A Jornalista escreve,entrevista, critica,indica links, discute assuntos vinculados ao tema Direitos Humanos.E se expressa sem medo pois seu único compromisso é com a verdade.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Salvador abrigará esculturas de Rodin por 3 anos
O Pensador.Rio de Janeiro, 26 out (EFE).- O Palacete das Artes Rodin Bahia, em Salvador, abre nesta segunda-feira suas portas a uma exposição de 62 esculturas de gesso de Auguste Rodin, que são matrizes de várias das principais obras do famoso escultor francês e que estarão à disposição do público durante três anos.
As obras fazem parte da coleção do Museu Rodin de Paris e foram cedidas durante três anos à cidade graças a um acordo especial assinado dentro do Ano da França no Brasil.
As peças que compõem a exposição "Auguste Rodin, Homem e Gênio" foram colocadas em estruturas de vidro e distribuídas nos salões e jardins do Palacete das Artes.
As esculturas expostas em Salvador, avaliadas em R$ 26 milhões, são matrizes em gesso que o pai da escultura moderna fez antes de produzir suas obras em bronze ou mármore.
Entre as matrizes estão algumas das famosas obras de Rodin como "O Pensador", "O Beijo", "Eva", "O Escultor e sua Musa" e a terceira maquete de "Porta do Inferno".
Segundo Heloísa Costa, curadora da exposição no Brasil, são peças que permitem conhecer o processo de criação de Rodin.
"Essas obras de gesso foram as realmente moldadas por Rodin. Foi no gesso que Rodin teve mais possibilidades de transmitir o movimento do corpo e as expressões. Somente depois o escultor passava seu trabalho para o mármore ou o bronze", assegura Heloísa.
Segundo a curadora, esta é a primeira vez que o Museu Rodin aceita ceder por tanto tempo peças para uma exposição em outro país.
Para poder organizar a mostra, as autoridades de Salvador tiveram que adotar várias medidas de segurança, como a instalação de 70 câmaras de vigilância e de 200 sensores no local da exposição.
"Esperamos uma frequência recorde para justificar todo o investimento que fizemos, de R$ 1,5 milhão", disse o diretor do Palacete das Artes, Murilo Ribeiro.
Como referência, as autoridades citaram as cerca de 500 mil pessoas que assistiram em 1995 a uma exposição de 58 obras originais de Rodin, realizada primeiro no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e depois na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
© EFE 2009.
Agradecimentos aos amigos que estiveram comigo quando fui vítima de um golpe em função da luta contra a pedofilia.
O que seria da minha vida sem vocês? NADA. OBRIGADA POR MIM, POR MINHA FILHA, MINHA FAMÍLIA. DEUS ABENÇOE TODOS. AMO CADA UM DE VOCÊS. EWERTON MATTOS:NA VIDA ATUAL O GRANDE AMIGO DOS MOMENTOS MAIS CRÍTICOS, SEMPRE ABANDONANDO TUDO PARA SOCORRER-NOS. TUZÉ DE ABREU: O MÉDICO MAIS CALMO E MAIS SERENO. AQUELE QUE COMPREENDE ALÉM DA DOR. TUZÉ COMPREENDE A ALMA. E TEM SIDO PRESENTE EM TODAS AS NOSSAS DORES, AJUDANDO E TRAZENDO PAZ E CONFIANÇA. ANTONIO LOBO: AQUELE QUE RESPEITA A PSIQUIATRIA COMO A MEDICINA DO HUMANO. AMIGO DE TODOS OS INSTANTES. ETERNA TRANSFERÊNCIA DE ESPERANÇA. OLGA MARIALENKO: AQUELA QUE RESOLVE, SOLUCIONA, CORRE ATRÁS,INSISTE. A ELA DEVO MUITO. QUANDO FIQUEI SEM NADA DE MATERIAL FOI A PRIMEIRA A CHEGAR COM OBJETOS PARA O MEU CONFORTO. IZABEL CRISTINA MESQUITA MARTINS: QUANDO TODAS AS NOSSAS ROUPAS FORAM ROUBADAS, TODAS AS NOSSAS JÓIAS FORAM RETIRADAS, TODOS OS NOSSOS PERTENCES FORAM LEVADOS CHEGOU IZABEL E ME TROUXE UMA MALA DE ROUPAS NOVAS PARA ANDRÉA E ME TROUXE TRES CALÇAS SOCIAIS PARA QUE EU CONTINUASSE A TRABALHAR. MAIS DO QUE ROUPAS NOVAS ELA ME DEU ESPERANÇA E CONTINUIDADE. HOJE VOLTEI A DISTRIBUIR ROUPAS ENTRE AQUELES QUE PRECISAM. MAS EM 2006 FOI NESTA AMIGA DE 30 ANOS QUE ENCONTREI APOIO. MAURO VOIGT: GUERREIRO. NÃO É SOBRENOME NÃO. ELE É ASSIM. DIVIDIRIA ATÉ CAROÇO DE ARROZ COMIGO. É ASSIM QUE É ATÉ ESTA DATA. ROBERTO AZEVEDO: CHEGOU ATRAVÉS DE OLGA MARIALENKO E OPEROU ANDRÉA COM TODA A SUA EQUIPE. CIRURGIA CRÂNIO-MANDIBULAR. ANDRÉA ESTÁ TITANIZADA E PERFEITA. ANA BRUNI: CUIDADOSA E GENEROSA. AMIGA IRMÃ.UMA FADA MADRINHA DE ANDRÉA. SANDRA SAGRADO: UMA JORNALISTA QUE ESTEVE COMIGO EM TODOS OS MOMENTOS. A QUEM CONFIEI QUE CONTASSE MINHA HISTÓRIA. TANIA GOMES: SEGUROU A FUNDAÇÃO NA MINHA AUSÊNCIA E NA DE ANDRÉA. JEITO CALMO E SIMPLES. SERENIDADE. PALAVRAS DE CALMA QUANDO O MUNDO PARECIA ESTAR INCENDIANDO. LUIZ EUGENIO FONSECA MIRANDA: COMO AGRADEÇO A SUA PRESENÇA EM TODA ESTA HISTÓRIA. SENDO UM PROMOTOR DO MAIS ALTO NÍVEL FOI O MEU MELHOR ADVOGADO DE DEFESA. LUTOU CONOSCO E NOS DEU ESPERANÇA NA JUSTIÇA. LUIZ ADEMIR SOUZA: AMIGO DE LONGAS JORNADAS. MAIS DE 30 ANOS. AJUDOU-ME A VIVER. FOI OXIGÊNIO QUANDO O AR JÁ FALTAVA. PADRE LUIZ SIMÕES: PELO CONVÍVIO DE DEZ ANOS EM NOSSO TRABALHO SOCIAL NA PARÓQUIA DA VITÓRIA. A FUNDAÇÃO CONTINUOU SOBREVIVENDO MESMO EM MOMENTOS CRÍTICOS. PADRE GASPAR SADOCK: Aquele que abençoa e com a sua voz e seu abraço nos consola e aponta para esperança e fé em Cristo. SUZANA VARJÃO E KARDÉ MOURÃO: jornalistas e amigas que nos momentos críticos pediram emergencial apoio aos grupos jornalísticos. Estamos vivas e reconstruíndo a nossa história graças a vocês. Perdoem o esquecimento momentaneo de algum. Estão todos em meu coração. AOS AMIGOS VIRTUAIS QUE ESTIVERAM COMIGO TODO O MEU AGRADECIMENTO E CARINHO. AMO CADA UM DE VOCÊS. Vera Mattos Jornalista Vera Mattos Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil do Fórum de Mulheres do Mercosul Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil http://www.fundadacaojaqueira.org.br |
sábado, 24 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Andréa Ermelin escreve " MORTE NO AFROREGGAE"
MORTE NO AFROREGGAE
MATARAM O COORDENADOR DO AFRO REGGAE
E VOCÊS ME PERGUNTAM:
E DAÍ?
O QUE EU TENHO A VER COM ISTO?
MATARAM O COORDENADOR DE PROJETOS SOCIAIS
EVANDRO JOSÉ SILVA
E VOCÊ ME PERGUNTA:
O QUE EU TENHO A VER COM ISTO?
AS CAMERAS FILMARAM TODA A SEQUÊNCIA DA MORTE.
ELE AGONIZANTE, NÃO FOI SOCORRIDO PELOS POLICIAIS.
OS LADRÕES E ASSASSINOS, FUGIRAM COM O SEU PAR DE TÊNIS E UMA JAQUETA.
É ÓBVIO QUE ESSA MORTE NÃO FOI UM ACASO.
É ÓBVIO QUE ESSA MORTE FOI ENCOMENDADA.
E O QUE EU, VOCÊ, NÓS, TODOS NÓS, TEMOS A VER COM ISTO?
A IMPUNIDADE FOI ENCOMENDADA.
É VERGONHOSO CONCLUIR ISTO, NESTE PAÍS.
NESTA GUERRA CIVIL, EM QUE NINGUÉM ENXERGA MAIS NADA.
NUMA SEMANA, UMA FAVELA INTEIRA É DEVASTADA PELO FOGO EM SÃO PAULO. E ESSE FOGO NÃO FOI CRIMINOSO?
DEPOIS, UM HELICÓPTERO É ABATIDO E FICA EM CHAMAS NO AR COM POLICIAIS MORTOS, MAIS DE 20 POLICIAIS MORTOS.
AGORA ATINGIRAM UMA DAS MAIS IMPORTANTES ORGANIZAÇÕES, SÉRIA, RESPEITADA PELO MUNDO A FORA COMO A AFRO REGGAE. FORAM JOVENS MATANDO UM INOCENTE.
QUERO SABER. QUEM ESTÁ ENXERGANDO O BRASIL? QUEM ESTÁ OLHANDO POR NÓS CIDADÃOS QUE NÃO QUEREMOS VIOLÊNCIA, APENAS PRECISAMOS DE AMOR.
É IMPRESSÃO MINHA OU ESTAMOS DESGUARNECIDOS?
ENTREGUES À PRÓPRIA SORTE?
SÃO ÔNIBUS QUEIMADOS NO RIO DE JANEIRO, NA BAHIA, EM SÃO PAULO.
SÃO DEPREDAÇÕES A MIL. SÃO ASSALTOS A ÔNIBUS. TIROTEIO, SANGUE E MORTE.
O QUE É ISSO BRASIL? O QUE FIZERAM DO MEU, DO SEU, DO NOSSO BRASIL?
“FÉ NA VIDA, FÉ NO HOMEM, FÉ NO QUE VIRÁ. NÓS PODEMOS MUITO, NÓS PODEMOS MAIS. VAMOS LÁ FAZER O QUE SERÁ! PARA NÃO PARAR DE SONHAR.” GONZAGUINHA
ANDRÉA ERMELIN
23 de outubro de 2009.
SETA-FEIRA
SALVADOR-BAHIA/BRASIL
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdepaz/1882311
MATARAM O COORDENADOR DO AFRO REGGAE
E VOCÊS ME PERGUNTAM:
E DAÍ?
O QUE EU TENHO A VER COM ISTO?
MATARAM O COORDENADOR DE PROJETOS SOCIAIS
EVANDRO JOSÉ SILVA
E VOCÊ ME PERGUNTA:
O QUE EU TENHO A VER COM ISTO?
AS CAMERAS FILMARAM TODA A SEQUÊNCIA DA MORTE.
ELE AGONIZANTE, NÃO FOI SOCORRIDO PELOS POLICIAIS.
OS LADRÕES E ASSASSINOS, FUGIRAM COM O SEU PAR DE TÊNIS E UMA JAQUETA.
É ÓBVIO QUE ESSA MORTE NÃO FOI UM ACASO.
É ÓBVIO QUE ESSA MORTE FOI ENCOMENDADA.
E O QUE EU, VOCÊ, NÓS, TODOS NÓS, TEMOS A VER COM ISTO?
A IMPUNIDADE FOI ENCOMENDADA.
É VERGONHOSO CONCLUIR ISTO, NESTE PAÍS.
NESTA GUERRA CIVIL, EM QUE NINGUÉM ENXERGA MAIS NADA.
NUMA SEMANA, UMA FAVELA INTEIRA É DEVASTADA PELO FOGO EM SÃO PAULO. E ESSE FOGO NÃO FOI CRIMINOSO?
DEPOIS, UM HELICÓPTERO É ABATIDO E FICA EM CHAMAS NO AR COM POLICIAIS MORTOS, MAIS DE 20 POLICIAIS MORTOS.
AGORA ATINGIRAM UMA DAS MAIS IMPORTANTES ORGANIZAÇÕES, SÉRIA, RESPEITADA PELO MUNDO A FORA COMO A AFRO REGGAE. FORAM JOVENS MATANDO UM INOCENTE.
QUERO SABER. QUEM ESTÁ ENXERGANDO O BRASIL? QUEM ESTÁ OLHANDO POR NÓS CIDADÃOS QUE NÃO QUEREMOS VIOLÊNCIA, APENAS PRECISAMOS DE AMOR.
É IMPRESSÃO MINHA OU ESTAMOS DESGUARNECIDOS?
ENTREGUES À PRÓPRIA SORTE?
SÃO ÔNIBUS QUEIMADOS NO RIO DE JANEIRO, NA BAHIA, EM SÃO PAULO.
SÃO DEPREDAÇÕES A MIL. SÃO ASSALTOS A ÔNIBUS. TIROTEIO, SANGUE E MORTE.
O QUE É ISSO BRASIL? O QUE FIZERAM DO MEU, DO SEU, DO NOSSO BRASIL?
“FÉ NA VIDA, FÉ NO HOMEM, FÉ NO QUE VIRÁ. NÓS PODEMOS MUITO, NÓS PODEMOS MAIS. VAMOS LÁ FAZER O QUE SERÁ! PARA NÃO PARAR DE SONHAR.” GONZAGUINHA
ANDRÉA ERMELIN
23 de outubro de 2009.
SETA-FEIRA
SALVADOR-BAHIA/BRASIL
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdepaz/1882311
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Adital entrevista a jornalista Vera Mattos sobre a onda de assassinatos em Salvador.

15.10.09 - BRASIL
Jovens da periferia de Salvador (BA) perdem a vida em onda de assassinatos.
Tatiana Félix *
Salvador - Adital -
"A situação em Salvador já chegou a um grau de extrema perversidade". Com essa afirmação, a jornalista Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira, de Salvador, capital da Bahia, estado da região Nordeste do Brasil, fala sobre a onda de crimes que assolam a capital baiana todos os dias.
Centenas de mães veem seus filhos sendo assassinados. Caladas, as famílias tentam se proteger como podem. Segundo os movimentos sociais envolvidos nas discussões acerca da onda de assassinatos, os jovens em Salvador estão morrendo gratuitamente.
O poder público relaciona os crimes ao tráfico de drogas, porém, a sociedade se pergunta: "será que todos esses jovens são criminosos e envolvidos com o tráfico?" Para Vera, o que acontece é uma onda de crimes contra a população pobre e negra da periferia de Salvador.
Em entrevista à Radioagência NP, Bartolomeu Dias, integrante da ONG baiana Omi-Dudu, afirmou que de cada dez jovens assassinados em Salvador, oito são inocentes, ou seja, não têm envolvimento com nenhuma atividade criminosa, nem com o tráfico de drogas.
Vera ressalta que é necessário que se faça um inquérito policial e que a população seja ouvida. A jornalista denuncia o descaso por parte do governo. "A segurança pública é um dever do estado".
Se nada for feito para combater o crime em Salvador, a cada dia aumentará ainda mais o número de famílias órfãs de seus filhos, filhos órfãos de pais e mulheres sem seus companheiros. A tensão paira no ar da cidade inteira. Segundo Vera, "o que existe na Bahia é uma execução sumária".
Segundo o Índice de Homicídio na Adolescência (IHA), até 2012, Salvador terá quase mil jovens assassinados, com idade entre 12 e 18 anos.
Embora os movimentos sociais e entidades ligadas aos direitos humanos da cidade se reúnam para tentar encontrar uma solução, não há ainda nenhum avanço significativo no combate ao derramamento de sangue em Salvador.
Recentemente, um jornal do estado denunciou a descoberta de cemitérios clandestinos com dezenas de cadáveres em diferentes estágios de decomposição. Parece que na capital da Bahia a vida brinca com a morte. E as vítimas viram fantoches nas mãos dos assassinos. "A minha sensação é que na Bahia não existe direitos humanos", denuncia Vera.
* Jornalista da Adital
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=41971
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
SOPHIE CALLE: A ARTISTA.CUIDE DE VOCÊ.

É mais fácil realizar um projeto quando sofremos do que quando estamos felizes. Não sei o que prefiro: se estar feliz com um homem ou fazer uma boa exposição. (Sophie Calle)
Cuide de você (Prenez Soin de Vous)
Uma carta de rompimento é o mote da exposição Cuide de você, de Sophie Calle, que chegou ao MAM-BA no dia 22 de setembro. No trabalho, mais de cem mulheres oferecem interpretações diferentes para a carta recebida pela artista, em foto, texto ou vídeo: de uma revisora a uma sexóloga, da compositora Laurie Anderson às atrizes Victoria Abril e Maria de Medeiros. Durante toda a exposição, atividades educativas convidam o público a aprofundar sua compreensão da obra e produzir respostas poéticas a ela.
SOPHIE CALLE: A ARTISTA
MARCADAS PELOS JOGOS E REGRAS AUTOIMPOSTAS, OBRAS DA FRANCESA REVELAM A FRAGILIDADE HUMANA
“Sophie Calle é uma grande artista que consegue fazer com que a arte imite a vida e a vida imite a arte, nos enredando entre o sonho e a realidade sem nenhum pudor”, completa Danilo Santos de Miranda, presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil e diretor regional do SESC São Paulo.
A temporada da exposição em Salvador conta com apoio do Governo da Bahia, através da Secretaria de Cultura (Secult) e se conecta ao programa de articulações nacionais e internacionais que a diretora do MAM-BA vem implantando em sua gestão, iniciada em 2007.
“A exposição de Sophie Calle na Bahia reafirma a política da Secretaria de Cultura de abrir o estado para o intercâmbio com as artes mundiais, fomentando as residências artísticas e transformando os museus em espaços culturais dinâmicos”, diz Marcio Meirelles, Secretário de Cultura da Bahia. “A exposição é importante para as nossas artes visuais, que precisam sempre estar em contato com novas questões, novos discursos, novas linguagens e outros sotaques. Por isso Solange Farkas está aqui, e é graças ao seu prestígio que ações como esta são possíveis.” “Somos gratos ao SESC São Paulo, ao Videobrasil e ao Ministério da Cultura, que, por reconhecerem o esforço da secretaria e sua política inovadora, uniram esforços para trazer Cuide de você para o MAM-BA, único lugar no Brasil a receber a mostra, além de São Paulo”, completa o secretário.
Uma das obras mais contundentes da 52ª Bienal de Veneza (2007), Cuide de você foi mostrada também na França, no Canadá e em Nova York. A exposição reúne textos, fotos e vídeos nos quais mais de cem mulheres interpretaram, a convite da artista, uma carta de rompimento amoroso recebida por ela de um ex-amante, o escritor Grégoire Bouillier. No intuito de “esgotar” as mensagens contidas no texto e em seus subtextos, Calle recrutou para a tarefa “leitoras” de especialidades e profissões diferentes, entre mulheres estranhas e amigas, anônimas e famosas.
O rol de mulheres que aceitaram o desafio inclui sua mãe; as atrizes Jeanne Moreau, Victoria Abril e Maria de Medeiros; a compositora Laurie Anderson; a DJ Miss Kittin; e profissionais como linguista, taróloga, juíza, antropóloga, designer, sexóloga, assistente social e clarividente, entre outras. Ao aplicar sua ótica pessoal ou o “filtro” de sua especialidade à carta, elas produziram um rico panorama de respostas – técnicas, acadêmicas, performáticas e emocionais – ao desafio da artista.
(foto) Crédito: ©Sophie Calle
Cuide de Você
O texto é dançado por bailarinas, analisado por críticas, recriado por escritoras. A criminologista atribui a carta a “um manipulador, cujos relacionamentos com outras pessoas são baseados na dominação e na ascendência”. Para a headhunter, ela apenas revela um “candidato com discurso intrincado”. À especialista em etiqueta, a frase “Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último e-mail” sugere um relapso, que “deveria ter respondido imediatamente”.
A ideia de desenvolver, em torno da carta, uma investigação que envolvesse o repertório profissional de muitas mulheres surgiu dois dias depois de receber a mensagem do ex-amante. Não é por acaso que a frase Cuide de você serve de título à obra. “Foram essas palavras que me deram o estalo para o trabalho”, conta Calle. “Esse é o meu método de cuidar de mim. Reverter as coisas em minha vantagem, para não sofrer com elas”, relata. “Recebi um e-mail terminando um relacionamento. Não sabia o que responder. Ele terminava com a frase Cuide de você. Foi o que fiz.”
“Sophie Calle é a artista da percepção sobre o privado”, diz Danilo Santos de Miranda. “O que a faz tão singular é que este privado não é o do outro, mas seu próprio. Ela é capaz de se transformar de sujeito da ação a objeto. Passar de figura fragilizada por uma separação amorosa à artista que faz de seu momento íntimo e decepcionante um grande espetáculo, mas um espetáculo para que cada um reflita sobre suas decepções também.”
SOPHIE CALLE: A ARTISTA
MARCADAS PELOS JOGOS E REGRAS AUTOIMPOSTAS, OBRAS DA FRANCESA REVELAM A FRAGILIDADE HUMANA.
É mais fácil realizar um projeto quando sofremos do que quando estamos felizes. Não sei o que prefiro: se estar feliz com um homem ou fazer uma boa exposição. (Sophie Calle)
Sophie Calle (Paris, 1953) é conhecida por uma obra em que explora detalhes de sua intimidade, desfaz as fronteiras entre autor e objeto e se vale de métodos às vezes controversos para revelar a vulnerabilidade humana, incluindo a própria. Ela faz de sua vida a sua obra. Tudo o que acontece com ela acaba virando assunto para as suas performances e exposições. Produzidos ao longo de mais de duas décadas, seus trabalhos são ora autobiográficos, ora voyeurísticos, e atestam a crença numa arte com “função terapêutica”.
O texto, a fotografia, o vídeo e a performance são os meios que usa para criar o que a crítica francesa Cécile Camart chama de “arte narrativa”. “A dimensão narrativa de suas instalações, misturando fotografia, textos e objetos, remete à primeira metade da década de 1970, em que jovens artistas como Christian Boltanski propuseram uma arte das pessoas, das coisas e das situações, que abrange um vasto leque da vida cotidiana real ou imaginária.”
Em seu primeiro projeto, Suite vénitienne (Suíte veneziana, 1979), Calle segue um desconhecido pelas ruas de Paris e depois até Veneza, fotografando-o e observando suas ações, como uma detetive. Em Les Dormeurs (Aqueles que dormem, 1979), escolhe pessoas ao acaso para dormir turnos consecutivos de oito horas em sua cama, por uma semana, enquanto os assiste e fotografa. Em La Filature (A perseguição, 1981), se faz seguir por um detetive, e expõe fotos da investigação simulada.
Em 1983, em L’hôtel (O hotel), emprega-se como camareira em um hotel e se dedica a explorar e fotografar os pertences dos hóspedes, em imagens que mais tarde expõe. No mesmo ano, produz para o jornal francês Libération a série Le Carnet d’Adresses (Caderno de endereços), em que liga para pessoas listadas em um caderno de telefones achado na rua e as entrevista sobre o dono do objeto. Ele ameaça processá-la.
Um tema que se tornaria recorrente em sua obra, a dor ligada à perda da pessoa amada, surge na instalação Douleur Exquise (Dor de cotovelo, 1984-2003). Um encontro amoroso em Nova Délhi, cancelado, é o mote da obra, que usa fotos da viagem à Índia, recria o quarto do encontro e opõe depoimentos da artista e de outras pessoas sobre desilusões amorosas.
Em 1992, Calle serve de modelo ao personagem Maria Turner, do romance Leviatã, de Paul Auster; instigada, cria, sob o nome de Maria, uma instalação composta por uma série de refeições de cores combinadas (que seriam a dieta de sua personagem). Em Le Rituel D’Anniversaire(Cerimônia de aniversário), expõe presentes – obras de arte, objetos plásticos, chocolates – recebidos ao longo de treze anos, de familiares, anônimos e artistas como Christian Boltanski e Annette Messager.
A estreia de Cuide de você em Veneza, em 2007, foi precedida por uma grande retrospectiva da obra da artista, M’as tu vu?, realizada em 2003 no Centre Georges Pompidou, em Paris. Na abertura da exposição na Itália, o jornal inglês The Guardian apelidou Sophie Calle de “o Marcel Duchamp da roupa suja emocional”.
informações
71 3117 6139
www.mam.ba.gov.br | mam@mam.ba.gov.br
agendamento visitas monitoradas
71 3117 6141
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Bahia sediará 12º Congresso sobre Prevenção do Crime e Justiça da ONU

Evento da ONU, a ser realizado no Brasil em 2010, terá presença de especialistas nas áreas da justiça e combate a criminalidade, incluindo legisladores, juristas e representantes da sociedade civil; agenda do encontro incluirá debates sobre juventude e crime, tráfico humano e crimes cibernéticos.
A cidade de Salvador, na Bahia, foi escolhida para sediar o 12º Congresso sobre Prevenção do Crime e Justiça Criminal da ONU, a ser realizado em 2010. A reunião visa aprimorar as políticas nacionais e internacionais de atuação nesta área.
O congresso programado para o período de 12 e 19 de abril do próximo ano é patrocinado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, e acontece a cada 5 anos em diferentes partes do mundo.
Justiça Criminal
O evento no Brasil terá a presença de especialistas sobre justiça e combate a criminalidade, incluindo legisladores, juristas, acadêmicos e representantes da sociedade civil.
Quatro reuniões regionais, representando a América Latina e Caribe, Ásia Ocidental, Ásia e Pacífico e África, irão produzir a pauta a ser analisada no Congresso.
Entre os temas que deverão ser abordados estão a promoção da justiça criminal para o desenvolvimento dos países e a necessidade da criação de um mecanismo de atuação integrada dos sistemas legais para o combate ao crime.
Crimes Cibernéticos
A agenda do encontro também incluirá debates sobre juventude e crime, tráfico humano, lavagem de dinheiro ilícito e crimes cibernéticos, entre outros.
Ao final do encontro será adotada uma declaração que será apresentada à Comissão sobre Prevenção de Crime e Justiça Criminal das Nações Unidas.
Marco Alfaro, da Rádio ONU em Nova York.
Você participa da palestra e ainda colabora com as obras sociais da Fundação Jaqueira.

Fundação Jaqueira promove Ciclo de Palestras sobre a Terceira Idade. Inscreva-se já!
Conheça de perto os profissionais da mais importante fundação voltada para a terceira idade.
A Fundação Jaqueira em parceria com a Paróquia da Vitória, Salvador, Bahia, Brasil. Das 14h até 17h.
Programação:
dia 19/10/2009 Prevenção e qualidade de vida para a Terceira Idade.
dia 26/10/2009 Envelhecimento Ativo.
dia 09/11/2009 Familiares e amigos de Idosos Enfermos.
Você participa da palestra e ainda colabora com as obras sociais da Fundação Jaqueira.
Contribua com R$10,00 mais dois 2kg de alimentos. Vamos fazer um Natal Feliz para centenas de idosos carentes.
Tel: 7130111188 7130111188
Cel: 7196196129 7196196129
Detalhes da Fundação Jaqueira.
Descrição: Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos. Um atendimento de qualidade, transformando-se em uma rede tentacular, mantida exclusivamente pelos seus voluntários, a Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos pode agora comemorar a utilidade pública após a realização de 50 mil atendimentos somente em Salvador. Utilidade pública Estadual Lei 11 032 de 30/04/2008 Diário oficial 01/05/2008 Salvador - Bahia
http://fundacaojaqueira.blogspot.com/
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Sexto Congresso Mundial sobre a Promoção da Saúde Mental e Prevenção de transtornos mentais e comportamentais
WFMH é um parceiro da organização O Sexto Congresso Mundial sobre a Promoção da Saúde Mental e Prevenção de transtornos mentais e comportamentais.
17-19 de novembro de 2010
Washington, DC
Omni Shoreham Hotel
Para obter mais informações, favor contatar:
Ms. Anne O'Neill
617-618-2262 617-618-2262
aoneill@edc.org
17-19 de novembro de 2010
Washington, DC
Omni Shoreham Hotel
Para obter mais informações, favor contatar:
Ms. Anne O'Neill
617-618-2262 617-618-2262
aoneill@edc.org
Diversidade da Austrália Instituto de Saúde Colaboração com WFMH
WFMH recentemente assinado um Memorando de Entendimento (MOU) com o Instituto de Saúde Diversidade da Austrália (DHI), por ocasião da Diversidade em Saúde Conference 2008, realizada em Sydney, Austrália, 10-12 março de 2008. Presidente cessante Shona Sturgeon assinado o MOU, em nome da WFMH enquanto professor Steven Boyages, diretor executivo do Sydney West Area Health Service, assinado em nome do DHI. A diversidade do Instituto de Saúde é um consórcio de saúde pública organizations que trabalham juntos para melhorar a saúde eo bem-estar da Austrália, cultural e linguisticamente diversos (CALD comunidade). O DHI é baseado no Ocidente Sydney Area Health Service, no entanto, é composta de unidades, com um foco estaduais, nacionais e internacionais e é financiado por uma variedade de fontes, incluindo a Nova Gales do Sul e do Departamento de Saúde da Commonwealth de Saúde e Envelhecimento.
Do MA, tanto WFMH DHI e concordam em trabalhar juntos para os seguintes objectivos:
Aumentar a consciência pública ea compreensão das questões de saúde mental
Doenças Promover atitudes para melhorar a saúde mental e mental
Promoção de uma melhor saúde mental na comunidade e prevenção dos transtornos mentais
Realização de pesquisas para melhorar a assistência, tratamento e recuperação de pessoas com transtornos mentais
Desenvolvimento de oportunidades de educação e formação para os prestadores de serviços de saúde mental
As organizações vão compartilhar o acesso a recursos, proporcionando através de links respectivos websites; organização de programas de formação, workshops ou conferências; atividade de buscar oportunidades de colaboração formal em projetos de interesse mútuo, e trabalhando em conjunto na promoção da sensibilização do Mundial da Saúde Mental Dia Global campanha. WFMH se entusiasmado com este esforço de colaboração, e acredita que irá servir como um modelo para a articulação com outras organizações.
A diversidade do Instituto de Saúde Serviços e Programas incluem:
Co-existir NSW: Diversidade Saúde Comorbidade Serviço
DHI Clearinghouse
DHI Research Laboratory
DHI serviço de excelência
DHI Workforce Development, Education and Training Networks
Global Health Institute
Multicultural Saúde Mental Austrália
Multicultural Service Problem Gambling
NSW Programa de Educação sobre a Mutilação Genital Feminina
Transcultural Mental Health Centre
Women's Health at Work
Do MA, tanto WFMH DHI e concordam em trabalhar juntos para os seguintes objectivos:
Aumentar a consciência pública ea compreensão das questões de saúde mental
Doenças Promover atitudes para melhorar a saúde mental e mental
Promoção de uma melhor saúde mental na comunidade e prevenção dos transtornos mentais
Realização de pesquisas para melhorar a assistência, tratamento e recuperação de pessoas com transtornos mentais
Desenvolvimento de oportunidades de educação e formação para os prestadores de serviços de saúde mental
As organizações vão compartilhar o acesso a recursos, proporcionando através de links respectivos websites; organização de programas de formação, workshops ou conferências; atividade de buscar oportunidades de colaboração formal em projetos de interesse mútuo, e trabalhando em conjunto na promoção da sensibilização do Mundial da Saúde Mental Dia Global campanha. WFMH se entusiasmado com este esforço de colaboração, e acredita que irá servir como um modelo para a articulação com outras organizações.
A diversidade do Instituto de Saúde Serviços e Programas incluem:
Co-existir NSW: Diversidade Saúde Comorbidade Serviço
DHI Clearinghouse
DHI Research Laboratory
DHI serviço de excelência
DHI Workforce Development, Education and Training Networks
Global Health Institute
Multicultural Saúde Mental Austrália
Multicultural Service Problem Gambling
NSW Programa de Educação sobre a Mutilação Genital Feminina
Transcultural Mental Health Centre
Women's Health at Work
Redução das disparidades em Serviços de Saúde Mental para as Minorias Étnicas e Imigrantes
WFMH especialistas internacionais
FORUM SOBRE redução das disparidades EM SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL para as Minorias Étnicas
VEJA O RELATÓRIO FINAL DO FÓRUM DISPARIDADES AQUI
WFMH reúne especialistas internacionais FORUM SOBRE redução das desigualdades no SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL para as Minorias Étnicas
A Federação Mundial para Saúde Mental convocado um Fórum Internacional de Peritos sobre a redução das disparidades em Serviços de Saúde Mental para as Minorias Étnicas, em Minneapolis, Minnesota, 17-19 dezembro de 2008. O Fórum foi um componente do Centro de WFMH (Transcultural Mental Health CTMH) 2008 programa de continuação do trabalho.
O Fórum foi organizado como um primeiro passo nos esforços do Centro para concentrar a atenção sobre a crescente crise de crescentes disparidades no acesso aos serviços de saúde mental por minorias étnicas e pessoas de culturas de imigrantes, para determinar o que pode ser feito para resolver esta crise, e reduzir as lacunas na disponibilidade de serviços e de acessibilidade.
O Fórum Internacional de Peritos reuniu especialistas chave em disparidades de saúde, a fim de ganhar perspectiva e formular recomendações e orientações sobre como o CTMH WFMH podem desenvolver os conhecimentos e redes necessárias para desempenhar um papel de liderança sobre esta questão. Membros do painel do Fórum foram:
Dr. Sergio A. Aguilar-Gaxiloa, Centro para a redução das disparidades da saúde, da Universidade da Califórnia Davis
Dr. Morton Beiser, Centro Comum de Excelência para a Investigação sobre Imigração e Colonização, da Universidade de Toronto, Canadá
Trina Dutta, PMP, MPH, SAMHSA Centro de Serviços de Saúde Mental
L. Patt Franciosi, PhD, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Programas, WFMH (Presidente)
Professor Frederico Hickling, Department of Community Health and Psychiatry, The University of the West Indies, Jamaica
DJ Ida, PhD, American National Asian Pacific Islander Mental Health Association
Dr. Gabriel Ivbijaro, Organização Mundial de Médicos de Família (WONCA) Grupo de Trabalho sobre Saúde Mental, Reino Unido
Jeffrey King, PhD, Primeiras Nações Behavioral Health Association; Center for Cross-Cultural Psychology, Western Washington University
Ray Charles G., CGR & Associates (Discussão Líder / facilitador)
Algumas das questões que foram consideradas durante o Fórum foram:
Serviços de saúde mental disparidades em todo o mundo: a definir a extensão do problema
A influência da raça e da cultura no planejamento e prestação de serviços
Disparidades nos serviços de saúde mental para as minorias étnicas os E.U. e outros países ocidentais
As disparidades em matéria de investigação e ensaios clínicos para as minorias étnicas
Barreiras aos serviços de saúde mental e investigação para as minorias étnicas
Formas de ultrapassar os obstáculos aos serviços de saúde mental e investigação para as minorias étnicas
Chamada à ação para todos os interessados
Justificativa para o Fórum
Muitas minorias étnicas nos Estados Unidos e em outros países ocidentais enfrentam grandes desafios na vida cotidiana, que variam de idioma para cultura, de status econômico das relações sociais. Se as minorias vêm de outros países ou são nascidos no país de residência atual, eles enfrentam problemas de adaptação e aceitação, o racismo, o desemprego, diferenças linguísticas e culturais. Esses desafios também existe uma grande percentagem da população indígena. Estes traumas e problemas de ajustamento criar uma inegável fonte de estresse e, muitas vezes, problemas de saúde, tanto física como mental.
Além disso, os seguintes problemas são enfrentados pelas minorias no seu país adoptou todos os dias:
Problemas com a acessibilidade dos cuidados de saúde mental
Ausência de participação das minorias no desenvolvimento e prestação de serviços
Desigual distribuição de serviços
Má qualidade e quantidade de dados sobre as minorias problemas de saúde mental e uso de serviços
A curto prazo e financiamento incerto de serviços específicos para as minorias
Escassa difusão dos conhecimentos reunidos por boas práticas
A falta de investigação, tendo em conta os aspectos culturais peculiares dos indivíduos, incluindo a falta de ensaios clínicos, através das variáveis cultural necessária
A falta de estratégias definidas para recrutamento e incluindo as minorias étnicas em ensaios clínicos de novos medicamentos e técnicas terapêuticas
As informações recolhidas através da exploração e as discussões do Fórum proporcionará o Centro WFMH em Transcultural Mental Health (CTMH) informações básicas e orientações para o trabalho futuro abordar estas importantes questões.
Os Peritos WFMH Fórum Internacional sobre a redução das disparidades em Serviços de Saúde Mental para as Minorias Étnicas e Imigrantes foi possível através de uma bolsa de formação da Eli Lilly & Company.
FORUM SOBRE redução das disparidades EM SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL para as Minorias Étnicas
VEJA O RELATÓRIO FINAL DO FÓRUM DISPARIDADES AQUI
WFMH reúne especialistas internacionais FORUM SOBRE redução das desigualdades no SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL para as Minorias Étnicas
A Federação Mundial para Saúde Mental convocado um Fórum Internacional de Peritos sobre a redução das disparidades em Serviços de Saúde Mental para as Minorias Étnicas, em Minneapolis, Minnesota, 17-19 dezembro de 2008. O Fórum foi um componente do Centro de WFMH (Transcultural Mental Health CTMH) 2008 programa de continuação do trabalho.
O Fórum foi organizado como um primeiro passo nos esforços do Centro para concentrar a atenção sobre a crescente crise de crescentes disparidades no acesso aos serviços de saúde mental por minorias étnicas e pessoas de culturas de imigrantes, para determinar o que pode ser feito para resolver esta crise, e reduzir as lacunas na disponibilidade de serviços e de acessibilidade.
O Fórum Internacional de Peritos reuniu especialistas chave em disparidades de saúde, a fim de ganhar perspectiva e formular recomendações e orientações sobre como o CTMH WFMH podem desenvolver os conhecimentos e redes necessárias para desempenhar um papel de liderança sobre esta questão. Membros do painel do Fórum foram:
Dr. Sergio A. Aguilar-Gaxiloa, Centro para a redução das disparidades da saúde, da Universidade da Califórnia Davis
Dr. Morton Beiser, Centro Comum de Excelência para a Investigação sobre Imigração e Colonização, da Universidade de Toronto, Canadá
Trina Dutta, PMP, MPH, SAMHSA Centro de Serviços de Saúde Mental
L. Patt Franciosi, PhD, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Programas, WFMH (Presidente)
Professor Frederico Hickling, Department of Community Health and Psychiatry, The University of the West Indies, Jamaica
DJ Ida, PhD, American National Asian Pacific Islander Mental Health Association
Dr. Gabriel Ivbijaro, Organização Mundial de Médicos de Família (WONCA) Grupo de Trabalho sobre Saúde Mental, Reino Unido
Jeffrey King, PhD, Primeiras Nações Behavioral Health Association; Center for Cross-Cultural Psychology, Western Washington University
Ray Charles G., CGR & Associates (Discussão Líder / facilitador)
Algumas das questões que foram consideradas durante o Fórum foram:
Serviços de saúde mental disparidades em todo o mundo: a definir a extensão do problema
A influência da raça e da cultura no planejamento e prestação de serviços
Disparidades nos serviços de saúde mental para as minorias étnicas os E.U. e outros países ocidentais
As disparidades em matéria de investigação e ensaios clínicos para as minorias étnicas
Barreiras aos serviços de saúde mental e investigação para as minorias étnicas
Formas de ultrapassar os obstáculos aos serviços de saúde mental e investigação para as minorias étnicas
Chamada à ação para todos os interessados
Justificativa para o Fórum
Muitas minorias étnicas nos Estados Unidos e em outros países ocidentais enfrentam grandes desafios na vida cotidiana, que variam de idioma para cultura, de status econômico das relações sociais. Se as minorias vêm de outros países ou são nascidos no país de residência atual, eles enfrentam problemas de adaptação e aceitação, o racismo, o desemprego, diferenças linguísticas e culturais. Esses desafios também existe uma grande percentagem da população indígena. Estes traumas e problemas de ajustamento criar uma inegável fonte de estresse e, muitas vezes, problemas de saúde, tanto física como mental.
Além disso, os seguintes problemas são enfrentados pelas minorias no seu país adoptou todos os dias:
Problemas com a acessibilidade dos cuidados de saúde mental
Ausência de participação das minorias no desenvolvimento e prestação de serviços
Desigual distribuição de serviços
Má qualidade e quantidade de dados sobre as minorias problemas de saúde mental e uso de serviços
A curto prazo e financiamento incerto de serviços específicos para as minorias
Escassa difusão dos conhecimentos reunidos por boas práticas
A falta de investigação, tendo em conta os aspectos culturais peculiares dos indivíduos, incluindo a falta de ensaios clínicos, através das variáveis cultural necessária
A falta de estratégias definidas para recrutamento e incluindo as minorias étnicas em ensaios clínicos de novos medicamentos e técnicas terapêuticas
As informações recolhidas através da exploração e as discussões do Fórum proporcionará o Centro WFMH em Transcultural Mental Health (CTMH) informações básicas e orientações para o trabalho futuro abordar estas importantes questões.
Os Peritos WFMH Fórum Internacional sobre a redução das disparidades em Serviços de Saúde Mental para as Minorias Étnicas e Imigrantes foi possível através de uma bolsa de formação da Eli Lilly & Company.
sábado, 10 de outubro de 2009
AFINAL, QUANTOS ESQUIZOFRÊNICOS A BAHIA TEM?

AFINAL, QUANTOS ESQUIZOFRÊNICOS A BAHIA TEM?
E PORQUE CADASTRO DE USUÁRIOS DE MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO DE PSIQUIATRIA DESRESPEITA MÉDICOS/PACIENTES?
Simplesmente estúpida a decisão da SESAB/SUS. Ao necessitar de ZYPREXA OU ABILIFY (aripiprazol), sendo este do conceituado Laboratório Bristol, e encaminhar-se aos postos de atendimento, inclusive com a declaração e relatório médico, que estabelecem a necessidade do medicamento,estranhamente as assistentes sociais informam que dificilmente estes medicamentos serão concedidos pois estão preconizados para ESQUIZOFRENIA REFRATÁRIA.
DESTA FORMA, ELEGEM UM GRUPO DE PACIENTES O QUE CONTRARIA A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA.
POR OUTRO LADO DESRESPEITAM A ÉTICA E O DIAGNÓSTICO MÉDICO QUANDO DISCARADAMENTE PEDEM PARA QUE O MÉDICO FAÇA A MUDANÇA DO CID DA DOENÇA REAL PARA O CID DA DOENÇA NA QUAL EXISTE POSSIBILIDADE DE RECEBER O MEDICAMENTO.
RESPEITEM OS MÉDICOS E RESPEITEM A CONSTITUIÇÃO
FICO PERGUNTANDO PARA QUE MÉDICOS E ESPECIALISTAS EM PSIQUIATRIA. OS FORMULÁRIOS PRONTOS SÃO ENTREGUES AOS PROVÁVEIS USUÁRIOS QUE SE ENCAMINHAM AOS SEUS MÉDICOS E PEDEM COM HUMILDADES QUE ELES ASSINEM O DIAGNÓSTICO PRONTO DA SESAB/SUS. EXISTEM O TERMO DO PACIENTE QUE TAMBÉM INFORMA TER CONHECIMENTO DE QUE O USO É PARA ESQUIZOFRENIA REFRATÁRIA.
ASSIM, ESTÃO SENDO FABRICADOS OS NOVOS ESQUIZOFRÊNICOS BAIANOS. GRAÇAS A CULTURA DA ESQUIZOFRENIA IMPLANTADA PELA SESAB/BAHIA. QUE VERGONHA JORGE SOLLA! QUE VERGONHA JAQUES WAGNER! VOCES DEIXARIAM QUE SEUS FILHOS E FILHAS ASSINASSEM DOCUMENTOS INFORMANDO QUE SÃO ESQUIZOFRÊNICOS? E NA FAMÍLIA DE VOCÊS PACIENTES COM BIPOLARIDADE SÃO TRATADOS COMO ESQUIZOFRÊNICOS? E AQUELES COM STRESS PÓS-TRAUMÁTICOS SÃO TAMBÉM ESQUIZOFRÊNICOS?
VAMOS RESPEITAR OS MÉDICOS, OS DIAGNOSTICADORES, OS QUE ESTUDAM E SE HABILITAM. VAMOS RESPEITAR PACIENTES E FAMILIARES. NÃO SEJAMOS COMO CORDEIROS QUE SEGUEM APLAUDINDO UMA POLÍTICA DE SAÚDE INDECENTE E AMORAL.
VAMOS RESPEITAR OS PACIENTES QUE CLAMAM POR UM COMPRIMIDO DE ABILIFY OU DE ZYPREXA. COM UM SALÁRIO MINIMO NÃO DÁ PARA COMPRAR TRATAMENTO NEM PARA MEIA SEMANA.
OS IMPOSTOS SÃO NOSSOS. O GOVERNO NÓS ELEGEMOS. O MAIS TRISTE É PERCEBER DE QUE O GOVERNO DO PT ESTAVA REALIZANDO DE FORMA TÃO ESCANDALOSA TAL ATO.
MÉDICO DECENTE NÃO ACEITA DIAGNÓSTICO QUE JÁ VEM IMPRESSO PELO GOVERNO DO ESTADO.
RESPEITEM AOS MÉDICOS E AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE. O POVO BRASILEIRO JÁ VEM SENDO DESRESPEITADO HÁ TEMPOS.
FALTAM LEITOS, HOSPITAIS. A DENGUE ASSOLA. A MENINGITE CHEGA COM FORÇA TOTAL. LOGO ESTAREMOS VOLTANDO AS CURANDEIRAS.
AFINAL, PARA QUE MÉDICOS SE A SESAB/SUS JÁ ENTREGAM O DIAGNÓSTICO PRONTO PARA QUE OS MÉDICOS ASSINEM ? E SE DESDE JÁ SABEMOS QUE A NÃO CONCORDANCIA IMPLICARÁ NA NÃO ENTREGA DO MEDICAMENTO. ASSIM, É INFORMADO PELA REDE PSIQUIÁTRICA DA BAHIA.
IMORAL, AMORAL, INDECENTE. ANTI-CONSTITUCIONAL.
AUDITORIA JÁ.
VERA MATTOS
JORNALISTA
A Constituição da OMS lembra que “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social"
Organização Mundial da Saúde (OMS) - Conselho executivo – 107º sessão
EB107/27 - 17 de novembro de 2000
Saúde Mental 2001 – Relatório do Secretariado
1. A Constituição da OMS lembra que “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas em ausência de doença ou enfermidade”. A saúde mental é um aspecto fundamental da saúde que permite ao ser humano aproveitar plenamente suas aptidões cognitivas, afetivas e relacionais. Uma boa disposição mental permite enfrentar as dificuldades da vida, trabalhar de forma produtiva e contribuir para as ações da sociedade.
2. Apesar dos progressos marcantes observados em quase todos os países no plano da saúde física, os problemas mentais – frequentemente agravados por fenômenos psicológicos e sociais complexos como guerras, migrações, violações dos direitos fundamentais, discriminação com relação às mulheres, exclusão social ou pobreza – são atualmente uma causa importante de doença e incapacidade.
3. Fatos cada vez mais numerosos comprovam a incidência dos problemas mentais no mundo todo, qualquer que seja a idade, o sexo e a classe social. Esses problemas representam 5 das 10 principais causas de incapacidade no mundo: depressão maior, esquizofrenia, transtorno bipolar, dependência do álcool, transtorno obsessivo-compulsivo. Cerca de 400 milhões de habitantes do planeta sofrem de transtornos mentais ou neurológicos ou ainda de problemas psicossociais associados, por exemplo, ao abuso de álcool ou drogas.
4. A prevalência e o impacto dos transtornos mentais foram, por muito tempo, subestimados. Em muitas regiões do mundo a saúde mental é ainda negligenciada e ocupa um ordem de prioridade menor no plano sanitário. O acesso a um tratamento e a medicamentos com boa relação custo-benefício é ainda limitado. É urgentemente necessário dar mais importância à saúde mental e dar respostas reais aos problemas, por diferentes razões:
as pessoas afetadas são numerosas;os transtornos mentais têm repercuções socio-econômicas catastróficas; os transtornos mentais e suas consequências deverão aumentar, em princípio, em razão do envelhecimento da população, da agravamento dos problemas sociais e dos transtornos civis.
5. Três grandes manifestações previstas para 2001 vão tratar dos problemas mentais e de seu impacto: o Dia Mundial da saúde, que terá como tema a saúde mental; três mesas redondas ministeriais que acontecerão na Assembléia Mundial da Saúde; enfim, a publicação do Relatório sobre a saúde no mundo, 2001, que também terá como tema a saúde mental.
6. O Dia Mundial da Saúde, que acontecerá em 07 de abril tendo por slogan “Não à exclusão, sim aos cuidados”, tem por objetivo sensibilizar para o problema e de suscitar o debate junto ao grande público. Numerosas manifestações acontecerão no mundo inteiro para dissipar os preconceitos correntes sobre os transtornos mentais e chamar a atenção sobre o fardo oculto que representam o ostracismo e a discriminação em relação às pessoas atingidas. Em novembro de 2000, um site sobre o Dia Mundial da Saúde deverá estar acessível na internet. Ela dará aos ministérios da saúde e às ONGs, informações sobre formas de planejar manifestações, fornecerá às mídias materiais audio-visuais e outros materiais de imprensa e informará, ao grande público, sobre as manifestações previstas e sobre questões de saúde mental. Para sensibilizar os jovens, um concurso sobre saúde mental foi lançado, no mundo todo, com o apoio da UNESCO e de outras organizações.
7. A 54ª Assembléia Mundial da Saúde será, para os participantes, a ocasião para se engajar em favor de uma ação política, pois são previstos debates sobre os transtornos mentais e sobre as soluções possíveis, instrumentalizando a adoção de políticas inovadoras, a melhoria do acesso aos tratamentos e a formulação de uma legislação pertinente. Durante as mesas redondas que acontecerão, abordando temas da saúde mental, os ministros de saúde terão a oportunidade:
de trocar pontos-de-vista sobre a incidência dos problemas de saúde mental e sobre as intervenções pertinentes ; de firmar o compromisso do setor público com a melhoria da saúde mental ; de reexaminar as políticas de saúde mental para implantá-las o mais rapidamente possível em seus países.
8. O Relatório sobre a saúde no mundo, 2001, se articulará em relação aos seguintes pontos:
os transtornos mentais são um fenômeno atual e universal, e uma causa maior de incapacidade para o indivíduo e um fardo para a família e a sociedade; é possível previnir, diagnosticar e tratar os transtornos mentais ; ainda que existam medidas preventivas e terapêuticas, a maioria dos habitantes do mundo não tem acesso a elas; todos os países devem formular e aplicar, desde já, políticas e programas para enfrentar os problemas de saúde mental ; é preciso investir na pesquisa em saúde mental, ciências neurológicas e ciências sociais para aprofundar os conhecimentos sobre os transtornos mentais e encontrar novas estratégias terapêuticas para as pessoas afetadas.
* Tradução: Drª Patrícia Amorim, doutora em psiquiatria pela Universidade de Paris 6, coordenadora geral do Núcleo de Atenção Psicossocial (NAPS) Novo Mundo – Secretaria Municipal de Saúde, membro do Fórum Goiano de Saúde Mental
EB107/27 - 17 de novembro de 2000
Saúde Mental 2001 – Relatório do Secretariado
1. A Constituição da OMS lembra que “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas em ausência de doença ou enfermidade”. A saúde mental é um aspecto fundamental da saúde que permite ao ser humano aproveitar plenamente suas aptidões cognitivas, afetivas e relacionais. Uma boa disposição mental permite enfrentar as dificuldades da vida, trabalhar de forma produtiva e contribuir para as ações da sociedade.
2. Apesar dos progressos marcantes observados em quase todos os países no plano da saúde física, os problemas mentais – frequentemente agravados por fenômenos psicológicos e sociais complexos como guerras, migrações, violações dos direitos fundamentais, discriminação com relação às mulheres, exclusão social ou pobreza – são atualmente uma causa importante de doença e incapacidade.
3. Fatos cada vez mais numerosos comprovam a incidência dos problemas mentais no mundo todo, qualquer que seja a idade, o sexo e a classe social. Esses problemas representam 5 das 10 principais causas de incapacidade no mundo: depressão maior, esquizofrenia, transtorno bipolar, dependência do álcool, transtorno obsessivo-compulsivo. Cerca de 400 milhões de habitantes do planeta sofrem de transtornos mentais ou neurológicos ou ainda de problemas psicossociais associados, por exemplo, ao abuso de álcool ou drogas.
4. A prevalência e o impacto dos transtornos mentais foram, por muito tempo, subestimados. Em muitas regiões do mundo a saúde mental é ainda negligenciada e ocupa um ordem de prioridade menor no plano sanitário. O acesso a um tratamento e a medicamentos com boa relação custo-benefício é ainda limitado. É urgentemente necessário dar mais importância à saúde mental e dar respostas reais aos problemas, por diferentes razões:
as pessoas afetadas são numerosas;os transtornos mentais têm repercuções socio-econômicas catastróficas; os transtornos mentais e suas consequências deverão aumentar, em princípio, em razão do envelhecimento da população, da agravamento dos problemas sociais e dos transtornos civis.
5. Três grandes manifestações previstas para 2001 vão tratar dos problemas mentais e de seu impacto: o Dia Mundial da saúde, que terá como tema a saúde mental; três mesas redondas ministeriais que acontecerão na Assembléia Mundial da Saúde; enfim, a publicação do Relatório sobre a saúde no mundo, 2001, que também terá como tema a saúde mental.
6. O Dia Mundial da Saúde, que acontecerá em 07 de abril tendo por slogan “Não à exclusão, sim aos cuidados”, tem por objetivo sensibilizar para o problema e de suscitar o debate junto ao grande público. Numerosas manifestações acontecerão no mundo inteiro para dissipar os preconceitos correntes sobre os transtornos mentais e chamar a atenção sobre o fardo oculto que representam o ostracismo e a discriminação em relação às pessoas atingidas. Em novembro de 2000, um site sobre o Dia Mundial da Saúde deverá estar acessível na internet. Ela dará aos ministérios da saúde e às ONGs, informações sobre formas de planejar manifestações, fornecerá às mídias materiais audio-visuais e outros materiais de imprensa e informará, ao grande público, sobre as manifestações previstas e sobre questões de saúde mental. Para sensibilizar os jovens, um concurso sobre saúde mental foi lançado, no mundo todo, com o apoio da UNESCO e de outras organizações.
7. A 54ª Assembléia Mundial da Saúde será, para os participantes, a ocasião para se engajar em favor de uma ação política, pois são previstos debates sobre os transtornos mentais e sobre as soluções possíveis, instrumentalizando a adoção de políticas inovadoras, a melhoria do acesso aos tratamentos e a formulação de uma legislação pertinente. Durante as mesas redondas que acontecerão, abordando temas da saúde mental, os ministros de saúde terão a oportunidade:
de trocar pontos-de-vista sobre a incidência dos problemas de saúde mental e sobre as intervenções pertinentes ; de firmar o compromisso do setor público com a melhoria da saúde mental ; de reexaminar as políticas de saúde mental para implantá-las o mais rapidamente possível em seus países.
8. O Relatório sobre a saúde no mundo, 2001, se articulará em relação aos seguintes pontos:
os transtornos mentais são um fenômeno atual e universal, e uma causa maior de incapacidade para o indivíduo e um fardo para a família e a sociedade; é possível previnir, diagnosticar e tratar os transtornos mentais ; ainda que existam medidas preventivas e terapêuticas, a maioria dos habitantes do mundo não tem acesso a elas; todos os países devem formular e aplicar, desde já, políticas e programas para enfrentar os problemas de saúde mental ; é preciso investir na pesquisa em saúde mental, ciências neurológicas e ciências sociais para aprofundar os conhecimentos sobre os transtornos mentais e encontrar novas estratégias terapêuticas para as pessoas afetadas.
* Tradução: Drª Patrícia Amorim, doutora em psiquiatria pela Universidade de Paris 6, coordenadora geral do Núcleo de Atenção Psicossocial (NAPS) Novo Mundo – Secretaria Municipal de Saúde, membro do Fórum Goiano de Saúde Mental
SAÚDE MENTAL EM ANGOLA

Comemora-se HOJE, 10 de Outubro, o dia mundial da saúde mental, proclamado pela Federação Mundial de Saúde Mental com o patrocínio da Organização Mundial da Saúde (OMS).
As esquizofrenias, depressões, demências, perturbações por lesão cerebral, dependência de substâncias nocivas, transtornos de personalidade e outras alterações de conduta pertencem a 99 agrupamentos de enfermidades psiquiátricas distinguidas pela Classificação Internacional de Doenças.
Em Angola tem-se notado cada vez mais a aderência de dementes aos centros de medicina tradicional em detrimento dos convencionais. A homeopatia a base de ervas, raízes, plantas e argilas são preferidas por estes terapeutas. O presidente executivo do Fórum da Medicina Tradicional, Avô Kitoco, referiu que existem 130 raízes testadas e que a maioria foi diagnosticada para os males da mente.
Segundo o terapeuta, que é igualmente responsável do Centro de Medicina Tradicional Papa Kitoco, as plantas e raízes usadas para o tratamento são originárias do sul de Angola e testadasno Centro Nacional de Investigação Cientifica da Unidade de Pesquisa da Medicina Tradicional Africana. “Trato os meus pacientes com ervas recolhidas no sul de Angola e na província de Cabinda, Malanje e Uige”, disse, citando a malemba-lemba, Mumbafu, a Kelua-a-fumu e a argila como alguns dos produtos usados no Centro Papa Kitoco para a cura dos dementes.
Avô Kitoco afirma que o número de dementes no seu centro aumentou consideravelmente nos últimos seis anos. “Depois da guerra surgiram outros problemas sociais como o desemprego, a violência doméstica, a esterilidade, a frustração, a tóxico-dependência e o alcoolismo, tidas como causas de várias doenças do foro psíquico”, disse.
Localizado no município do Cazenga, o centro acolhe 65 doentes, dos quais 37 homens e 28 mulheres. “O nosso único objectivo é o de salvar vidas e proporcionar bem-estar aos nossos pacientes”.
Em relação às denúncias públicas de maltratos aos dementes, disse que “acorrentamos aqueles que apresentam um quadro muito agressivo e põem em perigo a vida dos colegas e enfermeiros”.
O tratamento dos dementes no Centro de Medicina Tradicional Papa Kitoco não se limita às plantas, sendo que há a acção dos psicólogos e sociólogos, a que o terapeuta tradicional considera de muito importante.
“Depois de curados, os pacientes são consultados durante algum tempo por psicólogos e sociólogos. O nosso trabalho passa também pela sensibilização das famílias”, explicou.
Avô Kitoco criticou o comportamento de alguns familiares que andam com os doentes de igreja a igreja “onde são submetidos a tratamentos pouco recomendáveis. Depois chegam a psiquiatria ou ao meu centro em estado já avançado ou crónico”.
O Centro de intervenção Social dirigido por Fátima Viegas e as faculdades do ramo de Sociológica e Psicologia têm sido parceiros do Centro Papa Kitoco que existe desde 1977.
Sobre a medicina convencional
O terapeuta tradicional reprova a terapia feita na medicina convencional, “em que dementes são tratados com drogas como o Diazepan”, explicando que se for alguém que tenha sido um toxicodependente nunca vai ficar curado.
Avô kitoco pretende uma maior integração entre a medicina tradicional e a convencional para o aprofundamento das pesquisas de científicas relacionadas com as plantas.
“Estamos numa etapa de sensibilização da sociedade e do próprio governo sobre as politicas mundiais da saúde mental e queremos chamar atenção sobre o dia nacional da saúde mental, 22 de Dezembro”.
Segundo a OMS, cerca de 30% da população mundial sofre de alguma doença mental. Desse total, 154 milhões de indivíduos sofrem de depressão e 25 milhões de esquizofrenia. A American Psychiatric Association, instituição que vela pela promoção de uma maior qualidade nos cuidados prestados a indivíduos com doenças mentais, afirma que a nível mundial, em cerca de dez pessoas com doença mental, oito podem voltar a ter vida normal e produtiva.
Centro de medicina natural
“O nosso tratamento é natural e não tradicional, feito na base da homeopatia”, referiu a irmã Neusa Pilati, médica do Centro de Medicina Natural Xandala. Segundo disse, as plantas seleccionadas no centro para o tratamento das doenças mentais actuam no quadro da depressão. “Usamos as plantas calmantes como a Lemba-Lemba, o Caxinde, a Cana-do-Brejo, a Pitangueira e a Erva de São-João, cientificamente conhecida como Iperico.
O centro utiliza plantas cultivadas em Angola, sem aditivo de fertilizante.
“As plantas absorvem as substâncias da terra e se o terreno conter agro-tóxicos, provoca outras consequências quando aplicadas ao paciente”.
No Centro Xandala existem oitenta espécies de plantas recolhidas à beira dos rios e na estufa da funda em Luanda. “Infelizmente as famílias preferem o tratamento tradicional em vez do natural”, referiu a irmã.
Uma alimentação saudável com base em frutas também é orientada pelo centro. “Usamos com muita frequência a trofoterapia”, disse, explicando que a trofoterapia é a cura através da alimentação, utilizada para manter, desintoxicar ou restabelecer saúde ao organismo humano. “Tudo o que ingerimos influencia directamente no nosso estado de saúde e consciência”.
À procura de um equilíbrio na alimentação, nas ervas e até na água para os problemas da saúde mental são preceitos eleitos por aquele centro. “Parte das plantas que usamos são do conhecimento popular e usadas pelos nossos antepassados. Todas são testadas pelo método bioenergético”, de acordo com a senhora.
Segundo Neusa Pilati, a escolha da homeopatia dos pacientes é baseada nas causas que levaram o indivíduo a demência. O diagnóstico é feito através de conversa com familiares ou com o próprio doente.
A terapeuta lamenta o facto de não se dar o seguimento devido aos casos que chegam ao Centro Xandala por causa da falta de espaço físico. O Centro existe em Luanda desde 1999.
Depoimentos dos pacientes

Aibé José Pedro foi curado no Centro de Medicina tradicional Papá Kitoco. Segundo diz, é antigo morador do bairro da Sapú e foi levado para o centro pelo irmão mais velho. Aibé nunca passou pelo hospital pediátrico. Foi levado para o centro há dois anos pelos familiares que o abandonaram à sua sorte.
“A minha família abandonou-me porque sofria muitas doenças da cabeça e era agressivo, mas com o tratamento do Papá Kitoco estou melhor. Agora vivo aqui no centro e sou o encarregado da limpeza”, conta.
Domingos António, de 41 anos de idade, perdeu a visão há um ano e foi levado ao centro pelos vizinhos.
“O meu problema era espiritual, fiquei cego e os meus vizinhos trouxeramme para aqui”, contou.
Também abandonado pela família, Domingos diz estar curado pelo avô e o único problema é a falta de visão.
Por sua vez, Jorge Ferreira, de 22 anos de idade, diz que vivia no golfe 2 com a mãe e o irmão. “O meu irmão acusou-me de ser feiticeiro e maltratava-me muito; venho sempre para esse centro. A minha mãe já não me traz comida porque ficou com dor de coluna”.
Jorge Ferreira era toxicodependente, e é a terceira vez que se encontra internado no centro Papa Kitoco. “Ele foge sempre antes de acabar a consulta”, disse o terapeuta.
Hospital da medicina tradicional precisa-se Segundo Avô Kitoko, o Fórum de Medicina Tradicional tem ligação com outros centros de investigação científica a nível de África, como o do Congo Democrático, Guine Conacri, Zâmbia e Burkina-Faso
“Existe um convénio com o Centro de Pesquisa da Universidade de Pernambuco no Brasil no ramo do desenvolvimento científico em relação à saúde mental em Angola”.
Avô Kitoco defende que deve ser feita uma pesquisa mais profunda no sector da medicina moderna para diagnosticar as causas do aumento de demência em Angola.
“O fabrico dos fármacos para esta patologia deve ser discutido profundamente, porquanto são provenientes do exterior do país e feitos por pessoas que não conhecem a nossa realidade, factores sociais e climáticos”, segundo o Avô.
Está em curso um levantamento de todos os terapeutas tradicionais existentes no país para uma maior e melhor organização e profissionalização do sector. “Só dessa forma seremos respeitados”.
“Existe ainda uma proposta de criação de um Instituto Nacional de Pesquisa e Investigação das Plantas Medicinais e a criação de uma estufa para preservação das plantas que se encontram em via de extinção.
“Precisa-se em Angola de um hospital da medicina tradicional”, concluiu.
http://www.opais.net/pt/opais/?det=6144
SAÚDE MENTAL EM ÁFRICA.
É duro o suficiente para receber cuidados para uma doença física em África. Uma história da Associated Press mostra apenas como é difícil cuidar de uma doença mental.
Several factors stand in the way of the mentally ill receiving care. Vários fatores se interpõem no caminho dos cuidados de doentes mentais de recepção. Poverty of course is a factor, either the ill are too poor to purchase care, or governments are too poor to provide it to the public. A pobreza, claro, é um factor, seja o doente é pobre demais para comprar cuidados, ou os governos são demasiado pobres para fornecê-la ao público.
Social stigmas against the mentally ill still exist in some areas. Estigmas sociais contra os doentes mentais ainda existe em algumas áreas. The ill may be treated less than humanely, being accused of being cursed or possessed. Os doentes podem ser tratados humanamente inferior, sendo acusado de ser amaldiçoado ou possuído. In some cases a mentally ill person will seek a witch doctor, only to suffer abuse from the witch doctors treatment. Em alguns casos, uma pessoa mentalmente doente vai procurar um curandeiro, apenas para sofrer abuso do tratamento feiticeiros.
In this AP article that we found in the International Herald Tribune we learn of some of the funding available for the mentally ill in Africa, and even catch glimpses of the abuse. No presente artigo da AP que encontramos no International Herald Tribune, aprendemos algumas das verbas disponíveis para os doentes mentais na África, e até mesmo vislumbrar o abuso. Please be advised that our snippet is graphic. Informamos que o nosso trecho é gráfico.
In Kenya and many other African countries, poverty, lack of access and the stigma of mental disease prevent many patients from getting the help they desperately need. No Quênia e em muitos outros países Africano, a pobreza, a falta de acesso eo estigma da doença mental impedir que muitos pacientes fiquem com a ajuda de que necessitam desesperadamente. Despite some recent progress, just 0.01 percent of Kenya's health budget is spent on mental health, compared to around 6 percent in the US, for example. Apesar de alguns progressos recentes, apenas 0,01 por cento do orçamento do Quênia saúde são gastos em saúde mental, em comparação com cerca de 6 por cento em os E.U., por exemplo.
Yet about a quarter of Kenyans seeking medical help have problems with mental health, says Dr. David Kiima, director of mental health. No entanto, cerca de um quarto dos quenianos procurar ajuda médica com problemas de saúde mental, diz o Dr. David Kiima, diretor de saúde mental. He estimates that about 10 percent of Kenya's people have mental health issues, and about 1 percent have disorders serious enough to warrant inpatient treatment. Ele estima que cerca de 10 por cento da população do Quênia têm problemas de saúde mental, e cerca de 1 por cento têm distúrbios graves o suficiente para justificar o tratamento hospitalar.
The problem is worse in some other African countries such as Liberia, which suffered 15 years of brutal civil war and had numerous child soldiers. O problema é pior em alguns outros países Africano como a Libéria, que sofreu 15 anos de guerra civil brutal e teve inúmeras crianças-soldados. The World Health Organization says up to 85 percent of mentally ill people in the developing world never get treatment. A Organização Mundial de Saúde diz que até 85 por cento das pessoas com doença mental nunca no mundo em desenvolvimento recebem tratamento.
"The community does not see these people as human beings. They do not see their suffering," says Edah Maina, who heads the Kenya Society for the Mentally Handicapped. "A comunidade não vê essas pessoas como seres humanos. Eles não vêem o seu sofrimento", diz Edah Maina, que dirige a Sociedade Quênia para Deficientes Mentais.
Over the last seven years, the organization has forcefully taken more than 3,000 children and adults with mental disabilities from homes where they were abused. Nos últimos sete anos, a organização tem força tomadas mais de 3.000 crianças e adultos com deficiência mental das casas onde foram abusados. The organization tries to educate families to accept their mentally ill relatives back and treat them well. A organização tenta educar as famílias a aceitar os seus familiares doentes mentais para trás e tratá-los bem. But some refuse, and the mentally ill may then end up in a government hospital for the rest of their lives. Mas alguns se recusam, e os doentes mentais, em seguida, pode acabar em um hospital do governo para o resto de suas vidas.
The bland beige binders lining the walls in Maina's busy Nairobi office hide a litany of nightmares. Os classificadores branda bege que revestem as paredes do escritório Maina de Nairobi ocupado esconder uma litania de pesadelos. In one photo, a 16-year-old autistic girl is led from a dark shed into the sun but can no longer see the light that warms her. Em uma foto, um 16-year-old girl autista é conduzido em um galpão escuro no sol, mas já não podem ver a luz que aquece-la. After being locked up by her mother for 12 years, she has gone blind. Depois de ser preso por sua mãe há 12 anos, ela tem ido cego.
A grainy video shows a man with mental disabilities chained in a dog's kennel by his parents for a decade. Um vídeo granulado mostra um homem com deficiência mental acorrentada em um canil cão por seus pais durante uma década. In another incident, rescue workers open a corrugated iron door to reveal a chained, emaciated man with schizophrenia. Em outro incidente, equipes de resgate abrir uma porta de ferro corrugado para revelar um homem, acorrentado emagrecido com esquizofrenia. His legs dangle uselessly after 15 years of malnutrition and confinement. Suas pernas dangle inutilmente após 15 anos de desnutrição e de confinamento.
Countless other files show insects feeding on tied-up, swollen limbs and open sores festering under plastic bags used as diapers. Inúmeros outros arquivos mostram que se alimentam de insetos amarrado, pernas inchadas e feridas purulentas em sacos de plástico usados como fraldas.
"Sometimes we can't sleep for days after an intervention," Maina admits. "Às vezes não conseguimos dormir durante dias depois de uma intervenção", admite Maina.
tEXTO EM DOIS IDIOMAS
Several factors stand in the way of the mentally ill receiving care. Vários fatores se interpõem no caminho dos cuidados de doentes mentais de recepção. Poverty of course is a factor, either the ill are too poor to purchase care, or governments are too poor to provide it to the public. A pobreza, claro, é um factor, seja o doente é pobre demais para comprar cuidados, ou os governos são demasiado pobres para fornecê-la ao público.
Social stigmas against the mentally ill still exist in some areas. Estigmas sociais contra os doentes mentais ainda existe em algumas áreas. The ill may be treated less than humanely, being accused of being cursed or possessed. Os doentes podem ser tratados humanamente inferior, sendo acusado de ser amaldiçoado ou possuído. In some cases a mentally ill person will seek a witch doctor, only to suffer abuse from the witch doctors treatment. Em alguns casos, uma pessoa mentalmente doente vai procurar um curandeiro, apenas para sofrer abuso do tratamento feiticeiros.
In this AP article that we found in the International Herald Tribune we learn of some of the funding available for the mentally ill in Africa, and even catch glimpses of the abuse. No presente artigo da AP que encontramos no International Herald Tribune, aprendemos algumas das verbas disponíveis para os doentes mentais na África, e até mesmo vislumbrar o abuso. Please be advised that our snippet is graphic. Informamos que o nosso trecho é gráfico.
In Kenya and many other African countries, poverty, lack of access and the stigma of mental disease prevent many patients from getting the help they desperately need. No Quênia e em muitos outros países Africano, a pobreza, a falta de acesso eo estigma da doença mental impedir que muitos pacientes fiquem com a ajuda de que necessitam desesperadamente. Despite some recent progress, just 0.01 percent of Kenya's health budget is spent on mental health, compared to around 6 percent in the US, for example. Apesar de alguns progressos recentes, apenas 0,01 por cento do orçamento do Quênia saúde são gastos em saúde mental, em comparação com cerca de 6 por cento em os E.U., por exemplo.
Yet about a quarter of Kenyans seeking medical help have problems with mental health, says Dr. David Kiima, director of mental health. No entanto, cerca de um quarto dos quenianos procurar ajuda médica com problemas de saúde mental, diz o Dr. David Kiima, diretor de saúde mental. He estimates that about 10 percent of Kenya's people have mental health issues, and about 1 percent have disorders serious enough to warrant inpatient treatment. Ele estima que cerca de 10 por cento da população do Quênia têm problemas de saúde mental, e cerca de 1 por cento têm distúrbios graves o suficiente para justificar o tratamento hospitalar.
The problem is worse in some other African countries such as Liberia, which suffered 15 years of brutal civil war and had numerous child soldiers. O problema é pior em alguns outros países Africano como a Libéria, que sofreu 15 anos de guerra civil brutal e teve inúmeras crianças-soldados. The World Health Organization says up to 85 percent of mentally ill people in the developing world never get treatment. A Organização Mundial de Saúde diz que até 85 por cento das pessoas com doença mental nunca no mundo em desenvolvimento recebem tratamento.
"The community does not see these people as human beings. They do not see their suffering," says Edah Maina, who heads the Kenya Society for the Mentally Handicapped. "A comunidade não vê essas pessoas como seres humanos. Eles não vêem o seu sofrimento", diz Edah Maina, que dirige a Sociedade Quênia para Deficientes Mentais.
Over the last seven years, the organization has forcefully taken more than 3,000 children and adults with mental disabilities from homes where they were abused. Nos últimos sete anos, a organização tem força tomadas mais de 3.000 crianças e adultos com deficiência mental das casas onde foram abusados. The organization tries to educate families to accept their mentally ill relatives back and treat them well. A organização tenta educar as famílias a aceitar os seus familiares doentes mentais para trás e tratá-los bem. But some refuse, and the mentally ill may then end up in a government hospital for the rest of their lives. Mas alguns se recusam, e os doentes mentais, em seguida, pode acabar em um hospital do governo para o resto de suas vidas.
The bland beige binders lining the walls in Maina's busy Nairobi office hide a litany of nightmares. Os classificadores branda bege que revestem as paredes do escritório Maina de Nairobi ocupado esconder uma litania de pesadelos. In one photo, a 16-year-old autistic girl is led from a dark shed into the sun but can no longer see the light that warms her. Em uma foto, um 16-year-old girl autista é conduzido em um galpão escuro no sol, mas já não podem ver a luz que aquece-la. After being locked up by her mother for 12 years, she has gone blind. Depois de ser preso por sua mãe há 12 anos, ela tem ido cego.
A grainy video shows a man with mental disabilities chained in a dog's kennel by his parents for a decade. Um vídeo granulado mostra um homem com deficiência mental acorrentada em um canil cão por seus pais durante uma década. In another incident, rescue workers open a corrugated iron door to reveal a chained, emaciated man with schizophrenia. Em outro incidente, equipes de resgate abrir uma porta de ferro corrugado para revelar um homem, acorrentado emagrecido com esquizofrenia. His legs dangle uselessly after 15 years of malnutrition and confinement. Suas pernas dangle inutilmente após 15 anos de desnutrição e de confinamento.
Countless other files show insects feeding on tied-up, swollen limbs and open sores festering under plastic bags used as diapers. Inúmeros outros arquivos mostram que se alimentam de insetos amarrado, pernas inchadas e feridas purulentas em sacos de plástico usados como fraldas.
"Sometimes we can't sleep for days after an intervention," Maina admits. "Às vezes não conseguimos dormir durante dias depois de uma intervenção", admite Maina.
tEXTO EM DOIS IDIOMAS
Dia Mundial da Saúde Mental
Esta data, foi celebrada em mais de 100 países, com atividades promovidas por organizações não governamentais e profissionais da área da saúde mental e reabilitação, instituições governamentais, estabelecimentos de ensino, serviços públicos e privados, familiares e doentes.
Este ano, o tema da campanha, definido pela WFMH (Federação Mundial de Saúde Mental), foi “Fazer da Saúde Mental uma Prioridade Global – Melhorar os Serviços através da Advocacia e da Participação dos Cidadãos”.
O objetivo foi relembrar a necessidade contínua de “tornar as questões de saúde mental uma prioridade global” chamando a atenção para o fato, que muitas vezes esquece-se de que a saúde mental é uma preocupação universal. Ainda mais porque a doença mental não escolhe as suas vítimas; ela ocorre em todas as culturas e em todas as fases da vida.
O termo "doença mental" ou trastorno mental reúne muitos condições que afetam a mente. A doença mental provoca sintomas tais como: desequilíbrio emocional, distúrbio de conduta e enfraquecimento da memória. Não podemos esquecer que doenças em outras partes do corpo afetam a mente e podem também ficar escondidas no fundo da mente desencadeando outras doenças do corpo ou produzindo sintomas psicosomáticos
Este ano, o tema da campanha, definido pela WFMH (Federação Mundial de Saúde Mental), foi “Fazer da Saúde Mental uma Prioridade Global – Melhorar os Serviços através da Advocacia e da Participação dos Cidadãos”.
O objetivo foi relembrar a necessidade contínua de “tornar as questões de saúde mental uma prioridade global” chamando a atenção para o fato, que muitas vezes esquece-se de que a saúde mental é uma preocupação universal. Ainda mais porque a doença mental não escolhe as suas vítimas; ela ocorre em todas as culturas e em todas as fases da vida.
O termo "doença mental" ou trastorno mental reúne muitos condições que afetam a mente. A doença mental provoca sintomas tais como: desequilíbrio emocional, distúrbio de conduta e enfraquecimento da memória. Não podemos esquecer que doenças em outras partes do corpo afetam a mente e podem também ficar escondidas no fundo da mente desencadeando outras doenças do corpo ou produzindo sintomas psicosomáticos
MENSAGEM DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU POR OCASIÃO DO DIA MUNDIAL DE SAÚDE MENTAL

10 de Outubro de 2006
Fonte: RUNIC - Centro Regional de Informação das Nações Unidas
Estamos profundamente preocupados – e com razão - com as mortes provocadas pelas guerras, homicídios, terrorismo e outras formas de violência. Contudo, as mortes por suicídio e os fatores que levam a este estão longe de suscitar a atenção suficiente. Há cerca de um milhão de suicídios todos os anos. Se a este número acrescentarmos as numerosas tentativas de suicídio, podemos compreender a dimensão real deste problema de saúde pública e a tragédia humana que causa e afeta, no total, 10 milhões de pessoas.
É animador saber que, hoje, compreendemos melhor os comportamentos suicidas. Isto deveria ajudar-nos a evitar muitas mortes desnecessárias, a proteger as pessoas em risco e a apoiar as famílias que perderam um ser querido.
Um dos principais fatores de risco, no caso do suicídio, é a presença de distúrbios mentais, como a depressão ou a esquizofrenia. Outro é uma tentativa de suicídio anterior, que torna mais urgente a necessidade de garantir uma ajuda rápida e eficaz aos que dela precisam. Mas, apesar de existirem maneiras eficientes e pouco dispendiosas de tratar estes distúrbios, nem todos os que precisam têm acesso a elas. A falta de pessoal qualificado e de medicação é agravada pela ignorância sobre os distúrbios mentais e os comportamentos suicidas bem como pelos estigmas a eles associados.
Se não forem tratadas, as doenças mentais podem ser fatais. Uma das melhores formas de reduzir o catastrófico impacto do suicídio é procurar resolver dentro da comunidade distúrbios mentais que estão intimamente ligados a ela. Neste Dia Mundial da Saúde Mental, prometamos agir inspirados por esta idéia. Prestemos ao suicídio a atenção que merece.
http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Barra_Escolha/ONU_SaudeMental.htm
Será importante falarmos de Saúde Mental?
Professor Adriano Vaz Serra
É sim, porque é grande o número de pessoas que tem uma má Saúde Mental. Segundo a O.M.S.1 cerca de metade das doenças mentais começam antes da idade dos 14 anos. Calcula-se que, em todo o mundo, cerca de 20% das crianças e adolescentes tenham doenças ou problemas mentais.
Esta circunstância ocorre igualmente em todas as culturas. Infelizmente, as regiões do mundo com a maior percentagem de população com idade inferior a 19 anos têm o nível mais pobre de recursos de Saúde Mental. A maior parte dos países com salários baixos ou médios têm apenas um pedopsiquiatra para cada 1 a 4 milhões de pessoas.
A Depressão - um quadro clínico bem conhecido - situa-se naqueles países como a 7.ª causa mais importante de doença, na medida em que tende a ser incapacitante, recorrente ou prolongada e, muitas vezes, mantém-se sem tratamento.
Todos os anos cerca de 800.000 pessoas cometem suicídio, 86% das quais nos países de recursos mais pobres ou medianos. A maior parte das pessoas que cometem suicído encontram-se na idade entre os 15 e os 44 anos. A taxa mais elevada de suicídio encontra-se nos homens dos países do leste europeu. Os transtornos mentais são uma das causas mais proeminentes e tratáveis de suicídio.
O estigma que acompanha as doenças mentais e a discriminação dos doentes e das suas famílias impede as pessoas de procurarem os cuidados apropriados para o tratamento deste tipo de situações. Há muita gente que considera um transtorno mental como uma questão de "força de vontade". Os níveis de estigma são mais acentuados nos meios urbanos, entre pessoas de níveis mais elevados de educação, do que nos meios rurais.
Os doentes psiquiátricos são frequentemente lesados nos seus direitos humanos na maioria dos países. Estes incluem restricção física, reclusão e negação de necessidades básicas e de privacidade.
Nos países carenciados de recursos há apenas 0,05 psiquiatras e 0,16 enfermeiros com a especialidade de psiquiatria por 100.000 habitantes, o que corresponde a um nível 200 vezes mais baixo do que nos países desenvolvidos e com salários altos.
De acordo com a O.M.S. centenas de milhões de pessoas em odo o mundo encontram-se afectadas por transtornos mentais, do comportamento e pelo abuso de drogas. A O.M.S. (2002) referiu que 154 milhões de pessoas no mundo sofrem de Depressão e 25 milhões de esquizofrenia; 91 milhões encontram-se afectadas por problemas de alcoolismo e 15 milhões pelo abuso de drogas. Mais recentemente a O.M.S. realça que 50 milhões de pessoas sofrem de Epilepsia e 24 milhões de Doença de Alzheimer e outras demências.
Em Portugal estamos actualmente numa época de mudança, em que se pensa ir colocando gradualmente na comunidade os doentes que passaram longos anos internados em hospitais psiquiátricos. Em 2007 tive o prazer de presidir a uma conferência do Professor Julian Leff que tem numerosos estudos sobre a inclusão de doentes psiquiátricos na comunidade. Transmitiu ideias muito importantes a este respeito.
Uma delas a de que os doentes mentais só serão bem aceites na comunidade, numa residência que lhes seja destinada, desde que haja previamente trabalho que leve a comunidade envolvente a conhecer melhor o que é um doente mental, a perder o medo com o seu contacto e a desenvolver uma atitude de aceitação.
Julian Leff referiu também que doentes hospitalizados há longos anos perderam, em 75% dos casos, os contactos com a família. São pessoas de fracas aptidões sociais, muitas ve-zes desinteressadas do meio envolvente e carenciadas de apoio. Carecem, por isso, de apoio social, de incentivo e de melhorar as suas aptidões.
Foram feitas diversas tentativas para, na passagem dos doentes hospitalizados para a comunidade, permitirem-lhes arranjar trabalho para se poderem manter autónomos. Muitas das tentativas falharam. Contudo, houve uma que deu resultado. Consistia em arranjar empresas que aceitassem a entrada de doentes mentais, devidamente tratados, para serem aí empregados. Cada doente aceite estava durante seis meses ligado a um supervisor que lhe ensinava o tipo de trabalho a fazer até ele se tornar completamente autónomo e rentável. Havia diversos supervisores por empresa. Quando os doentes se tornavam autónomos e rentáveis, então chegavam mais doentes que os supervisores ensinavam da mesma maneira.
Estes aspectos obrigam-nos a estarmos atentos para que a transferência dos doentes hospitalizados há longos anos, quando forem incluídos na comunidade, possam ter condições de autonomia, com respeito pelos seus direitos e qualidade de vida.
Professor Adriano Vaz Serra,
Professor Catedrático de Psiquiatria da F.M.C.
Director da Clínica Psiquiátrica dos H.U.C.
Presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria Saúde Mental
É sim, porque é grande o número de pessoas que tem uma má Saúde Mental. Segundo a O.M.S.1 cerca de metade das doenças mentais começam antes da idade dos 14 anos. Calcula-se que, em todo o mundo, cerca de 20% das crianças e adolescentes tenham doenças ou problemas mentais.
Esta circunstância ocorre igualmente em todas as culturas. Infelizmente, as regiões do mundo com a maior percentagem de população com idade inferior a 19 anos têm o nível mais pobre de recursos de Saúde Mental. A maior parte dos países com salários baixos ou médios têm apenas um pedopsiquiatra para cada 1 a 4 milhões de pessoas.
A Depressão - um quadro clínico bem conhecido - situa-se naqueles países como a 7.ª causa mais importante de doença, na medida em que tende a ser incapacitante, recorrente ou prolongada e, muitas vezes, mantém-se sem tratamento.
Todos os anos cerca de 800.000 pessoas cometem suicídio, 86% das quais nos países de recursos mais pobres ou medianos. A maior parte das pessoas que cometem suicído encontram-se na idade entre os 15 e os 44 anos. A taxa mais elevada de suicídio encontra-se nos homens dos países do leste europeu. Os transtornos mentais são uma das causas mais proeminentes e tratáveis de suicídio.
O estigma que acompanha as doenças mentais e a discriminação dos doentes e das suas famílias impede as pessoas de procurarem os cuidados apropriados para o tratamento deste tipo de situações. Há muita gente que considera um transtorno mental como uma questão de "força de vontade". Os níveis de estigma são mais acentuados nos meios urbanos, entre pessoas de níveis mais elevados de educação, do que nos meios rurais.
Os doentes psiquiátricos são frequentemente lesados nos seus direitos humanos na maioria dos países. Estes incluem restricção física, reclusão e negação de necessidades básicas e de privacidade.
Nos países carenciados de recursos há apenas 0,05 psiquiatras e 0,16 enfermeiros com a especialidade de psiquiatria por 100.000 habitantes, o que corresponde a um nível 200 vezes mais baixo do que nos países desenvolvidos e com salários altos.
De acordo com a O.M.S. centenas de milhões de pessoas em odo o mundo encontram-se afectadas por transtornos mentais, do comportamento e pelo abuso de drogas. A O.M.S. (2002) referiu que 154 milhões de pessoas no mundo sofrem de Depressão e 25 milhões de esquizofrenia; 91 milhões encontram-se afectadas por problemas de alcoolismo e 15 milhões pelo abuso de drogas. Mais recentemente a O.M.S. realça que 50 milhões de pessoas sofrem de Epilepsia e 24 milhões de Doença de Alzheimer e outras demências.
Em Portugal estamos actualmente numa época de mudança, em que se pensa ir colocando gradualmente na comunidade os doentes que passaram longos anos internados em hospitais psiquiátricos. Em 2007 tive o prazer de presidir a uma conferência do Professor Julian Leff que tem numerosos estudos sobre a inclusão de doentes psiquiátricos na comunidade. Transmitiu ideias muito importantes a este respeito.
Uma delas a de que os doentes mentais só serão bem aceites na comunidade, numa residência que lhes seja destinada, desde que haja previamente trabalho que leve a comunidade envolvente a conhecer melhor o que é um doente mental, a perder o medo com o seu contacto e a desenvolver uma atitude de aceitação.
Julian Leff referiu também que doentes hospitalizados há longos anos perderam, em 75% dos casos, os contactos com a família. São pessoas de fracas aptidões sociais, muitas ve-zes desinteressadas do meio envolvente e carenciadas de apoio. Carecem, por isso, de apoio social, de incentivo e de melhorar as suas aptidões.
Foram feitas diversas tentativas para, na passagem dos doentes hospitalizados para a comunidade, permitirem-lhes arranjar trabalho para se poderem manter autónomos. Muitas das tentativas falharam. Contudo, houve uma que deu resultado. Consistia em arranjar empresas que aceitassem a entrada de doentes mentais, devidamente tratados, para serem aí empregados. Cada doente aceite estava durante seis meses ligado a um supervisor que lhe ensinava o tipo de trabalho a fazer até ele se tornar completamente autónomo e rentável. Havia diversos supervisores por empresa. Quando os doentes se tornavam autónomos e rentáveis, então chegavam mais doentes que os supervisores ensinavam da mesma maneira.
Estes aspectos obrigam-nos a estarmos atentos para que a transferência dos doentes hospitalizados há longos anos, quando forem incluídos na comunidade, possam ter condições de autonomia, com respeito pelos seus direitos e qualidade de vida.
Professor Adriano Vaz Serra,
Professor Catedrático de Psiquiatria da F.M.C.
Director da Clínica Psiquiátrica dos H.U.C.
Presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria Saúde Mental
Em Portugal existem 100 mil doentes esquizofrenicos.

Em Portugal, existem cerca de 100 mil doentes esquizofrenicos, ou seja, cerca de um por cento da população nacional, números que acompanham a prevalência a nível mundial.
O seu início é geralmente precoce, afectando jovens entre os 16 e 25 anos.
O consumo de drogas ou o “stress” agravam a expressão da doença.
É uma doença mental caracterizada pela presença de alucinações, delírio e alterações várias nas capacidades de comunicação, afectos e pensamento.
Segundo um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, todos os anos surgem entre 7 a 14 novos casos em cada 100 mil habitantes, com idades compreendidas entre os 15 e os 54 anos.
O que é a Esquizofrenia?
A esquizofrenia é uma das doenças mentais mais graves e incapacitantes do mundo, não só para o doente mas também para toda a sua rede de relações sociais e familiares. Na prática, resulta numa profunda mudança da personalidade, do pensamento, dos afectos e do sentido da própria individualidade. É uma perturbação grave que leva o doente a confundir a fantasia com a realidade e que geralmente conduz a modos de vida inadaptada e ao isolamento social.
Em Portugal, existem cerca de 100 mil doentes esquizofrénicos, ou seja, cerca de um por cento da população nacional, números que acompanham a prevalência a nível mundial.
Trata-se de uma doença mental grave e incapacitante, que se encontra identificada praticamente em todo o mundo atingindo indiferenciadamente classes sociais e raças.
Quando poderá surgir?
O aparecimento da doença nos indivíduos ocorre normalmente entre os 16 e os 25 anos de idade em ambos os sexos.
O perfil do aparecimento da doença não é uniforme tanto no que se refere à altura do seu aparecimento como à forma como ela se revela, ou seja, varia de indivíduo para indivíduo e do próprio desenvolvimento da doença, sendo que a evolução da esquizofrenia pode ser caracterizada por dois estadios, súbito ou lento.
No estadio súbito, a doença manifesta-se rapidamente e tem uma evolução em escassos dias ou semanas, enquanto no estadio lento o diagnóstico precoce é muito mais difícil e pode mesmo levar vários meses ou anos até que se detecte.
No caso da evolução lenta, a esquizofrenia no grupo dos jovens adultos pode mesmo ser confundida com as chamadas crises de adolescência e por este motivo frequentemente desvalorizada. Desta forma, o isolamento, a quebra de rendimento escolar ou as alterações de comportamento são vistas pelos pais e professores como normais e passageiras.
http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/475/
10 de outubro: no Dia Mundial da Doença Mental, 450 milhões de pessoas têm algum distúrbio.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima em 450 milhões o número de pessoas que sofrem de algum distúrbio mental no mundo. Dessas, menos da metade recebe tratamento. O número impressiona e mostra como as pessoas se preocupam muito mais com a saúde física do que com a mental. Sempre envolta em preconceito e desinformação, as doenças da “cabeça” são, até hoje, colocadas sob o tapete.
Para divulgar o tema e promover o debate sobre o problema, a Federação Mundial para a Saúde Mental (www.wfmh.org) criou o Dia Mundial da Saúde Mental, comemorado hoje, 10 de outubro. Todo ano, a Federação escolhe um tema para ser trabalhado e o de 2009 é “Saúde Mental nos Cuidados Primários: Melhoria do Tratamento e Promoção da Saúde Mental”.

No Brasil, a data ainda engatinha, mas de acordo com Carlos Henrique Rodrigues, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do HC, “qualquer tipo de divulgação é importante. Seria bom se o governo, assim como faz campanhas para câncer, voltasse os olhos para as doenças mentais. Elas impossibilitam as pessoas e também matam”.
De acordo com Rodrigues, 15% da população brasileira, em algum momento da vida, irá desenvolver algum tipo de doença do humor, como depressão e transtorno bipolar. Pesquisa realizada pelo HC mostra que 45% da população têm algum tipo de doença mental, como depressão, transtorno bipolar, ansiedade, síndromes, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e esquizofrenia, só para citar as mais comuns.
Ele ainda enfatiza a importância do diagnóstico precoce. Ficar atento a sintomas como distúrbios do sono, cansaço persistente, alteração do apetite e irritabilidade permanente, alteração de humor, tristeza constante e choro são alguns dos sinais que merecem atenção.
- Quanto mais tarde for feito o diagnóstico, mas difícil é o tratamento, menor a resposta e maior o gasto.
Procurar ajuda profissional nesses casos é imprescindível para encontrar o tratamento adequado, que geralmente é feito à base de terapia e medicamentos.
http://noticias.r7.com/saude/noticias/no-dia-mundial-da-doenca-mental-450-milhoes-de-pessoas-tem-algum-disturbio-20091009.html
Para divulgar o tema e promover o debate sobre o problema, a Federação Mundial para a Saúde Mental (www.wfmh.org) criou o Dia Mundial da Saúde Mental, comemorado hoje, 10 de outubro. Todo ano, a Federação escolhe um tema para ser trabalhado e o de 2009 é “Saúde Mental nos Cuidados Primários: Melhoria do Tratamento e Promoção da Saúde Mental”.

No Brasil, a data ainda engatinha, mas de acordo com Carlos Henrique Rodrigues, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do HC, “qualquer tipo de divulgação é importante. Seria bom se o governo, assim como faz campanhas para câncer, voltasse os olhos para as doenças mentais. Elas impossibilitam as pessoas e também matam”.
De acordo com Rodrigues, 15% da população brasileira, em algum momento da vida, irá desenvolver algum tipo de doença do humor, como depressão e transtorno bipolar. Pesquisa realizada pelo HC mostra que 45% da população têm algum tipo de doença mental, como depressão, transtorno bipolar, ansiedade, síndromes, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e esquizofrenia, só para citar as mais comuns.
Ele ainda enfatiza a importância do diagnóstico precoce. Ficar atento a sintomas como distúrbios do sono, cansaço persistente, alteração do apetite e irritabilidade permanente, alteração de humor, tristeza constante e choro são alguns dos sinais que merecem atenção.
- Quanto mais tarde for feito o diagnóstico, mas difícil é o tratamento, menor a resposta e maior o gasto.
Procurar ajuda profissional nesses casos é imprescindível para encontrar o tratamento adequado, que geralmente é feito à base de terapia e medicamentos.
http://noticias.r7.com/saude/noticias/no-dia-mundial-da-doenca-mental-450-milhoes-de-pessoas-tem-algum-disturbio-20091009.html
Comemora-se hoje o Dia Mundial da Saúde Mental.
Luanda – Assinala-se hoje, 10 de Outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental, com o propósito sensibilizar os governos a darem uma importância relevante a esta problemática, que assola o Mundo.
O dia, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é encarado como “prioridade global”, apesar da complexidade existente na definição do conceito Saúde Mental.
“Os problemas de saúde mental constituem actualmente a principal causa de incapacidade e uma das mais importantes causas de morbilidade nas sociedades”, segundo um relatório da OMS, por ocasião da data.
Para a organização internacional, este e outros factores fazem com que a Saúde Mental seja uma prioridade da política de saúde dos governos.
Pelas razões a seguir explicitadas, é possível perceber que tem sido longo o caminho na área da Psiquiatria e Saúde Mental na procura de mudanças.
Em 2001, a OMS publicou um relatório – Relatório Mundial da Saúde «Saúde Mental: nova concepção, nova esperança», que chamava a atenção do mundo para os problemas de saúde nesta área.
O documento, propõe dez recomendações, que são: proporcionar tratamento em cuidados primários; disponibilizar medicamentos psicotrópicos; proporcionar cuidados na comunidade; educar o público; envolver as comunidades, as famílias e os utentes; estabelecer políticas, programas e legislação nacionais; preparar recursos humanos; estabelecer vínculos com outros sectores; monitorizar a saúde mental na comunidade; e, apoiar mais a pesquisa.
Este Relatório incentiva o mundo a desenvolver, não só estudos aprofundados, como também investigação, reflexão, discussão, implementação de políticas, criação de medidas e serviços, articulações e parcerias.
As patologias mais frequentes no mundo são: esquizofrenias (21,2%), depressões (14,9%), oligofrenias (13,3%), alterações associadas ao consumo do álcool (8,8%), neuroses (8,6%), outras (33,2%).
De acordo com a OMS, a crise financeira que atinge os mercados e o cidadão comum, devido o seu impacto em emprego e consumo de álcool, entre outros factores, terá repercussões na saúde mental das pessoas, aumentando os casos de estresse, depressão e desordens mentais.
O consumo excessivo de álcool causa a morte de dois milhões de pessoas por ano, e a cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo, o que representa um milhão de suicídios anuais.
A OMS sustenta que a solução para estas situações não é – como era feito antes – trancar o doente em uma instituição psiquiátrica, o que, além de não resolver a origem do mal, é caro e pode expor o paciente a abusos.
A conclusão apresentada é a de que o atendimento médico primário para tratar os transtornos mentais é, de longe, muito mais efectivo, humano e barato.
Contudo, o representante da OMS em Angola, Diosdado Nsue Milang, elogiou recentemente, em Luanda, o governo angolano, pelo empenho demonstrado no combate à doença mental.
Diosdado Nsue Milang justificou o seu elogio pelas políticas governamentais direccionadas neste capítulo e os resultados que têm sido alcançados.
Disse que a OMS e a Federação Mundial da Saúde Mental consideram ter chegado o momento dos governos e os sistemas de saúde prestarem maior atenção à prevenção e ao tratamento das doenças mentais, no quadro da estratégia integrada de prestação de cuidados primários de saúde e de um maior envolvimento comunitário na oferta destes serviços.
“Esta abordagem leva-nos a conceder uma maior importância a prestação de cuidados primários de saúde, com maior foco na prevenção dos factores de risco das doenças mentais e na formação do bem-estar geral da população”, frisou Diosdado Milang.
O dia, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é encarado como “prioridade global”, apesar da complexidade existente na definição do conceito Saúde Mental.
“Os problemas de saúde mental constituem actualmente a principal causa de incapacidade e uma das mais importantes causas de morbilidade nas sociedades”, segundo um relatório da OMS, por ocasião da data.
Para a organização internacional, este e outros factores fazem com que a Saúde Mental seja uma prioridade da política de saúde dos governos.
Pelas razões a seguir explicitadas, é possível perceber que tem sido longo o caminho na área da Psiquiatria e Saúde Mental na procura de mudanças.
Em 2001, a OMS publicou um relatório – Relatório Mundial da Saúde «Saúde Mental: nova concepção, nova esperança», que chamava a atenção do mundo para os problemas de saúde nesta área.
O documento, propõe dez recomendações, que são: proporcionar tratamento em cuidados primários; disponibilizar medicamentos psicotrópicos; proporcionar cuidados na comunidade; educar o público; envolver as comunidades, as famílias e os utentes; estabelecer políticas, programas e legislação nacionais; preparar recursos humanos; estabelecer vínculos com outros sectores; monitorizar a saúde mental na comunidade; e, apoiar mais a pesquisa.
Este Relatório incentiva o mundo a desenvolver, não só estudos aprofundados, como também investigação, reflexão, discussão, implementação de políticas, criação de medidas e serviços, articulações e parcerias.
As patologias mais frequentes no mundo são: esquizofrenias (21,2%), depressões (14,9%), oligofrenias (13,3%), alterações associadas ao consumo do álcool (8,8%), neuroses (8,6%), outras (33,2%).
De acordo com a OMS, a crise financeira que atinge os mercados e o cidadão comum, devido o seu impacto em emprego e consumo de álcool, entre outros factores, terá repercussões na saúde mental das pessoas, aumentando os casos de estresse, depressão e desordens mentais.
O consumo excessivo de álcool causa a morte de dois milhões de pessoas por ano, e a cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo, o que representa um milhão de suicídios anuais.
A OMS sustenta que a solução para estas situações não é – como era feito antes – trancar o doente em uma instituição psiquiátrica, o que, além de não resolver a origem do mal, é caro e pode expor o paciente a abusos.
A conclusão apresentada é a de que o atendimento médico primário para tratar os transtornos mentais é, de longe, muito mais efectivo, humano e barato.
Contudo, o representante da OMS em Angola, Diosdado Nsue Milang, elogiou recentemente, em Luanda, o governo angolano, pelo empenho demonstrado no combate à doença mental.
Diosdado Nsue Milang justificou o seu elogio pelas políticas governamentais direccionadas neste capítulo e os resultados que têm sido alcançados.
Disse que a OMS e a Federação Mundial da Saúde Mental consideram ter chegado o momento dos governos e os sistemas de saúde prestarem maior atenção à prevenção e ao tratamento das doenças mentais, no quadro da estratégia integrada de prestação de cuidados primários de saúde e de um maior envolvimento comunitário na oferta destes serviços.
“Esta abordagem leva-nos a conceder uma maior importância a prestação de cuidados primários de saúde, com maior foco na prevenção dos factores de risco das doenças mentais e na formação do bem-estar geral da população”, frisou Diosdado Milang.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Movimentos sociais querem discutir segurança pública
Os movimentos sociais terão a oportunidade de realizarem uma agenda para tratar da questão da violência na Bahia e, particularmente, em Salvador. A Paróquia da Vitória através da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos reunirá em seu salão principal representantes dos diversos segmentos da Segurança Pública, Direitos Humanos, Justiça e movimentos sociais organizados.
Para a jornalista Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira e dirigente de duas importantes redes feministas, Fórum de Mulheres do Mercosul Capítulo Bahia/Brasil e Rede Risco Mulher Brasil, este é o momento da sociedade se posicionar. "Não podemos assistir este horror, esta matança indiscriminada que acontece na Bahia. Estamos sempre na mira de asssassinos. Ameaças em todas as áreas. Aqui sofrem desde as famílias mais humildes, com a perda de filhos extremamente jovens, até jovens da classe mais alta. Salvador apresenta um elevado índice de violência. Policiais são mortos, gente comum também. Estamos vivendo o caos", diz ela. Tratar de segurança pública é coisa séria e grave. O Estado tem o dever de proporcionar segurança. E continua: "estamos cansados de assistirmos a violencia antes, durante e depois das novelas. É necessário que se convoquem técnicos da área e que se possa discutir segurança pública não como politicagem ou garantia de grupos no poder. É preciso competência, seriedade e atualização permanente.
É preciso investir na área". Com crimes sem autoria defenida e sempre atribuídos ao tráfico de drogas, a situação é assustadora em Salvador. "Peço aos movimentos sociais que compareçam através de seus representantes para que possamos elaborar uma agenda para análise, debate e maior envolvimento da sociedade com o Estado. Temos que determinar a Segurança Pública que queremos. Não estamos na ditadura militar. O governo tem que nos ouvir".
Fonte: Tribuna da Bahia
Para a jornalista Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira e dirigente de duas importantes redes feministas, Fórum de Mulheres do Mercosul Capítulo Bahia/Brasil e Rede Risco Mulher Brasil, este é o momento da sociedade se posicionar. "Não podemos assistir este horror, esta matança indiscriminada que acontece na Bahia. Estamos sempre na mira de asssassinos. Ameaças em todas as áreas. Aqui sofrem desde as famílias mais humildes, com a perda de filhos extremamente jovens, até jovens da classe mais alta. Salvador apresenta um elevado índice de violência. Policiais são mortos, gente comum também. Estamos vivendo o caos", diz ela. Tratar de segurança pública é coisa séria e grave. O Estado tem o dever de proporcionar segurança. E continua: "estamos cansados de assistirmos a violencia antes, durante e depois das novelas. É necessário que se convoquem técnicos da área e que se possa discutir segurança pública não como politicagem ou garantia de grupos no poder. É preciso competência, seriedade e atualização permanente.
É preciso investir na área". Com crimes sem autoria defenida e sempre atribuídos ao tráfico de drogas, a situação é assustadora em Salvador. "Peço aos movimentos sociais que compareçam através de seus representantes para que possamos elaborar uma agenda para análise, debate e maior envolvimento da sociedade com o Estado. Temos que determinar a Segurança Pública que queremos. Não estamos na ditadura militar. O governo tem que nos ouvir".
Fonte: Tribuna da Bahia
Criminosos:saídas temporárias não são monitoradas
Crimes hediondos praticados por prisioneiros beneficiados por saídas temporárias já estão virando estatística. O Dia das Crianças se aproxima como mais uma data festiva que pode colocar nas ruas pessoas sem a menor aptidão para o convívio social. Os críticos querem evitar a todo custo que o benefício se transforme em um mero mecanismo para esvaziar as cadeias. Propostas no Congresso visam criar leis para passar o ferrolho nos portões das penitenciárias, mas a crise no sistema carcerário brasileiro – com rebeliões violentas e delegacias superlotadas – mostra que o problema necessita de uma solução mais efetiva.
A juíza Andremara dos Santos, 44 anos, titular da Vara de Execuções Penais de Salvador, falou com exclusividade à Tribuna da Bahia sobre a enorme responsabilidade de coordenar o Mutirão Carcerário, que visa justamente acelerar o andamento dos processos emperrados nos cartórios. Ao mesmo tempo, explicou suas ideias para desenvolver uma maior integração entre a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a própria Justiça. Andremara propõe a criação de uma central de informações integrada, já que não existe um acompanhamento efetivo ao preso que é solto temporariamente. E o que é pior: muitos juízes desconhecem que estão libertando detentos que já cometeram crimes durante saídas anteriores.
Tribuna da Bahia – Por que as saídas provisórias dos presos estão aumentando a criminalidade?
Andremara dos Santos – O problema é que a Justiça e a Polícia não funcionam como um sistema integrado. Nós não temos um sistema próprio de troca de informações. Eu tenho batido nessa tecla inúmeras vezes: falta monitoramento dos detentos nas saídas temporárias. A verdade é que a coisa ainda é feita de maneira muito precária. No ano passado, elaborei um relatório e enviei para todas às autoridades competentes. Muita coisa já saiu da instância burocrática e chegou até a prática, mas ainda há muito que caminhar. Talvez agora, em outubro, o Tribunal instale um sistema novo, virtual, para que os juízes possam acompanhar os processos à distância. Isso é fundamental. Já verifiquei um caso de uma pessoa que ia ser solta por bom comportamento, mas acabei constatando através do site do Ministério da Justiça que esse cidadão já tinha sido condenado por 7 crimes no D. F., e sua pena já acumulava mais de 38 anos.
T.B. – Falta cooperação entre a Polícia e a Justiça?
As – É preciso que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirme a adesão ao Termo de Cooperação para utilizar o “Infopen” (Sistema de Informação Penitenciária), um programa carcerário nacional que a Secretaria de Justiça já está utilizando. Assim, a ficha policial de uma pessoa presa em qualquer parte do Brasil entraria imediatamente no sistema integrado. O Infopen pode ainda liberar recursos para sanar as deficiências dos estados que manifestem adesão ao programa.
T.B – Como esse descompasso dificulta seu trabalho?
As – Eu não tenho acesso ao Sistema de Recursos da Secretaria de Justiça, você acredita? Só me fornecem dados sobre a Penitenciária Lemos Brito. De que me serve essa informação, se o preso é transferido para outra comarca sem meu conhecimento ou anuência? Como isso é possível, se o processo está em minhas mãos e eu não autorizei? O juiz baseia suas sentenças no que o sistema informa. Falta esse acesso, essa troca. Parte dessa responsabilidade também é nossa, é necessário frisar, já que a Polícia também não tinha acesso à Vara de Execuções Penais. Quando comecei meu trabalho, em 2007, as pessoas presumiam que todo processo deveria correr em segredo de Justiça. Até o pessoal da informática desconhecia: “Mas Dra., pode liberar?”. Mais uma vez, falta atuar como um sistema integrado. Assim, os advogados também podem acompanhar decisões sem ter que vir pessoalmente à Vara de Execuções Penais.
T.B. – Qual a solução mais viável?
As – Fazer com que os órgãos interajam em nome de um fim comum a todos. A Secretaria de Justiça já assumiu o Infopen, e nos deu até a senha de entrada, embora não nos tenha dado acesso ao sistema de reclusos. E a SSP? Se a SSP aderisse, o sistema estaria fechado. A SSP nos permitiu acesso ao site do Centro de Estatísticas da Polícia (Cedep), mas o portal está desatualizado. Eles estão desenvolvendo um sistema próprio, importado, caro, que está demorando muito a entrar em operação, enquanto o Infopen é de graça e ainda recebe auxílio do governo. Se a SSP aderisse ao programa, teríamos um sistema integrado completo, com nomes, apelidos, processos a que respondem os presos, detalhes físicos, cicatrizes, tatuagens, todos os dados de todas as pessoas detidas... Esse seria realmente um sistema orgânico. Nós, Estado, precisamos nos organizar para promover essa integração. Os sistemas da SSP e do Infopen não são incompatíveis, e só viriam a complementar os dados uns dos outros.
T.B. – Muita gente se refere às saídas temporárias como indultos. Quais as diferenças?
As - As pessoas confundem as duas coisas; vejo toda hora na televisão: indulto, indulto, indulto... É um erro. Indulto significa um perdão, que em nosso regime só pode ser concedido pelo presidente da República. O indulto pode ser total ou parcial, trazendo apenas um abatimento da pena. Trata-se de outra coisa. Até as autoridades estão usando o termo errado. Quando não se referem ao benefício como “liberdade provisória”, o que é outro erro. Nesse caso, a pessoa ainda nem foi julgada...
T.B. – A Defensoria Pública da Bahia é eficaz?
As - As defensorias públicas ainda estão sendo instaladas nos estados brasileiros... Paraná ainda não tem, por exemplo. Na Bahia, nós contamos com cerca de 200 defensores para cobrir todo o Estado, então, a situação é apertada. A maioria dos casos está em Salvador e poucas cidades do interior têm essa assistência. Um grande entrave é que muitos crimes não são aceitos por advogados em certos municípios, porque sabem que perderiam clientes caso defendessem um criminoso hediondo, por exemplo.
T.B. – Quais as metas do Mutirão Carcerário?
As - A Vara de execuções Penais de Salvador quer examinar todos os processos de réus que estão presos na Comarca. E principalmente expedir o “Atestado de Pena a Cumprir”, que é um direito deles e um dever do Estado, para que as obrigações e os prazos de cada processo fiquem claros.
T.B - Quais as possibilidades de abrandamento de pena no Brasil?
As – Desde março de 2007, o Legislativo decidiu que a progressão para as penas envolvendo crimes hediondos seria possível, baseada em decisão judicial e no cumprimento de, pelo menos, dois quintos da pena (para o réu primário), e três quintos (para os reincidentes). Nesse regime, o condenado tem o privilégio da saída temporária, que é um benefício que visa reconstruir a ressocialização: visitar a família, ir à escola, etc. O detento tem direito de sair 5 vezes por ano, por até 7 dias, em datas relevantes como Natal e Dia das Mães, para que possa retomar os laços do convívio social. Além disso, ele pode estudar ou trabalhar durante o dia, contanto que volte à noite para dormir na penitenciária.
Hélio Rocha/Tribuna da Bahia
A juíza Andremara dos Santos, 44 anos, titular da Vara de Execuções Penais de Salvador, falou com exclusividade à Tribuna da Bahia sobre a enorme responsabilidade de coordenar o Mutirão Carcerário, que visa justamente acelerar o andamento dos processos emperrados nos cartórios. Ao mesmo tempo, explicou suas ideias para desenvolver uma maior integração entre a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a própria Justiça. Andremara propõe a criação de uma central de informações integrada, já que não existe um acompanhamento efetivo ao preso que é solto temporariamente. E o que é pior: muitos juízes desconhecem que estão libertando detentos que já cometeram crimes durante saídas anteriores.
Tribuna da Bahia – Por que as saídas provisórias dos presos estão aumentando a criminalidade?
Andremara dos Santos – O problema é que a Justiça e a Polícia não funcionam como um sistema integrado. Nós não temos um sistema próprio de troca de informações. Eu tenho batido nessa tecla inúmeras vezes: falta monitoramento dos detentos nas saídas temporárias. A verdade é que a coisa ainda é feita de maneira muito precária. No ano passado, elaborei um relatório e enviei para todas às autoridades competentes. Muita coisa já saiu da instância burocrática e chegou até a prática, mas ainda há muito que caminhar. Talvez agora, em outubro, o Tribunal instale um sistema novo, virtual, para que os juízes possam acompanhar os processos à distância. Isso é fundamental. Já verifiquei um caso de uma pessoa que ia ser solta por bom comportamento, mas acabei constatando através do site do Ministério da Justiça que esse cidadão já tinha sido condenado por 7 crimes no D. F., e sua pena já acumulava mais de 38 anos.
T.B. – Falta cooperação entre a Polícia e a Justiça?
As – É preciso que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirme a adesão ao Termo de Cooperação para utilizar o “Infopen” (Sistema de Informação Penitenciária), um programa carcerário nacional que a Secretaria de Justiça já está utilizando. Assim, a ficha policial de uma pessoa presa em qualquer parte do Brasil entraria imediatamente no sistema integrado. O Infopen pode ainda liberar recursos para sanar as deficiências dos estados que manifestem adesão ao programa.
T.B – Como esse descompasso dificulta seu trabalho?
As – Eu não tenho acesso ao Sistema de Recursos da Secretaria de Justiça, você acredita? Só me fornecem dados sobre a Penitenciária Lemos Brito. De que me serve essa informação, se o preso é transferido para outra comarca sem meu conhecimento ou anuência? Como isso é possível, se o processo está em minhas mãos e eu não autorizei? O juiz baseia suas sentenças no que o sistema informa. Falta esse acesso, essa troca. Parte dessa responsabilidade também é nossa, é necessário frisar, já que a Polícia também não tinha acesso à Vara de Execuções Penais. Quando comecei meu trabalho, em 2007, as pessoas presumiam que todo processo deveria correr em segredo de Justiça. Até o pessoal da informática desconhecia: “Mas Dra., pode liberar?”. Mais uma vez, falta atuar como um sistema integrado. Assim, os advogados também podem acompanhar decisões sem ter que vir pessoalmente à Vara de Execuções Penais.
T.B. – Qual a solução mais viável?
As – Fazer com que os órgãos interajam em nome de um fim comum a todos. A Secretaria de Justiça já assumiu o Infopen, e nos deu até a senha de entrada, embora não nos tenha dado acesso ao sistema de reclusos. E a SSP? Se a SSP aderisse, o sistema estaria fechado. A SSP nos permitiu acesso ao site do Centro de Estatísticas da Polícia (Cedep), mas o portal está desatualizado. Eles estão desenvolvendo um sistema próprio, importado, caro, que está demorando muito a entrar em operação, enquanto o Infopen é de graça e ainda recebe auxílio do governo. Se a SSP aderisse ao programa, teríamos um sistema integrado completo, com nomes, apelidos, processos a que respondem os presos, detalhes físicos, cicatrizes, tatuagens, todos os dados de todas as pessoas detidas... Esse seria realmente um sistema orgânico. Nós, Estado, precisamos nos organizar para promover essa integração. Os sistemas da SSP e do Infopen não são incompatíveis, e só viriam a complementar os dados uns dos outros.
T.B. – Muita gente se refere às saídas temporárias como indultos. Quais as diferenças?
As - As pessoas confundem as duas coisas; vejo toda hora na televisão: indulto, indulto, indulto... É um erro. Indulto significa um perdão, que em nosso regime só pode ser concedido pelo presidente da República. O indulto pode ser total ou parcial, trazendo apenas um abatimento da pena. Trata-se de outra coisa. Até as autoridades estão usando o termo errado. Quando não se referem ao benefício como “liberdade provisória”, o que é outro erro. Nesse caso, a pessoa ainda nem foi julgada...
T.B. – A Defensoria Pública da Bahia é eficaz?
As - As defensorias públicas ainda estão sendo instaladas nos estados brasileiros... Paraná ainda não tem, por exemplo. Na Bahia, nós contamos com cerca de 200 defensores para cobrir todo o Estado, então, a situação é apertada. A maioria dos casos está em Salvador e poucas cidades do interior têm essa assistência. Um grande entrave é que muitos crimes não são aceitos por advogados em certos municípios, porque sabem que perderiam clientes caso defendessem um criminoso hediondo, por exemplo.
T.B. – Quais as metas do Mutirão Carcerário?
As - A Vara de execuções Penais de Salvador quer examinar todos os processos de réus que estão presos na Comarca. E principalmente expedir o “Atestado de Pena a Cumprir”, que é um direito deles e um dever do Estado, para que as obrigações e os prazos de cada processo fiquem claros.
T.B - Quais as possibilidades de abrandamento de pena no Brasil?
As – Desde março de 2007, o Legislativo decidiu que a progressão para as penas envolvendo crimes hediondos seria possível, baseada em decisão judicial e no cumprimento de, pelo menos, dois quintos da pena (para o réu primário), e três quintos (para os reincidentes). Nesse regime, o condenado tem o privilégio da saída temporária, que é um benefício que visa reconstruir a ressocialização: visitar a família, ir à escola, etc. O detento tem direito de sair 5 vezes por ano, por até 7 dias, em datas relevantes como Natal e Dia das Mães, para que possa retomar os laços do convívio social. Além disso, ele pode estudar ou trabalhar durante o dia, contanto que volte à noite para dormir na penitenciária.
Hélio Rocha/Tribuna da Bahia
Drogas: o sentimento dos usuários. Artigo de Vera Mattos.
DROGAS: O SENTIMENTO DOS USUÁRIOS.
Ele chegou dizendo que era vitima do Satanás. Mostrou como na noite passada tinha usado a “neve” – cocaína pura. Reproduz a forma como utiliza. Disse que desde os 14 anos se iniciou no mundo das drogas. Cola, maconha,álcool. O rosto é sofrido apesar dos 21 anos. Tem dificuldade de se expressar. Não consegue me encarar, olhar nos olhos. Tem vergonha dele. Mas ao mesmo tempo, expressa poder. Diz que conhece de tudo. Entrou no mundo do crime, entrou no mundo das drogas, do sexo, já não sabe o que acontece com ele quando entra nas rodas de drogas. Refere-se mais uma vez a Satanás: ele é o culpado ! Mas me procurou porque quer renascer. Tem 21 anos e me pede para que o ajude a deixar este elenco de hábitos, esta mistura mortal de álcool e drogas. Em sua fala, há sentimento de culpa. O rosto envelhecido. Olha para os lados,pisca os olhos, se ajeita na cadeira, mostra que esta inquieto e quer que a entrevista se acabe. De novo repete: “quero deixar o mundo do crime”. Pergunto a que crime se refere. Aumenta a ansiedade. Ele transpira, passa a mão no rosto, desconversa. Que crime? Disfarça. Responde. O uso de drogas, de todas as drogas. Acredito. Digo que acredito. O que leva ele a sentir-se assim ? Disse que deseja os objetos das pessoas, que não pode ver algo que desperte sua atenção porque deseja para ele.Gostaria de ter tudo que os outros tem. Dinheiro, poder, carro, moto. Tem boa aparência e consegue estar vivendo agora com outros homens, provavelmente mais velho.
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Conta que gosta de uma menina mas que ela o rejeita. Por isto usa mais droga.E em que lugar usa? Compra com que dinheiro ? Me responde que usa com os amigos, dentro do carro. Cheiram a neve ali mesmo e depois já não tem noção do que acontece.
Mas, Satanás é o culpado. Ele quer sair desta vida. Ele engana a mãe. O pai evaporou. Ele não mora mais com a família, não fez o segundo grau. Está bem vestido, cabelo bem cortado, tatuagem. Olho e vejo que é bonito.
Mas está visivelmente perturbado, já não diz coisa com coisa. O raciocínio começa a falhar.
A memória também. Demonstra uma certa agressividade.Começa a achar que corre o risco de ser entregue a polícia. Pergunto se já foi traficante. Ele responde: “já cometi todos os crimes mas não trafiquei. Compro com o meu dinheiro a droga que uso” – diz ele. Pergunto se a neve é cara. Responde que sim, que é da melhor.Vejo que olha sem parar para a minha bolsa e para o meu celular. Já não presta atenção em mais nada. Está com os olhos fixos nos objetos. Não sei se tenho medo dele ou se tenho piedade dele. Não retiro os objetos do lugar. Sei que tenho chances de ser atacada. Mas não demonstro pavor. Aquele garoto de 21 anos esta angustiado. Pergunta o que está fazendo ali. Me disse que na véspera misturou todo o tipo de bebida. Fala de sua sonolência. Pergunto se quer ir embora. Ele pergunta o que farei por ele e com ele.
Pretendo encaminhá-lo para uma instituição mais adequada que a nossa. Mas, peço que procure a família e que a mãe dele venha conversar comigo. Consegui que ele partisse com alguma serenidade da entrevista. Mas eu perdi a serenidade. A semana passada outro jovem estava entregue ao crack, que a parte pior da cocaína, o refugo, caminho certeiro da morte. Estava magro, bem magro, sem sintonia. A mãe aflita me pedia o milagre. Trazer o filho de volta para a vida. Penso em renascimento, penso em passagem, penso na Páscoa, na celebração da vida. Penso nesses jovens. Todos seguiram o mesmo caminho. Álcool, cola,maconha, cocaína, crack, êxtase.
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O nosso Programa para Adolescentes Infratores- PAI , (o nome não é irônico –pode ser uma frágil perspectiva de substituição) não tem condição de atendera demanda.
A droga está em toda esquina, disseminada em toda a sociedade. Os jovens ricos usam por opção mas sofrem igualmente. Chegam a agredir a família pois é questão de vida e morte ter dinheiro para comprar. Roubam, ameaçam. Um me disse: “quero ser trancado em casa; não quero sair para comprar”. Pergunto sobre a crise de abstinência, se sabe como será. Pergunto a família se já testemunharam alguma crise de abstinência de drogas.
São sempre as mesmas colocações. Sempre uma mãe que chora, geralmente sempre um pai mais ausente. E tem gente que diz que a droga não vicia. Gente que já teve experiência e saiu ileso. Então, acredita que qualquer outra pessoa poderá repetir o feito de sair ileso. E haja estímulo. Alguns acreditam que é fase, que logo será superada, que não há razão para desespero. Experiências de adolescentes. A geração de 70 usou. A geração de 80 usou. Todos se safaram. Todos ?Com o advento da AIDS e o reconhecimento público do nível de disseminaçãodas drogas, o que antes era paz e amor, a mistura de sexo e drogas,tornou-se combinação mortal.
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As campanhas nunca mostraram de fato uma crise de abstinência. Nunca mostraram alguém estremecendo, revirando os olhos, amarrado, em desespero. As campanhas apresentando jovens fechando portas para a droga como seestivessem fechando portas para envolvimentos afetivos. As drogas são mais poderosas que os envolvimentos afetivos, do que a hierarquia familiar.
Então, refletir é muito bom. O que fazer se, nesse momento, próximo a nossa casa alguém está usando, está comprando ou vendendo ? Os sistemas de compra ultrapassam a capacidade estratégica de qualquer sistema de marketing
Você usa? Seu marido usa ? Seu filho ou filha usam ? Seus amigos usam ? Você já parou para pensar nisto ou prefere manter-se distante da questão ? As drogas são violentas da mesma forma que a sociedade é violenta e parceira do uso. O meu desejo é que ao abrir a questão em torno dos que estão próximos, mantendo-nos disponíveis ao diálogo, possamos ser mais visíveis uns aos outros. A postura de achar que o nosso melhor amigo não usa, que nossohipócrita.
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Estamos no século XXI. Não viva como se estivesse no século passado,fingindo que estamos sempre arrodeados de boas ovelhas. Apenas decifre sequem está do seu lado é usuário, traficante, ex-usuário, curioso oucontrário às drogas.
Retirar esta conversa da roda é empurrar muitos dos que vivemos para as rodas da neve, crack, maconha e álcool , entre tantas e tantas categorias. Pense nisto.
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Vera Mattos é psicanalista/Jornalista e presidente da Fundação Jaqueira.
Visite o site Memórias Reveladas.
O Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil, denominado "Memórias Reveladas", foi institucionalizado pela Casa Civil da Presidência da República e implantado no Arquivo Nacional com a finalidade de reunir informações sobre os fatos da história política recente do País.
Dando continuidade a iniciativas dos últimos governos democráticos, em novembro de 2005, o Presidente Lula assinou decreto regulamentando a transferência para o Arquivo Nacional dos acervos dos extintos Conselho de Segurança Nacional, Comissão Geral de Investigações e Serviço Nacional de Informações, até então sob custódia da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e passou à Casa Civil a coordenação do recolhimento dos arquivos.
O Centro constitui um marco na democratização do acesso à informação e se insere no contexto das comemorações dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Um pedaço de nossa história estava nos porões. O "Memórias Reveladas" coloca à disposição de todos os brasileiros os arquivos sobre o período entre as décadas de 1960 e 1980 e das lutas de resistência à ditadura militar, quando imperaram no País censura, violação dos direitos políticos, prisões, torturas e mortes. Trata-se de fazer valer o direito à verdade e à memória.
A criação do Centro suscitou, pela primeira vez, acordos de cooperação firmados entre a União, Estados e o Distrito Federal para a integração, em rede, de arquivos e instituições públicas e privadas em comunicação permanente. Até o momento, em 13 Estados e no Distrito Federal foram identificados acervos organizados em seus respectivos arquivos públicos. Digitalizados, passam a integrar a rede nacional de informações do Portal "Memórias Reveladas", sob administração do Arquivo Nacional.
Essa iniciativa inédita está possibilitando a articulação entre os entes federados com vistas a uma política de reconstituição da memória nacional do período da ditadura militar. Os acordos firmados entre a União e os Estados detentores de arquivos viabilizam o cumprimento do requisito constitucional de acesso à informação a serviço da cidadania.
Estamos abrindo as cortinas do passado, criando as condições para aprimorarmos a democratização do Estado e da sociedade. Possibilitando o acesso às informações sobre os fatos políticos do País reencontramos nossa história, formamos nossa identidade e damos mais um passo para construir a nação que sonhamos: democrática, plural, mais justa e livre.
Dilma Vana Rousseff
Ministra-Chefe da Casa Civil
http://www.memoriasreveladas.gov.br
Para que nunca se esqueça, para que nunca mais aconteça.
O Banco de Dados Memórias Reveladas reúne informações sobre o acervo arquivístico relacionado à temática da repressão política no período 1964-1985, custodiado por diferentes entidades brasileiras. Em alguns casos, é possível visualizar imagens dos documentos descritos como papéis, mapas, desenhos, fotografias, folhetos, entre outros.
Em fase de implantação, podendo ser exibidas em até cinco níveis de detalhamento, as informações estarão em constante atualização pelas entidades participantes.
Acesso aos documentos dos órgãos dos governos militares sob a guarda do Arquivo Nacional:
Em dezembro de 2005, em cumprimento ao disposto no Decreto nº 5.584, de 18 de novembro de 2005, a Coordenação-Regional do Arquivo Nacional no Distrito Federal (COREG) recebeu para a guarda permanente os acervos dos extintos Serviço Nacional de Informações - SNI, Conselho de Segurança Nacional - CSN e Comissão Geral de Investigações - CGI, cabendo ao Arquivo Nacional garantir o acesso a esses documentos. Atualmente os três acervos podem ser consultados em uma base de dados o que agiliza as consultas probatória e acadêmica, assim como a emissão de certidões.
Para mais informações sobre o acesso a esse e outros acervos recolhidos pela COREG consulte no portal do Arquivo Nacional a seção Serviços aos Usuários>Consulta aos acervos dos órgãos dos governos militares.
http://www.memoriasreveladas.gov.br
Em fase de implantação, podendo ser exibidas em até cinco níveis de detalhamento, as informações estarão em constante atualização pelas entidades participantes.
Acesso aos documentos dos órgãos dos governos militares sob a guarda do Arquivo Nacional:
Em dezembro de 2005, em cumprimento ao disposto no Decreto nº 5.584, de 18 de novembro de 2005, a Coordenação-Regional do Arquivo Nacional no Distrito Federal (COREG) recebeu para a guarda permanente os acervos dos extintos Serviço Nacional de Informações - SNI, Conselho de Segurança Nacional - CSN e Comissão Geral de Investigações - CGI, cabendo ao Arquivo Nacional garantir o acesso a esses documentos. Atualmente os três acervos podem ser consultados em uma base de dados o que agiliza as consultas probatória e acadêmica, assim como a emissão de certidões.
Para mais informações sobre o acesso a esse e outros acervos recolhidos pela COREG consulte no portal do Arquivo Nacional a seção Serviços aos Usuários>Consulta aos acervos dos órgãos dos governos militares.
http://www.memoriasreveladas.gov.br
Criança tem que sofrer?
CRIANÇA TEM QUE SOFRER?
Esta é a pergunta que faço todos os dias. Pergunto a mim mesma, pergunto aos amigos, companheiros de luta, aos militantes de inúmeras causas. Criança tem que sofrer ? Claro que ninguém responde que sim, que criança deve sofrer por ser apenas o inicio da viagem do ser humano , por si só solitária , em sua eterna busca. Mas existem sofrimentos que me incomodam bastante pois que me sinto com a culpa do mundo, embora compreenda plenamente que o mundo é grande e afinal eu sou apenas uma partícula deste processo que envolve vida e morte. Tenho portanto todas as limitações e me destituo de arrogância para envolver a relação culpa e poder. De fato somos todos culpados. Ou seremos adultos inocentes e portanto pacificados frente as responsabilidades pessoais e coletivas. Cada qual que se encaixe e busque seu dilema. O meu mais imediato impulso é desejar entender porque os pacientes em déficit mental são tão discriminados.
Vejamos este caso: uma criança que apresenta TDAH – Transtorno Déficit Atenção Humana com hiperatividade e/ou desatenção exige extremamente da família. Geralmente, um dos pais abdica da vida profissional para cuidar do filho. E começa a peregrinação para chegar-se a um diagnostico e a um tratamento. Em outras ocasiões a família se desfaz , a família não suporta o peso, fica com a criança o mais corajoso, o que deixa prevalecer o amor. Mas em sociedade onde o capitalismo selvagem impera, somente amor não basta, é preciso dinheiro, muito dinheiro para dar conta de tantas exigências.
Como o tratamento deve ser plural, interdisciplinar, fica impossível para as famílias de baixa renda, e de classe média, se é que isso ainda existe, comprometer parte do tratamento. Na nossa Constituição esta previsto que Saúde é dever do Estado propiciar, garantir, assegurar. Também esta dito que Educação e Segurança são deveres do Estado. Cresci acreditando na utopia de ver uma sociedade igualitária. Cada vez estou vendo o outro extremo. E não participo disto à distancia não, vejo no batente diário. Falávamos de crianças e sofrimento. Volto a isto. Uma das crianças assistidas pela Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos não encontrou qualquer possibilidade de atendimento odontológico por ser portador de déficit mental. Não encontrou qualquer unidade hospitalar que o aceitasse. Em situação de extremo abandono odontológico pode-se inicialmente culpar a família ; em seguida, poderemos dizer que os profissionais que o viram poderiam ter feito um encaminhamento para uma unidade hospitalar capacitada antes que as conseqüências fossem maiores; verifique-se as condições do município que ele vive que nada oferece e faz parte deste paraíso chamado Bahia.
Quando chegou a Salvador, já com os dentes em estágio avançado de caries, com dores violentas causadas pela exposição das partes mais sensíveis, já não podia beber água nem comer. O resultado foi a desidratação, a desnutrição e a dor. Peregrinamos por aqui também. Ele agora esta internado, mas não para tratar os dentes e sim de uma infecção generalizada. Quando termino de escrever este cotidiano tenho dúvidas quanto as possibilidades de sobrevivência. Mas estou torcendo por um final feliz. Afinal, aqui no Brasil parece que estamos destinados a sermos torcedores de uma Pátria amada, idolatrada mas desrespeitada diariamente pelas ações de todos, diretamente ou indiretamente envolvidos nas questões que envolvem a sociedade. Chegamos em um momento em que as organizações não governamentais tem mais confiabilidade que qualquer organização publica. Que a boa vontade do cidadão e mais forte do que as exigências legais. O voluntariado deve prevalecer, somar para encontrar soluções, saídas, caminhos, e sobretudo não se deixar vencer pelo pessimismo de muito e do otimismo e riso cínico dos guardiães do capitalismo.
Vera Mattos - Jornalista/Psicanalista.
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos.
Artigo publicado na Tribuna da Bahia
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