domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Violência sem Sangue : o crime praticado contra as mulheres.Tem ajudado muitas mulheres
Artigo de Vera Mattos publicado na Tribuna da Bahia e que serve como estímulo e orientação para mulheres que sofrem a violência seja psicológica ou física dos seus parceiros.Agora, você tem a possibilidade de ouvir Vera Mattos e refletir sobre o assunto.
Chepy Aguivé: o anjo vivo das pessoas desaparecidas.
Risco Mulher Brasil. Este vídeo contém imagens fortes.
A tortura psicológica também é crime.
Mas em nosso país as mulheres sofrem violência de toda ordem e, em muitas cidades,ficam sem qualquer assistencia.
Os crimes são muitos. Poucos são os criminosos condenados. A maioria permanece completamente livre.
Este é um vídeo denúncia e contém imagens fortes.
Liberdade para Ana Bruni. Vídeo também proibido em alguns países.
Uma homenagem sincera a Ana Bruni. Uma das mais importantes militantes, ativistas e defensoras dos direitos das mulheres. Um dia será nome obrigatório nas referências de gênero.
http://www.territoriomulher.com.br
Blog Vera Mattos
Vera Mattos
Jornalista e escritora. É Conselheira em Direitos Humanos. Militante, ativista. Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos, dirigente da ong Risco Mulher Brasil e da Rede de Atenção a Crianças em Déficit Mental. Representa na Bahia o Fórum de Mulheres do Mercosul, Capítulo Brasil, seção Bahia.
Vera Mattos vem sofrendo ameaças de morte pela sua luta contra a pedofilia e contra a violência exercida contra a mulher.
Há mais de 20 anos luta como defensora dos Direitos Humanos no Brasil e também se envolve em questões internacionais. Seus artigos são amplamente veiculados pela mídia.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Fórum busca respostas para a crise mundial.
A participação de governantes progressistas de vários países em um FSMT é inédita. Na avaliação de Kjeld Jakobsen, fundador do Fórum Social Mundial (FSM), esse debate dará respostas à crise econômica mundial e construirá agendas comuns para o mundo pós-crise até o próximo fórum unificado, em janeiro de 2011, no Senegal.
“O Brasil está saindo melhor da crise econômica que outros países. Apesar disso, é um assunto que não podemos deixar de lado. Também vamos debater sobre a crise climática, a escassez da água potável e o esgotamento das energias não-renováveis. São questões comuns a todos”, afirma Jakobsen.
Na avaliação dele, o fato de aspectos culturais da Bahia estarem estritamente ligados à África contribuiu para que o Estado abrigasse um encontro com chefes de Estado da América Latina e da África.
“Vamos poder discutir mudanças não somente do ponto de vista social, mas também com foco nas políticas governamentais”, comemora.
Outra novidade é a realização de Crise e Oportunidades, um encontro organizado por Ignacy Sachs, Ladislau Dowbor e Carlos Lopes, que reúne intelectuais, líderes sociais e governantes de várias partes do mundo. “A conjuntura política e os embates de 2010 exigem das organizações da sociedade civil debates, posições e parcerias, e isso é o que o FSM da Bahia pretende fazer de forma inovadora”, diz Kjeld Jakobsen.
Uma das angústias de quem participa dos fóruns, diz Jakobsen, é que as propostas apresentadas não saem do papel. “Durante os encontros, são apontados diagnósticos para os problemas e depois nada é feito para contorná-los. Voltamos para nossas casas, nossos países e tudo continua”.
A falta de convergência e propostas concretas tem sido motivo de frustração para muitos participantes. É o maior problema que o fórum enfrenta há alguns anos. “No meio de centenas de eventos interessantes em Belém, o mais concorrido e o que deu maior visibilidade para o fórum foi o encontro dos presidentes Lula, Morales, Correa e Chávez”, frisa.
Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), ratifica: “Um dos principais anseios é que as propostas apresentadas sejam colocadas em prática”.
Para ele, contudo, o Fórum de
Salvador trará resultados. “Falta algo concreto nos encontros. Mas agora vamos colocar na agenda algo que possa ser implementado. Vai permitir o diálogo entre o cidadão e o governante. Isso vai permitir que os movimentos sociais voltem a lutar na perspectiva de valorização do trabalho e do trabalhador”, acredita.
Edileusa Vida, membro do comitê organizador do FSMT-BA, vê com otimismo a realização do Fórum na Bahia. “As propostas apresentadas pelos movimentos sociais serão amplamente divulgadas e, portanto, obrigatoriamente executadas. O fórum cria algo oficial. A partir do momento que o governo tomar conhecimento disso, tudo se tornará exeqüível”.
Mário Conceição, presidente do comitê gestor de ações para o trânsito, por sua vez, acredita que esse evento possibilitará que Bahia sedie, em 2013, o Fórum Mundial Social. “O Estado está bastante organizado. Em Dacar, vamos nos candidatar para que o evento seja realizado aqui”.
Fonte: Tribuna da Bahia
Programação central do Fórum Social Mundial Temático da Bahia.
8:00 às 12:00:
Local: Hotel da Bahia – Salão Atlântico
(I) “Sul – Sul como alternativa” (C&O) - Jorge Beinstein, Julio Lopez Gallardo, Neide Patarra, Carlos Lopes, Paul Singer, José Carlos dos Santos (IPEA) (Moderador)
Local: Hotel Sol Victória Marina
(II) “Mulher: Crise econômica e emancipação” - Alice Portugal, Lídice da Mata, Marta Rodrigues, Luislinda Valois, Deise Benedito, Terezinha Gonçalves, Rosane Silva, Luana Pinheiro.
Local: Hotel Sol Barra – Salão Farol da Barra
(III) “Reforma Agrária, Agricultura familiar e Soberania Alimentar” - João Paulo Rodrigues, Alberto Broch, Elisângela dos Santos Araújo, Valdir Tavares.
Local: Teatro Castro Alves
(IV) “Educação e desenvolvimento” - José Carlos Almeida da Silva, Franklin Leão, Osvaldo Barreto, Moacir Gadotti, Augusto Chagas.
14:00 às 18:00:
Local: Hotel da Bahia – Salão Porto Seguro
Mesa-Redonda Internacional Crises e Oportunidades
Airton Saboya Valente Junior, Artur Henrique, Bernard Founou Tchuigoua (Senegal), Caio Magri, Carlos Lopes (Suíça), Carlos Tibúrcio, Claricio dos Santos, Joaquim Palhares, Jorge Beinstein (Argentina), José Eli da Veiga, José Carlos de Assis, José Carlos dos Santos, José Celso Cardoso, Juarez de Paula, Julio Lopez Gallardo (México), Ladislau Dowbor, Márcio Pochmann, Milko Matijascic, Moacir Gadotti, Neide Patarra, Nicola Bullard (Tailândia), Paul Singer, Peter Karl Wahl (Alemanha), Ricardo Abramovay, Sávio da Silva Costa, Silvio Caccia Bava, Susan George (França), Tânia Fisher.
Local: Hotel da Bahia – Salão Atlântico
(I) “Racismo e institucionalidade” - Hélio Santos, Edvaldo Brito, Fatou Sow Sarr (Senegal), Luis Alberto, Luiza Bairros, Maria Julia Reis Nogueira.
Local: Hotel Sol Victória Marina
(II) “Mídia e Democracia” - Mário Lubetkin (Itália), Bernard Cassen (França), Renato Rovai, Luiza Erundina, Robinson Almeida, Albino Rubim, Joaquim Palhares (Moderador).
Local: Hotel Sol Barra
(III) “Direitos Humanos no século XXI e as questões dos desaparecidos políticos” - Diva Santana, Nelson Pelegrino, Nilmário Miranda, Emiliano José, Clara Charf.
Local: Teatro Castro Alves
(IV) “Mudanças Climáticas pós-Copenhagen e Soberania Energética” (14h00 às 17h00) - João Paulo Candia Veiga, Rubens Born, Nicola Boulard (Tailândia), Christophe Ventura (França), João Antonio de Moraes, Andrea Santos, Julio Rocha.
20:00 às 23:00
Local: Teatro Castro Alves
Solenidade de Abertura com a conferência “A Convergência das Crises” com Susan George.
Mesa: Governador Jaques Wagner, Prof Ladislau Dowbor (Crises e Oportunidades), representantes da Comissão Organizadora do FSMT-BA.
Dia 30/01
8:00 às 12:00
Local: Hotal da Bahia – Salão Atlântico
(I) “Convergência das crises” (C&O) - Hazel Henderson (Teleconferência), Peter Wahl, Alfredo Manevy, Roberto Espinoza, Caio Magri (Moderador).
Local: Hotel Sol Victória Marina
(II) Descolonização do pensamento na América Latina e África - Epsy Campel Barr (Costa Rica), Madiagne Diallo, Samba Buri MBOUP (África do Sul), Fatou Sow Sarr (Senegal), Thainah Pereira, Edson França, Vanderlino Lima.
Local: Faculdades Integradas Olga Mettig
(III) “Crise e Trabalho” - Laís Abramo (OIT), Artur Henrique S. Santos, Francisco Canindé Pegado, Pascoal Carneiro, Iraci Picanço, Michael Haradon, Nilton Vasconcelos.
Local: Hotel Sol Barra
IV) “Governança e Paz Mundial” - Socorro Gomes, Carlos Lopes (Cabo Verde), Immanuel Wallerstein (EUA), Samuel Pinheiro Guimarães, Jorge Beinstein (Argentina).
Das 14:00 às 18:00
Local: Hotel Pestana
Diálogos e controvérsias entre atores sociais e representante do governo brasileiro.
Das 14:00 às 16:00
Local: Hotel Pestana – Sala Gregório de Mattos
Painel: Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – CDES “O desenvolvimento é necessariamente um processo de concertação” Alexandre Padilha (Brasil ’” Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República)
Conselheiros:
Artur Henrique (Brasil - Central Única dos Trabalhadores – CUT), Nair Goulart (Brasil - Força Sindical – Bahia), Nelson José Côrtes da Silveira (Brasil - DF Vasconcelos Ltda.), Tania Bacelar (Brasil - Universidade Federal de Pernambuco – UFPE), Vicente Mattos (Brasil - Câmara Brasileira da Indústria da Construção – CBIC)
Debatedores:
Antônio Henrique Silveira (Brasil -Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda e Universidade Federal da Bahia – UFBA), Ladislau Dowbor (Brasil- Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP),
Paulo Henrique de Almeida (Brasil- Universidade Federal da Bahia – UFBA e Secretaria do Planejamento do Governo da Bahia)
Dia 31/01
8:00 às 12:00
Local: Hotel da Bahia – Salão Atlântico
(I) “Estratégia de Governança” (C&O) - Ricardo Abramovay, Tânia Bacelar, Bernard Founou (Senegal), Airton Sabóia Jr., Ladislau Dowbor (Moderador)
Local: Hotel Sol Barra
(II) “A esquerda hoje e as contribuições dos pensadores da América Latina e África” - José Luiz Del Royo (Itália), Franklin Oliveira Jr., Lilian Celiberti (Uruguai), Cristophe Aguitton (França), Valdir Pires, José Reinaldo Carvalho (SP).
Local: Faculdades Integradas Olga Mettig
(III) “Violência nas periferias urbanas e ameaça à democracia” - Raul Zibechi (Uruguai), Mauricio Campos, Hamilton Borges, Karla Akotirene, Maximiliano Dante, Bartíria P. Lima da Costa, Suzana Varjão, João Whitaker.
Local: Hotel Sol Victória Marina
(IV) “Fobias, intolerância e lógica igualitária” - Luis Mott, Gabriela Leite, Negra Cris, Leo Cret, Vânia Galvão.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Carta Aberta do Caps ad Pernambués.
Segue anexa a CARTA ABERTA DO CAPSad que contém informações sobre
> a atual situação deste serviço.
>
> Aproveito este momento para convida-los para uma reunião com os
> técnicos do serviço, representantes das Redes de Saúde e
> Jurídica-social, usuários da Rede de Saúde Mental, imprensa e
> comunidade em geral.
>
> *A reunião ocorrerá no dia 28 de janeiro (quinta-feira) às
> 14:00horas, no Centro Social Urbano de Pernambués (CSU),* local em
> que o CAPS ad foi acolhido no momento que foi desalojado.
>
> Conto com a presença de todos para que juntos possamos solucionar
> tais problemas e continuar a ofertar um atendimento pautado nos
> princípios do SUS e a Constituição Federal.
>
>
>
> Atenciosamente,
>
>
> Equipe CAPSad
>
>
>
>
> Carta Aberta do Caps ad Pernambues.
>
> Salvador, 22 de janeiro de 2010.
>
>
> * *
>
> Prezados Senhores,
>
>
> Em julho de 2009 o CAPSad foi municipalizado, desde então, a
> proprietária do imóvel, que era locado pela SESAB, requereu sua
> desocupação num prazo de trinta dias. Neste período, foram
> localizados pela equipe do CAPSad, dois imóveis no bairro de
> Pernambués e informado à Secretaria Municipal de Saúde.
>
> No dia 04 de janeiro de 2010 recebemos um comunicado da Secretaria
> Municipal de Saúde que deveríamos desocupar o local até o dia 08
> de janeiro. Frente à emergência de sair do local onde funcionava o
> CAPSad Pernambués, a coordenação e sua equipe, procurou junto a
> rede que trabalha em parceria, um apoio, sendo socorrida pelo
> Centro Social Urbano de Pernambués ( CSU ), para o acolhimento de
> seus materiais, técnicos e, principalmente, de seus pacientes e
> familiares.
>
> Desta forma, fomos atendidos prontamente pelo dirigente do CSU
> Pernambués, nos oferecendo, provisoriamente, duas salas de aula
> para acomodar os diversos atendimentos que o CAPSad oferece como:
> farmácia, enfermagem, alimentação, suporte terapêutico e, tantos
> outros serviços que compõe um plano terapêutico. Mesmo com a
> suspensão de novos acolhimentos e matrículas, estávamos tentando
> manter o acompanhamento de nossos usuários, mas, apesar de todo
> esforço, este movimento está sendo inviável, devido à falta de
> adequação física e de infra-estrutura para o desenvolvimento das
> atividades, visto que, o CSU desenvolve para a comunidade outras
> programações direcionadas a crianças, adolescentes etc.
>
> O prazo estipulado para permanência deste serviço no CSU é até o
> dia 27 de janeiro de 2010 e, após esta data, seremos obrigados a
> desocupar o espaço.
>
> Até o momento estávamos funcionando em condições precárias:
>
> · Falta de um local privativo para atendimento aos
> usuários e familiares, comprometendo o acolhimento de suas
> demandas num momento difícil como o pós festas, onde crises e
> recaídas fazem parte do cotidiano da instituição;
>
> · Lugar inapropriado para guarda de medicamentos e
> prontuários, pois não temos armários;
>
> · As medicações estão sendo guardadas no CAPS II,
> necessitando que um técnico todos os dias se dirija a este local
> pela manhã e a tarde para buscar e guardar;
>
> · Inexistência de um local salubre para atendimentos
> clínicos, haja vista que intercorrências como convulsão e surtos
> fazem parte da rotina do serviço;
>
> · Espaço físico sujeito a chuva e alagamentos;
> impossibilidade de realizar atividades administrativas (ofícios,
> encaminhamentos, APAC, articulação institucional) que são
> indispensáveis ao serviço, pois não temos computador e telefone;
>
> · Condição insalubre para a guarda e distribuição de
> alimentação, pois não temos refeitório;
>
> · A farmácia, enfermaria e atendimento psiquiátrico estão
> funcionando em uma única sala;
>
> · Falta de espaço físico para realização de atividades em
> grupo e oficinas terapêuticas;
>
> · Ausência de água apropriada para o consumo;
>
> · Um único banheiro de uso coletivo de pacientes e
> funcionários do CAPS, bem como toda a comunidade do CSU.
>
> Tendo em vista a total inexistência da possibilidade de continuar
> realizando atendimentos, pelos motivos expostos, a equipe
> resolveu, em reunião, suspender as atividades que estavam sendo
> realizadas, de maneira precária, até que seja estabelecido um
> local com infra-estrutura adequada.
>
> Conforme a lei 10.216/2001 que estabelece a mudança do modelo de
> Atenção a Saúde Mental e criação da rede de serviços
> substitutivos, definindo, portanto, as condições para o seu
> funcionamento, vimos ressaltar que uma mudança provisória do
> CAPSad para uma casa residencial, sem uma mínima adaptação as
> necessidades básicas de funcionamento, nos torna vulneráveis a
> cometer ações contrárias aos princípios que regem a saúde
> exigidos pelo próprio Ministério da Saúde, a exemplo das
> exigências para montagem de uma enfermaria, guarda de
> medicamentos, equipamentos, salas para atendimentos individual e
> em grupo, entre outros, além de outros princípios contrários ao
> Código de Ética e postura de cada categoria profissional.
>
> Insistimos em salientar a grande necessidade e importância da
> manutenção do nosso serviço pautado no conhecimento técnico e
> atuação já reconhecida pelos pacientes e comunidade.
>
> Diante de todo o cenário apresentado, solicitamos uma posição
> urgente dos órgãos competentes, no sentido de reconduzir as nossas
> atividades, garantindo a prestação de serviço aos pacientes e
> comunidade, de forma digna e profissional.
Cordialmente,
Equipe Técnica do CAPSad Pernambúes.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
CAPS UFBA. Mais um comentário.
E o que é pior: maculou a imagem do CAPs UFba.
Já sabemos nome dele. E o conhecimento que ele adquiriu até esta data é infinitamente menor dos que deram o laudo a paciente.
Secrá que ele não se toca? Pq não segue para o Iraque?
Ou será que não bastou o assédio a pacientes. Some, evapora, desaparece do solo baiano.
Segue para o centro oeste.Lá terá outro tratamento.
A família deveria processar este bandido em todas as instancias."
egunda-feira, 16 de novembro de 2009
ÉTICA MÉDICA EM DEBATE: MÉDICO DO CAPS/UFBA ENTREGA RECEITA SEM REALIZAR CONSULTA.
Médico do CAPS/UFBA passa medicamentos sem ter qualquer consulta com paciente.
O Caps/Ufba deve estar mais atento ao procedimento da sua equipe médica. Deverá estar atento aos jovens estudantes que no desejo de obterem o título definitivo de Psiquiatra, podem vir a cometer grandes deslizes, aliás comum em muitas profissões, mas que na Medicina estão previstos no Código de Ética Médica.
Uma paciente em Salvador levou completo relatório do médico psiquiatra assistente e mais a documentação necessária.
1.Um residente resolveu o problema da seguinte forma:
Após a paciente ter passado pela Assistente Social , o médico residente acabou fazendo a prescrição, sem que houvesse qualquer contato físico dele e consulta ou anamnese com a paciente.
2.O médico residente retirou de paciente psiquiátrico os medicamentos indicados pelo psiquiatra assistente.
3.E sem qualquer coerência acabou por administrar dois novos medicamentos, um dos quais destinados ao tratamento do hipotireoidismo (levotiroxina sódica).
4.Aliás, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia deverá tomar conhecimento disto. Residente de Psiquiatria da UFBA, sem ter qualquer exame de sangue ou elementos técnicos para verificar um quadro de hipotireoidismo resolve receitar tal medicamento.
Ainda não sei o critério usado pelo médico residente. Não consultou a paciente e receitou medicamentos jamais usados pela pessoa.E ainda conseguiu ser contra relatórios de médicos experientes.
Isto é uma vergonha em se tratando da UFBA. A primeira Faculdade de Medicina do Brasil não poderá em qualquer hipótese admitir tal comportamento de um residente. Se ele age assim enquanto residente o que não fará quando receber o título?
Este é o tipo de profissional que a sociedade não deseja. Aliás, ninguém deseja um irresponsável deste tratando de nínguém. A família pediu afastamento do profissional do caso. Claro que também a família não administrou os medicamentos indicados por ele.
Mas fica a pergunta: será que todos os pacientes que procuram os CAPS tem esclarecimento suficiente para entender o que está certo e o que está errado? Será que sabem dos seus direitos? E sabem que o atendimento em unidade pública é líquido e certo?
Será que sabem que um paciente tem direito de recusar o atendimento de um médico?
Olho aberto e vamos em bloco partir para a denúncia.
Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
Visitem:
http://jornalistaveramattos.blogspot.com
http://www.fundadacaojaqueira.org.br
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Postado por Vera Mattos às Segunda-feira, Novembro 16, 2009
10 comentários:
Anônimo disse...
este cara é um vagabundo.
coloca o nome dele aí para q possamos saber do caráter dele e expulsá-lo da sociedade.
paulo henrique
16 de novembro de 2009 11:37
Anônimo disse...
Violencia contra doentes psiquiátricos.
16 de novembro de 2009 11:38
Anônimo disse...
kd o nome do filho da puta?cadeia
pra ele.
Jose
16 de novembro de 2009 11:39
Anônimo disse...
Se CAPS DA UFBA É TÃO IRRESPONSÁVEL ASSIM ESTAMOS EM TERRA SEM LEI. NATURALMENTE O RESIDENTE DEVE SER UM ESTUDANTE DE MEDICINA RIQUINHO QUE QUER SABER MAIS QUE A HUMANIDADE. E O QUE DÁ?
COMO ELE PODE IGNORAR RELATÓRIOS DE MÉDICOS ASSISTENTES.
ISTO É UMA VIOLÊNCIA E DEVE SER DENUNCIADA.
A UFBA TEM QUE APURAR E IMPEDIR ESTE RESIDENTE DE ATUAR.
OU SERÁ QUE NEOMAR VAI DEIXAR QUE OS MÉDICOS DO CAPS RESOLVAM AMIGAVELMENTE?
UM CRIME. EXPULSÃO DO RESIDENTE.
DEUS NOS LIVRE DE SERMOS ATENDIDOS POR ELE.
COMISSÃO COMUNITÁRIA BAIXA DO GARCIA.
16 de novembro de 2009 11:44
Anônimo disse...
Cadê a Rede Bahia, a Rede Record, o SBT/
A internet servecomo aviso. Mas somente os meios de comunicação como rádio e tv podem atingir as populações atingidas mesmo pelo caps que não passam de grande engodo.
Basta de medicina medicina mentirosa.
Antonio Carlos Silva
26 de novembro de 2009 12:03
Anônimo disse...
este residente está destruíndo o trabalhoo de outros e seria bom que novas denúncias aparecessem.
um bandido destes se veste de branco e mata com medicamentos.
a diretoria do caps/garcia/ufba e conivente.
Soraya Narandiba
26 de novembro de 2009 12:05
Anônimo disse...
Parabéns Vera Mattos.
Estamos te seguindo como mulher de fibra e luta.Se este médico te ameaçar, apenas grite viu/
Estaremos do teu lado.
Mulher coragem é teu nome.
Apaixonado por voce.
Pedro Paulo
(sem nunca ter te encontrado)
26 de novembro de 2009 12:07
Anônimo disse...
A diretoria deste CAPS não tem vergonha não?
Vimos pelo orkut a mensagem.
Que horror a Bahia ficar com gente tão desqualificada e incompetente.
O cara se for um psiquiatra vai matar. é um homicida em potencial.
Larissa Emanoela
26 de novembro de 2009 12:09
Dagoberto Silveira disse...
Olha q deve ser um desses residentes cuja mediocridade supera qq juramento.E o Conselho de medicina acha o q de um fdp destes?
30 de dezembro de 2009 02:44
Anônimo disse...
É sobretudo triste a arrogancia deste médico. Ele não somente faltou a ética médica como desrespeitou diagnósticos de médicos mais competentes, mais sérios e mais qualificados que ele.
E o que é pior: maculou a imagem do CAPs UFba.
Já sabemos nome dele. E o conhecimento que ele adquiriu até esta data é infinitamente menor dos que deram o laudo a paciente.
Secrá que ele não se toca? Pq não segue para o Iraque?
Ou será que não bastou o assédio a pacientes. Some, evapora, desaparece do solo baiano.
Segue para o centro oeste.Lá terá outro tratamento.
A família deveria processar este bandido em todas as instancias.
Colega do bandido no HC Bahia
BA: Fórum Social Mundial Temático divulga programação
Comemorando dez anos, o FSM traz novidades: pela primeira vez, chefes de estado da América Latina e da África participam do evento em condições paritárias. Os 15 presidentes da AL e cinco da África convidados pelo Comitê Baiano aguardam apenas confirmação do presidente Lula para garantir presença em Salvador. A expectativa é que, a partir encontro, a ser realizado no dia 30, os países se unifiquem em torno de uma agenda comum para o mundo pós-crise até o próximo Fórum unificado, em janeiro de 2011, no Senegal.
No dia 30, também acontece a homenagem especial aos 50 anos da Revolução Cubana. Já no dia 31, o debate-show “O ofício de viver samba e diversidade cultural: Brasil, América Latina e África” traz as presenças ilustres de Martinho da Vila, Netinho de Paula, Riachão e Mariene de Castro. A programação completa conta com mesas temáticas, abordando desde a questão energética, soberania alimentar, mudanças climáticas e mídia e democracia, à emancipação da mulher, racismo e institucionalidade, direitos humanos, violência urbana, Sul – Sul como alternativa e o papel dos movimentos sociais e da esquerda no continente americano e africano.
A largada oficial do Fórum será na noite do dia 28, no Pelourinho, com programação musical diversificada nas praças do Centro Histórico para receber os convidados e participantes. Já o encerramento, no domingo (31/1), conta com uma grande caminhada, do Campo Grande ao Farol da Barra, a partir das 16h. Antes, às 13h30, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, ministra a oficina “Avançar nas Mudanças – Programa de Desenvolvimento para o Brasil”, com as presenças da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef; do presidente da Fundação Maurício Grabois, Adalberto Monteiro; e do diretor da Fundação Perseu Abramo, Flávio Rodrigues. Em pauta, um modelo de Brasil que assegure a continuidade nos avanços sociais, econômicos e democráticos, com educação, saúde, cultura, esporte e lazer ao alcance de todos.
Entre as presenças anunciadas pela organização do Fórum, a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire; os ministros das Comunicações, Franklin Martins, e da Educação, Fernando Haddad; o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi; as deputadas federais Alice Portugal (PCdoB) e Lídice da Mata (PSB); o diretor-presidente da Agência Nacional de Petróleo – ANP, Haroldo Lima; os jornalistas Paulo Henrique Amorim e Altamiro Borges, secretário nacional de Comunicação do PCdoB; o secretário de Relações Internacionais do PCdoB, José Reinaldo de Carvalho; o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea, Marcio Pochmann; o secretário estadual do Trabalho, Nilton Vasconcelos; entre outros.
O Fórum Social Mundial Temático da Bahia sucede o encontro realizado na Grande Porto Alegre, dias 27 e 28 de janeiro, como parte da estratégia de descentralização do evento em 2010. Apoiado pelo governo estadual e municipal – nesta terça (19), inclusive, o governador recebeu a comissão organizadora – o FSMT-BA já conta com cerca de 30 mil participantes mobilizados pelos movimentos sociais baianos. As inscrições para participar do Fórum foram prorrogadas até a próxima segunda-feira (25/1).
Bahia tem 3 mulheres assassinadas pelos companheiros em 24 horas.
Segundo a família da vítima, os dois estavam casados há dois dias e se relacionavam há dois meses, apesar de se conhecerem há mais tempo, pois ambos estudavam na mesma faculdade. No momento do crime, duas filhas de Luciana (com idades de cinco e dez) estavam em casa e presenciaram a mãe ser morta pelo marido. A família informou ainda que o policial estaria bêbado quando baleou a esposa e que foi a filha mais velha da estudante quem ligou para familiares informando do acontecido.
No segundo caso, Valdemir Ferreira da Silva foi preso em flagrante na manhã desta segunda, 25, após matar a esposa Rosângela dos Santos com golpes de faca do tipo peixeira em Boa Vista do Lobato, no Subúrbio Ferroviário. De acordo com agentes da 4ª Delegacia, aparentemente Valdemir teve "um surto" e atacou a mulher. O rapaz é evangélico e disse ter ouvido vozes. Ele aparenta ter problemas mentais, segunda a polícia. Policiais disseram que Valdemir está chorando e demonstra arrependimento. O casal nunca teve brigas violentas, de acordo com testemunhas. Ele foi contido por um parente após cometer o crime. O casal tem três filhos de 4, 8 e 10 anos.
O terceiro assassinato ocorreu em Itabuna, sul do estado. Eliane Almeida de Oliveira, 43 anos, foi morta com dois tiros no ouvido neste domingo, 24, em Itabuna. O namorado da vítima, Francisco de Paula Lins da Silva, é apontado como o principal suspeito de ter cometido o crime. O coordenador da 7ª Coordenação da Polícia do Interior (Coorpin), Moisés Damasceno, disse que Francisco têm três mandados de prisão em aberto em Goiás. Ele não informou o tipo de crimes que o rapaz responde. O rapaz está foragido.
A irmã da vítima, Cristiane Almeida de Oliveira, acredita que o assassinato foi premeditado. Ela disse que, no dia anterior ao homicídio, Francisco levou Eliane para visitar os dois filhos dela e que, na ocasião, ele estava "estranho", com o olhar vago e sem conversar normalmente. Cristiane contou que, até então, o casal tinha um relacionamento bom, mas que Francisco sentia ciúmes de Eliane porque ela foi morar em Itapetinga a trabalho.
No dia do crime, Eliane esteve com os filhos e depois foi ao shopping, de onde ligou para um dos filhos e disse que iria para casa. Quando o filho chegou à residência, chamou pela mãe, mas ela não respondeu. Ele estranhou o fato do quarto estar trancado com o ventilador ligado e arrombou a porta, encontrando o corpo da mãe. O caso será investigado pela delegada Sione Porto, da 1ª CP.
Os casos, que ganharam as páginas dos jornais pela semelhança, infelizmente fazem parte da triste estatísticas da violência contra a mulher na Bahia. O estado que possui 417 municípios tem apenas duas Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, uma em Salvador inaugurada em 2008, e a segunda instalada no último dia 21 de janeiro em Feira de Santana. As Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams) também são escassas. São apenas 15 sendo duas em Salvador, unidades de Brotas e Periperi, e outras 13 no interior, nas cidades de Vitória da Conquista, Feira de Santana, Ilhéus, Camaçari, Porto Seguro, Itabuna, Teixeira de Freitas, Candeias, Alagoinhas, Paulo Afonso, Juazeiro, Jequié e Barreiras.
De Salvador,
Eliane Costa, com informações do jornal Atarde
domingo, 24 de janeiro de 2010
MJ oferece 200 mil vagas em cursos a distância.
Brasília - O Ministério da Justiça oferece 200 mil vagas em 57 cursos gratuitos a distância para policiais civis, militares, peritos, bombeiros, agentes penitenciários e guardas municipais de todo o país. A expectativa é que as vagas sejam preenchidas antes do término do prazo de inscrições, que vai do dia 26 ao dia 30 de janeiro.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e integra o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).
Serão oferecidos seis novos cursos, entre eles o de papiloscopia, identificação veicular, fiscalização de excesso de peso, mediação de conflitos e cartéis. Os cursos de 40 horas ocorrerão entre os dias 25 de fevereiro e 31 de março. Os de 60 horas vão até 14 de abril.
Os profissionais que desejam participar dos cursos e que recebem até R$ 1,7 mil poderão, ainda, receber benefício de R$ 400, por meio do projeto Bolsa Formação, também do Pronasci.
Mesmo a distância, os alunos contam com a ajuda de tutores dentro das salas de aula para tirar dúvidas, estipular tarefas e avaliar os trabalhos produzidos. Além do material de apoio, eles também contarão com vídeos e debates que podem ser acessados a qualquer momento. Para fiscalizar a participação efetiva do profissional durante o curso, alguns alunos que recebem o Bolsa Formação serão sorteados aleatoriamente para fazerem provas presenciais.
Para dar suporte aos profissionais que não têm acesso à internet, o Ministério da Justiça colocará à disposição 270 telecentros em todo o país com computadores e equipamentos de áudio e vídeo.
Agência Brasil
http://veramattosblogs.blogspot.com/
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Porto Príncipe pode sofrer novo terremoto em breve, alertam especialistas
WASHINGTON, EUA (AFP) - Um terremoto tão ou mais violento que aquele que devastou Porto Príncipe, no dia 12, ameaça novamente a capital haitiana, advertiram os especialistas, insistindo na necessidade de reconstruir as infraestruturas da cidade segundo normas sísmicas rígidas, como as existentes no Japão ou na Califórnia (oeste dos EUA).
O Haiti continuará por várias semanas exposto a um risco importante de fortes tremores secundários, um fenômeno normal depois de um terremoto e que vai diminuir com o tempo.
O Instituto sismológico americano (USGS) avaliou, nesta quinta-feira, que existe 25% de chance de um ou mais tremores de magnitude 6 acontecerem durante este período.
O terremoto do dia 12, que matou pelo menos 111 mil pessoas, liberou grande parte da tensão acumulada nesta parte da falha Enriquillo. Porém, outra parte, localizada a leste do epicentro e diretamente adjacente a Porto Príncipe, pouco se mexeu, alertou o USGS. O instituto se baseia em medições preliminares de deformação do solo realizadas com radares e perspectivas aéreas.
De acordo com o USGS, esta parte da falha foi submetida ao mesmo acúmulo de tensão provocado pelo movimento das placas tectônicas da América do Norte e do Caribe, e pode liberar esta energia a qualquer momento.
"Os tremores anteriores no mundo e a história sísmica do Haiti indicam que terremotos de alta magnitude podem se repetir no mesmo lugar em um curto espaço de tempo", explicou à AFP David Schwartz, um especialista do USGS, citando o caso da Turquia em 1999, quando dois terremotos de magnitude superior a 7 foram registrados num intervalo de três meses.
Para Schwartz, este cenário pode se repetir em Porto Príncipe. "Nenhum de nós ficaria surpreso se isso acontecesse", afirmou.
A falha de Enriquillo ainda pode provocar um tremor de até 7,2 no Haiti, alertou, por sua vez, Eric Calais, um sismólogo francês da Universidade de Purdue, no estado de Indiana (norte dos EUA).
"Os tremores nesta região tendem a se repetir em sequência", afirmou, lembrando que nos três últimos séculos, terremotos de magnitude comparável ou superior ao do dia 12 abalaram o Haiti pelo menos quatro vezes, entre eles os de 1751 e 1770, que destruíram completamente Porto Príncipe.
"Como a região tem um passsado sísmico, é preciso reconstruir Porto Príncipe segundo normas sísmicas rígidas. O custo será mais elevado, mas é tecnicamente factível", afirmou Eric Calais.
Uma avaliação exaustiva do risco sísmico no Haiti, o país mais pobre das Américas, e nas demais nações do Caribe, permitirá melhorar as normas de construção e edificar prédios resistentes aos terremotos, explicou o USGS.
Isso requer, porém, estudos geológicos aprofundados das falhas e do solo, e tais estudos costumam demorar vários anos, segundo o instituto.
O Haiti foi negligenciado neste âmbito. Nos quinze últimos anos, somente duas equipes de geólogos e sismólogos se deslocaram ao Haiti, lamentou Calais, que participou de uma destas expedições e havia advertido para o risco de fortes terremotos.
O especialista deve viajar ao Haiti nesta segunda-feira para coordenar uma missão de avaliação, a primeira desde a catástrofe do dia 12.
sábado, 23 de janeiro de 2010
VIOLÊNCIA SEM SANGUE.O CRIME PRATICADO CONTRA AS MULHERES.
Vera Mattos*
Hei mulher! Por que você permitiu aquele primeiro tapa?
Por que você permitiu aquela primeira calúnia?
Aquela primeira injúria, aquela primeira difamação? Hei mulher! Será que você lembra quando tudo aconteceu? Era uma brincadeira entre você e ele... talvez até a situação já vinha se repetindo...mas tudo era tão leve e você acabava sorrindo, relevando, deixando para analisar depois. Temia ser chata, desagradável e acreditava que seria bom fazer concessões. Algumas vezes pensava que a causa era a bebida, sempre perdoada pois permitida; acreditava sinceramente que o homem cansado, frustrado, tinha todas as justificativas do mundo para desabafar, para liberar em você e na família os sentimentos agressivos.
Além disso, havia a vergonha das amigas, dos amigos, dos vizinhos, dos colegas de trabalho. E quanto a manchas roxas na pele? O que dizer mesmo? Topadas, uma pancadinha à toa, esbarrou em algum móvel, caiu em casa, e cada dia mais uma desculpa. Quando você pensava que estava enganando aos outros enganava principalmente a você mesma.
Agora, volte ao primeiro tapa, a primeira pancada. Doeu?
Hei mulher! Responde hoje, exatamente nesta hora que você está decidindo ir até uma Delegacia e ainda assim procura justificar este seu desejo de ir, de se expor, de falar de sua vida pessoal ou do pouco que ficou dela.
Será que com todas acontece assim? Ou seria apenas com você? Lembra quando ele gritava com você? Dizia que você era gorda, estava acima do peso? Ou quando dizia que a cor do seu cabelo estava ridícula? Ou quando se referia a sua pouca capacidade intelectual? E o desprezo hein?
Você sentiu na pele o desprezo quando ele disso que seu cheiro não era bom, que cheirava a cozinha, a óleo e alho. Mas você conseguia cozinhar para ele. Poderia ter servido cicuta, mas continuou tentando conquistá-lo com a comida de cada dia, velha lição centenária que assegura que homem se “pega pela boca”.
Hei mulher! Acorda! Antes do primeiro tapa este homem ofereceu vários avisos. Ele estabeleceu um vínculo perigoso em que sua parceria foi fundamental: o da violência sem sangue. Todos os dias ele procurava negar a sua existência como mulher. Todos os dias ele dizia que você era menos, era menor, era infinitamente menor do que a mulher que ele sonhou ter, possuir.
A palavra é posse. É muito barato transformar a companheira em empregada sem direito a qualquer obrigação trabalhista. Além disto, dentro da submissão há a existência do sexo, geralmente com dia e hora marcados. Outros homens querem sexo diariamente, pouco se interessando se seu dia foi estafante, estressante, se houve dupla, tripla jornada. Acreditam que você tem que estar disposta e também apresentar uma boa disposição. O seu sonho de Cinderela desabou. Você viu isto? Você sentiu isto?
Estamos no século XXI. Você como eu é do século passado! Se estamos em 2007 evidentemente que qualquer mulher viva hoje é do século passado.
O que quero dizer? É que somos do século passado e agimos como tal. Não barramos a violência em nossas casas, em nossas famílias.
Esperamos que o amor que sonhamos terá a força suficiente para corrigir.
Mas isto é utopia. Tratemos primeiro da denúncia, de buscar a lei, de perder literalmente a vergonha e fazer que estes protótipos de homens morram de vergonha.
Eles é que devem se sentir constrangidos. Eles é que devem temer a repercussão dos fatos na vida profissional, social. Eles é que devem andar assustados pelo fato de terem sido denunciados nas Delegacias Especializadas, nas Promotorias, e de finalmente serem levados ao Fórum Criminal.
E de que você vai ter vergonha? De ter sido violentada psicologicamente? De ter sido brutalmente atacada fisicamente? Hei mulher! A sua alma está sofrendo. Dentro de você há um caos, um buraco, um sentimento de menor valia, e se demorar mais é bem provável que a pouca coragem que você tem desça pelo ralo da pia, pela descarga do banheiro.
Apoio familiar? Aquele que lhe encorajará dizendo siga em frente, siga e denuncie? Este apoio é raro. Muitos dirão que você deve relevar. Muitos dirão que em nome de Deus, em nome de Jesus você deverá perdoar.
Mulher entenda que esta sociedade foi construída para fazer concessões aos homens. Não espere nem mesmo nas delegacias especializadas um atendimento generoso. A razão é que também policiais mulheres são mulheres e também sofrem violência dentro e fora dos seus locais de trabalho. São discriminadas, criticadas e acabam por sucumbir não somente a hierarquia militar, mas a própria insatisfação e ao sentimento de que nada são e nada serão. Haja depressão, haja angústia, haja desespero, haja desejo de se impor. Com arma na mão pensa em liberdade, mas não encontra caminho e chora como se não tivesse força, como se fosse alguém frágil e destreinada. O exemplo da policial que sofre serve para abrir o debate.
Que mulheres somos nós? E afinal quem educou estes homens agressivos, intolerantes, raivosos, desleais? Quem tem ou teve irmãos homens lembra das leis domésticas repetidas pelas mães da época. Era comum dizer que o respeito tinha território e que os garotos estavam aptos a caçarem suas presas. Os bodes estavam soltos para a glória das famílias machistas. As outras famílias tratassem de cuidar de suas cabras e cabritas.
Assim como individualmente se colhe o que se planta, os homens do século passado estão ofertando a educação que receberam. Exercem poder, exercem fascínio. O sexo e a sedução chegam junto. Sabemos que paixão não tem data para começar, mas tem prazo para acabar e isto é fato científico.
Hei mulher! A paixão acabou. O amor se existiu agora é discutível. Você vai ficar aí sofrendo? Qual será o seu primeiro passo?Somente você poderá se ajudar. Somente você poderá dizer não. Procure outras mulheres e converse, desabafe. Fale com quem for possível falar. Não tema o julgamento dos outros ou das outras. Melhor você vivendo e falando do que em uma gaveta do Instituto Médico Legal.
Rompa a relação. Não fique na ameaça. Se você já se sustenta, o temor não deverá existir. Se não se sustenta, certamente tem algum talento e saberá encontrar uma forma de sobreviver.
Mas não tolere o primeiro tapa, a primeira injúria, a primeira calúnia, a primeira difamação.
Ao contrário do que se pensa aí está o ato de amor. Levar aquele que transgride a compreender as suas atitudes. Levar a reflexão positiva do respeito e do amor ao próximo e principalmente à próxima que poderá ser você.
Pense nisto e se mobilize através de ações concretas.
Vera Mattos
Jornalista
DOR DE MULHER É UMA SÓ. É UMA DOR COMPARTILHADA.
A situação da mulher mudou de fato? Estaremos sempre destinadas a desenvolvermos tarefas árduas , termos dupla jornada, e ainda devemos fazer uma cara de felicidade, de que está tudo muito bem para garantirmos a nossa condição feminina?Todos os dias na Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos recebo mulheres de todos os níveis e condições sociais. O sofrimento é uma constante. Algumas por terem sido vitimas de abuso sexual de estranhos, outras por terem sido vitimas de violência sexual do pai, do irmão, do padrasto, do parente.São mulheres de todas as idades. São crianças, adolescentes, mulheres adultas das mais diversas faixas etárias. Algumas sofrem por ter sido violentadas sem a menor possibilidade de denúncia mesmo diante das famílias porque temem ser postas para fora de casa; outras dão queixa na delegacia das mulheres e retiram por medo da vingança do agressor. Todas acabam sofrendo de diversos distúrbios e transtornos mentais. Passam a ter nojo delas mesmo, têm medo de tentar de novo, desconfiam dos homens, não acreditam em mais nada. Buscam na terapia uma chance de reviver.Em outros momentos chegam mulheres carregando filhos doentes nos braços e raros são os homens que as acompanham. Elas carregam os filhos com a esperança de que eles se recuperem e os profissionais da Fundação sabem que nem todas as patologias têm cura nem a longo prazo. Mas elas insistem no tratamento. Tomam ônibus, chegam ofegantes para o tratamento. Quantas precisariam de transporte especial, de cadeiras de roda, de alimentação, pois não podem trabalhar fora de casa porque não teriam quem cuidasse de seus filhos.E onde estão estes homens que violentam e abusam sexualmente, ameaçam suas vitimas, transgridem todas as normas? E onde estão estes pais que não sabem que um filho doente é fruto de duas pessoas? Onde está este homem responsável do século XXI capaz de ser companheiro e de respeitar cada mulher?É esta a minha reflexão: enquanto houver uma mulher violentada, de qualquer cor e raça, estaremos todas sendo violentadas. Onde houver uma mulher sofrendo em razão da paternidade irresponsável, estaremos todas sofrendo. Porque dor de mulher é uma só. É uma dor de parto, é uma dor de um útero universal.A Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos confia nas ações desenvolvidas pelo Ministério Público, mas, ao mesmo tempo, roga pela agilidade dos processos.E, principalmente, que haja uma reeducação masculina, que haja uma nova proposta comportamental que revolucione a sociedade no sentido de que não basta manter uma elite feminina devidamente adequada a este tempo. Nós mulheres somente teremos o que comemorar quando os avanços que alcançarmos forem compartilhados com todas as outras.Vera Mattos(Jornalista / Psicanalista)
Vera Mattos: criança tem que sofrer?
Esta é a pergunta que faço todos os dias. Pergunto a mim mesma, pergunto aos amigos, companheiros de luta, aos militantes de inúmeras causas. Criança tem que sofrer ? Claro que ninguém responde que sim, que criança deve sofrer por ser apenas o inicio da viagem do ser humano , por si só solitária , em sua eterna busca. Mas existem sofrimentos que me incomodam bastante pois que me sinto com a culpa do mundo, embora compreenda plenamente que o mundo é grande e afinal eu sou apenas uma partícula deste processo que envolve vida e morte. Tenho portanto todas as limitações e me destituo de arrogância para envolver a relação culpa e poder. De fato somos todos culpados. Ou seremos adultos inocentes e portanto pacificados frente as responsabilidades pessoais e coletivas. Cada qual que se encaixe e busque seu dilema. O meu mais imediato impulso é desejar entender porque os pacientes em déficit mental são tão discriminados.
Vejamos este caso: uma criança que apresenta TDAH – Transtorno Déficit Atenção Humana com hiperatividade e/ou desatenção exige extremamente da família. Geralmente, um dos pais abdica da vida profissional para cuidar do filho. E começa a peregrinação para chegar-se a um diagnostico e a um tratamento. Em outras ocasiões a família se desfaz , a família não suporta o peso, fica com a criança o mais corajoso, o que deixa prevalecer o amor. Mas em sociedade onde o capitalismo selvagem impera, somente amor não basta, é preciso dinheiro, muito dinheiro para dar conta de tantas exigências.
Como o tratamento deve ser plural, interdisciplinar, fica impossível para as famílias de baixa renda, e de classe média, se é que isso ainda existe, comprometer parte do tratamento. Na nossa Constituição esta previsto que Saúde é dever do Estado propiciar, garantir, assegurar. Também esta dito que Educação e Segurança são deveres do Estado. Cresci acreditando na utopia de ver uma sociedade igualitária. Cada vez estou vendo o outro extremo. E não participo disto à distancia não, vejo no batente diário. Falávamos de crianças e sofrimento. Volto a isto. Uma das crianças assistidas pela Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos não encontrou qualquer possibilidade de atendimento odontológico por ser portador de déficit mental. Não encontrou qualquer unidade hospitalar que o aceitasse. Em situação de extremo abandono odontológico pode-se inicialmente culpar a família ; em seguida, poderemos dizer que os profissionais que o viram poderiam ter feito um encaminhamento para uma unidade hospitalar capacitada antes que as conseqüências fossem maiores; verifique-se as condições do município que ele vive que nada oferece e faz parte deste paraíso chamado Bahia.
Quando chegou a Salvador, já com os dentes em estágio avançado de caries, com dores violentas causadas pela exposição das partes mais sensíveis, já não podia beber água nem comer. O resultado foi a desidratação, a desnutrição e a dor. Peregrinamos por aqui também. Ele agora esta internado, mas não para tratar os dentes e sim de uma infecção generalizada. Quando termino de escrever este cotidiano tenho dúvidas quanto as possibilidades de sobrevivência. Mas estou torcendo por um final feliz. Afinal, aqui no Brasil parece que estamos destinados a sermos torcedores de uma Pátria amada, idolatrada mas desrespeitada diariamente pelas ações de todos, diretamente ou indiretamente envolvidos nas questões que envolvem a sociedade. Chegamos em um momento em que as organizações não governamentais tem mais confiabilidade que qualquer organização publica. Que a boa vontade do cidadão e mais forte do que as exigências legais. O voluntariado deve prevalecer, somar para encontrar soluções, saídas, caminhos, e sobretudo não se deixar vencer pelo pessimismo de muito e do otimismo e riso cínico dos guardiães do capitalismo.
Vera Mattos - Jornalista/Psicanalista.
O BANHO DE SANGUE EM SALVADOR ATINGE A TODAS AS MULHERES.
Salvador vive um dos momentos mais trágicos de sua história.
O que parece simples constatação, estatística e números transforma em banal o que é doloroso, vergonhoso, vil. Corajosamente, a Tribuna da Bahia vem publicando uma série de matérias sobre a matança que está sendo realizada em Salvador. Contrariando diversos interesses, o jornal vem publicando em seu dia a dia matérias sobre a barbárie que acontece dentro da capital da alegria, da felicidade, do “sorria você está na Bahia”.
Estamos na Semana Internacional da Mulher e uma série de acontecimentos festivos surge para que possamos avaliar os avanços.
De novo eu pergunto: comemoramos o que? O banho de sangue em Salvador? A matança de jovens negros? Em uma das fotos publicada pela Tribuna já não me chama mais a atenção os corpos cobertos apenas por sungas. Há um detalhe mais cruel: os três jovens estão de braços atados por uma espécie de lacre plástico . Ou seja, a execução se deu após terem suas roupas retiradas, e os braços colocados para trás, e somente depois executados.
A execução destes jovens é de uma violência que clama uma denúncia maior. Se eles são ou não integrantes do tráfico, se são ladrões, assassinos eu não sei. Sei apenas que a Bahia retrocede e envergonha o Brasil. Envergonha a América do Sul.
É uma guerra urbana que se desenvolve aqui. Estes homens que morrem diariamente têm mães, tem mulheres, tem filhos.
Então, como comemorar o Dia Internacional da Mulher? As mães, mulheres e filhas destes assassinados pela sociedade por acaso não são mulheres?
Levantei esta questão por diversas vezes em reuniões com representantes e lideranças femininas.
Que tipo de assistência presta o Estado a estas mulheres?
Que órgão do governo procura saber da origem desses rapazes, quem leva atendimento psicológico, cesta básica, medicamentos, e uma palavra qualquer a estas famílias?
É a marginalização absoluta.
Chega doer a expressão “pertence ao tráfico”
E por isto o grupo de extermínio mata.
Ministério Público deve avançar a passos largos para tentar conter esta matança.
O que se passa na Bahia não é mais caso para governo do estado e para a presidência da República.
A dureza e a cara da morte banalizada como “assepsia social” fere a todos os princípios e a todos os direitos.
Provem que eles pertencem ao tráfico.
Provem que existe grupo de extermínio e informem a origem.
Não podemos viver em uma sociedade que tolera que os seus valores sejam colocados vergonhosamente em praça pública.
Jovens não podem ser abatidos desta forma.
A sociedade baiana precisa ir às ruas, precisa se mobilizar.
Um jornal e alguns programas locais não podem fazer sozinhos esta empreitada.
A sociedade tem que denunciar internacionalmente os episódios que aqui se desenvolvem.
O medo ronda a cidade,
Se está em casa, existe medo.
Se está no carro, existe medo.
Se está no ônibus, existe medo.
Falar pode ser proibitivo.
Calar e consentir é a grande saída para a maioria das pessoas.
Não.
Não a indiferença.
Não ao descaso.
Não a vergonha de ser baiana e brasileira.
Esta terra está sendo banhada pelo sangue jovem e
pela sanha criminosa de justiceiros.
Assepsia social?
Os jovens negros e pobres querem ter o que os jovens brancos e de classe média possuem?
O que é isto minha gente!!!
Que vergonha é esta?
Onde está a força do povo baiano?
Onde está a força de quem construiu o Dois de Julho?
Onde estão as forças do Caboclo e da Cabocla?
Mães que perderam seus filhos,
Mulheres que estão perdendo seus companheiros,
Filhas que perderam seus pais.
Viúvas adolescentes.
Este é o drama que envergonha Salvador.
Não podemos viver em uma sociedade em que estes valores parecem não sensibilizar a sociedade.
Isto talvez seja mais podre ainda do que o grupo de extermínio.
Eu, pessoalmente, tenho grande orgulho de ter iniciado a minha vida jornalística na Tribuna da Bahia.
Ao companheiro Josalto Alves posso dizer sobre sua árdua missão. Experiência, capacidade e excelência em jornalismo você tem. Experiência em segurança pública você adquiriu ao longo de uma história iniciada em momentos terríveis da ditadura.
Louvo Walter Pinheiro e Paulo Roberto Sampaio pela dedicação ao tema.
E nos prontificamos para em conjunto com a Tribuna da Bahia honrarmos os compromissos éticos, o respeito a Constituição e, sobretudo, buscando a revalorização da vida.
Vera Mattos
Jornalista
AS MULHERES VÍTIMAS TEMEM AS AUTORIDADES DA POLÍCIA E DA JUSTIÇA.ALÉM DOS AGRESSORES ELAS ENFRENTAM A VIOLÊNCIA OFICIAL. AO GOVERNADOR JACQUES WAGNER.
Carta ao Governador Jacques Wagner.
Bahia, Brasil. Janeiro 2008.
Companheiro Wagner,
Sabemos que muita coisa vai demorar a ser concretizada em nosso Estado e em nosso País. Sabemos também que os cargos ocupados por delegados, promotores e juízes são méritos pessoais alcançados por serviços prestados ou que pelo menos assim deveria ser. Mas acredito também que está na hora de uma análise da sua parte das ações de muitos, principalmente no interior do Estado da Bahia.
No que se refere às causas da mulher, a Lei Maria da Penha sofre a morosidade típica das grandes sociedades burocráticas. Mas, mesmo assim, apelamos para o companheiro no sentido de que nossas denúncias sejam ouvidas.
Governador me responde uma coisa: um delegado pode tomar partido antes que a apuração policial seja realizada? O delegado pode achar a vítima, mulher ou não, culpada sem que os fatos sejam apurados? O delegado pode decidir em receber ou não a queixa de uma vítima? O delegado pode rir na cara da vítima? Características assim me parecem ser de governos que nós lutamos para expulsar, razão de sua votação ter sido tão expressiva.
Pode também promotor do Ministério Público indicar que uma pessoa que mora a 600 km da capital venha se tratar psicologicamente em um dos Centros de Referência de Salvador?
Não está na hora de ter uma política voltada para a mulher no interior do Estado? De saber que nos mais de 400 municípios a violência corre solta, selvagem e desordenada? Qual é o seu projeto para conter esta onda?
Quando a vítima é uma mulher de mais de quarenta anos então a coisa se torna pior. Nós não fomos preparadas para a luta armada, não trocamos nem socos nem pontapés, não fizemos cursos de lutas nem orientais nem ocidentais. Não participamos de esportes violentos, radicais. O que nos resta então?
Confesso que hoje temos que estimular em nossas filhas a aprendizagem da defesa pessoal. Da capoeira ao tiro ao alvo. Não é guerra não. É sobrevivência. Do contrário teremos que usar soqueiras medievais para garantir o direito à vida.
Mulher na Bahia ainda sofre diversos preconceitos: primeiro tem que responder sempre a célebre “o que é que a baiana tem?”, como se isto colocasse prestígio em nossas vidas. Somos produto de exportação como mulheres brasileiras, em razão do rótulo que nos presentearam.
Governador Wagner, precisamos compreender a sua política em relação às mulheres. O plano do Presidente Lula está no papel. O enfrentamento a violência reuniu lideranças femininas.Mas não conseguimos sentir ainda as suas ações.
Como eu votei em você, como estou em seu partido há muitos anos, estou esperando suas atitudes.
Espero que, por exemplo, me permita levar até você a vítima ou uma das vítimas do amordaçamento que existe no interior da Bahia.
Fiz questão de dizer isto porque estou ficando cansada de ouvir que é do meu partido, do governo que ajudei a eleger que persistem tais atitudes.
Lamento que gente da sensibilidade de Emiliano José e Moema Gramacho não esteja cuidando de assuntos como estes que exigem sensibilidade e compreensão política. Mas que exigem sobretudo respeito à lei, respeito à Constituição.
Para não colocar em perigo a vida das pessoas que estão no interior do Estado não darei os nomes aqui. Mas alguém poderá morrer nos próximos dias como vítima do descaso do Estado. Fica a denúncia.
Ao dispor,
Vera Mattos
Radialista, Jornalista
A MOROSIDADE DO ESTADO EM RELAÇÃO À LEI MARIA DA PENHA.
Vamos fazer na rede uma onda cor de rosa, quase vermelha, da cor de nossa menstruação.Vamos colocar o sangue que sai do nosso ventre na hora do parto.
Vamos colocar o batom que enfeita nossos lábios.E se depois de tudo isto nos sobrar fôlego e vencermos a batalha vamos colorir o mundo com o nosso sorriso, com a nossa risada gostosa, com a nossa sensualidade.Vamos impedir que mulheres morram em vida.Vera Mattos
Fala sério! Nós mulheres vivemos o terror de cada dia em casa, em família, entre vizinhos e em nossa vida profissional. O Brasil confere aos agressores a certeza da impunidade.
Os processos se amontoam e cada instituição oferece uma desculpa. Excesso de processos, excesso de inquéritos, poucos delegados, poucos juízes, poucos promotores. A única coisa que é verdadeira é que são muitos os agressores.
Minha caixa de e-mail vive implodindo de tanta emoção feminina. O medo feminino invade a tela do meu computador, o meu espaço virtual, e eu fico imaginando como estará cada uma que me procura para desabafar e muitas até para dizer que ainda não está no tempo da denúncia. Tem que denunciar. Tem que exigir que o delegado ou delegado lhe escute.
A Bahia particularmente vive um tempo de mudanças. É verdade que estes profissionais são concursados e cada um segue sua orientação política própria e também é verdade que existem alguns que nem sabem como irão aplicar a Maria da Penha, simplesmente porque o sistema carcerário brasileiro está falido. Os presídios abarrotados.
Os abrigos para mulheres são raros e de qualidade baixa. Estão sempre em locais de difícil acesso. Não podem ser mostrados a imprensa porque deixariam de ser locais seguras. Mas não são nem mesmo albergue de zero estrela.
Gente vamos fazer diferente. Vamos exigir que as autoridades tomem cursos de direitos humanos e alguns até mesmo de educação doméstica.
O fato é que quando em processo de julgamento a mulher já entra condenada. Outro dia fui dar um depoimento sobre uma criança que sofreu abuso sexual do pai e para minha surpresa estavam lá duas advogadas muito bem sucedidas defendendo o provável pai pedófilo. A mãe precisou de um defensor público para atuar. E ele desistiu como que por encanto na última hora. Restou a mãe da criança fazer requerimento pessoal.
Aí eu me pergunto: que luta desigual é esta? O poder econômico prevalece. Viva o dinheiro, viva o capital perverso que compra a dignidade de quem quer vender.
O declínio do homem público é tão grande que não tem mais ladeira para rolar. E eu não estou falando do Legislativo que nós podemos descartar de eleição em eleição. Eu estou falando do pessoal que é funcionário de carreira, empregado do Estado.
É preciso deixar de tratar funcionários públicos como reis e rainhas. Estes senhores e estas senhoras sabem que estão ali para cumprir a lei. E, portanto, cumpra-se a Lei Maria da Penha.
Eu já estou anotando nomes de mulheres para as próximas leis. É tanto sofrimento para a mulher e para os filhos que isto com certeza rende algum lucro para setores perversos.
Apanhou? Voltou para casa? E aí eu pergunto: onde as Delegacias de Mulheres irão proteger tantas mulheres agredidas?
Se continuarmos assim, e entrarmos na linha do imaginário, teremos campos de mulheres.
Você homem quer este caminho para a sua filha? Você filho quer este caminho para sua mãe? Você que é mãe, mulher e filha, quer continuar sendo agredida?
Não nos ouvem até porque o poder é masculino. Então em vez de rasgar soutiens, bater panelas, vamos partir para o movimento na grande rede.
Simplesmente vamos fazer link aos milhares sobre o tema. Vamos exigir o cumprimento da lei tornando as buscas na internet intermináveis. Quem não pode falar, faça link, abra um blog, republique o artigo.
Não sabe fazer? Sempre encontrará alguém que faça. E por favor, nos informe sobre sua ação em sua cidade, em seu estado. Faça por e-mail se desejar.
Vamos fazer uma onda cor de rosa, quase vermelha, da cor de nossa menstruação.
Vamos colocar o sangue que sai do nosso ventre na hora do parto.
Vamos colocar o batom que enfeita nossos lábios.
E se depois de tudo isto nos sobrar fôlego e vencermos a batalha vamos colorir o mundo com o nosso sorriso, com a nossa risada gostosa, com a nossa sensualidade.
Vamos impedir que mulheres morram em vida.
Vamos juntas, unidas.
As mulheres são as melhores aliadas quando querem ser aliadas.
As mulheres são as maiores inimigas quando querem ser inimigas.
Finalizo, repetindo perdas e danos: “as pessoas sofridas são perigosas porque sobrevivem”.
Espero por vocês na invasão mais absoluta da rede.
Vera Mattos
Jornalista
'No meu ponto de vista, as mulheres em breve estarão governando o nosso Brasil'.
Vera Mattos em seu movimento feminista e de defesa da mulher, tem posição firme e acertada quando afirma sobre a independência da mulher quanto aos seus direitos. Uma escritora determinada que sabe distinguir com sua clareza o seu ponto de vista vislumbrando o futuro das mulheres em sua emancipação que evolui no curso da vida.
Congratulo-me com a ilustre escritora por sua dinâmica atuação, doando-se, através de seus projetos de qualificação profissional pela melhor qualidade de vida e de profissionalismo.
No ensejo o meu forte abraço e votos de muito sucesso para você,com os meus augúrios para um próspero e venturoso 2010,para você minha presidente e escritora, Vera Mattos. FELIZ ANO 2010.
Antonio Carlos Gomes"
"As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda".
“A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.Vera Mattos
“A única forma da mulher obter sua independência é através do binômio educação e trabalho. As leis servem para amparar e defender a mulher em
Situação de violência doméstica. Mas a manutenção dela própria e da família passam pelo estudo e qualificação.
Somente através da qualificação profissional e de sua inserção no mercado de trabalho será possível garantir a sua sobrevivência. O Estado não está preparado para atender as mulheres vítimas. Elas voltam para casa porque não contam com abrigos, casas transitórias com a mínima qualidade. Além de fugirem dos agressores, elas também têm que cuidar da família, dos filhos menores e até mesmo de outros familiares”.
Esta é a opinião de Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira e representante do Fórum de Mulheres do Mercosul- Capítulo Brasil/Bahia.
“Avaliando o que é oferecido às mulheres para garantir a segurança pessoal e familiar, percebemos que tudo é transitório e de difícil acesso. Mesmo com todas as redes realizando um trabalho de apoio, o essencial continua difícil. A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.
Vera insiste no fato de que ficou nas décadas finais do século XX a figura da mulher dependente, que espera que o marido seja o provedor e que não sabe exatamente o valor de nada. “Infelizmente, ainda existem muitas mulheres nestas condições. Dependem completamente dos maridos que nem sempre são bons companheiros. E a submissão é concreta. Elas lavam e passam roupas, cozinham, cuidam dos filhos, e não buscaram uma evolução pessoal. Geralmente, ao ficarem mais velhas acabam sendo trocadas como se fossem objetos descartáveis. Antes mesmo de entrarem na menopausa deixam a vida sexual de lado, acreditam que devem fidelidade ao marido e que devem criar ou terminar de criar os filhos. Assim, sem sentir vão abrindo mão de todas as suas possibilidades pessoais.”
Por esta razão, a feminista Vera Mattos acredita que esta é definitivamente a era do trabalho para a mulher. “Temos que qualificar cada vez mais mulheres. Prepara-las para o mercado de trabalho, permitir que tenham acesso à cultura e a educação, disponibilizar cada vez mais conhecimento.
É assim que procuro fazer quando me encontro com mulheres de todas as camadas econômico-sociais. A comunicação deve ser oferecida com absoluta qualidade. Não importa se esta mulher é da periferia ou de bairros nobres. Toda mulher é igual. Toda mulher necessita de respeito, atenção e interesse. Misturar as classes sociais é fundamental para a autoestima, para a compreensão das diferenças e para organização do pensamento.”.
Um exemplo que Vera Mattos oferece é o fato do que nos cursos básicos para cuidadores de idosos, quando a presença feminina é maioria, pessoas de diversos níveis culturais se encontram e o resultado geralmente é positivo. ”A compreensão das diferenças é fundamental. É quando ocorre a compreensão do pensamento. O medo pode fazer com que muitas fiquem caladas. Mas quando a oportunidade de troca acontece, assistimos e participamos de momentos valiosos de crescimento pessoal.”
“Mulheres que trabalham e garantem o próprio sustento tem mais segurança em suas decisões. Deixar para aprender uma profissão quando a crise já chegou ao casamento é uma temeridade. É preciso estar atenta ao mercado de trabalho e buscar algo que seja possível realizar. Conheço mulheres que começaram a vida profissional como manicure e que hoje são empresárias no setor.” -, diz Vera Mattos.
Vera Mattos comemora o fato da Fundação Jaqueira ter qualificado mais de 400 mulheres como cuidadoras de idosos somente no ano de 2009. ”Em nossos cursos nós oferecemos o diferencial que é a compreensão individual para que seja possível cuidar de outra pessoa. Então, respondemos muitos questionamentos inevitáveis para a maioria das mulheres. E queremos avançar nesta área. Ficamos felizes quando acolhemos em nossas salas mulheres de toda a região metropolitana. E comemoramos cada vez que uma tem sua carteira assinada. É um sentimento muito bom. É saber que a partir daquele momento aquela mulher será menos uma na estatística da violência. Que ela poderá decidir com quem ela quer se relacionar. É saber que ela poderá ter uma profissão segura. Enfim, os dramas pessoais e sociais continuarão existindo, mas estamos fazendo a nossa parte”, declara a presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos.
Drogas: o sentimento dos usuários.
Ele chegou dizendo que era vitima do Satanás. Mostrou como na noite passada tinha usado a “neve” – cocaína pura. Reproduz a forma como utiliza. Disse que desde os 14 anos se iniciou no mundo das drogas. Cola, maconha,álcool. O rosto é sofrido apesar dos 21 anos. Tem dificuldade de se expressar. Não consegue me encarar, olhar nos olhos. Tem vergonha dele. Mas ao mesmo tempo, expressa poder. Diz que conhece de tudo. Entrou no mundo do crime, entrou no mundo das drogas, do sexo, já não sabe o que acontece com ele quando entra nas rodas de drogas. Refere-se mais uma vez a Satanás: ele é o culpado ! Mas me procurou porque quer renascer. Tem 21 anos e me pede para que o ajude a deixar este elenco de hábitos, esta mistura mortal de álcool e drogas. Em sua fala, há sentimento de culpa. O rosto envelhecido. Olha para os lados,pisca os olhos, se ajeita na cadeira, mostra que esta inquieto e quer que a entrevista se acabe. De novo repete: “quero deixar o mundo do crime”. Pergunto a que crime se refere. Aumenta a ansiedade. Ele transpira, passa a mão no rosto, desconversa. Que crime? Disfarça. Responde. O uso de drogas, de todas as drogas. Acredito. Digo que acredito. O que leva ele a sentir-se assim ? Disse que deseja os objetos das pessoas, que não pode ver algo que desperte sua atenção porque deseja para ele.Gostaria de ter tudo que os outros tem. Dinheiro, poder, carro, moto. Tem boa aparência e consegue estar vivendo agora com outros homens, provavelmente mais velho.
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Conta que gosta de uma menina mas que ela o rejeita. Por isto usa mais droga.E em que lugar usa? Compra com que dinheiro ? Me responde que usa com os amigos, dentro do carro. Cheiram a neve ali mesmo e depois já não tem noção do que acontece.
Mas, Satanás é o culpado. Ele quer sair desta vida. Ele engana a mãe. O pai evaporou. Ele não mora mais com a família, não fez o segundo grau. Está bem vestido, cabelo bem cortado, tatuagem. Olho e vejo que é bonito.
Mas está visivelmente perturbado, já não diz coisa com coisa. O raciocínio começa a falhar.
A memória também. Demonstra uma certa agressividade.Começa a achar que corre o risco de ser entregue a polícia. Pergunto se já foi traficante. Ele responde: “já cometi todos os crimes mas não trafiquei. Compro com o meu dinheiro a droga que uso” – diz ele. Pergunto se a neve é cara. Responde que sim, que é da melhor.Vejo que olha sem parar para a minha bolsa e para o meu celular. Já não presta atenção em mais nada. Está com os olhos fixos nos objetos. Não sei se tenho medo dele ou se tenho piedade dele. Não retiro os objetos do lugar. Sei que tenho chances de ser atacada. Mas não demonstro pavor. Aquele garoto de 21 anos esta angustiado. Pergunta o que está fazendo ali. Me disse que na véspera misturou todo o tipo de bebida. Fala de sua sonolência. Pergunto se quer ir embora. Ele pergunta o que farei por ele e com ele.
Pretendo encaminhá-lo para uma instituição mais adequada que a nossa. Mas, peço que procure a família e que a mãe dele venha conversar comigo. Consegui que ele partisse com alguma serenidade da entrevista. Mas eu perdi a serenidade. A semana passada outro jovem estava entregue ao crack, que a parte pior da cocaína, o refugo, caminho certeiro da morte. Estava magro, bem magro, sem sintonia. A mãe aflita me pedia o milagre. Trazer o filho de volta para a vida. Penso em renascimento, penso em passagem, penso na Páscoa, na celebração da vida. Penso nesses jovens. Todos seguiram o mesmo caminho. Álcool, cola,maconha, cocaína, crack, êxtase.
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O nosso Programa para Adolescentes Infratores- PAI , (o nome não é irônico –pode ser uma frágil perspectiva de substituição) não tem condição de atendera demanda.
A droga está em toda esquina, disseminada em toda a sociedade. Os jovens ricos usam por opção mas sofrem igualmente. Chegam a agredir a família pois é questão de vida e morte ter dinheiro para comprar. Roubam, ameaçam. Um me disse: “quero ser trancado em casa; não quero sair para comprar”. Pergunto sobre a crise de abstinência, se sabe como será. Pergunto a família se já testemunharam alguma crise de abstinência de drogas.
São sempre as mesmas colocações. Sempre uma mãe que chora, geralmente sempre um pai mais ausente. E tem gente que diz que a droga não vicia. Gente que já teve experiência e saiu ileso. Então, acredita que qualquer outra pessoa poderá repetir o feito de sair ileso. E haja estímulo. Alguns acreditam que é fase, que logo será superada, que não há razão para desespero. Experiências de adolescentes. A geração de 70 usou. A geração de 80 usou. Todos se safaram. Todos ?Com o advento da AIDS e o reconhecimento público do nível de disseminaçãodas drogas, o que antes era paz e amor, a mistura de sexo e drogas,tornou-se combinação mortal.
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As campanhas nunca mostraram de fato uma crise de abstinência. Nunca mostraram alguém estremecendo, revirando os olhos, amarrado, em desespero. As campanhas apresentando jovens fechando portas para a droga como seestivessem fechando portas para envolvimentos afetivos. As drogas são mais poderosas que os envolvimentos afetivos, do que a hierarquia familiar.
Então, refletir é muito bom. O que fazer se, nesse momento, próximo a nossa casa alguém está usando, está comprando ou vendendo ? Os sistemas de compra ultrapassam a capacidade estratégica de qualquer sistema de marketing
Você usa? Seu marido usa ? Seu filho ou filha usam ? Seus amigos usam ? Você já parou para pensar nisto ou prefere manter-se distante da questão ? As drogas são violentas da mesma forma que a sociedade é violenta e parceira do uso. O meu desejo é que ao abrir a questão em torno dos que estão próximos, mantendo-nos disponíveis ao diálogo, possamos ser mais visíveis uns aos outros. A postura de achar que o nosso melhor amigo não usa, que nossohipócrita.
Estamos no século XXI. Não viva como se estivesse no século passado,fingindo que estamos sempre arrodeados de boas ovelhas. Apenas decifre sequem está do seu lado é usuário, traficante, ex-usuário, curioso oucontrário às drogas.
Retirar esta conversa da roda é empurrar muitos dos que vivemos para as rodas da neve, crack, maconha e álcool , entre tantas e tantas categorias. Pense nisto.
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Vera Mattos é psicanalista/Jornalista e presidente da Fundação Jaqueira.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Monsenhor Gaspar Sadoc em entrevista exclusiva comenta a perda de Zilda Arns.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Declaração da Diretora Executiva do UNICEF, Ann M. Veneman, sobre a situação das crianças no Haiti
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