A Jornalista escreve,entrevista, critica,indica links, discute assuntos vinculados ao tema Direitos Humanos.E se expressa sem medo pois seu único compromisso é com a verdade.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Negros e pobres são as maiores vítimas de violência no Brasil.
Segundo o estudo, em mais de 92% dos casos de homicídio no Brasil as vítimas são homens. Em 2007, por exemplo, para cada mulher vítima de homicídio no país, morreram 12 homens. Neste mesmo ano, faleceram 3.772 mulheres e 43.886 homens.
Os maiores índices de mortes violentas também estão concentrados na população jovem, entre 15 e 24 anos. Só no ano de 2007 mais de 17,4 mil jovens foram assassinados no Brasil, o que representou 36,6% do total ocorrido no país.
O Estado que apresentou o maior crescimento na taxa de assassinatos de jovens entre 1997 e 2007 foi Alagoas, que passou de 170 mortes em 1997 para 763 mortes dez anos depois (crescimento de 348,8%). Por outro lado, São Paulo foi o estado que apresentou a maior queda (-60,6%), passando de 4.682 mortes em 1997 para 1.846 óbitos em 2007.
As maiores vítimas de violência no país também são os negros. Morrem proporcionalmente duas vezes mais negros do que brancos no Brasil. Enquanto o número de vítimas brancas caiu de 18.852 para 14.308 entre os anos de 2002 e 2007, o de negros cresceu de 26.915 para 30.193.
“Temos um personagem das vítimas que coincide no Brasil com quem os vítima. Vítimas e algozes compartilham da mesma estrutura. Quem é esse nosso personagem? É um jovem entre 15 e 24 anos, provavelmente na faixa de 20 a 23 [anos], morador de periferia urbana, pobre, de baixo índice educacional, homem, e que, por motivos culturais, fúteis e banais, mata o outro”, explicou o pesquisador e sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari.
Segundo o especialista, a história de violência no Brasil é demonstrada pela matança de sua juventude e pode ser explicada por um aspecto cultural. “[A matança de jovens] não é natural porque em metade dos países do mundo a taxa é de menos de um homicídio para cada 100 mil jovens. E nós temos 50. Ou seja, é cultural. Se fosse natural teria que estar em todos os países do mundo”, afirmou.
As informações são da Agência Brasil.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Vera Mattos:" Sou membro da Delegação Brasileira.Enorme responsabilidade!"

Acabei de receber da ONU. Enfim, estarei representando nosso Brasil e sendo membro oficial da Delegação Brasileira no 12º Congresso das Nações Unidas sobre a Prevenção ao Crime e Justiça Criminal.
"Informamos que Vossa Senhoria será membro da Delegação Brasileira no referido evento. A lista completa dos membros da Delegação Brasileira será encaminhada à ONU, órgão responsável pelo credenciamento dos participantes do 12° CPCJC."
Muita luta, muito sofrimento e muita dor.
É chegada a hora de falar para as Nações Unidas o que acontece em nosso Brasil dentro da minha percepção.
Vera Mattos
http://www.veramattos.com.br
domingo, 28 de março de 2010
Brasil se prepara para sediar o 12 º Congresso da ONU contra o crime.
O Centro de Convenções da Bahia passa por uma grande reforma para sediar, entre 12 e 19 de abril, o 12 º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Penal - o maior evento do planeta nessa área, que reunirá cerca de quatro mil pessoas na capital baiana.
A estrutura montada para o Congresso inclui um vasto material publicitário, todos os informativos sobre as avaliações nos dias nove e fazer um encontro para o sistema logístico de apoio aos participantes, além da contratação de profissionais no atendimento e orientações sobre Redes Hoteleiras.
Os preparativos vem sendo realizados desde abril do ano passado, quando foi confirmado o nome do Brasil para sediar o Congresso, durante a 18 ª Sessão da Comissão das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Penal ( "A Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Penal), em Viena, Áustria.
O Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, exibiu um vídeo institucional com imagens das atuações do Brasil e do Ministério da Justiça não combate ao crime organizado - avanços importantes e de destaque mundial. O vídeo foi assistido por Representantes de 110 Países.
Os temas que Deverão ser tratados durante o Congresso em Salvador também foram debatidos em visitas do secretário uma alguns Países, como o Canadá ea Costa Rica. Em Montreal, Romeu Tuma Júnior se reuniu com o ministro da Segurança Pública, Peter Van Loan, que se interessou pelas tecnologias de mapeamento da População Carcerária através do Sistema Integrado de Informação Penitenciária (InfoPen).
Tuma Júnior aproveitou para Detalhar iniciativas do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) em andamento na área prisional, como uma construção de Penitenciárias especiais para jovens entre 18 e 24 anos. O assunto já faz parte da agenda do 12 ˚ Congresso das Nações Unidas (ONU) sobre a Prevenção do Crime e Justiça Penal.
Na Costa Rica, O secretário Participou junto aos Governos da América Latina e Caribe de discussões sobre as Necessidades regionais para uma Implementação de Políticas Públicas mais Eficientes Contra a Violência ea Criminalidade, especialmente quando rompem fronteiras.
O tema é antigo, mas assumir um aspecto inovador Assustadoramente em decorrência da globalização, com atuações cada vez mais ousadas de quadrilhas No âmbito transnacional, em áreas como lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas e de drogas.
Igualmente São temas que constarão da agenda do 12 º Congresso, para uma consolidação de medidas mais Eficazes e modernas, mais adaptadas ao século XXI. Para o secretário, é importante identificar o que está eo que não está funcionando nenhum universo de normas e recomendações existentes.
"As fronteiras físicas Não podem servir de Trincheiras para uma impunidade. Ao contrário, Devem ser instrumento de Integração entre os cidadãos ".
Segundo Tuma Júnior, como vem enfatizando sempre em entrevistas e eventos sobre o combate ao crime transnacional ", é imprescindível o estrangulamento das atividades financeiras das Organizações Criminosas, por meio do rastreamento, bloqueio e confisco de bens".
12 º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção do Crime e Justiça Penal acontecerá em Salvador.

Sobre o Congresso
12 º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção do Crime e Justiça Penal
Nações congressos Unidade de Prevenção do Crime e Justiça Penal (CPCJC), são realizadas a cada cinco anos, com o objetivo de discutir os desafios dos países que compõem a face da ONU. Seus resultados têm impacto direto sobre as políticas nacionais e internacionais, principalmente no tocante à prevenção da criminalidade e do crime organizado desafia, e segurança pública está em causa. Essas reuniões têm servido como catalisador para os trabalhos desenvolvidos na área da justiça penal, e têm gerado um crescente interesse sobre este assunto ao longo do ano.
Enquanto que no primeiro Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção do Delito e Tratamento Offender nomenclatura (ex-CPCJC atual), 61 (sessenta e um) países e territórios que participaram, o décimo segundo CPCJC contou com a presença de cerca de 2.000 (duas mil) pessoas. Naquela época, pela primeira vez, um evento de um segmento de alto nível foi incluído, contando com a presença de altas autoridades - Chefes de Estado e de Governo, Chanceleres e Ministros de Estado.
América do Sul já realizou dois congressos: um na Venezuela em 1980 e outra em Cuba, em 1990. Ambos os Congressos visava o mesmo objectivo, promover, em nível global, os debates sobre as políticas de prevenção da criminalidade e mais eficiente sistema de medidas legais.
O 12 º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção do Crime e Justiça Penal será realizado no Brasil, em Salvador (BA), a partir de abril 12-19, 2010 e cujo tema será: "Wide Estratégias para Desafios Globais: Sistemas de Prevenção do Crime e Justiça Penal e sua evolução em um mundo em transformação ". A agenda preliminar abordará temas como: Infância, Juventude e Criminalidade; contrabando de migrantes, tráfico humano, lavagem de dinheiro e crimes informáticos.
O 12 º Congresso reunirá representantes dos representantes dos países membros da ONU, responsável pelas políticas públicas nas áreas de prevenção da criminalidade e da justiça criminal, além de especialistas, parlamentares, acadêmicos e representantes da população civil. Haverá profundas discussões e propostas de acção em três eixos principais:
Para estabilizar o sistema de justiça criminal como um pilar central do Estado;
Para identificar as principais finalidades do sistema de justiça criminal;
Para enfatizar a necessidade de uma abordagem holística, a fim de reformar o sistema de justiça penal e reforçar a sua capacidade de lidar com o crime.
Quatro eventos regionais preparatórios foram realizados em diferentes partes do mundo: América Latina e Caribe, Ásia-Pacífico e Ásia Ocidental e África, a fim de promover discussões regionais sobre os assuntos a serem tratados no 12 º Congresso. Após a definição dos cargos nas reuniões regionais, os participantes terão abordagem de problemas e questões, e também compartilhar experiências bem-sucedidas e abordagens para essas questões.
Estima-se que o número de participantes será superior a 4.000 pessoas, entre congressistas, fiéis e convidados. Conforme o artigo 2 do Acordo Quadro, o Congresso será aberto para representantes ou observadores dos Estados membros da ONU, os membros associados das Comissões Regionais das Nações Unidas, organizações da Assembléia Geral convidou, agências especializadas da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) , inter-governamentais e organizações não-governamentais, especialistas em prevenção da criminalidade e da justiça penal, os oficiais do Secretariado da ONU, entre outros das Nações Unidas e gests governo brasileiro, para participar.
Durante o evento os participantes vão aprovar uma declaração recomendações baseadas em deliberações assinado no Congresso. O documento será apresentado à Comissão para a Prevenção do Crime UNODC e da justiça penal, na sua sessão de 19 em 2010.
O Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção do Crime e Justiça Penal tem lugar desde 1955, em diferentes partes do mundo e contribui para a formulação de políticas nacionais e internacionais, discutindo idéias e novas abordagens para situações relacionadas com uma das instituições mais importantes do Contemporâneo Estados: o sistema de justiça criminal.
Criança morta em campo de concentração nazista tem 5 mil "amigos" no Facebook .

Varsóvia, 27 mar (EFE).- Henio Zytomirski, um menino judeu assassinado na Polônia pelos nazistas há 70 anos no campo de concentração de Majdanek, sorri em uma velha foto no Facebook, e o seu perfil, criado para lembrar o Holocausto, já conta com quase cinco mil "amigos".
Com calças curtas e sapatinhos brancos, o menino congelado no tempo recebe mensagens que se acumulam em seu mural. Os internautas comentam as fotografias de Henio, que nasceu na cidade polonesa de Lublin em 1933, onde viveu até a invasão alemã.
Veja o perfil de Henio no Facebook
"Não temos medo de receber críticas por criar um perfil de um menino assassinado durante a guerra. Não achamos que isso seja um abuso", declarou à Agencia Efe o autor da página, Piotr Brozek, estudante de história e membro da associação cultural da Província de Lublin "Porta de Grodzka".
"Não pretendemos utilizar a história de Henio para o nosso próprio benefício, mas queremos aproximar essa história e o drama do Holocausto dos jovens que hoje usam as novas tecnologias e as redes sociais", diz Brozek.
A ideia nasceu no verão passado, quando a prima de Henio, Neta Zytomirski, que mora hoje em Israel, entregou um pacote de fotografias velhas aos membros do "Porta de Grodzka", um coletivo que luta contra o racismo e busca manter viva a lembrança do Holocausto através da arte.
"Infelizmente não podemos contar seis milhões de histórias (o número de vítimas do Holocausto na Europa), portanto escolhemos a de Henio porque tínhamos essas fotos, embora sua história seja muito comovente", afirma o autor do perfil.
A ideia foi um sucesso e os comentários se amontoam no perfil de Henio Zytomirski. São 35 fotografias em preto e branco que percorrem a curta vida do menino - nos braços de seu pai Moisés, durante a celebração do seu segundo aniversário, os jogos nas ruas de Lublin...-, até a última imagem, em que se acredita que ele estivesse com sete anos.
"Tenho sete anos, tenho papai e mamãe, e tenho meu lugar favorito. Nem todos têm papai e mamãe, mas todos têm um lugar favorito. Hoje decidi que ficarei para sempre em Lublin, em meu lugar favorito, com meu papai e minha mamãe", diz a apresentação de Henio no Facebook.
Para o jovem historiador e "pai" de menino na Rede, "contar a história em primeira pessoa serve para envolver mais as pessoas, que assim se sentem mais próximas aos eventos".
Uma história que terminou no campo de concentração nazista de Majdanek, nos arredores de Lublin, leste da Polônia, onde foram parar a grande maioria dos judeus poloneses da região, incluindo Henio e sua família, onde esta criança perdeu a vida nas câmaras de gás, possivelmente em 1942.
"Por enquanto Henio tem quase cinco mil amigos, o limite máximo de amigos que se podem ter no Facebook - explica o autor -, portanto temos que claro que faremos algo mais na internet".
Esta espécie de museu virtual em que se transformou o perfil de Henio atrai cada vez mais curiosos que querem conhecer a história de uma criança transformada no símbolo da destruição da comunidade judaica de Lublin. Antes da Segunda Guerra Mundial 40% da população da cidade era formada por judeus.
Campos de concentração como os de Majdanek, onde foram assassinadas cerca de 80 mil pessoas, acabaram para sempre com aquela Lublin em que Henio sorri agora graças ao milagre atemporal do Facebook. EFE
sexta-feira, 26 de março de 2010
O convênio assinado entre a Fundação Jaqueira e as Voluntárias Sociais está mais forte.Sadoc indica a Comunidade Graça Solidária.
É padre, é fiel aos ensinamentos da Igreja.
Ao completar 94 anos tem dentro dele a permanente iluminação do Esírito Santo.
Sábio, carismático. Está para a Bahia como outros grandes ícones religiosos que fazem a história.
Esta semana em que o presente deve ser dele, ele começa a distribuir mais um.
Desta feita,criou a parceria entre a Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos e a Comunidade Graça Solidária.
Foi com enorme felicidade que celebramos a parceria entre amigos da Graça, com cânticos, orações e flores. E para dar inicio a esta parceria, a Fundação Jaqueira já realizou a entrega de quatro mil pratos de sopa a Comunidade Graça Solidária.
O convênio assinado entre a Fundação Jaqueira e as Voluntárias Sociais está mais forte.
Comentei com Hortência e Flávio sobre as razões de Sadoc indicar a Graça Solidária. É uma comunidade atuante, vibrante e em permanente oração.
Na vida é importante também saber receber e distribuir. Graças a Sadoc mais cinco instituições carentes estão sendo beneficiadas.
A Bahia e o Brasil precisariam de muitos Gaspar Sadoc para reduzir a desigualdade e a injustiça social.Ele evangeliza na prática e sua vida é puro ensinamento. Conviver com ele é absolutamente fascinante. Sua lucidez, seus conselhos, suas atitudes.
A Fundação Jaqueira tem realizado homenagens constantes. E continuará buscando os seus conselhos, a sua orientação.
Obrigada por existir com o jeito Sadoc de ser.
Vera Mattos
Presidente da Fundação Jaqueira
http://www.fundacaojaqueira.org.br
PCdoB-BA debate organização partidária.
“Este encontro será o primeiro de uma série de atividades regionais, onde serão repassadas as estratégias do partido para conquistar o nosso objetivo que é eleger três deputados federais, aumentar a bancada de estaduais, reeleger o governador Jaques Wagner e eleger Dilma Roussef como presidente do Brasil. Para isso, precisamos mobilizar as nossas bases em todos os municípios em que o PCdoB está presente”, explica o secretário estadual de Organização, Davidson Magalhães.
De acordo com Magalhães, a expectativa é reunir presidentes e secretários de Organização de pelo menos dois terços dos comitês municipais do estado da Bahia, além de pré-candidatos à Assembléia Legislativa e parlamentares. “Esta será também uma grande oportunidade para discutir os mecanismos para mobilizar a militância, passar diretrizes e unificar as ações para legalizar todos os comitês municipais. Assim garantiremos que teremos fiscais em todos os 370 municípios em que estamos presentes”, reforça.
De Salvador,
Eliane Costa
quinta-feira, 25 de março de 2010
Deputado Javier Alfaya propõe licença maternidade para 6 meses.
O benefício também será concedido quando se tratar de adoção de menor de até sete anos de idade, ou quando a adoção ocorrer judicialmente. O projeto atende aos servidores da administração pública direta, indireta, autárquica, fundacional, empresas públicas e sociedades de economia mista, inclusive aos militares.
Para justificar o projeto, o vice-líder do governo chama a atenção dos parlamentares e da sociedade para o fato ao citar o Estatuto da Criança e do Adolescente, que dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente e fala da necessidade do poder público oferecer condições adequadas ao aleitamento materno e ao pleno desenvolvimento físico, mental e emocional da criança. E relembra que a licença maternidade de 6 meses já é Lei e “realidade em diversos município e estados, como Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Alagoas”.
Além disso, diz Javier, a Organização Mundial da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância/ UNICEF recomendam que todo recém nascido deve receber como alimento, única e exclusivamente, o leite materno, o que fica garantido com a licença de 180 dias, como já determina o governo federal.
O deputado recorre ainda à Sociedade Brasileira de Pediatria/SBP, que em seus estudos indica que grande parte das mães abandona a amamentação devido à necessidade de retornar ao trabalho, após o término da licença-maternidade usual, de quatro meses. Ainda de acordo com diagnóstico da SBP, o aleitamento materno nos seis primeiros meses de vida da criança é essencial, pois reduz em 17 vezes as chances dela contrair pneumonia, em 5,4 a anemia e em 2,5 a diarréia.
Como medida auxiliar e para buscar uma maior agilidade na implementação da licença maternidade de 6 meses na Bahia, Javier encaminhou uma Indicação ao Governo da Bahia, propondo que o mesmo envie uma legislação semelhante a Assembléia Legislativa, o que facilitaria uma aprovação mais rápida do benefício.
Modelo assistencial em saúde mental implementado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) recebe críticas severas de psiquiatras.
Sistema Único de Saúde (SUS) foi alvo de fortes críticas durante o I
Fórum Câmara Técnica de Psiquiatria Integração CFM x CRMs, realizado
nesta quarta-feira (17), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), na
sede da entidade, em Brasília.
Durante a reunião, os participantes
questionaram as políticas públicas de assistência em Psiquiatria,
adotadas pelo Ministério da Saúde. No entendimento do grupo, as
medidas em prática comprometem a atenção à saúde mental, porque criam
obstáculos ao bom diagnóstico e ao tratamento de pacientes com
transtornos mentais.
As conclusões serão incorporadas ao relatório que será
apresentado e discutido pelo plenário do CFM. “O encontro foi
relevante e pertinente dentro de nosso propósito de avaliar e
colaborar com a formulação de políticas públicas na área de saúde. Os
conselhos de Medicina são atores importantes neste contexto e têm
muito com o que contribuir”, ressaltou o conselheiro Emmanuel Fortes,
3º vice-presidente do Conselho e coordenador da Câmara Técnica.
O Fórum foi organizado pela Câmara Técnica de Psiquiatria do
Conselho Federal de Medicina e contou com representantes de conselhos
regionais de Medicina e de outras entidades que acompanham de perto o
tema. Para os participantes do encontro, os problemas da assistência
em Psiquiatria são inúmeros e acontecem em diferentes níveis da
assistência.
Pontos frágeis
Entre outros pontos, eles reclamam da baixa
proporção de serviços especializados em comparação com o tamanho da
população e também da estigmatização do trabalho do psiquiatra. De
acordo com o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP),
João Alberto Carvalho, na formulação da política de saúde mental do
Ministério da Saúde, “prescindiu-se da posição técnica do médico e
tentam uma ferramenta onde nem sempre a assistência médica está
garantida, o que leva os psiquiatras a serem estigmatizados”,
declarou.
As críticas atingem a política de desospitalização implementada
pelo Ministério da Saúde, após a aprovação do projeto de lei da
Reforma Psiquiátrica, em 2001. Para os participantes do Fórum, esta
política, na prática, não se preocupou em oferecer, ao cidadão, reais
alternativas de tratamento nos casos onde a internação aparece como
uma etapa incontornável no tratamento dos problemas diagnosticados.
Além da dificuldade de acesso à internação, a redução no número
de leitos psiquiátricos tem contribuído para sobrecarregar a rede
hospitalar, sobretudo nos municípios do interior e mesmo em algumas
capitais. É o caso de Teresina (PI), onde a falta de serviços capazes
de acolher e tratar casos de internação em cidades pequenas do Estado
obriga a capital piauiense a assumir a responsabilidade de acolhê-los,
muitas vezes sem sucesso. “A quantidade de doentes mentais nas ruas é
um indicativo da desassistência”, ressaltou João Alberto Carvalho,
presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
Essa realidade foi confirmada por Carlos Francisco Almeida de
Oliveira, integrante da Câmara Técnica de Psiquiatria do CRM do Piauí.
“Nós estamos assistindo, em nossa cidade, o acúmulo de pacientes com
transtornos psiquiátricos nas praças. Sobretudo, no caso dos
dependentes químicos. Eles levam colchões, se instalam onde podem, e
ficam a mercê de qualquer tipo de violência”.
Dependência química - *A falta de atenção adequada aos usuários
de álcool e outras drogas também foi ressaltada pelos participantes do
Fórum, realizado no CFM, como um problema grave no âmbito da atenção
psiquiátrica no país. De acordo com o integrante da Câmara Técnica e
representante do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp),
Ronaldo Ramos Laranjeira, a crítica se dirige aos Centros de Atenção
Psicossocial especializados no acompanhamento de pacientes com
dependência química, conhecidos como CAPs-ad.
O número de unidades em funcionamento não é suficiente para
atender a demanda crescente na população, afirmam os participantes do
encontro. Além disso, eles apontam a falta de leitos de internação
preparados para receber estes casos. A preocupação cresce ainda mais
com o fenômeno do crack, droga barata e que tem ampliado muito seu
número de usuários em vários estados, transformando-se num problema de
saúde pública. Para Emmanuel Fortes, o tema merece uma profunda
reflexão, pois a “política antidrogas não combate, mas estimula o
consumo”.
Autonomia do paciente - O Fórum também discutiu as diretrizes
para um modelo de assistência integral em saúde mental no Brasil, que
incluem, entre outros pontos, a elaboração de campanhas para reduzir o
estigma dos portadores de transtornos mentais, além do processo de
formação médica - desde a graduação até a residência médica em
Psiquiatria.
Um assunto polêmico discutido foi a autonomia do portador de
transtornos mentais. “O paciente que tem condições de decidir sobre o
tratamento, pode não ter condições de decidir sobre a sua vida civil,
mas tem capacidade de conhecer o próprio corpo e a gravidade do caso
dele. Nesse
caso, deve ser respeitada a vontade do paciente”, assinalou o
promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e
Territórios, Diaulas Ribeiro, um dos conferencistas convidados.
No Fórum, os participantes apresentaram várias sugestões, como a
criação de uma comissão de implantação das diretrizes em Psiquiatria e
outra de revisão dessas diretrizes. As deliberações serão discutidas
pelo CFM, em Sessão Plenária. Também foram palestrantes no encontro o
presidente do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego),
Salomão Rodrigues Filho; vice-presidente do CRM-MS, Juberty Antonio de
Souza; o conselheiro do CRM-PA, Benedito Paulo Bezerra; o promotor de
Justiça aposentado, José Geraldo Vernet Taborda; o conselheiro do
CRM-MT e conselheiro federal suplente, Alberto Carvalho de Almeida; o
integrante da Câmara Técnica de Psiquiatria e Saúde Mental do CREMERJ,
João Romildo Bueno; o coordenador da Câmara fluminense, Paulo César
Geraldes; e o membro do conselho consultivo e ex-presidente da ABP,
Josimar Mata de Farias França.
Associação Psiquiátrica da Bahia
Gestão 2006-2008
quarta-feira, 24 de março de 2010
Violência contra idoso terá notificação obrigatória pelos serviços de saúde.
A proposta altera o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) para incluir os serviços de saúde na lista de entidades que devem informar à autoridade sanitária qualquer ação que cause morte, dano, sofrimento físico ou psicológico a um idoso. Ao apresentar parecer favorável, com emenda de redação, ao PLC 298/09, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) ressaltou a intenção do projeto de responsabilizar a omissão ou maus tratos aos idosos, lamentando que muitos desses casos de violência ocorram dentro do ambiente familiar.
Aposentados
Ao discutir a matéria, o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) classificou como violência maior ao idoso a resistência do governo em viabilizar a aprovação, na Câmara dos Deputados, de projetos que beneficiam os aposentados.
- Minha pregação aos parlamentares que têm compromisso com os aposentados e os idosos é que adiram ao movimento de parar o Senado enquanto o governo não determinar à sua base aliada na Câmara que vote esses projetos - declarou.
Após assinalar a "sensibilidade social" contida no PLC 298/09, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) endossou a proposta de Mesquita Júnior, assim como o fez o senador Mão Santa (PSC-PI). Para o parlamentar pelo Piauí, "ficou muito mal para o Congresso" o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), descumprir o compromisso público de acelerar a votação de projetos de interesse dos aposentados já aprovados pelo Senado.
Simone Franco/Laura Fonseca / Agência Senado
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terça-feira, 23 de março de 2010
Deputado Álvaro Gomes fala sobre o combate a violência contra a mulher.
ANA BRUNI:" O BRASIL NÃO RESPEITA AS CONVENÇÕES ASSINADAS PELA ERRADICAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER"

Vera Mattos :QUAL A CONDIÇÃO DA MULHER HOJE EM DIA?
Ana Bruni: Desamparada. Abandonada. Discriminada. Humilhada.Desprotegida. O Brasil não respeita as Convenções assinadas pela erradicação da Violência contra a mulher. Toma medidas paliativas, mas não com o vigor e seriedade que temos direito. A mídia não favorece as situações femininas, continuam nos discriminando em nossa posição social e impondo a massa a mulher objeto sexual ou a mulher sofrida. Não nos respeitam como cidadãs,. Como podemos respeitar os poderes? Não somos , nem queremos a tarja de vítimas. Somo"As mulheres não querem lutar, querem viver! Querem que lutemos pelos direitos que temos direito em nossa Cosntituição. Não é aceitável se falar Violência Doméstica ! Temos de acusar os que afligem a Mulher! O homem, este é o agressor!" s Mulheres! Não queremos proteção, exigimos nossos direitos!
Vera Mattos: COMO VC SE SENTE NA CONDIÇÃO DE PESSOA AMEAÇADA?
Ana Bruni:Indignada pelo silêncio da sociedade! Esta é a ameaça maior! Que tudo pelo qual passamos continue por outros séculos! Muitas já caíram, tropeçamos atualmente na poeira delas e para que? Para alcançarmos em 2007 estatísticas de mais mortes? Para acontecer o caso (mais atual) no Pará? A violência pode ser física,porém a moral a psicológica é irreparável. Assim nos matam em vida. O que falta fazerem conosco? O Brasil tem de por um fim na violência! A chamem de Praga, pois é exterminadora.
Vera Mattos: VOCÊ ACREDITA QUE OS ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS PRESTAM SERVIÇOS A CAUSA DA MULHER?
Ana Bruni: Falando exclusivamente sobre a Violência: Não nos interessa saber se conseguiram resolver assuntos de 100 ou 500 mulheres. As outras milhares em nosso país como ficam? Como sobrevivem ? Existe por acaso um grupo que pode ter apoio e outro não? Uma cidade ou capital em especial que as mulheres podem ter mais ajuda? E noutras pequenas comunidades como ficam as mulheres? Estes órgãos têm o poder, tem recursos e muitos! Que não nos constrinjam a viver em guetos.Quando apelarmos a eles que venham em nosso socorro, que enviem pessoas que possam nos proteger e orientar.
Vera Mattos: O QUE É PIOR: A VIOLÊNCIA FAMILIAR OU O DESCASO DAS AUTORIDADES?
Ana Bruni: A violência familiar existe por causa do descaso das autoridades. Sabem os que nos atingem, que mesmo com a Lei 11.340 serão protegidos por seus advogados e serão agraciados com a morosidade da justiça ( entrega de intimações, etc. ). Sabem aqueles que mesmo e quando condenados pela lei que voltarão a ameaçar suas vítimas, como de fato acontece.O rigor, a voz da autoridade não existe! È visível, audível o que estes com o poder transmitem para os agressores. Se sente a cumplicidade, é transmitido o sentimento de impunidade. As testemunhas são coagidas, intimidadas. Quando em desespero manifestamos nosso medo em ser mortas dizem: “Se a senhora morrer caçaremos os culpados!” Quando não estamos de acordo com suas atitudes, nos ameaçam de prisão por desacato. Prevenção não existe. As famosas 48horas para as medidas preventivas não existem! O medo, o desamparo existe, é real. Entre a opção de duas violências,familiar ou autoridades: Não existe o pior! Sua vida como mulher é destruída e ameaçada , seus princípios e bases éticas como cidadã despedaçados. Nada sobra nestas opções.
Vera Mattos: ESTÁ SOB AMEAÇA DE MORTE?
Ana Bruni: Denúncias a integrantes da Polícia Militar , Civil, Órgãos de Segurança e Justiça nunca colheram bons resultados para os que se atreveram a fazê-las. O resultado do Cala Boca Brasileiros está em nossa mídia . São juízes, advogados, policiais que agem protegidos por seus mantos e emblemas e mancham com sangue e muito sofrimento os juramentos daqueles honrados e íntegros que fazem parte destes órgãos de Segurança e da Justiça. Existem valorosos e íntegros que combatem pela paz, não violência e pela justiça , mas não podem fazer milagres, não tem condição de irem contra o sistema a qual pertencem são pessoas que tem família, parcos ganhos, não são tão heróicos e destemidos que permaneçam do lado da vítima contra o corporativismo. Ameaças de prisão, de internação em sanatórios sim. Apelido de um dos que denuncio : Matador Caso algo me aconteça, será de origem particular ou policial? Não me protegeram, me difamaram, usaram de abuso e prevaricação, fui agredida, se isto não são ameaças veladas não sei o que são? Morte ? Já mataram a antiga mulher, esta não ressuscitará jamais. Seu sangue se transformou em lágrimas da mulher atual. Como me disse uma desembargadora de outro estado; Lemento Ana Nem sei o que te dizer!
Vera Mattos:QUAL A SOLUÇÃO PARA SEU CASO? O QUE ESPERA QUE ACONTEÇA?
Ana Bruni: Em relação às autoridades da Policia Civil e Militar , investigação profunda e que se desculpem comigo oficialmente pelas atitudes , descaso e violência com a qual fui tratada . Assim solicitei inicialmente em maio de 2006 a autoridade máxima da Policia Militar de Ilhéus. Recebi desculpas verbais, quando solicitei em ofício se calaram, como calados estão até hoje. Desejo que a sociedade retome a credibilidade nestes Órgãos. O povo não pode ter medo de denunciar. Policia e Justiça tem o dever de nos acolher, proteger e nos orientar. Desejo que estes da policia e da justiça sintam que temos confiança na ética e integridade deles. Que país é este onde o povo tem se defender de criminosos e dos que deveriam te proteger deles?
Vera Mattos: NESTA SEMANA DE ATIVISMO VOCÊ TEM ESPERANÇAS DE QUE ALGO POSSO ALTERAR A SITUAÇÃO EM QUE SE ENCONTRA ?
Ana Bruni: A situação na qual me encontro, é a mesma situação que se encontram centenas de mulheres. Utopia pensar que meu caso teria alguma alteração, enquanto no Pará acontecem desmandos verbalizados na mídia, com aval de mulheres no poder e com a cumplicidade do silêncio da comunidade. Tenho esperanças sim, que pelo menos estas mulheres que tem o poder e aquelas que comparecem a tantos Congressos, Fóruns e Seminários se unam não só pela voz, mas pelos seus atos em sociedade, que mostrem a cara, que se desculpem pelas suas omissões, que criem realmente um canal aberto, um histórico das muitas que aflitas buscam por socorro. O 180 atualmente está melhor, no ano passado era um desastre. A mulher tem de ser reconhecida não como uma estatística , mas na sua individualidade. Não somos todas Anas, ou Marias, existem Veras, Tanias, Lucias, Teresas, Lauras. Temos nomes e cada qual sua história. Não temos tempo para conversa fiada, pra burocracia. Não temos recursos. Muita tem filhos, precisam sobreviver, se protegerem e aos seus. Humanidade precisamos. Solidariedade necessitamos. Uma que cai, que morre, que se suicida, que perde a razão,que vive por anos em depressão é mais uma ferida , uma chaga em nossa pretensa Constituição, aos Direitos Humanos. Nenhuma pode cair, todas nós unidas devemos sustentá-la e acompanha-la em sua caminhada.!
Vera Mattos: QUE ORIENTAÇÃO VOCÊ PODE DAR A UMA MULHER PARA QUE SUA HISTORIA NÃO VENHA A SE REPETIR?
Ana Bruni: Não conte com ninguém , nem familiares, nem amigos, nem testemunhas. Conte com você e Deus. Procure um advogado , vá junto com ele fazer, em caso de violência física, o exame no IML e depois sempre acompanhada vá a Delegacia, DEAM, prestar a ocorrência policial, o famoso BO. Enquanto as Delegacias não mudarem sua postura em nossa relação, que as mulheres gravem seus depoimentos, como te atenderam, como te trataram. Façam cópias de toda documentação e provas entregues. Sempre acompanhada de advogado procure o MP imediatamente, nem espere as famosas 48 horas. Em muito menos tempo poderão estar mortas, difamadas, acuadas. Caso não te atendam, entregue um ofício relatando a urgência e perigo da situação Resumindo: Mulher se proteja de todas as maneiras. Não confie, não espere ajuda, use de todas as armas para que tenha segurança. Muitas vezes fazem você de BO-BA com a sua BO Trágico mas é a realidade.
Estou repetindo a entrevista. De lá para cá nada mudou. Mais mulheres foram brutalmente prejudicadas. Outras assassinadas. Cargos públicos são criados em nome das questões de gênero. A Lei Maria da Penha não é aplicada como deveria. Tudo se arrasta no judiciário. A polícia até pode agir mas falta apoio do judiciário. Os homens continuam maltratando suas mulheres, as mulheres buscam abrigo, deixam a casa.
É justo???!!!
Postado por Vera Mattos às Quarta-feira, Janeiro 23, 2008
IV Conferência Nacional da Saúde Mental.Quem confere a Conferência?
"Em novembro de 2009, de forma açodada foi convocada a IV Conferência Nacional da Saúde Mental.
O governo LULA demonstrou apreço aos integrantes da "Marcha dos Usuários" - realizada à época - porém se /esquecau/ de auscultar opiniões dos Profissionais da Saúde Mental, dos Gestores e dos diversos atores da cena em questão.
Em 15 de Janeiro último, uma "Comisão Organizadora", auto intitulada "provisória" constituída arbitrariamente pela Coordenação Nacional da Saúde Mental, divulgou o "calendário" a ser seguido: "março e abril; Conferências Municipais", "Maio, Estaduais", "Junho, a nacional".
Interessante notar que o Coordenador Nacional da Saúde Mental, o Dr. Pedro Delgado ocupa essa distinta posição desde o primeiro governo FHC: se não me falha a memória _ninguém_ antes "na história desse País", se manteve num mesmo cargo de confiança. Talvez D. Pedro...
Bem, o fato é que ninguém sabe quais são os critérios para a escolha dos Delegados para as Conferências.
Publicou-se no site do Ministério da Saúde a divisão "paritária" (www.saude.gov.br).
Mas quem escolhe os Delegados?
Fala-se à boca pequena que um critério é certo: "Quem é da Coordenação" - Municipal, Estadual e Nacional - é Delegado "nato". Voltamos ao tempo das Capitanias.
Viva D. Pedro Delgado!!!
E aqui em Salvador? "Democraticamente" a Coordenação da Saúde Mental se cala.
Retirando sangue das pedras soube-se que será em abril a Conferência.
Mas, cabem as perguntas:
_ Quem está escolhendo os Delegados que dirão o que é prioridade e o que não é? Os Delegados que indicarão Moções de Elogio ou Repúdio?
_ Quem confere a Conferência?
"Pense num absurdo", temos Jurisprudência.
Com a palavra a Coordenadora Municipal da Saúde Mental - desde os tempos de Imbassahy (!) - Dra. Célia Rocha."
segunda-feira, 22 de março de 2010
Jefferson Beltrão agora comanda a CBN Salvador.

Jefferson Beltrão comanda o principal programa local da CBN.
A rádio CBN (Central Brasileira de Notícias) passa a ser transmitida em Salvador, Região Metropolitana e algumas cidades do Recôncavo na sintonia 100,7 FM. Um bom sinal para os baianos, que vão ter acesso às melhores notícias do Brasil e do mundo, além de uma cobertura especial do que acontece no Estado.
Jefferson Beltrão, que deixa a Globo FM depois de 20 anos, passa a comandar o principal programa local da rádio, o CBN Salvador. “Essa é a nossa principal vitrine, onde vamos acompanhar os acontecimentos do dia a dia, prestar serviços à comunidade e fazer entrevistas, bem no perfil da CBN nacional”, explica o âncora e editor-chefe. O programa vai ao ar de segunda a sexta, das 9h às 11h30, e aos sábados das 10h às 11h30.
No fim de semana, a apresentação fica por conta de Paulo Cezar Gomes, que também é o responsável pelo CBN Salvador Esporte, de segunda a sábado, das 11h30 às 12h.
Com uma programação jornalística que vai ao ar das 6h à 0h, a CBN divulga também, a cada 15 minutos, boletins com as últimas notícias, intercalados por colunas e quadros que têm a participação de especialistas de diversas áreas. Diariamente, os ouvinte poderão conferir análises da nutricionista Ana Leiro, no Alimentação Saudável; dicas de Jony Torres na Agenda Cultural; conselhos motivacionais na coluna de Tássia Catarina, Dias Melhores; e acompanhar o esporte no Bate Bola, com Jorge Alan. Três vezes por semana, também serão apresentadas as colunas Política, com Emmerson José; HB Música, com Hagamenon Brito; e Comunicação nas Organizações, com Cláudio Cardoso.
“A variedade de programas e quadros com a participação de profissionais qualificados torna o nosso produto ainda mais agradável. A CBN se pauta pela seriedade, mas não é caretona”, diz Jefferson. Há 19 anos no mercado, a rádio CBN é uma emissora consagrada nacionalmente pela credibilidade e isenção da notícia. Ela está presente em 30 cidades no Brasil.
Campanha Páscoa sem fome. Iniciativa da Fundação Jaqueira.
Reservamos um curso de qualidade que você poderá realizar:Cuidadores de Idosos.
Inscreva-se já! Poucas vagas.
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Vá até a Rua da Flórida 85 sala 1 Graça.Exclusivamente pela manhã.Tel:3016 1185 e 3011 1188.
Entrada ao lado da HSBC.
Curso de 05 a 09 de abril de 2010.
De 8h às 12h.
Local do Curso: Paróquia da Vitória.
Você também poderá fazer sua inscrição na Paróquia da Vitória,na Secretaria e em horário comercial.
sábado, 20 de março de 2010
IN MEMORIAN: MARIA LÚCIA JAQUEIRA DE MATTOS.

Sete anos de Saudades!
Optou pelos analfabetos para alfabetizá-los. Optou pelos esfomeados para alimentá-los. Optou pelos doentes para tratá-los.
As missas in memorian para Maria Lúcia Jaqueira de Mattos serão celebradas na Igreja de Nossa Senhora da Piedade. Estão previstas duas missas amanhã, 21 de março de 2010, nos horários das 11 horas e das 18 horas.
Vamos celebrar a saudade que sentimos desta mulher generosa, amiga dos humildes, cuja porta sempre esteve aberta para o acolhimento aos humildes.
Desbravadora, inovadora, corajosa, frágil e forte. Segurança, seriedade, honestidade.
Exigia muito de todos os seus colaboradores e alunos.
Poderia ter sido apenas mais uma senhora da sociedade baiana.Mas optou pelos pobres, pelos desvalidos.
Optou pelos analfabetos para alfabetizá-los. Optou pelos esfomeados para alimentá-los. Optou pelos doentes para tratá-los.
Nascida em família tradicional, contou com o apoio inestimável das tias Sidrônia Jaqueira, Etelvina Jaqueira Pimenta e Esther Jaqueira Gírio.Dos seus pais Maria da Luz Jaqueira de Mattos e Heráclio Ermelin de Mattos.
Dedicou a juventude a região de Jequié, Bahia. Todos os muncipios vizinhos de alguma forma viveram o impacto que a jovem da Capital levava para o interior. Em Jequié temos conhecimento da existencia da Escola Municipal Maria Lúcia Jaqueira.
Casou-se com Abdon Barretto e com ele teve 3 filhos: o economista Abdon Barretto Filho, o advogado Oyama de Mattos Jaqueira Barretto e a atual presidente da Fundação Jaqueira, jornalista e psicanalista Vera Mattos.Tem vários netos e queremos destacar a neta Andréa Lúcia Jaqueira Ermelin de Matos Vieira que desde os 16 anos já se dedica as causas sociais.
Um vida dedicada ao amor, ao serviço, ao próximo.
A Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos celebra com enorme saudade este momento.
Agradecemos todas as mensagens de lembranças e saudades.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Cinco cidades brasileiras estão entre as 20 mais desiguais do mundo.
O Rio de Janeiro, na 28ª posição, e São Paulo, na 39ª, também são cidades consideradas com alto índice de desigualdade, de acordo com o relatório da ONU. Nove municípios na África do Sul lideram o ranking. As capitais da Nigéria, Etiópia, Colômbia, Quênia e Lesoto também estão entre as mais desiguais. No total, 138 cidades de 63 países em desenvolvimento foram analisadas. O relatório baseia suas conclusões no coeficiente Gini - cujos indicadores medem a concentração de renda de um país.
Na avaliação do coordenador do relatório e diretor do Centro de Estudos e Monitoramentos das Cidades do Programa da ONU para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), o mexicano Eduardo Lopez Moreno, existe vínculo direto entre desigualdade e criminalidade. Mais do que custos sociais, o abismo entre ricos e pobres também provoca prejuízos econômicos.
"Estatisticamente falando, existe sim um vínculo. É muito possível que a cidade mais desigual vai gerar muito mais fácil distúrbios e problemas sociais. As autoridades desses países vão deslocar recursos que deveriam ir para investimentos para conter esses movimentos sociais. O custo social acaba se traduzindo em custo econômico", afirmou Moreno.
Favelas
Em termos de favelização, o estudo da ONU apresenta resultados paradoxais para o Brasil. Apesar de ter sido o país que apresentou o maior número absoluto de pessoas que deixaram de viver em condições de favelização na América Latina - 10,4 milhões -, a pesquisa mostrou que o desempenho relativo ficou abaixo dos vizinhos. Enquanto as condições de moradia melhoraram para 16% da população brasileira, este índice ficou em 40,7% na Argentina, 39,7% na Colômbia, 27,6% no México e 21,9% no Peru.
As estimativas apresentadas na pesquisa são de que mais de 227 milhões de pessoas no mundo todo deixaram de viver em regiões faveladas desde o ano 2000. Isso representa uma evolução 2,2 vezes maior do que o estimado nas Metas de Desenvolvimento do Milênio, que haviam estabelecido objetivo de melhorar as condições de habitação de 100 milhões de pessoas até 2020.
"A situação melhorou em dez anos, mas infelizmente no mesmo período o aumento líquido dos pobres urbanos é de 55 milhões", disse Anna Tibaijuka, diretora-executiva do ONU-Habitat.
De acordo com a metodologia da pesquisa, deixar de viver em condição de favelização não significa necessariamente mudança de residência ou remoção de comunidade. Acesso a saneamento básico e água potável, o material utilizado nas moradias e a densidade das residências são os fatores para avaliar se uma região é ou não favelada.
Secretaria Geral de Cursos da UFBA é tão lenta que prejudica alunos.
É uma vergonha a maneira que o setor de acompanhamento de processos, primeiro andar da SGC, atende a quem vai em busca de alguma informção. Estudei e me formei na UFBA. Lamento que após tantos anos, e em plena era tecnológica existam tantos funcionários despreparados para as suas funções.
Pessoalmente, tenho ido a SGC e vejo a arrogância dos citados funcionários.
Se ficam tão insatisfeitos em suas funções porque não saem, solicitam remanejamento?
Estão causando sérios prejuízos aos alunos. Resta somente recorrer a Justiça para que um processo seja simplesmente registrado no sistema.
Pobre UFBA!
Renato Rabelo e Daniel Almeida: Convocação ato de Dilma Rousseff
Vera Mattos Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil do Fórum de Mulheres do Mercosul Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública http://www.forummulheresmercosul.blogspot.comMémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos. Membro do Estado de Paz. Visitem: http://www.veramattos.com.br http://www.fundadacaojaqueira.org.br :
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quinta-feira, 18 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
CUIDADO, GOLEIRO, MULHER NÃO É BOLA!
Ano 10, nº 07, 15/03/10
Os primeiros dias de março impõem ao receptor uma extensa pauta para homenagear a mulher. Entre vários matizes ela é lutadora, vitoriosa, vítima, doce, forte, alegre, dura, triste, igual e diferente. Muitas faces se projetam e lançam, indiretamente, a certeza de que “a mulher” não existe apesar de se ter um dia só para ela. Em vez disso é composta a imagem de uma pluralidade de personagens femininos que se movimentam em ritmos e sentidos distintos, impossibilitando a construção de uma média que não seja muito arbitrária e excessivamente abstrata e, portanto, falsa.
Em meio àquelas que evidenciam em sua trajetória de vida as possibilidades concretas de uma perspectiva libertária, emergem outras que provam do lado oposto, demonstrado, principalmente, sob forma de denúncia. Mostra-se, assim, um mundo de possibilidades que vai da emancipação à total submissão; das mulheres que se destacam pela inserção laboral em carreiras consideradas exclusivamente masculinas às que são submetidas às estratégias do tráfego de humanos para fins de prostituição em países distantes. Para as primeiras sobram autoconfiança, protagonismo, alegria, realização e, para as segundas, faltam palavras próprias, pois ficam protegidas por técnicas que distorcem imagem e voz junto ao espelho midiático, dando-se, mesmo sem pretender, a impressão de que elas se encontram muito longe, distantes da normalidade social.
Em outro ângulo são registradas mulheres realizadas na família e na profissão em contraposição com aquelas que enfrentam o problema relativo à violência doméstica ou à falta de alternativa ou de respeito no mundo do trabalho. São revisados os problemas associados às intolerâncias expressas no domínio etário, étnico, religioso e tantos outros que marcam conflitos que se consolidam dentro da fronteira da diferença de gênero.
Não obstante a configuração complexa pode-se dizer que há certos avanços que têm se estabelecido de modo mais transversal, especialmente no que concerne ao marco discursivo a propósito das temáticas femininas. Há certos planos que foram, digamos, superadas por formas discursivas mais respeitosas, especialmente quando o orador fala em público. Pois bem, apesar do relativo sucesso no que concerne a este aspecto não se pode dizer que o problema tenha sido superado no que tange à ordem do discurso. É dos primeiros dias de março um exemplo desta permanência.
Foi noticiado amplamente o pronunciamento de Bruno, goleiro do Flamengo, em entrevista concedida a jornalistas no Rio de Janeiro, a propósito do conflito entre o jogador Adriano e sua namorada. Dirigindo-se aos jornalistas o Bruno perguntou “Qual de vocês que é casado nunca brigou com a mulher? Que não discutiu, que não até saiu na mão com a mulher, né cara?”
O camisa 1 do flamengo “entrou em campo” para defender o imperador Adriano e foi com a “melhor das intenções” que abordou os jornalistas com as perguntas antes mencionadas. Pelas próprias formulações fica claro que o goleiro Bruno tinha certeza de que os seus questionamentos acertariam em cheio cabeças e corações dos repórteres os quais se renderiam ao fato de serem iguais a Adriano quanto ao quesito violência contra a mulher. Apostou, também, que após este “exame de consciência” o caso seria visto pelo lado da naturalidade, ou seja, como um comportamento típico do homem, uma ação que, de acordo com suas considerações, deve se circunscrever a cada autor, em sua privacidade. Para afirmar essa posição o goleiro recorre à máxima “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”, mesmo estando ele se metendo e se dirigindo ao grande público.
O caso cai como uma luva quando se quer mostrar que os avanços culturais, políticos e institucionais relacionados com a emancipação e o respeito à condição da mulher não se mostram suficientes quando a questão se coloca no domínio do cotidiano, no âmbito dos conflitos banais como uma briga de namorados. Neste campo resistem as práticas de dominação representadas por comportamentos e normas sentidos como naturais. E esta naturalidade está tão preservada que foi capaz de levar a um desempenho público tão desastroso como o de Bruno, que pode ser interpretado como o goleiro que marcou um gol contra a luta em favor das mulheres em pleno março de 2010.
Pisando na bola Bruno mostrou, de modo exemplar, a pertinência da luta das mulheres e a necessidade de que esta bandeira seja hasteada para além das datas comemorativas, pois nestes momentos festivos cresce a adesão em torno da causa criando-se até uma impressão de consenso, mas é no miúdo dos dias normais, nas cenas cotidianas que são registrados os desrespeitos, as agressões e a confirmação de valores que relevam aventais todos sujos de ovo e, às vezes, de sangue.
segunda-feira, 15 de março de 2010
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Casos Canabrava, Uruguai, Pero Vaz e Vitória da Conquista. Assepsia social?
Nos últimos dias nos deparamos com mais uma ação violenta, insana e letal da polícia militar baiana, para quem não sabe, estou me referindo ao lamentável episódio ocorrido na quinta feira(04/03) passada no bairro de Pero Vaz, onde tivemos 04 vítimas fatais e mais 03 pessoas que supostamente estavam relacionadas ao caso que desapareceram, apois adentrar numa viatura da PM, SEGUNDO TESTEMUNHAS.
Asssistimos meio que estarrecido aos depoimentos dos familiares das vítimas que clamam por justiça, acreditamos que fatos como esses não podem passar desapercebidos pela SOCIEDADE e nem por um GOVERNO DEMOCRÁTICO DE FATO E DE DIREITO, entendemos ainda a ótica perversa e macabra que alguns segmentos da sociedade tentam inserir o nosso povo negro, legitimando uma ação de assepsia social, fazendo sempre uma ligação a criminalidade e ao tráfico de drogas que desqualifica o valor da vida humana e rasga de uma vez por todas a CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA.
Levando-nos a pensar profundamente se de fato estamos vivendo numa DEMOCRÁCIA DE DIREITO, não distante disso é a falta de representantes parlamentares que tomem essa bandeira para si e construam instrumentos de defesa para essa câmada da sociedade que está refém de policiais que corrompem a INSTITUIÇÃO, QUE DEVERIA LHE TRAZER UMA TRANQUILIDADE E SEGURANÇA.
Desconsoante a essas barbaridades(CASO CANABRAVA, URUGUAI,VITÓRIA DA CONQUISTA E PERO VAZ), o Movimento Salvador Pela Paz repudia a violência que assola nosso estado e solidariza-se com as familias das vitimas.
Jupiraci Borges
Coordenador do Movimento Salvador Pela Paz
Acesse nosso site www.salvadorpelapaz.com.br
Obesidade: sibutramina é segura e eficaz, afirmam especialistas.
De acordo com o Dr. Nataniel Viunisk, médico nutrólogo e membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), a sibutramina é considerada, entre os profissionais da área, um medicamento de "primeira escolha", ou seja, reúne segurança, eficácia e bom custo-benefício ao paciente considerado obeso. "A prescrição da sibutramina é uma ótima opção na qual o médico se responsabiliza pelo acompanhamento do usuário, visando seu uso racional e a melhora da qualidade de vida", afirma.
No entanto, o Dr. Viunisk alerta ao uso inadequado do medicamento. "A sibutramina não deve constituir um critério único de tratamento. Paralelamente a isso, é necessária a prática de um estilo de vida saudável, baseado em uma alimentação balanceada e no hábito de exercícios físicos", ressalta. "E sempre deve ser prescrita e acompanhada por um médico", acrescenta.
Contraindicação
Apesar da suspensão do uso da subitramina na Europa, o médico nutrólogo Dr. Carlos Alberto Werutsky, também da ABRAN, pondera que "a doença da obesidade, considerada epidemia global pela Organização Mundial da Saúde (OMS), implica em risco de morte, principalmente pela progressão do diabetes". De acordo com o especialista, a obesidade aumenta de três a cinco vezes o risco da doença cardiovascular, e a sibutramina pode ajudar a prevenir o aumento desse risco.
Em janeiro, a agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) determinou que a bula da sibutramina alertasse os pacientes com histórico de doença cardíaca, de acidente vascular cerebral, de arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial periférica e hipertensão não controlada.
No Brasil, a prescrição da sibutramina não foi banida e pode ser considerada nos seguintes pacientes:
• Índice de Massa Corpórea (IMC) igual ou superior a 30.
• IMC igual ou superior a 27,5, se acompanhado de outros fatores de risco como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, hiperglicemia.
• Quando o tratamento convencional não obteve êxito.
"Por se tratar de um agente farmacológico, é absolutamente recomendável, no entanto, que o paciente que faz uso da sibutramina esteja sob acompanhamento médico adequado", alerta o Dr. Werutsky.
Salvador:Mulheres reagem a agressões.
Cerca de 40 mulheres procuram diariamente os serviços da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no Engenho Velho de Brotas. Do início do ano até ontem, foram registrados 1.695 boletins de ocorrência. No entanto, diante da grande demanda e da carência de policiais, varas e oficiais de justiça, muitos casos não conseguem ser resolvidos com rapidez.
De acordo com a delegada titular da Deam, Cely Carlos da Silva, desde que entrou em vigor a Lei Maria da Penha, o número de registros de ocorrências tem crescido, principalmente porque a mulher se sente respaldada pela legislação e há um trabalho importante feito por vários órgãos além da delegacia. Em primeiro lugar nas queixas estão as ameaças, em segundo as lesões corporais e em seguida vêm as vias de fato (sem lesões aparentes, como um puxão de cabelos, por exemplo).
Conforme Silva, a atuação desta rede estimula a mulher a denunciar o agressor. “Para todos os casos que chegam, nós abrimos inquérito policial. A demanda é muito grande”, afirma.
A delegada assistente Aida Burgos concorda com o valor que a denúncia ganhou após a instituição da lei. “Isso se deve à credibilidade da Lei Maria da Penha, que fez com que a mulher acreditasse que o agressor será penalizado. Aqui chegam mulheres de todos os tipos, da classe humilde, média e alta, mas ressaltamos que 60 % delas são dependentes economicamente dos companheiros e quando denunciam não é a primeira agressão sofrida”, diz, enfatizando que a grande arma da mulher é a denúncia.
No entanto, segundo a delegada, algumas questões ainda dificultam o trabalho, como a insuficiência no número de policiais e de profissionais em toda a rede de combate à violência. “A demanda de queixas é enorme e é preciso um maior número de delegados, agentes e escrivães. As mesmas dificuldades passam as varas, onde faltam também mais pessoas, a exemplo de oficiais de justiça”, diz a delegada Cely.
Uma outra questão que dificulta o inquérito policial, segundo a delegada, é a falta de testemunhas. “Muitos dizem que não querem se meter em briga de marido e mulher. Alegam temer que o casal depois volte a se relacionar”, afirma.
O atendimento da delegacia especializada começa primeiro ouvindo a vítima para a formalização do boletim de ocorrência, caso seja constatado o crime. A vítima também pode pedir que a Deam encaminhe um pedido de medida de proteção para a Promotoria da Vara de Violência Doméstica. As mulheres vítimas de violência podem ainda ser direcionadas para uma casa abrigo, em busca de proteção.
“O trabalho da vara é célere. A juíza aprecia e toma as medidas protetivas em 48 horas, como a proibição da aproximação física e o afastamento do agressor”, diz a delegada Burgos. Na Deam de Brotas, atuam a delegada titular e mais seis assistentes. Cada uma pede, em média, quatro medidas protetivas por dia.
Em Salvador existe apenas uma Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que tem um acúmulo de processos. Depois das queixas, a juíza da Vara decreta a medida protetiva em até 48 horas, mas nem sempre o caso é logo solucionado, pois faltam oficiais de Justiça para entregar os mandados e aparato policial para acompanharem os profissionais.
Machismo e submissão, problema cultural
Para a psiquiatra Rose Garcia, a violência doméstica, especialmente contra a mulher, é um problema cultural. “Mas a mulher precisa sair desse papel, não pode permanecer na condição de vítima e de sexo frágil. A mulher não pode se sujeitar a tomar porrada”, diz. Segundo a especialista, o conflito está ligado à educação machista e a condição de submissão imposta a mulher. “E é também um problema de informação”, lembra.
Em relação às mulheres que, apesar de denunciar parecem se acostumar com o sofrimento e acabam voltando para o companheiro, Garcia enfatiza que isso é masoquismo e muitas vezes “perversão sexual”. “Só existe o que agride porque existe quem se deixa agredir”, afirma.
Lilian Machado
O avanço da mulher
Joaci Góes
Não se conhece um movimento social que tenha avançado tanto, em tão curto espaço de tempo, quanto o da valorização da mulher nos últimos cinquenta anos.
De fato, a descoberta da pílula anticoncepcional, em 1960, deu à mulher a possibilidade de melhor administrar o uso do seu tempo, a exemplo da escolha do momento da gravidez, permitindo-lhe preparar-se para os desafios da sociedade do conhecimento em que passamos a viver. É possível que tenha sido no Brasil onde esse avanço feminino se tenha realizado de modo singularmente espetacular. Senão vejamos.
Das três maiorias nacionais oprimidas - as mulheres, os pobres e os negros-, as mulheres são, de longe, a que mais conquistas realizou, sendo que os pobres e os negros continuam sem perspectivas de mudanças favoráveis, à medida que não se adensa e não prospera, com a velocidade devida, a compreensão coletiva de que a educação é o único instrumento capaz de assegurar o avanço social na sociedade do conhecimento em que, queiramos ou não, estamos inapelavelmente imersos. O sistema de cotas, de constitucionalidade ora em discussão no STF, se aprovado, pouco alterará este panorama, de que são prova as frustradas experiências internacionais.
Apesar da trágica omissão do setor público em ver a educação como o grande diferencial da sociedade contemporânea, em seu processo competitivo, as mulheres foram à luta e priorizaram o seu preparo, conscientes de que, a exemplo dos judeus - segmento populacional mais perseguido de todos os tempos-, para competir com os homens no ambiente de trabalho e vida afora, elas teriam que ser dobradamente capazes.
Já ao redor de 1970, pela primeira vez no Brasil, o número de mulheres graduadas em cursos superiores foi superior aos homens, sendo que, desde então, essa maioria feminina nunca parou de crescer, aproximando-se, agora dos 66% para elas contra 34% dos homens. Isto é: as mulheres representam praticamente o dobro dos homens na conquista de grau universitário. As mulheres só perdem para os homens nas profissões que se apoiam nas chamadas ciências exatas, com especial ênfase para a Física e a Matemática, mas não demora e elas chegam lá.
Os bons resultados não se fizeram esperar.
Apesar da discriminação salarial que sofrem, a massa salarial auferida pelas mulheres já igualou a dos homens, sendo que nada menos de 42% delas figuram nas mais recentes estatísticas como “cabeça do casal”, em matéria de renda. Além disso, não para de crescer o número de mulheres à frente do seu próprio negócio, ou como executivas de organizações dos mais variados portes.
A presença da mulher no comando da gestão pública, por outro lado, vem crescendo de ano para ano, de eleição para eleição, de modo sensível, ainda que em velocidade menor. Sem mencionar o crescimento de sua participação em atividades gerenciais do serviço público, nas três esferas do poder, entre as eleições de 1986 e as de 2006, o número de mulheres eleitas para a Câmara dos Deputados subiu de 26 para 45, de zero para dez no Senado e de zero para quatro na chefia de executivos estaduais, sendo que duas figuram como aspirantes de ponta às eleições presidenciais deste ano. Convenhamos que se trata de um avanço exponencial.
Enquanto isso na Bahia as mulheres fizeram bis no Tribunal de Justiça. Mais uma vez a Mesa Diretora é composta por quatro mulheres e um homem, com as desembargadoras Telma Britto como presidente, Maria José Sales Pereira, primeira vice-presidente, Lealdina Torreão, segunda vice-presidente, Lícia de Castro Laranjeira Carvalho, corregedora das comarcas do interior, cabendo ao único varão, desembargador Jerônimo dos Santos, o posto de corregedor geral da justiça.
É preciso dizer mais para concluirmos que estamos vivendo o embrião de um promissor matriarcado?
quinta-feira, 11 de março de 2010
Procuradora Norma Angélica venceu mas não levou.Neste caso, o nome escolhido pelo governador da Bahia recebeu menos da metade dos votos da candidata.
Thais Rocha, do A TARDE
A Associação Nacional de Membros do Ministério Público (Conamp) classificou como uma “tragédia” a escolha do promotor de justiça Wellington Lima e Silva como novo chefe do Ministério Público da Bahia. “A conduta do governador da Bahia contrariou a democracia e prejudicará, também, o Ministério Público deste Estado”, comentou o presidente da entidade, José Carlos Cosenzo.
A Conamp, historicamente, defende a nomeação do membro mais votado na lista tríplice encaminhada aos governadores. A exceção está quando a diferença entre o primeiro e o segundo colocado é pequena, a exemplo da escolha recente em Minas Gerais, quando a diferença foi de apenas um voto.
“Neste caso, o nome escolhido pelo governador da Bahia recebeu menos da metade dos votos da candidata mais votada”, lembrou Cosenzo. Para ele, o procurador-geral escolhido pelo governador tem legalidade para assumir o cargo, mas não legitimidade para ocupá-lo.
Por isso, o presidente da Conamp disse que, apesar de já ter passagem comprada e reserva em hotel, não virá à cerimônia de posse, marcada para amanhã. “Sem qualquer referência à honra do nomeado, posso dizer que muitos outros colegas, em igual situação, optaram por não aceitar um ato que pudesse dar conotação de favorecimento, ou deixar dúvidas quanto à imparcialidade na atuação de uma pessoa que obteve apenas um terço dos votos de seus pares”, declarou.
Ao contrário disso, Cosenzo afirma que, durante a campanha, o então candidato Wellington Lima e Silva costumava declarar que, uma vez na lista tríplice, sua indicação pelo governador Jaques Wagner seria certa. “Com um posicionamento como este, o então candidato coloca o próprio governador em uma situação ruim e prejudica a credibilidade do Ministério Público”, declarou.
Diante disso, a Conamp fiscalizará de perto a gestão do novo procurador-chefe da Bahia. “Se houver menor deslize, representaremos contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público”.
Em casa - Na Bahia, a reação contra a escolha do procurador-chefe não foi tão enfática. O presidente da Associação do Ministério Público da Bahia, que representa os promotores e procuradores de justiça do Estado, Jânio Braga, disse que, apesar de defender a escolha democrática, é hora de a categoria se unir para garantir a boa administração do procurador escolhido.
“A escolha do governador é constitucional, a nomeação do doutor Wellington é um fato e, agora, cabe a nós preservarmos o bom funcionamento da instituição”, disse.
Para os servidores, a escolha do procurador-geral representa a mudança administrativa. “Não explicitamos apoio a nenhum nome, até porque os servidores não votam, mas demos nossas considerações sobre as propostas de cada um deles”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público da Bahia (Sindsemp), Jairo Cruz Gomes.
Dentre os três que estiveram na lista tríplice, os servidores só discordavam das propostas apresentadas pela procuradora Norma Angélica, a mais votada. “Defendemos a redução das pessoas contratadas nos 328 cargos de comissão”, destacou Gomes.
quarta-feira, 10 de março de 2010
VIOLÊNCIA: UMA VARIAÇÃO DO JEITO BIZARRO DE SER NORMAL, Leitura de fatos violentos publicados na mídia, Ano 10, nº 06, 08/03/10.
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Ao lado de Dilma, Lula diz que mulher vai parir uma nova política.
Brasil prepardo para ter uma mulher presidente
A ministra da Secretaria das Mulheres, Nilcéa Freire, destacou os desafios do governo federal para tratar a situação das mulheres como questão de Estado. “Estamos completando um ciclo na Secretaria. Trabalhamos junto com vocês para construir uma política pública para as mulheres”, disse Nilcéa.
A ministra aproveitou a ocasião para anunciar a criação do Memorial da Mulher Brasileira, uma parceira da Secretaria com a Casa Civil e o Arquivo Nacional. O objetivo é resgatar a trajetória de mulheres que ajudaram a construir a nação brasileira. Nilcéa também assinou um documento sobre a situação atual das mulheres. O papel foi colocado no que ela chamou de cápsula do tempo. “Daqui a 50 anos, as que ainda estiverem aqui poderão comparar os dois períodos”, destacou Nilcéa.
Dilma: o Brasil está preparado para ter uma mulher presidente
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, destacou como uma decisão importante a criação da secretaria para as mulheres para tratar de políticas públicas específicas de um segmento, “o governo colocou como uma questão central a situação das mulheres” e ressaltou como uma das mais importantes medidas a aprovação da licença-maternidade por seis meses.
Dilma, que fez questão de citar a presença da secretária de Cultura do Rio, Jandira Feghali, deixou claro que é preciso avançar mais e destacou como negativa a dupla jornada de trabalho para as mulheres e o salário menor em relação aos homens, “mas temos procurado alterar essa situação, queremos construir um Brasil com mais autonomia para as mulheres e sem violência”.
Mesmo sem tratar de campanha eleitoral, Dilma, que é pré-candidata a presidente, disse que o Brasil está preparado para ter uma mulher na presidência, pois segundo ela, “as mulheres estão preparadas para administrar o país”.
Valorização profissional
O presidente Lula abordou o papel da secretaria das mulheres como uma das conquistas de seu governo. Lula condenou a violência contra as mulheres e foi ovacionado ao dizer que a Lei Maria da Penha conta com o apoio dos homens, pois “os de bom senso, de caráter e de responsabilidade sabem que um homem não mora com uma mulher, não casa com uma mulher para tratá-la como objeto e bater nela. Um homem casa com uma mulher para viver em harmonia com ela”.
Ao mesmo tempo, Lula ressaltou a importância da valorização profissional, “porque uma das formas das mulheres brasileiras não terem um grau de liberdade ainda maior é, muitas vezes, a dependência que ela tem, econômica, dentro de casa. Na medida em que a mulher trabalha, aprende uma profissão, essa mulher tem independência e vai viver com um homem se ela quiser, não obrigada, a troco de um prato de comida, como habitualmente acontecia neste país”.
Preconceito contra Dilma
Por fim, o presidente deu o tom do que está por vir na campanha eleitoral: “Preparem-se, porque o preconceito continua. Preparem-se, porque o preconceito contra a mulher ainda é muito forte. Certamente, uma sociedade machista como a nossa ainda não está 100% preparada para ver uma mulher disputando um cargo de prefeito, um cargo de governador, um cargo de presidente da República”.
Em sua fala mais aplaudida Lula disse que a mulher pode parir uma nova política. “Se uma mulher é capaz de parir um político, por que ela não é capaz de parir uma administração mais competente do que o político que ela conseguiu colocar no mundo?”, disparou o presidente sob aplausos.
Outro que destacou a importância da ministra Dilma Rousseff foi o governador Sérgio Cabral. Segundo ele, Dilma tem revolucionado o país ao lado do presidente Lula. Também participou do ato o prefeito Eduardo Paes, que destacou a parceria entre os governos municipal, estadual e federal e os investimentos na área de saúde, com garantia de assistência à mulher.
O evento contou ainda com as presenças dos ministros Luiz Dulci, Carlos Minc e Franklin Martins e da senadora Serys Slhessarenko, além de representantes de governos de outros estados.
A União Brasileira de Mulheres (UBM) e o PCdoB estiveram presentes com faixas, panfletos e adesivos, que foram amplamente distribuídos.
Do Rio de Janeiro
Marcos Pereira









