo cuidado com animais

A médica Rita de Cássia era conhecida no Nordeste de Amaralina, onde trabalhava no 9º Centro de Saúde, pelo carinho dedicado aos cachorros de rua.

“Ela pegava os cachorros na rua e levava para clínicas ou para a casa dela. Ela tinha um carisma muito grande”, lembra a funcionária do 9º Centro Sandra Almeida, 46 anos.

Entre as amizades caninas que cativou estava a cadela vira-lata Branca, que todos os dias visitava o posto. A dona de Branca, a vizinha Euzelina Assis, 29, não tinha ciúmes. Tanto que acabou por “doar” Branca a Rita de Cássia, após perceber a predileção da vira- lata.

“Uma vez Branca fugiu de minha casa e a doutora me levou para procurá-la, do Ferry Boat a Itapuã. Quando vimos, Branca estava na porta da casa dela, na Pituba”, revela Euzelina, ao contar por que cedeu a cadela.

Amigos deixam recados de pesar em página do Orkut

No site de relacionamentos Orkut, Rita de Cássia recebeu várias mensagens de pesar e de luto dos seus amigos e pessoas que mostraram solidariedade. Uma amiga aponta as qualidades de Rita ao dizer que “a sua delicadeza no falar, a sua bondade com as pessoas e com os animais, esses são os exemplos que ficarão'.

Em um outro recado, outra amiga dá forças para a família: “Ao marido, que Deus te dê forças para criar essa sementinha linda que ela deixou”, referindo-se à filha de 1 ano e 8 meses, que foi encontrada dormindo dentro do carro da médica.

Ela e o marido, que é baiano, se conheceram há cerca de dez anos, em São Paulo. Mães de pacientes também deixaram seus pêsames. “Obrigada por ter cuidado do meu filho Ícaro, por duas vezes no Hostital Santa Izabel... descanse em paz”, diz um dos recados.


(notícia publicada na edição impressa do dia 08/08/2009 do Correio
da Bahia

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O corpo da médica pediatra Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, sequestrada e assassinada ontem, será sepultado em São Paulo.

O corpo da médica pediatra Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, de 39 anos, foi liberado hoje (7), do Instituto Médico Legal (IML) e será enterrado em São Paulo.

  Toda a sua família mora em São Paulo, aqui em Salvador ela só tinha o marido ea filha de 1 ano e oito meses.

  A médica foi encontrada morta no final da tarde de ontem (6), na Fazenda Lagoa, próximo ao município de Santo Amaro. O carro de Rita foi encontrado abandonado na BR-324, com sua filha dormindo.

  O corpo da vítima não tinha arma branca ou marcas de disparos de armas de fogo, parecia que tinha sido atropelada várias vezes.

  Estão O caso sendo investigado pela Delegada Andreia Ribeiro, da Delegacia de Homicídios.

  Publicada: 07/08/2009 atualizada: 07/08/2009
Tribuna da Bahia

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Estão derramando o sangue dos meninos da Bahia.



Há alguns anos atrás o jornalismo corria atrás das informações sobre os crimes:
Dados completos da vítima.Tipologia (homicídio, tentativa de homicídio, estupro, lesão corporal, latrocídio e linchamento). A quem era atribuído o crime se a policial civil, policial militar, grupo de extermínio, desconhecidos, marginal aqui entendido como ladrão ou bandido, outros caracterizados como do grupo próximo ou familiar da vítima.

Havia tempo para buscar-se o motivo do crime: se ação policial, assalto, conflito, envolvimentos com drogas, com justiceiros ou grupos de extermínio.
Levantamento do instrumento utilizado para o êxito do evento: armas e seus diversos tipos. Detalhamento do crime, circunstâncias, região etc.

Hoje já não há mais tempo para isto. Os meninos da Bahia tombam sobre o solo baiano e derramam sangue. Conta a polícia que a ação é de grupos de extermínio que aparecem sempre caracterizados como justiceiros, cobradores de dividas do tráfico, guerra de quadrilhas.

Então a vitima fica assim: morreu um jovem não identificado assassinado por um desconhecido. Mas o motivo é dito com a letra do poder: jovem morto por vinculação ao tráfico de drogas. E leva-se para o Instituto Médico Legal – IML. Nas gavetas espera-se (?) que alguém reconheça oficialmente e venha procurar aquele corpo para enterrar.

Os jovens pobres e negros estão morrendo. O sangue vermelho dos jovens negros está escorrendo sobre o solo baiano.

E não tem demagogia neste discurso não. Faz tempo que falamos sobre isto. Faz tempo que suplicamos soluções quando é dever do Estado nos dar segurança. Quando é dever do Estado nos dar condições e, por conseguinte, também a estes jovens.

Os grupos de extermínio agem assim livremente na Bahia. As listas dos que irão morrer circulam livremente entre os justiceiros que estão a serviço de um poder maior do que o
Estado.

O nosso governador está pessimamente assessorado. Ele que é homem que teve votos suficientes que lhe assegurariam a possibilidade de mudanças radicais na Bahia parece que se entregou a outras questões. Eu, sua eleitora, fico indignada. Jaques Wagner é melhor você rever o seu governo e olhar a imensa matança que estão praticando em seu nome.

Quantos secretários de segurança pública já passaram por você? Que pessoas você procurou ouvir? E os movimentos sociais que ajudaram a te eleger já estiveram com você ou apenas com seus vaidosos assessores?

Wagner tem jovens morrendo. Jovens negros tombando diariamente. A sua polícia quando chega mata e depois lacra o cadáver e diz que foi culpa do tráfico.

Wagner os seus policiais civis e militares estão morrendo, já não podem usar suas fardas. Eles também são mortos para defender a população e em troca recebem um salário miserável.

Wagner temos viúvas de todos os lados. Temos crianças órfãs de todos os lados. Temos mães que não tem como enterrar seus filhos.

Wagner você ouve o grito de dor destas mulheres? Você ouve o grito de dor destas crianças? Você vai ao enterro dos militares e civis mortos?

O que você faz Wagner? Eu te peço: não me envergonhe, não envergonhe quem te elegeu.

Temos direito a uma cidade pacífica, a uma violência em limites que possam ser compreendidos.

Wagner: coloca a cabeça no travesseiro e que venha um clarão de luz que te ajude a oferecer uma saída para tudo isto.

Vamos sair do discurso para a prática.

Renove as suas práticas e não fique no cartilha política da aceitação e da passividade.

Escuta companheiro: hoje, ainda hoje, você terá tempo, se desejar, de salvar muitas vidas.

*Vera Mattos

*Artigo publicado na edição de 07/08/2008 do jornal Tribuna da Bahia.

Vera Mattos é Jornalista e Radialista.
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil, dirigente do Fórum de Mulheres do Mercosul/capitulo Brasil, integrante do Movimento Estado de Paz, entre outros.

http://www.forumseguranca.org.br/artigos/estao-derramando-o-sangue-dos-meninos-da-bahia

Segurança Pública na Bahia é caso para polícia, justiça e direitos humanos.


Não. Já não basta dizer que a segurança pública na Bahia é o caos. E que alguém encontre algum adjetivo para denominar um dos momentos mais dramáticos da história de Salvador. Acabo de saber que a mulher seqüestrada pela manhã foi encontrada morta. A filhinha dela foi deixada dentro do carro abandonado pelos seqüestradores e Deus permitiu que a criança continuasse viva. Mas a mãe está morta. Precisava isto?

O desencontro da Segurança Pública na Bahia é estarrecedor. Policial militar matando policial civil. A população teme a polícia de uniforme. A população treme diante de traficantes. Os pontos de drogas se multiplicam. Os usuários de crack perambulam pelas ruas. As mortes na periferia de Salvador já ultrapassam o limite do racional.

Os jovens negros continuam morrendo brutalmente assassinados sempre sob a máscara de crime praticado por serem ou usuários ou traficantes de drogas. As casas da periferia também são invadidas por policiais civis e militares sem qualquer ordem judicial. Esta semana alguns moradores que resolveram colocar o rosto na televisão falando da barbárie tiveram a casa incendiada. Precisava isto?

Todos os dias a cidade que é linda e que nasceu para ser feliz, torna-se uma cidade cinzenta e lacrimosa. Neste momento algumas famílias choram perdas irreversíveis.

A sociedade não tolera mais. Os policiais não toleram mais. A periferia não suporta mais. A cidade está asfixiada pela ausência de segurança pública. As Secretarias de Segurança Pública e de Justiça não se entendem. O governador Jacques Wagner aumentou o tom de voz para manter os policiais militares em atividade e postergar a greve. Precisava isto?

Ao citar Aracaju/Sergipe, o governador Jacques Wagner disse que os policiais de lá ganham mais porque não há como comparar a realidade sergipana com a baiana. E ainda disse que também não tem como explicar que o salário do Governador de Sergipe seja o dobro do dele.

Na verdade, o que o governador baiano tem que explicar não é a diferença entre os Estados. Temos toda uma periferia desamparada, temos cidades desamparadas, municípios desamparados. Delegacias fechadas, prisões lotadas, cemitérios clandestinos. A polícia militar com armas ultrapassadas. Viaturas insuficientes. Medo de vestir o próprio uniforme em seus bairros.

A polícia civil enfrentando uma forte crise depois da morte do perito na semana passada. A polícia militar chorando seus mortos. E mais de mil famílias chorando assassinatos que já estão arquivados, pois os mortos são em sua maioria negros, pobres e de periferia e acusados de pertencerem ao tráfico. Precisava isto?

Salvador é uma cidade literalmente a beira do abismo. A sensação que temos é que estamos em um país dentro do outro. A Constituição não é respeitada aqui. Se assim fosse as casas não seriam invadidas, os policiais apresentariam ordem judicial para busca e apreensão, as pessoas não seriam executadas friamente.

A cidade tem cor de sangue. Tem cheiro de mortos. Lamento profundamente ver os jovens negros baianos serem vitimas da matança. Lamento pelas mulheres vitimas de violência. Lamento por tantos assaltos a ônibus. Lamento por tanta história que não poderá ser concluída.

A população baiana perde a alegria. Largos, ruas e ladeiras estão cheias de moradores de rua. Gente que perambula sem casa, sem comida, sem chão. A injustiça social atinge proporções assustadoras. Precisava isto?

Onde estão os empregos para a população jovem? E as escolas em boas condições para a prática do ensino público? Será que eu posso perguntar a Wagner uma única coisa?
Se posso então lá vai: precisava isso???


Vera Mattos
06/08/2009

Juliano Gouvêa conversa sobre o lançamento do Diário de uma Fenix.

 
  
  Blog: Como você teve a idéia de escrever?
Desde pequeno, sempre criava situações em minha mente, historias, reflexões ou até mesmo uma piada, era bom em criar. Fiz Magistério para lecionar aulas,  gostava também de desenhar e escrever historinhas com pessoas que conviviam comigo. Criei o personagem Zeca Pedra premiado na Escola Estadual Professor Fábregas,Luminárias (MG) .
Um dia  comecei ter algumas idéias de uma ficção baseada em traumas, problemas da mente, vidas passadas, religiosidade. Foi quando  resolvi escrever um parágrafo do que tanto me intrigava, a partir desse momento  não parei de escrever e tudo fluiu de uma forma muito natural...
 
 
 
 
Blog: Qual a razão do título?
Ja na segunda página e a idéia formada na cabeça, resolvi usar esse nome, mas antes fiz uma pesquisa virtual para ver se ja tinha algum livro relacionado, como não tinha,  a usei. O personagem principal, praticamente renasce das cinzas, tal qual uma fênix....Conta a história de Thales que procura descobrir os motivos de  seu pesadelo interior, resultando numa  grande experiência pessoal. Uma trágica morte dá início a um drama onde no auge de suas emoções foi subitamente interrompido pelo destino. A história explora sentimentos como o amor e a saudade, que nos atormentam, mas que somos obrigados a conviver com eles. Um romance  que tem em seus mistérios revelações inesperadas com o objetivo de tocar o coração de cada um dos leitores.
 
 
 
Blog: Que público pretende alcançar?
De jovens a adultos, em todas as regiões do País, ou até fora. Principalmente pela particularidade da cidade citada no livro, onde nasci, Luminárias(MG), onde descrevo sua gente, alguns costumes ainda arraigados pela pequena sociedade local, ainda muito ligada as suas raizes culturais e religiosas.
 
 
 
 
Blog: Em que sua deficiência auditiva ajudou e em que ela te atrapalhou?
Ajudou, por que encarei como o principal desafio, antigo desde os tempos estudantis na escola pública, na minha pequena cidade de Luminárias. Então, por que não tentar uma área onde a gramática é o vilão para uma pessoa de minha natureza. Para ser sincero, aprendi a  lingua portuguesa usando fórmulas matemáticas, meio incompreensível para que escuta bem, mas foi o meu jeito de conseguir.
 E fiquei satisfeito de realizar esse livro por que nem eu mesmo sabia se seria capaz de criar uma história. E espero que isso incentive as pessoas, pois tudo é possivel, basta querer. Devo muito a algumas pessoas que tiveram a paciência de me ensinar, ja que estudava com o ensino tradicional, não se ouvia inclusão de todos, ou você aprendia, ou você era reprovado. E fui reprovado duas vezes em Português uma por total incompreensão da minha parte, a outra por total incompetencia, coisa de hormônios de adolescente.(rs)
Agora,  atrapalhar, ela só consegue onde o preconceito ofende a capacidade de substimar as pessoas com algum tipo de deficiência, você pode ter a absoluta certeza, que ela é totalmente produtiva em algo que ninguém possa nem imaginar.
 
 
Blog: Qual seu próximo projeto e o que planeja para o futuro
 
Lançar o segundo livro (Milagre Vermelho) no ano de 2010, terminar de escrever o meu terceiro livro ainda esse ano, e fazer curta metragem ou mesmo longa, uma ousadia, pretendo ser o diretor.  
 
 
 
Blog: Como conseguiu patrocínio?
 Eu tentei de tudo que uma pessoa com um manuscrito em mãos possa fazer, mandei para editora, participei de concursos, entre várias outras alternativas. Um costumeiro "NÃO" ecoava em minha cabeça. Então, um dia descobri um site www.livrovirtual.com,  onde o disponibilizei virtualmente e na a integra, chegando a ter mais de 13.000 acessos. Foi quando eu tive ideia de divulgar, até achar alguem que se interessasse.
Atraves de vários contatos apresentei meu trabalho a uma  sócia da empresa Bankers, onde houve reconhecimento do potencial até então repudiado por todos, e finalmente tudo começou a se materializar. Consegui o apoio cultural de mais duas empresas.. a Agência de Publicidade EU GOSTO, e o Colégio CRESCER, todas de Belo Horizonte, que acreditaram e investiram neste projeto, materializando meu sonho!
 
 
Blog: O que acha sobre a literatura no Brasil, os brasileiros tem acesso a este tipo de ferramenta cultural?Seja ela virtual ou não,  qual sua opinião..
Como eu disse a pergunta anterior, hoje em dia, a comunicação melhorou muito, aproximou as distância, em contrapartida distanciou as pessoas, eu digo isso em uma esfera virtual. Quem gosta de literatura, e não tem como adquirir um livro, encontra na internet quase tudo, e, com a proliferação de blogs e outros meios virtuais, a literatura hoje tem uma ampla divulgação, basta a pessoa aprender ligar o computador... Além disso, muitas editoras tem feito chegar as mãos das pessoas obras raras em edições de bolso, com custo ascessível. Creio que o livro no Brasil, ainda continua caro, e é necessário uma campanha efetiva para que os jovens leiam mais, busquem na leitura uma forma de aprendizado pleno, jamais encontrado de outra maneira.
 
Obrigado por tudo,
 
 
Juliano Gouvêa.


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Salvador urgente: PM E RONDESP invadiram a ocupação Paraíso do MST da Bahia.

Recebi e divulgo. Peço explicações ao Governo do Estado da Bahia.


URGENTE! Favor divulgar!

Hoje, 06 de agosto de 2009, a partir das 9h da manhã, 3 viaturas e um onibus com dezenas de policiais da PM e RONDESP invadiram a ocupação Paraiso que faz parte do Movimento Sem-Teto da Bahia, localizada em Colinas de Periperi atrás do hospital do Suburbio, na cidade de Salvador-Ba.

Sem nenhum documento oficial ou ordem de reintegracao de posse, sem dialogar com as liderancas, simplesmente procederam a derrubada dos 400 barracos, expulsando centenas de familias.

Os moradores da ocupação e coordenadores das outras ocupações de Salvador estão neste momento atuando para garantir o direito a moradia destas famílias e dar uma resposta a altura.

Para contatos e ações de solidariedade, ligar para:
Pedro - 71-8808-6718 71-8808-6718 71-8808-6718 71-8808-6718 (coordenador estadual)
Malhado - 71-8716-2658 71-8716-2658 71-8716-2658 71-8716-2658 (coordenador local)
Fabricio - 71- 8889-1036 71- 8889-1036 71- 8889-1036 71- 8889-1036 (assessor da Comissão de Justiça e Paz)

Movimento Sem-Teto da Bahia

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

VIOLÊNCIA COM CLAMOR E SEM CLAMOR.


Leitura de fatos violentos publicados na mídia
Ano 9, nº 27, 03/08/09
VIOLÊNCIA COM CLAMOR E SEM CLAMOR




A chacina da Calendária completou 16 anos e se mantém como evento que merece ser lembrado pela sociedade civil, pelo mundo das instituições públicas e pelos meios de comunicação de massa. O inesquecível acontecimento se deu em 23 de julho de 1993 quando foram assassinados oito meninos enquanto dormiam próximos da igreja da Calendária, na capital carioca. Desde então o acontecimento é lembrado na data de seu aniversário e assumiu o status de crime inadmissível cujas repercussões internacionais afetaram negativamente a imagem do Brasil.



Outras chacinas angariaram capital simbólico semelhante, como a do Carandiru que registrou o assassinato de 111 presos em 2 de outubro de 1992; a do Vigário Geral ocorrida em 29 de agosto de 1993 quando foram executadas 21 pessoas ou a que vitimou 19 sem-terra, em 17 de abril de 1996 em Eldorado de Carajás, no estado do Pará. Esses e muitos outros massacres registrados no Brasil nas últimas décadas conformam uma categoria de crimes de morte contra indivíduos excluídos socialmente. Pode-se dizer da existência de mortes avulsas e daquelas que atingem grupos em um mesmo lugar e momento. São estas últimas que correspondem à noção de chacina ou massacre.

A grande maioria das mortes avulsas é facilmente esquecida pela sociedade civil, pelas instituições públicas e pela mídia. A lembrança dessa forma de morte é quase um privilégio e está associada ao modo como é construída, especialmente pela mídia, a representação do crime, a exemplo da morte do garoto João Hélio, da adolescente Eloá, da garota Isabela e algumas outras mortes individuais que são elevadas à condição de casos compatíveis com ampla indignação coletiva.

A natureza da apreciação das mortes violentas envolve fatores exógenos ao ato em si, a exemplo do local da ocorrência, das qualificações da vítima e do algoz, do modo como é revelado o fato, da raridade ou não do evento etc. De um modo geral as ocorrências mais freqüentes envolvem sujeitos (vítimas e algozes) com inserção social precária que são, continuamente, vistos como verdadeiros danos à ordem estabelecida, portanto, dignos de suspeição difusa. Quando esses são mortos individualmente a tendência é que se tenha uma apreciação pontual e sintética do fato ou ainda uma negligência total de modo que a ocorrência seja imperceptível para a sociedade. Por esse raciocínio é possível dizer que se os oito meninos vítimas da chacina da Candelária tivessem sido mortos separadamente o destino desses óbitos, em termos de impacto social, seria, “naturalmente”, pouco clamoroso. Encontra-se, desse modo, uma vantagem mórbida entre aqueles que são assassinados em massacres, pois nessa condição são ampliadas as chances de expiação das mortes com maior possibilidade de inscrição na memória social, política, institucional e midiática.

Essa diferenciação pode ser assim nomeada: mortes com clamor e mortes sem clamor. Na delimitação aqui proposta as vítimas ocupam posições sociais assemelhadas e em torno delas há descrédito e estigmas. Passam a ser alvos de apreciações mais “generosas” quando são mortas aos montes. Quando ao contrário, caem todos os dias, sob forma de cápsulas atomizadas, têm contra si a discrição ou a ausência de clamor.

Os casos clamorosos podem funcionar, então, como uma espécie de componente diplomático, representando não apenas a sua causa, mas, também, aquela dos desprovidos de exaltação pública. Também são explorados simbolicamente como meio de dizer basta, ocupando a posição de síntese da violência, de pico do fenômeno e de meio de comunicação capaz de veicular conteúdos relacionados com problemática tão generalizada e obter a atenção da opinião pública. Em todas as situações possíveis há um aspecto merecedor de reflexão que diz respeito à conformação desse quadro de delegação da sorte dos casos miúdos e sem clamor à sensibilidade da agenda dos casos clamorosos.

O tratamento genérico mesmo que bem intencionado dado às mortes violentas individuais (sem clamor), em razão da exuberância das situações, tem se configurado na exposição de números descontextualizados que se ajustam à construção de panoramas os quais funcionam como contornos para a mensagem principal (com clamor). Ao que parece o desafio de ordem simbólica a ser travado diz respeito à necessidade de “clamorização” da violência ordinária. E o ponto de apoio mais promissor diz respeito à quantidade, traço que sustenta o destaque dado às chacinas. As mortes contadas uma a uma geram um total que supera em muito a soma das vítimas de massacres e quando as lentes do observador se aproximam de cada caso vêem-se, fortemente, vínculos sociais entre as vítimas, podendo-se dizer da existência de massacres contra grupos sociais específicos sendo praticados de modo continuado e ao longo de um tempo curto.

Essa leitura não pretende retirar o valor atribuído às situações clássicas de massacre, ao contrário, é necessária a manutenção do status simbólico conquistado no que diz respeito a esse aspecto da violência. O que está sendo proposto para a reflexão é a necessidade de se adotar estratégias de elevação da atenção pública e de politização no que toca à problemática das mortes violentas opacas e desprestigiadas pelas instituições, pela sociedade e pela mídia.



Caberia, ainda, perguntar sobre as motivações que orientam a sociedade para essa visão dicotômica fundada em níveis distintos de sensibilização. Quando as mortes violentas são ministradas de maneira regular e espacialmente diluídas assumem um padrão de “normalidade” e, portanto, tendem a ser toleradas e conformadas à quase inexistência. Vale ressaltar que os números contidos nesse universo de mortes invisíveis têm crescido em proporção vertiginosa, impondo graus mais altos de tolerância à banalização da vida. A experiência de empatia com esses dramas começa a ser rara e tem se manifestado quando das ocorrências de mortes conjuntas verificadas no mesmo tempo e espaço. Assim, a reativação da nossa sensibilidade fica na dependência de um tipo de plural de morte, resultante de massacres ou chacinas.